A CURA PELA NATUREZA

Jean Aikhenbaum e Piotr Daszkiewicz

A CURA PEla Natureza

ENCIClOPDIA FAMILIAR DOS REMDIOS NATURAIS

EDITORIAL ESTAmPA

Aviso:

Esta obra no tem a pretenso de substituir o seu mdico. No pode substituir uma
consulta mdica.

A nossa abordagem no consiste numa crtica sistemtica da medicina. A nossa inteno
 apresentar-lhe um guia que permita ajud-lo a fazer face a certos problemas atravs
do recurso s terapias ditas naturais. Tambm lhe apresentamos, nas prximas
pginas, uma anlise crtica, cientfica, etnolgica e histrica de certos
tratamentos.

 importante saber que natural no significa inofensivo. Existem toxinas
terrveis que so, muitas vezes, de origem natural, e certas plantas que podemos
encontrar correntemente nos nossos parques e jardins so, por vezes, mortais. Devemos
tambm ter presente que a aco de qualquer substncia  sempre mltipla, e que no
existe aco sem reaco. Mesmo as plantas e as tcnicas delas derivadas devem ser
utilizadas com moderao. Para terminar, lembramos que  sempre prefervel prevenir a
ter de remediar.

Ttulo original: Le Pouvoir de Gurir par la Nature
Traduo: Maria Joo Arajo Freire
Capa: Jos Antunes
Composio: Byblos-Fotocomposio, Lda.
Impresso e acabado por Companhia Editora do Minho, S.A. em Maio de 1999 Depsito
legal: 136432/99
ISBN 972-33-1442-8
Copyright: C di-Inter B. V. Amsterdam, 1996
Representada por Cathy Miller Publishing Rights Ltd., Londres, Gr-Bretanha
Editorial Estampa, Lda., Lisboa, 1999

para a lngua portuguesa

A casa dos meus pais cheirava bem a sopa de couve Quando o Inverno fustigava que bem
que se estava em casa Mas empurrei a cancela quando chegou a Primavera para deambular
rio abaixo como todos os moos de vinte anos...

G. Jackno

 minha filha Christina, que no gosta de ir ao mdico.

Ao meu av Kalman, que conhecia o poder do Verbo e sabia curar com um pouco de azeite
e de limo.

NDICE GERAL

INTRODUO E PREFCIO, pelo Dr. Jean-Pierre WILLEM                                   
                      23

*  Esta obra  uma enciclopdia de medicinas naturais                                
.......     23
*  Uma reflexo sobre a sade                  
................................................  24
*  Uma mina de informaes sobre as medicinas naturais                               
    ...     25
*  A medicina moderna enganou-se no caminho                               
...................    25
*  A medicina moderna deve dar explicaes                           
........................    26
*  As medicinas naturais contribuem para o progresso mdico      
.................................................................................. 28
*  At os mdicos podem tratar os seus doentes com esta enciclopdia        
.......................................................................... 28
*  A abordagem das medicinas naturais                        
.................................   29
*  Esta enciclopdia vai ajud-lo a defender a sua sade                             
   ....     30
*  Esta enciclopdia  um passaporte de boa sade                              
..............    32

A VIDA, ESSE FENMENO TO MISTERIOSO                                                
...................    33 
Ser possvel derinir a vida?                    
.................................................  33 
- Algumas definies da vida                   
................................................  34 Quais so as caractersticas da 
vida?                          .....................................  35

Quais so as consequncias destas investigaes e em que medida influenciaram as 
nossas teorias em matria de sade?               
.......................................................... 36

A NATUREZA QUE TRATA                             
......................................................... 37

*  Em busca das origens da Natureza                       
....................................   37
*  A Natureza pode tratar?                
...................................................... 37
*  As relaes entre Natureza e medicina                        
..............................   38
*  A Natureza que trata: a naturopatia                     
...................................   39
*  A medicina pela Natureza                  
................................................... 39
*  Devemos suprimir os medicamentos?                          
................................   40

A naturopatia          ...................... . 
.......................................................

*  E se os medicamentos nos fizessem mais mal do que bem?           
..............................................................................
*  Os erros da medicina: muitos medicamentos so retirados do mercado                
 ............................. ..  ............................
*  A naturopatia socorre os males quotidianos                                  
...................  ...
*  A naturopatia respeita o corpo                         
...........................................
Algumas teorias               ..................... ......... ... ............. .... 
 ................... .. . ...
*  Louis Kul-me combate os excessos alimentares                                      
.................
*  O mtodo natural e personalizado do professor Bilz                                
          .......
*  Os tratamentos do padre Kneipp                            
........................................
*  Sheiton nega a doena                   
.........................................................
*  A prtica do jejum e as restries alimentares                                   
.................
*  A opinio de alguns tericos e mdicos sobre o jejum                              
              ...
*  O jejum faz emagrecer e rejuvenescer                               
...............................

AS PLANTAS MEDICINAIS                                  
.........................................................

As plantas acalmam a fome e aliviam as dores                                         
  ....................

O interesse das plantas que tratam                         ... 
................................. ... e o interesse da fitoterapia                   
..............................................
O poder de cura das plantas est hoje cientificamente confirmado           
............................................................................

A lei das assinaturas ou a face mstica da fitoterapia.

*  As virtudes teraputicas das plantas                           
...................................
*  A lei das assinaturas revela as virtudes das plantas                          
            ......
*  Quem formulou primeiro a lei das assinaturas?                                 
      ............
*  A lei das assinaturas decifra os sinais das plantas                        
                ....
*  Como identificar esses sinais                      
..............................................
*  Quais so esses sinais?                  
........................................................
*  A fitoterapia decorre da lei das assinaturas                                 
...................


Algumas noes sobre a qumica das plantas                                         
........................

* No lhe vamos fazer um curso terico                                 
..............................
* Verifique a composio qumica das plantas                                    
.....................
* A guerra qumica das plantas entre si                               
...............................
* As plantas tambm nos protegem                             
.......................................
* A aco teraputica das plantas                         
..........................................

 Algumas noes sobre a combinao dos princpios activos das plantas              
...................................................................       61
FITOTERAPIA DAS PLANTAS INFERIORES (Criptogamas)               
..............................................................................       
 63
*      micoterapia ou o tratado dos cogumelos medicinais                             
               ........      63
* Os cogumelos tambm so medicinais: uma tradio popular antiga             
......................................................................        64
* Propriedades antibiticas e doenas de civilizao                                 
     ...........      65
* Remdios que no necessitam de preparao                                     
....................       66
 redescoberta dos lactrios                       
...............................................       66
O cogumelo: um remdio universal                               
...................................       68
O agrico utilizado na homeopatia                              
.................................       68 
A propsito do hongo, esse remdio milagroso                                      
................       69
* terapia pelas algas                   
..................................................................        69
* As algas so antibiticos naturais                          
......................................       70
* As algas: uma soluo milagrosa contra os retrovrus?                              
             ...      70
* Algumas algas medicinais: apanhe-as durante as frias                              
             ...      71

Alsidium helminthochostor                       
..................................................       71 Ascophyllum nodosum      
               .........................................................        71 
Corrallina officinalis                
...........................................................        71 Cystoseira 
fibrosa               
................................................................        71 Chondrus 
crispus               
.................................................................         72 Dignea 
simplex              
..................................................................... 72 Fucus 
vesiculosus                
................................................................        72 Gelidium 
sp         . 
.........................................................................          72 
Hisikia fusiforme              
..................................................................        72 
Laminaria digitata, Chicote-das-bruxas                               
.............................       72 Laminaria hyperborea, Laminria-de-clouston   
                                  ..................       73 Laminaria saccharina, 
Boldri-de-neptuno                                  ........................       73 
Lithothamnium calcereum, Marl                             
....................................        73 Rhodymenia palmata, Sargao-de-vaca   
                              ..............................       74 Spirulina 
maxima e Spirulina platensis                               
.............................       74 Undria sp         . 
..........................................................................          
74 Os lquenes: uma simbiose entre as algas e os cogumelos..                         
                                74

A lei das assinaturas impe o tratamento                                  
......................       74
AS PLANTAS EXTICAS                           
.............................................................
Os cinco continentes possuem plantas medicinais                                    
................
O alos       
.....................................................................................
.....
* Os poderes mgicos e teraputicos do alos remontam  noite dos tempos             
 ..............................................................
* Os poderes de cura do alos                   
...............................................
* As diferentes espcies de alos                   
..........................................
* As receitas produzidas  base de alos                      
..............................
As cactceas          
.................................................................................
* O Trichocereus pachanoi: planta mgica latino-americana
* O Lophophora williamsi, peyotI: planta sagrada e alucinognea          
......................................................................
* Outras cactceas com efeitos alucinogneos                            
.....................
* A utilizao teraputica das cactceas                      
...............................
* As cactceas tambm so comestveis                         
...............................
 difcil identificar e obter as espcies de forma fivel As cactceas so plantas 
resistentes                   ...  mas conseguiro resistir  civilizao?           
...........................................................
OS REMDIOS UNIVERSAIS DE ORIGEM VEGETAL E ANIMAL                        
..............................................................
Os chifres: a cincia confirma a eficcia dos remdios tradicionais dos Siberianos   
               ..................................................
* Os trs tipos de chifres medicinais                     
....................................
* Possibilidades teraputicas da pantocrina, da rantarina e da santarina         
.......................................................................
Adaptogneos e biostmuladores ou a busca da panaceia moderna        
..................................................................................
* A busca de substncias susceptveis de aumentarem
as nossas capacidades de adaptao parece ter um futuro promissor        
..............................................................................
* A aco teraputica das plantas adaptogneas                            
..................
10

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS                                                 
            ................     95
Como utilizar as plantas                       
...........................................................       95
*  A infuso         
..............................................................................       
95
*  A decoco           
...........................................................................       96
*  As decoces do padre Kneipp                           
..........................................      96
*  Flores de feno             
...................................................................       96
*  As cataplasmas de argila                   
.....................................................       97
*  A macerao            
.........................................................................       98
*  Os leos essenciais               
..............................................................      100
*  A drageia         
..............................................................................      
109
Como deve alimentar-se para salvaguardar a sua sade                                 
                   ....    110
* A alimentao              
......................................................................      110
* O que devemos beber?                    
........................................................       125
* Alimentao vegetariana e dieta                          
.........................................     127
* O jejum para desintoxicar                     
...................................................      128
Conselhos           para viver melhor e mais tempo                              
...........................     130
*  Duas regras essenciais para uma boa sade                                  
......................     130
*  O endurecimento: sete maneiras de vencer a doena                                 
         .......    132
*  Procure nos         exerccios fsicos a descontraco e a expresso corporal     
            ........................................................       133
*  O repouso: indispensvel para o seu bem-estar                                    
................     134
*  A respirao e o relaxamento                        
.............................................     137
Os tratamentos esquecidos                        
........................................................       140
*  Os duches teraputicos                 
........................................................       140
*  Os banhos medicinais                  
..........................................................      144
*  Os banhos de vapor para transpirar                           
....................................     147
*  A camisa de ffiores de feno (segundo o padre Kneipp)                            
                     148

*  O cinturo de Neptuno (compressa abdominal)                                      
................     148
*  Os banhos de ar livre e de sol: um tratamento natural
que deve ser praticado com moderao                                 
............................     151
*  A fototerapia: uma cincia em marcha                               
..............................     152

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS                                               
        ..........   155
As sanguessugas vo voltar aos nossos hospitais?                                  
..... ...  ........ 155
As ventosas na terapia moderna                        ....................... 
....................... 158
* litoterapia, ou terapia pelos minerais                          ....... 
.......................... 164
* O mmio, ou blsamo das montanhas                            
............................  167
* A ozoquerite: uma cera natural                   
.......................................  ... 169
* O mistrio da pedra das serpentes                      
............................. ..... 171
* O mbar: um precioso medicamento desde a Antiguidade                               
          172
* espeleoterapia ou terapia no subsolo                            
.................................. 174
O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR                                               
      ...........    177
Como se chegou ao reducionismo na medicina?                                     
...................  177
- A medicina reduz os factos a uma causa nica                             
................   178
Lutar para que a medicina natural no constitua uma ameaa para a Natureza           
        ...................................................... 178
* Como foi possvel chegar-se a esta situao?                            
...................  179
* Qual  o papel da medicina natural neste trfico indigno?                          
          179
* As principais espcies de fauna ameaadas                           
.......................  180
* As principais espcies da flora ameaadas                          
........................  182
* O que pode fazer a medicina natural para remediar esta situao?       
............................................................................... 183

DOENAS E OS SEUS TRATAMENTOS NATURAIS                                               
         ....    185
Smbolos visuais que acompanham certos tratamentos                                   
      .......   186

A

Abcessos - furnculos                
................................................................. 188 Acidez de 
estmago (azia gstrica)                      
............................................ 190 cido rico (uremia)              
.................................................................... 192 Acne      
.....................................................................................
......... 194 Afrontamentos           
............................................................................... 196
12



Aftas     
.....................................................................................
.........       198 Albuminria           
...............................................................  . .................. 
   200 Alcoolismo           
.................................................................................... 
     201 Alergias e doenas ditas ambientais                            
...........................................     207

*   Influncia das alteraes naturais do ambiente sobre

a sade      
..................................................................................   
   207
*   Influncia das alteraes artificiais do ambiente sobre

a sade     .................................... . 
.............................................     212
*   A poluio electromagntica                      
...............................................     215
*   leos essenciais, legionelose e poluio microbiolgica

do ar    
.....................................................................................
.      223
*   As alergias alimentares e as suas consequencias                                  
  ..............    226
*   Alguns tratamentos naturais recomendados em casos

de alergias        
............................................................................      230 
Anemia         
.....................................................................................
.....      231 Anginas, Dores de garganta                      
.........................................................      233 Ansiedade - 
angstia, medos                         
......................................................     236 Apetite - falta de, 
perda de (anorexia)                            
.......................................     237 Arteriosclerose, Angina de peito, 
Enfarte do miocrdio                                          ...........    242 
Artrites     
.....................................................................................
......       245 Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites                      
          ............................     247 Asma      
.....................................................................................
.........       252 Astenia nervosa             
.............................................................................      
258

B


Blenorragias, Gonorreia - Esquentamento                                  
.................................     260 Boca (Afeces bucais, Estomatite, 
Piorreia, etc.)                                    ....................     261 
Bronquites, Traquetes, Catarro das vias respiratrias                               
      ...............     264 Bursite (Higroma)               
.........................................................................      267

c

Cabea (dores de)               
.........................................................................      270 
Cabelo (queda do), Caspa                     
............................................................      270 Cibras      
.....................................................................................
......       272 Clculos biliares (litases)                 
............................................................      274
13
Clculos urinrios          
......................................................................... 276 Cancro 
     ......................  
.................................................................... 279

* A devastao do cancro             
....................................................... 279
* Os antibiticos: uma grande ameaa para a sua sade                           .... 
 283
* O ponto de vista dos naturopatas                
....................................... 284
* Dois casos de cura natural            ............................................ 
...... 285
* 44 mtodos de preveno do cancro                   
.................................. 287
* Mtodos de despistagem e tratamentos complementares

e   alternativos do cancro         ..............  
.................................... 291 *   despistagem atravs da fotometria       
         ................................. 292 *   ionoqunsia       
..................................................................... 292 *   
biologia electrnica         
......................................................... 292 *   cristalizao 
sensvel        ....................................................... 293 *   
tratamento Solomids desacreditado                  .............................. 
293 *   Dr. Gernez face  medicina oficial                
................................ 294 *   electroacupunctura do Dr. Vll              
 ...................................... 295
O   ozono e o cancro         
............................................................. 295 *   lei de ferro do 
Dr. Hamer sobre o cancro e a SIDA                         ...   296 *   germno     
 ........................................................................... 297 Os 
cidos Le Foll          
................................................................ 297 As enzimas: uma 
terapia de aco sistmica                      .................... 297
* Dr. Kousmine e o cancro               
............................................... 298
* medicina do Dr. Nieper              
.................................................. 298

* oxigenao biocataltica            
.................................................. 299 Pierre Tubry       
........................................................................ 300 Rudolph 
Steiner e a antroposofia                ....................................... 300 A 
imunoterapia em doses infinitesimais                   ............................ 
301 As aces teraputicas do selnio                
...................................... 301
O 714 X       
............................................................................... 302 
BeIjanski e as promessas da biologia molecular                      ............... 
303 As plantas imunostimulantes e o cancro                    
........................... 304 Catarata     
.............................................................. 
........................... 309 Celulite    
.....................................................................................
..... 310 Citica     
...................................................................  
......................... 315 Cicatrizao de feridas e hemostticos                 
 ....................................... 317
14

Cistite     
.....................................................................................
.......       318 Colesterol        ................   
.....................................................................     321 
Colibacilose          
...................................................................................  
    328 Clicas hepticas               
..........................................................................     329 
Clicas intestinais             
.........................................................................      331 
Comicho          
.....................................................................................
.       333 Conjuntivite, Inflamaes oculares                           
..............................................    333 Constipao (de cabea)        
             ..............................................................     336 
Contuses - Golpes                 
..................................................... . ................    338 
Convulses          ...................................................  . 
................................    340 Coqueluche - Tosse convulsa                  
       ......................................................     341 Corao - 
Afeces cardacas                         
.....................................................     343 Coreia (dana de So 
Gui)                       .......................................................... 
    344 Corrimento branco (leucorreia)                         
...................................................     346 Costas (dores nas)       
       ........................................................................      
 349

- Mais vale prevenir do que remediar                                
..................................    350

* mioterapia           ........................................................  . 
...............    351
* osteobitica ou o lado psico das dores nas costas                              
           ....    352
* mecnica para socorrer as dores nas costas.,                                    
................    352 Cuperose        
.....................................................................................
...       353

D


Dentes      
.....................................................................................
.......       356 Depresso nervosa               
........................................................................       357 
Descalcificao - Desmineralizao                            .... 
.......................................     360 Diabetes e hipoglicemia              
      ...............................................................     361 
Diarreias       ................................ . 
.......................................................     366 Disenteria        
.....................................................................................
.       368 Dores e nevralgias              
........................................................................       369

Eczema         
.....................................................................................
.....      372 Edema       
.....................................................................................
.......       373 Enfarte do miocrdio                 
....................................................................      374
15
Enjoo (de barco)          
....................................................................

.......  374

Enjoo (de automvel, transportes)           .......................................

.......   374

Entorpecimentos          
.....................................................................

.......   375

Entorses - Luxaes           
..............................................................

.......   376

Enxaqueca (cefaleias, dores de cabea)          ...............................

377

Epilepsia      
.................................................................................

.......   381

Erisipela     
..................................................................................

.......   383

Escaldo (golpe de sol)          
.........................................................

.......   385

Escarlatina       
..............................................................................

.......   385


Esclerose em placas           
..............................................................

.......   385

Escrflas - Adenites - Alporcas           .......................................

.......   386

Espasmofilia (Tetania)          
...........................................................

.......   387

Esterilidade       
..................................................................................   
389

Estomatite - Gengivite          
..........................................................

.......   389

Fadiga - Convalescena - Esgotamento - Fraqueza     ..........

.......   392

Febre     
.....................................................................................
..

.......  394

Feridas abertas        
.......................................................................

.......  396

Fibroma uterino          
.....................................................................

.......  398

Fgado     
.....................................................................................

.......  399

Fstulas anais       
..........................................................................

.......   401

Flatulncia - Gases intestinais           
.............................................


.......  403

Flebite     
.....................................................................................
.

......  404

Fracturas      
..................................................................................

......  406

Fragilidade capilar         
..................................................................

......  408

Frieiras    
.....................................................................................

......  409

Frigidez      
...................................................................................

......  411

Furnculos       
...............................................................................

......  412

Gaguez      
.....................................................................................

......   414

Gangrena       
.................................................................................

......   415

Gastrites     
...................................................................................

Lombalgias (Lumbago)                  
.......................................................... Magreza       
................................................................................... 
Melancolia        
............................................................................... 
Memria (perdas de)               
.............................................................. Menopausa          
.............................................................................. 
Menstrua o dolorosa e difcil (Dismenorreia)                            
.................... Menstruao frequente              
.................................... .......................

Menstruao insuficiente (Amenorreia)                         
................................. Menstruao demasiado abundante (Hipermenorreia)   
                                .......... Metabolismo (perturbaes do)             
       .............................................. Micoses       
.................................................................................... 
Mucosas (inflamao das)                  
......................................................

N - O

Nuseas       
..................................................................................... 
Nefrite - Pielite         
....................................................................... Nervosismo   
      ...............................................................................

- Para acalmar uma crise de nervos                        
................................. Neurastenia        
............................................................................... 
Nevralgia       
.................................................................................. 
Obesidade        
................................................................................. 
Odores        
.....................................................................................
. Olhos (inflamao) - Oftalmia                  .....   
........................................ Osteoporose         
.............................................................................. 
Otalgia       
.....................................................................................
. Otite   
.....................................................................................
..... Ouvidos - Surdez            .................................................. 
..................

Palpitaes       
................................................................................ 
Papeira       
.....................................................................................
. Paralisias      
.................................................................................. 
Parasitas     
.................................................................................... 
Parkinson (Doena de), Doenas degenerativas (Alzheimer,

Esclerose em placas)              
..........................................................
18

Pele     
.....................................................................................
...........      504

*Pele seca       
...............................................................................      
505
*Pele oleosa         
............................................................................     506
*Pele normal           
..........................................................................     507
*Rugas      
.................................................................................... 
     508
*Manchas - Pontos negros                     
....................................................     509
*Cicatrizes       
..............................................................................      
509
*Manchas de nascena                   
..........................................................     509
*Sardas     
.................................................................................... 
     510
*Aco benfica das plantas na pele                           
....................................    510
*Hematomas            
...........................................................................     512 
Pernas pesadas             
..............................................................................      
512 Ps      
.....................................................................................
............     515

* Ps frios     
................................................................................     
 515
* Psinchados          
.........................................................................      517
* Transpirao excessiva dos ps                      
...........................................     517 Pesadelos - Sono agitado         
             ............................................................     517 
Picadas de insectos                
.......................................................................     520


- Para afastar os insectos                
.......................................................     520 Pneumonia          
................... . 
.................................................................     520 Poliartrite 
      
.....................................................................................
..      520 Plipos       
.....................................................................................
......      521

- Plipos do nariz            
...................................................................     521 Priso de 
ventre             
............................................................................      522 
Prstata      
.....................................................................................
.....       527 Prurido       
.....................................................................................
......      530 Psorase        
.....................................................................................
....      531

- R Queimaduras            
.................................................................................    
   534 Raquitismo           
.................................................................................... 
     536 Reconstituio (aps fadiga ou doena prolongada)                           
             ..................    537 Resfriamentos            
................................................................................     
 537 Reumatismos            
.................................................................................    
   538 Rins     
.....................................................................................
...........      543
19
Rouquido           
..................................................................................... 
     544 Rugas             .................................................... .... 
 ..................................... 546

Salpingite        
.....................................................................................
..      548 Sangue (perturbaes da circulao)                            
...........................................     549

* Para a hipotenso                
.................................................................      553
* Para regularizar o trabalho do coraao                                
..............................    554 Sarampo           
.....................................................................................
.  ...  554 Sarna             ................................................... 
........................................... 555 Seborreia         
.....................................................................................
..      557 Sedativos         
.....................................................................................
..      557 Sede              
.....................................................................................
.......... 558 Seios             
.....................................................................................
......... 559


- Beleza dos seios                 
...................................................................    559 
Senescncia           
...................................................................................  
    560 SIDA              
.....................................................................................
......... 561 Sncopes          
.....................................................................................
...     565 Sinusite          
.....................................................................................
.....   567 Soluos           
.....................................................................................
.....   567 Sudorfico        
.....................................................................................
.       568 Sufocao         
.....................................................................................
.       568 Surdez            
.....................................................................................
....... 569

Tabagismo           
..................................................................................... 
     572 Tendinite         
.....................................................................................
...     582 Tnia             
.....................................................................................
......... 582 Tenso muscular               
...........................................................................      582 
Tiques            
.....................................................................................
....... 583 Torcicolos        
.....................................................................................
.       584 Tosse             
.....................................................................................
......... 585 Transpirao excessiva                  
.................................................................      586 Tremores  
        
.....................................................................................
...     588 Tumores           
.....................................................................................
....    589

Tumores benignos      
................................................................       589
20
U - v - z

 Iceras       
.....................................................................................
......     592

* lcera do estmago                   ...................       
....................................     592

* lceras varicosas               
.................................................... . .............    594 Uremia   
      .................... ................................... ....  
................................ 596 Urina (incontinncia)                
................................................... . ................    596 Urina 
(reteno de)               ...........................         
.....................................    597 Urticria      
.....................................................................................
....       598 Varizes        
............................................................................. 
..............    598

* Feridas decorrentes de varizes                          
............................................    599
* Ulceraes            ................................ . 
...........................................    599 Velhice (Senilidade)              
  ......................................................................     600 
Verrugas       ................................................  .................. 
.......................    607 Vertigens        
.....................................................................................
...      608 Vmitos        
.....................................................................................
....       609 Zona      
.....................................................................................
..........      610 Zumbido nos ouvidos                    
...................................................................     611

CONCLUSO                  
...................................................................................  
    613

Envelhecer.. mas continuando jovem                                   
......................................    613 * O que  realmente ajuventude?        
                      .........................................    613 * 22 conselhos 
para viver muito tempo e com sade                                            
..........   614 * Prepare os seus elixires de juventude                             
  ................................    615 * As plantas, sob todas as formas, tambm o 
podem ajudar                                                  616 Estabelea metas, 
tenha objectivos                            
.............................................    617

LXICO DOS TERMOS CIENTFICOS UTILIZADOS                                             
                  .........    619

NDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS                                             
......................................    627

BIBLIOGRAFIA                    
..............................................................................      
641

Jornais e documentos vrios                          
.....................................................     649

21

INTRODUO E PREFCIO

pelo Dr. Jean-Pierre WILLEM

Vivemos num tempo apaixonante em razo das suas contradies!

E a relao que a nossa sociedade mantm com a sade  uma delas. Alis o sentido da 
palavra sade no cessa de se alargar. Ela tanto designa os cuidados intensivos 
numa unidade de reanimao, como o jogging das manhs de domingo, passando pelos 
medicamentos de conforto. A frase  bom para a sade constitui uma etiqueta 
indiscutvel. Alm disso, a sade especializa-se por meio de tcnicas cada vez mais 
cientficas e espalha-se sob a forma de crendices cada vez mais extravagantes. Por 
outro lado, se hoje em dia se tratam doenas que no passado eram mortais, surgem 
doenas primrias perante as quais somos ainda impotentes. E voltam a aparecer velhas 
infeces, tais como as doenas da misria, de que  um dos exemplos a sarna.

Esta obra  uma enciclopdia de medicinas naturais Seria uma presuno pretender 
conhecer perfeitamente o conjunto de terapias s quais esta enciclopdia de 
tratamentos naturais faz referncia, sendo certo que Jean Aikhenbaum, jornalista 
cientfico e fundador da revista Russir votre Sant, e Piotr Daszkiewicz, bilogo e 
historiador das cincias, elaboraram um guia muito completo.

A sua competncia em matria de medicinas naturais, numa perspectiva cientfica e 
sobretudo experiencial, conjugou-se para proveito das pessoas que, a propsito, por 
exemplo, de uma angina, de uma gonalgia, de um edema na garganta ou de uma hemorragia 
nasal, podero consultar este manual, que ter um lugar privilegiado para elas.
23
Um exame da medicina, dos cuidados de sade e do doente.

As suas consideraes so, na verdade, mltiplas e variadas, mas mencionarei apenas 
as trs principais:

- O facto de que existe apenas uma medicina, com mltiplas facetas.

J no se fala de medicinas diferentes, a no ser para explicar que muitas formas 
possveis de teraputica s o ignoradas, voluntariamente ou no, pelas Faculdades de 
Medicina. -A primordialidade da alimentao saudvel, equilibrada e natural.

Este fenmeno  conhecido h muito: Existem doentes que s se curam atravs da 
alimentao, j dizia Hipcrates, e Jean Rostand, entre outros, fez dele um 
fervoroso eco.
- A vontade de cura.

Uma reflexo sobre a sade

Esta enciclopdia aborda tambm os diferentes aspectos da sade. -A sade comporta 
uma grande parte de confiana: por se pensar tanto que o progresso tcnico resolve 
rapidamente os problemas, as suas lentides ou impotncias suscitam decepes 
violentas ou a procura de terapias ditas naturais. A confiana , sem dvida, 
fundamental no que toca a sade: o sobreconsumo de tranquilizantes prova-o. Existe 
por conseguinte uma forte relao entre confiana e sade. E um bom estado de sade 
prova que o corpo se situa numa relao de autoconfiana, de confiana no mdico e de 
confiana na sociedade.
- Evocando, diversas vezes, o assunto do investimento nos cuidados de

sade, os nossos autores apresentam a questo da confiana na vida, no valor da 
prpria vida. Ser que estar de boa sade significa no ter qualquer problema? 
Assistimos actualmente a um conjunto crescente de doenas fsicas bem como a uma 
grande dificuldade em suportar a vida. No fundo,  o problema do sentido da vida que 
se pe. -Que utilidade tem o que fao?, que implica a pergunta: 0 que vale a 
minha vida?
- Por outro lado, constatamos que as cincias e as tecnologias de ponta se 
especializam cada vez mais. Mas o custo destes avanos  duplo:
24
a sade est dividida em especialidades, e o homem, na sua totalidade viva,  talvez 
menos considerado. Alm do mais, o abismo aumenta entre as tecnologias e a populao: 
esta tem dificuldade em entender todas as investigaes, mas exige-as de direito, 
imediatamente. E o acesso de toda a populao aos cuidados de sade exige 
provavelmente uma orientao tornada inteligvel e mais humana.

Sim, a sade precisa de humanizar-se. E no apenas no que se refere s condies de 
acolhimento de um grande hospital, mas, sobretudo, de modo a permitir ao homem manter 
uma relao justa com a sade. Certas pessoas preocupam-se de tal modo com a sua 
sade que dela se tornam escravas. A sade no  apenas o campo do objecto (o corpo, 
a psique), mas tambm o  do sujeito. E o domnio da sade passa pela conduo da 
prpria existncia e, por conseguinte, pela paz consigo mesmo...

E depois pode-se, recorrer, ento, s terapias. 

Uma mina de informaes sobre as medicinas naturais

Trata-se de um livro de boa f: a informao do pblico, e at dos terapeutas, 
necessitaria alis de muitos outros livros como este. Basta sabermos que o leque 
teraputico  enorme e que  necessrio actualiz-lo constantemente.

Esta obra  tambm uma mina de informaes sobre os mtodos tradicionais, os remdios 
antigos e a medicina natural.

A medicina dos nossos dias tem o seu tempo, enquanto os mtodos tradicionais, 
experimentados ao longo de sculos, seno milnios, prosseguem incansavelmente a sua 
aco favorvel.

A medicina moderna enganou-se no caminho

A medicina moderna, dita cientfica-, enganou-se incontestavelmente no caminho 
nestes ltimos cinquenta anos. E contudo... Nunca antes na histria do mundo 
existiram tantas drogas, mas, em contrapartida, nunca
25
antes existiram tantas pessoas dbeis, tantas pessoas verdadeiramente doentes: UM 
tero dos indivduos hospitalizados - um nmero aterrador - ocupam as camas dos 
hospitais por motivo de doenas causadas por medicamentos. Muitas delas morrem 
quando poderiam ter sido salvas.


 assim que as purgas e as sangrias dos sculos passados so actualmente substitudas 
pelos antibiticos e pelos corticides sistemticos, dispensados s cegas. As 
consequncias nocivas deste procedimento so, desde h muito,  piores do que as 
purgare e saignare de Molire. Assim, durante sculos, os espritos duros que 
atravancam as nossas civilizaes ocidentais zombaram de uma prtica muito antiga, 
curiosa mas eficaz: o facto de uma chave grande, aplicada na nuca, estancar 
rapidamente a maioria das hemorragias nasais. Foi necessrio que surgissem os 
trabalhos do padre Leriche para que este mtodo fosse despojado da sua lenda: 
qualquer objecto frio (uma chave, um pedao de metal, um cubo de gelo), colocado ao 
nvel das vrtebras cervicais, tem por efeito excitar o sistema nervoso simptico 
situado diante das vrtebras, que possui entre as suas mltiplas propriedades a de 
provocar a contraco dos vasos sanguneos. Da o estancamento das hemorragias nasais 
(epistaxes).

A medicina moderna deve dar explicaes

Por que razo, sempre desconhecida, na nossa poca de viagens  Lua, uma simples 
ligadura de linho ou de l suprime certas dores: as cibras nocturnas nas pernas, as 
dores reumatismais nos pulsos, nos cotovelos e nos joelhos? E por que razo um banal 
pedao de sabo de Marselha colocado na cama evita o regresso das cibras?

Ser doravante necessrio esforarmo-nos para encontrar uma explicao para a 
eficcia de inmeros tratamentos.

---As investigaes modernas, escrevia Lon Binet, antigo decano da Faculdade de 
Medicina de Paris, apenas confirmam de uma forma geral o bom fundamento dos 
cuidados de sade utilizados no passado de forma emprica.                         
       Mas continuamos a ignorar a razo pela qual os nossos predecessores utilizavam 
h sculos a cavalinha para as afeces degenerativas e tam
26

bm como agente remineralizante. Sabemos actualmente que as propriedades desta planta 
se devem aos seus mltiplos componentes, especialmente a silcia - cuja importncia  
fundamental na consolidao do nosso esqueleto; e a cavalinha  uma das plantas mais 
ricas neste componente. A aco da silcia na teraputica, escrevia alis Louis 
Pasteur em 1878, dever ter um papel grandioso.

As propriedades vermfugas do musgo-da-crsega foram mencionadas por Teofrasto, h 
2000 anos. Utilizadas at  Idade Mdia, caram no esquecimento e foi um mdico 
corso, como  natural, que as reabilitou em 1775. Conhecemos actualmente a realidade 
cientfica da sua aco.

Para os cancros, no primeiro sculo da nossa era, Dioscrides utilizava o clquico 
(mata-co). Foi preciso esperarmos at 1934 para isolarmos um dos seus alcalides: a 
colquicina, que, no estado actual dos nossos conhecimentos, combate o desenvolvimento 
das clulas anrquicas dos tumores.

Durante sculos, e tal como para a cavalinha, para o musgo-da-crsega e para a 
maioria das outras plantas, os espritos duros negaram-se  evidncia da sua eficcia 
sob o pretexto infantil de que se ignorava a razo cientfica da sua aco.

Para Henri Poincar, negar porque no se sabe explicar no  nada cientfico, o 
que tambm afirmava Ambroise Par,  sua maneira, h j quatro sculos e meio: As 
coisas, em medicina, no se medem ou consideram seno pelos seus resultados.

Felizmente que, para muitos doentes com cancro, nem Dioscrides nem os mdicos que 
lhe sucederam esperaram 1900 anos para tirarem provas cientficas da aco evidente 
das propriedades antitumorais do clquico.

 com a inteno de vulgarizar todo este patrimnio natural que os nossos autores 
escreveram esta enciclopdia.

 No se trata, obviamente, de um musgo mas sim de uma alga, Alsidium 
helminthocorton, um remdio esquecido, conhecido dos mdicos da Antiguidade e da 
Idade Mdia. Redescoberto em 1775 por Stephanopol, este medicamento foi, muitas 
vezes, utilizado por Napoleo.

27
As medicinas naturais contribuem para o progresso mdico

Aqueles que consideram a medicina moderna como fonte de descobertas infinitas, tanto 
no plano das preparaes farmacuticas como no plano das intervenes cirrgicas, 
avaliam frequentemente a medicina natural como um travo indesejvel ao 
progresso. Outros parecem estar de tal modo investidos na especificidade das suas 
profisses que a mera meno da palavra oligoelementos ou nutriterapia lhes  
insuportvel. Os cuidados mdicos srios no concedem qualquer lugar s vitaminas 
e aos exerccios fsicos autoprescritos (argumento ao qual no nos oporemos). Mas o 
que  bom para o progresso mdico ou para os cuidados mdicos e o que  bom 
para os seres humanos so duas coisas completamente diferentes!

At os mdicos podem tratar os seus doentes com esta enciclopdia

Os mdicos receitam rapidamente medicamentos para acalmar dores, quando em certos 
casos o recurso a esta preciosa enciclopdia lhes facultaria uma soluo 
simplicssima.

Um exemplo: quantas dores de cabea, perturbaes da viso ou zumbidos nos ouvidos 
no teriam cura se no se interviesse ao nvel das vrtebras cervicais, em muitos 
casos deslocadas?

Mais um exemplo? Quantas disfunes vagossimpticas, que resistiram a cuidados 
diversos durante vinte anos, no poderiam ser rapidamente aniquiladas atravs da 
negativizao elctrica?

- E em que consiste esta terapia? - Simplesmente em devolver s clulas do nosso 
organismo as cargas elctricas negativas benficas que estas perderam: todas as 
afeces degenerativas - artrose, neuroses e afeces similares, diabetes, psorase, 
cancro... - so concomitantes de um excesso de carga positiva.

 uma questo de bom senso

Quando teraputicas deste tipo, ignoradas pela nomenclatura cientfica, so capazes 
de recuperar situaes muito comprometidas pelo abuso da quimioterapia, por que 
no deveriam elas ser utilizadas antes de
28
quaisquer outras, e para as substituir, em caso de insucesso, por medicaes mais 
violentas? No se tratar apenas, com o conhecimento existente dos tratamentos 
eficazes e no txicos, de uma pura questo de bom senso? Para alcanar a verdade  
preciso que uma vez na vida nos dispamos de todas as opinies recebidas e 
reconstruamos, de novo e a partir do seu fundamento, os sistemas desses 
conhecimentos. Estas palavras de Descartes, esse antigo oficial do exrcito, 
matemtico e filsofo, dizem respeito a todas as disciplinas. E mais ainda  
medicina.  por esta razo que a presente obra ter certamente o grande xito que 
merece, tanto em Frana como no resto da Europa.

No  uma questo de negar os resultados, por vezes, incomparveis, obtidos graas 
aos medicamentos modernos. Temos o exemplo da meningite tuberculosa, que, sem a 
estreptomicina, continuaria a ser uma doena mortal.  por isso que os inmeros e 
pacientes trabalhos dos fundamentalistas, indispensveis aos progressos do 
conhecimento, devem imperativamente ser prosseguidos sem que os investigadores se 
tenham de interrogar se das suas descobertas sero algum dia retiradas concluses 
prticas.

A abordagem das medicinas naturais

A medicina natural assenta num mtodo lento e orgnico. Ela comea por reconhecer que 
o corpo humano est maravilhosamente equipado de modo a resistir s doenas e a curar 
as feridas. Assim, quando a doena se instala, ou se produz um acidente, a primeira 
abordagem das medicinas naturais consiste em ver o que pode ser feito para reforar a 
resistncia natural e multiplicar os agentes de cura, a fim de que estes possam agir 
mais eficazmente contra o processo patolgico.

A eficcia da medicina natural repete-se desde os tempos mais remotos

Vem-me  memria um pensamento chins: No devemos acreditar ou deixar de acreditar 
numa teraputica, mas sim constatar ou no os seus resultados benficos. Mas o 
esprito, mais ou menos cartesiano, de um
29
mdico ocidental no pode, obviamente, subscrever este tipo de pensamento, que apenas 
aceitar como tratando-se de uma afirmao humorstica.


Os resultados benficos no trabalham, portanto, a favor da convico. Aquilo 
que, em contrapartida, no deveria deixar dvidas no esprito dos mais cpticos  a 
repetio da mesma eficcia em milhares de casos, por processos semelhantes na 
aplicao de uma mesma tcnica.

Se os cpticos persistem, que se acautelem, porque o cepticismo arrisca-se a 
transformar-se em m-f. E isto parece lamentvel no que diz respeito ao progresso 
mdico.

Esta enciclopdia vai ajud-lo a defender a sua sade

Sendo cada um responsvel pelo seu prprio bem-estar, -lhe desejvel depender o 
menos possvel de outrem para defender a sua sade. Cada um  o promotor, o censor e 
o guardio da sua sade. E esta obra vai ajud-lo.

Uma sntese entre medicina tradicional e medicina de ponta

Muitas so as pessoas que consideram a medicina natural uma alternativa radical aos 
cuidados mdicos clssicos. No entanto, quando se encontram perante um problema 
grave, em que a sade est em jogo, essas mesmas pessoas rejeitam na totalidade todo 
o arsenal de plantas curativas, de cereais integrais, de vitaminas e de exerccios 
fsicos, que so a prpria essncia dessa medicina. E isto  tanto mais absurdo que a 
medicina natural e os cuidados mdicos modernos no se excluem mutuamente, antes pelo 
contrrio.

Esta  a razo pela qual este livro contm no s tratamentos naturais postos  prova 
atravs dos tempos, mas tambm as novas terapias derivadas das mais recentes 
investigaes. Houve poucos, at agora, a fazerem este tipo de sntese entre a 
medicina tradicional e a medicina de ponta.

Para cada doena so propostos vrios tratamentos

Esta obra, realizada graas  colaborao entre um jornalista que animou e publicou a 
revista mdica de abordagem holstica Russir votre
30
Sant e um homem de cincia recheado de diplomas, constitui um verdadeiro balano dos 
tratamentos mais bem adaptados a cada caso particular.

 alis a sua segunda faceta de originalidade o propor vrias terapias para cada 
doena: o leitor encontrar assim, entre os tratamentos e produtos citados, aqueles 
que mais lhe convm.

Consulte esta obra em todos os casos

Desta forma, tudo foi feito para que lhe seja possvel consultar esta obra fcil e 
rapidamente, em caso de emergncia.

O objectivo deste livro , na verdade, permitir a todas as mes de famlia, a cada um 
de ns, na presena de sintomas ou de doenas variadas (267 doenas abordadas nesta 
obra):

-tomar as primeiras previdncias;
- fazer abortar a doena, se possvel;
- alertar a nossa conscincia para a eventualidade de uma afeco sria ou grave e 
pr-nos em guarda contra uma despreocupao perigosa.

Mas esta obra tem tambm outras ambies


- Diminuir o absentismo daqueles que tm todos os motivos morais ou
materiais para quererem trabalhar.
- Evitar hospitalizaes inteis.
- Lutar contra o abuso de uma prescrio sistemtica de drogas suprfluas, quando 
existem vrios remdios ditos suaves igualmente eficazes (e, muitas vezes, mais 
fiveis preventivamente).

Tratar uma afeco benigna  coisa fcil. A grande dificuldade reside justamente na 
apreciao da gravidade das manifestaes anormais.

 obviamente perigoso manifestar um optimismo exagerado, mascarando a realidade e 
contribuindo, deste modo, para a evoluo de uma
doena que um tratamento precoce teria conseguido deter. Em contrapartida, parece-nos 
pernicioso usar e abusar de drogas medicamentosas, nenhuma delas desprovida de riscos 
(fala-se do risco iatrognico), quando a aplicao de medicinas naturais pode, sem 
perigo e facilmente, levar  cura.
31


Esta enciclopdia  um passaporte de boa sade

Sado a publicao desta obra de Jean Aikhenbaum e Piotr DasAiewicz que a redigiram 
agregando um conjunto de prticas naturais. No nosso
mundo de poluio qumica e mental, este trabalho vai trazer-nos uma
lufada de ar fresco.

Esta enciclopdia constitui um passaporte de boa sade. Destina-se a
nos fazer descobrir um conjunto de chaves para melhorarmos a nossa
sade, aumentarmos o nosso bem-estar e preservarmos a nossa qualidade de vida.

Contudo, ponho em guarda os leitores contra uma automedicao sistemtica. Certas 
patologias devem recorrer aos mdicos (de abordagem holstica, de preferncia).

Todos aqueles que se interessam pelos mtodos naturais de cura experimentaro uma 
grande alegria na leitura deste tratado, que  muito mais do que um conjunto de 
receitas!

Desejo um franco xito para esta obra, elaborada por dois autores srios.

Dr. Jean-Pierre Willem Presidente da FLMN (Faculdade Livre de Medicinas Naturais)

e dos MAPN (Mdicos de Ps Descalos)

32

1 A VIDA, ESSE FENMENO TO MISTERIOSO

O nosso mundo materialista  maravilhoso e cruel, mas simultaneamente ultrapassa a 
nossa compreenso,  maior do que a prpria matria. E impossvel reduzi-lo a essa 
matria.

Karl Jaspers

SER POSSVEL DEFINIR A VIDA,),)?

Todos os sistemas teraputicos tm em comum o desejo de preservar a vida. A sade 
pode ser considerada como um estado da vida. Ora um dos paradoxos - e eles so 
inmeros na cincia moderna -  a sua incapacidade de explicar em que reside a vida. 
A biologia (que pela sua
etimologia no  outra coisa seno a cincia da vida) nem sequer consegue definir o 
seu prprio objecto! Houve tentativas de a definir pela sua
estrutura qumica, pela interpretao de certos fenmenos, mas at  data estas 
explicaes foram todas elas insuficientes.

A histria da biologia tem sido marcada pelo discurso dos vitalistas em
busca da clebre vis vitalis, propriedade ou substncia prpria  vida, e
pelos reducionistas (mecanicistas do sculo xix) que apenas viam na vida simples 
fenmenos fsico-qumicos. Mas nenhuma destas escolas apresentou respostas 
satisfatrias.

Desde a experincia de WhIer, no incio do sculo xix, que sabemos que podemos 
sintetizar substncias orgnicas, contudo nunca consegui
33
mos descobrir um estado particular da matria viva, nem sequer uma substncia da 
vida. Todavia, os reducionistas nunca conseguiram criar vida in vitro (mesmo se as 
ltimas investigaes americanas permitiram criar sistemas polimoleculares capazes de 
se reproduzirem e de utilizarem recursos nutritivos). E tambm no foram capazes de 
explicar a sua origem.

Algumas definies da vida

Podemos propor vrias definies para a vida, por exemplo, a do clebre bilogo 
hngaro Szent-Georgyi (Prmio Nobel em 1935, pela sua
descoberta da vitamina C):

A vida  uma poluio protenica da gua.

Esta definio, proposta para ridicularizar os esforos de certos mandarins e 
idelogos da cincia oficial, tem a qualidade de fazer a
demonstrao da nossa ignorncia e realar a importncia da gua e das protenas nos 
fenmenos da vida.

A maioria dos dicionrios contenta-se com definies tautolgicas (que definem a 
vida... atravs do organismo vivo) do tipo:

A vida  um conjunto de fenmenos que comporta principalmente a assimilao, o 
crescimento, a reproduo e a morte, que caracterizam os seres vivos.

Actualmente a biognese (estudo da origem da vida) dedica-se, em
especial, s definies e s caractersticas da vida. Esse campo da cincia 
contempornea desenvolve-se de forma dinmica. Podemos contar uma
boa centena de teorias sobre a origem da vida. Elas so, obviamente, apenas hipteses 
de escola... inverificveis.

34


QUAIS SO AS CARACTERSTICAS DA VIDA?

Qual  a fronteira que separa o vivo do no vivo?
- Para Henry Quastler, a unidade da vida deve caracterizar-se pela
capacidade de transformar a matria, pela estabilidade de organizao e pela 
capacidade de adaptao e de auto-reproduo.
- Para H. Kuhne, a qualidade mais importante da molcula viva reside
na sua capacidade de procura e de armazenamento de informao sobre o seu meio, bem 
como a sua capacidade de reproduo.
- Quanto aos especialistas da biognese, estes rejeitam as teses
reducionistas e afirmam que  muito difcil (se no impossvel) explicar o fenmeno 
da origem da vida atravs da simples evoluo qumica.

Cada vez mais, as investigaes tendem, tal como o sugeriram os
vitalistas no passado, para uma explicao de uma entidade que seria a 
caracterstica da vida, como por exemplo:

* a bioestrutura de Macovschie; ,
* a protena viva (uma protena morta que, graas a uma ligao com
a porfirina, se transforma numa protena viva) de Florowska;
* ou ainda o bioplasma, proposto por certos bioelectrnicos.
- Certos bilogos, como S. W. Fox, pensam que a vida  eterna e que
uma espcie de informao biolgica existe desde a criao do universo. A gnese da 
vida estaria inscrita no  Big Bang.
- Outros supem que existe uma regra universal de integrao que
governa todos os processos do universo e que o aparecimento da vida  a simples 
consequncia dessa lei (Bahadur designa-a por regra ekhalma-manav).
- Para C. Porteli,  a mega informao que dirige a matria e torna
possvel a biognese.
- P. Fong supe que a informao  primordial para o aparecimento da
vida, que  ela (e no a matria) que deve ser primeiro estudada. As teorias e os 
trabalhos de Fong permitiram uma nova interpretao das tradies msticas, porque a 
cincia contempornea interpreta
35
cada vez mais  letra o preceito segundo o qual o universo  a regra da organizao 
do Tao, ou os primeiros versculos do Gnesis: No princpio, criou Deus os cus e 
a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o 
Esprito de Deus se movia sobre a face das guas. Deus disse: Taa-se luz. E a luz 
foi feita.

Quais so as consequncias destas investigaes e em que medida influenciaram as 
nossas teorias em matria de sade?

Toda a gente concorda em reconhecer que a vida  um fenmeno de uma extraordinria 
complexidade, apesar de existir h vrios milhares de anos. Em razo da sua 
complexidade e da incapacidade ou impotncia da cincia para o explicar, compreender 
ou simplesmente descrever, devemos rejeitar todas as explicaes simplistas.

Uma doena no pode ser reduzida (salvo em certos casos raros e
extremos) a um nico factor. Ou seja, no basta, por exemplo, alterar o pH, nem 
adicionar alguns elementos que aparentemente faltam (vitaminas, minerais, etc.), para 
obter resultados para os quais a Natureza necessitou de condies especficas que 
exigiram milhares de anos para se realizarem.


Em contrapartida, somos da opinio de Hipcrates e pensamos que a Natureza, atravs 
dos seus mecanismos de regulao,  capaz de tratar a maioria das nossas doenas.  
tambm importante realar que se os
estudos sobre a biognese demonstram que a vida tem capacidades excepcionais para se 
manter (as bactrias, por exemplo, vivem em condies extremas de calor, num ambiente 
de substncias txicas), existe contudo uma fronteira de alteraes ambientais para 
alm da qual a vida no consegue manter-se. Ao ultrapassar um certo patamar de 
tolerncia, a
vida pode tornar-se impossvel nas suas formas actuais.

Desta banal constatao podemos reter como concluso que preservar a vida e a sade 
em geral passa pela proteco do nosso meio ambiente.

36

A NATUREZA QUE TRATA

Sado-te,  Natureza, me de todas as coisas. 

Plnio

---Nos povos primitivos todos os indivduos so exmios naturalistas, o que no  de 
espantar j que disso depende a sua sobrevivncia.

Errist Mayr (Histoire de la biologie)

Em busca das origens da Natureza

H vinte e seis sculos os filsofos gregos propuseram o equivalente  palavra 
Natureza e, tambm na mesma poca, o termo Arche (incio, origem). A etimologia da 
palavra Natureza globalizava o facto de as substncias serem susceptveis de se 
desenvolverem, durarem e se reproduzirem. Tales de Mileto dedicou-se, mais 
especificamente,  busca das origens da Natureza. Os seus sucessores, entre os quais 
Anaximandro, quiseram saber o que existia na Natureza no momento da sua criao. A 
busca filosfica dos factores unificadores e das causas naturais dos fenmenos 
originais esto na base da cultura europeia.

A Natureza pode tratar?

Os grandes pensadores gregos debruaram-se sobre o papel teraputico da Natureza. 
Para Hipcrates, considerado fundador da medicina cientfica, a Natureza est na base 
de todas as curas. Os diversos rgos do corpo constituem uma entidade harmoniosa, e 
a Natureza tem a possibilidade de tratar as doenas. O papel do mdico consiste em 
observar o doente, seguir os progressos que a Natureza efectua em direco  cura e, 
eventualmente, ajud-la. No deve de modo nenhum contrari-la na sua
37
aco curativa. Primum non nocere significa que o dever do mdico ou do curador  
o de no perturbar o desenrolar de uma aco benfica. Os preceitos que orientaram os 
terapeutas durante sculos estabeleciam que o mdico deve ser minisler naturae 
(estudante da Natureza) e no magisler nalurae (mestre da Natureza).

As relaes entre Natureza e medicina

Na tradio filosfica (e medicinal) existem duas correntes:

-Para a primeira, o homem faz parte da Natureza.  a relao
conflituosa entre o nosso corpo e a Natureza que est na origem das doenas, e , por 
conseguinte, na Natureza que podemos encontrar os meios de preservar ou de recuperar 
uma boa sade.
- Para a segunda, o homem  o mestre da Natureza. A sua cincia e
a sua tcnica tm os meios de resolver todos os problemas que lhe possam surgir, 
incluindo o problema da sade.

Ns estamos, pela nossa parte, prximos da primeira tradio: pensamos que a Natureza 
pe  nossa disposio todos os meios para um
melhor bem-estar. Felizmente, esta tradio, mesmo tendo sido, por vezes, ocultada ao 
longo dos sculos, no desapareceu com a Grcia antiga. Ela acompanhou os homens e a 
medicina ao longo da histria. Encontramo-la na tradio da Escola de Medicina de 
Montpellier, onde outrora se
escrevia com orgulho Hippocrate oolim Cous, nunc Monspelliensis, e

nos Conselhos Gerais de Sade da clebre Escola de Salerno:

Quando sentirdes que a Natureza vos quer aliviar
de alguma matria impura, Esculai os seus conselhos, ajudai-a nos seus esforos: Em 
vez de reterdes essa imundcie em vs, dela libertai, rapidamente e sem tardar, o 
vosso corpo. Fugi dos tratamentos nocivos, pois por eles se altera o sangue; Evitai a 
clera como um veneno funesto.
O serva do estes pontos, contai que os vossos dias por meio de um regime prudente se 
prolongaro.
38


A Natureza que trata: a naturopatia

Esta tradio hipocrtica encontra-se igualmente na naturopatia e nas
teorias ecolgicas de Gaia: Terra - organismo vivo de que o homem faz parte.

Esta concepo da Natureza que trata tem tido inmeros detractores, especialmente 
entre os mdicos e os cientistas.  compreensvel, porque, se  suposto a Natureza 
tratar, para que serviro ento os mdicos?

 evidente que a propagao desta teoria pe em jogo os interesses econmicos dos 
comerciantes de sade, dos mdicos e dos farmacuticos, mas sobretudo dos 
laboratrios que fabricam os medicamentos. O problema no  novo.

No sculo xviii um grande naturalista e mdico francs, Jean Emmanuel Gilibert, 
publicou as obras Autocracia da Natureza ou Primeira Dissertao sobre a Energia do 
Princpio Vital para a Cura das Doenas Cirrgicas e Segunda Dissertao sobre a 
Autocracia da Natureza na Qual se Prova que a Natureza Cura as Doenas Internas, tais 
como Febres, Inflamaes, Convulses e Dores. A reaco do meio mdico no se fez 
esperar e foi muito violenta. Gilibert foi obrigado a publicar uma rectificao: 
Joannis-Emmanuel Gilibert adversaria medico-praticum Lugduni,
1791, na qual explica que foi mal entendido e que, em certos casos, a interveno do 
mdico pode ser necessria.

Ns partilhamos o ponto de vista de Gilibert: a interveno do mdico  necessria 
apenas em certos casos. Assim, segundo o princpio hipocrtico, devemos limit-la aos 
casos mais srios.

A medicina pela Natureza

Alis, na grande tradio da medicina pela Natureza, muitos foram os pensadores 
que rejeitaram todas e quaisquer intervenes mdicas, salvo as mais urgentes (como a 
cirurgia das fracturas). Assim, Ambroise Par no foi o nico a descobrir que 
frequentemente a ausncia de medicamentos (no seu caso tratava-se de leo a ferver 
que servia para tratar as feridas) pode ser mais benfica do que o tratamento 
cientfico.
39
Devemos suprimir os medicamentos?

Encontramos esta ideia na tradio hasdica (movimento ortodoxo judeu da Europa 
Central, no sculo xviii), para a qual a cura e a sade no pertencem aos 
mdicos, bem como nos trabalhos de Karol Rokitansky, da Escola de Viena do sculo 
xix. Este grande mdico declarou que cada escola de medicina ensina tratamentos 
teraputicos diferentes para patologias idnticas, sem mesmo assim obter uma cura 
para as doenas tratadas. Rokitansky chegou ao ponto de declarar que toda a matria 
mdica no serve para nada e que os doentes recuperam ou no a sade graas  aco 
da Natureza; e que, nesta hiptese,  por conseguinte impossvel trat-los.

No somos to extremistas na nossa maneira de pensar. Partilhamos mais o ponto de 
vista de Galiano, que pensava, como Hipcrates, que a
Natureza trata as doenas e que ns podemos observ-la e imit-la, sem reservas, 
atravs dos dons que ela nos proporciona. A Natureza tem a
capacidade tanto de nos tratar directamente como de nos fornecer as suas capacidades 
teraputicas.


A NATUROPATIA

No  possvel comparar a naturopatia com a medicina oficial, que apenas se limita a 
intervir quando a doena se declara e que se esfora por fazer desaparecer os seus 
sintomas o mais rapidamente possvel. Ela constitui a fotografia fiel do nosso modo 
de vida e da nossa tcnica e sente-se assim na obrigao de trabalhar muito depressa, 
de responder o mais imediatamente possvel s necessidades do pblico. Comporta 
obviamente vantagens indiscutveis, mas gera, muitas vezes, inconvenientes maiores, 
inclusive riscos com consequncias difceis de avaliar.

E se os medicamentos nos fizessem mais mal do que bem?

Utilizamos um grande nmero de substncias qumicas de que ignoramos totalmente os 
efeitos, tanto para nos tratarmos como para nos alimentarmos: quem poder explicar o 
que acontece quando estas ditas
40
substncias penetram no nosso organismo, se combinam entre si e se acumulam nos 
nossos tecidos? Podemos considerar que os seres vivos esto perante vrias centenas 
de milhar de compostos qumicos dos quais nos  impossvel avaliar as interaces.

 til lembrar que 25% das patologias diagnosticadas so consideradas ---
iatrognicas, ou seja, resultam directamente de um acto ou de uma prescrio 
mdica.

Os erros da medicina: muitos medicamentos so retirados do mercado

Devemos, igualmente, lembrar que um grande nmero de produtos considerados andinos, 
que faziam parte da panplia teraputica de todos os mdicos h alguns anos atrs, 
foram desde ento retirados do mercado. Numa dcada, 600 medicamentos foram assim 
postos na lista negra. Alguns deles, ainda autorizados em certos pases, so contudo 
considerados perigosos e proibidos noutros!... Como se, em funo da latitude em que 
se encontra, o ser humano fosse diferente!

Foi, alis, o caso da demasiado clebre thalidomida',que foi autorizada na maioria 
dos pases ocidentais mas no na Turquia. O ministro da Sade deste pas era mdico e 
tinha muitas reservas relativamente s novas terapias ocidentais. Podemos dizer que 
as reservas deste homem foram no mnimo felizes e que, se prejudicaram de alguma 
forma as finanas do laboratrio que comercializava este produto, evitaram 
nascimentos monstruosos na Turquia, tais como aqueles que ocorreram nos nossos 
pases... mais civilizados.

A naturopatia socorre os males quotidianos

No se trata de pr em causa os conhecimentos adquiridos e os progressos da medicina 
e da cirurgia oficiais.  necessrio recorrer a essas
tcnicas em certos casos limitados, especialmente nas fases agudas de certas 
patologias. Mas, em contrapartida, no que diz respeito  maioria
41
dos males correntes, essas medicaes apresentam inconvenientes inteis. Torna-se, 
por conseguinte, prefervel recorrer a tcnicas que respeitem o
meio ambiente e que estejam em harmonia com os princpios vitais do organismo.

A naturopatia baseia-se em princpios filosficos que assentam no
facto de o homem ser um microcosmos no macrocosmos, um universo no

universo, um corpo feito de mares, montanhas, vales, correntes de gua, rios, 
desertos... Ele  a imagem emblemtica e representativa das foras em movimento que o 
compem.

Ele sofre a influncia do seu meio, do ambiente que o envolve. Se este  perturbado, 
a perturbao reflecte-se no homem microcosmos, espelho da entidade global.

A naturopatia respeita o corpo

A naturopatia age rearmonizando as energias que constituem a vida.
Tende a estimular as defesas do nosso organismo e coloca-o num estado capaz de 
responder e fazer face s agresses exteriores.

O corpo tem obrigao de ser forte para poder recuperar e conservar
a sade, preservando simultaneamente o seu capital vital.

* A doena ou as perturbaes orgnicas que dela decorrem no so
um simples efeito do acaso, do inexplicvel ou da m sorte. Do mesmo modo que no 
passamos naturalmente de um estado de boa sade para um estado de doena.
42



ALGUMAS TEORIAS (naturopticas)

Louis Kuhne combate os excessos alimentares

A sua teoria

As doenas manifestam-se atravs de sintomas variados, mas a sua
causa  sempre idntica:  a sobrealimentao que forma substncias estranhas no 
corpo. Estas perturbam-no, prejudicam o seu bom funcionamento e a circulao 
sangunea. A origem da doena reside na acumulao dessas matrias estranhas no 
eliminadas. Estas so o resultado de o indivduo ingerir mais alimentos do que 
aqueles de que necessita efectivamente para compensar o desgaste do seu corpo.

Louis Kul---me combate a ingesto de alimentos nocivos (carnes, vinho, especiarias, 
lcool, ch, caf, narcticos, medicamentos, etc., que no tm, na sua opinio, 
qualquer valor nutritivo) que irritam o corpo e acabam por torn-lo doente. Os rgos 
ficam prematuramente enfraquecidos e tornam-se incapazes de assegurar as suas 
funes... nada escapa s suas
crticas, e j em 1850 ele se insurgia contra o tabagismo e as vacinas, o ar impuro, 
os vapores das cloacas, os desinfectantes e a poeira que so nocivos para o corpo e 
se transformam em princpios mrbidos.

Estes materiais armazenados e transformados no podem, em razo da sobrealimentao, 
ser eliminados pelos rgos excretores. Por conseguinte, fermentam e apodrecem. Se 
surge alguma agresso interna ou externa, por exemplo um resfriado, um 
sobreaquecimento ou uma emoo, os princpios mrbidos procuram uma sada. Se 
encontram um obstculo no seu caminho dilatam o espao onde se movem e provocam ento 
tumores, hipertiroidismo, plipos, enfisema, endurecimentos, lceras, cancro...

O seu mtodo

Com esta filosofia (unidade das doenas, unidade do tratamento para curar todas as 
doenas), Kulme exclui todos os medicamentos, plantas medicinais e intervenes 
cirrgicas. Ele preconiza um tratamento uniforme para todas as doenas, traumatismos 
e feridas, atravs de:

* banhos do tronco;
* banhos de assento com frices;
43
* banhos de prancha;
* banhos de vapor;
* uma alimentao estritamente vegetariana.

O mtodo natural e personalizado do professor Bilz

A sua teoria

Bilz elaborou uma tcnica a que deu o nome de O Novo Mtodo do Professor Bilz para 
Curar as Doenas. Esta teoria obteve um grande xito e conseguiu proezas e maravilhas 
onde a medicina da poca esbarrava contra um impasse.


Bilz utilizava apenas tratamentos naturais que ele personalizava e adaptava a cada 
caso particular. Inspirava-se em Savonarola, mdico do sculo xv, e, mais prximos 
dele, em Hahn, em Pressnitz e em Frank. Era um fervoroso adepto da hidroterapia, que 
conseguiu adaptar maravilhosamente a cada caso.

O seu mtodo

Apesar de fornecer receitas saborosas, considera que o vegetarianismo  o regime mais 
adaptado ao homem e superior a todos os outros. No o considera, contudo, como uma 
regra absoluta, salvo no tratamento de certas doenas. Com efeito, aconselha a 
prtica de uma alimentao variada, composta por legumes, fruta, leguminosas 
(ervilhas, feijes), lacticnios, ovos, po integral, saladas, compotas e, 
eventualmente de vez em quando, um pouco de carne assada, cereais integrais, arroz, 
milho, trigo sarraceno, cevada, bem como manteiga e queijo.

Como bebida, recomenda a gua, mas considera que se pode tomar, de
vez em quando, um pouco de vinho, de ch ou de caf.

Para cada caso especfico impe-se um tratamento especfico.  necessrio 
individualizar o tratamento e personaliz-lo, de modo a torn-lo o mais eficaz 
possvel.
44
Para o doente, ele afirma justamente que uma sobrecarga alimentar  totalmente 
intil. Observa tambm que a privao de alimentos provoca no organismo as mais belas 
curas.

Bilz insurgiu-se contra as guas qumicas de SeItz, que denunciou violentamente. O 
que diria ele hoje perante a profuso de guas gaseificadas, com sabores de fruta e 
outras, adicionadas de corantes e de conservantes, que todos ns consumimos?

Ele admitia que o ar era indispensvel para prosperarmos e nos desenvolvermos. Basta 
observar as plantas e delas retirar a nossa inspirao: as plantas necessitam de ar e 
de luz.

Os tratamentos do padre Kneipp

Kneipp utilizava nos seus tratamentos tisanas e envolvimentos por meio de banhos de 
vegetais. Utilizava a gua sob a forma de compressas e aplicava cataplasmas de 
argila. Tambm considerava a gua fria como
um remdio particularmente eficaz e aconselhava a prtica de imerses frequentes e de 
curta durao.

Shelton nega a doena

Para Shelton, as doenas no existem. Aquilo que observamos e a que chamamos doenas 
so apenas sintomas variados. Pretender curar a
doena  um contra-senso porque esta no existe. O papel da doena  o
de preparar o corpo para um bom estado de sade.  por isso que a doena deve ser 
gerida e no combatida.

A prtica do jejum e as restries alimentares

A prtica do jejum  velha como o mundo e constitui provavelmente um dos meios 
conhecidos mais antigos para recuperar um bom estado de sade. A sua histria 
confunde-se com a histria do homem e das religies: a Bblia cita Moiss, e o Novo 
Testamento cita Cristo.
45
A opinio de alguns tericos e mdicos sobre o jejum


- Para o Pr. Biliz:

Em vez de alimentarmos o doente alimentamos a doena. A dieta
 o meio mais seguro de recuperar uma boa sade e de conservar a juventude e a 
vitalidade. 

O jejum  um perodo de descanso por excelncia. Logo de incio o
sangue e a linfa purificam-se e produz-se um novo equilbrio que permite aos rgos 
vitais regenerarem-se. O jejum pode comparar-se a uma noite de repouso total para um 
corpo extenuado.

Os jejuns so umas frias fisiolgicas de todo o nosso organismo.
No so uma penitncia mas sim uma medida de desintoxicao interna que merece ser 
mais conhecida e desenvolvida.

Para Upton Sinclair:

A coisa mais importante em relao ao jejum  o facto de ele proporcionar um novo 
nvel de sade.

Toda a gente pode jejuar, as contra-indicaes so extremamente raras
e os efeitos benficos fazem-se rapidamente sentir; as funes orgnicas so 
restauradas, e o corpo elimina os excessos de peso.

- Para a Sr. Geffroy:

 o fenmeno da autofagia que torna o jejum num meio maravilhoso de regenerao e 
num extraordinrio factor de longevidade.
O organismo devora as suas clulas, comeando por aquelas que esto fracas ou 
doentes, que perderam vitalidade e que representa um perigo para o corpo na sua 
totalidade.
46
O jejum faz emagrecer e rejuvenescer

 por esta razo que durante as curas de jejum se eliminam primeiro as gorduras e a 
celulite.

* O Dr. Bertholet, mdico suo, afirma que a autofagia se processa
da seguinte maneira: 97% da gordura desaparece, depois o bao perde 63% do seu peso, 
o que prova que se encontra sobrecarregado e anormalmente dilatado, e no sofre, de 
modo algum, com esta perda de peso. Em seguida, o fgado perde tambm 56% do seu 
peso, sem qualquer inconveniente. Os msculos, por sua vez, podem perder at 30% do 
seu volume, o sangue 17%, enquanto os nervos e o crebro 0%. Para este mdico o que o 
jejum no consegue curar nenhuma outra teraputica ser capaz de o fazer.
* Carlon e Kunde mostraram que quando o jejum  praticado por um
homem de 40 anos, durante um perodo de 2 semanas:

O jejum permite ao corpo regressar a uma condio fisiolgica comparvel  de um 
jovem.

Estes dois mdicos realam que, se o homem praticasse regularmente jejuns 
rejuvenescedores, poderia manter-se jovem ano aps ano.

47

AS PLANTAS MEDICINAIS

AS PLANTAS ACALMAM A FOME E ALIVIAM AS DORES

No existe vida animal sem vida vegetal, nem mundo vegetal sem mundo mineral. O que 
demonstra, caso seja necessrio, que tudo o
que constitui o nosso planeta se encontra estritamente interdependente.
O essencial da nossa alimentao provm directa ou indirectamente do mundo vegetal.

Os homens sempre procuraram nas plantas, nas flores, nas razes e nos tubrculos um 
meio de saciarem a fome. Depois procuraram as que eram mais aptas a ajud-los a 
suportar a sua misria, a sua inquietao, a sua
angstia e, tambm, a aliviar as suas feridas e vencer a doena e a dor.

O interesse das plantas que tratam...

Qual  o interesse da utilizao das plantas medicinais na poca em
que as manipulaes genticas e a sntese qumica so moeda corrente?

A resposta pe em evidncia as grandes tradies religiosas e todas as civilizaes 
que utilizaram a fitoterapia - do Egipto antigo  Grcia antiga, passando pela China. 
Contudo, estas mostram-se incapazes de fornecer uma resposta que satisfaa as nossas 
expectativas.

Podemos, evidentemente, falar da superioridade das substncias obtidas nos 
laboratrios, em condies ideais de esterilizao e de controlo de qualidade. No 
basta citar o exemplo dos animais que procuram re
49
mdios no seu bitopo natural, apesar de sabermos, graas aos estudos pormenorizados 
dos zologos, que os grandes primatas, por exemplo, escolhem espcies vegetais 
antiparasitrias. At sabem compor o seu regime alimentar de modo a preservarem a sua 
sade, tal como o fazem os babunos, que escolhem as folhas e os frutos do Balanites 
aegyptiaca para evitar a bilharziose.

Para convencer os Ocidentais cartesianos da utilidade das plantas medicinais,  
difcil recorrer a concepes msticas,  Lei das assinaturas (plantas cuja forma e 
cor se assemelham aos sintomas de uma determinada doena e que  suposto trat-las), 
 herana dos livros sagrados ou, para finalizar,  convico de que o homem deve 
encontrar remdios para todos os males na Natureza, pois  no desequilbrio da 
Natureza que se encontra a causa da doena.

e o interesse da fitoterapia

A fitoterapia no precisa de recorrer a todas estas explicaes para se
justificar. Os resultados obtidos com as substncias de origem vegetal so 
suficientemente convincentes. Devemos lembrar que o potencial e a enorme riqueza 
bioqumica dos vegetais so factos indiscutveis. Eles contm vrias centenas de 
milhares (ou de milhes) de componentes qumicos que a sntese artificial  incapaz 
(na maioria das vezes) de reproduzir e
at, por vezes, de determinar.

No que diz respeito s substncias que o homem aprendeu a reproduzir em laboratrio e 
que so portanto quimicamente idnticas s isoladas nas
plantas, existem tambm diferenas essenciais relativamente aos produtos naturais. 
Quando se utilizam plantas, os seus princpios activos nunca

agem sozinhos mas, sim, em sinergia com os outros componentes. So estas substncias 
complementares que tm frequentemente um papel activador, completando e 
reforando a aco dos princpios activos. Melhor ainda, quando verificamos que 
certos componentes isolados so txicos, outras substncias que contm essa 
toxicidade diminuem ou neutralizam completamente a sua aco nefasta.

E, finalmente, no devemos esquecer o aspecto econmico da fitoterapia, que se torna 
muito importante nas nossas sociedades hipermedicalizadas, nas quais o custo da 
segurana social  cada vez mais elevado. Podemos
50
frequentemente encontrar plantas muito eficazes entre as espcies banais, as 
especiarias, os legumes, as plantas ubquas (que se encontram em todo o lado). A 
utilizao de certas plantas exticas, que se podem cultivar em
casa,  agora tambm possvel.

O poder de cura das plantas est hoje cientificamente confirmado

Inmeros investigadores, mdicos, cientistas ou simples curiosos, redescobriram desde 
a ltima guerra a medicina dos simples. Analisaram e testaram centenas de variedades 
de plantas. Conhecemos agora os principais componentes de inmeras espcies, que os 
antigos ignoravam. Estes estudos confirmaram, igualmente, o seu conhecimento emprico 
e
apercebemo-nos de que as tisanas, as decoces e outras preparaes nas quais as 
plantas possuem uma virtude teraputica eram sempre prescritas adequadamente.

Podemos ento afirmar que as plantas tm todos os poderes? Que as ervas, as flores, 
as razes tm todas as virtudes, que constituem o remdio ideal, a panaceia 
universal? Decerto que no, mas elas tm, em muitos casos, a faculdade de ajudar o 
corpo a vencer a doena e a recuperar a sade, em situaes nas quais at as 
medicinas mais sofisticadas falham. As plantas tm, meramente, a pretenso de poder 
constituir uma ajuda complementar interessante de um tratamento mdico.

A LEI DAS ASSINATURAS OU A FACE MSTICA DA FITOTERAPIA

As virtudes teraputicas das plantas

- Em frica, as raparigas utilizam uma planta mgica Kigelia africana, para 
aumentar o tamanho e o volume dos seios e tratar a esterilidade. -No Norte da Europa, 
os Escandinavos desde tempos pr-histricos
que tratam as doenas respiratrias com a Lobariapulmonaria.

51
- O salgueiro Salix sp., cura os reumatismos, e o castanheiro-da-ndia
 suposto curar as hemorridas.

Estas quatro plantas medicinais foram utilizadas por diferentes civilizaes, em 
pocas diferentes, para tratar diversas doenas. A descoberta das suas virtudes foi 
feita sem qualquer correlao. Contudo, possuem inegavelmente factores comuns. Estas 
quatro plantas foram descobertas graas  Lei das assinaturas.

A lei das assinaturas revela as virtudes das plantas

*Os frutos da Kgelia africana tm aspecto flico.
*A Lobariapulmonaria  um lquen foliceo que se assemelha a um
lbulo pulmonar.

*O salgueiro cresce, frequentemente, em terrenos inundados e pantanosos e, como  
facto conhecido, os reumatismos esto associados  humidade.
*As razes do castanheiro-da-ndia assemelham-se a veias hipertrofiadas.

Nestes quatro exemplos a cincia moderna confirma as virtudes teraputicas evocadas 
pelas assinaturas. At foi possvel identificar e isolar os componentes qumicos 
que traduzem a aco teraputica da linguagem da doutrina das assinaturas para a 
linguagem da qumica dos medicamentos do sculo xx*A Kigelia africana contm 
esterides cuja assinatura qumica 
idntica s das hormonas sexuais.
*O salgueiro contm derivados saliclicos (como a aspirina).
*Um cido, prximo do cido cetrtrico, conhecido pelo seu forte
poder antibitico, foi isolado a partir da Lobaria pulmonaria.
*Os sapondeos anti- inflamatrios justificam as virtudes do castanheiro-da-ndia.

Qual  a frmula mgica que permitiu descobrir as virtudes das diversas plantas? 
Como  que as civilizaes primitivas chegaram s mesmas concluses e aos mesmos 
resultados que os Ocidentais do sculo xx? Os nossos antepassados no dispunham nem 
de laboratrios, nem de aparelhos sofisticados, nem de cromatografia.
52
Quem formulou primeiro a lei das assinaturas?

Nunca descobriremos o inventor desta doutrina; ela surgiu provavelmente com os 
primeiros homens. Nem sequer conseguimos determinar que civilizao ou que continente 
foi precursor em matria de decifrao dos sinais divinos da cura.

Para os Europeus esta doutrina est ligada  medicina e  filosofia de Paracelso, que 
transformou a antiga regra na lei simula similitibus curantor (o semelhante cura-se 
pelo semelhante). Esta lei pretende que cada planta contm um sinal que indica a sua 
prescrio. Por exemplo, uma folha em forma de corao trata perturbaes cardacas, 
outra em forma de fgado e as flores de cor amarela so indicadas contra a ictercia.

Por outro lado, Giambattista della Poria associou a botnica  astrologia e dedicou a 
sua obra Phytognomococa ao estudo e  descrio das assinaturas em relao com o 
cosmos.

A base terica desta lei pertence  concepo hipocrtica e j era
conhecida na Grcia antiga. Mas foi provavelmente no sculo xvi que a
doutrina das assinaturas entrou no cnone do conhecimento mdico e na filosofia 
ocidental. Foi tambm nessa poca que os viajantes e conquistadores espanhis 
descobriram que esta lei no pertencia apenas aos Europeus. No tempo de Paracelso a 
doutrina das assinaturas tornou-se no verdadeiro paradigma do conhecimento 
humano.

A lei das assinaturas decifra os sinais das plantas

 evidente que a poca de Paracelso favorecia a redescoberta, a divulgao e a 
predisposio para a doutrina dos sinais. Em primeiro lugar porque o homem (e tambm 
o cientista) vivia com a conscincia da omnipresena divina e o medo da morte. 
Virava-se para Deus e pedia-Lhe que levasse em conta os seus infortnios. A certeza 
de que no estamos ss com as nossas doenas predominava nas mentalidades.

Segundo a teoria dos alquimistas, e de Paracelso em particular,  a

viso das relaes entre micro- e macrocosmos que constitui a base importante da 
doutrina das assinaturas, porque:
53
Existe uma correspondncia entre o que acontece nos astros e o que acontece na 
terra, uma influncia do cu sobre os objectos que constituem a Natureza.

Esta ideia teve um papel importante na filosofia do sculo xvi. A teoria das 
assinaturas est em sintonia com a viso que os alquimistas tinham da matria, ou 
seja, com a concepo da transformao. , com
efeito, a Natureza que impe um sinal na matria-prima (amorfa) e a
transforma em matria ltima, que possui a forma caracterstica associada s 
virtudes medicinais.

Os alquimistas, e em particular Della Porta e Paracelso, desenvolveram toda uma 
teoria da cosmogonia dos sinais. Devemos lembrar que os
princpios desta teoria so idnticos ou, pelo menos, quase idnticos, em
todas as civilizaes.

Como identificar esses sinais

Os sinais podem ser assimilados aos sintomas, s causas das doenas
ou aos rgos (sinais organolpticos e, eventualmente, aos processos fisiolgicos) do 
corpo humano.

A ficria (Ficaria sp.)  um bom exemplo de sinal sintomtico: as
suas razes so inchadas, tm a forma de hemorridas, e da o seu nome corrente, 
erva-das-hemorridas.

As plantas cuja aparncia se assemelha  de uma serpente ou de um escorpio foram, 
durante muito tempo, utilizadas para neutralizar a aco dos venenos. Elas pertencem 
ao grupo dos sinais causais (ligados s causas das doenas).

Em certas culturas, a utilizao destes sinais ia ao ponto de tratar feridas feitas 
por flechas com plantas que serviam para o fabrico das flechas.

Contudo, os sinais organolpticos eram provavelmente os mais frequentes. As plantas 
em forma de fgado (como a Repatica nobilis) ou de pulmo (como a Lobaria pulmonaria) 
esto presentes em todas as farmacopeias.
54
Para terminar, no podemos esquecer os sinais ligados aos processos fisiolgicos. As 
plantas com suco branco era suposto estimularem a lactao, Nos ndios, a pedra-
vermelha eztetl tinha a capacidade de estancar as hemorragias.

Quais so esses sinais?

-  frequentemente a morfologia de uma planta (ou parte dela) que
constitui o sinal:
- As folhas da Hepatica nobilis (anmona-heptica) so recortadas
em trs lbulos profundos com a forma de fgado.
O talo da Lobaria pulmonaria lembra os alvolos pulmonares.

- As cores constituem a segunda grande classe de sinais:

As plantas amarelas so, com frequncia, utilizadas no tratamento da ictercia ou das 
afeces da vescula biliar.

- Estes dois sinais (a morfologia e a cor) esto, muitas vezes, presentes em 
simultneo:

* As folhas da pulmonria tm a aparncia de alvolos no s por
causa da sua forma, mas tambm das suas manchas brancas.
* A cor vermelha da parte inferior de uma folha de anmona-heptica refora a 
semelhana com o fgado.

- Mas o sabor e o aroma constituem, igualmente, sinais utilizados
pelo homem.

-Todas as partes de uma planta podem constituir sinais: a raiz (ficria, orqudeas), 
os talos (lianas), a flor (Sarothamnus), o fruto (Kigleya) e tambm o ltex 
(Chelidonium majus).

-Na tradio chinesa utilizou-se tambm a repartio anatmica dos
sinais: os botes e as flores representavam as partes superiores do corpo, e as 
razes as partes inferiores.

-Os sinais podem estar ligados no apenas  planta, mas tambm 
sua ecologia. O salgueiro e a rainha-dos-prados, utilizados como antipirticos e para 
tratar o reumatismo, pertencem  classe de sinais
55
definidos pelo seu habitat, j que ambos crescem em terrenos habitualmente inundados.

-O homem estudou frequentemente as capacidades especficas dos
organismos a fim de os decifrar:
*Assim, na Amrica do Sul utilizava-se a pele de nandu contra os
males do ouvido, por causa da grande dimenso das orelhas deste animal.
*Considerando a coragem e a fora do tigre, os Chineses utilizam
o p dos ossos deste animal como panaceia necessria para recuperar as foras do 
organismo, enfraquecido pela doena.
*As flores da erva-de-so-joo (hiperico) so amarelas, mas se as
desfizermos entre os dedos tornam-se vermelhas, o que lembra a
reaco da pele s queimaduras do sol (as flores desta planta so utilizadas em 
inmeros cremes cosmticos).

No devemos contudo esquecer que certos sinais nunca foram confirmados (por exemplo, 
a utilizao da noz, que pela sua forma se assemelha ao crebro, nunca demonstrou 
qualquer eficcia contra as dores de cabea).

- Para descobrir certos sinais o homem observou os animais, como
 o caso da quelidnia, que, segundo uma tradio popular,  utilizada pelas 
andorinhas.
- Os sinais ligados ao sistema reprodutor do homem (flico, testicular
ou vaginal) constituem uma grande parte dos afrodisacos e tambm das plantas anti-
sifilticas. -No devemos esquecer a categoria dos sinais lingusticos, em que o nome 
da planta nos indica as suas propriedades. Mas desde h muito que esta categoria 
parece secundria, j que o homem descobriu primeiro as caractersticas dos vegetais 
e s depois lhes atribuiu um nome. A aceitao da existncia de sinais lingusticos 
exige obrigatoriamente a aceitao da existncia de nomes primrios (supostamente 
existentes antes do conhecimento). Por outro lado, devemos realar que determinadas 
concepes psicolingusticas (sobre as relaes entre o crebro, o espao, o tempo e 
a lngua) tentam explicar este fenmeno.
56
A fitoterapia decorre da lei das assinaturas

O homem sempre procurou uma panaceia para curar os seus males. Para este efeito, a 
lgica da teoria das semelhanas assenta sobre a busca

de uma planta que possua o maior nmero possvel de sinais.  da que derivam todos 
os estudos sobre as plantas que possuem a forma do corpo humano, como, por exemplo, a 
mandrgora e o ginseng.

Inicimos estas reflexes com o exemplo das assinaturas que foram confirmadas 
pela biologia molecular. Podemos tambm demonstrar que inmeras assinaturas 
utilizadas no passado no tm qualquer poder teraputico (ou talvez no tenham ainda 
pura e simplesmente revelado os seus segredos aos nossos laboratrios?).

Querer isto dizer que a doutrina das assinaturas no  credvel? Que todas as 
plantas descobertas atravs desta lei so o resultado de um mero acaso? Ou tratar-se-
ia talvez de falsos sinais (mal escolhidos ou mal interpretados) que no 
constituem o reflexo de uma teoria exacta?

 certo que a doutrina das assinaturas foi uma hiptese para um
trabalho de investigao que deu resultados muito interessantes. Ela permitiu a 
descoberta de inmeras plantas medicinais, e no esqueamos que Paracelso, grande 
partidrio desta doutrina, est na origem das bases da qumica e da farmacologia 
modernas. At os que ridicularizaram as
assinaturas no podem ocultar a importncia do contributo que esta teoria pode 
ter no campo da fitoterapia.

ALGUMAS NOES SOBRE A QUMICA DAS PLANTAS

No lhe vamos fazer um curso terico

A utilizao de frmulas qumicas num livro faz baixar a sua venda em 20%, e at o 
simples facto de se utilizarem palavras como fenol ou flavonide pode 
desencorajar o leitor.

No pensamos, por isso, como o fazem muitos responsveis do marketing dos 
laboratrios farmacuticos, que uma frmula ou um nome qumico complicado (por 
exemplo, para-hidroxi-meta-nitro-hidroxibenzoato de metilo) possa aumentar, graas ao 
seu efeito psicolgico (placebo), a eficcia dos medicamentos.
57
Os leitores interessados no aspecto e na composio qumica dos remdios naturais 
podem consultar, se o desejarem, livros de fitoqumica ou
de bioqumica, de que damos referncias no fim desta obra. Limitar-nos-emos, nas 
linhas que se seguem, ao estritamente necessrio e no lhe apresentaremos qualquer 
frmula qumica rebarbativa.

Verifique a composio qumica das plantas

Os princpios activos das plantas podem ter um carcter qumico muito variado e serem 
compostos por fenis, flavonides, antocianos, glcidos, lpidos, aminocidos e 
protenas, chiqumatos, poliacetatos, terpenos, esterides, alcalides, etc.

Alguns deles so venenos terrveis.  o caso, por exemplo, da estricnina, da 
ergotamina, do curare, da cocana... Parece-nos indispensvel lembrar este facto, j 
que certos mdicos e terapeutas tm uma deplorvel tend ncia para banalizar e 
subestimar o poder da fitoterapia. A composio qumica das substncias de origem 
vegetal confirma no s a sua eficcia sobre o organismo humano, mas tambm o perigo 
que a sua m aplicao poderia representar.


A guerra qumica das plantas entre si

Perguntamo-nos frequentemente qual poder ser o papel destas substncias para os 
vegetais? Por que razo as plantas sintetizam estes princpios activos? Em inmeros 
casos a cincia no tem capacidade para fornecer uma resposta a esta pergunta. Mas 
sabemos que algumas dessas substncias activas tm um papel na guerra qumica que 
as plantas travam entre si.

Por exemplo, a Cafluna vulgaris inibe, graas  sntese dos seus mediadores qumicos, 
o desenvolvimento da Avenafatua e deste modo livra-se de um concorrente. O Eucalyptus 
globulus intoxica os seus concorrentes por meio de fenis e terpenos, utilizando 
um pequeno coleptero, o Paropsis atomaria, que come as suas folhas e ingurgita as 
substncias
58
activas para mais tarde as libertar na proximidade de plantas das quais pretende 
livrar-se.

A intensidade das armas qumicas das plantas  tal que uma substncia isolada a 
partir do ltex, o Panthenium argentatum, inibe a aco das outras espcies numa 
concentrao de O,000 1 %! Para se obter 20 g desta substncia seria necessrio 
utilizar 20 kg das suas razes.

Compreendemos, deste modo, a terrvel eficcia de que dispem as
plantas para se defenderem das doenas causadas por bactrias ou fungos, e tambm dos 
seus diversos predadores: das lagartas aos mamferos.

A ttulo de curiosidade, podemos acrescentar que esta aco constitui uma das 
hipteses apresentadas para tentar explicar o desaparecimento dos dinossauros. Esta 
tese d a entender que, no decurso da sua evoluo, as plantas se foram aperfeioando 
quimicamente cada vez mais. Tornaram-se ento txicas para os seus predadores e 
conseguiram sair vitoriosas dos dinossauros, que no conseguiram desenvolver 
mecanismos de desintoxicao.

Esta teoria desenvolveu-se, mas desde os trabalhos de Alvarez que se
admite geralmente a teoria da ocorrncia de uma catstrofe csmica como explicao 
para a sua extino. Contudo, no se considera, actualmente, uma atitude sria pr em 
dvida o poder da aco biolgica dos princpios activos inerentes  fitoterapia.

As plantas tambm nos protegem

As substncias contidas nas plantas podem ter ainda outras funes biolgicas. 
Explica-se que a grande quantidade de bioflavonides contidos nas folhas de certas 
espcies funcionam como filtros contra as radiaes ultravioletas e desempenharam um 
papel primordial durante a colonizao da terra no perodo siluriano.  possvel que 
estas substncias venham ainda a ter um papel importante, no futuro, no que diz 
respeito  proteco do homem contra as radiaes resultantes da destruio da camada 
de ozono.

Segundo as ltimas investigaes americanas, a presena de fenis garante uma 
proteco imunitria e tambm uma possibilidade de adap
59
tao. No caso das plantas que vivem em ecossistemas pobres em azoto, certas espcies 
utilizam componentes orgnicos para substituir este elemento. Os fenis, segundo esta 
teoria, formam com as protenas complexos acessveis (contrariamente s protenas 
que, s por si, so incapazes de faz-lo) s plantas como fonte de azoto.


Um dos autores desta obra trabalhou durante vrios anos na investigao dos 
mecanismos de resistncia das plantas s poluies atmosfricas e s doenas 
fngicas. Pde constatar que o aparecimento ou o desenvolvimento desta resistncia 
so sempre acompanhados de um aumento importante dos teores em componentes fenlicos. 
Parece ento que os princpios activos constituem um elemento-chave do sistema de 
defesa dos vegetais contra o stress ambiental e as suas diversas patologias.

Os estudos farmacolgicos sobre os flavonides realam a complexidade da sua aco 
sobre o organismo: a capacidade de libertar histaminas, a facilidade de amalgamao 
s plaquetas sanguneas e a capacidade de bloquear os efeitos inflamatrios das 
toxinas do fgado, o efeito sobre o sistema enzimtico (os flavonides depositados 
nas folhas agem no sistema enzimtico e inibem a aco dos parasitas).

A descoberta da presena destas substncias na superfcie dos tecidos vegetais 
permite compreender melhor o sistema imunitrio das plantas.

So, por conseguinte, os vegetais que, em razo das substncias activas de que 
dispem, tm fortes possibilidades de substiturem, com eficcia, os antibiticos. 
Alm disso, certos flavonides tm, independentemente do seu poder antimicrobiano, um 
poder antiarteriosclertico.

A aco teraputica das plantas

O mistrio da Natureza  tal que torna impossvel substituir o poder teraputico da 
planta por um dos seus princpios activos, isolado quimicamente. A razo deste 
fenmeno  simples: a sua aco teraputica baseia-se, em geral, no efeito combinado 
de vrios princpios activos.  o caso, em particular, da salva, que age atravs dos 
seus muitos componentes antibiticos e anti-spticos, bem como dos seus taninos 
(aco adstringente).
60
Algumas noes sobre a combinao dos princpios activos das plantas

 importante saber que uma planta possui sempre vrios princpios activos. As 
espcies (mas tambm os diversos especimenes da mesma espcie) diferenciam-se pela 
estrutura qumica de alguns dos seus componentes e pela sua quantidade (que depende 
sobretudo de factores ecolgicos). Contudo certos autores tentaram simplificar a 
classificao fitoteraputica das plantas escolhendo os princpios que caracterizam 
as suas utilizaes teraputicas. A ttulo indicativo, apresentamos alguns tipos 
quimioteraputicos, com as suas espcies:

Plantas com alcalides

Aconitum napeflus (acnito), Bryonia alba (brinia), Conium maculatum (cicuta), 
Cordyalis cava (cordiala tuberosa). Como podemos verificar, so plantas com uma forte 
aco, txicas, mas
encontram-se neste grupo espcies mais utilizadas na terapia, como o
Leonurus cardaca (agripalma cardaca).

Plantas com vitaminas

Petroselinum crispum (salsa cultivada), Ribes nigrum (groselha).

Plantas com aco antibitica

Hieracium pilosella (pilosela), Plumbago europeaea (dentelria-da-europa).

Plantas com heterssidos sulfricos

Allium porrum (alho-porro).
61
Plantas com heterssidos fenlicos

Arctostaphyllos uva ursi (uva-de-urso).

Plantas com flavonides

psella hursa pastoris (bolsa-de-pastor).

Plantas com heterssidos cumaruicos

Melilotus officinalis (trevo coroa-de-rei)

Plantas com renunculssidos

Anemone nemorosa (anmona-dos-bosques)

Plantas com antracenssidos

Rhamnus cathartica (escambroeiro).

Plantas com taninos

Fagiis sylvatica (faia).

Plantas com princpios amargos

Artensia absinlhum (absinto).

Plantas com cardenlidos

Digitalis lanata (digitlia).

Plantas com saponssidos

Beta vulgaris (beterraba).

Plantas com essncias e resinas

Ocinium basilicum (manjerico).

Plantas com glcidos

Borago officinalis (borragem).

Plantas com componentes inorgnicos

Pulmonaria officinalis (pulmonria).
62

FITOTERAPIA DAS PLANTAS INFERIORES (Criptogamas)

A maioria dos manuais de fitoterapia, bem como as obras sobre sade relacionadas com 
plantas, preocupam-se apenas com as plantas superiores (pteridfitas, gimnospermas e 
angiospermas). Contudo, a imensa variedade de cogumelos, de algas e de lquenes 
ultrapassa o nmero de plantas correntemente utilizadas pelos terapeutas.

Esta riqueza manifesta-se pelo nmero impressionante de espcies e pela sua profuso 
em substncias bioqumicas. Estes organismos so pioneiros na preparao do terreno 
para outros organismos que lhes sucedem. Encontram-se frequentemente em estado de 
concorrncia e travam uma verdadeira guerra qumica entre si. So dotados de 
extraordinrias capacidades.

Houve tempos em que o homem procurou os seus remdios no mundo estranho dos cogumelos 
e das algas.  por esta razo que decidimos apresentar alguns deles, com as 
respectivas utilizaes teraputicas tradicionais.

A MICOTERAPIA OU O TRATADO DOS COGUMELOs MEDICINAIS

O Outono  o perodo por excelncia dos cogumelos. Mas  evidente que os verdadeiros 
apreciadores de cogumelos no ligam muito a este pequeno pormenor, j que  possvel 
cultiv-los praticamente todo o ano.

1 Segundo os novos sistemas taxinmicos, os cogumelos j no so considerados 
plantas. Contudo, por razes prticas, inserimo-los neste captulo.
63
De facto, existem espcies que aparecem nos primeiros dias da Primavera e outras que 
at existem no Inverno. Mas o Outono  a estao por excelncia dos cogumelos.

Quando os colhemos e provamos, negligenciamos quase sempre as suas propriedades 
medicinais. Contudo, no que diz respeito  sua composio bioqumica, os cogumelos 
so provavelmente os mais ricos e variados de todos os organismos vivos.

Os cogumelos tambm so medicinais: uma tradio popular antiga

As capacidades metablicas dos cogumelos so ainda pouco conhecidas. Mas para dar uma 
ideia da sua fora vital, basta lembrarmos que o Bovista gigantea pode atingir, 
apenas numa noite, o tamanho de uma abbora grande e pesar 7 kg (conhece-se mesmo um 
exemplar com 15 kg). Acrescentemos que o p (composto em grande parte pelos esporos 
deste soberbo cogumelo)  utilizado na farmacopeia chinesa como expectorante.

Lindley, bilogo americano, calculou que alguns cogumelos produzem
60 milhes de clulas por minuto. A sua grande actividade e riqueza enzimtica 
predestinava-os a todos os tipos de enzimoterapia. Alis, desde h muito que se 
utilizam os fermentos oxidados dos cogumelos, especialmente no tratamento da 
hipertenso.


Desde a descoberta da penicilina que os investigadores se interrogam sobre o facto de 
os cogumelos superiores serem tambm dotados dos mesmos princpios activos. O estudo 
e a observao da sua vida confirmam esta hiptese. Constatou-se com frequncia a no 
germinao dos gros na proximidade imediata dos clebres crculos das bruxas. Estes 
locais eram assim chamados porque os cogumelos surgiam a em grande quantidade, 
formando um crculo, que era considerado mgico por muitos povos. A morte das plantas 
vizinhas  o resultado provvel da aco de uma substncia comparvel  dos 
antibiticos.

As medicinas populares sempre lhes atriburam propriedades anti-infecciosas. Sabemos 
empiricamente que os esporos do Colybia radiata e os do Amonita inaurata, bem como 
dos cogumelos de tabuleiro, tomados em quantidade suficiente, curam as tosses 
rebeldes. As observaes
64
populares sobre a aco desinfectante do p do Polyporus sulfureus, do Polyporus 
umbellatus, do Polyporus frondosus e at do vulgar Boletus luteus foram confirmadas.

Nas receitas antigas preconizava-se uma mistura composta do lactrio apimentado para 
tratar a tuberculose pulmonar. Sabia-se tambm que o p do Lycoperdnpirifrine 
curava os resfriados e as dores de garganta e o do BolletusfeIlus e do Russula delica 
reduzia as secrees excessivas em casos de bronquite.

J no sculo xix mdicos no convencionais constatavam a existncia de propriedades 
antibacterianas nos cogumelos. Assim, o Dr. Curtis prope uma tintura de agrico 
falide ou de agrico bulbex contra a
clera e contra a doena de Bright. As experincias confirmam o seu forte poder 
antibitico contra bactrias tais como os estafilococos dourados e os bacilos de 
Koch. A clitocibina, extrada dos cogumelos Clilocybe candida e Clitocybe gigantea, 
foi a primeira substncia isolada nos cogumelos superiores que confirmou as suas 
propriedades antibiticas.

Depois da descoberta da estreptomicina, as investigaes sobre as
propriedades dos clitcibos e sobre as vrias espcies de cogumelos caram em desuso. 
Mas  provvel que a crise que atravessam os antibiticos, bem como o regresso da 
tuberculose e das doenas infecciosas, faam
renascer as investigaes sobre as suas propriedades. Alm disso, sabe-se que certas 
espcies, como o triclomo de So Jorge (Tricholoma georgi), tm uma aco 
antibitica comparvel  dos mais potentes antibiticos sintticos actuais.

Propriedades antibiticas e doenas de civilizao

As propriedades antibiticas dos cogumelos no so as nicas virtudes destas espcies 
que podem ser utilizadas pela nossa sociedade. Muitos deles podem ter um papel 
importante no tratamento das doenas de civilizao. Infelizmente abandonmos muito 
rapidamente as investigaes sobre os cogumelos de tabuleiro (cultura) Agaricus 
campester, cujos resultados eram promissores no tratamento das alergias.

Tambm  possvel que certos cogumelos possam substituir vantajosamente as plulas 
anti-stress e os meios qumicos inibidores do cansao.
65
O clebre miclogo George Becker descreveu o caso de uma pessoa que depois de 
mastigar e ingerir a cera branca espessa e amarga que recobre o polporo Ganodemia 
appIanatum viu desaparecer em poucos minutos o cansao que a acometia. Observou 
tambm que depois de comer dois silercas crus, Marasmius oreades, experimentou 
durante alguns minutos um sentimento de alegria e de leveza muito agradveis.

A medicina popular, por outro lado, utiliza o p esporal (a poro de
1 colher) de certos licoperdos (bexiga-de-lobo) para combater a sonolncia e aumentar 
a presso arterial.


Remdios que no necessitam de preparao

A incomparvel vantagem da micoterapia reside no facto de a maioria dos remdios  
base de cogumelos no exigir praticamente qualquer tipo de preparao.

- o p do Mucidula radicata, tomado tal qual, cura rapidamente todas
as inflamaes de garganta, incluindo as anginas!
- O lactrio apimentado  um notvel antiblenorrgico (antibitico e
antigonoccico). As suas propriedades foram descobertas em 1930 por um miclogo 
amador de nome Bataille e foram posteriormente confirmadas por G. Becker. Antigamente 
os lenhadores do condado franco curavam-se destas doenas consumindo 2 a 3 destes 
cogumelos assados na grelha.

-Os cogumelos do grupo lactrio foram tambm utilizados como
diurticos para a gravela e para os clculos urinrios. O seu suco foi aproveitado 
com grande eficcia para eliminar as verrugas.

 redescoberta dos lactrios...

As descobertas em etnobotnica eram divulgadas como notcias de sensao na imprensa 
especializada. A nota publicada por S. Berthoud em
Les petites chroniques de la Science, em 1860, sobre a aco de um
66
cogumelo, provavelmente o Phallus impudico,  a este respeito muito evocadora:

 Trata-se de um cogumelo que possuiria uma propriedade que no
possuem, infelizmente!, nem as nossas gentes simples nem a nossa farmacopeia, nem 
sequer as nossas guas, de curar essas doenas implacveis que so a gota e o 
reumatismo.

O cogumelo dos pobres... e dos ricos

Este cogumelo, que existe em abundncia no Norte da sia, no Cucaso e at nas 
florestas da Europa (as que ainda merecem este nome), nasce sob camadas de folhas e 
detritos de ramos que a humidade, a fermentao e a aco do tempo transformam em 
humo, nas proximidades de aveleiras, de fusanos e de alfeneiros.

De Junho a Agosto o criptogama - que na Rssia  chamado zemliane maslo (ou 
manteiga-da-terra) - aparece primeiro sob a forma de uma bola subterrnea oblonga, de 
cor esbranquiada e aveludada. Quinze dias depois esta bola rompe-se e dela nasce um 
cogumelo grande e slido que no tarda em secar e em espalhar  sua volta,  medida 
que se vai reduzindo em p, um cheiro acre que irrita a garganta.

Os habitantes da Ucrnia colhem o zemliane maslo quando este se
encontra ainda na sua forma ovide, abrem-no e recolhem o seu muco em vasilhas e 
deitam manteiga ou gordura derretida, para o preservar do contacto com o ar. 
Utilizam-no com eficcia em frices para curar os
reumatismos de que muito frequentemente sofrem, devido  insalubridade das suas 
cabanas construdas na floresta e na proximidade de pntanos.

E assim  no que diz respeito aos pobres! Para os ricos, secam-se em estufa os ps e 
os chapus dos cogumelos manteiga-da-terra reduzidos a

p. Este p  depois macerado em lcool e enviado para toda a Rssia, onde, segundo o 
Dr. Kalenitchenko, professor de Fisiologia da Universidade de Khrkov,  muito 
utilizado para curar radicalmente a gota e a hidropisia.
67


O cogumelo: um remdio universal

Os nomes vulgares de certos cogumelos revelam a sua utilizao teraputica 
tradicional. Como podemos constatar lendo os manuais do sculo XIX:

O polporo dos farmacuticos (ou agrico) era utilizado, ainda
h pouco tempo, contra a diarreia, em aplicao externa nas
doenas dos olhos, nas manchas e nas erupes cutneas, nas feridas e nas lceras e 
tambm contra as hemorridas.

Actualmente os camponeses suos utilizam-no para purgar o gado. Em certas regies da 
Europa ainda  utilizado contra os suores nocturnos dos tuberculosos. O agrico 
(Pol>porusfomentarius, assim chamado pelos cirurgies) foi utilizado contra as 
hemorragias externas.

Para a sua preparao:

... escolhem-se os mais jovens, separam-se dos tubos e da casca, depois de 
amolecidos durante algum tempo numa cave (ou noutro local fresco). Em seguida cortam-
se em fatias que se batem com fora com um mao de madeira, afim de as espalmar e 
esticar; molham-se de vez em quando, batem-se de novo e depois esfregam-se entre as 
mos at adquirirem um certo grau de moleza e de doura. 

O 6(lagrico utilizado na homeopatia

A homeopatia sempre o utilizou. J Hal---mernann propunha a utilizao da falsa-
oronia. Devemos realar que os mdicos homeopatas empregam o nome Agaricus muscarius 
h muito tempo e erradamente, j que este cogumelo no  um agrico! Este remdio  
utilizado para os espasmos musculares, os abalos, os tremores e a epilepsia.
68
A tintura obtida a partir destes cogumelos, depois de devidamente limpos, descascados 
e cortados em pequenos pedaos macerados em lcool,  um meio eficaz contra a tinha, 
o impetigo e as impigens.

A propsito do hongo, esse remdio milagroso

Quando se fala em micoterapia, deve mencionar-se o clebre hongo ou
cogumelo-do-ch. A primeira informao sobre este misterioso organismo foi publicada 
em 1913 pelo Dr. Lindau. Este mdico alemo descobriu que os habitantes de Mitau, um 
porto no mar Bltico, consideravam como
um remdio milagroso um cogumelo, trazido pelos marinheiros do Extremo Oriente, 
onde era acompanhado de um verdadeiro ritual durante a sua preparao e consumo.

A origem deste cogumelo permanece obscura. Ser ele originrio dos campos de arroz da 
China, do Peru ou da Europa? A sua cultura espalhou-se por muitas regies. As 
investigaes demonstraram que o hongo no  um simples cogumelo mas sim uma 
associao de microrganismos, de bactrias e de cogumelos. Infelizmente, os 
componentes do hongo so muito variveis, e as suas propriedades esto em estrita 
relao com a forma como  cultivado.

Nos anos 60, a Europa Ocidental apaixonou-se pelo hongo. Mas esta moda, bem como as 
investigaes feitas em diversos laboratrios, foram rapidamente abandonadas.  
contudo indiscutvel que este cogumelo merece que nos interessemos de novo por ele.



A TERAPIA PELAS ALGAS

O mar parece ser uma fonte teraputica ainda muito mal conhecida e
pouco utilizada. Contudo muitos so os especialistas que pensam que a
riqueza bioqumica dos organismos martimos  mais importante do que os da terra.

Devemos realar que a utilizao teraputica das algas, salvo algumas excepes,  
recente e que os nossos antepassados desenvolveram mais (excepto no Extremo Oriente) 
uma fitoterapia baseada nas plantas terres
69
tres. Alm disso, relativamente aos organismos martimos, os antigos
interessaram-se mais por certas toxinas ou tinturas de origem animal, do que pelas 
algas.

As algas so antibiticos naturais

H algumas dcadas que certas substncias so objecto de estudos aprofundados. Neles 
utiliza-se o fenmeno do antagonismo bioqumico (os organismos libertam substncias 
biologicamente activas para inibir o
desenvolvimento de outros organismos) de certas espcies de algas, de modo a 
descobrir os princpios antibacterianos e antifngicos.

Descobriu-se que estes antibiticos naturais no s inibem a proliferao de 
certos organismos patognicos mas tambm tornam as bactrias menos agressivas. A 
penetrao das bactrias na clula hospedeira torna-se difcil e at impossvel.

Certos terapeutas invocam como argumento a origem martima da vida para justificar a 
sua utilizao na terapia. Esta estranha coincidncia est associada  descoberta dos 
evolucionistas do sculo xix, que sublinhavam a grande semelhana entre a composio 
qumica da gua do mar e a dos lquidos fisiolgicos dos organismos, incluindo o do 
homem.

Os bioqumicos, para grande espanto seu, redescobriram a unidade do mundo vivo. 
Constatou-se, assim, que os cidos biliares de inmeros peixes so idnticos aos do 
homem.

As algas: uma soluo milagrosa contra os retrovrus?

Nos tempos da SIDA, a ausncia de um remdio antiviral constitui um dos maiores 
falhanos da medicina contempornea. Deste ponto de vista,
o mar e os seus produtos parecem propor-nos uma alternativa. As investigaes 
mostraram que certas substncias (derivados sulfnicos dos polissacridos) 
provenientes das algas tm uma aco sobre os vrus da poliomielite e do herpes e 
podem ser utilizadas no tratamento destas doenas.

Os extractos de um rodfito do Pacfico, o Schizymenia pacfiqua, tm uma aco 
inibidora sobre a transcriptase inversa (enzima-chave no fun
70
cionamento dos retrovrus) dos pssaros e dos mamferos. Alm disso, podem utilizar-
se estes extractos de maneiras e em doses no nocivas para as outras enzimas.


Sero as algas uma soluo milagrosa"contra as doenas causadas por retrovrus?  
uma hiptese a investigar. Devemos acrescentar que a riqueza martima das substncias 
antivrus no se limita s algas e s plantas. Tambm existem outros organismos que 
nos oferecem meios de luta contra os vrus, nomeadamente as esponjas, como, por 
exemplo, uma
espcie originria do mar das Carabias, a Tethyda crypta.

Algumas algas medicinais: apanhe-as durante as frias

 possvel encontrar um equivalente para a fitoterapia clssica graas s algas. 
Apresentamos em seguida algumas algas medicinais. Devemos acrescentar que a sua 
maioria  acessvel sob diversas formas de preparao. Algumas podem mesmo ser 
recolhidas durantes as frias  beira-mar. E a sua preparao  idntica  das 
plantas superiores (decoces, tinturas-me, banhos, etc.)

Alsidium helniinthochostor

Musgo-da-crsega - Vermfugo - Estimula a glndula tiride - Faz parte dos regimes de 
emagrecimento - Uso externo: sob a forma de cataplasmas, para tratar as papeiras.

Ascophy11um nodosum

Sargao-negro - Espcie muito rica em iodo - Utiliza-se como o Fucus vesiculosus.

Corraffina officinalis %Vermfugo - Hipoglicemiante - Diminui a taxa de colesterol - 
Anticoagulante.

Cystoseira fibrosa

Espcie aconselhada aos diabticos, tem uma aco hipoglicemiante. Tambm faz baixar 
o colesterol.
71


Chondrus crispus

Musgo-da-irlanda. Utiliza-se para tratar: o a arteriosclerose - as doenas 
respiratrias - as patologias gstricas (hiperacidez, inflamaes intestinais, priso 
de ventre) - o raquitismo (banhos).

Dignea simplex

No Japo  utilizada como vermfugo sob o nome de kaninso.

Fucus vesiculosus

Carvalho-marinho (tambm o Fucus platycarpus e o Fucus serratus)  uma espcie muito 
abundante em Frana, especialmente na Bretanha. Os seus princpios activos, a sua 
aco e a sua posologia so semelhantes aos da Laminaria digitata, mas o seu teor em 
iodo  muito mais elevado - Alm disso tem propriedades hemostticas e por isso  
indicado contra as hemorragias externas.

Gelidium sp.

(Tambm Pterociadia sp.) Espcies utilizadas por via interna para
perturbaes gstricas (estados inflamatrios, priso de ventre crnica).

Hisikia fusiforme

Faz parte de um prato japons. Faz baixar a taxa de colesterol.

Laminaria digitata, Chicote-das-bruxas

(As suas propriedades so idnticas s da Alaria esculenta.) Esta alga
 comum nas costas brets e normandas. Tem inmeras virtudes curativas ( amplamente 
utilizada).  - remineralizante * reconstituinte estimulante da circulao sangunea 
- Influencia favoravelmente a glndula tiride. -  laxante e diurtica (presena de 
manitol). -  tambm um estimulante geral do metabolismo celular. -  interessante em
regimes de emagrecimento e - faz baixar o colesterol. - Em banhos  uma aliada eficaz 
contra os reumatismos e as perturbaes circulatrias.
72
- Absorvida por via interna  descrita como uma verdadeira panaceia, e muitos 
autores aconselham-na para: - a arteriosclerose - as
doenas dos olhos - a menopausa - a priso de ventre - as neuroses o envelhecimento 
prematuro - a queda de cabelo - a astenia - o cansao e - a convalescena.
- Prepara-se por decoco: 50 g do talo seco para 1 litro de gua fria. Deixar 
macerar durante 6 horas, em seguida ferver durante um quarto de hora e deixar em 
infuso durante 15 minutos. Filtrar. Tomar 1 a 2 chvenas por dia.
- Ou em tintura-me: 50 g da planta seca para meio litro de lcool a 50. Deixar 
macerar durante ]0 dias. Tornar 20 a 40 gotas num pouco de gua, 2 vezes por dia.
- Para banhos: utilizar a planta seca. Existem no comrcio preparaes prontas a 
utilizar.

As algas que pertencem ao gnero Laminaria (a que pertence esta espcie) fazem parte 
do prato japons Kombu.


Mas ateno: as espcies do gnero Laminaria contm uma proporo importante de iodo, 
agem sobre as glndulas hormonais, e a sua aco anticoagulante exige que sejam 
utilizadas com prudncia.  por isso prefervel utiliz-las sob a prescrio de um 
especialista!

Laminaria hyperborea, Laminria-de-clouston

Idntica  espcie anterior.

Laminaria saccharina, Boldri-de-neptuno

Idem.

Lithothaninium calcereum, Marl

Recomendada para as acidoses gstricas (incluindo as lceras), em
decoco: 50 g do talo para 1 litro de gua. Tomar 1 a 2 chvenas por dia.
73


Rhodymenia palmata, Sargao-de-vaca

A decoco provoca uma transpirao abundante.

Spirulina maxma e Spirulina platensis

A primeira espcie, misturada com milho, constitui o clebre tecuitlatl, prato 
tradicional dos Astecas. A outra espcie  ainda consumida lia
frica negra. Estas duas espirulinas tm propriedades - antl-inflamatrias e - de 
emagrecimento, Constituem uma fonte importante de amlnocidos. Encontram-se, 
frequentemente, na cozinha vegetariana, como tempero aromatizante dos pratos e 
saladas.

Undaria sp.

As espcies deste gnero fazem parte da cozinha oriental (Wakame no Japo, 
Miyok na Coreia, Quindai-cai na China). Demonstrou-se que o consumo desta 
espcie facilita a assimilao do clcio (tem uma aco antialrgica notria). A 
Undariapinnatifida  - cardiotnica - certos autores aconselham-na nas curas 
antitabaco. Em tintura-me: tomar 30 a 50 gotas por dia.

OS LQUENES: UMA SIMBIOSE ENTRE AS ALGAS E OS COGUMELOS

 a Lei das assinaturas que faz surgir em grande plano a importncia medicinal dos 
lquenes nas doenas dermatolgicas (ainda agora, em vrias lnguas, a expresso 
lquen serve para designar sintomas) e tambm no que diz respeito a outras 
patologias.

A lei das assinaturas impe o tratamento

-0 Lobaria pulmonaria, semelhante a um lbulo pulmonar (o lquen-pulmonar, erva-dos-
pulmes),  utilizado no tratamento das afeces
74
das vias respiratrias.  interessante realar que este lquen contm um cido 
prximo do cido cetrrico, dotado de um poder antibitico.

- O Parmelia sulcala  um lquen que se assemelha a um crebro. Foi
portanto utilizado contra as dores de cabea.

-O Pelligra canina, misturado com pirrienta, previne contra a raiva (da o seu nome).

-O lquen dos muros, o Xantharia parietina, foi utilizado como sucedneo do quinino 
porque contm crisopicrina.
- O Pertusaria amara  um excelente antipirtico.

Graas  lei das assinaturas o homem descobriu um verdadeiro tesouro bioqumico. 
Actualmente conseguimos isolar cerca de 200 substncias (princpios activos) 
liqunicas, e a lista est longe de ter acabado.

E, para finalizar, os estudos dos Japoneses mostram que algumas destas substncias 
tm propriedades antitumorais e que outras possuem factores inibidores das 
replicaes virais.
75

AS PLANTAS EXTICAS

OS CINCO CONTINENTES POSSUEM PLANTAS MEDICINAIS

A maioria das plantas medicinais que apresentamos pertencem  flora da Europa.  
certo que os outros continentes possuem tambm uma
grande riqueza vegetal. Os nossos leitores podem encontrar informaes sobre a flora 
africana, asitica, americana e australiana, se o desejarem. Infelizmente,  
frequente as espcies apresentadas no estarem disponveis em Frana. Alm disso a 
utilizao de algumas dessas plantas, presentes nas coleces botnicas francesas, 
est interdita.

A flora tropical e a sua utilizao teraputica so, frequentemente, pouco conhecidas 
e at ignoradas. Segundo J. M. Watt (Plants potentially useful in mental health, 
Lloydia 1/1967), conhecem-se actualmente 200 espcies africanas que esto 
potencialmente disponveis (fazem parte das farmacopeias locais) para o tratamento de 
doenas mentais.

55 espcies africanas so antiepilpticas e 3 espcies tm uma aco antiamnsica 
(descoberta sem precedentes, que consideramos como quase excepcional). Trata-se das 
seguintes plantas:

- Adenia lobata;
- Adenia cissampeloides;
- Gardenia neuberias.

Para realar a riqueza da flora extica, apresentamos as plantas da famlia das 
cactceas e dos alos, cuja grande maioria pode ser comprada em Frana. So bem 
conhecidas e possuem um vasto leque de possibilidades teraputicas.
77


O ALOS

Aloe sp. A aparncia desta planta engana os no especialistas que pensam que o alos 
 um cacto. Na realidade  uma Liliaceae (actualmente classificada na famlia das 
Asphodelaceae).

O gnero alos est representado por cerca de 250 espcies. O maior
(Aloe arborescens) pode atingir 5 metros de altura.
O Aloe succotrina  um dos remdios mais antigos da humanidade.
O seu suco, aloana,  conhecido desde h 3000 anos na Somlia e no Egipto.

Os poderes mgicos e teraputicos do alos remontam  noite dos tempos

O alos vem mencionado na Bblia e faz parte dos remdios citados no papiro de Edwin 
Smith. No Egipto tem a reputao de preservar a
vitalidade e a beleza. Estava presente durante as cerimnias funerrias e era 
considerado como um sinal divino da renovao da vida. As lendas atribuem-lhe um 
papel na preparao da mumificao dos corpos. Faz tambm parte das plantas secretas 
do Atharvaveda (um dos quatro Vedas).

O alos era conhecido dos Gregos, que o traziam da ilha de Socotra. Dioscrides 
menciona as suas virtudes relativamente  cicatrizao de feridas, de arranhes e de 
chagas. Plnio, o Antigo, descreve, na sua
Histria Natural a cura de Alexandre, o Grande, ferido por uma flecha. Hipcrates 
aprecia as suas capacidades para curar tumores. Esta planta panaceia foi 
redescoberta por Alberto, o Grande, que a introduziu na farmacopeia medieval. Era 
ento largamente utilizada como remdio heptico.

O alos est presente no Codex de Meletios da medicina bizantina. Tambm est 
presente na farmacologia chinesa: Li Shih-Shen cita-o como
tnico para as doenas do estmago e do aparelho digestivo. Os grandes viajantes 
portugueses, espanhis e ingleses trouxeram novas espcies de alos dos seus pases 
de origem, bem como informaes sobre as doenas para as quais eram prescritas. Foi 
assim que se descobriu o alos do Cabo e o alos do Natal.
78
Esta planta tem, nas culturas primitivas, um papel mgico. Em frica, ela 
neutraliza a influncia dos mortos que voltam  terra para perturbar o esprito dos 
vivos. Nos Camares, ela protege as mulheres contra os acidentes que podem ocorrer ao 
cultivarem os seus jardins. No Mali, pendurado no tecto, afasta os espritos e atrai 
a boa sorte. Os Mexicanos fabricam grinaldas de alos para dar sorte. As jovens Maias 
besuntam o
rosto com suco de alos para atrair os rapazes. A capacidade feronmica (de 
atraco) foi observada e utilizada na frica do Sul, onde os Afrikaaners e os Zulus 
afirmam que o perfume do alos  um potente perfume sexual.

Os poderes de cura do alos

As virtudes dos alos so mltiplas:

-So cicatrizantes em uso externo, colagogos, laxantes e purgativos
em uso interno.
- Tm uma slida reputao no tratamento de queimaduras, at mesmo
nas queimaduras causadas por irradiaes.
- Certas tribos da frica do Sul utilizam-no no tratamento anti-sifiltico e 
antibitico.
- O Dr. Jefi`rey Bland, que estudou a influncia do alos no sistema

digestivo, verificou que esta planta melhora o pH gstrico e permite uma melhor 
assimilao das protenas.
- A tradio africana e as investigaes americanas atribuem ao alos
uma aco benfica nas doenas dos olhos; o alos foi utilizado em oftalmologia pelo 
Dr. Vladimir Filtov, autor da teoria sobre os bioestimuladores.
- Finalmente, certos investigadores fazem prova da sua capacidade de
diminuir os riscos das doenas coronrias.
-  tambm prescrito na cirurgia bucal.

 natural que uma planta como esta tenha suscitado inmeras investigaes, 
especialmente no que diz respeito ao estudo dos seus componentes fitoqumicos. Parece 
que a maioria das virtudes do alos est ligada aos heterssidos antracnicos (pelo 
menos uma quinzena, entre os quais a alona) e a certas substncias aromticas. Os 
outros elementos (vitami
79
nas, enzimas, am inocidos) no lhe so especficos, j que esto presentes em 
abundncia no mundo vegetal.

As diferentes espcies de alos

A grande riqueza das espcies do gnero alos, bem como a existncia de inmeras 
diferenas bioqumicas, obrigam a identific-los com rigor. Certas fontes 
demonstraram que os alos de Curaau no contm alona. Thomas Githeres, em Drug 
Plants of Africa, afirma que os alos medicinais se resumem apenas a algumas 
espcies: o Aloe succotrina, o Aloe perryi e os alos do Cabo (A. ferox, A. africana, 
A. plicatilis).

Aqueles que podemos encontrar so provavelmente misturas de origem incerta. As 
plantas cultivadas so mais homogneas e mais facilmente identificveis, mas 
poderemos ns ter a certeza de que preservamos toda a riqueza bioqumica que se 
encontra nas espcies selvagens? A experincia demonstra que as monoculturas 
empobrecem os componentes genticos das plantas, o que tem forosamente repercusses 
na sua riqueza bioqumica. Sabemos assim que certos alos selvagens contm at 18% de 
alona.

Qual  a situao das plantas de cultura?

Inmeras espcies esto actualmente ameaadas pelo homem, e a nica forma de as 
preservarmos  cultivar aquelas que podemos aclimatar.
O Aloe aIbida est em vias de extino (o baixo nvel de germinao das suas sementes 
 provavelmente um dos factores responsveis desta situao). Restam apenas algumas 
centenas ou menos (certas fontes afirmam que existem apenas 200), de Aloe polyphy11a. 
Ora  praticamente impossvel cultiv-lo fora dos seus locais naturais.

O Jardim Botnico de Kew, a mais prestigiosa instituio nesta matria, vai recorrer 
a manifestaes para a sua proteco.

Desconfiem do Aloe vera

Existem actualmente muitos autores e (sobretudo) produtores que transpem as virtudes 
tradicionais do Aloe succotrina para o Aloe vera (planta de cultura). Mas esta 
prtica no  minimamente aceitvel.
80
As diferenas bioqumicas entre as espcies vizinhas devem incitar o

consumidor a uma certa reserva. Os produtos  base de alos deveriam ser objecto de 
estudos srios antes de serem vendidos como produtos naturais. A falta de dados e 
de comunicaes sobre estes produtos leva-nos a aconselhar os leitores a cultivarem 
em vaso, nas suas casas, os seus
prprios alos e a confeccionarem eles prprios os seus produtos.

Se o alos foi objecto de estudo dos frmaco-botnicos, no devemos esquecer que 
inmeros charlates se serviram dele unicamente para ganhar dinheiro. O interesse de 
todos no ser o de evitar que uma planta to preciosa seja desacreditada atravs de 
simplificaes rpidas, duvidosas e pouco credveis?

As receitas produzidas  base de alos

O sumo de alos espremido

Para obter 80 ml de soluo aquosa de sumo de folhas frescas de alos, Aloeferox, so 
necessrios 20 ml de lcool a 95%.

As folhas so conservadas em local fresco e  sombra, entre 12 e 14 dias. Em seguida 
devero ser cuidadosamente lavadas com gua quente.
- Depois devem ser esmagadas, envolvidas em gaze e comprimidas.
- A suspenso obtida deve ento ser filtrada (com gaze ou papel de
filtro). -Este produto filtrado deve ser aquecido durante 8 a ]0 minutos at
atingir o ponto de ebulio e depois vertido num recipiente de decantao. Acrescente 
a quantidade de lcool necessria. Deixe esta mistura em local fresco e sem luz 
durante 14 dias, mexendo-a uma vez por dia. Para terminar, filtre.

Creme de alos para a proteco da pele

Composio:

* 6 g de cera de abelhas (branca) * 6 g de leo de jujuba * 40 g de leo de amndoas-
doces
81
20 g de tintura DI, feita de folhas bioestimuladas de alos (todos os tipos de alos, 
excepto os que no contm alona)

-Misturar para obter um creme.

AS CACTCEAS

Esta famlia conta com cerca de 2000 espcies. A grande maioria cresce em terrenos 
tropicais e subtropicais das Amricas, mas tambm se encontram algumas espcies em 
frica, na sia e na Austrlia. O Peru e o Mxico possuem uma flora de cactceas 
particularmente rica. Um grande nmero destas plantas possui um tecido especializado 
no armazenamento de gua, j que crescem e vivem em terrenos desrticos.

Tm frequentemente flores muito belas, adaptadas  polinizao pelos insectos, pelos 
pssaros e pelos morcegos. As maiores, como o Carnegia gigantea, podem atingir uma 
altura de 20 metros.

As cactceas caracterizam-se pela sua grande riqueza bioqumica em
princpios activos, bem como pelo papel importante que tm na religio
e na mitologia das culturas pr-colombianas.

O Trichocereus pachanoi: planta mgica latino-americana


O Trichocereus pachanoi  uma das plantas mgicas mais antigas da histria da 
Humanidade. No Peru encontra-se nas imagens, nas pedras gravadas e nos txteis da 
civilizao chavn que existiu h mais de 3300 anos. Encontra-se tambm nos objectos 
das culturas nasca e inca.

Durante milhares de anos, o Trichocereus panachoi esteve associado a diversos 
animais: ao veado, ao colibri e especialmente ao jaguar, que est intimamente 
associado ao xamanismo da Amrica Latina. A igreja catlica, desde a conquista 
espanhola, combateu as plantas mgicas, incluindo o Trichocereus, porque  a planta 
usada pelo diabo para enganar os ndios. Mas, nos Andes, existe uma mistura 
estranha de catolicismo e de culturas indgenas, que lhe atribuiu o nome de San 
Pedro, nome muito significativo j que So Pedro possui as chaves do paraso...

No Peru e na Bolvia, o Trichocereus  actualmente utilizado para tratar certas 
doenas, principalmente as perturbaes mentais e o alcoo
82
lismo. Serve tambm como meio de defesa contra todo o tipo de bruxarias, bem como 
para garantir o xito e para adivinhar o futuro. Pensa-se tambm que esta planta  a 
guardi da casa e que ela produz um assobio lgubre que afasta os intrusos.

Os xams distinguem 4 tipos de cactos Trichocereus, dependendo do nmero de lados que 
possuem. Os mais potentes possuem 4 (representam os 4 ventos, as 4 estradas), mas 
infelizmente so muito raros.

Os talos dos cactos, que se podem comprar nos mercados, so cortados aos pedaos e 
fervidos em gua durante 7 horas. Esta decoco  tomada com outras plantas, o 
PedilantIns tilhymaloides (Euphorbiaceae), o Isotoma longiflora (Campanulaceae) e o 
Neoromandia macrostibas (Amaranthaceae). Tambm se mistura, por vezes, com duas 
outras plantas alucinogneas: a Brugmansia aurea e a Brugmansia sangunea.

Estudos qumicos e psiquitricos demonstraram o papel importante destes aditivos. No 
xamanismo - tal como os outros alucinogneos - a
San Pedro permite a separao entre a alma e o corpo, e as pessoas tratadas voam 
atravs das regies csmicas. Um dos primeiros oficiais espanhis que assistiram a 
estes fenmenos descreveu-os da seguinte maneira:

Os magos ndios tomam a forma que desejam e deslocam-se nos
ares atravs de grandes distncias num espao de tempo muito curto. Vem o que se 
passa, falam com o Demnio, que lhes responde por meio de pedras ou de outros 
objectos que eles veneram.5@

O Lophophora williamsi, peyotl: planta sagrada e alucinognea

O Lophophora williamsi, o peyotI,  provavelmente a planta sagrada americana mais 
bem conhecida. Tal como o San Pedro, e a despeito de vrios sculos de luta por 
parte da igreja e da administrao, esta planta  ainda muito utilizada pelos 
Mexicanos, e o comrcio dos botes de mescal  ainda florescente nos mercados da 
Amrica Central e do Mxico. Todos os anos, aps a estao das chuvas e da colheita 
do milho, organizam a festa do peyoti para comemorar esta planta, que permitiu ao
83
grande chefe Majakugay, h vrios sculos, combater os seus inmeros inimigos e 
fundar um imprio. Todos os objectos das tropas dispersas de Majakugay foram 
destrudos, e o deus transformou-os numa planta maravilhosa, que conhecemos sob o 
nome de Lophophora williamsi.


O efeito psicolgico do peyotV  muito varivel e depende das doses absorvidas, 
das condies fsicas e do carcter receptivo do consumidor. Os seus efeitos 
alucinogneos so muito fortes: provoca vises caleidoscpicas coloridas. Os outros 
sentidos, como o tacto e o gosto, tambm se alteram.

A aco do Lophophora willianisi efectua-se em dois nveis sucessivos:

- Primeiro, agua a sensibilidade. -Numa segunda fase produz uma grande calma e um 
relaxamento muscular; a ateno desliga-se dos estmulos exteriores, para se tornar 
introspectiva e meditativa.

O Lophophora williamsi contm cerca de 30 alcalides (entre os quais a mescalina), e 
 fcil entender a importncia que esta planta poder ter no tratamento das doenas 
mentais.

Outras cactceas com efeitos alucinogneos

O Lophophora williamsi e o San Pedro no so as nicas cactceas mgicas e 
alucinogneas da cultura pr-colombiana. Grande parte das plantas alucinogneas foi 
designada pelo nome de falso peyotl.

- A Epithelantha micromeris, cujos frutos, os xilitos, so comestveis, foi 
utilizada pelos ndios Tarahomara. Os feiticeiros ingerem-na para obter vises mais 
claras e para comunicar com os outros feiticeiros. Os corredores utilizam-na como 
estimulante e para combater o cansao. Os ndios pensam que prolonga a vida e que faz 
enlouquecer as pessoas maldosas.
- A Ariocarpus retusus, ou falsa pedra, foi utilizada pelos habitantes
do Norte do Mxico.
- O maior cacto de todos, o Carnegia gigantea ou saguaro, apesar
de no se conhecer a sua utilizao pelos indgenas, contm alcalides com efeitos 
psicotrpicos.
84
- O Pelcyphora asseliformis  tambm considerado como falso peyotF.
- O Coryphanta compacta  um pequeno cacto respeitado no Norte do
Mxico por ser uma planta eleita pelos deuses.  tambm consumida pelos xams. -0 
Mamillaria senifis  alucinogneo e cresce na Amrica Central.

Todas estas espcies contm em abundncia alcaloides anteriormente desconhecidos da 
cincia.

A utilizao teraputica das cactceas

A utilizao teraputica das cactceas no se limita aos seus efeitos psicotrpicos e 
 estimulao do sistema nervoso.

- O Lophophora williamsi foi utilizado pelos ndios norte-americanos como remdio 
para estancar as hemorragias.
- O mdico homeopata italiano Rubini foi o primeiro terapeuta a preconizar a 
utilizao do Cereus grandiflorus. Prescreveu-o para as afeces orgnicas do corao 
e dos vasos sanguneos e, como no tem uma aco depressiva sobre o sistema nervoso, 
prefere-o ao acnito, especialmente para os linfticos e para os nervosos. Utiliza-o 
tambm como potente antipsoraco (uso externo).

* O suco do Cereus pode tambm ser utilizado como depilatrio e
para eliminar as verrugas. Em 1890, Jones descobriu a aco antinmica deste cacto e 
da digitlia. A digitlia foi prescrita para coraes cansados, e o
Cereus grandiflorus para a astenia do corao.
* Sultano isolou o alcalide que denominou cactina. Este alcalide

aumenta a energia do msculo cardaco, faz subir a presso sangunea e activa os 
centros motores da espinal medula.
* Segundo o Dr. Watson Williams, a parte mais rica em princpios
activos  a flor.
* Ele recomenda uma tintura obtida por macerao (durante 1 ms)
dos talos e das flores em 500 ci de lcool e aconselha a sua utilizao em doses de 
algumas gotas de 4 em 4 horas.
85


O Cereus fimbriatus e o Cereus monliformis tm propriedades anti-reumatismais. O 
Cereus geonietrizans est indicado para as lceras.

No gnero Pereskia existem vrias espcies teraputicas:
* O Pereskiaguamacho, produzido como goma utilizada nas afeces
pulmonares catarrais. As folhas tm um sabor acre e utilizam-se em inalaes e 
tisanas. As flores fornecem tisanas espessas, e os frutos so diurticos.
* O Pereskia bleo tem virtudes anti-sifilticas e  tambm utilizado
contra a febre amarela.
* Os frutos do Pereskia aculeata tm uma aco anti-sifiltica e expectorante.

O talo carnudo do Opuntia contm uma quantidade importante de mucilagem.  por esta 
razo que  utilizado como emoliente e para fazer amadurecer os tumores indolentes.
* Segundo Faiveley aplica-se o talo do Opuntia vulgaris em todas
as afeces inflamatrias e flegmnicas: herpes, erisipela, fleumatismos, furnculos. 
O talo  cortado aos pedaos e esmagado e aplica-se cru ou aquecido em excelentes 
cataplasmas.
* Contra a desinteria, aconselham-se as flores da Opuntia vulgaris.

Os frutos da Opuntia brasiliensis so antiescorbticos, os ramos
so utilizados em cataplasmas e acalmam as dores citicas. O suco  utilizado nos 
edemas das plpebras.

As cactceas tambm so comestveis

Muitas cactceas do frutos comestveis, por exemplo, o Opuntia vulgaris (figo-da-
barbrie) ou o Cereus thurberi do frutos do tamanho de uma laranja. Tambm se comem 
os frutos do Cereus pruinosus, do Cereus triangularis e do Cereus giganteus. Com o 
Opuntia produz-se lcool. Certas espcies servem para a criao de cochonilhas.

Para terminar, as cactceas so reservatrios naturais de gua nas
regies desrticas.
86
 difcil identificar e obter as espcies de forma fivel

A utilizao das cactceas, tal como a de outras espcies vegetais, apresenta alguns 
inconvenientes. A primeira e maior dificuldade consiste em obter plantas cuja 
actividade seja uniforme. Na verdade, as condies especficas de vegetao, a poca 
das colheitas, a latitude e a natureza dos solos alteram de forma significativa os 
processos de nutrio da planta, bem como a sua gentica. Todos estes factores tm 
uma repercusso sobre o teor em alcalides da planta. Assim, segundo Rouhier, os 
peyotIs do Texas, sendo mais txicos, do menos vises coloridas do que os 
peyotIs de outras provenincias.

Por outro lado, as leis do mercado fazem com que os produtos sejam frequentemente 
falsificados. Isto acontece especialmente com o Cereus grandiflorus. A matria-prima 
vendida no mercado e que  suposto ser
proveniente desta espcie no  seno uma variedade qualquer de Opuntia, com 
propriedades diferentes das que lhe so atribudas.  por isso que  particularmente 
difcil determinar as espcies utilizadas pelos indgenas. Mesmo o San Pedro, que 
 bem conhecido, s h bem pouco tempo foi identificado com exactido, pois durante 
muito tempo foi confundido com o Opuntia cy1indrica.

As cactceas so plantas resistentes... mas conseguiro resistir  civilizao?

As cactceas so, por natureza, resistentes s condies difceis: seca, amplitudes 
trmicas e poluio. A explorao indgena nunca ameaou a sua existncia, j que os 
ndios colhem apenas uma parte e salvaguardam a quantidade necessria para a 
reconstituio da populao vegetal.

Contudo o entusiasmo dos coleccionadores e a moda dos medicamentos produzidos  base 
destas plantas constitui uma ameaa sria para este grupo. Assim, em 1976, a 
populao de Pediocaclus knowIlon no ultrapassou os 250. A polcia do Arizona 
estima que o contrabando de cactceas representa um mercado de vrias centenas de 
milhares de dlares.
87
Actualmente, cerca de 30% das espcies presentes nos Estados Unidos esto ameaadas. 
Seremos ns privados desses dons teraputicos fabulosos que nos legaram as 
civilizaes pr-colombianas, antes mesmo de conhecermos todas as suas 
possibilidades?

88

OS REMDIOS UNIVERSAIS DE ORIGEM VEGETAL E ANIMAL

OS CHIFRES: a cincia confirma a eficcia dos remdios tradicionais dos Siberianos 

A utilizao dos chifres fez parte durante muito tempo das receitas populares da 
Sibria.  provvel, alis, que esta prtica fosse proveniente da medicina chinesa. 
Quanto  farmacopeia de certos povos europeus, ela contm igualmente extractos de 
chifres. O Dr. Gilibert estudou a eficcia teraputica dos chifres de alce para 
tratar a epilepsia, depois de a ter observado na Litunia. As investigaes 
contemporneas confirmam os efeitos deste remdio popular.

Os trs tipos de chifres medicinais

Os mdicos russos distinguem trs tipos de remdios  base de chifres, cujas 
propriedades so funo da sua origem.

A pantocrina

A pantocrina foi isolada nos chifres em 1930 pelo professor Pavlenko. Desde ento j 
foram publicadas vrias obras sobre as propriedades desta
89
substncia. A dita substncia encontra-se em dois tipos de veado: o sika (Cervus 
nippon) e o wapiti (Cervus elaphus), dos quais quatro subespcies vivem na 
Sibria.

Para a sua extraco cortam-se os chifres sem magoar o animal, que vive em 
semiliberdade. A operao decorre durante o perodo intenso da sua actividade 
biolgica.

Depois de limpos, os chifres so secos, cozidos, pulverizados e colocados em soluo 
alcolica. A sua prescrio faz-se por meio de gotas ou
de injeces intramusculares.

Breckman e Dobriakov determinaram as suas condies de criao de modo a sistematizar 
e optimizar a pantocrina. Os investigadores russos e
japoneses conseguiram identificar uma parte dos seus componentes. Estes constituem 
uma mistura muito complexa de substncias inorgnicas e
orgnicas, de aminocidos (leucina, treonina, lisina, fenilalanina, isoleucina), de 
lpidos e de fosfolpidos (lecitina, lisoleticina, esfingomielina).

Alm disso, contm substncias especficas, tais como o he tacosan (C27H56), 6 
colesterides, glicssidos, quermidos, vestgios de magnsio, de ferro, de alumnio, 
de titnio, de cobre, de prata, de ntrio e de clcio.

A pantocrina  uma substncia que parece no ter efeitos secundrios. Possui 
capacidades antitxicas e caracteriza-se por uma dupla aco sobre o sistema nervoso, 
simptico e central.

A rantarina

A rantarina  extrada dos chifres das renas (da Rangifer tarandus, que  a principal 
subespcie da Sibria, e da Rangifer tarandus phylarchus).

A sua composio  semelhante  da pantocrina, contudo contm um

maior nmero de substncias orgnicas e um menor nmero de compostos minerais. No 
entanto age de forma diferente, tem uma aco anti-inflamatria e possui propriedades 
anti-stress. Certas investigaes confirmam a sua aco antitumoral.

A santarina

A santarina  extrada dos chifres do antlope saiga (Saiga tatarica). Esta espcie  
explorada pela farmacopeia chinesa. A santarina  um
90
tranquilizante e um antiespasmdico.  uma substncia bastante interessante e que 
tem, sem dvida, um futuro indiscutvel porque no diminui as capacidades de trabalho 
dos indivduos tratados.

Possibilidades teraputicas da pantocrina, da rantarina e da santarina

Os investigadores testaram as possibilidades teraputicas destas trs substncias. Os 
resultados so extremamente promissores no tratamento
de doenas cardiovasculares, de hipotenso e tambm como adaptogneos e em casos de 
neurastenia (incluindo a insnia).

- A pantocrina tem um efeito antiarrtmico e pode tambm ser prescrita para as 
gastrenterites. A sua utilidade foi confirmada em operaes cirrgicas, em 
queimaduras e em fracturas.
- A pantocrina (e sobretudo a santarina) age sobre a epilepsia e a
hipertenso.
- A rantarina e a pantocrina so estimulantes e tnicas. Melhoram as
actuaes fsicas e mentais e agem, ainda, na coordenao, no cansao, na 
irritabilidade e no apetite. Favorecem tambm a convalescena.
- A rantarina e a pantocrina so prescritas na Rssia para tratar problemas 
geritricos (hipertrofia da prstata, em perodos pr- e ps-operatrios e como 
adjuvante de diversos tratamentos).
- Reconhecidas as suas propriedades sobre o sistema nervoso, a santarina
 utilizada como tranquilizante.
- Finalmente, estas substncias so tambm indicadas para casos de
perturbaes sexuais.

 espantoso que, no obstante todos estes dados (publicados nos jornais cientficos), 
as substncias extradas dos chifres sejam to pouco conhecidas, excepto no Japo. 
Certos bilogos britnicos, contudo, como, por exemplo, o clebre Thomas Huxley, 
interessaram-se pela pantocrina, mas as suas investigaes no ultrapassaram a fase 
experimental.
91


ADAPTOGNEOS E BIOESTIMULADORES OU A BUSCA DA"PANACEIA MODERNA

O organismo possui grandes capacidades de adaptao s condies exteriores s quais 
 submetido. A homeostase  o resultado desta adaptao. Os tericos da medicina 
definem a doena como um resultado da ruptura da homeostase, ou seja, do 
enfraquecimento destas capacidades de adaptao.

A homeostase mantm-se por meio de reaces enzimticas a nvel
molecular e de uma aco hormonal a nvel do organismo.

Todas as reaces bioqumicas tm um carcter de compensao (asseguram a manuteno 
do equilbrio) ou um carcter exploratrio (elas
procuram novas possibilidades metablicas).

O envelhecimento  entendido como uma perda das nossas faculdades de adaptao, j 
que para lutar contra os factores ambientais nocivos o organismo se desgasta 
imoderadamente.

A busca de substncias susceptveis de aumentarem as nossas
capacidades de adaptao parece ter um futuro promissor

Esta busca no  uma novidade. As plantas adaptogneas pertenciam  classe 
imperial da farmacopeia chinesa. A sua importncia para a
medicina moderna est ligada  independncia da sua aco sobre os
factores externos.

Elas aumentam a resistncia do nosso corpo contra a poluio qumica e 
electromagntica, contra as infeces, contra o abaixamento do teor de oxignio na 
atmosfera e contra as condies extremas de presso atmosfrica e de temperatura.

Parecem proteger-nos contra as depredaes autodestrutivas a que o nosso organismo  
submetido: os radicais livres, a oxigenao natural, os
desgastes hidrolticos, etc.

Devemos realar a diferena entre adaptogneos e bioestimuladores. Estes ltimos 
estimulam o sistema imunitrio, que  apenas um dos nossos mecanismos de adaptao.
92


Esta busca  difcil

A aco adaptognea  o resultado de uma actividade complexa dos diferentes 
componentes orgnicos. Por este motivo  muito difcil estud-los, sistematiz-los e 
garantir a repetitividade dos seus resultados. Pelo mesmo motivo  praticamente 
impossvel obter adaptogneos sintticos. Acrescentemos que nas plantas panaceia 
uma classe de substncias adaptogneas est, por vezes, presente nas razes e outra 
nas folhas ( o caso do Rhaponticum carthamoides).

A aco teraputica das plantas adaptogneas

A maioria dos adaptogneos tem uma forte aco anablica (comparvel  dos 
esterides). Eles favorecem as reaces enzimticas, participando na sntese dos 
componentes macromoleculares, tais como as protenas, os lpidos e os cidos 
nucleicos.

No obstante a medicina asitica possuir o maior nmero de adaptogneos (Schisandra 
chinensis, Panax ginseng, Centella asiatica, Angelica sinensis), conhecem-se e 
estudam-se cada vez mais plantas provenientes de outros continentes, por exemplo, a 
raiz de Cimicifuga racemosa (black cohosh root) da Amrica do Norte, o Harpagophytum 
procumbens (raiz-do-diabo) de frica, as folhas de Turnera aphrodisiaca do deserto do 
Mxico ou a casca da rvore Tabebuia impetiginosa.

Vrios adaptogneos parecem ter tambm uma aco anticancergena, como por exemplo, 
os cogumelos Lentinus edodes (shi-take), Ganoderma lucidum (cogumelo de Reischi) e 
Pachyma hoelen (hoelen).

Devemos mencionar tambm a Rhodiola rosea, planta adaptognea que pertence  
farmacopeia europeia. Foi cultivada em Frana, em Inglaterra, em Itlia e nos Pases 
Baixos at ao final do sculo xvii (actualmente encontra-se em estado selvagem em 
Frana). A sua raiz (vendida sob o
nome de Radix rhodiae) foi utilizada na Europa contra as dores de cabea e como 
substituto do ginseng, demasiado caro nessa poca. No Extremo Oriente era conhecida 
sob o nome de raiz dourada e era prescrita contra o cansao.
93
As investigaes contemporneas confirmaram que a Rhodiola rosea age sobre o sistema 
imunitrio e hormonal. Tem propriedades adaptogneas de luta contra o stress fsico e 
psicolgico. Redescobriu-se o interesse da sua prescrio em casos de neurose, bem 
como em estados patolgicos do sangue: por exemplo, para a leucocitose e para a hipo 
e hiperglicernias. Alm disso, tambm se observaram efeitos benficos desta planta em 
pacientes em tratamento citosttico.
94

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

Neste captulo descreveremos os tratamentos preconizados na segunda parte deste 
livro:

-Como utilizar as plantas e de que forma devem ser consumidas ou aplicadas sobre o 
corpo.
- Como alimentar-se para melhorar o estado de sade. Atravs de
conselhos e de uma reviso das teorias existentes - por exemplo, o
crudivorismo ou o vegetarianismo - de estudos sobre a germinao dos gros, sobre 
o acar, o po, as bebidas, bem como as suas indicaes e contra-indicaes. 
Falaremos tambm do jejum, recomendado em quase todas as afeces.
- Como viver melhor graas a exerccios fsicos (combinados com um
bom repouso), ao relaxamento, aos exerccios respiratrios e aos
inmeros efeitos benficos do riso.
- Finalmente, para fechar o captulo, examinaremos os remdios preconizados pelo 
padre Kneipp e pelo Dr. Bilz, praticados durante muito tempo e actualmente esquecidos 
pela medicina moderna ocidental: por exemplo, os duches teraputicos e os banhos de 
todos os tipos (vapor, ar, sol, luz ... ).

COMO UTILIZAR AS PLANTAS

A INFUSO

A preparao de uma infuso pode ser feita tanto para um consumo dirio como  medida 
das tomadas.
95
*Aquea gua at ferver e depois junte-lhe as plantas: o equivalente
para uma chvena sero 2 a 3 pitadas (cerca de 1 colher, de caf). Para 1 litro, que 
representa geralmente o consumo dirio, uma dezena de pitadas  suficiente.
*Deixe a gua tremer sem ferver, durante 2 a 3 minutos. Depois deixe
em infuso durante 10 a 15 minutos, filtre e beba morna. Se o sabor da sua tisana for 
demasiado amargo, pode acrescentar um pouco de mel. Quando tiver de utilizar vrias 
plantas para fazer a sua infuso, pode fazer a sua preparao por meio de saquinhos 
individuais. Neste caso a
quantidade necessria deve, bem entendido, ser dividida pelo nmero de plantas.

Se, por exemplo, utilizar 4 plantas diferentes para a sua preparao, a mistura para 
1 litro de gua comportar 2 a 3 pitadas de cada planta. Se o desejar, o seu 
farmacutico-ervanrio pode preparar-lhe estas misturas.

A DECOCO

 prefervel preparar a sua decoco para 1 dia ou 2 de utilizao.
*Utilize uma dezena de pitadas de plantas (cerca de 3 colheres, de
sopa) para 1 litro de gua.
*Deixe ferver em lume brando durante cerca de 20 minutos e em
seguida deixe repousar a mistura durante meia hora e, se necessrio, junte-lhe um 
pouco de mel.
- A decoco pode beber-se fria ou aquecida antes de cada tomada.

AS DECOCES DO PADRE KNEIPP

As decoces do padre Kneipp so utilizadas em banhos, cataplasmas ou compressas.

FLORES DE FENO  91)

Por flores de feno entendem-se os talos, as folhas, as flores e os gros do feno.
96
Utilizam-se 1 a 2 punhados para 1 litro de gua. Esta mistura deve ferver em lume 
brando durante 15 a 20 minutos.

- Kneipp reala que os fenos secos ou frescos tm o mesmo valor.
- Esta preparao  til em cataplasmas, compressas ou banhos.

Como alternativa, pode utilizar flores dos campos, dos prados e
dos bosques.

Palha de aveia

Prepara-se fervendo a palha de aveia cortada,  razo de 2 punhados para 1 litro, 
durante 15 a 20 minutos.
- Esta mistura utiliza-se em compressas e em banhos.

Decoco de cavalinha

1 punhado para 1 litro de gua. Deixe ferver durante 15 minutos.

- O padre Kneipp recomenda vivamente a cavalinha, quer em tisana
quer em banhos, compressas ou cataplasmas.
- Esta planta tem uma aco remineralizante.

AS CATAPLASMAS DE ARGILA

Preparam-se com argila desfeita, verde ou branca, que se pode encontrar  venda no 
comrcio.

Coloque-a num recipiente e cubra-a de gua. Quando apresentar uma
consistncia pastosa, estar pronta a utilizar. A argila  conhecida desde os tempos 
mais remotos. Tem os seus fervorosos defensores. As suas aplicaes teraputicas so 
muitas e variam em funo da sua origem. Revela-se de uma eficcia notvel em 
unguentos, cataplasmas, mscaras de beleza e compressas,
- Para o padre Kneipp ela tem um papel importante no tratamento
do lpus e do cancro.  anti-inflamatria e limpa as lceras ptridas e malignas.
97
- Aconselha-a tambm para dores de cabea, de costas, para as
luxaes, os tumores e as inflamaes. A sua aco antiptrita permite a aplicao em 
feridas abertas.

A MACERAO

Obtm-se deixando as plantas dentro de um lquido durante um perodo de tempo mais ou 
menos longo.

Macerao em gua

* Encha um frasco de vidro com /4 de plantas e o restante com gua.
* Deixe macerar durante 2 a 3 dias, se possvel ao sol.
* Agite o frasco de vez em quando.
* Filtre, de modo a obter o suco.
* Uma alternativa consiste em encher o frasco tal como descrevemos,

aquec-lo em banho-maria durante cerca de 1 hora e deix-lo a repousar durante 24 
horas.

- Estes preparados so utilizados em banhos, cataplasmas ou misturadas com bebidas,  
razo de 2 colheres, de caf, por dia (em mdia).
- Devemos acrescentar que este tipo de preparado tem um prazo de
conservao muito curto e por conseguinte deve ser utilizado nos dias que se seguem  
sua confeco.

Macerao em lcool (alcoolatura)

* Pode deixar macerar a planta directamente em lcool, que absorve
deste modo os princpios activos da planta. As quantidades geralmente utilizadas so 
da ordem de 50 a 100 g para meio litro de lcool.
* Pode tambm utilizar outros tipos de lcool, como o rum, o calvados
ou o vodka. O tempo de digesto dos produtos activos  de alguns dias para as 
folhas, flores e rebentos, e de 2 a 3 semanas para as
razes e cascas. Filtre no final da operao.
98


Tintura-me

- O preparado tem um protocolo semelhante ao anterior.  feito por
laboratrios e destina-se  homeopatia.

- A posologia destes preparados varia, segundo os casos, entre 20 a
50 gotas diludas em gua ou sumo de fruta, 1 a 2 vezes por dia.

Macerao em vinho

O vinho  um suporte interessante.  prefervel escolher um de muito boa qualidade e, 
de preferncia, biolgico.

* A macerao em vinho fica pronta ao fim de um perodo de 5 a 6
dias, ao fim do qual deve ser filtrada. A sua conservao  excelente.
* A prescrio  da ordem de meio a 1 copo, de licor, por dia.

Macerao em leo

* Deve utilizar um leo virgem de primeira presso a frio. Os leos
de azeitona, de crtamo e de germe de trigo so bons para este tipo de operao. Aps 
terminar a macerao deve proceder  sua filtragem.

- Este leo pode ser tomado com vegetais crus e saladas, na poro
de meia colher de sopa. Ateno: no utilize este leo em cozeduras.

- Para uso externo em massagens (especialmente dores musculares, reumatismos, 
lumbagos, tratamento da pele, etc.), os leos de amndoas-doces e de avel so mais 
agradveis.

* Deixe macerar durante um perodo de 15 dias a 3 semanas, se possvel ao sol.
* Para acelerar o processo, pode aquecer esta mistura em banho-maria
durante cerca de meia hora e deix-la macerar durante 48 horas. Filtre no final da 
operao.
99


OS LEOS ESSENCIAIS

Definio e complexidade da sua estrutura qumica

 impossvel dar uma definio exacta dos leos essenciais. Contudo, a mais adequada 
parece ser a seguinte:

Substncias oleosas aromticas, provenientes de fontes naturais,
frequentemente vegetais, distiladas no vapor.

No so corpos qumicos simples e homogneos. Contm misturas de vrios componentes, 
podendo alguns deles ser dominantes. Alm disso, pode existir sinergia ou antagonismo 
entre eles.

 intil tentar reduzir a aco do leo essencial a um dos seus componentes, mesmo 
que alguns deles sejam predominantes e que as propriedades do leo possam ser bem 
definidas. A ttulo de exemplo, o leo essencial de cravo-de-cabecinha tem fortes 
propriedades antibiticas. As experincias realizadas no sculo xix por um dos 
fundadores da microbiologia, Robert Koch (Prmio Nobel), demonstraram que este leo 
age sobre certas bactrias aps um perodo de apenas 12 minutos de exposio e numa 
soluo diluda a 1%!

Tenta-se frequentemente reduzir o poder antibitico dos leos essenciais  quantidade 
dos seus componentes fenlicos. Mas o caso do leo de cravo-de-cabecinha mostra bem 
que tal associao carece de uma justificao cientfica, j que este leo tem 
efeitos superiores aos do fenol. Por este motivo  difcil determinar os 
inconvenientes associados  sua utilizao, mesmo que, como  o caso do Melaleuca 
alternifolia (que sabemos ser responsvel de inmeros eczemas alrgicos), se tenha 
conseguido isolar o factor causal (d-limenona).

Cinco razes pelas quais os leos essenciais no so estveis

A riqueza bioqumica dos leos essenciais , sem dvida, uma das razes da sua 
eficcia, mas infelizmente  difcil e, muitas vezes, at impossvel realizar 
investigaes comparativas, bem como repetir os resultados.
100
O problema da garantia e da estabilidade dos leos essenciais comercializados tambm 
se pe. A quantidade extrada depende do perodo de vegetao. Os estudos sobre o 
manjerico mostraram que ela aumenta significativamente nas folhas, no incio, e isto 
at  florao, e que em seguida a quantidade baixa nas folhas e sobe nas flores. 
Depois da fecundao, ela volta s folhas (mas diminui em quantidade).  por este 
motivo que, ao longo do dia, a quantidade de leo na planta varia, tal como a 
libertao do seu perfume. Foi possvel constatar que esta variao diria  regular, 
a tal ponto que no sculo xviii R. Meusee criou um relgio vegetal aromtico, 
composto de vrias espcies de flores. As horas eram indicadas pelos aromas 
libertados ao longo do dia, cada espcie libertando o seu perfume em momentos bem 
especficos.
O perfume dos leos essenciais fornece particularidades multifacetadas. Existe em 
particular um mundo fascinante no qual os aromas tm um papel preponderante:  o que 
se utiliza quando nos
servimos dos seus princpios volteis para perfumar um quarto de
uma casa.


A composio qumica (quantitativa e qualitativa) est associada s condies 
ambientais, tais como a qualidade do solo, a atmosfera, a utilizao de herbicidas e 
a presena de poluentes. Pode variar muito dentro da mesma espcie em funo da sua 
origem (por exemplo, a diferena de quantidade de cetonas de Salvia officinalis pode 
variar de 1000%). Esta variao no se verifica apenas no que diz respeito  sua 
composio qumica, mas tambm  reaco do organismo receptor. A experincia 
confirma que a aco bacteriosttica das vrias razes de um mesmo germe pode ter 
reaces diferentes num leo essencial aparentemente sempre idntico. A sua grande 
diversidade qumica torna impossvel comparar o processo de aco dos produtos 
naturais com o dos extractos brutos ou de leos purificados, e no  possvel de modo 
algum ter uma garantia de estabilidade na sua produo. Outra dificuldade da 
homogeneizao est ligada ao facto de os leos no serem solveis em gua e ser 
necessria a sua utilizao por meio de um solvente especial - um agente emulsionante 
que interfere no produto inicial.
101



Um pouco de histria a propsito da origem dos leos essenciais

Apareceu primeiro a aromaterapia

A utilizao dos aromas de flores e de plantas  muito antiga. Todos os povos e todas 
as tradies utilizaram os aromas, com finalidades rituais ou teraputicas. A 
Bblia cita o hissopo, planta sagrada dos Hebreus
- que a preparavam de uma maneira especfica.

A aromaterapia  a arte de recuperar ou de conservar a sade utilizando a parte 
voltil ou olfactiva das plantas.

Depois veio o embalsamamento

O embalsamamento foi praticado por diversas culturas. H 6000 anos os Egpcios sabiam 
extrair a essncia das conferas: a madeira de cedro era aquecida num recipiente de 
argila, cuja abertura era coberta por uma
grade de fibras de l. Bastava espremer a l para libertar a essncia de que esta 
ficava impregnada.

A seguir vieram as destilaes

O desenvolvimento e o entusiasmo que os leos essenciais tiveram ao
longo dos sculos s foram possveis graas  destilao. Este procedimento foi 
provavelmente descoberto por sbios rabes no incio da Idade Mdia. A essncia de 
alecrim foi uma das primeiras a ser isolada e extrada por Ramri Luil (nascido em 
Maiorca em 1235).

Em 1370, certos documentos relatam a existncia de uma destilao obtida a partir do 
cedro, do alecrim e da terebintina, chamada gua da rainha da Hungria. Mas s a 
partir do sculo xv se comeou a praticar a destilao de plantas e de flores. 
Independentemente da gua-hngara, ningum ( excepo de alguns alquimistas cujos 
trabalhos so ainda mal conhecidos) se interessava pelas partes oleosas das plantas 
que, ao separarem-se, boiavam  superfcie das guas destiladas. Eram consideradas 
como impurezas, inutilizveis na produo de perfumes.
102
E so finalmente mencionados

O catlogo das especiarias de Francoforte, editado em 1450, no menciona nenhum leo 
essencial. Um pouco mais de um sculo depois, em
1587, existe um reportrio de 59. A partir do incio do sculo xvii a
destilao  realizada em laboratrios, e a sua produo torna-se mais substancial. 
No sculo xviii comeam a melhorar os rendimentos e passam a existir meios que iro 
permitir detectar e suprimir as fraudes, que se
tornam frequentes.

O sculo xix e o incio do sculo xx trazem um melhor conhecimento dos leos 
essenciais, graas s aplicaes da qumica analtica e da fisiologia vegetal. Mas, 
apesar de ter conhecido uma fama incontestvel, constata-se actualmente o pouco 
interesse que a cincia oficial tem por este tipo de investigao. A mais importante 
base de dados das investigaes mdicas, a Medline, relata apenas 57 trabalhos 
efectuados sobre os leos essenciais durante os ltimos trs anos.

As causas dos poderes dos leos essenciais

Os leos essenciais esto entre os remdios mais potentes conhecidos. A sua eficcia 
reside na diversidade dos seus componentes qumicos. A sua concentrao em princpios 
activos confere-lhes um poder excepcional.

Deste modo, para extrair quantidades nfimas, so necessrias grandes quantidades de 
matria-prima. Para obter 500 g de essncia de bergamota, por exemplo, so 
necessrios 100 kg de frutos; 300 kg de limes para 1 kg de essncia; 1000 kg de 
flores de laranjeira para 1 kg, e 200 kg de lavanda para 1 kg de essncia.

Certas plantas fornecem quantidades ainda mais nfimas: para se obter
5 g de essncia de violeta, so necessrios 100 kg de flores de violeta! A ttulo de 
comparao, para uma decoco de violeta (20 g para 1 litro de gua) utilizam-se 1000 
vezes menos de matria vegetal do que para produzir uma s gota (1 g) de leo 
essencial. Mas este exemplo tem apenas um carcter demonstrativo, j que a diferena 
 tambm qualitativa (os princpios da decoco so diferentes dos princpios dos 
leos essenciais).
103
Verifica-se que os leos essenciais penetram facilmente no organismo atravs da pele. 
Esta propriedade  um meio precioso para veicular outros tipos de preparaes 
medicinais. Os leos so depois eliminados pelos rins e pelos pulmes, onde produzem 
a sua aco anti-sptica. Esta facilidade de penetrao no corpo  frequentemente 
subestimada.

O poder dos leos essenciais sobre o organismo

O seu poder, bem como a heterogeneidade da sua aco sobre o organismo, so as razes 
pelas quais  imperativo utiliz-los com prudncia!!! A sua utilizao deve ter em 
conta o leo e o modo de administrao:

- Em uso externo, por inalao, leno, compressas, mscara de argila,
massagens, frices, banhos curativos, gargarejos, champs ou difuso no ar (por 
evaporao ou pulverizao).
- Por via interna,  necessrio o aconselhamento de um terapeuta
competente e no os utilizar puros, mas, de preferncia, diludos ou em cpsulas.

A aco antibitica dos leos essenciais

O poder anti-sptico dos leos essenciais  conhecido desde h muito e foi confirmado 
pelos resultados das investigaes contemporneas. A sua aco antibitica  
inegvel: em 133 leos estudados, 105 demonstraram uma forte aco bactericida, 
bacteriosttica e antifngica. Alm disso, a lista dos leos antibiticos no 
terminou e enriquece-se constantemente. Entre as plantas africanas, o Schinus 
inollelin, espcie originria do Zimbabwe, tem um poder antibitico quase excepcional 
sobre todos os micrbios examinados (20 espcies de bactrias e 5 fungos).

Esta aco antibitica j foi realada no incio da microbiologia moderna. Em 1881, 
Robert Koch estudou a aco bactericida da essncia de terebintina. Alm disso, 
estudos efectuados no sculo xix confirmaram a aco particularmente forte das 
essncias de canela, de orgo e de cravinho-da-ndia (em emulso ou vaporizao).

Contudo, pensa-se descobrir ainda as suas propriedades teraputicas. Em 1893, M. G. 
Bertrand e Forne estudaram o poder bactericida do
104

Melaleuca viridi ra (niauli). Um sculo depois, em 1992, certos produtores 
reivindicam ter descoberto as suas propriedades medicinais.

E, para terminar, notamos que so sempre os mesmos leos os mais utilizados: de 
orgo, de tomilho, de gernio, de canela, de cravinho, de canela-da-china, de 
lavanda, de limo, de zimbro, de laranjeira e de bergamota.

As vantagens dos leos essenciais

Os investigadores surpreenderam -se (e continuam a surpreender-se)
com a rapidez da sua penetrao no organismo:
-J dissemos que bastam 12 minutos para o leo de cravinho agir
sobre certas espcies bacterianas. -Os vapores da essncia de limo, em suspenso no 
ar, agem em 2 horas sobre os estafilococos.
- As afeces das vias respiratrias so atacadas pelos leos de
eucalipto, de pinho, de mirta, de mirra ou de tomilho em menos de
1 hora.

Em 1936, Risler verificou que era possvel prolongar a sua aco acrescentando- lhes 
elementos no volteis, tais como resinas, o que lhes confere um tempo de aco 
extremamente longo. Este autor demonstrou assim que as misturas de leos essenciais 
so muito mais activas do que quando estes so aplicados separadamente.

Mas utilizem-nos com prudncia!

Independentemente do poder que as essncias fornecem durante a sua utilizao, deve 
evitar-se mistur-las (salvo sob prescrio mdica autorizada) com outros 
medicamentos.

Verificou-se, por exemplo, que certos antibiticos diminuem o poder antibacteriano do 
leo de erva-cidreira. Em contrapartida, este aumenta a
toxicidade dos antibiticos.

Finalmente, observou-se por diversas vezes a resistncia dos microrganismos.  a 
utilizao abusiva dos leos essenciais que  responsvel deste fenmeno.  tambm 
por esta razo que  necessrio utiliz-los com cautela.
105


Outras aces dos leos essenciais sobre o organismo humano

Os leos essenciais no se limitam a ter uma aco antibitica. A riqueza deste grupo 
de remdios fitoteraputicos  tal que no existe praticamente nenhuma patologia que 
no responda  sua administrao. Apresentamos a sua utilizao pormenorizada na 2. 
parte desta obra, consagrada ao tratamento de 267 afeces.

Mas, de uma maneira geral, podemos afirmar que eles so notoriamente 
antiespasmdicos. Os leos essenciais geram, em doses fortes, um mal-estar que pode 
ir at  paralisia dos movimentos espontneos da musculatura lisa. Em altas diluies 
so estimulantes.

As mltiplas virtudes teraputicas dos leos essenciais

*Os leos de menta, de mentol e de cnfora so antiespasmdicos e
agem sobre o intestino e a vescula biliar.
*O tomilho age mais especificamente sobre os pulmes.
*A mistura de mentol, timol, cnfora e cineol, utilizada em aerosol,
 antitssica. Este fenmeno foi demonstrado nas cobaias submetidas a vapores de 
amonaco e no homem submetido a vapores de cido ctrico.
*As propriedades cicatrizantes, anti-inflamatrias (as ltimas investigaes relatam 
a grande eficcia do Bupleurum frutescens), citofilcticas, tnicas, desintoxicantes 
e anti-reumatismais, a aco estimulante sobre as secrees gstricas, biliares e 
intestinais, os seus efeitos sobre o sistema circulatrio so tambm frequentemente 
citados.
*Tambm se demonstrou o seu poder anticolesterol (menta) e antiparasitrio contra 
vermes e protozorios (at contra certos parasitas tropicais difceis de combater).
*As investigaes realizadas em 1993 em So Paulo, no Brasil, demonstraram a aco 
preventiva do sabo  base de leo essencial de Pterodonpubescens leguminoseae contra 
o Schistosomias mansoni, veiculado pelos caros.
106
Eles estimulam as defesas imunitrias e combatem as bactrias

A outra vantagem dos leos essenciais que no devemos negligenciar  que eles 
estimulam as defesas naturais do organismo. Quando, por exemplo, actuam sobre uma 
infeco, aniquilam os germes e tm um poder antibacteriano garantido. No sendo 
meramente imunoestlmulantes, reforam tambm o terreno e favorecem a reaco 
orgnica.

Inmeros trabalhos apontam o largo espectro da sua aplicao: podem ser utilizados em 
praticamente todas as afeces bronquticas, gripes, sinusites, afeces urinrias e 
micoses. Mas o mais importante  que, graas ao seu poder de estimulao natural das 
defesas imunitrias, eles favorecem o regresso a um bom estado de sade.

Mas, prudncia!...

A aromaterapia  uma medicina activa que deve, contudo, ser utilizada com alguma 
precauo. Certos leos essenciais podem apresentar inconvenientes, em particular a 
salva, o hissopo e a artemsia, que podem provocar crises de epilepsia. Devem ser 
manejados com prudncia e ser
prescritos apenas por terapeutas experimentados.

O seu modo de preparao


A destilao mais correntemente utilizada pratica-se em vapor de gua. As plantas, 
depois de seleccionadas e limpas, so colocadas num alambique. A mistura  ento 
aquecida, e o leo essencial sobe  superfcie, podendo ser recolhido no final desta 
operao.

Modo de utilizao

Por via interna

A posologia mdia  de 1 a 4 gotas, duas a trs vezes ao dia, dependendo das 
essncias.

No  necessrio tomar quantidades importantes de leos essenciais, tendo a sua 
utilizao demonstrado que uma posologia regular de peque
107
nas quantidades dava com frequncia melhores resultados.  prefervel comear por 
doses fracas e aument-las progressivamente, sem contudo ultrapassar as doses 
indicadas pelo terapeuta.

Certos leos fenolados, tais como o de tomilho, de segurelha ou de orgo, devem ser 
tomados de preferncia em preparaes especficas, confeccionadas por um 
farmacutico-ervanrio.

Em supositrios

O seu farrnacutico-ervanrio pode preparar-lhe supositrios  base de leos 
essenciais.

Em frices

Frices ou massagens podem ser executadas com leos essenciais diludos num leo 
vegetal (de avels, amndoas-doces, germe de trigo, etc.). A pele, por capilaridade, 
absorve os princpios activos, que penetram deste modo no organismo.

Por vaporizao

A vaporizao na atmosfera  uma forma interessante de sanear o ambiente e de o 
purificar de forma agradvel. Os leos essenciais perfumam a atmosfera regenerando 
simultaneamente o meio ambiente.

Existem actualmente pequenos difusores de aromas, baratos e de fcil utilizao. Como 
alternativa, pode colocar algumas gotas de essncia num
recipiente, previamente misturadas com lcool (10 a 20%, ou seja, 1 a 2 gotas para 10 
gotas de lcool). Ao evaporar-se, esta mistura purifica a atmosfera.

Esta utilizao  um meio eficaz de preveno contra os pequenos males do Inverno 
(essncias de eucalipto, de tomilho, de pinho e de terebintina).

Onde se podem encontrar os leos essenciais?

O seu farmacutico-ervanrio pode fornecer-lhe todos os leos essenciais e aconselh-
lo quanto  sua administrao.
108
Tambm existe uma gama importante  sua disposio nas lojas de diettica.

 prefervel utilizar leos extrados por vapor de gua, se possvel de qualidade 
biolgica.

Precaues na utilizao

 importante saber que os leos essenciais no se dissolvem em gua (no so 
hidrossolveis). Ter de utilizar um diluente, por exemplo, lcool, leo, carvo de 
Belloc (vende-se nas farmcias), um pedao de acar ou de mel ou ainda inclu-los 
noutras preparaes.

Para os banhos, pode utilizar o lcool, numa proporo de 10 volumes de lcool para 1 
volume de leo essencial. Para fazer esta mistura pode tambm utilizar um gel de 
banho ou champ.

N. B.: Nunca deixe os leos essenciais ao alcance de crianas.

A DRAGEIA

A drageia envolve e protege a planta sem diminuir de modo algum a
sua eficcia, apesar de muitos terapeutas tradicionalistas lhe preferirem a
infuso ou a decoco.

Uma cpsula est doseada de 250 a 400 mg. O invlucro  dissolvido pelos sucos 
gstricos, e a planta, ficando em contacto directo com as mucosas do estmago,  
rapidamente assimilada pelo organismo.

Esta modalidade fornece a possibilidade de seguir um tratamento fitoteraputico de 
forma fcil e eficaz. Alm disso, sendo cada drageia doseada com preciso, a sua 
ingesto  sempre idntica, fcil e agradvel.

Certas plantas tm um sabor particularmente acre, como, por exemplo, a erva-
moleirinha. Graas s cpsulas, podem ser facilmente ingeridas, o
que nem sempre  o caso com a infuso, a decoco ou a macerao, que exigem, 
frequentemente, o recurso ao acar ou ao mel para alterar o seu sabor inicial.
109


COMO DEVE ALIMENTAR-SE PARA SALVAGUARDAR A SUA SADE

A ALIMENTAO

As teorias alimentares so variadas e antigas

Certas teorias esto associadas a prticas religiosas ou a proibies alimentares, 
como  o caso, por exemplo, do catolicismo. De facto, esta religio prescreve a 
quaresma em determinados perodos, bem como a
proibio do consumo de carne s sextas-feiras, e aponta os pecados capitais, entre 
os quais a gula tem um lugar importante.

Hipcrates conhecia a importncia da alimentao e preconizava:

Que a alimentao seja o teu medicamento.

E ainda:

---Quando algum desejar recuperar a sade,  necessrio perguntar-lhe se est pronto 
a suprimir as causas da sua doena; s ento ser possvel ajud-lo. 

Maimnides, mdico, filsofo e rabino que viveu em Toledo no sculo xii enuncia as 
seguintes regras:

Come apenas quando sentires vontade. O homem sbio s come
para acalmar a sua fome.

Cinco sculos antes da nossa era, os mdicos chineses j tinham feito a aproximao 
entre a sobrealimemtao e a doena. No Ne Ching, que  um dos mais antigos tratados 
de medicina,  sob a forma de dilogos que um mdico ensina ao seu imperador as 
regras que governam a vida:
110
- Nos tempos antigos - perguntava o imperador - o homem podia, ao
que parece, viver at aos 100 anos; agora, gasta-se muito rapidamente e morre jovem, 
qual  a razo de ser assim? -Antigamente - responde o mdico - os homens seguiam o 
Princpio.
Eram sbrios e levavam unia vida ordenada e regular; actualmente os homens so 
destemperados, bebem lcool e cometem abusos. Ainda neste nosso tempo, se o homem 
poupar as suas energias, pode viver de boa sade e tornar-se centenrio.

A sua alimentao e o seu modo de vida tm consequncias sobre a sua sade

Para os partidrios de uma alimentao saudvel, a cozedura e as diversas 
transformaes dos alimentos implicam alteraes de estrutura e
perdas de nutrientes difceis de avaliar.

Deste modo, as experincias feitas no incio do sculo por dois clebres 
investigadores, Simonsen e Pottenger, no deixam qualquer dvida sobre as 
consequncias que as modificaes nos nossos hbitos alimentares podem implicar.

No mbito desta experincia, dois grupos de gatos foram alimentados de forma 
diferente: o primeiro com carne crua e leite cru; o segundo com

carne cozida e leite fervido. Os gatos alimentados com carne crua permaneceram de boa 
sade, enquanto os do outro grupo, alimentados com carne cozida, sofreram doenas, e 
as suas crias apresentaram taras e malformaes, em particular ao nvel do maxilar e 
do esqueleto.

No somos gatos, como  bvio, mas  mais do que certo que no somos geneticamente 
capazes de nos adaptarmos a modificaes importantes no nosso modo de vida. A nossa 
alimentao j no  semelhante  dos nossos antepassados, que era fundamentalmente 
crua e composta de frutos, bagas e razes.

Os alimentos desnaiurados que consumimos

Actualmente, a nossa alimentao, devido  industrializao da agricultura e  
notvel transformao que tem sofrido graas  conservao, ao congelamento e aos 
pratos pr-preparados, tornou-se barata (as despesas neste campo representam em mdia 
20% a 25% do oramento familiar).

As prateleiras dos mercados e das grandes superfcies esto repletas de alimentos 
variados e abundantes. Mas estes sofreram alteraes muito importantes durante as 
ltimas dcadas. Inmeras substncias qumicas, destinadas a preservar as culturas 
contra a invaso de parasitas e de ervas daninhas, so utilizadas para aumentar o 
rendimento da produo. Estas substncias concentram-se no vegetal, e os excedentes 
contaminam os solos e as camadas friticas.

Calcula-se um patamar de tolerncia, considerado aceitvel, que vai
at um certo teor de contaminao, j que se considera que abaixo desse patamar as 
doses ingeridas no tm qualquer incidncia sobre a sade humana. Estas so 
calculadas em funo de uma quantidade ingerida ao
longo de uma vida e supe-se que no apresenta riscos apreciveis. Uma vez 
estabelecida esta quantidade limite, aplica-se-lhe um coeficiente de segurana e 
define-se assim a dose mxima admitida diariamente.

Este tipo de clculo deveria ser tranquilizador e pr-nos ao abrigo de qualquer 
intoxicao pelos componentes de sntese que entram hoje em
dia correntemente na nossa alimentao. No plano terico, estes clculos tm uma 
certa coerncia. No plano prtico, em contrapartida, podemos considerar que diversos 
poluentes alimentares, introduzidos atravs de tcnicas modernas e industriais, 
representam uni risco maior para a
sade global das populaes, quanto mais no seja porque somos incapazes de avaliar 
as reaces especficas de cada indivduo.

Escolha a qualidade e modere a quantidade

Uma boa parte dos males de que sofremos est directamente ligada ao
nosso modo de vida e, especialmente,  nossa alimentao.  por esta
razo que nos parece especialmente importante insistir neste ponto. Se, por um lado, 
como afirmam muitos investigadores, devemos limitar a
quantidade de alimentos que consumimos, devemos por outro lado estar atentos  sua 
qualidade. Por esta razo  til evitar o consumo de pratos pr-preparados, 
congelados, cozinhados, etc., e que sofreram, alm dos poluentes alimentares durante 
a sua cultura (ou criao, quando se trata de produtos de origem animal), 
manipulaes para a sua transformao que recorrem a conservantes, corantes, 
emulsionantes, etc.
112
O consumidor, no final desta cadeia, compra, prepara e consome alimentos 
desnaturados. A nossa vitalidade e a nossa sade sofrem as consequncias, e perdemos 
a capacidade de fazer face s inmeras agresses exteriores.


As doenas de civilizao cardiovasculares, cancros, diabetes, reumatismos, alergias, 
etc., proliferam (consequncia de uma mistura judiciosa de stress, de condies de 
vida trepidantes e, para cmulo, de uma alimentao inadequada, rica em gorduras 
animais e em colesterol ... ).

Conselhos para melhorar a sua alimentao

Escolha bem os seus produtos

 prefervel escolher, se possvel, produtos provenientes de agricultura biolgica. 
Existem etiquetas que garantem a origem, por exemplo, a
Ecocert, e que diminuem parcialmente os riscos. Como alternativa existem em muitos 
mercados pequenos agricultores que vendem directamente
a sua produo aos consumidores e que utilizam geralmente muito menos
produtos qumicos, ou s os utilizam em caso de necessidade.

Quando? Como? O que comer?

O professor Bilz tinha este tipo de discurso:

Quando deve comer? Quando sentir necessidade; o melhor  comer
3 vezes por dia e nunca comer nem de mais nem  noite.

Como deve o homem comer? Deve mastigar bem e durante um perodo o mais longo possvel 
todos os alimentos. Por duas razes. A primeira, porque a saliva, to importante no 
acto da digesto, mistura-se convenientemente aos alimentos e facilita o trabalho do 
estmago. Mas para conduzir at ao estmago alimentos bem triturados e muito bem 
desfeitos  necessrio ter bons dentes. Se quiser ter dentes sos, lave-os vrias 
vezes
ao dia. No tome bebidas nem alimentos demasiado quentes ou frios pois estes estragam 
os dentes e prejudicam a sua conservao.

O que devemos comer? O homem deve comer alimentos fceis de digerir, em particular:
113
- Frutos e legumes que a terra produz e que o sol faz amadurecer. -Cereais integrais: 
o trigo, com o qual se fabrica um po de farinha
grossa e que  to alimentcio e saboroso.  bom para a sade porque o seu contedo 
tem glten, situado no invlucro do gro. O po tambm contm fsforo, magnsio e 
inmeros minerais, indispensveis ao bom equilbrio corporal. Pela primeira vez, h 
cerca de 7000 anos, os homens colheram gramneas selvagens e cultivaram-nas.

Todos os cereais esto inscritos nas grandes civilizaes e marcaram
a conscincia dos povos e a histria da humanidade. Eles esto na base de tradies 
filosficas e religiosas. O arroz, o trigo, a cevada, o milho paino, o trigo 
sarraceno, o centeio e o mais (em funo das pocas e das
regies) participam na elaborao da estrutura do corpo e das clulas e tm uma 
influncia directa nos comportamentos humanos. A sua cultura
contribuiu para sedentarizar os nossos antepassados nmadas, transformando-os em 
cultivadores.

A classificao dos alimentos de Shelton


Para Shelton, as perturbaes que se verificam no nosso estado de sade decorrem de 
um desconhecimento da higiene alimentar, da sobrealimentao e de combinaes erradas 
de alimentos. Shelton estabeleceu regras para as combinaes alimentares. A sua 
observao dos animais selvagens permitiu-lhe constatar que estes comem sobriamente e 
no misturam variedades diferentes de alimentos no decurso de uma mesma refeio. 
Assim a sua classificao dos alimentos  a seguinte:

* protenas
* xaropes, hidratos de carbono e outros acares
* farinceos
* frutos doces
* gorduras
* frutos cidos
* frutos semicidos
* legumes verdes
* e, numa categoria  parte, os meles, j que estes no podem ser
misturados com outros frutos nem com qualquer outro tipo de alimento.
114


Os dez mandamentos de Geffroy

Geffroy, fundador da revista Vie Claire, preconizou as seguintes regras de 
alimentao:

1. Evitar a sobrealimentao, devendo as restries alimentares aplicar-se sobretudo 
 carne e aos subprodutos animais e, obviamente, ao lcool e ao tabaco.
2. Evitar o hipertiroidismo e as radiaes ionizantes, as temperaturas
ambientes elevadas (o sobreaquecimento dos apartamentos).
3. Exigir a no eliminao do germe e da base proteica do trigo na
preparao das farinhas e a proibio do mazute para a sua cozedura.
4. A proibio de utilizar, na indstria alimentar, aromatizantes,
emulsionantes e outros produtos que ele desconfiava serem cancergenos.
5. A proibio da comercializao de leos refinados, de gorduras
hidrogenadas e de carne de animais alimentados com produtos adicionados de 
antibiticos.
6. O regresso a processos razoveis de cultura de frutos, de legumes
e de cereais, de modo a no perturbar a sua composio aumentando o teor em produtos 
qumicos, nitratos e potssio.
7. Proibio de obrigar seres humanos a trabalharem em condies
insalubres, sem luz e num ambiente viciado, de modo a que, por magia, desapaream 
muitas patologias.
8. Estimular a expresso activa da conscincia e o desenvolvimento de
faculdades tais como a memria e a intuio, que permitem ao
homem ultrapassar a sua mediocridade. Quanto  vontade, esta desenvolve-se por meio 
de exerccios fsicos, tal como os msculos.  simples, basta para tal, perante uma 
alternativa possvel, fazer algo que tem de ser feito, ou no o fazer porque  
cansativo. Qualquer aco que necessite de esforo deve ser privilegiada. Pretender 
escolher o caminho da boa sade exige um esforo de vontade.
9. Necessidade de optimismo e de auto-sugesto; reconhecer a influncia que pode ter 
o pensamento sobre o corpo e vice-versa.
10. Agir tambm sobre certas causas independentes da nossa vontade:
as causas psicolgicas, de origem psicossomtica, tais como a angs-
115
tia, os medos, o stress e os desgostos, que geram reaces prprias a cada indivduo 
e que tm por vezes origens ambientais.

O crudivorismo

O crudivirismo preconiza a excluso da nossa alimentao de qualquer tipo de cozedura 
e a ingesto de alimentos no estado em que a natureza os produz. O instinto alimentar 
deve ser redescoberto, j que os nossos gostos e apetncias foram pervertidos pela 
transformao dos alimentos e dos nossos mtodos culinrios.

O exemplo de um animal domstico que sempre comeu carne crua, e a quem se d a provar 
carne cozinhada, e a come e pede mais  uma boa ilustrao deste facto. J se 
observava este fenmeno em volta dos acampamentos onde os alimentos eram cozidos e 
onde os animais selvagens, atrados pelo cheiro, comiam os restos deixados pelos 
homens. Um outro fenmeno relacionado com este  o facto de este tipo de hbito criar 
dependncias e, por conseguinte, se espalhar facilmente.  assim que trocamos de 
moradas de restaurantes ou de receitas culinrias.


Para os adeptos do crudivorismo, s os alimentos produzidos naturalmente no nosso 
ambiente devem fazer parte das nossas ementas.

Fomos geneticamente programados para os consumirmos assim mesmo, j que estamos 
fisiologicamente prximos dos nossos primos, os
macacos, tendo em comum com eles 99% do nosso material gentico. Entre o chimpanz e 
o homem existem grandes semelhanas genticas. Estas semelhanas deveriam inspirar-
nos sobre o nosso tipo de alimentao.

Este mtodo preconiza uma alimentao que ter sido a do homem na sua origem. Alguns 
chamam-lhe alimentao paleoltica, pois exclui qualquer tipo de cozedura ou de 
transformao, qualquer adio de sal, de pimenta ou de acar (mas permanece contudo 
uma hiptese de escola). As alteraes que decorrem da cozedura predispem-nos ao 
consumo de alimentos cada vez mais modificados, como  o caso, por exemplo, do 
acar, do caf e dos excitantes, o que contribui para o nosso desequilbrio 
orgnico.
116
Para o Dr. Devernois de Bonnefon, o carcter recente das transformaes que aplicamos 
aos nossos alimentos, graas  industrializao da agricultura e s diversas mutaes 
ligadas  conservao e  preparao da nossa alimentao, tm por consequncia o 
facto de o nosso organismo no conseguir adaptar-se a estas novas formas e tcnicas 
alimentares. Deveramos, por isso, questionar estas transformaes, bem como as 
diversas misturas que fazemos no decurso de uma mesma refeio.

As fibras cruas agem de uma forma especfica sobre a flora intestinal e influenciam 
os microrganismos que a compem. Elas estimulam a funo das bactrias teis e 
facilitam a eliminao das bactrias patognicas.

A aco enzimtica da alimentao crua  importante: ela  viva e
facilita a digesto e a boa assimilao dos princpios nutritivos. Da a
necessidade de uma alimentao em que o cru entre numa proporo importante, para nos 
protegermos contra as doenas degenerativas. A cozedura destri as enzimas e priva o 
organismo destes preciosos aliados.

A clorofila  um pigmento essencial, cuja funo  a fotossntese, e
encontra-se em quantidades suficientes nos legumes verdes. Quando estes alimentos so 
ingeridos crus, tm poderes protectores espantosos sobre o nosso organismo.

Os gros germinados

Constituem uma outra forma de consumir os cereais e as leguminosas. Muitos gros 
prestam-se admiravelmente, com efeito, a esta simples operao: basta colocar os 
gros num prato ou num recipiente e cobri-los de gua. Depois devem ser enxaguados, e 
deve mudar-se-lhes a gua todos os dias. Ao fim de 2 a 3 dias os gros comeam a 
germinar e podem ser consumidos misturados em saladas.

O prncipe Sadruddin Aga Khan lembra o seguinte:

1Para nos livrarmos dos hbitos alimentares suicidas das sociedades industriais e 
para garantir aos habitantes do Terceiro Mundo uma quantidade de alimentos 
suficiente, trata-se de aprender a
utilizar as tecnologias primrias que livram os primeiros da doena
dos da fome. 
117


Os gros germinados tm um poder energtico extraordinrio. Constituem um alimento 
por si s e so ricos em vitaminas, enzimas e oligoelementos assimilveis. Tm uma 
importncia fundamental em todos os casos de carncia e, alm disso, no tm 
quaisquer contra-indicaes.

Todos os gros so excelentes: o trigo, a aveia, o centeio, o arroz, a cevada, o 
milho paino, bem como as leguminosas: gro-de-bico, lentilhas, feijes de todas as 
espcies, soja, etc.

O po na histria

A evoluo do consumo do po na histria  interessante j que ela
marca a diminuio progressiva do nmero de cereais utilizados pelo homem. Como 
alimento fabricado,  relativamente recente na histria alimentar da humanidade e foi 
colocado em lugar de honra pelos ricos. Anteriormente consumiam-se essencialmente 
bolachas e papas.

Rivalidade entre os cereais segundo as pocas

- Para a Roma antiga o po era um produto novo. Preferiam-lhe o trigo
modo confeccionado em papas. -Na Antiguidade o po de trigo fermentado era o mais 
utilizado. No boiava  superfcie da gua e afundava-se, o que nos d uma ideia da 
sua densidade.
- Os Gregos, habituados ao po de trigo, consideravam que o po
negro de centeio dos Macednios e dos Trcios era detestvel.
- Os Romanos consideravam o centeio uma planta daninha. S gostavam do po de cevada.

Durante muito tempo o po foi considerado como um produto raro e
caro, que era necessrio consumir com moderao e parcimnia. Nas regies alpinas 
coziam-no raramente por falta de lenha, e era conservado com um cuidado muito 
especial. Encontraram-se pes conservados durante vrios anos.

- Mais perto de ns, os Anglo-saxes e os Latinos tm uma preferncia
acentuada pelo po branco. -Os Alemes e os Eslavos preferem o po negro.
118
Tambm se confeccionou po de milho paino, aveia e bolota e at mesmo de leguminosas 
(sobretudo lentilhas). E foi por causa da noo de luxo associada ao po de trigo que 
se expandiu o po de batata.

Crenas e doenas

Para certos povos o po era considerado um alimento extraordinrio, uma ddiva 
dos cus. Basta verificar a importncia que ele ocupa nos
mitos, nos contos e nas crenas populares. O po era utilizado para acalmar a fome e, 
em razo dos seus poderes benficos, para combater as ms influncias graas s suas 
propriedades curativas. Os bolos que se confeccionam em memria do po milagroso de 
Santo Emiliano, bem como os
que se oferecem a Santa Agata no dia 5 de Fevereiro, constituem um bom exemplo deste 
fenmeno.

Um ditado popular afirma que aquele que deixar cair po ao cho e por cima lhe 
passar saber um dia o que  ter fome .


O poder estatal descobriu tambm a importncia do po, que  mencionado no 
Capitulrio de Francoforte de 794, em documentos emanados de Carlos Magno: este 
imperador pretendia fixar um preo mximo para os cereais, independentemente da 
importncia da colheita.

As virtudes do po

Panificao e simblica

Segundo o historiador Henirich Edouard Jacob, a origem da primeira panificao situa-
se a cerca de 4000 anos antes da nossa era. Foi o principal alimento dos povos da 
regio do Nilo, e pensa-se que os primeiros trigos cultivados provinham da Abissnia. 
Mas  provavelmente do Egipto antigo que aprendemos a arte da panificao.

A simblica do po reveste-se de um carcter muito particular. A segurana alimentar 
que oferecia a cultura do trigo foi o ponto de partida da evoluo das tcnicas e das 
cincias. Tem uma Influncia importante na construo do pensamento abstracto. As 
antigas tradies sempre tiveram uma atitude de respeito para com os seus cereais.
119


Po integral e po branco.. Uma explicao necessria

A operao de moagem pulveriza simultaneamente o farelo e o endosperma para fazer uma 
farinha integral. Desde h sculos que a farinha  peneirada de modo a fornecer 
farinhas cada vez mais brancas. Porque a imagem da brancura imaculada  imposta ao 
pblico como garantia de pureza e de boa sade!

Todavia tudo milita em favor do po integral, na condio de este ser
confeccionado com farinha biolgica. Porque o po integral cuja farinha provm de 
cultura industrial  mais perigoso do que benfico, j que o
farelo concentra os resduos qumicos utilizados na agricultura.

O po integral natural  mais rico em sais minerais e biocatalisadores. A celulose  
um activador heptico. Graas  sua aco laxante,  um anti-sptico das vias 
biliares e intestinais. Alm disso, a ingesto de farelo favorece a eliminao do 
colesterol e dos sais biliares e reduz as litases, da a sua importncia na 
preveno dos clculos.

O farelo facilita a digesto e combate a priso de ventre

De um ponto de vista alimentar  nitidamente prefervel s outras fibras que se 
encontram nos vegetais. Estes contm todos celulose em
vrias quantidades, mas o farelo tem um poder higroscpico vrias vezes superior ao 
dos legumes.

O professor Bernier considera que 20 g de farelo por dia so suficientes para tratar 
a priso de ventre causada por inrcia do clon (a mais
vulgar). Henri Charles Geffroy, fundador da revista Vie Claire, constata que a priso 
de ventre, mesmo a mais rebelde, desaparece geralmente em
alguns dias quando as pessoas que dela sofrem substituem o po branco por po 
integral. Reala tambm que este tem uma aco salutar sobre as
perturbaes digestivas, a obesidade, a hemoglase e os problemas cardiovasculares 
decorrentes de uma m assimilao do glten e do amido.

Mas actualmente s os pes integrais confeccionados com farinhas biolgicas respeitam 
estes critrios de qualidade.
120


As especiarias: devem ser consumidas com moderao

Estas so, geralmente, muito controversas para todos os adeptos de uma alimentao 
saudvel, pelo menos nas nossas regies. Aconselham que sejam utilizadas com 
moderao.

 tambm o caso do sal, cujo consumo no deve ser exagerado.

O acar

O acar na histria

O consumo de acar  um fenmeno relativamente recente. Os Gregos nem sequer tinham 
uma palavra para designar a caria-de-acar. Nearco, almirante ao servio de 
Alexandre, o Grande, chamava-lhe o mel sem abelhas.

600 anos antes da nossa era, os Persas descobriram uma tcnica de refinao e de 
cristalizao do suco da cana-de-acar, que, ao solidificar, no fermentava.

O exrcito muulmano foi o primeiro a constatar os malefcios do acar. Os oficiais 
do sulto falam do pouco entusiasmo para a guerra que demonstravam os soldados 
consumidores de acar, da sua falta de combatividade, de resistncia fsica e de 
coragem.

No sculo xvi, Lonard Rauwolf, botnico e viajante, descreve o
fenmeno da dependncia das guloseimas.

No se deixem tentar pela aucarmania

A hipoglicemia (queda brusca da taxa de glicose no sangue), que se
manifesta por mltiplas perturbaes, , para certos neuropsiquiatras, uma
das causas principais das doenas mentais (psicose, parania, esquizofrenia) e tem a 
sua origem nas transformaes efectuadas nos nossos hbitos alimentares. Para o Dr. 
Van Meer, investigador, a correlao entre o aparecimento da poliomielite e o consumo 
de acar no deixa quaisquer dvidas.

Combater o acar no , contudo, uma coisa fcil. Este simboliza efectivamente, aos 
olhos do pblico, a doura e a facilidade. Questionar
121
esta imagem, ou simplesmente lanar a dvida e sugerir que o acar pode estar 
associado ao aparecimento de doenas,  insustentvel. Como negar tantas ideias 
adquiridas e conseguir que as pessoas aceitem que quando do uma guloseima ou acar 
s crianas esto a prepar-las para que elas se tornem no futuro acar-
dependentes e que isto constitui uma porta aberta para muitos problemas de sade?

Como todas as dependncias, a mania do acar  uma droga difcil de abandonar. 
Ela predispe e favorece outras dependncias: do chocolate, do caf, do ch, do 
tabaco (e, para algumas pessoas, predispe  toxicomania).

Nas crianas pequenas podemos constatar por vezes uma hipoglicemia funcional que faz 
com que no sejam capazes de assimilar o acar e o rejeitem.

Para os mdicos tradicionalistas orientais, o acar, sendo Yin, favorece as 
doenas Yin, ou seja, os cancros, as doenas cardiovasculares

e as doenas mentais. Inmeros investigadores ocidentais consideram tambm que o 
acar  o alimento privilegiado da clula cancerosa.

Para o Dr. Tintera, existe apenas um nico tipo de alergia: a alterao das glndulas 
supra-renais pelo acar. O Dr. Tintera emite a hiptese de que o recrudescimento 
(apesar da vacinao sistemtica) da tuberculose est ligada ao consumo de acar, 
que favorece o desenvolvimento das bactrias patogneas.

Finalmente, constata-se que o diabetes est em constante progresso: quanto mais os 
pases consomem acar, mais os cidados desses pases sofrem desta doena. Quanto  
mortalidade em razo dos seus efeitos, esta aumenta nos pases onde aumenta o consumo 
de acar.

Dezoito consellios para lutar contra a hipoglicemia

O Relatrio da United States Dietary Goals (Metas dietticas dos Estados Unidos) 
prope o regime seguinte:

-aumente os hidratos de carbono naturais;
diminua as gorduras saturadas;
- suprima os acares rpidos (ou reduza-os acentuadamente); -restrinja o uso do sal; 
-use e abuse de frutos e de legumes frescos, bem como de cereais
integrais;
122
-evite a carne, diminua o consumo de manteiga e de leite (e, ainda,
dos subprodutos lcteos, queijos, pastelaria, etc.); -abstenha-se de tomar caf; -
evite os excessos alimentares, no coma demais;
- no coma quando se sentir contrariado, depois de uma emoo violenta, medos, 
desgostos... -evite comer pratos demasiado quentes ou gelados; -evite as cozeduras em 
fornos de microndas; -evite os grelhadores e os barbecues;
- no coma quando no tiver vontade.  prefervel saltar uma ou duas
refeies a forar-se (ou forar uma criana) a comer;
- no coma alimentos refinados continuamente (po branco, acar,
congelados, batatas fritas, conservas, produtos de charcutaria, enchidos, carnes 
frias, pratos cozinhados, manteigas cozinhadas, gorduras animais, pastelaria e, de 
uma maneira geral, todas as preparaes alimentares pr-cozinhadas);
- suprima as bebidas aucaradas: sodas, schweppes, coca-cola;
- consuma com bom senso vinho, cerveja, lcool, caf, ch;
- evite consumir diversos tipos de alimentos numa mesma refeio;
- de uma maneira geral, evite os aditivos, os produtos de sntese, os
adoantes, os aromatizantes e os conservantes.

A ttulo indicativo, apresentamos uma lista de alguns produtos que ingerimos com os 
nossos alimentos

Os pesticidas vo parar ao seu prato

O rendimento das colheitas duplicou desde a ltima guerra. Para que isto pudesse 
acontecer foi necessrio utilizar dez vezes mais pesticidas. Os insectos e as ervas 
daninhas que estes produtos supostamente combatem tornam-se cada vez mais resistentes 
e adaptam-se de modo a lutar contra os pesticidas utilizados para a sua destruio. 
Por conseguinte  necessrio utiliz-los em quantidades cada vez maiores e descobrir 
novos
sem cessar.


Entre os produtos utilizados encontram-se, nos insecticidas, organocloretos (das 
quais faz parte o clebre DDT), organofosfatos; nos herbicidas, fenoxil, 
dinitrofenol, ete.; nos fungicidas, guanidina, cicio-hexano,
123
carbamatos, etc. Alguns destes produtos, como, por exemplo, o DDT, foram proibidos na 
maioria dos pases industrializados, mas continuam a ser vendidos nos pases 
subdesenvolvidos.  por isso que certos produtos alimentares comprados nesses pases 
e cultivados com a ajuda desses pesticidas aparecem, graas s importaes, no cabaz 
das compras da dona de casa do Ocidente.

Inmeros estudos demonstraram que alguns destes produtos podiam ter efeitos na sade 
dos indivduos e ser genotxicos, apesar de serem, em
geral, rapidamente metabolizados. Trata-se, em particular, dos organocloretos que 
permanecem mais tempo nos tecidos. A toxicidade destes produtos revela-se 
frequentemente quando se encontram associados a outros, tais como a certas 
substncias farmacuticas.

Os pesticidas atacam o esperma

Devemos tambm lembrar que a utilizao de pesticidas na agricultura  um dos 
factores que contriburam para fazer baixar de forma notvel a taxa de fertilidade do 
esperma masculino. Estudos escandinavos e belgas concluem a existncia de uma reduo 
de 30% na espermatognese, fenmeno que se verificou nos ltimos trinta anos. Para 
Ralph Doughtery, da Universidade da Florida, a densidade do esperma passou de 90 
milhes de espermatozides para 60 milhes. Quem  responsvel: os bifenilos 
policloretos (BPC). Todas as amostras de esperma examinadas continham resduos de 
pesticidas.

O tratamento dos animais degrada a carne que consumimos

No que diz respeito aos produtos de origem animal, o processo  idntico. O animal , 
primeiro, alimentado e engordado com ingredientes que contm os produtos atrs 
referidos, e, alm disso, para o proteger contra as doenas infecciosas, a sua 
alimentao  submetida a tratamentos preventivos. Todos estes comportam doses 
notveis de antibiticos incorporados nos alimentos. Para alm de combaterem as 
doenas infecciosas, estimulam o crescimento dos animais. A penicilina, a 
tetraciclina e a estreptomicina so utilizadas com nitrofuranos (sulfamidas). A tal 
ponto que existem criadores que se recusam a consumir os seus prprios animais e 
produzem outros animais reservados ao seu consumo pessoal.

No obstante a maioria destas substncias serem eliminadas nos excrementos ou se 
degradarem no organismo, algumas podem fixar-se nos
124
tecidos do animal e causar, nos humanos sensveis problemas de intolerncia ou 
alergias. Alm do mais suspeita-se que sejam cancergenas.

O QUE DEVEMOS BEBER?

A gua, esse elemento mal conhecido que nos sacia a sede desde os tempos mais remotos

-O adulto, o adolescente e a criana devem saciar a sua sede com uma bebida: a GUA. 


Era assim que comeava um dos discursos pronunciados pelo prof Bilz.


A gua representa mais de 70% da superfcie terrestre.  o principal componente do 
nosso corpo. A sua origem na terra remonta ao perodo pr-cmbrico (h 4 mil milhes 
de anos).  um elemento extraordinrio, presente a todos os instantes da nossa vida 
e, contudo, to mal conhecido.

A gua tem a faculdade extraordinria de se regenerar e recielar. Bebemos actualmente 
a mesma gua que os primeiros seres vivos do nosso planeta bebiam.

No nosso organismo ela est presente de duas maneiras: a gua associada e integrada 
nas nossas clulas, e a gua livre que circula na linfa e no sangue e assegura desta 
forma a nutrio e a eliminao dos detritos.

Para o Dr. Eng. J. Giralt Gonzales, os aspectos das propriedades dinmicas da gua 
so desconhecidos, e ela no constitui apenas uma simples combinao de tomos de 
oxignio e de hidrognio, contendo outras substncias em dissoluo.

A gua  indispensvel  vida

Reduzir a gua a propriedades qumicas e fsicas tem um significado muito limitado. A 
realidade  mais complexa e ultrapassa largamente todas as hipteses actualmente 
emitidas. Ela  indispensvel  vida e tem
uma funo de intermedirio entre o meio ambiente e os seres vivos.
125
A gua, no nosso organismo, participa no equilbrio geral e  um dos factores 
essenciais na optimizao das nossas defesas imunitrias. Se ela contiver elementos 
indesejveis, estas ficam diminudas e perturbadas.

A gua participa em todas as trocas corporais e  a base de todas as reaces fsico-
qumicas. Serve como veculo para transmitir os elementos necessrios  
reconstituio do nosso corpo e  eliminao dos detritos.  o motor dos nossos 
intercmbios extra e intracelulares.

O culto da gua em todas as grandes tradies

Em todas as grandes tradies, a gua  certamente o smbolo regenerador, mas tambm 
purificador, por excelncia. Ela liberta o corpo e alma das suas impurezas.  
indispensvel e antecede todas as cerimnias tradicionais. Na Bblia, este elemento 
est presente de forma quase permanente. No Deuteronmio 11:13-17, pode ler-se este 
trecho perfeitamente significativo:

Se obedecerdes s leis que hoje vos imponho amando o Senhor
vosso Deus, servindo-O com todo o vosso corao e com toda a vossa alma, o Senhor 
derramar sobre a vossa terra a chuva no seu tempo, chuva de primavera e chuva de fim 
de outono, e fars a
colheita do teu trigo, do teu vinho e do teu azeite. Far crescer a erva no teu campo 
para o teu gado, e vivers na abundncia. Cuidai para que o vosso corao no ceda  
seduo e sejais infiis a ponto de servir outros deuses e de lhes prestardes culto. 
A clera do Senhor inflamar-se-ia contra vs e Ele fecharia os cus: a chuva deixaria 
de cair, a terra recusar-vos-ia o seu fruto e vs desaparecereis rapidamente da boa 
terra que o Senhor vos destina.1

Desconfiem das guas minerais

A alterao dos nossos hbitos relativamente ao consumo de gua nos
ltimos vinte anos, derivada em parte da poluio das nossas camadas friticas, fez 
com que o consumidor se tenha virado para as guas ditas

126
minerais.  importante realar que se trata de guas medicinais que tm 
frequentemente virtudes especficas.

Estas guas so muitas vezes fortemente mineralizadas e desaconselhamos vivamente o 
seu consumo sistemtico.  alis provavelmente por este motivo que cada vez existem 
mais pessoas com problemas de clculos.

Contudo, se desejarem beber uma gua pouco mineralizada, existe um
mtodo: consiste em adaptar um aparelho de osmose inversa na torneira de gua. Este 
tipo de aparelho tem a particularidade de libertar a gua dos seus minerais, do 
calcrio, dos pesticidas, dos microrganismos, etc.

ALIMENTAO VEGETARIANA E DIETA

As refeies fortificantes no vos curaro

A digesto exige que o organismo mobilize as suas foras. Este trabalho, sendo fcil 
para um corpo em bom estado de sade, torna-se difcil para pessoas doentes, 
cansadas, perturbadas ou simplesmente contrariadas. Contrariamente ao que se pensa 
habitualmente, no se ajudam os
doentes dando-lhes alimentos ditos fortificantes. Estes s fazem, na
melhor das hipteses, atrasar a cura e, na pior, acentuar as afeces e
provocar recadas.

Um organismo que precisa de se defender mobiliza as suas foras contra a doena, por 
conseguinte restam-lhe poucas ou nenhumas para dedicar  digesto. Um doente que 
pretenda encontrar o caminho da sade deve saber que no  atravs de excessos 
alimentares que encontrar um
remdio para os seus males.

Para Bilz:

Restringirmo-nos ou privarmo-nos de alimentos produz no nosso
corpo as mais slidas curas. 
127


Alimentao alternativa de tendncia vegetariana: redescubram o sentido de bem comer

Muitas doenas, como j vimos, tm por origem erros alimentares. Estes erros esto 
entranhados em ns e foram frequentemente transmitidos de gerao em gerao, a ponto 
de se tornarem imperceptveis e de j no os considerarmos como tal.

Os legumes, os cereais, as leguminosas, as batatas, os frutos e as bagas devem ter 
uma parte importante na nossa alimentao. Se actualmente os
vegetais no chegam para alimentar completamente os homens,  provvel que antes de 
existir a agricultura compusessem o essencial da alimentao dos primeiros homens.

O cansao  o resultado de a nossa alimentao ser demasiado forte, mal mastigada, 
demasiado rica e abundante e no conter suficientes frutos frescos, que deveramos 
consumir diariamente.

Recentemente a medicina comeou a relacionar os alimentos industriais com as doenas 
e perturbaes que estes podem favorecer (po branco e priso de ventre; gorduras 
animais e colesterol, doenas cardiovasculares; acares e obesidade, diabetes; 
aditivos qumicos e cancros e alergias, etc.).

O JEJUM PARA DESINTOXICAR

Tal como dissemos anteriormente, para fazer um jejum prolongado  prefervel 
consultar um mdico especialista ou um terapeuta nutricionista e seguir o tratamento 
sob a sua vigilncia.

Em contrapartida, o que toda a gente pode e deve  fazer jejuns de 24 a 36 horas. 
Esto ao alcance de todos, so benficos e no tm qualquer perigo. Alm do mais, 
como o perodo de dieta  muito curto, a realimentao no levanta qualquer problema.

O hbito que  necessrio vencer  a fome psicolgica (que no tem nada a ver com a 
fome real), esse pequeno buraco no estmago que sentimos nas horas habituais das 
refeies. Tal sensao no dura muito, o que verificamos facilmente quando temos 
alguma obrigao ou trabalho que nos faz esquecer esse momento.
128
Para comear faa uma cura de frutos

As pessoas que nunca jejuaram devem, de preferncia, comear por uma   cura de fruta.

* Na vspera  noite coma uma refeio leve.
* No dia seguinte de manh coma fruta fresca, toranjas, laranjas ou
mas.
* Ao almoo varie a fruta se puder: peras, melo, fruta da poca, etc.

Cerca das 16.00 pode voltar a comer uma ou duas peas de fruta. Esta dieta  
acompanhada de gua fresca,  discrio, ou de infuses.  noite coma muito pouco.


Este gnero de dieta pode praticar-se um dia por semana e, at, mais vezes, podendo 
ser eventualmente adaptada.  excelente e permite desintoxicar o organismo. , em 
especial, recomendada aps abusos alimentares (refeio copiosa, abuso de bebidas 
alcolicas, etc.).

Em seguida, jejue durante 24 a 36 horas

Os benefcios do jejum so inmeros e recomendveis para todas as
afeces. As nicas contra-indicaes, para certos especialistas, so a
diabetes e a tuberculose.

As pessoas obesas podem jejuar, tal como as pessoas magras; e os jovens, tal como as 
pessoas idosas.

Proceda da seguinte maneira:
* Na vspera  noite coma uma refeio ligeira. No dia seguinte beba
apenas gua. Se por qualquer razo o jejum se tornar desagradvel (o que significa 
que a desintoxicao se est a efectuar), interrompa-o com uma refeio de fruta 
fresca e recomece 2 ou 3 dias depois. Na maioria dos casos, para jejuns de 24 a 36 
horas, pode continuar a ter as suas ocupaes habituais.
* Para um jejum de 24 horas, alimente-se ligeiramente  noite, o que
na realidade consiste apenas em saltar o pequeno-almoo e o almoo,,.
129
Pode terminar este jejum com uma infuso de tomilho, de alecrim ou de outra planta 
qualquer.

Depois de vrias experincias o jejum torna-se to simples, fcil e
benfico que certamente conseguir converter muitos adeptos.

* As pessoas com priso de ventre crnica podem sentir, eventualmente, um certo mal-
estar, mas sem qualquer gravidade: dores de cabea, nuseas, etc. Para o evitar basta 
tomar na vspera uma compota de ameixas cozidas,  qual pode acrescentar 2 colheradas 
de farelo, e de manh, fazer uma lavagem intestinal com gua morna com um pouco de 
sal (ver tambm o tratamento natural contra a priso de ventre).
* Para jejuar durante 36 horas, proceda da mesma maneira e s volte
a alimentar-se dois dias depois,  hora do almoo, mas faa apenas uma refeio 
ligeira (ou de fruta fresca).
* Alm de 36 horas  prefervel jejuar sob a vigilncia de um terapeuta
competente.

CONSELHOS PARA VIVER MELHOR E MAIS TEMPO

DUAS REGRAS ESSENCIAIS PARA UMA BOA SADE

1. regra: Vigie a sua sade

No se deve comear a pensar no corpo quando este est em
sofrimento, mas, pelo contrrio, comear a preocupar-se quando ele est saudvel. Com 
efeito,  sempre mais simples evitar uma
doena, por grave que seja, do que curar uma simples constipao.

Bilz

Encontra-se este princpio, tal como outros conselhos de temperana, em todos os 
grandes mdicos da Antiguidade.
130
Quanto mais se vigia a sade, tomando medidas de preveno adequadas, menos se ter 
de intervir para combater a doena. Mas, mesmo que esta aparea, o doente ter a 
capacidade de a enfrentar sozinho.

2. regra: Procure um ambiente de qualidade e respire a plenos pulmes

J vimos, no captulo que lhe foi dedicado, qual  o papel de uma
alimentao saudvel e restrita. Os problemas gerados pelo nosso mundo industrial 
aumentam constantemente e so responsveis por novas
patologias. A qualidade do nosso ambiente, mesmo escapando ao nosso
poder de deciso, tem, por conseguinte, uma importncia capital. Por este motivo 
deve-se absolutamente, tanto quanto possvel, viver num ambiente saudvel.

Cinco conselhos para viver de uma forma saudvel

A respirao  a nossa necessidade primordial. A vida comea com a respirao e acaba 
com ela. A cada inspirao ingerimos ar, e a sua
composio intervm directamente na totalidade do nosso metabolismo e do 
funcionamento do nosso corpo. O ar  a nossa necessidade primordial e, juntamente com 
a gua,  totalmente indispensvel. Podemos jejuar, privarmo-nos de certos alimentos 
na nossa alimentao, mas  impossvel vivermos mais do que alguns minutos sem 
respirar,  por isso que, se
seguir os conselhos que damos adiante, ter uma boa sade.

- Evite, se possvel, viver nos grandes centros urbanos. As cidades mdias ou as 
aldeias so sempre, no que diz respeito  qualidade do ar, preferveis s 
megalpoles.

- Viva num ambiente agradvel.
- Evite os materiais txicos. Inmeros materiais intervm no nosso ambiente prximo e 
podem ter repercusses sobre a nossa sade. O escndalo recente do amianto  a prova 
disto. Existe actualmente a possibilidade de viver num ambiente aceitvel. Encontram-
se, hoje em dia, tintas e tratamentos no txicos  disposio do pblico, para a 
construo ou recuperao de casas. Para o cho  prefervel utilizar a madeira, a 
tijoleira ou revestimentos naturais tais como as alcatifas de l.
131
-Prefira as fibras naturais. As fibras naturais so, de longe, superiores aos tecidos 
artificiais que perturbam os campos magnticos do corpo. Evite, se possvel, roupas  
base de tecidos sintticos e prefira o algodo, a l e a seda.

- Evite usar constantemente sapatos isolantes (com solas de borracha, material 
sinttico, etc.).

O ENDURECIMENTO:

SETE MANEIRAS DE VENCER A DOENA

Segundo o professor Bilz e para o padre Kneipp,  indispensvel tornar o corpo mais 
resistente, de modo a que este esteja apto a fazer face s
variaes climatricas e seja capaz de enfrentar e de vencer a doena. Os seus 
conselhos continuam vlidos:

-Faa frices diariamente com loes frias ou frescas em todo o
corpo, durante um perodo prolongado. Se no incio no suportar a
gua fria, habitue-se progressivamente, comeando com gua morna.

-No hesite em tomar banho na banheira: estes banhos tomam-se
a uma temperatura de 25 a 30 centgrados e duram entre 5 e 10 minutos. So 
imediatamente seguidos de duches frios com uma

durao de 2 a 3 minutos, terminando com uma vigorosa frico. -Aproveite os banhos 
de Vero, de mar ou de rio.
- Ande descalo: o andar deve ser confortvel e pode durar de alguns
instantes a vrias horas. Deve certificar-se de que os seus ps esto quentes. Ande 
no jardim ou na tijoleira. Uma das particularidades deste exerccio  permitir ao 
corpo libertar-se da electricidade esttica.
- _na erva hmida: esta marcha  particularmente vivificante. 
recomendada depois da chuva e tambm quando aparece o orvalho matinal. A sua durao 
 varivel, pode durar de alguns instantes a
30 minutos. -...Sobre as pedras hmidas. -... e na gua,  beira do mar e dos rios. A 
gua deve chegar at s  canelas (quanto mais fresca for, mais benfica ser). Na 
falta de mar ou de rio, pode faz-lo em casa, dentro da banheira.
132
PROCURE NOS EXERCCIOS FSICOS A DESCONTRACO E A EXPRESSO CORPORAL

O exerccio fsico  indispensvel ao bom funcionamento do nosso corpo. Este deve 
sempre adaptar-se  idade, ao fsico e  personalidade de cada um.

Caminhe ao ritmo da sua respirao

Caminhar  o exerccio fsico por definio. No tem contra-indicaes e pode ser 
praticado por toda a gente. No exige qualquer tipo de equipamento sofisticado nem 
qualquer infra-estrutura dispendiosa. Alm disso, andar a p ao ar livre favorece a 
oxigenao, a circulao sangunea
e a descontraco.

Um exerccio excelente que fornece bem-estar e descontraco  caminhar ao ritmo da 
respirao: o andar  lento, com o corpo relaxado, comeando por uma expirao lenta 
e profunda, de modo a expulsar o ar
dos pulmes.

A inspirao efectua-se durante 3 ou 4 passos, conservando o ar nos
pulmes durante 2 ou 3, e a expirao efectua-se, igualmente, durante 3 ou 4 passos. 
Este exerccio deve adaptar-se ao ritmo da respirao e
efectuar-se sem brusquido.

Cultive as benesses dos exerccios fsicos

Podem praticar-se inmeras actividades fsicas: andar de bicicleta, natao, jogging, 
desportos de equipa, ete. Contrariamente, todos os desportos violentos que buscam 
hipotticas performances, ou as competies desportivas, esto proscritos. 
Desenvolvem apenas a agressividade e predispem  violncia. Para nos apercebermos 
disto basta constatar os danos e a violncia que geram certas reunies desportivas. 
Estas competies s existem porque geram lucros. Quanto aos desportistas de alto 
nvel, estes sofrem, frequentemente, as sequelas de um treino que os empurra para 
alm das suas capacidades fsicas. Eles so, para os
promotores de espectculos desportivos, meras ferramentas das quais
133
retiram o mximo de rentabilidade por todos os meios possveis, incluindo o doping.

Em contrapartida, quando um desporto  praticado como forma de descontraco ou de 
expresso corporal, respeitando os recursos fsicos prprios de cada indivduo, ele  
sempre benfico.

O REPOUSO: INDISPENSVEL PARA O SEU BEM-ESTAR

Se, tal como vimos, o exerccio fsico bem coordenado  indispensvel ao corpo, o 
repouso tambm  muito salutar.

O nosso corpo possui a faculdade de se auto-regenerar de forma natural. Possui tambm 
um elo especfico que o mantm em estreita relao com o seu meio ambiente. Mas ns 
temos, por intermdio do nosso esprito, a possibilidade de influenciar as nossas 
reaces e as fases que as compem.

O segredo de um bom repouso: durma... naturalmente

Existem diferentes tipos de sono que foram descritos por inmeros investigadores.  
simples consciencializarmo-nos deste facto, basta examinar os perodos e a 
intensidade do sono. A sua durao  varivel em
funo dos indivduos e da idade. Por isso, durante a infncia e a adolescncia, as 
necessidades so maiores.

Constata-se que as perturbaes do sono so cada vez mais frequentes. Contudo, o sono 
ocupa ou deveria ocupar um tero da nossa vida, do qual grande parte  feita de 
sonhos.

Para que o nosso organismo possa recuperar o melhor possvel,  necessrio que o sono 
seja natural. Quando se recorre, para dormir, a
sonferos, antidepressivos ou ansiolticos, estes alteram as fases iniciais do sono. 
Estes medicamentos geram habituao e dependncia. Ora o sono pode aprender-se e 
preparar-se. Para tal, antes de se deitar, faa exerccios de relaxamento, oia 
msica clssica e evite os espectculos stressantes ou violentos na televiso, que 
favorecem as insnias.
134
Aprenda a descontrair-se e a relaxar

Muitas vezes,  preciso pouca coisa para nos conseguirmos descontrair. As tcnicas 
so variveis em funo dos indivduos. As decorrentes do hatha-yoga j demonstraram 
a sua eficcia: treino autogneo, sofrologia de Edgar Cayce, auto-hipnose, 
relaxamento Schultz, mtodo Vittoz, stretching postural, Rebirth, etc. Todas elas 
visam o mesmo objectivo, que  o de nos predispor  descontraco.

Um mtodo muito simples

Existe um mtodo simples: deite-se de costas, em cima de um tapete no cho. Escolha 
um local silencioso e com pouca luz e vista-se confortavelmente. A posio deve ser 
agradvel.

Descontrair-se: um mtodo para se conhecer melhor

Com os olhos semicerrados comece por respirar calmamente, lentamente. Passe em 
seguida em revista todas as partes do seu corpo e todos os seus msculos. 
Visualizando interiormente as vrias partes do seu
corpo, descontraia-as mentalmente. Para tal pode utilizar frases do tipo:

* Estou calmo, calmo, calmo... descontrado, descontrado... o meu
corpo est pesado, pesado... j no o sinto. Est a afundar-se no cho. Uma doce 
sensao de calor invade-me...
* Depois, comece pelo rosto: 0 meu rosto est descontrado, as minhas
faces esto descontradas, os meus lbios esto descontrados. A lngua  
importante: no incio, deve atentar em deix-la repousar tranquilamente na sua 
cavidade bucal.

* Desta forma, cada vez que pensar num rgo ou num msculo, visualize-o 
descontraindo-o simultaneamente.

Trata-se aqui apenas de um resumo de uma tcnica que deu provas da sua eficcia. O 
que podemos esperar e obter do relaxamento acompanhado de exerccios respiratrios , 
em primeiro lugar, um melhor autoconhecimento. Estar mais calmo, na vida quotidiana. 
Aumentar a nossa
resistncia fsica, a nossa memria, a nossa ateno, o controlo das nossas emoes e 
da dor.
135


Relaxamento e visualizao criativa: positive-se e cure-se!
*/* A LER E A MARCAR
A importncia do querer, a forma e a intensidade com as quais o

formulamos, eis o que, sem contestao possvel, constitui um dos factores de 
qualquer tipo de xito. No existe qualquer objectivo alcanado sem que previamente 
tenhamos formulado o nosso desejo.

O derrotismo, a autodesvalorizao, as imagens parasitas e negativas devem, numa 
primeira fase, ser identificados, examinados e controlados, para que possam, em 
seguida, ser transformados em imagens positivas. Um dos factores do mal-estar reside 
no sentimento de culpa e de falta de auto-estima que mantemos e que perturbam as 
nossas relaes com os outros.

A descontraco criativa  um meio de evoluo. Para tal, comece a

analisar as suas tenses e os seus pensamentos negativos. Anote-os e

classifique-os por ordem de prioridade. Examine-os sem tentar combat-los 
frontalmente; contorne-os e quando tiverem perdido alguma intensidade, transforme-os 
em imagens positivas.

O nosso corpo tem a possibilidade de se curar a si mesmo da maioria das doenas. Os 
sintomas com que somos confrontados so sinais que o

corpo nos envia de modo a alterarmos o nosso comportamento.

Podemos assim encurtar o tempo de cicatrizao das feridas, consolidar mais 
rapidamente fracturas, aumentar a eficcia de um tratamento mdico e participar 
activamente na cura.

A ajuda mais preciosa que podemos dar ao nosso corpo, quando este est doente,  
imagin-lo a curar-se, pouco a pouco, pormenorizando todas as fases dessa cura, e 
visualiz-lo, em seguida, de boa sade, fazendo aquilo que gostaramos que ele 
fizesse.

Em casos de infeco, ajude a cura, visualize e ajude as suas clulas saudveis a 
vencerem o mal. Elimine pouco a pouco o mal, erradique-o, volte incansavelmente a 
essa imagem. Arrefea ou aquea, conforme o

caso, a parte do seu corpo que de tal necessita. Ao fim de um certo tempo e com um 
pouco de prtica, verificar que pode perfeitamente visualizar uma parte do seu corpo 
e que o seu esprito concebe a forma como este se pode curar.

Esta visualizao criativa d-lhe a possibilidade de canalizar a sua

energia mental de modo a permitir ao seu corpo pr em aco todos os

mecanismos que activam a cura.

136

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

A RESPIRAO E O RELAXAMENTO

O homem, tal como todos os animais, respira instintivamente.  um

acto indispensvel que se faz e se pratica sem a interveno do nosso

intelecto, da nossa vontade ou da nossa reflexo. Sem respirao a vida pra.

Aprenda a controlar a respirao por meio de exerccios

Os exerccios respiratrios comeam no momento em que fixamos a

nossa ateno nesta funo. O simples facto de pensarmos nela modifica o seu curso e 
o seu ritmo.

Aperfeioaram-se inmeras tcnicas. Na ndia, os yogues utilizam vrias dezenas: cada 
uma delas tem uma aco especfica, por exemplo, para ajudar a suportar o frio, o 
calor, a fome, a controlar os pensamentos, etc. Descreveremos apenas algumas que 
esto ao alcance de todos e que so fceis de entender e de executar. No comportam 
qualquer perigo, e os

benefcios decorrentes so frequentemente imediatos.

Salvo em casos bem especficos, a inspirao e a expirao fazem-se sempre pelo 
nariz. Comea-se pela expirao, que se efectua expulsando o mais completamente 
possvel o ar dos pulmes, sem brusquido e sem

esforar demasiado. A inspirao faz-se naturalmente, sem esforo, deixando o ar 
penetrar por si. A respirao  controlada, dirigida, mas de modo suave. Como 
dissemos antes, este exerccio pode ser praticado em qualquer lado. Ajuda a

descontraco, combate a agressividade, expulsa o stress e predispe ao autocontrolo.

Dois exerccios simples

- Uma variante consiste em contar mentalmente o tempo de inspirao

e de expirao; por exemplo, 3 para a inspirao, 2 para a reteno,
3 para a expirao, 2 para o perodo em que os pulmes esto vazios.
- Uma outra variante pode fazer-se ao caminhar. Neste caso, o ritmo

da marcha adapta-se  respirao; por exemplo, 2 passos para a

inspirao, 2 passos para a reteno, 3 passos para a expirao,
2 passos para o perodo em que os pulmes esto vazios.

137

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

Como  evidente, estes exerccios devem fazer-se o mais naturalmente possvel e devem 
ser sempre agradveis. Devem ser interrompidos se

apresentarem algum desconforto.

O canto ou a emisso de sons para esvaziar os pulmes

Assemelha-se  orao, aos cantos litrgicos, s melodias e canes de embalar que 
escutvamos quando ramos crianas e nos adormeciam. Um mtodo simples consiste em 
emitir sons expirando profundamente e esvaziando totalmente os pulmes. Todas as 
letras do alfabeto servem, mas as vogais so particularmente indicadas.

Escolha a sua msica: o seu corpo est  escuta

A Bblia conta que o rei Saul, doente e deprimido na sua velhice, chamava David (que 
lhe sucedeu no trono de Israel) para que este lhe tocasse harpa. A histria reala 
que o rei Saul melhorava. Todas as tradies falam da msica e dos sons que eram 
utilizados na orao, na descontraco e para aliviar os doentes.

A tradio chinesa, durante a dinastia de Chu (1030 a 480 a. C.) j falava das 
influncias musicais, e, em 1980, foi criado um grupo de estudo das medicinas 
tradicionais chinesas de Hunan (na China). Os seus autores, musiclogos e 
musicoterapeutas, elaboraram uma srie de cinco peas harmnicas, denominadas Msica 
I Ching, para a sade. (Estas msicas esto disponveis na Livraria Chinesa de 
Paris.)

Mas os Ocidentais no ficaram de mos a abanar. Com efeito, existem muitos 
cientistas, mdicos e terapeutas que trabalham sobre a influncia sonora: o nosso 
corpo e as nossas clulas esto em constante vibrao. Para Georges Lakhovski, tudo 
so vibraes, e a desordem orgnica e a

doena perturbam essas vibraes.

O nosso corpo, na sua totalidade, apreende, por conseguinte, as vibraes emitidas 
por esses sons. A msica, quando  bem escolhida, permite-nos desligarmo-nos do 
ambiente. Existe todavia o risco de se tornar nociva,  preciso lembr-lo, quando os 
sons so inadaptados, violentos, e de um ritmo que no corresponde s nossas 
realidades biolgicas.  o

caso em particular das msicas que se ouvem nos concertos de hard rock, nas rave-
parties ou por intermdio dos walkmans. Muitos jovens comeam, de facto, a sofrer os 
efeitos devastadores destas msicas.

138

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

A osteofonia: faa vibrar a sua voz

Este mtodo utiliza a voz como ferramenta para reestruturar o corpo

e o esprito. Ajuda a colocar em fase o timbre da voz e a estrutura interna do 
ouvido e a alargar a tessitura para um espectro maior.  uma

boa preparao para os cantores e actores que desejam desenvolver a sua aura e 
expressar-se com maior facilidade.

A osteofonia permite reencontrar o eixo fundamental de evoluo, sintonizando-nos com 
as energias de base e evacuando as perturbaes fsicas e psquicas. Ela entra no 
processo de limpeza dos stresses vibratrios.

Visualize cores

Podem utilizar-se as cores como suporte do relaxamento. A visualizao efectua-se por 
inspirao, fixando uma cor, visualizando~a de olhos fechados e efectuando em 
simultneo exerccios respiratrios.

Cada estao permite igualmente contemplar as cores presentes na natureza e associar-
lhes exerccios respiratrios e visualizaes. Com um

pouco de prtica  possvel sentir as cores e associ-las a sentimentos, cheiros ou a 
certas imagens mentais.

O riso: uma terapia com mil virtudes benficas

Se pretender estudar um homem, no d ateno ao modo como

se cala, fala, chora, ou at se comove com as ideias nobres. Observe sobretudo quando 
ele ri. Dostoivski

O riso  um meio de expresso varivel at ao infinito. No nos rimos todos da mesma 
maneira, nem pelas mesmas razes. As expresses sobre o riso so inmeras: rimo-nos 
at dilatar o bao, at dar murros nas coxas,  s gargalhadas, divertimo-nos, 
torcemo-nos a rir...

Melhor do que tudo isto, rir  bom,  saudvel,  convivial e, alm do mais, trata e 
cura! O riso sob prescrio mdica? Ser preciso prescrever o riso? Existir em breve 
um ensinamento do riso nas Faculdades de Medicina e, para cmulo de tudo, exigiremos 
ns ser tratados pela risoterapia?

139

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

O riso  uma terapia de direito prprio, a tal ponto que certas enfermeiras 
americanas nos hospitais colocam nas batas o slogan:

---Ateno: rir  perigoso... para a sua doena.

Os seus benefcios fazem-se sentir tanto no plano fsico como no plano psquico. O 
riso faz trabalhar os msculos do rosto e atrasa o aparecimento das rugas. Os 
msculos das costas e do abdmen so estimulados. Favorece a eliminao de detritos, 
activa o fgado, o corao e o bao. Liberta endorfinas e, por conseguinte, tem uma 
aco sobre o stress, a angstia e a ansiedade. Todos os deprimidos deviam dar 
grandes gargalhadas. Os insatisfeitos, os nervosos e os bulmicos podem abusar do 
riso.
O riso (quem o diria?)  nutritivo:  portanto recomendado a todos os que pretendem 
perder peso.

O riso acalma os agressivos e os hipertensos e controla a dor! O riso  um verdadeiro 
medicamento,  o nico que se aconselha a ultrapassar a dose prescrita. Ento, no 
hesite. Ria!!!

OS TRATAMENTOS ESQUECIDOS

OS DUCHES TERAPUTICOS

Os duches e afuses prescritos pelo padre Kneipp e pelo Dr. Bilz tm uma vantagem nos 
nossos dias: podem, com efeito, ser facilmente praticados. Todas as casas de banho 
esto equipadas com um duche de telefone. Alm disso existem actualmente no 
mercado aparelhos de duche de presso varivel, que permitem aumentar a intensidade 
do jacto e, por conseguinte, a sua eficcia. Contudo os princpios de base enunciados 
pelos seus fundadores e demonstrados pela prtica e pela experincia de inmeros 
praticantes permanecem os mesmos.

Todavia, acautele-se, j que as prticas hidroteraputicas devem ser

sempre personalizadas e adaptadas a cada um. O que significa que se deve interromper 
o tratamento em caso de reaco violenta ou de cansao, e

retom-lo moderadamente no dia seguinte.

140

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

Testados e adaptados pelo Dr. Bilz, os duches (afuses) de Kneipp fizeram a prova das 
suas virtudes. Este utilizava-os contra o esgotamento, o cansao, o nervosismo, a 
priso de ventre, as hemorridas, a histeria, as psicoses, os tremores, a gota, a 
diabetes e a obesidade, bem como para as doenas cardacas (afuso das pernas) e a 
fraqueza sexual (afuso das costas e o meio banho).

A tcnica de base preconizada

Trata-se do duche ou do banho frio curto, de cerca de 1 a 2 minutos, sobre 
determinadas partes do corpo. A excitao assenta sobre as reaces cutneas ao jacto 
de gua fria.

Todavia, para indivduos frgeis e sensveis, deve-se graduar o efeito e proceder por 
etapas, para que se habituem progressivamente. Por exemplo: no primeiro dia, gua 
morna, no segundo, um pouco mais fria, etc. As temperaturas das nossas guas 
correntes so geralmente aceitveis para estas prticas.

Duche teraputico do rosto

* Com o corpo ligeiramente inclinado para a frente, as partes tratadas

so a testa, os olhos, as faces e o queixo.
* Utiliza-se um jacto suave. Passa-se de um olho para o outro vrias

vezes, e depois volta-se a passar na testa. O movimento  lento, circular.
* Dura de 1 a 2 minutos.

Duche teraputico do peito

* Pratica-se sobre o peito, em movimentos circulares e, em seguida,

de baixo para cima, da direita para a esquerda e em ziguezague.
* A durao deste duche  de 1 minuto (mximo 2).

Duche teraputico, da cabea

* Utiliza-se particularmente para as doenas dos olhos e dos ouvidos.
* Com o corpo inclinado para a frente, vira-se o jacto para o topo da

cabea e todo o coro cabeludo, em movimentos circulares e rotativos.

141

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

Duche teraputico dos braos

*Vivamente aconselhado em caso de constipaes rebeldes e corrimento nasal. Estes 
duches acalmam tambm a dor e previnem contra os reumatismos e a gota.
*Comea-se pelas mos, e sobe-se at s axilas, passando pelo interior e pelo 
exterior dos braos.
*Dura 1 minuto, em cada brao.

Duche teraputico das coxas

*Comea-se pelo p, subindo ao longo da perna. Em seguida comea-se pelo calcanhar e 
sobe-se at aos rins. Volta-se a descer, em movimento lento. Em caso de dificuldade, 
deve-se pedir ajuda.
*Quando o jacto se encontra na parte dianteira da perna, pode tambm

duchar o ventre e o baixo-ventre, o que tem uma influncia notvel nos intestinos, 
combate a priso de ventre e age favoravelmente nas

dilataes do estmago e nos gases de origem nervosa.

Duche teraputico dos joelhos

*Molham-se as pernas a partir do p e at ao joelho. O Dr. Bilz

comenta que, quanto mais extenso for, mais eficaz ser.
*Quando se chega ao joelho efectuam-se vrios movimentos de rotao. O padre Kneipp 
dizia que era um meio excelente para facilitar o trabalho de parto e estancar as 
hemorragias. Repete-se a operao vrias vezes em cada perna.
* A durao  de 1 a 2 minutos, em cada perna.

Duche teraputico das costas

- Parte da planta do p e sobe at  base do crnio. O importante 

a regularidade do movimento. Sobe-se ao longo de uma perna at  ndega, continua-se 
subindo pela borda externa das costas at ao

ombro. O jacto  depois dirigido para a omoplata e volta-se a descer

142

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

at  cintura. A projeco de gua faz-se, em seguida, ao longo da coluna vertebral, 
de baixo para cima, depois de cima para baixo. Depois realiza-se a mesma operao no 
outro lado do corpo. Esta afuso fortalece o corao. A insistncia nas partes 
lombares constitui um excelente meio de combater as hemorridas. Deve ser evitada em 
caso de menstruao dolorosa ou demasiado abundante.

Duche teraputico rectal

* Como todas as outras afuses, o duche rectal pratica-se quando o

corpo est quente e, de preferncia, de manh, ao sair da cama.  relaxante e  til 
em inmeras afeces: reumatismos, insnia, doenas nervosas, abdominais, 
insuficincia heptica, impotncia, hemorridas, etc.
* O ideal  pratic~lo sentado no bordo da banheira, ou sobre uma

prancha atravessada, com as ndegas de fora, de modo a que o nus fique bem acessvel 
ao jacto do duche. A gua pode ser fria (de preferncia), fresca ou morna.

Duche teraputico fulgurante

- Pratica-se em todo o corpo. Comea-se pela face interna, partindo

do p, subindo ao longo da perna, parando ao nvel do umbigo, depois prossegue-se, da 
mesma maneira, sobre a outra perna. Sobe-se, em seguida, ao longo do peito. Desce-se 
pelo meio do corpo c

sobe-se at ao pescoo. Procede-se do mesmo modo para o outro lado do peito. Em 
seguida efectua-se uma afuso completa das costas e dos braos. * 6 a 8 minutos so 
necessrios para efectuar correctamente esta operao. * O Dr. Bilz lembrava que esta 
afuso s se devia aplicar a pessoas robustas (e bem preparadas) e endurecidas por 
outras aplicaes. Deve-se, portanto, actuar de forma gradual. Recomenda-se aos 
obesos. O padre Kneipp recomendava-a para os casos difceis.

143

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

NOTA: todos os duches teraputicos podem ser seguidos de frices, com a ajuda de um 
pano grosso em linho ou de uma luva de crina. Por outro lado, as deslocaes do jacto 
devem sempre ser

executadas lentamente.

OS BANHOS MEDICINAIS

O banho dos ps derivativo

* Faz-se com gua fria. Mas as pessoas sensveis podem comear com

gua morna (1 8'C). Durante todo o banho, devem esfregar-se os ps um contra o outro. 
Esfregam-se tambm as barrigas das pernas com a planta dos ps. A durao  de 3 a 5 
minutos. Este banho deve ser seguido de uma vigorosa frico, at os ps ficarem 
quentes.
* Uma segunda maneira de proceder consiste em meter os ps em gua

morna durante alguns minutos e terminar mergulhando-os em gua fria durante alguns 
instantes. Termina-se a operao com uma vigorosa frico.

Os banhos de assento

So provavelmente os mais clebres e mais teis em casos de digesto difcil, 
afrontamentos, doenas abdominais e hemorridas. Os seus efeitos salutares surgem, 
muitas vezes, rapidamente. Existem diversas formas de proceder: as descritas pelo 
padre Kneipp e retomadas pelo Dr. Bilz, bem como o banho de assento com frices 
recomendado por Louis Kuhne.

- Utilize um alguidar grande de plstico, mais prtico do que o bid

tradicional porque permite um melhor contacto com a gua. Para certos banhos as 
ndegas devem ficar dentro de gua, e tambm as partes genitais e o baixo-ventre.

144

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

Os banhos de assento Kneipp

Fazem-se com decoces de cavalinha, de flores de feno ou palha de aveia.

* Deite a planta escolhida na gua a ferver (um pequeno punhado para

1 litro de gua) e deixe-a ferver durante alguns instantes. Deite em seguida a 
decoco no alguidar e acrescente gua quente suficiente. Este banho deve durar 15 
minutos.
* Todos os cinco minutos, alterne com um banho de assento frio que

deve durar de 30 segundos a 1 minuto.

Estes banhos so recomendados para as seguintes afeces:

-0 banho de aveia, para a gota. -0 banho de cavalinha, para os reumatismos, nefrites, 
doenas dos

rins, da bexiga e clculos. -0 banho de feno, para as clicas ou prises de ventre 
difceis.

O banho de assento quente

Utiliza-se para acalmar as dores, cibras, espasmos da bexiga, dores intestinais, 
estomacais, etc.

* A temperatura da gua deve ser quente (30 ou mais). A durao do

banho  de 20 a 25 minutos. No fim do banho aplica-se uma loo fresca (ou um duche) 
nas partes tratadas. Termina-se com frices manuais vigorosas,
* Aconselha-se, durante este banho, a beber um pouco de gua em

pequenos goles.
* Mas ateno: este banho dever ser interrompido em caso de

transpirao excessiva, palpitaes, nuseas, etc.

O banho de assento frio

Este tem uma reputao de soberania em muitos casos. Para o Dr. Bilz,  um regulador 
da circulao sangunea: deve por conseguinte aplicar-se em caso de corrimentos 
sanguneos, clorose, problemas ligados ao baixo-ventre, em caso de digesto difcil e 
contra as sensibilidades excessivas s mudanas de temperatura.

145

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

* Deve ser tomado, de preferncia, de manh. A nica condio expressa  que o corpo 
esteja quente.  excelente contra a insnia e

as doenas nervosas.
* Dura de 1 a 5 minutos, mas pode ser prolongado para alm deste

perodo.

O banho de assento com frices (ou banho Kuhne)

Utiliza-se o banho de assento com frices para excitar os rgos digestivos, os 
intestinos, os rins e, sobretudo, para provocar a excreo de substncias mrbidas 
(segundo o autor).

O nosso sistema nervoso deixa-se influenciar num nico lugar do nosso corpo: as 
partes sexuais. Sempre segundo Kuhne, os banhos de assento praticados nestas partes 
fortificam os nervos condutores e transmissores da nossa fora vital, j que  
precisamente nestas partes que estes se encontram reunidos. Por conseguinte, tm uma 
aco sobre todo o nosso sistema nervoso.

Kuhne afirmava tambm que a entrada de materiais estranhos, acumulados no nosso 
organismo, conduz  doena: uma digesto mal feita, os

maus hbitos alimentares e os abusos permitem que as doenas penetrem nos nossos 
rgos.

O atrito e a afluncia de substncias estranhas no evacuadas produzem no corpo 
alteraes de temperatura. O corpo  refrescado durante o

banho, e a pele  aquecida. O doente no sente o frio mas, pelo contrrio, um calor 
agradvel. Quanto mais fria for a gua, mais eficazes sero os

banhos. Quanto ao seu nmero e durao, so variveis conforme o estado da pessoa. 
Mas, regra geral, devem durar entre 10 e 60 minutos.

O corpo no deve ficar em contacto directo corri a gua. Se se utilizar um bid, 
basta colocar uma prancha atravessada e sentar-se em cima da mesma. No caso de se 
utilizar um alguidar, deve colocar~se um pequeno banco, para que a gua alcance a 
altura do banco, sem molhar a sua parte superior e sentar-se sem que as ndegas 
fiquem em contacto com a gua.

O recipiente deve estar cheio de gua fria. Pega-se num pano grosso e lavam-se 
suavemente as partes sexuais. No se deve esfregar, e de cada vez voltar-se a 
mergulhar o pano na gua. As mulheres s

146

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

devem lavar as partes exteriores dos lbios vaginais (como  bvio, este banho no 
deve ser praticado durante o perodo menstrual).
- Os homens devem lavar a ponta do prepcio, mantendo-o entre o

polegar e o indicador, sempre com a ajuda de um pano grosso.

OS BANHOS DE VAPOR PARA TRANSPIRAR

Actualmente  possvel encontrar no comrcio saunas aquecidas electricamente. Estes 
aparelhos, concebidos para uma ou mais pessoas, podem ser facilmente instalados em 
casa. Os seus preos variam em funo dos aparelhos. Na maioria dos sales de 
desporto existem saunas, e alguns possuem mesmo hammams (vapor e calor hmido).

A sauna  agradvel, dilata os poros da pele e acelera o ritmo sanguneo. 
Infelizmente, poucas casas esto equipadas com saunas.

Comentrios importantes sobre os banhos de vapor

So desaconselhados, salvo indicao mdica favorvel:
- em caso de temperatura alta;
- doenas cardacas;
- insuficincia respiratria ou doenas dos pulmes.

A sua durao oscila entre 15 e 60 minutos. Deve ser praticado enquanto for 
agradvel; caso contrrio, pra-se e recomea-se no dia seguinte, eventualmente.

Para acelerar a transpirao

Existem contudo vrios meios de transpirar de uma forma pouco dispendiosa, caso no 
se possua uma sauna e no exista nenhuma prximo de ns.

Basta tomar um duche quente ou um banho quente de curta durao (5 minutos bastam), 
no secar o corpo, tomar antes e durante o

banho infuses quentes de rainha-dos-prados, tomilho ou sabugueiro, beber gua 
durante o banho e envolver-se, em seguida, num

roupo hmido e deitar-se coberto.

147

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

A CAMISA DE 4 (FLORES DE FENO (SEGUNDO O PADRE KNEIPP)

Esta camisa deve ser feita em pano grosso e deve ser ampla e comprida. Como 
alternativa pode utilizar um roupo velho.

Mergulhe esta camisa numa decoco quente de flores de feno. Esprema-a e vista-a 
contra a pele. Proteja a sua cama com um

pedao de nylon e coloque dois cobertores para se tapar. Conserve a camisa durante 1 
a 2 horas.

N. B.: A camisa deve ser agradvel de vestir, caso contrrio  melhor despi-Ia.

Para as pessoas em bom estado de sade, o Dr. Bilz recomenda aplicar todos os 15 dias 
um camisa fria de curta durao (4 a 5 minutos), procedendo da mesma maneira que para 
a camisa de flores de feno. Apenas mudam a durao e a temperatura do lquido.

Esta camisa fortalece o baixo-ventre, o fgado e os rins.

O CINTURO DE NEPTUNO (COMPRESSA ABDOMINAL)

Comentrios do Dr. Bilz: Se existissem remdios universais, a compressa corporal 
mereceria este nome. A compressa nocturna  extraordinariamente til nas mais 
variadas doenas e perturbaes da sade. Para a tosse, constipao, afrontamentos, 
dores de cabea, dores de dentes, inapetncia, vertigens, inflamao dos olhos, 
difteria, pneumonia... numa palavra, todas as doenas agudas.

Deve-se usar a compressa durante todo o perodo da doena, de alguns minutos a vrias 
horas, com pequenas interrupes.

Quase tudo cede  compressa corporal: hemorridas, flatulncia, doenas estomacais, 
gases...

148

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

A aco das compressas corporais  maravilhosa nas doenas da mulher. Inmeras 
doenas deste tipo foram curadas com compressas no corpo e banhos de assento. Para a 
insnia das crianas a compressa corporal  um remdio soberano.

Material

- Um cinto de flanela suficientemente comprido e largo para dar duas

voltas  cintura.
- Dois panos de algodo cru.

Proceda da seguinte maneira:

Coloque na cama um plstico e um ou dois cobertores. Pegue num

ou dois panos que mergulhar numa gua a cerca de 20. Esprema-os. Coloque-os, em 
seguida, sobre o seu corpo, ao nvel do ventre e do baixo-ventre, incluindo as 
costas. Pegue em seguida no cinto de flanela e enrole-o em volta da cintura, de modo 
a segurar os panos.  prefervel que os panos molhados ultrapassem ligeiramente, de 1 
ou 2 cm, o cinto de flanela. Fixe o cinto com agrafos ou alfinetes-de-ama, e cubra-
se.

Comentrios importantes

-  prefervel aplicar a compressa  noite, ao deitar. -Nunca a aplique no corpo se 
este estiver frio. Neste caso, aquea-o

previamente por meio de frices, banhos quentes ou de vapor. -Nas pessoas robustas, 
habituadas s compressas corporais, pode utilizar-se gua mais fria (15) ou mesmo 
fria. O aquecimento d-se neste caso mais depressa. Johanna Brandt preconiza a 
utilizao de cubos de gelo colocados dentro dos panos; este modo de proceder deve 
ser efectuado com precauo.
- Deve-se estar atento a que a compressa aquea o corpo e que

a sensao de frio desaparea rapidamente (em geral, ao fim de 1 a
2 minutos). -Se pretender agir mais especificamente no estmago, coloque um

pano hmido dobrado em quatro sobre este rgo.

149

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

-Se retirar a compressa sem a renovar, faa uma frico geral do

corpo com gua morna (a uma temperatura de cerca de 20).
- Durante o dia, as compressas devem ser mudadas de 2 em 2 ou de

3 em 3 horas. -A aco da compressa  amplificada com uma alimentao ligeira,

pobre e no excitante (veja o captulo dedicado a este assunto). -As lavagens com 
gua morna podem tambm favorecer a aco da

compressa.
- A compressa aplica-se o tempo que for necessrio. Retire-a de tempos a tempos, para 
a renovar (de 2 em 2 ou de 3 em 3 horas).

Como se verifica, o Dr. Bilz considerava esta compressa corporal uma ferramenta 
necessria aos seus tratamentos.  espantoso que ela tenha sido completamente 
esquecida pelos adeptos da actual medicina naturoptica.

As suas explicaes a propsito da eficcia desta compressa eram as seguintes:  Ela 
age ao nvel dos milhes de vasos capilares que percorrem a pele. Quando o vaso se 
contrai com o frio, contm pouco sangue. A pele tem ento um aspecto plido, o seu 
toque  fresco: onde falta o sangue falta o calor. Se pelo contrrio os vasos se 
dilatam, o que acontece com o calor, ficam cheios de sangue. Quanto mais o sangue 
correr vivamente na pele e para ela, menos ele provocar no interior acmulos e, a 
partir da, inflamaes. Alm disso, arrastar consigo as impurezas para a pele sob a 
forma de suor.

A compressa hmida est mais fria do que a pele. No momento da sua aplicao, o 
sangue recua, por assim dizer, amedrontado, e os vasos capilares contraem-se. 
Todavia, imediatamente a seguir, o corpo envia mais sangue, porque est organizado 
para tal, aos locais cobertos pelo pano frio e hmido, de modo a aquec-los 
vivamente. Ao mesmo tempo que a pele, os panos hmidos tambm aquecem. O calor  
retido pela compressa. Da resulta uma chegada contnua e vigorosa de sangue para os 
vasos capilares dilatados pelo calor, bem como, simultaneamente, um calor elevado nos 
locais por ela cobertos. Os rgos internos nobres so libertos do excesso

de sangue que os perturbava e podem assim curar-se.

150

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

OS BANHOS DE AR LIVRE E DE SOL: UM TRATAMENTO NATURAL QUE DEVE SER PRATICADO COM 
MODERAO

Uma moda ridcula e nefasta exige que actualmente, para se ser bonito ou bonita e 
parecer saudvel, o homem ou a mulher estejam bronzeados, tenham uma cor acobreada, 
de modo a responder aos critrios da nossa actual concepo de esttica. Esta moda 
recente tem apenas cinquenta anos.

Abusar do sol e querer a qualquer preo, aps um curto espao de tempo, ter uma pele 
trigueira pode implicar vrios perigos, entre eles os

temveis escaldes, que ocasionam frequentemente graves queimaduras. Predispem 
s rugas e ao envelhecimento da pele e so, alm disso, responsveis por inmeras 
doenas cutneas. Alm disso favorecem a

evoluo dos cancros.

Todavia o ar e o sol, tomados de modo sensato, so ainda um meio que faz parte dos 
tratamentos naturais possveis.

Thodore Hahn, no sculo passado, para grande sorte dos seus doentes, fazia-os tomar 
banhos de ar e de sol, duas vezes por dia, durante o Vero no vale da Goldach. Estes 
banhos eram acompanhados de loes quentes. Apresentamos abaixo os conselhos que ele 
dava e que nos parecem ser ainda actuais:

0 sol  medicinal e, como tal, deve ser utilizado com uma certa

cautela e sobretudo sem abusos.

O Dr. Bilz procedia da seguinte maneira: 0 doente deve estar deitado naturalmente, 
nos dias quentes de Vero, num local iluminado pelo sol, pouco exposto ao vento, 
sobre um saco de palha ou um colcho, envolto num pano leve e com a cabea protegida 
por um guarda-sol. Ao fim de uns instantes deve voltar-se.

Quando o doente est transpirado, deve tomar duches frescos ou frios. Se o pano leve 
for insuficiente para causar transpirao, deve ser envolvido num cobertor de l. 
Como estes banhos de sol servem sobretudo para o tratamento de doenas crnicas, 
devem ser utilizados com precauo e ser apropriados  doena e  pessoa. Devem ser 
prescritos por um mdico naturista.

151

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

A FOTOTERAPIA: UMA CINCIA EM MARCHA

A luz medicinal

O jornal cientfico Nature, no final do sculo xix, publicou um artigo sobre os 
trabalhos do Dr. NieIs Finsen, que valorizava a fototerapia no

tratamento da varicela.

NieIs Finsen isolou os seus pacientes num quarto onde a luz era velada por vidros e 
tecidos vermelhos. Observou que sob esta influncia as

pstulas supuravam menos e que, quando a doena acabava, as cicatrizes eram 
inexistentes ou pouco pronunciadas. A observao era importante devido aos estigmas 
que esta doena frequentemente deixa. Em vrios pases, em Frana e no Japo, existe 
um mtodo que consiste em colocar no escuro os doentes com varicela ou com outras 
doenas com sintomas cutneos.

Finsen pensava que a eliminao de certos raios luminosos devia assegurar uma 
atenuao da inflamao. Depois das suas experincias com a

varicela, procurou aplicar o seu mtodo a outras doenas. Os microbilogos j 
conheciam, nessa poca, a aco antibacteriana da luz sobre certas espcies de 
bactrias.

Finsen tratou as dermatoses de origem bacteriana (como o lpus) com

a luz (solar ou elctrica). Para a concentrar e simultaneamente diminuir a sua aco 
trmica, construiu um sistema ptico complexo. Graas a este

aparelho, os raios solares eram projectados sobre a parte doente do corpo. A 
superfcie exposta era reduzida e limitada no tempo.

Numa primeira fase, Finsen utilizou unicamente a luz, depois besuntou a pele com 
loes para que esta ficasse mais flexvel e a penetrao dos raios se efectuasse em 
melhores condies. Os resultados obtidos foram significativos na maioria dos casos, 
tal como o testemunharam os jornais da poca. Conseguiu curar deformidades, 
mutilaes graves, ulceraes extensas. Mas a fototerapia tem um campo bem mais 
vasto: a luz  o elemento regenerador e vivificante por excelncia. Tudo na natureza 
sofre a sua influncia benfica. Nessa poca utilizaram-se tambm os banhos solares 
para ti-atar os reumatismos, a obesidade e a ma-nutrio.

152

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

A luz permanece um grande mistrio

O papel da luz em diversos processos  mal conhecido.  certo que  um dos factores 
mais importantes da sade. O mdico alemo F. A. Popp dirigiu um grupo de 
investigadores que trabalhou sobre os problemas da estrutura fsica das substncias 
cancergenas. O 3,4-benzopireno  uma substncia conhecida pela sua forte aco 
cancergena. K. Bauer, pioneiro das investigaes alems sobre estas patologias, 
descreveu esta substncia como sendo a mais fatal de todas as substncias produzidas 
pelas sociedades industrializadas.

Mas existe um facto muito surpreendente: o 1,2-benzopireno  uma

substncia muito prxima do 3,4-benzopirnio (a diferena entre as duas substncias 
reside apenas na diferena de posio dos dois anis aromticos) que parece ser 
neutra, inofensiva e no cancergena. Este facto  tanto mais surpreendente que entre 
as substncias cancergenas encontram-se substncias muito variadas do ponto de vista 
qumico e que no tm, do ponto de vista fsico, nenhum denominador comum.

Elucidar este mistrio significaria compreender os mecanismos de desencadeamento do 
cancro

Por que razo duas substncias to prximas uma da outra podem agir de uma forma to 
diferente sobre o organismo?  evidente que se consegussemos determinar a razo de 
uma delas ser cancergena conseguiramos compreender, pelo menos em parte, os 
mecanismos de desencadeamento do cancro.

O grupo dirigido por A. Popp descobriu que estas duas substncias se

distinguiam pelo espectro de luz que absorviam. O 3,4-benzopireno, substncia 
cancergena, absorve a luz ultravioleta numa faixa de cerca de
800 mm.  exactamente este tipo de luz que  necessria  fotoactivao de uma 
clula, ou seja, para activar os mecanismos de auto-reparao do seu material 
gentico. Ser possvel que as substncias cancergenas sejam as que privam a clula 
dos mecanismos necessrios  sua auto-reparao?

153

DESCRIO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

Desde a descoberta dos mdicos alemes que o mundo da cincia se comeou a interrogar 
seriamente sobre o papel da luz. Mesmo que este esteja longe de ter sido claramente 
demonstrado,  certo que estes dados devem ser levados em conta no que respeita  
investigao das possibilidades da fototerapia, j que as clulas do nosso corpo 
necessitam de luz para se poderem proteger contra a destruio do seu patrimnio 
gentico. Mas, por outro lado, est bem demonstrado o papel preponderante dos raios 
ultravioletas no processo de cancerizao: devemos, por conseguinte, ser prudentes na 
sua utilizao e proibir os bronzeamentos artificiais!

154

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE

ESQUECIDOS

AS SANGUESSUGAS VO VOLTAR

AOS NOSSOS HOSPITAIS?

Existem muitos estudos que permanecem desconhecidos, apesar do seu

grande interesse para a histria da medicina e para a terapia.  infelizmente o caso 
da maioria das teses. O excelente estudo da Sr. Elisabeth Kind sobre A Escola 
Fisiolgica de Broussais e a Utilizao das Sanguessugas no Sculo xix est entre os 
trabalhos que mereciam uma publicao de grande tiragem. A autora descreve neste 
livro a utilizao das sanguessugas ao longo da histria.

O tratamento pelas sanguessugas na histria

As sanguessugas fazem parte dos tratamentos mdicos desde os tempos mais remotos (vm 
mencionados na Bblia sob o nome de aluca). A sua utilizao foi redescoberta 
pelos Gregos, pelos Hindus, pelos rabes e pelos Chineses. No sculo xvi, este animal 
foi estudado pelo grande naturista Conrad Gesner.

A utilizao das sanguessugas era muito vulgar na poca das sangrias teraputicas. 
Voltaram a ter o seu lugar na medicina graas  escola e  doutrina de Broussais. Foi 
a vitria da teoria de Pasteur que diminuiu a presena deste aneldeo nos hospitais. 
Contudo as investigaes demonstraram a sua grande utilidade. Em 1884, Haycraft 
descobriu a hirudina e o seu poder anticoagulante. Sete anos depois, Heidenhain 
observou a

155

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

aco do extracto de sanguessuga. Em 1895, Ledoux confirmou o seu

poder anti~infeccioso ao constatar a imputrescibi 1 idade do sangue das sanguessugas.

As sanguessugas segregam uma protena com poderes medicinais

Sali demonstrou que a injeco intravenosa de hirudina combatia a

formao de cogulos durante a penetrao de um corpo estranho por via intravascular. 
Demonstrou, assim, que no era  sangria local provocada pela suco da sanguessuga 
que se deviam atribuir os efeitos teraputicos, mas sim  penetrao no organismo da 
protena que ela segrega: a hirudina.

Muitos autores confirmaram a sua eficcia nos tratamentos mdicos e cirrgicos. 
Assini, em 1946, Durant utilizou a hirudina no tratamento de crises de asma. Bach 
descobriu as suas propriedades diurticas e utilizou-as para a eclampsia. Mohard 
concluiu que:

as indicaes da sanguessuga relacionam-se em primeiro lugar

com as doenas do sistema venoso, em particular com as tromboses e as embolias, as 
flebites, as hemorridas, as inflamaes fleumonosas e os abcessos das amgdalas, bem 
como as inmeras afeces oculares. Certas perturbaes mentais so melhoradas, bem 
como as ocasionadas pela menopausa.

Diversos pases utilizaram vrias espcies: a Hirudo officinalis (espcie protegida) 
e a Hrudo trochina, na Europa; a Hrudo mysomelus no Senegal; a Hirudo granulosa, na 
ndia, e a Hrudo sinica, na China.

Actualmente as sanguessugas continuam a ser utilizadas em certos campos da medicina

A utilizao da sanguessuga pertence a uma arte teraputica especfica.
O mdico , de facto, obrigado a escolher a frequncia das aplicaes, e

tambm o local e o nmero de hirudneas aplicadas. A hirudinoterapia

156

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

comporta certas complicaes, tais como, eventualmente, hemorragias ou

a transmisso de doenas contagiosas.

Actualmente, a indstria farmacutica utiliza estes aneldeos para produzir a 
hirudina. As sanguessugas so ainda utilizadas actualmente num

dos hospitais mais modernos de Nova Iorque, no servio de microcirurgia ps-
operatria. Outros hospitais (por exemplo, o Hospital Pellegrin de Bordus) utilizam-
nas em cirurgia cardiovascular e plstica. So tambm utilizadas nos reimplantes de 
dedos seccionados, quando o cirurgio no descobre veias pequenas.

No passado as sanguessugas fascinavam, actualmente continuam a espantar-nos

As sanguessugas fascinam o homem desde h sculos. Herdoto descreve a tarambola do 
Egipto que procura a sanguessuga de origem egpcia Ozobranchus quatrefagesi na goela 
dos crocodilos. Os viajantes contam que na sia vivem grandes sanguessugas 
vampiras que atacam os

homens. Estas sanguessugas exticas de grande dimenso, da famlia dos Haemapsidae, 
nidificam nas rvores ou nas ervas altas. Quando o homem passa na sua proximidade, 
atiram-se a ele s dezenas ou mais e fazem-lhe mltiplas sangrias, a tal ponto que o 
sangue continua a escorrer muito depois de se terem desligado da sua vtima.

Os inmeros caracteres biolgicos dos hirudneos permanecem desconhecidos. Os 
bilogos espantam-se com a sua extraordinria resistncia ao jejum. Com efeito, as 
sanguessugas medicinais suportam privaes de alimento durante 6 meses. Foram mesmo 
observados jejuns de 300 dias nas Hemiclepsis marginata.

A sua capacidade de conservar o sangue  tambm espantosa. Durante semanas o sangue 
ingerido pelo animal no apresenta qualquer alterao:  possvel desta forma 
observar corpos imunizantes e bactrias patogneas assimilados pela sanguessuga 
juntamente com o sangue. So necessrias vrias semanas e, por vezes, meses at 
comear a bemlise.

 Tarambola: ave pernalta que vive  beira de gua.

157

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

As cinco principais indicaes das sanguessugas

No passado, as sanguessugas eram utilizadas em 3 pticas diferentes (segundo o 
Tratado de Zoologia de Grasset):
- Para efectuar sangrias importantes (a colocao simultnea de uma

vintena de sanguessugas pode, em poucas horas, retirar meio litro de sangue).
- Para uma sangria local numa regio inflamada, de modo a acalmar

os fenmenos dolorosos e congestivos.
- Para uma sangria em locais suspeitos da formao de um cogulo (flebites).

Eram particularmente aconselhadas nas partes do corpo onde no era

possvel colocar ventosas. -Graas  aco da hirudina, a sangria tem tambm uma 
aco anti-infecciosa. Todavia o papel das bactrias simbiticas dos hirudneos  
ainda mal conhecido. Contudo a bactria intestinal Pseudomonas hirudinis tem uma 
aco antibitica particularmente eficaz contra o

estafilococo dourado.
- Por outro lado, existem inmeros autores que afirmam a aco

antialrgica (anti-histamnica) das hirudneas.

AS VENTOSAS NA TERAPIA MODERNA

As ventosas foram abandonadas pela medicina moderna e substitudas por outros mtodos 
teraputicos, em particular pelos antibiticos e pelos medicamentos antlgicos. 
Podemo-nos interrogar se o abandono deste mtodo no ter sido prematuro. Na verdade, 
quais so as razes (cientficas ou tcnicas) que motivaram o seu desaparecimento? 
Teria a medicina vivido um mito durante vrios sculos?

A crise que defrontam os mtodos que as substituram justificaria o

retorno a esta terapia. Desta forma, nos Estados Unidos e na Europa central assiste-
se ao seu regresso. Seria, por conseguinte, desejvel lanar o debate sobre a 
utilidade das ventosas.

158

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

Um inqurito mdico prova a incontestvel eficcia das ventosas

Este debate  tanto mais necessrio que se prev que as ventosas sero provavelmente 
reutilizadas nos prximos anos.

No catlogo da Biblioteca Interuniversitria de Medicina encontrmos apenas um nico 
trabalho recente sobre esta matria, datado de 1973. Contudo a excelente tese de 
doutoramento em Medicina de Alain Sonneville e algumas investigaes histricas 
permitiram-nos encontrar respostas para vrias perguntas sobre as ventosas.

A. Sonneville fez um inqurito a 100 pacientes hospitalizados em

diversos servios, submetidos a uma teraputica revulsiva por ventosa seca. Informou-
se sobre os tipos de afeces para as quais estavam a ser aplicadas e os alvios 
resulantes em casos de dispneia, dores ou febres, bem como a influncia dos modos 
teraputicos que fizeram com que elas tivessem deixado de ser aplicadas.

O efeito positivo sobre as dificuldades respiratrias  incontestvel

* 92% dos doentes sentiram, com efeito, um alvio imediato nas horas

que se seguiram  aplicao de ventosas secas; * 32% observaram tambm uma diminuio 
da dor; * 26% observaram um abaixamento da temperatura.

Entre as afeces tratadas com xito, o inqurito de Sonneville enumera 55% de 
bronquites, 7% de lumbagos, 25% de afeces gripais, 10% de asma, 8% de congestes 
pulmonares e 7% de pleurisias.

Por outro lado, o mesmo inqurito interrogou 100 mdicos de clnica geral franceses 
que tinham utilizado ventosas. As perguntas diziam respeito aos efeitos no plano 
funcional, sobre o aparelho broncopulmonar e circulatrio (mecanismo meramente fsico 
e mecanismo imunolgico), sobre o aparelho neurolgico e tambm as eventuais 
contradies e a

necessidade de um estudo patognico completo, fisiolgico e anatmico, sobre as 
ventosas.

Os mdicos e os doentes ficam, na sua maioria, satisfeitos

82% dos mdicos esto persuadidos dos seus efeitos objectivos, enquanto 78% que 
utilizaram as ventosas com xito acreditam nos seus

159

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

efeitos subjectivos. Apenas 11 % pensam que os efeitos objectivos das ventosas so 
nulos. 14% dos mdicos ignoram o seu mecanismo de aco     
63% adiantam diversas hipteses, entre as quais algumas no foram verificadas ou 
permanecem meras suposies. 70% consideram este mtodo inofensivo, mas 26% evocam as 
suas diversas contra-indicaes, em particular nos casos de hemoptise e de 
tuberculose. 6% observaram efeitos nocivos em afeces cardacas e em perturbaes da 
crase sangunea.

O inqurito revelou que os doentes tratados por ventosas se mostravam satisfeitos com 
os resultados dos tratamentos. Os mdicos que as tinham preconizado tambm tinham 
ficado satisfeitos com os resultados obtidos.

Por conseguinte, devemos deplorar que este mtodo teraputico tenha sido abandonado, 
sem que os mecanismos da sua aco no corpo tivessem sido analisados.

Uma terapia j apreciada na Antiguidade

As ventosas j eram utilizadas na Antiguidade. A histria da revulso torcica por 
meio de ventosas est ligada  da sangria e das sanguessugas. Os mdicos da escola de 
Alexandria criticavam a utilizao demasiado frequente da sangria e preconizavam a 
emisso localizada de sangue por meio de ventosas. H   2000 anos, Asclpio da 
Bitnia aplicou ventosas secas e escarificadas.

Segundo Prspero   Alpinus, eram utilizadas pelos Egpcios para a

extirpao de sangue  viciado. Os mdicos rabes reservavam-nas para tratar crianas 
com menos de 14 anos.

Dioscrides preconizava a sua aplicao na regio epigstrica em afeces 
hepatobiliares.

Qual  a verdadeira aco das ventosas?

Ao longo dos sculos diversas teorias propuseram uma explicao para o mecanismo das 
ventosas. A teoria depurativa ou desintoxicante foi provavelmente a primeira hiptese 
emitida ao longo da histria. A experincia mais importante, inspirada nessa teoria, 
foi realizada por Bier. Foram efectuadas suces por ventosas em dois grupos de ces 
nos quais tinha sido injectado veneno de cobra. Todos os animais submetidos 

160

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS
1

suco sobreviveram e desenvolveram uma patologia mnima, enquanto os animais picados 
e abandonados  s suas prprias defesas apresentaram perturbaes convulsivas 
gravssimas.

Vrias respostas no convincentes

*A teoria derivativa ou descongestionante passiva baseia-se no

fenmeno de um afluxo de massa sangunea no territrio subcutneo, libertando os 
rgos profundos de uma estase nociva.
*A teoria reflexa recorre a uma observao da diferena de reaco

dos vasos sanguneos sob a influncia de uma excitao sensitiva. Segundo esta teoria 
as ventosas beneficiam o tecido pulmonar por meio de um impulso arterial acrescido e 
de uma estimulao perifrica.
*A teoria imunolgica considera que a aco das ventosas implica a

produo de anticorpos contra as protenas eventualmente desnaturadas pelo 
extravasamento, ou contra as substncias produzidas por catabolismo celular. Outros 
partidrios desta teoria evocaram o

fenmeno do choque coloidal ou peptnico.
*A teoria sedativa considera em primeiro lugar a aco antlgica das

ventosas. Ela recorre aos diversos fenmenos fsicos, elctricos e

radioteraputicos que podem inibir os reflexos. Deve acrescentar-se que os efeitos 
sedativos das ventosas foram observados desde a

Antiguidade, muito antes da utilizao farmacolgica de substncias calmantes. A sua 
aco antlgica no se limita s pontadas pneumnicas. Foi assinalada em inmeros 
campos.  por esta razo que os cinesioterapeutas as utilizaram para aliviar algias, 
lumbagos ou torcicolos.

Verificamos que foram propostas vrias teorias para a aco das ventosas, todas elas 
mais ou menos criticveis ou aceitveis. Mas nenhuma delas foi capaz de dar uma 
explicao satisfatria.

Trs certezas cientficas sobre a aco das ventosas

Alain Sonneville, pela sua parte, no limitou as investigaes a estudos estatsticos 
e bibliogrficos. Para entender o modo como agem as ventosas fez uma srie de 
experincias em animais e uma srie de observaes

161

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

clnicas no homem. Estudou os factores hematolgicos e biolgicos. Examinou os 
parmetros de tenso, as medies da numerao globular vermelha e branca, os valores 
espiromtricos, tais como a ventilao mxima/minuto, o volume corrente, o volume 
expiratrio mximo/segundo, os

gases do sangue, as impresses deixadas pelas ventosas e os factores de coagulao 
por meio de trombociastogramas.

Depois de efectuar estes estudos, props trs processos diferentes de aco das 
ventosas:

- um sistema reflexo imediato: melhoria funcional em caso de afeco

infecciosa ou inflamatria, queda tensional moderada, leucopenia inicial, activao 
do sistema simptico;
- um sistema humoral secundrio: melhoria a longo prazo dos estados

infecciosos e dispneicos, leucocitose tardia, libertao de substncias humorais e de 
histamina;
- e fenmenos acessrios.

Uma alternativa aos antibiticos e aos antlgicos?

Passaram-se vinte anos desde os estudos de Alain Sonneville. Actualmente estamos em 
plena crise dos antibiticos e dos calmantes. Por outro lado, o nosso conhecimento 
dos mecanismos imunolgicos progrediu muito. Dispomos de tcnicas e de investigaes 
que h alguns anos eram inacessveis. Talvez seja ento o momento de retomarmos os 
estudos sobre as ventosas?

Existem muitas terapias que tenham uma tal unanimidade, com 92% dos pacientes 
satisfeitos com a sua aco?

Tentativa de explicao da terapia das ventosas mediante as teorias da medicina 
chinesa

O dorso  percorrido por quatro meridianos. Tambm possui outros, conhecidos e 
utilizados em acupunctura e moxibusto (pontos de acupunctura aquecidos com a ajuda 
de cigarros de artemsia ou de cones de

162

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

artemsia colocados sobre a pele). So estes os meridianos da bexiga, do triplo 
aquecedor e do intestino delgado. Todos estes meridianos so Yang, por oposio 
aos meridianos que lhes esto acoplados e que so chamados Yin (ex.: bexiga [Yang] 
acoplado ao dos rins [Yin] ... ).

O meridiano da bexiga parte do ngulo interno do olho, sobe at  testa, passa por 
trs da cabea e percorre as costas em duas linhas distintas, paralelas  coluna 
vertebral. Em seguida desce, ao longo da face interna da coxa terminando no dedo 
mindinho do p.

Este meridiano possui pontos, chamados Yu, que tm a particularidade de estarem em 
ligao activa com todos os rgos do corpo. Estes pontos so alis utilizados para 
expulsar o excesso de Yang (calor, dor, etc.). Desta forma temos uma relao com os 
rins, os pulmes (da a relao da ventosa com as doenas causadas pelo frio), o 
fgado, a vescula biliar... Entende-se melhor agora a importncia que os mdicos e 
os doentes atribuam a esta terapia que lhes deu plena satisfao durante sculos.

As indicaes das ventosas so inmeras

Tosses, constipaes, bronquites, doenas derivadas do frio, febres, lombalgias, 
reumatismos articulares, traquetes, cansao, nervosismo, perturbaes digestivas, 
torcicolos...

Como se colocam as ventosas?

As ventosas assemelham-se a pequenos frascos de iogurte. Colocam- ~se, geralmente, 
entre 6 e 24, conforme a afeco tratada e a corpulncia do doente. Enrolado num 
pauzinho um pouco de al godo-em -rama, previamente embebido em lcool, incendeia-se 
no frasco j prximo da parte do corpo que vai ser tratada. Em seguida retira-se 
vivamente (1 segundo basta para efectuar o vazio no frasco), e coloca-se a ventosa 
sobre a pele. Recomea-se a operao para todas as ventosas que se pretenda aplicar.

- Atravs da aco de vcuo, a pele  atrada e incha ligeiramente no interior da 
ventosa. As ventosas ficam sobre a pele entre@ ]0 e 20 minutos.

163

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

A LITOTERAPIA, OU TERAPIA PELOS MINERAIS

Os minerais so um elemento importante na medicina tradicional. Realmente, o homem 
utilizou desde sempre as pedras para tratar certas doenas.

As duas faces da litoterapia

A litoterapia, tal como a fitoterapia, tem duas faces. Uma delas, cientfica, 
procura nos minerais uma fonte de microelementos, cuja aco pode ser demonstrada. A 
litoterapia cientfica demonstrou, por exemplo, a aco da dolomite. Este mineral 
deve o seu nome a um naturista e viajante suo que lho atribuiu em honra de um 
gelogo francs, D. Dolomieu. A sua frmula qumica  CaC03 Mgc03 Nos anos 30 
descobriu-se, graas aos trabalhos do Prof. Delbet, que em Frana as

arterioscleroses e os cancros eram menos frequentes em terrenos ricos em dolomite. 
Explica-se assim o papel protector do magnsio na regulao enzimtica e na 
permeabilidade das membranas celulares.

De qualquer modo a litoterapia  pouco estudada pelos cientistas.
O aspecto esotrico-mstico, a sua segunda face, que procura a relao entre as 
partes do corpo humano e as pedras,  provavelmente uma das razes desta situao.  
difcil encontrar um equilbrio entre estas duas correntes de pensamento, apesar de a 
biologia electrnica e de a fsica moderna reconhecerem que os amuletos de pedra, 
desprezados pela medicina oficial cartesiana, podem influenciar o estado energtico 
do organismo e ter um papel no equilbrio sade-doena.

As pedras medicinais

 interessante notar que a origem dos nomes de certas pedras est ligada s prticas 
mdicas ancestrais. Assim a nefrite deve o seu nome  aco curativa do p dessa 
variedade de jade nas doenas dos rins (do grego, nephros). Alm disso, na quase 
totalidade das grandes tradies medicinais (e religiosas) encontram-se prticas nas 
quais a utilizao das pedras preciosas era corrente.

164

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

Tambm no  um acaso o facto de as investigaes dos alquimistas sobre a pedra 
filosofal os ter levado a transmutar os metais em ouro e a tratar todas as doenas.

Acreditava-e que as pedras protegiam o seu possuidor contra as grandes epidemias, e 
os amuletos orientais sobreviveram aos imprios orientais.

- As pedras assrias serviram durante vrios sculos para facilitar o

parto. -0 beosar (produto mineral proveniente do estmago dos antlopes e

das cabras) era um detector e um antdoto dos venenos. Os povos nmadas da sia 
Central utilizam-no at hoje. -0 berilo trata a rinite e protege contra os abortos.
- O crislito elimina a falta de ar e diminui os riscos das doenas

respiratrias.
- O quartzo foi apreciado porque prevenia e curava a clera, as intoxicaes 
digestivas, as enxaquecas e era um antdoto contra o arsnico.
- A ametista foi utilizada para tratar as ulceraes. -0 jaspe permitia estancar as 
hemorragias. -0 rubi era a pedra da juventude eterna e tinha a capacidade de

regenerar os tecidos.
- A safira  ainda utilizada nas doenas dos olhos. Alguns pretendem,

at, que a sua radiao  tal que pode fazer desaparecer os cancros.

-Os antigos mdicos utilizavam o p de coral misturado com azeite

para curar problemas auditivos e de surdez. Quanto a Paracelso, este prescrevia o 
coral branco para tratar a epilepsia e as intoxicaes.
- O p de prolas misturado com leite preservava e permitia manter

uma bela voz. Na ndia, ainda hoje, esta preparao serve para lavar os olhos dos 
recm-nascidos de modo a preveni-los contra futuros problemas oculares.

Inmeros investigadores pensam que o estado de sade se caracteriza pelo equilbrio 
energtico do organismo. Avanam a hiptese de que os

minerais esto em relao com as radiaes csmicas e tm um campo magntico 
semelhante aos dos diversos rgos do corpo humano. Os campos magnticos emitidos 
pelas pedras preciosas tm, por conseguinte, a capacidade de reequilibrar o campo 
magntico corporal. Esta teoria

165

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

energoteraputica explica por que motivo certos doentes se sentem aliviados quando 
esto na presena de pedras preciosas. Desta feita, os

cristais de quartzo acalmam as personalidades stressadas e, alm disso, teriam a 
capacidade de rearmonizar as emisses energticas.

QUADRO DAS RELAES ENTRE OS PLANETAS, OS RGOS E AS PEDRAS

Sol, Lua ou planeta

rgo do corpo humano

Pedra

Sol

Corao, circulao sangunea.

Diamante, rubi, crislito, calcednia (crispraso e helitropo).

Lua

Linfa, figado, estmago, garganta, mucosas.

Esmeralda, opala, berilo (variedade de gua-marinha), selenite, malaquite, pedra da 
Amaznia, coral branco, nefrite.

Mercrio

Crebro, sistema nervoso.

Jaspe, crislito, topzio, calcednia (cornalina).

Vnus

Seios, griadas.

Esmeralda, gata, prola branca, coral rosa, berilo (variedade de gua-marinha), 
safira, topzio, quartzo, turmalina.

Marte

Veias, griadas, metabolismo geral.

Rubi, diamante, granada, opala, espinela, hematite, coral vermelho.

Jpiter

Fgado, desenvolvimento celular, aorta.

Safira, ametista, turquesa, lpis-lazli e

todas as pedras azuis.

Saturno


Ouvido, boca, dentes, bao, sistema sseo.

nix, prola preta, calcednia, gata, espinela azul-marinho.

rano

Sistema nervoso central.

Alexandrite, mbar, turquesa verde, zircnio, jacinto.

Neptuno

Olhos, crebro, capacidades mentais.

Turmalina, berilo (variedade de gua-marinha), ametista, coral branco.

Pluto

Sistema imunitrio.

Granada.

166

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

Quatro substncias minerais com poderes de cura

Entre as inmeras substncias minerais utilizadas em terapia, seleccionmos quatro 
que vos apresentaremos, a seguir, com mais pormenores.

O MMIO, OU BLSAMO DAS MONTANHAS

O mmio (mmia, mummy ou blsamo das montanhas)  uma substncia balsmica que se 
encontra nas montanhas da Sibria, nos Himalaias, no Iro e na Monglia. Os 
cientistas confirmam que as propriedades do mmio, independentemente da sua origem, 
tm as mesmas caractersticas teraputicas.

As propriedades curativas ancestrais do blsamo das montanhas

Desde h mais de 2000 anos que os povos asiticos o utilizam por via interna e 
externa para tratar entorses, asma, doenas gastrointestinais, diversos problemas 
respiratrios e a gangrena. Para os povos siberianos o mmio tem o mesmo papel que os 
antibiticos para os ocidentais. Ele fazia parte da farmacopeia de Avicena.

Engelbert Kampfer, viajante, mdico e naturista (a quem devemos tambm a descoberta 
do Gingko biloba), foi provavelmente tambm o

primeiro europeu a descobrir e descrever os estranhos poderes do blsamo das 
montanhas. Em 1717, Kampfer, convidado pelo x da Prsia, constatou que os 
habitantes do Golfo Prsico consideravam o mmio, uma substncia cara e preciosa, 
como uma ddiva dos cus. A sua utilizao era estritamente reservada s pessoas 
prximas da famlia imperial. A descoberta, a verificao e a autenticidade dos novos 
jazigos eram

acompanhadas de grandes festejos. O soberano cedia, por vezes (mas raramente), um 
pouco de mmio aos guerreiros nobres, feridos nas batalhas.

Esta substncia, na poca de Paracelso, conheceu tambm uma voga excepcional. 
Finalmente, os Egpcios chamavam ao mmio ensani, o que significa substncia 
humana por excelncia. Engelbert Kampfer observou-lhe as capacidades curativas e no 
seu Ameonitum exoticarum

167

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

descreveu a consolidao de fracturas em trs dias, nas crianas, e num

dia, nos pssaros feridos.

Os Siberianos utilizam os animais para descobrir novos jazigos    j que os 
mamferos feridos procuram o mmio para se tratar. A mitologia siberiana associa a 
presena do blsamo das montanhas aos mamutes, animais mgicos e omnipresentes 
nas crenas do Norte da sia.

Em 1956, o Dr. Shakirov de Tachekent descobriu um jazigo muito rico

de uma substncia betuminosa que ele utilizava no tratamento de fracturas e para a 
regenerao tissular. Os institutos de investigao, tanto soviticos como 
americanos, demonstraram a heterogeneidade dos mmios provenientes de diversas 
regies. Actualmente s existem vinte locais de explorao.

A riqueza da composio qumica do mmio

Os qumicos russos falam da existncia de nove classes diferentes. Estas diferenciam-
se pelas suas propriedades fsicas: a estrutura granular, resinosa (chamada na 
Sibria manteiga de pedras) ou lquida, a solubilidade na gua e a composio 
qumica. De qualquer forma, todas as

classes so suficientemente parecidas para terem sido repertoriadas num mesmo tipo.

A anlise qumica do mmio mostra a grande riqueza da sua composio. O blsamo das 
montanhas contm protenas, nove aminocidos, esterdios, cido hiprico, cido 
benzico, resinas e compostos inorgnicos: slica, alumnio, magnsio, clcio, 
ntrio, potssio, mangans, nquel, cobalto, crmio, molibdeno, berlio, cobre, 
paldio, zinco, glio, brio, fsforo e titnio. A riqueza qumica do mmio  tal que 
os qumicos russos dizem que contm todos os elementos conhecidos.

A controvrsia acerca da origem do mmio

As teorias relativas  origem do mmio so muito controversas. A datao isotpica 
fornece uma hiptese que vai dos 800 milhes aos

3 milhes de anos. Certas categorias de mmio contm resduos vegetais entre os quais 
uma parte  composta de restos de espcies cambricas. Outras amostras no contm 
nenhuns vestgios de plantas. Alm disso, os

investigadores avanam vrias hipteses: seria de origem animal, vegetal, vulcnica 
ou mesmo csmica? Quanto a certas teorias originais e, por

168

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

vezes, muito fantasistas, essas so mais que muitas e pretendem que o

mmio seria proveniente de restos de mamutes ou at de dinossauros.

As incrveis proprieda(les do mmio

As investigaes e as experincias clnicas confirmam a grande capacidade 
regenerativa do mmio. Esta capacidade polivalente permitiria tratar com a mesma 
eficcia tanto a consolidao de fracturas como as

doenas degenerativas. A imprensa russa menciona a eficcia do mmio em inmeros 
casos reconhecidamente incurveis. Todavia, at  data, ainda no foi apresentada 
nenhuma explicao cientificamente vlida sobre o mecanismo do mmio. Os mdicos 
ocidentais confirmaram tambm a sua forte aco bacteriosttica. O mmio  por 
conseguinte um antibitico natural por excelncia.

Finalizando, o mmio est, provavelmente, na origem dessa misteriosa pomada anti-
inflamatria utilizada pelos mdicos do exrcito russo durante a guerra contra o 
Afeganisto. A grande surpresa dos mdicos russos foi a de constatar as capacidades 
regenerativas do mmio em patologias que surgiam no seguimento de irradiaes. Mas 
neste campo as investigaes continuam em fase experimental.

Um ltimo comentrio interessante: esta substncia est disponvel (e a preos 
acessveis) em todos os pases da Europa Central e Oriental.

A 0ZOQUERITE: UMA CERA NATURAL

O nome ozoquerite provm de duas palavras gregas: ozein (sentir) e keros (cera). A 
substncia tambm  chamada cera das montanhas ou
14 cera natural e  comparvel  cera de abelhas. Alm disso  uma resina mineral 
com uma origem idntica  do petrleo.

O jazigos de ozoquerite, existem em diversas regies do mundo: na Romnia, na 
Polnia, na Ucrnia (o maior jazigo do mundo encontra-se na Boristvia), na ustria, 
na Eslovnia, nos Estados Unidos, no Tajiquisto e no Usbequisto. A ozoquerite da 
Esccia, de Frana (vale do Loire) e do Pas de Gales distingue-se das de outras 
provenincias e por este motivo  chamada elaterte ou hatchetin.

A sua cor pode ir do amarelo-esverdeado ao castanho, passando pelo preto.  
facilmente combustvel, e o seu cheiro  semelhante ao da cerasina.

169

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

 utilizada na indstria de cosmticos e de txteis e pode substituir a cera

de abelhas.

A ozoquerite: uma penicilina mineral

Avicena prescrevia-a para o tratamento de hemorragias, fracturas e

dores de cabea. Mas a ozoquerite est muito divulgada na medicina popular russa. 
Alm disso, neste pas esta substncia  muito acessvel e

pouco dispendiosa. A sua grande reputao comeou na ex-URSS em
1942, quando foi utilizada pelos mdicos do exrcito para tratar feridas e fracturas 
nos soldados. Descobriram-se ento os seus poderes bactericidas e antibiticos, que 
so comparveis e, por vezes, at superiores aos da penicilina.

As indicaes da ozoquerite

A ozoquerite pode ser utilizada por via externa, oral, rectal ou vaginal. O seu 
mecanismo de aco  pouco conhecido. Durante o trata~

mento observa-se uma melhoria da circulao sangunea (da a sua

utilidade no tratamento da arteriosclerose), mas tambm estimula a regenerao dos 
nervos perifricos e melhora as polinevrites. Na Ucrnia  prescrita na balneoterapia 
e nas curas termais. No tratamento de gastrites e de doenas intestinais os mdicos 
russos prescrevem-na como

terapia complementar.

A srie de experincias feitas no incio dos anos 40 est na base da sua prescrio 
em ginecologia. Tem efeitos ostrognicos e, por conseguinte,  utilizada em casos de 
insuficincia ovariana e em inflamaes.

Em pediatria  prescrita contra inflamaes, broncopneumonias e

poliomielite. Uma das suas vantagens, a no negligenciar, est ligada ao

facto de no ter qualquer efeito secundrio sobre o sistema imunitrio das crianas.

Referir, ainda, que a ozoquerite diminui as alteraes dermatolgicas ligadas  
radioterapia. Em razo da sua aco vascular est indicada no

tratamento de certas doenas corno as lceras e os eczemas crnicos.

As experincias russas demonstraram que quando  utilizada localmente aumenta a 
permeabilidade capilar e melhora a circulao. A sua

170

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

aco fortemente anti-i n fiam atria  cada vez mais reconhecida pela medicina 
oficial.

E, para finalizar, a ozoquerite ope-se  decomposio da matria viva, da o 
fenmeno de conservao de animais pr-histricos encontrados em

perfeito estado de conservao. O mais clebre  provavelmente o rinoceronte de 
Estarnia, na Galcia (exposto no Museu de Zoologia de Cracvia, na Polnia).

O MISTRIO DA PEDRA DAS SERPENTES

Quando se consultam os antigos jornais e publicaes, encontram-se informaes 
enigmticas e misteriosas.

Uma histria enigmtica

Assim, na revista mensal Nature, de 1906, o Dr. A. Gartaz fez um comunicado sobre a 
pedra indiana das serpentes. Na ndia os rpteis so responsveis, todos os anos, por 
vrias dezenas de milhares de acidentes mortais. Os indgenas serviam-se deste 
talism contra as mordeduras de serpentes e outros animais venenosos. As pedras eram 
preparadas pelos brmanes e, segundo as crenas populares, eram dotadas de poderes 
sobrenaturais. Protegiam a vida dos encantadores de serpentes, frequentemente vtimas 
das mordeduras dos seus rpteis.

Faraday, no incio do sculo, fez a anlise qumica de uma delas, proveniente da 
regio de Hyderabad. O seu primeiro comentrio foi a

constatao de que a pedra no passava de um fragmento de osso calcinado cheio de 
sangue e passado no lume.

Por seu lado, o Dr. Watkins-Pitchford, de Pietermaritzburgo (frica do Sul), testou a 
pedra de acordo com a directivas indianas. Aplicou-as no

local da mordedura, depois de molhar previamente a ferida com um pouco de gua. Mas 
os testes sul-africanos no confirmaram a sabedoria popular indiana.

Seis perguntas continuam em suspenso

A diferena entre as espcies de rpteis sul-africanos e indianos e por Conseguinte 
entre os venenos seria, talvez, a causa?

171

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

A pedra agiria apenas em pequenas doses de toxina? Seria ela eficaz apenas nos 
humanos (a experincia foi feita em coelhos)?

A pedra, talvez, no tivesse suportado a longa viagem (nessa poca eram necessrias 
vrias semanas para ir da ndia at frica)?

As pedras testadas, talvez, no fossem verdadeiras pedras das serpentes?

A pedra seria uma mera crena, a ltima esperana que resta s pessoas mordidas por 
uma cobra?

Seria, sem dvida, interessante examinar de novo esta pedra misteriosa de modo a 
ficarmos definitivamente elucidados e sabermos enfim se esta pedra das serpentes 
tem algum poder teraputico.

O MBAR: UM PRECIOSO MEDICAMENTO DESDE A ANTIGUIDADE

Desde a mais recuada Antiguidade que o mbar foi um dos medicamentos mais preciosos 
da farmacopeia europeia.

A sua prestigiosa histria

DicIes foi o primeiro mdico grego, conhecido dos historiadores, a

aconselhar a sua utilizao em preparaes mdicas. Atribua a esta pedra capacidades 
purgativas, anti-reumatismais e anti-hemorrgicas.

Os naturistas gregos foram tambm os primeiros a tentar explicar a

origem do mbar. Para eles esta pedra provinha da urina de certos animais, em 
particular do lince.

Dioscrides, Teofrasto e Galiano mencionaram o valor mdico desse ouro do norte. 
Plnio, o Antigo, e Callistratus citam-no nas suas obras que descrevem os remdios 
que receitavam. Acreditava-se que o mbar ajudava contra os males da garganta e 
protegia as amgdalas. Foi tambm prescrito como colrio associado a leo de rosas e 
mel. Era, ainda, utilizado na preparao de um vinho para tratar a ictercia. 
Contudo,  difcil saber se o conhecimento antigo das virtudes do mbar provinha das 
observaes dos mdicos gregos, romanos ou rabes.

A tradio da Idade Mdia coloca o mbar entre os seis medicamentos mais eficazes. 
Segundo Santa Hildegarda, o mbar macerado em vinho ou

172

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

cerveja trata as dores de estmago. No livro de Agrcola (1554), o mbar em soluo 
tem uma aco anti-hemorrgica e, no vinho, trata as doenas do estmago. Santa 
Hildegarda e Culperer aconselham-no para resolver problemas urinrios. Os mdicos 
dessa poca utilizam-no tambm para tratar os reumatismos, a epilepsia e tambm, 
segundo Alberto, o Grande, para... examinar a virgindade.

Durante as grandes epidemias era utilizado em fumigao para prevenir contra a peste. 
Era por conseguinte um dos remdios mais caros nessa poca. A sua utilizao era 
reservada aos privilegiados, aos reis e aos papas. A Ordem dos Cavaleiros Teutnicos 
tentou monopolizar a sua

explorao. A comercializao em territrios polacos e lituanos era alis controlada 
por estes cavaleiros teutnicos.

Actualmente as investigaes recomeam

Actualmente, entre os clebres pacientes tratados com mbar podemos citar Martin 
Luther King, que graas a este medicamento se livrou dos clculos renais. Compreende-
se, alis, mal que esta pedra medicinal to rica no tenha sido devidamente estudada. 
Mas ultimamente a sua grande capacidade de produo de ies negativos, bem como 
alguns dos seus

componentes aromticos,  objecto de investigaes aprofundadas.

O mbar continua a ser utilizado na medicina popular de certas regies da Polnia e 
dos Pases Blticos, como medicamento anti-reumatismal. Preparaes homeopticas de 
mbar so comercializadas na Alemanha e na Polnia. Na Rssia os mdicos utilizam a 
vitamina D3, extrada do mbar.

Como se utiliza o mbar?

Ao longo dos sculos e de acordo com os autores, foram preconizadas diversas 
preparaes. Seleccionmos algumas receitas, fceis de preparar:

- O mbar jia: @@)loea-se directamente em contacto com a pele, em

medalho, especialmente no Inverno durante o tempo frio.  particularmente 
recomendado a pessoas sujeitas aos inconvenientes derivados das mudanas de estao 
(resfriamentos, gripes, constipaes, bronquites, tosse, dores de garganta, etc.).

173

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

Macerado em vinho: escolha um vinho tinto de boa qualidade. Deixe macerar o mbar 
durante 24 horas e depois ferva-o. Esta preparao era especialmente utilizada para 
as dores de estmago (lceras?), os clculos renais e as hemorragias. leo de mbar: 
deixe macerar um pedao de mbar, durante 8 dias, num litro de azeite. Este azeite 
pode ser utilizado no tempero de saladas e outros vegetais crus.

Esta preparao est mais indicada para combater o stress, a angstia e as 
depresses.

A ESPELEOTERAPIA OU TERAPIA NO SUBSOLO

A espeleoterapia  uma terapia baseada na aco curativa das caves e

das formas subterrneas.

Nas grutas e nas minas de sal

Desde 1949 que existe uma estao termal subterrnea na ustria, na

regio de Salzburgo, perto de Badenstein. Nesta estao os mdicos austracos obtm 
excelentes resultados no tratamento de afeces reumatismais (reumatismos 
degenerativos), perturbaes da circulao e em certos casos

de artrite. Por outro lado, na Hungria, na regio de Braradala, o Dr. Dudech criou 
uma cura para asmticos, situada a 50 metros abaixo do solo.

As primeiras experincias de espeleoterapia datam do sculo xix. O Dr. Crogham, para 
tratar os seus pacientes tuberculosos, fazia-os passar cinco meses numa gruta do 
estado de Kentucky.

As minas de sal tm um lugar muito especial na espeleoterapia. J em

1740, uma carta endereada a Henry Baker, secretrio da Royal Society, por John 
Mouney, mdico ingls do exrcito russo, descrevia o perfeito estado de sade dos 
mineiros que trabalhavam nas minas de sal de Wieliezka, perto de Cracvia, na 
Polnia. Nessa poca um naturista francs, Jean tienne Guettard, dedicou uma obra 
completa a essa mina de sal. Actualmente a mina de Wieliczka est protegida e faz 
parte do patri174

OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

mnio mundial da UNESCO. Uma parte contm um museu, e a outra foi transformada em 
hospital onde, a 210 metros abaixo da terra, desde h trinta anos, so tratados com 
xito casos de asma e todas as doe"cas respiratrias.

A eficcia da espeleoterapia est relacionada com a especificidade do meio

 difcil explicar o fenmeno curativo da espeleoterapia e, em particular, das minas 
de sal. Evoca-se a especificidade do clima, a estabilidade da presso atmosfrica, a 
ausncia de alergnios e de microrganismos patognicos, a presena de pequenas 
quantidades de movimentos impetuosos e os efeitos da ionizao das pequenas 
partculas de sal.

Como  evidente, todas estas condies favorecem uma boa ventilao dos pulmes, mas 
as investigaes feitas na Rssia demonstram tambm a aco da espeleoterapia e das 
minas de sal no que diz respeito  estimulao directa do sistema imunitrio do 
homem. Finalmente, todas as investigaes sobre as diferentes formas de vida 
mostraram que estas beneficiam de um ecossistema bem particular, muito distinto dos 
outros ambientes.

175

O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA

A EVITAR

O

reducionismo  a causa principal da crise do pensamento mdico ocidental da nossa 
poca. Se, por um lado, no nos  difcil entender que uma teoria que reduz os 
fenmenos complexos a um nico factor seja sedutora, sabemos tambm que  a 
investigao cientfica que obriga os investigadores a tornarem-se reducionistas. 
Porque  impossvel estudar a vida e a sade em toda a sua complexidade e permanecer 
cientificamente credvel. Este tipo de fenmeno  bem conhecido.

COMO SE CHEGOU AO REDUCIONISMO

NA MEDICINA?

Em primeiro lugar escolhem-se os problemas acessveis aos estudos e aqueles que tm a 
possibilidade de ser resolvidos. No nos preocupamos com aqueles que, no estado 
actual dos nossos conhecimentos, no tm qualquer hiptese de soluo, como sabemos 
de antemo. Considera-se que so inexistentes. Desta forma obtm-se uma caricatura do 
mtodo cartesiano, pelo facto de se rejeitar tudo o que  duvidoso ou incerto.

A cincia moderna s se preocupa com o acessvel, cuja soluo lhe parece possvel. 
Alm disso, considera-se que a realidade de laboratrio, totalmente artificial,  
idntica  que se encontra na Natureza. Em seguida, pretende-se que o conhecimento do 
comportamento de algumas molculas  suficiente para descrever todos os parmetros 
dos organismos vivos. Esquece-se facilmente que, por exemplo, a fsica clssica 
(newtoniana)  incapaz de descrever sistemas compostos por... trs bolas de bilhar e 
que a cincia moderna no consegue compreender o mecanis177

O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR

mo da formao... das bolhas de champanhe. Desta forma, a cincia, que deveria ser 
uma ferramenta de conhecimento do mundo, transforma-se na fora criadora de um novo 
mundo que, infelizmente, est nos antpodas do mundo real.

A medicina reduz os factos a uma causa nica

Podemos pensar que estas reflexes sobre a cincia moderna no tm nada em comum com 
os problemas de sade que defrontamos diariamente. Mas a medicina  provavelmente o 
mais reducionista de todos os nossos conhecimentos. Alm disso,  o mais hipcrita 
porque, contrariamente  fsica ou  biologia modernas, os mdicos continuam  
procura de meios milagrosos. Pretendem compreender a maioria dos problemas, que s o 
muito mais complicados do que, por exemplo, a formao das bolhas de champanhe.

A medicina  reducionista nas suas investigaes sobre a causa das doenas ao tentar 
quase sempre limit-la a um nico factor.  tambm reducionista na investigao dos 
mecanismos patolgicos e dos remdios, porque, se a doena  causada@ por um factor 
(microrganismo, carncia de um elemento, gene, etc.), basta agir sobre esse factor 
nico (antibitico, suplemento alimentar, terapia gentica) para recuperar a sade.

Pensamos que esta lgica  eficaz apenas em alguns casos raros. Nos restantes, para 
preservar a sade,  indispensvel agir sobre vrios factores. O nosso principal 
conselho , por conseguinte, vigiar as nossas condies de vida e agir de modo a 
proteger o nosso meio ambiente.

LUTAR PARA QUE A MEDICINA NATURAL NO CONSTITUA UMA AMEAA PARA A NATUREZA

... a fauna e aflora selvagens constituem um elemento insubstituvel dos sistemas 
naturais, que deve ser protegido contra a sobreexplorao pelo comrcio 
internacional.

O desaparecimento das espcies e o empobrecimento da riqueza natural so as 
consequncias mais graves da actividade humana. Ningum pode fornecer um nmero 
exacto das espcies animais e vegetais que

178

O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR

vivem no nosso planeta, e ningum tem a possibilidade de fornecer nmeros sobre a 
extino total de algumas delas. Contudo, as estimativas so muito pessimistas, j 
que os botnicos afirmam que todos os dias desaparecem uma ou duas espcies de 
plantas superiores. Do incio dos anos 80 at ao final do sculo, 40 000 plantas 
superiores tero definitivamente desaparecido.

Como foi possvel chegar-se a esta situao?

As principais causas desta situao foram a alterao do ambiente e a destruio dos 
habitat naturais. Todavia no devemos negligenciar o

papel da colheita e da comercializao incontrolada das espcies selvagens. Com uma 
facturao de cerca de 30 mil milhes de francos, o trfico relacionado com a fauna e 
a flora  considerado como a terceira actividade comercial ilcita, a seguir  das 
drogas e das armas.

O transporte de plantas e de animais selvagens gera diversos problemas: em primeiro 
lugar, favorece a extino das espcies. Em segundo lugar, a introduo de organismos 
novos na natureza do pas destinatrio tem consequncias: podemos citar a tartaruga 
da Florida que constitui uma ameaa para a cstude (tartaruga) indgena de Frana, ou 
a r sul-americana introduzida em Itlia. Alm disso, os organismos transplantados 
podem ser os vectores de diversas doenas (a tortue-salmonelose). Para finalizar,  
importante realar as condies cruis de transporte, responsveis pela mortalidade 
de 62% dos pssaros provenientes do Senegal e de 55 % dos provenientes do Mxico.

Qual  o papel da medicina natural neste trfico indigno9

O carcter ilcito, bem como a determinao difcil dos destinatrios de certas 
orqudeas, cactceas ou corais, tornam impossvel avaliar o

impacto da medicina natural na destruio das espcies ameaadas. Todavia, desde o 
desaparecimento do sifilon - planta contraceptiva da Grcia antiga, cuja colheita 
intensiva ocasionou a sua completa extino
- sabemos com exactido que a prtica medicinal (mesmo dita natural) pode ser a causa 
directa da destruio total de uma espcie.

179

O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR

Os historiadores das cincias e os botnicos dedicam uma grande parte das suas 
investigaes  descoberta das plantas dos Antigos. Frequente- mente, no conseguem 
determin-las nem inseri-ias no nosso sistema taxinmico. Estar esta dificuldade 
exclusivamente relacionada com as dificuldades lingusticas?  muito provvel que, 
pelo menos em certos

casos, seja o seu desaparecimento que torna a identificao impossvel.

As principais espcies de fauna ameaadas

Entre as espcies ameaadas pelo mercado da medicina natural podemos at encontrar 
animais de grande porte.

Desta forma, na medicina chinesa utilizam-se os ossos de tigre para tratar as 
lceras, os reumatismos articulares e musculares, o paludismo, a febre tifide e para 
aliviar as dores. O grande mercado de p de osso

(aplicado debaixo das unhas dos ps para queimaduras e erupes cutneas) e as 
bebidas alcolicas, fabricadas com ossos, so a principal causa da caa furtiva a 
este animal. Estima-se que no ano de 1991 mais de 30 000 garrafas de bebida de osso 
de tigre foram enviadas da China para Hong Kong, Singapura, Malsia, Tailndia e para 
todos as partes do mundo onde existe uma dispora chinesa, particularmente na Europa 
Ocidental e nos

Estados Unidos. O preo dos ossos varia muito: na fronteira chinesa, 1 kg pode valer 
at 270 dlares (um tigre de pequeno porte tem um esqueleto de cerca de 7 kg).  por 
isso que em certas regies a situao dos tigres se torna muito crtica devido  caa 
furtiva supostamente medicinal. Desta forma, o nmero de tigres no Parque 
Nacional de Ranthaombar, ndia,  inferior a 14.

Os efectivos mundiais de rinocerontes passaram de 80 000, nos anos

70, para 11 000 actualmente. A caa furtiva de rinocerontes  a razo principal da 
sua progressiva extino. Esta situao persiste apesar de mais de 100 pases 
perseguirem os traficantes e os indivduos que comercializam os cornos destes 
animais. A procura de cornos  muito grande porque a medicina tradicional chinesa 
utiliza-os contra as febres, a epilepsia, a malria, os envenenamentos, os abcessos 
e, especialmente, a impotncia. Trs anos de priso e uma multa constituem a sano 
para as pessoas que comercializam ou utilizam o corno de rinoceronte na

180

O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR

Formosa (centro mundial deste trfico). Mas as inmeras apreenses efectuadas por 
diversos pases, por exemplo, 21 chifres apreendidos ultimamente pela polcia belga a 
um comerciante de Bruxelas, mostram que os

caadores furtivos no hesitam em arriscar a sua liberdade.

Por outro lado, a utilizao de castreo, sedativo nervoso, antiespasmdico, 
estimulante vascular e um dos seis remdios panaceia da Idade Mdia, foi 
provavelmente uma das causas da caa e do desaparecimento do castor na Europa. Graas 
 sua reimplantao podemos encontr-lo em

diversos rios da Europa Ocidental e Central. Infelizmente, existem provas de que este 
animal se tornou, de novo, alvo dos caadores furtivos.

A caa ilegal ameaa tambm a populao de arganazes nos Crpatos. A gordura deste 
animal  utilizada como remdio contra os reumatismos.

Os ursos pretos asiticos, os ursos dos coqueiros e os baribalas esto ameaados pela 
comercializao da sua vescula biliar. A Coreia do Sul  o centro mundial do 
comrcio e do tratamento deste produto. As vesculas biliares so secas e reduzidas a 
p e, em seguida, utilizadas em ch ou sob a forma de infuso para tratar as 
hemorridas, as infeces intestinais, a hepatite e a ictercia.

As serpentes so, frequentemente, tambm objecto de trfico. Em certas culturas 
africanas os amuletos de pele de serpente protegem contra as

doenas dos olhos. Na Amrica Latina utilizam-nas para tratar as fracturas. Na sia 
so preconizadas contra os reumatismos. Na medicina grega a serpente  um dos 
componentes da clebre grande teriaga. Este medicamento foi utilizado na Europa 
durante mais de dez sculos como

remdio contra as mordeduras de serpentes e contra a raiva, a peste e a varola. Ao 
longo da histria existiram outras substncias que serviram para tratar as mordeduras 
de serpentes, em particular o corno do unicrnio marinho. Foi alis por este nome que 
os Antigos designaram o narval, mamfero actualmente raro e ameaado de extino 
total.

A utilizao do almscar, produzido por certos mamferos e por um pequeno cervdeo, 
pela indstria de cosmticos e pela farmacopeia tradicional  uma ameaa para as 
populaes. Ora a colheita do almscar pode ser feita sem matar o animal, e existem 
na China unidades de produo especializadas nisso. Mas a procura desta misteriosa 
substncia (o almscar  composto de hormonas sexuais, de colesterol e de substncias 
cerosas)  to importante que a caa furtiva persiste, especialmente nos Himalaias

181

O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR

e na Sibria. Ele  depois revendido na Europa e na Amrica, e  impossvel 
distinguir do almscar proveniente da caa furtiva o almscar proveniente das 
unidades legais de produo.

A abertura das fronteiras na CE agrava ainda mais a situao de diversos animais, 
entre os quais se encontram as vboras da Europa Central e Ocidental, que servem para 
confeccionar pomadas (certas serpentes so mesmo utilizadas vivas), os alces e os 
veados por causa dos seus cornos, que so utilizados depois de pulverizados. Na 
Checoslovquia existem vrios estabelecimentos tursticos especializados em 
viagens a frica, a Espanha, a Frana ou  Alemanha. Estes turistas de um gnero 
muito especial importam animais exticos, em particular rpteis, insectos e aranhas 
provenientes de frica, e comercial utiliizam-nos em Frana ou na Alemanha.

As principais espcies de flora ameaadas

Certas exploraes medicinais pem em perigo inmeras espcies vegetais. A Prunus 
africana  uma rvore africana cuja casca  utilizada para tratar problemas de mico 
nos homens idosos, entre os quais o

tumor da prstata. infelizmente, a sua sobreexplorao colocou em perigo a maioria 
das rvores.  desta forma que uma planta pode desaparecer antes mesmo de todas as 
suas virtudes terem sido descobertas.

As florestas de teixos nos Himalaias foram, praticamente, destrudas desde que se 
conhecem as propriedades anticancergenas das substncias extradas da casca desta 
rvore. Alm disso, a publicao sobre a aco antitumoral do taxoi foi a causa 
directa da destruio de vrias espcies de rvores na Europa graas a uma colheita 
selvagem, apesar de ser

praticamente impossvel isolar esta substncia sem uma aparelhagem especializada.

O Aloe polyphy11a (alos espiralado)  uma planta originria das montanhas do Lesoto. 
A descoberta das suas propriedades medicinais gerou um trfico internacional, e foram 
feitas tentativas do seu cultivo nos Estados Unidos. Infelizmente, este alos s 
cresce no seu solo natal, onde  cada vez mais raro.

182

O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR

O dragoeiro (Dracaena draco) das ilhas Canrias pode atingir uma

idade de 6000 anos. Os habitantes destas ilhas utilizaram-no para mumificar os mortos 
e para tratar vrias doenas ( fortemente imunoestimulante); a sua madeira tambm 
serve para fabricar violinos de grande qualidade. Esta rvore desapareceu totalmente 
de quatro das sete ilhas Canrias. Existem apenas cerca de 200 exemplares desta 
rvore no conjunto destas ilhas. Ainda ser possvel preserv-la?

O que pode fazer a medicina natural para remediar esta situao?

 certo que a Conveno sobre o Comrcio Internacional de Espcies de Fauna e de 
Flora Selvagens Ameaadas de Extino (CITES), bem como a aco de organizaes como 
a WWF ou TRAFFIC, melhoraram a situao de certas espcies. Mas uma aco meramente 
legislativa no tem capacidade para fazer face a todos estes problemas. , por 
conseguinte, indispensvel que certos princpios de deontologia profissional sejam 
aplicados pelos praticantes da medicina natural, de modo a evitar uma catstrofe que 
precipitaria a extino de vrias espcies. Apesar de ser difcil distinguir as 
plantas cultivadas das plantas selvagens,  sempre possvel verificar e exigir 
certificados de provenincia. Porque o desaparecimento de espcies limita a riqueza 
natural e pode privar-nos, no

futuro, de inmeros novos medicamentos.

Uma das foras da medicina natural  o seu paradigma holstico, ou seja, a sua viso 
da doena como um estado de desequilbrio entre o corpo humano e a Natureza. De 
acordo com esta viso,  impossvel tratar ou prevenir as doenas se, paralelamente, 
destrumos a Natureza. A aplicao de uma tica sobre as colheitas e a utilizao das 
plantas medicinais deve, portanto, ser um dos principais dogmas do cdigo de 
deontologia do mdico naturista.

Os praticantes de medicina natural rejeitam a vivisseco como base do conhecimento 
mdico. Eles podem, por conseguinte, ter tambm um papel na aco de proteco dos 
primatas que so actualmente alvo de caa furtiva com o objectivo de investigaes 
experimentais.

183

267, DOENAS E OS SEUS TRATAMENTOS*

NATURAIS

O asterisco que acompanha certos tratamentos assinala que esto amplamente explicados 
na parte DESCRIO DOS TRATAMENTOS LITILIZADOS, da pgina 97  pgina 156.  
mnima questo sobre a forma de aplicar qualquer um

deles, no hesite em consult-la!

185

SIMBOLISMOS VISUAIS QUE ACOMPANHAM CERTOS TRATAMENTOS
*/* para ver com o livro
-4

14 0)

Alififfinffio (p. 110)

RO/7/los * ~ ps, de assento) (p. 144)

sonhos de vapor @@=0l (p, 147)

c

at ,qpl

405m95 * compresss 11

(p. 97)

CIlituro de Noptuno (p. 148)

DOMOS (111g10170 ~

0r8901.95 (p. 109)

Falmacopela chinesa

Altoteripla

Gargorejos gochechos

117fu.qo * Deco~o (pp. 95-96)

jejum (P. 128)

Rscora

leos essenci.TIS (p. 100)

;r1J7t1118-1nO * (p. 99)

Tratamentos descritos em pormenor nas pginas mencionadas

186



* Abcessos - furnculos
* Acidez de estmago (azia gstrica)
* cido rico (uremia)
* Acne

* Afrontamentos

* Aftas

* Albuminria

* Alcoolismo
* Alergias e doenas ditas ambientais
* Anemia
* Anginas, dores de garganta
* Ansiedade - angstia, medos
* Apetite - falta de, perda de (anorexia)
* Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do miocrdio
* Artrites
* Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites

* Asma

* Astenia nervosa

Abcessos - furnculos

Abcessos - furnculos
*/* a corrigir
Trata-se de vermelhido frequentemente acompanhada de inchao purulento e de dor, com 
diminuio de mobilidade e eventualmente febre.

DIV90i

475 * ZIMbro - Escablosa
- Salsaparrilha

1 drageia de cada planta, 3 vezes ao dia, antes das principais refeies. @

OU IMUSO ZIMbrO - Escablosa
- salsaparrilha

1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Leve a ferver durante 1 minuto e 
deixe em infuso 10 minutos.
- Beber 3 chvenas por dia, entre as refeies, durante uns 15 dias.

IOM OSSOMI.115

ESSnCI.7 o& ZIMbrO

2 ou  3 gotas, 2 vezes ao dia.
- Cura  de 15 dias (a repetir).

c

offipi ,wn,95 * IM Feno-grego + Endro

Em meio litro de gua deite 2 pitadas de cada planta e leve a ferver. Apague o lume e 
acrescente 3 boas pitadas de urtigas para fazer uma decoco. Deixe macerar 2 horas.

Aplique em compressa. Repetir frequentemente.

ou Cataplasmas da decoco de:

F--no-grogo -i- Argl27

Outras cataplasmas possveis:

Foffias de Couve ou de Cebola (cort27d27 em 2) ou ArgIla
* A borragem: as folhas frescas

bem esmagadas e aplicadas nos abc&ssos em cataplasmas ajudam a amadurec-los.
* As virtudes desta planta foram

descritas por Alberto, o Grande. Este considerava-a como geradora de um bom 
sangue. Os mdicos da Idade Mdia tambm a utilizavam para tratar fraquezas 
cardacas.
* A brunela, tomada em decoco

e aplicada em cataplasmas suprime os firnculos e cura as feridas (Cefal p i no).
* O salo aplica-se com xito (em

decoco) nos panarclos.

8917h05 de lissento *

- Banhos de assento frios, dirios.

188

Abcessos - furnculos

UAO   RRIffiOS dO 1140p0.r *
- Banhos de vapor completos, 2 vezes por semana.

cilitulio de Neptu170

Flmacopelo C17117050

A casca de tse king, G&rcis chinenss, misturada com tc17ang (canforeiro) 
GInnamornum camp17oia e com vinho chins. S se utiliza em aplicao externa, depois 
de macerada em vinho,  razo de 30 g para 1 garrafa, durante 8 dias. Aplique por 
meio de compressas, 1 ou 2 vezes ao dia. Ou, ainda, em infuso: 30 g para
1 litro de gua. Leve a ferver durante 4 minutos e deixe em infuso durante 10 
minutos. Aplique em compressas, 1 ou 2 vezes ao dia. A raiz de Ilyuen hoall Dap17i7&
919~8. Tse hoa (Violeta, talos) vola patrnil
O p de 9eu lu Ec171nops da17uricus. Estas 3 plantas preparam-se quer em infuso 
quer em macerao em vinho. Em Infuso: 10 g para 1 litro de gua. Leve a ferver 
durante 2 minutos. Tomar 2 ou 3 chvenas por dia. Em macerao em vinho: 20 g de 
planta para 1 garrafa de vinho. Deixe macerar 8 dias e depois filtre.
- Tomar 1 ou 2 pequenos copos,

de licor, por dia.

A1117701MOO

*  Alimentao sbria, supresso

de carnes gordas, de pratos com molho, charcutaria, caa, manteigas cozinhadas, 
bebidas alcolicas, papas de aveia.
*  Alimentos privilegiados: Alho

cebola, germe de trigo (consu     ma em abundncia), todos os frutos, legumes frescos 
e cereais integrais.

ou& ~Mentos

*  Para acelerar a maturao dos

abcessos, aplicar cataplasmas de folhas de figueira Fcus carIc.7 (Moraceae). As 
virtudes desta rvore foram mencionadas na Bblia, e o profeta Isaas utilizou-a para 
curar Ezequias.
*  Os figos tambm fazem parte da

farmacopeia de Maimnides (mdico, rabino e filsofo do sculo xii). As suas inmeras 
utilizaes foram descritas no Cdigo de Meltios, monge bizantino do sculo IX. 
Estes frutos esto igualmente presentes na farmacopeia mediterrnica da Idade Mdia.
*  Dioscrides preconiza o s.71

viperuiW como antdoto. Este no  mais do que a carne de serpente cozida com figos, 
sal e mel.

189

Acidez de estmago (azia gstrica)

Acidez de estmago (azia gstrica)

A

ia, acidez, dores de estmago, seguidas, por vezes, de vmitos. Pode @ser provocada 
por inmeras doenas digestivas, bem como por uma alimentao ou uma mastigao 
insuficientes.

Lembremos que todos os alimentos devem ser bem mastigados, que todas as refeies 
devem ser tomadas em posio sentada, num estado calmo: devem constituir um momento 
de descontraco.

DIW0611

479 * nula-c.7mpana - Hortel-pmenta

* 1 drageia de cada planta, 2 vezes ao dia, de manh.

PrpolIS - Endro

* 1 drageia de cada planta, 2 vezes ao dia, de tarde.

ou 11MUSJ0 * nula-c,gmpana - Hortel-pmenta , Endro

1 pitada de cada planta para 1 chvena grande de gua; leve a

ferver 3 minutos e deixe em infuso 10 minutos. Tomar 3 chvenas por dia. Z

leos essenciais Lavanda

2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. Fazer curas de 10 dias, vrias

vezes ao ano.

S017hOS fO OSSOIMO *

Banhos de assento, com massagem do baixo-ventre, seguidos de frico vigorosa 
(diariamente).

ES/7/105 f0 mpor *

2 vezes por semana.

Afuses *

* Depois do duche: Afuso dos

braos + coxas, alternadamente, 1 dia para cada.
* Fulgurante: afuso rectal.

CintUI*O de Nopt,1170

- Pode ser experimentado.

190

Acidez de estmago (azia gstrica)

Recol~ fitomIsputicas Betnc.7-ofikinal

Em infuso: 15 g para 1 litro de gua. Leve a ferver durante 2 minutos, deixe em 
infuso durante 10 minutos. Tomar 2 chvenas por dia, depois das refeies.  uma das 
plantas considerada panaceia na Idade Mdia. Era utilizada para tratar nada menos do 
que 40 doenas, das mais diversas. A sua eficcia foi demonstrada nos casos de 
catarro pulmonar e estomacal e de clicas e nas doenas de rins e da bexiga.

Camoml27 (matrcrl) e Camornila-romano

* Em infuso: 15 g para 1 litro de

gua. Leve a ferver durante 1 minuto e deixe em infuso durante 10 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia, entre

as refeies.

Centurea-poquena

* Em infuso: 10 g para 1 litro de

gua, 1 chvena antes de cada refeio.
* Para suavizar o sabor particular,

pode aromatiz-lo com uma mistura de endro ou de anglica.
* Pode tambm macerar a planta

em vinho.

Hortl-PIM--17ta

Em infuso: 20 g para 1 litro de gua; tomar 1    chvena de manh e outra  noite.

PIMpi17ela

Em infuso: 10 g para 1 litro de gua. Leve a ferver durante 3 minutos e deixe em 
infuso durante 10 minutos. Tomar 2 ou 3 chvenas por dia. Nos Alpes esta planta tem 
o nome comum de bouquetine ou salsa-de-bode, devido ao cheiro caracterstico 
da sua raiz.

Tanc173~ Trata-se do Plai7tago major, bem como de outras espcies de tanchagem 
(Plantagnac&ao Decoco de tanchagem: 20 g de raiz ou de folhas em 1 litro de gua; 
tomar 4 chvenas por dia (esta preparao pode ser feita com vinho branco puro ou 
cortado com gua). A azia estomacal no  a nica indicao para a utilizao da 
tanchagem. As suas propriedades mucilaginosas e acistringentes foram aproveitadas (e 
podem continuar a s-lo) nas patologias das vias respiratrias e digestivas. No 
sculo xix, nas regies alpinas utilizava-se esta planta para tratar a disenteria. A 
tanchagem foi tambm utilizada em cataplasmas para tratar feridas, mordeduras de 
insectos e queimaduras.

191

cido rico (urernia)

Finalmente, certos mdicos, como o Dr. Dubois, preconizavam a decoco de tanchagem, 
aplicada em uso externo, no tratamento de lceras.
O suco das folhas jovens misturado com mel (1 parte de mel para 5 partes de suco)  
uma excelente bebida popular na Europa Central.

J@JI A1,1k7entao *
- Regime sbrio (se possvel vegetariano).

* Evitar: todos os abusos alimentares, lcool, aperitivos, cerveja, bebidas 
gaseificadas, charcutaria, manteiga cozinhada, pratos com molhos, caa, especiarias, 
enchidos, vinagres, etc. Vigie o sal e o tabaco.
* Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, azeite, couve e lacticnios.

jejum

1 vez por semana ou, pelo menos, uma cura de fruta.

CONSELHOS

Ver tambm, na parte Descrio dos tratamentos utilizados:
- Caminhar de ps descalos (p. 132).
- Exerccios fsicos (p. 133). -Repouso (p. 134). -Respirao (p. 13 7).

Jw Acido rico (uremia)

r E

um aumento anormal da taxa de ureia no sangue. O cido rico ocasiona: cansao, dores 
de cabea, vertigens, nuseas, cibras, for- migueiros e insensibilidade nas 
extremidades do corpo.

 indispensvel um acompanhamento mdico.

192

cido rico (uremia)

LL(@@j

* 1.8 semana: 1 drageia de cada

planta, 2 vezes ao dia.

Zmbro - AmeIro-preto

* 2.8 sernana: 1 drageia de cada planta, 2 vezes ao dia.

Donto-d-l&O - Btula

* Repetir.

@ OU IMU5J0

1.8 semana:

Zmbro -i- Btula

* 2.8 semana:

Dente-de-l&o + Ami&iro-preto

* 1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Leve a ferver durante 2 minutos e 
deixe em infuso 10 minutos. * Tomar 1 chvena de cada planta, 2 vezes ao dia.

leos essenciais *

1 a 3 gotas de zimbro, 2 vezes ao dia, por perodos de 15 dias. Repetir.

8917hos de assento *

Banho de assento morno, acompanhado de massagem do ventre e do baixo-ventre. Este 
banho de assento deve ser seguido de frices no corpo, vigorosas e mornas, com a 
ajuda de uma luva de tela ou de crina.

SoMios de vapor *

1 por semana (de curta durao, no incio), de 20 a 30 minutos.

AI1M0174a~

* A alimentao vegetariana  a

mais recomendada, ou uma alimentao muito sbria. (Beber de preferncia apenas 
gua.)
* Contra-indicaes: carnes vermelhas, em sangue, pratos com molhos, manteigas 
cozinhadas, salmouras, charcutaria, caa e bebidas alcolicas.
* Diminuio acentuada do consumo de sal.

* Alimentos privilegiados: alho,

cebola, limo.


JOjUM

* Refeio de fruta.
* Jejum de 24 horas. Repetir.

193

Acne

CONSELHOS

- Dormir com as janelas abertas, se possvel. -Andar a p. -Caminhar de ps 
descalos. -Evitar preocupaes e enervamentos.

-Actividades desportivas devem ser praticadas com moderao.
- Repouso.
- Ver, eventualmente, Obesidade (pgina 479).

Ame

O

corre especialmente na adolescncia, deixa marcas no rosto, no pescoo, na nuca, no 
peito e nas costas. Estas marcas so pequenos ndulos desagradveis, na extremidade 
dos quais se encontra um pequeno ponto escuro. A pele  geralmente gordurosa.

MiMoffias rAquIle) - Amor-perfeito * 1.1 semana: 1 drageia, 2 vezes ao dia. * 2.1 
semana: 1 drageia de cada planta, ao acordar, e 1 drageia de cada, durante a manh.

GniUroa - Zk7bro

* 2 vezes ao dia, a seguir ao almoo e ao jantar. Repetir,

Devem fazer-se, vrias vezes ao ano (no incio de cada estao), curas de 3 semanas, 
de drageias de prpol s, ou de extracto lquido, 10 a 20 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

ou IMUSO *

Ml-foffias + Amor-perf&Ito Centul-ea + ZImbro

1 pitada de cada planta para 1

194

Acne

chvena de gua, leve a ferver e deixe em infuso 15 minutos. A miMoffias (aquileia) 
no deve ser utilizada durante o perodo menstrual.

1005 e55e17CARIS * (P~MeIMO dO rOStOj

Loo de Leptoso&imum (Mial-euca alterolfolla) -,- gu.?-d---rosgs (20 ml) * 
hamamlIs (20 ml) * 25 g o& mistura de flores o& Lavanoa, MIl-foffias e Sabugu--lro

Outros  leos:

caioputo, Lmo, Palma-rosa, Sncalo

comp/essas * nula-camo.7na ,, Escabiosa . c,9mom/,9

* 1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Leve a ferver e deixe em infuso 10 
minutos. * Aplicar durante alguns minutos, de manh e  noite. Termine com uma afuso 
do rosto. * Esta loo pode tambm servir como desmaquilhante.

MIsca/0 nuia-CaMpa170 + ESCabIOS.7 @@ + Algla

Fazer uma infuso com 2 pitadas de cada planta para 1 chvena de gua. Leve a ferver 
e misture com a argila.

- A infuso mistura-se com argila

desfeita, de modo a fazer uma pasta homognea. Esta mscara conserva-se 20 minutos, e 
deve repetir-se todos os dias (ou, pelo menos, 3 vezes por semana). Terminar com uma 
afuso do rosto.

Outra mscara de argila:

Lavanda + Argila verde

* 4 ou 5 gotas de leo essencial misturadas em 1 colher, de sopa, de leo de 
amndoas-doces, adicionadas a 1 copo de argila verde. Acrescentar gua, de modo a 
obter uma pasta homognea e untuosa. * Aplicar e conservar cerca de 20 minutos, 3 
vezes por semana.

n@@ ESIMIOS *

* Cuidados rigorosos com a pele.
* Loes totais seguidas de frices dirias.

8,7171105 dO MSOMO

* Banhos de assento frios, todas

as manhs ao acordar.

LApi RY171;os de vapor *

- Banhos de vapor, 2 vezes-por

semana.

195

Afrontamentos

A fuses *

Afuso fulgurante. Afuso rectal, 3 vezes por semana, depois da toMette.

C117M110 dO NOPtUI1O

AllInenffio *

Alimentao sbria, se possvel vegetariana. Contra-indica: charcutaria, fritos, 
carnes gordas, gorduras animais, manteiga cozinhada, ovos (excepto ovo escalfado), 
queijos fortes, vinho, lcool, cerveja, pratos com molhos, especiarias (ateno ao 
sal), acares e pastelaria.
* Alimentos aconselhados: legumes, fruta, cereais integrais (arroz integral, trigo 
sarraceno, etc.), po integral, peixe, carnes magras e bem cozinhadas, papas de aveia 
(se no se retiver o regime vegetariano).
* Alimentos privilegiados: alho,

cebola, levedura de cerveja (a cada refeio), germe de trigo,
* Ateno.*vigiar tambm as causas possveis: dentio, doenas digestivas, 
obesidade, etc. @u      J11177

Deve, pelo menos, fazer uma dieta de fruta (2 vezes por semana).

CONSELHOS

Evitar a maquilhagem e as exposies ao sol.

Afrontamentos

v  i

gie especialmente a tenso arterial. Ver, eventualmente, Menopausa, p. 459.

Drageias * Valeriana - Escabiosa - Nogueira (folhas) - Betnica Espinheiro-alvar

2 drageias de cada, 1 vez por        - 1 pita dia.                                  
chve

ou Infuso * Valeriana + Escabiosa + Nogueira (folhas) + Betnica + Espinheiro-alvar

da de cada planta para 1 na grande de gua. Fer196

Afrontamentos

ver durante 3 minutos e deixar em infuso durante lOrninutos.
- Beber 3 ou 4 chvenas por dia.

leos essenciais Bagas de Zimbro

2 gotas, 3 vezes ao dia.

O u -.

Manjerona

- 2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia.

Banhos de assento *

- Banhos de assento frios.

Banhos de vapor

vez por semana.

Duches e afuses

Da face e dos braos, alternando com as coxas e o peito.

Alimentao

* Alimentao sbria. Mastigar

bem.
* Contra-indicaes: bebidas alcolicas, vinho, cerveja, caf, ch, charcutaria, 
doces, carnes vermelhas, salmoura, fritos, etc.
* Alimentos privilegiados: legumes frescos, cereais integrais, po integral, fruta 
fresca, saladas, vegetais crus, levedura de cerveja, alho, cebola, couve, limes, 
laranjas.

Jejum *

* 1 dia por semana. * Praticar tambm cura, de 1 dia, de fruta.

CONSELHOS

-Caminhar'de ps descalos (ver Endurecimento, p. 132). -Banhos de ar livre e de sol 
(p. 15 1).
- Cinturo de Neptuino (p. 148).

197

Aftas

Aftas

C

onsultar tambm Boca (p. 261). Inflamao provocada por pequenos ndulos que cobrem o 
interior da boca.

Escovar regularmente os dentes e lavar frequentemente a boca.

~veias *

Urz& - Cavalnha - SaIka

1 drageia de cada, 2 ou 3 vezes ao dia. Cura de drageias de prpolis-. 4 drageias por 
dia, durante 1 ms, ou, em soluo, 10 a 20 gotas,
2 a 4 vezes ao dia, durante 1 ms. Repetir.

ou 117fusfo * Urz& - Cavalnh.7 - Salva

1 pitada de cada para 1 chvena grande de gua. Ferver durante
4 minutos e deixar em infuso durante um quarto de hora. Tomar 3 chvenas por dia.

leos essenCI.Tis Gravo-d&-cabecnha

* 2 gotas, 3 vezes ao dia. Outros leos essenciais:

Mal7jerICO, C8M0M170, LImo, Fncho, Segureffia, Gorno

711MIMO-MO * MIrra (15 1771)

* Algumas gotas misturadas numa infuso de alecrim, 3 vezes ao dia. * Ou em vinho 
quente, para lava- gem da boca. * 2 ou 3 lavagens por dia.

Mi     LOVO_~M 47 bOCO

Carva117o * Buxo (foffias) * Decoco: 2 pitadas de cada planta para meio litro de 
gua. Ferver durante 20 minutos e deixar em infuso durante meia hora. * 3 ou 4 
lavagens por dia (de preferncia, depois das refeies).

Hig10170 dos melmes

Faa uma pasta de argila, acrescente-lhe 5 ou 6 gotas de essncia de tomilho e obtm 
uma pasta dentfrica pronta a utilizar.

198

Aftas

0817h05 dO OSSOMO *

Banhos de assento (Kneipp), todos os dias.

%1/71;05 dos

Banhos dos ps derivativos (3 vezes por semana).

RO/MIOS de vapor *

1 ou 2 vezes por semana, seguidos de uma frico vigorosa.

Afusios

Afuso diria da face.
- Afuso fulgurante (3 vezes por

semana).

AlIMeIMOj0

* Regime sbrio.
* Evitar: carnes gordas, manteiga

cozinhada, especiarias, mostarda, doces, frutos secos, lcool, charcutaria, 
conservas, chocolate, fritos, etc.
* Alimentos privilegiados: alho,

cebola, levedura de cerveja, germe de trigo, cereais integrais, papas de aveia, 
frutos frescos lavados ou descascados, lacticnios, carnes grelhadas ou bem passadas, 
manteiga crua.

JOJU177

Cura de fruta e jejum, muito aconselhado.

A L GumA s REcEirA s rEis

-As lavagens da boca com quintefllo + erva-d"o-loureno (ou consolda-pequena) em 
infuso, vrias vezes ao dia, curam as

aftas: 10 g de cada planta para 1 litro de gua. Ferver durante
3 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos.

CONSELHOS

Ver tambm:
- Endurecimento (p. 132)
- Respirao (p. 137). -Banhos de ar livre e de sol (p. 15 1).

199

Alburninria

Albuminria

igie as causas, que podem ser inmeras.

L&1J@I  ~geios *

Zimbro - salva

* 1 drageia de cada, 2 vezes ao dia (de manh).

BtUla - TOMI1170

* 1 drageia de cada, 2 vezes ao dia (de tarde).

ou MAISo *

Zrnbro - salva * Btula + TOMi1170

* 1 pitada de cada para uma chvena de gua; leve a ferver durante 5 minutos e deixe 
em infuso durante 15 minutos.

* Beber 4 chvenas por dia.

10OS OSSO0CAVIS

Zimbro - Stilla

- 1 ou 2 gotas de cada, alternadamente, 2 vezes ao dia.

8317h05 dO 35501M0 *

Frios ou banhos de assento com frices (Kuhne). Dirios.

8a1717os de mpor *

1 vez por semana, seguidos de uma frico vigorosa.

* Afuso do rosto + braos + pernas.
* Afuso fulgurante. Alternadamente, 1 dia cada.

AIAMOIMOP#O

Alimentao sbria, vegetariana se possvel. Evitar: ovos, lacticnios, queijos, 
lcool, vinho, charcutaria, carnes gordas, pratos com molhos, caa, enchidos, 
crustceos, moluscos, etc. Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, legumes, 
frutos, saladas, cereais, carnes magras bem cozinhadas.

JejUM

1 vez por semana, mas tambm cura de fruta.

200

Alcoolismo

outMS ~Mentos                  secas de giesta, 8 g de barbas

de milho e 10 g de bagas de Infuso ou decoco da seguin-       zimbro. te mistura: 
rbano silvestre,      - Estas plantas podem tambm ser
10 g para 2 litros de gua,  qual   tomadas separadamente, em inse acrescentam 15 g 
de flores        fuso ou decoco.

CONSELHOS

Ver tambm:
- Endurecimento (p. 132)
- Exerccios fsicos (p. 133)
- Respirao (p. 137)

Alcoolismo

r E   um dos flagelos da nossa poca que favorece e predispe a um grande

nmero de afeces, doenas vasculares, artrites, reumatismos, gota, cancro, etc. 
Constitui tambm um factor agravante nos acidentes de viao.

Tal como o tabagismo, o alcoolismo atinge todas as camadas da populao.

Foram feitos inmeros estudos sobre as populaes alcolicas, frequentemente vtimas 
de carncias. A carncia em magnsio atinge-as especificamente, j que os alcolicos 
eliminam esta substncia mais facilmente do que os abstinentes.

O Prof. Delbet demonstrou que a indstria agrcola e as grandes quantidades de adubos 
potssicos empobrecem os solos em magnsio e

carenciam as culturas. Esta situao agrava-se em razo da transformao dos 
alimentos e do consumo de po branco (que contm 5 a 6 vezes menos magnsio do que o 
po integral). Quando um organismo est deficiente, procura aliviar este estado. Se 
este persiste, a ordem orgnica

201

Alcoolismo

 perturbada, o instinto  enganado e a resistncia enfraquecida. Podem ento 
manifestar-se diversas perturbaes: abuso de drogas, de medicamentos, de acares, 
acompanhadas de vrias desordens indefinveis, tais como cansao geral, lassido, 
instabilidade emocional, dificuldade em seguir o pensamento, etc.

As curas de desintoxicao constituem um paliativo, uma ajuda momentnea e passageira 
que devern, para evitar recadas, ser seguidas de uma vigilncia sria.

Existem diversas associaes que provaram a sua boa prtica e eficela: os 
Alcolicos Annimos, as Cruzes de Ouro, etc. Associaoes como estas existem na 
maioria das cidades.

D189eias * Tnchagem - Absnto - M//-folhas

* 1 de cada, 3 vezes ao dia, durante uma semana, alternando com:

Torment11178 -Anglica - Tancha~ * na outra semana; depois, recomear. * Prpolis ou 
extracto lquido: 3 vezes ao dia durante 3 semanas. Vrias vezes por ano.

OU IMUSO *

O padre Kneipp aconselhava:

Tanchagem - Absinto - M//-f0117aS

* Alternando 1 semana de cada

planta com:

Tormentffia - Anglica - TanC17-9geM
* Em infuso: 1 pitada de cada

planta para uma chvena de

gua. Leve a ferver e deixe em infuso durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 vezes ao dia. 
Estas infuses podem ser substitudas por drageias (ver acima). Recomendaes 
formuladas pelo Dr. Bilz: AqU&I&S qU& plelnOeM OeSintoxicar-so devem faz-lo de 
Lima s V&Z & nunca mais tecome-ar, pos poderam tornar a ficar deoendenies.

SOMIOS dO .95501M0 *

- Frios ou com frices (Kuhne).

BY17lios de vapor *

Frequentes ou mesmo dirios (constituem um excelente meio de desintoxicao); no 
incio 1 ou 2 por dia. Devem ser seguidos de um frico fresca e vigorosa.

202

Alcoolismo

A fuses *

*  Do rosto, das coxas, dos braos,

fulgurante.
*  Vrias vezes ao dia, se possvel.
*  Use e abuse dos duches, afuses frescas ou frias todos os dias.

Receitas Lf AtotelaPdUticas

S.7r0

Esta planta tem uma forte aco vomitiva, comparvel  da ipeca. Era utilizada antes 
da importao desta. O seu segundo nome,
11 cabaret, provf5m do facto de ser utilizada para fazer vomitar os bbados. Tomar 
infuses de folhas frescas ou do p do rizoma.

ATENA01 Esta planta  perigosa o deve ser prescrita por um especialista.

Erv.7~Mate

Entre as plantas utilizadas no tratamento do alcoolismo, a erva-mate parece ser um 
dos remdios mais eficazes. A garantia de no produzir efeitos secundrios e a sua 
aco suave tornam-na num precioso aliado. Mas, paradoxalmente, continua desconhecida 
como meio de luta contra a dependncia etlica e os malefcios do lcool.

A histria da erva-mate  espantosa. Esta planta foi descoberta no final do sculo 
xvii pelos Jesutas. A cincia classificou-a, graas  descrio de Auguste Saint-
Hilaire, um sculo depois. Tal como inmeras plantas pertencentes s civilizaes 
pr-colombianas, a erva-mate est associada a uma cultura e a um cerimonial de 
colheita e de consumo. Esta bebida  o equivalente do ch na sia. Os colonizadores 
aperceberam-se rapidamente que se tratava de uma planta com virtudes excepcionais. No 
sculo xix, a bebida preparada  base de erva-mate era muito popular na Europa 
Ocidental. A colheita da erva-mate  um trabalho penoso mas simultaneamente uma 
aventura rocambolesca. Uma equipa, constituda por uma quinzena de hervateiros 
(nome dado aos colhedores de mate), dirigida por um chefe, parte para a colheita do
11 ch do Paraguai. Esta primeira busca consiste em encontrar u m a A rwwri 
brasillensls, u m a rvore de grande porte que vive em simbiose com a erva-mate. 
Infelizmente, a sua hiperexplorao  responsvel pelo desaparecimento dos locais 
naturais desta planta. Mas o homem aprendeu a cultivar esta planta h um sculo, e 
ela continua a

203

Alcoolismo

ser a bebida preferida de uma grande parte dos habitantes da Amrica Latina. No 
Brasil as culturas de erva-mate cobrem uma superfcie de 65 000 ha (a produo anual 
 de cerca de
100 000 toneladas). As folhas de erva-mate contm
1,8% de cafena, 9,3% de taninos, vrias vitaminas (ainda mal identificadas), 20% de 
resinas e
O,1% de leos essenciais. A sua aco  mltipla. Ela  em primeiro lugar um forte 
estimulante cardaco: dilata os vasos sanguneos e combate o cansao. O mate  tambm 
um antialcolico notvel. Mas grande parte das suas virtudes permanecem ainda 
desconhecidas. Vrios autores cientficos observaram que as populaes consumidoras 
de mate esto protegidas contra os malefcios do alcoolismo que dizimam actualmente 
as popula es indgenas. Esta situao provm do facto de os bebedores de mate 
consumirem menos etanoi e nunca carem numa dependncia alcolica. Esta bebida, que 
tem um sabor muito agradvel, merece ser redescoberta.
*  A infuso de erva-mate prepara-se tal como o ch.

MeiMe17drO
*  Os seus princpios activos so

utilizados como sedativo nervoso contra as dores nevrticas,

as doenas mentais, a melancolia, a ansiedade e tambm para tratar o alcoolismo.

ATENA01 Esta planta  txica. S deve ser utilizada sob receita mdica.

Vi17C~XCO

Utilizam-se os rizomas (nome popular: raiz-de-asclepades).
O seu nome provm do facto de ter a capacidade de libertar os intestinos de certas 
substncias. Era considerada como um antdoto de vrios venenos e era at utilizada 
contra a peste. Mas, apesar da sua aco real (e do facto de continuar a fazer parte 
de certas preparaes farmacuticas), tais virtudes parecem exageradas. ATENO1 Esta 
planta  txica. S deve ser utilizada sob receita mdica.

AliMeIM~O

Uma alimentao saudvel, de tendncia vegetariana, rica em magnsio (po integral, 
cereais integrais, frutos frescos, frutos secos, legumes, etc.). A proscrever: 
refeies ricas, pratos com molhos, charcutaria, carnes gordas, conservas, fritos, 
guloseimas, pastelaria. Quanto mais gorda e gastronmica for a

204

Alcoolismo

alimentao, mais ela necessita de ser acompanhada, como  lgico, de vinho e bebidas 
espirituosas. Diminui o do consumo de batatas.

Alimentos privilegiados: papas de aveia (a aveia  utilizada devido s suas 
propriedades desintoxicantes), levedura de cerveja, germe de trigo, alho, cebola, 
salsa, couve.

jejum

 fortemente recomendado, tal como a cura  base de fruta. Aconselham-se as curas de 
uvas (biolgicas), da  poca.

Bebid,75 *

O vinho  um remdio comprovado caso no se abuse dele de modo a criar dependncia.
O Cnone de Avicena dizia, a propsIto do vinho que utilizava como remdio:

Sob a designao de vinho entende-se o verdadeiro vinho, bebida fermentada 
preparada a partir de uvas secas ou de tmaras. (Este vinho bastante espesso 
necessita de ser filtrado. O vinho da poca de Avicena era semelhante aos vinhos 
gregos do tipo Retsina.)

* As principais virtudes que este

lho reconhecia oram as seguintes: refora as vsceras, preserva a sade geral e a 
digesto, conserva o corpo, regenera as fracturas e purifica os humores. Segundo 
Avicena, o vinho activa o funcionamento do fgado e ajuda-o em caso de obstruo. 
Influencia a formao dos ossos e ajuda, em doses moderadas, a clarificar o 
crebro. Alm disso, fornece uma boa disposio e permite vencer a melancolia.
* O vinho branco leve  prefervel, segundo Avicena, para as pessoas excitadas 
(nervosas) pois no causa dores de cabea. Pode ser consumido misturado com mel 
(depois de macerado durante 2 horas).
* O vinho branco pesado, quando  doce,  indicado para todos aqueles que pretendem 
engordar e recuperar as foras. Quanto mais agradveis forem o aroma e o sabor do 
vinho, mais benfico ser para o organismo. Ajuda a digesto e a assimila o dos 
alimentos. Torna os humores mais mveis e participa no equilbrio do corpo.
* O vinho velho  como um bom

mdico, mas o vinho novo  como o fel e pode provocar desordens hepticas. Se 
ficarmos doentes depois de ter bebido vinho, no dia seguinte devemos

205

Alcoolismo

beber gua fria, absinto e comer roms. Para prevenir problemas desagradveis 
ocasionados pelo excesso de bebida, Avicena recomendava que se tomasse (antes de 
beber vinho) um xarope de suco de couve branca, misturado em partes iguais com suco 
de rom verde, aos quais se acrescentava o dobro do volume de vinagre.  interessante 
assinalar a influncia (e a concordncia) dos conselhos de Avicena na medicina 
medieval.

Citamos aqui alguns aforismos e conselhos da clebre Escola de Salerno (segundo o 
1?egmon Sabtats Saleiniatum, de Bleusen de Ia Martinire, em 1749. Editado pela 
Union Latine d'ditions):
* Sobro a escolha e as marcas de bons vinhos:

Quanto ao vinho,- sobre a sua escolha, eis aqui a nossa doutrina.Bebam pouco,- mas 
que s&ja bom
O bom Vil7170  UM3 boa M&dCina,

O mau vonho  um veneno. EVItar OS V11717OS faISIfICadOS POIS do CabO do pWtO
* Sobre os afeitos dos bons vinhos:

Sempre aos me117ores vil717os dem a vossa preferncla, Produzem sempre os me117ores 
humores. Dsprezem o vinho n&gro, espesso, sem transparncia Est& envia ao crebro 
vapores grosseiros; Carr&9a o &stmago causa uma sensao o& peso E torna nos 
suj&ltos a pr&guia

CONSELHOS

- Cura de magnsio: 3 semanas vrias vezes por ano, salvo em

caso de insuficincia renal grave (em saquetas de 20 g, dissolvido em 1 litro de gua 
de boa qualidade): meio copo de manh, em jejum. Ver tambm:
- Endurecimento, exerccios fsicos, repouso, respirao, relaxamento - yoga (pp. 133 
a 139).

206

Alergias e doenas ditas ambientais

Alergias e doenas ditas ambientais

S

o inmeras, e as suas manifestaes podem ter diversas formas. As causas so 
mltiplas e, por vezes, iatrog neas (envenenamento por medicamentos).

Contudo, as alteraes no modo de vida e no regime alimentar produzem sempre uma 
melhoria.

Veja tambm as diversas formas de alergias e as suas manifestaes sintomticas 
(asma, asma dos fenos, etc.).

INFLUNCIA DAS ALTERAES NATURAIS

DO AMBIENTE SOBRE A SADE

A meteopatologia ou a biometeorologia

As condies atmosfricas tm um papel importante na nossa sade. Conhecemos desde 
sempre o mal do vento, que se caracteriza por astenia, irritabilidade ou, ainda, 
por dores reumatismais nos adultos e perturba es digestivas ou respiratrias nas 
crianas.

A meteorologia age sobre a sade

Certos ventos so mesmo responsveis por perturbaes especficas, apesar de estas 
serem frequentemente difceis de definir.

* Assim a sndroma do vento suo perturba o cicio do sono e provoca

insnias, pesadelos, enxaquecas e dores ao nvel do trax.
* O mal do vento mistral ocasiona nevralgias e insnias. O vento

sharav, em casos extremos,  responsvel por anomalias hormonais, cortico-supra-
renais ou hipertiroidismo.
* Tambm foi observada a sndroma da trovoada: antes da trovoada os

bebs lactentes tm diarreias, convulses e uma agitao anormal.

207

Alergias e doenas ditas ambientais

* No sculo xvi, o padre jesuta d'Acosta descreveu o mal de Puna

que dizimava as expedies espanholas durante a travessia dos recifes montanhosos. Os 
sintomas so comparveis ao mal da montanha, com dificuldades respiratrias e 
acelerao do ritmo cardaco. Foram descritos por Saussure durante a sua escalada ao 
cimo do monte Branco. Inmeras observaes feitas por viajantes e praticantes foram 
retomadas e estudadas pelos naturistas. ( provavelmente da que decorrem as 
investigaes feitas sobre os
efeitos da electricidade do ar realizadas por Nollet, Franklin, Saussure e de 
Candolle.) Por outro lado, o desenvolvimento da aviao permitiu constatar que os 
pilotos esto sujeitos  mesma doena que os

alpinistas, apenas muda a altitude em que surgem os sintomas (2000 metros para os 
alpinistas e cerca de 6000 para os aviadores).
* A guerra trouxe novas constataes: o mal causado pelo vento da

bala  responsvel por hemorragias capilares. Sabe-se perfeitamente que o tempo 
pode agravar ou melhorar certas patologias.
* O mistral e a tramontana provocam acessos de congesto e hemoptses

nos tuberculosos. Alis, em certos casos, uma simples previso meteorolgica permite 
fazer um prognstico sanitrio. Nesta perspectiva, os investigadores gregos utilizam 
eficazmente o ndice termo-higromtrico (medida da humidade e da temperatura dirias) 
para prever a mortalidade em Atenas.

Por que razes reagir o organismo desta forma?

Quais so as causas das patologias meteorolgicas? Incriminou-se a

rnodificao da presso atmosfrica, os fenmenos elctricos, as alteraes na 
quantidade de oxignio e de xidos de carbono, bem como vrios outros factores. Estas 
modificaes (naturais) teriam o poder de modificar o nosso meio ambiente e a nossa 
homeostase. Paradoxalmente a explicao destes fenmenos biolgicos  sempre vaga. 
Dispomos de inmeras constataes, mas temos falta de explicaes fisiolgicas. 
Porque so raros os casos que se podem resumir a um fenmeno nico, como  o caso do 
mal do mistral em que o vento  acompanhado de uma

ionizao positiva. (Neste caso um simples regresso a uma ionizao negativa basta 
para curar o doente.)

208

Alergias e doenas ditas ambientais

Quais so os mecanismos da aco do estado do tempo sobre as afeces?

Devemos em primeiro lugar considerar a aco geral sobre o orgaIlisnio.

- A aco directa das condies meteorolgicas influencia as reaces

fisiolgicas.
- A aco indirecta, por sua vez, modifica-as indirectamente, favorecendo a 
hipersensibil idade.

Foi por este motivo que os investigadores se interessaram pelos efeitos dos climas 
continentais. Todavia as explicaes propostas so variveis: pensa-se 
alternativamente num enfraquecimento geral do organismo que favorece o aparecimento 
de infeces microbianas, o desenvolvimento de novas patologias bacterianas, uma 
falha do sistema enzimtico, o

desregulamento dos mecanismos de termorregulao, a modificao dos parmetros 
fsicos dos lquidos (a viscosidade), uma actividade anormal do sistema nervoso 
autnomo, alteraes na permeabilidade das membranas celulares e a interrupo do 
funcionamento do metabolismo proteico.

As estaes agem sobre o corpo e sobre o esprito

- Por outro lado, entre as vrias meteo-sensibildades, devemos mencionar, para alm 
das alergias, as bronquites e as insuficincias respiratrias, as tuberculoses 
pulmonares e os enfartes. As condies atmosfricas intervm tambm de uma forma 
predominante nas

doenas vasculares cerebrais. Quanto ao aparecimento do reumatismo, este est 
relacionado com o frio, com a humidade e com a natureza dos solos.
- Alm disso, em muitos pases observa-se um agravamento das doenas mentais por 
ocasio da Primavera. Certos investigadores at emitiram a hiptese de a 
criminalidade e o nascimento de esquizofrnicos serem sensivelmente mais elevados nos 
primeiros dias de Primavera. Outros estudos demonstraram que os acidentes no trabalho 
aumentam quando a temperatura ambiente  diferente da temperatura ptima para o 
organismo humano (entre 11 e 24'C). Aplica-se o mesmo comentrio aos suicdios, mais 
frequentes no Inverno do que no Vero.

209

Alergias e doenas ditas ambientais

Alis o sol intervm de forma to benfica no nosso corpo que at a crie dentria 
parece (segundo certas fontes) sofrer a influncia dos

raios de sol.

- As doenas infecciosas tm, tambm elas, um carcter sazonal. Manifestam-se tanto 
sob a forma de epidemias como pela diversidade dos seus tipos. Na Europa Central as 
doenas infecciosas dividem-se em trs categorias:
* estivais (febre tifide, poliomielite, disenteria);
* hiberno-vernais (patologias rinofarngicas, sarampo, varicela

e varola);
* hibernais (escarlatina, difteria, gripe, pneumonia).

- As condies atmosfricas podem fazer baixar o teor de cidos gordos (que tm um 
papel protector) da pele, o que tem por efeito facilitar a penetrao de bactrias 
patognicas.

- A observao dos fenmenos naturais demonstra que o ar seco e frio

estimula a mucosa nasal, enquanto o ar hmido a inibe. Isto explica a razo de as 
doenas das vias respiratrias serem muito menos frequentes no Norte da Europa.

-0 estado do tempo tem tambm uma influncia aprecivel sobre a

taxa de anticorpos. Ele altera a composio hormonal (sobretudo supra-renal). O frio 
caracteriza-se pela excreo urinria de esterides e por um aumento da resistncia 
antibacteriana.

A meteorologia: um meio de prevenir muitas doenas

O conhecimento dos elementos meteorolgicos permite neutralizar certos inconvenientes 
e tirar proveito de certos remdios elementares bem conhecidos, tais como a benfica 
mudana de ares.

A ttulo indicativo, consulte o quadro que apresentamos adiante. Este mostra o 
aumento do nmero de certas patologias em relao com as

perturbaes climticas sazonais nos vrios meses do ano.

210

Alergias e doenas ditas ambientais

MS

Doenas de risco e fenrnenos patolgicos

Janeiro

Aumento significativo das doenas cardacas, de apoplexias, de lceras ppticas, 
riscos de coma diabtico, raquitismo, gripe, pneumonia, meningite crebro-espinal, 
aumento da fragilidade capilar, riscos de deficincia em vitaminas A, Li e K, 
hipertenso.

Fevereiro

Fortes crises de arteriosclerose, de doenas cardacas diversas, apoplexias, 
bronquites, lceras ppticas, aumento de risco de comas diabticos, doenas mentais, 
raquitismo, riscos de pneumonia, meningite crebro-espinal, deficincia em vitaminas 
A, D e K, descalcificao, hipertenso, tuberculose e perda de fosfato.

Maro

Reumatismos, doenas mentais, risco de tuberculose, meningite crebro-espinal, 
varola, fragilidade capilar acrescida, hipertenso, descalcificao e perda de 
fsfato.

Abril

Doenas mentais, risco de tuberculose, meningite, agravamento da fragilidade capilar.

Maio

lcera duodenal, bcio, asma dos fenos, febre tifide, poliomielite, risco de 
deficincias em vitamina B.

Junho

Asma dos fenos, febre tifide, poliomielite, disenteria, deficincia em vitaminas B e 
C.

Julho

Apendicite, conjuntivite, febre tifide, poliomielite, disenteria, deficincia em 
vitamina C.

Agosto

Propcio s febres tifides, asma, poliomielite, disenteria.

Setembro

Asma, clera, disenteria, poliomielite.

Outubro

Reurnatisinos, escarlatina, gripe, hipertenso.

Novembro

lcera do duodeno, acrscimo de casos de glaucomas, reumatismos, difteria, gripe, 
crises de hipertenso.

Dezembro

Bronquites, lceras ppticas, aumento do risco de coma diabtico, raquitismo, gripe, 
pneumonia, meningite c rebro-espinal, possibilidade de dericincia em vitaminas A, D 
e K, hipertenso, acrscimo de leuccitos.

211

Alergias e doenas ditas ambientais

INFLUNCIA DAS ALTERAES ARTIFICIAIS

DO AMBIENTE SOBRE A SADE

Qualquer tipo de actividade utiliza energia e gera poluies que tm freq uentem ente 
repercusses nefastas, que s consideramos quando temos a possibilidade de as medir e 
identificar. Isto  possvel quando as consequncias se fazem sentir imediatamente, 
mas difcil quando estas s surgerri muito tempo depois.

O nosso mundo est doente de poluio

Certas espcies animais e vegetais, ditas bioindicadoras, apresentam uma 
sensibilidade particular e testemunham do desaparecimento de certas formas de vida.

Quando uma indstria polui com os seus detritos (o que acontece com todas) e surge o 
escndalo  luz do dia, instaura-se um regateio entre os

industriais aliados dos sindicatos da empresa que defendem o direito ao emprego. A 
vida, as alteraes nos ecossistemas, as repercusses biolgicas e as eventuais 
consequncias sobre a sade tm pouco peso face aos

argumentos econmicos.

Caminhamos para uma diminuio da poluio?

Os factores criadores de poluio acentuaram-se nos ltimos anos, particularmente 
graas  intensificao da industrializao. O crescimento

e a alterao do consumo dos indivduos so em grande parte os factores responsveis 
desta situao. E seria uma iluso pensar que os progressos realizados fazem ou faro 
inverter este processo de degradao que constatamos na nossa vida quotidiana.

O estado global de nosso meio ambiente, desde que tommos conscincia da sua 
degradao, no melhorou por isso. Alguns cientistas, desde os anos 30 (a escolha 
desta data, sabemo-lo,  puramente arbitrria, j que os primeiros trabalhos sobre os 
efeitos nocivos dos fumos datam do sculo xvii) comearam a avaliar os efeitos 
nefastos da industrializao sobre a Natureza. Apresentaram as suas reservas 
relativamente  poluio gerada pelas actividades humanas e acautelaram os poderes 
pblicos. As

212

Alergias e doenas ditas ambientais

primeiras medidas significativas foram tomadas nos anos 70, mas o estado do planeta 
continua todavia a degradar-se.

Existem me(lidas possveis de preveno?

As inecldas preventivas so quase nexstentes. Mesmo que um pas tornasse a deciso 
de respeitar totalmente o seu meio arribiente (o que  impossvel no nosso mundo 
industrializado), esta deciso teria poucas repercusses porque a poluio no tem em 
conta as fronteiras e estas, numa perspectiva proteccionista, no nos servem de nada.

Quando sornos confrontados com uma poluio que nos obriga a agir de modo a 
neutraliz-la, limit-la ou substitu-la por uma tcnica com efeitos nocivos 
aceitveis, o mal j est feito. Alm disso, o que poderia  primeira vista parecer 
uma boa medida demonstra ser irrealista e, grande parte do tempo, apenas substitumos 
um tipo de poluio por outro, cujos efeitos ainda no se manifestaram.

Tomar conscincia (lo meio ambiente significa a(laptarmo-nos ou adapt-lo s nossas 
necessida(les?

O problema reside na percepo que o homem tem do seu meio ambiente. As outras 
espcies vivas, sejam elas animais ou vegetais, vivem em osmose com o seu meio 
ambiente. Uma espcie adapta-se e aclimata-se em funo do seu meio: se no consegue 
encontrar o seu lugar, desaparece; pelo contrrio, se as condi es lhe so 
favorveis ela persiste e prolifera.

Para o homem a situao  muito diferente. Este adapta o meio ambiente  suas 
necessidades . Enquanto estas apenas exigiram a energia fornecida pela fora dos 
animais, as repercusses, apesar de terem algumas consequncias, perinitiram contudo 
um modus vivendi. O homem explorava a natureza em funo das suas capacidades 
limitadas, e esta podia, mal ou bem, reconstituir-se.

Com a chegada da era industrial, a relao de foras alterou-se em

grande escala e a explorao dos recursos naturais acentuou-se ainda mais, aumentando 
paralelamente os seus efeitos desagradveis. O raciocnio do homem f-lo pensar que 
aquilo que no conseguiu resolver ontem

1 As alteraes feitas pelos animais tambm existem, mas tm um carcter limitado.

213

Alergias e doenas ditas ambientais

estar ao seu alcance amanh. Mas, no estado actual da situao, nada indica que os 
problemas para os quais no encontrmos uma resposta sejam resolvidos num futuro 
prximo.

Alm disso, o nosso sistema imunitrio tem a capacidade de indentificar as 
substncias patogncas que encontramos e deveria neutraliz-las.  o

que norrnalmente acontece. Mas quando somos confrontados com agentes txicos novos, 
que enganam as nossas defesas, o nosso organismo no consegue dentific-los, e estes 
so, assim, assimilados e armazenados.

O progresso gera excluso e inatlaptao

Destas perspectivas decorrem dois sistemas de pensamento:
- O primeiro consiste em afirmar que o homem, desde os tempos mais

remotos, soube adaptar-se ao seu meio arribiente.
- O segundo consiste em acreditar que o homem, no futuro, ser capaz

de encontrar a soluo para os problernas que tem sido incapaz de resolver no 
passado.

Este tipo de raciocnio optimista, que defende o progresso a todo o custo, no  
srio e no resiste a uma anlise profunda. Dizer que o

homem vai conseguir adaptar-se  uma pura abstraco especulativa e

revela mais do desejo do que da realidade observvel que decorre dos factos. Basta, 
para ficaririos convencidos, enumerar as espcies que desapareceram ao longo desta 
ltima dcada e verificar que inmeros rios e

lagos perderam a totalidade ou uma grande parte da sua fauna aqutica.

Um outro aspecto que no se deve negligenciar e que  esquecido  que, longe de 
resolver os problemas do homem, a industrializao marginaliza socialmente os 
indivduos mais fracos (os que no podem ou no sabem adaptar-se s condies sociais 
ou econmicas) e exclui-os, perante a indiferena geral da colectividade ( excepo 
de algumas associaes de caridade com meios limitados). Para estes problemas, e isto 
independentemente do tipo de governantes no poder, no foi ainda encontrada qualquer 
soluo. A sociedade continua a produzir progresso e a

acentuar o fenmeno da inadaptao e da excluso.

Quanto aos outros, aqueles que esto provisoriamente adaptados, tm conscincia 
da precariedade da sua situao. Esta  uma das razes pelas quais os pases ricos 
necessitam cada vez mais de drogas (legais ou

ilegais) para os ajudarem a suportar o seu mal-estar.

214

Alergias e doenas ditas ambientais

A POLUIO ELECTROMAGNTICA

A fada boa da electricidade

Uma das primeiras pessoas em Frana a apontar os riscos ligados a

este tipo de poluio invisvel, e por isso insidiosa, foi o Dr. Maschi. Como  o 
caso de todos os precursores, isto no s lhe valeu um grande nmero de transtornos e 
processos, como tarribm o ter sido, durante mais de vinte anos, excludo da ordem 
dos mdicos. Actualmente toda a gente parece concordar, ou quase, e inmeros 
cientistas admitem que a corrente elctrica no  talvez to andina como normalmente 
se pensa.

Com efeito, os responsveis e os produtores de electricidade de todos os pases 
fizeram crer ao pblico que a electricidade s tinha vantagens. Durante muito tempo 
ela s teve qualidades, a tal ponto que os publicitrios, ao gabarem os seus mritos, 
apresentavam-na sob a imagem tranquilizadora de fada boa do lar. Mas, por detrs 
desta fada radiosa e dispensadora de tanto conforto e facilidade, esconde-se talvez 
uma terrvel bruxa, pronta a fazer-nos pagar o cntuplo por todas as vantagens que 
nos fornece.

As investigaes finalmente reveladas

As primeiras investigaes dissonantes datam de 1954. Foram efectuadas nos Estados 
Unidos. Na mesma poca os Polacos tambm trabalharam sobre esta questo polmica.

A evoluo da tcnica teve como resultado o facto de o conjunto de radiaes 
electromagnticas da atmosfera terrestre ter ficado carregado de forma 
considervel. Trata-se de uma poluio ignorada, ocultada, mas

cuja presena se torna cada vez mais evidente.

J nessa poca se suspeitava que este tipo de poluio era responsvel por certas 
patologias degenerativas tais como as leucemias ou a doena de Parkinson.

Em 1976 um estudo americano apresentava os resultados de um relatrio do Pentgono 
que realavam que os fornos de microndas poderiam produzir crises cardacas, 
alterar o comportamento dos diplomatas e

influenciar as pessoas submetidas a um interrogatrio.

215

Alergias e doenas ditas ambientais

Milhes de dlares foram investidos neste tipo de investigao, tanto rio Ocidente 
como no Oriente. Mas com que finalidade? Esta questo continua actual.

Em 1979, WertheIrner e Leeper observaram um excesso de mortalidade por doenas 
cancerosas em crianas que viviam em casas com campos magnticos muito elevados. Trs 
anos depois Milham reala que as pessoas que tm uma actividade associada  exposio 
a campos inagnticos podem manifestar um risco acrescido de leucemia.

Nos anos 80 e 90 foram realizados estudos epiderniolgicos em pessoas que 
manifestavam exposioes no s residuais, mas tarribm profissionais. Na Sucia 
confirmaram que o aumento dos riscos relativos cresce proporcionalmente  frequncia 
e aos nveis de exposio. Este estudo conclui que os resultados trazem mais 
argumentos em favor de uma relao entre campos magnticos e cancro do que contra 
ela. Esta evidncia  ainda mais acentuada no caso da leucemia infantil.

As doenas desencadeadas pelos campos electromagnticos

O Prof. Cyr1 W. Smith reala o papel fundamental das radiaes no ionizantes nos 
processos vitais e os perigos potenciais que resultam da exposio regular s 
radiaes electromagnticas, mesmo de fraca potncia. Estas favorecem o aparecimento 
do cancro, de leucemia, de alergias e de depresses. Estas doenas so agravadas ou 
desencadeadas pela maioria dos nossos sistemas e campos elctricos, tais como os 
cabos de alta tenso, os fornos de microndas, as ondas de rdio, os radares e certas

aplicaes militares. Estes exemplos edificantes mostram a enorme complexdade dos 
problemas e dos fenmenos que podem resultar das consequncias das actividades 
industriais.

Localizar e conhecer o nvel e o grau de exposio aos campos electromagnticos do 
nosso meio ambiente  uma etapa indispensvel para combatermos estes perigos com 
conhecimento de causa e nos mantermos afastados das suas fontes.

Mquinas de costura efetos

As mulheres grvidas que trabalham com mquinas de costura elctricas arriscam-se a 
expor os seus fetos a radiaes electromagnticas,

216

Alergias e doenas ditas ambientais

susceptveis de provocar leticemia. Com efeito, a Dr. Claire Infnte-Rivard, da 
Universidade McGill de Montreal, recenseou um nmero importante de leucernias em 
crianas filhas de costureiras. Esta investigadora tinha primeiro atribudo este 
fenmeno ao p e s fibras sintticas.

Campos magnticos e cancro do crebro

As pessoas que trabalham em instalaes elctricas duplicam o risco de contrarerri 
cancro do crebro, afirmam os investigadores da Universidade da Carolina do Norte.

Os resultados mais significativos estabelecem uma relao de causa e

efeito entre exposiao e cancro do crebro. Esta doena provocou 144 mortes entre os 
140 000 indivduos que trabalhavam numa central elctrica (foram escolhidos ao acaso 
para o estabelecimento da amostra analisada).

Este risco alarga-se tambm a outros tipos de cancro, por exemplo, ao

cancro do sangue. Com efeito, a exposio prolongada aos campos magnticos duplica as 
possibilidades de desenvolver um tumor deste tipo.

Por outro lado, na Blgica, certos criadores de gado constataram o

aparecimento de perturbaes fisiolgicas no gado depois da colocao de um cabo de 
alta tenso nos seus terrenos. Podemos tambm mencionar o teor anormal de 
astrocitomias em Los Angeles e o nmero elevado de cancros entre o pessoal da central 
telefnica Pacfic Bell; na Polnia e na Ucrnia, constata-se um aumento de leucemias 
crnicas e agudas, bem como casos de cancro em instaladores e tcnicos de rdio e a 
multiplicao de arterioscleroses e tambm de problemas de esterilidade nos

condutores de carros elctricos.

 possvel preservarmo-nos da poluio electromagntica?

 preciso, em primeiro lugar, medir os campos magnticos do nosso

meio ambiente para identific-los e protegermo-nos. Existem diversos meios:

- Aparelhos de medio;
- Deteco efectuada por especialistas. Alm disso,  necessrio:
* que a instalao elctrica esteja bem feita;
* que as tomadas estejam ligadas  terra;

217

Alergias e doenas ditas ambientais

*  que no existam perdas de corrente;
*  evitar ter nos quartos despertadores elctricos, reduzir o nmero de

tornadas e proceder de modo a que os candeeiros de cabeceira tenham uma iluminao 
mnima;
*  evitar as camas metlicas;
*  evitar as fibras sintticas;
*  limitar o tempo passado diante de aparelhos de televiso, ecrs de

computador, evitar tambm os telemveis, os microndas, etc. (ver o

captulo dedicado ao cancro, p. 279). A  acumulao de electricidade esttica provm 
do facto de estarmos permanentemente isolados da terra. Com efeito as nossas estradas 
so alcatroadas, os solos das nossas casas esto isolados e os nossos sapatos com 
sola de borracha isolam-nos do solo. Desta forma acumulamos electricidade sem 
podermos libertar-nos dela.

*  O primeiro mtodo consiste em retomar o contacto com a terra,

andando a p, sempre que possvel, de ps descalos sobre a terra, na erva hmida, 
etc.
*  Outro meio, contudo menos eficaz,  lavar, vrias vezes, ao dia as

mos com gua fria e agarrar, durante alguns instantes, na torneira com as duas mos, 
o que permite fazer uma ligao  terra. Mas, como  bvio, o melhor meio consiste em 
pen-rianecermos, se possvel, afastados de campos electromagnticos.

A irradiao alimentar

 um outro aspecto da utilizao da ionizao destinada a proteger a nossa 
alimentao e a prolongar o seu tempo de conservao.

Se nos  possvel, quando compramos um produto alimentar, ler nas etiquetas os 
componentes qumicos - conservantes, aromatizantes, adoantes, emulsionantes e outros 
- que so necessrios ao seu fabrico, -nos muito mais difcil saber se o produto em 
questo foi tratado com raios ionizantes. Contudo, uma lei de 8 de Maio de 1970 torna 
obrigatria a

indicao de qualquer produto que tenha sido sujeito a irradiao. Mas esta lei nunca 
 aplicada. A 15 de Novembro de 1989, o Parlamento Europeu, com a finalidade de 
proibir a irradiao dos alimentos frescos na CEE a partir de 1 de Janeiro de 1993, 
adoptou uma directiva. Mas a

218

Alergias e doenas ditas ambientais

Frana ultrapassou esta directiva e continuou a irradiar os queijos camembert 
confeccionados com leite cru. Quanto  Alemanha, no obstante ter proibido a 
irradiao dos produtos destinados ao seu mercado interno, autoriza-a para os 
produtos destinados  exportao.

As consequncias da irratfiao

- Em todos os casos, a permeabilidade das membranas celulares  afectada, os raios 
ionizantes dissociam as molculas e libertam radicais livres. As batatas irradiadas, 
por exemplo, tm uni tempo de conservao mais longo, mas perdem a vitalidade, esto 
mortas.

- Destri a germinao e ope-se  vida: os cereais tratados no germinam ou germinam 
muito mal. O estudo feito com raios infravermelhos mostra o aparecimento de 
deformaes estruturais. Os acares e os amidos alteram-se. Quanto aos frutos, os 
processos so idnticos: a irradiao mata os micrbios, mas altera o teor de 
vitaminas e acarreta uma perda enzimtica importante.

Inmeros produtos agrcolas, tanto em Frana como noutros pases, so actualmente 
irradiados: frutos frescos, cebolas, alhos, frutos secos, aves, leite, etc. , por 
conseguinte, prefervel consumir apenas produtos de qualidade biolgica ou comprados 
a pequenos produtores.

Os metais so necessrios, mas em doses altas so txicos

O organismo tem necessidade de inmeros metais para assegurar o seu

funcionamento. Mesmo que s os utilizemos em quantidades infinitesimais, no podemos 
viver sem eles. Em contrapartida, certos metais podem estar na origem de graves 
perturbaes orgnicas. Por exemplo, o cobre  um elemento necessrio, mas, ingerido 
em quantidades importantes, torna-se nocivo. A toxicidade dos metais obriga-nos a 
utiliz-los com precauo nos complementos alimentares e nas amlgamas dentrias.

As fontes de intoxicao podem ser variadas. Na Silsia, por exemplo, constataram-se 
vrios casos de intoxicao em crianas que brincavam em

parques infantis onde a areia de jogos continha doses anormais de chumbo.

Por outro lado, devemos sempre ter em conta que no basta, em caso

de carncia, tomar apenas o elemento que falta para remediar a carncia, j que 
vrios factores podem ser responsveis. Por exemplo, a anemia

219

Alergias e doenas ditas ambientais

maligna  frequenternente o resultado, no de falta de vitamina B12 (ver Cobalto 
no quadro adiante), mas da incapacidade que o organismo tem de a assimilar. Ela s 
pode ser utilizada sob a forma de um complexo com

uni factor interno (glicoproteina produzida pelas mucosas do estmago).

O exemplo do zinco

O caso do zinco demonstra bem a evoluo dos nossos conhecimentos sobre o papel dos 
microelementos metlicos no nosso organismo. Em
1869, Raulin descobriu que o zinco era necessrio ao desenvolvimento do cogumelo 
Aspergillis niger. Mas foi preciso quase um sculo para se

descobrirem as consequncias das carncias desse metal e as suas funes no 
organismo. Em 1961 demonstrou-se que uma carncia em zinco  a causa de graves 
perturbaes metablicas, de anemia severa, de estagnao ponderal, do atraso no 
crescimento e de hipogonadismo.

Os bioqumicos descobriram que este elemento  necessrio ao funcionarnento de vrias 
enzimas: desidrogenases, aldolases, peptidases, fosfatases, isomerases e 
transfosfiralases. Sabemos que ele participa no processo de sintetizao proteica e 
de diviso celular. Continuam a ser estudadas as relaes com os cidos nucleicos. As 
graves consequncias da sua

carncia e a sua mltipla aco retiram a ateno dos terapeutas.

Utilizou-se primeiro o zinco para tratar certas patologias. A sua

toxicidade no era ainda conhecida. Todavia, certos metais vitais so, em

certas formas e em determinadas doses, fortemente txicos. As primeiras intoxicaes 
causadas pelo zinco foram descritas nos mineiros e operrios da indstria 
metalrgica. A febre do zinco tem os sintomas seguintes: arrepios, febre, 
vmitos, cansao, fraqueza, acompanhados de secura bucofarngica. Contudo os efeitos 
txicos do zinco a longo prazo foram durante muito tempo ignorados. Alm disso, casos 
de intoxicao prximos dos observados na indstria foram considerados como efeitos 
secundrios do tratamento teraputico pelo zinco.

Actualmente a toxicidade dos sais e compostos de zinco  mais bem conhecida. A base 
de dados Medline comporta 74 publicaes sobre este assunto. Inmeras informaes 
falam da sua toxicidade em animais de laboratrio, tambm observada no meio natural. 
Para estas investigaes utilizam-se culturas celulares in vitro (fibroplastas 
humanos) e estudam-se as zonas ecologicamente devastadas. A aco txica dos 
compostos de zinco  muito variada.

220

Alergias e doenas ditas ambientais

Os metais: doenas de carncia ou de excesso

METAL

Efeito de carncia

Efeito de excesso

Crmio (Ci-)

Metabolismo

Desconhecido.

anormal da glicose.

Cobalto (Co)

Anemia maligna,

Insuficincia das artrias

porque este metal

coronrias e hipergIobulia.

faz parte da

Nos anos 1965-1966, no

vitamina B,,,

Canad, acrescentou-se

necessria  sntese

sulfato de cobalto  cerda hemoglobina.

veja (I mg para 750 ml)

A falta de cobalto

de modo a estabilizar a

na alimentao dos

espuma. Detectaram-se

animais provoca

ento nos consumidores

doenas que,

casos de cardiomiopatia,


outrora, dizimavam

20 deles mortais. O p de

os rebanhos de

cobalto provoca tumores

ovelhas na Austrlia.

malignos nos msculos.

Ltio (U)

Depresso manaca.

Desconhecido.

Magnsio (Mg)

Convulses.

Parestesia.

Mangans (Mn)

Deformaes sseas.

Inrcia locomotora.

Funcionamento

A inalao de p de xido

anormal das

Alergias e doenas ditas ambientais

METAL

Efeito de carncia

Efeito de excesso

Potssio (K)

Doena de Addison.

Selnio (Se)

Necrose do figado.

Cenurose nos anirriais, efeito desconhecido no homern.

Sdio (Na)

Doena de Addison.

Clcio (Ca)

Deformao ssea, Tetania.

Catarata. Clculos da vescula biliar.

Ferro (Fe)

Anemia.

Hematocromatose (acompanhada de cirrose do fgado). Sideritose.

Cdmio (Cd)

Inflamao renal, doena Itai Itai (intoxicao crnica). Vrias centenas de 
pessoas morreram dos efeitos desta intoxicao no Nordeste do Japo, numa regio 
mineira (antigas minas de metais no ferrosos). O cdmio acumula-se nos rins e no 
figado. Este metal fragiliza tambm os ossos.

Chumbo (Pb)

Anemia. Encefalomielite. Neuropatia.

222

Alergias e doenas ditas ambientais

LEOS ESSENCIAIS, LEGIONELOSE E POLUIO

MICROBIOLGICA DO AR

Uma doena misteriosa...

A histria comea corno um policial americano. Em 1976, durante uma reunio 
comemorativa do 58.O aniversrio da Legio Americana, no

Hotel Bellevue Stratford de Filadlfia, 182 antigos legionrios, cidados 
arnericanos, so vtimas de uma estranha doena. A nova pneumonia causou a morte 
de 29 pessoas. A imprensa avanou a hiptese de um

atentado biolgico contra estes antigos mercenrios. O FBI fez uma

investigao pormenorizada, mas foi preciso um ano para se descobrir a

soluo deste mistrio.

Em Dezembro de 1977, a equipa de investigadores do Centro de Controlo de Doenas de 
Atlanta conseguiu isolar e determinar o bacilo incriminado. A nova bactria 
recebeu o nome de Legionellapneumophila, e descobriu-se que o seu vector era o 
sistema de ar condicionado.

A doena dos legionrios seria realmente uma nova doena? Ou teramos ns conseguido 
finalmente encontrar uma explicao para certas patologias pulmonares inexplicadas 
at 1977? Isto porque a anlise de amostras de soro responsveis por antigas 
pneumonias determinou a

implicao da Legionellapneumophila na epidemia de febre de Pontiac em 1968, e 
tambm:

-na morte de 14 pessoas entre as 81 contaminadas no Hospital de

Santa Elizabeth, em Washington em 1965; -em 11 pneumonias, entre as quais 2 mortais, 
no mesmo hotel em

Filadlfia, em 1974. Alm disso, as epidemias ocorridas em diversos pases mostram o

carcter universal da legionelose: em hotis de Itlia, em 1980; em centros 
comerciais na Sucia, em 1979, em hotis nos Estados Unidos, na Austrlia, em Porto 
Rico, em hospitais franceses em 1989. Basta lembrar que todos os anos a legionelose 
atinge 400 000 pessoas nos Estados Unidos e que uma nica epidemia num pequeno clube 
de golfe em Inglaterra provocou a morte de 43 pessoas, para compreendermos a 
importncia desta doena.

223

Alergias e doenas ditas ambientais

Desde 1976 descreverarri-se cerca de 30 espcies e 80 esteretipos diferentes de 
legionela. Contudo, a Legionella pneuniophila, esteretipo 1,  responsvel por 90% 
das infeces. Mas as outras espcies tambm podem ser patognicas. Alm disso, o 
nosso conhecimento sobre este grupo de bactrias  ainda muito limitado. A capacidade 
patognica da Legionella anisa s foi descoberta na Austrlia em 1990, ou seja, 
catorze anos depois do incio das investigaes sobre a legionelose.

A responsvel finalmente descoberta

A legionela  uma bactria muito cornum. A investigao mostrou a

sua presena em 64% de torneiras de gua fria e em 75% de torneiras de gua quente, 
em Paris. Os aerossis e a transmisso de pequenas gotas contendo bactrias favorecem 
a contaminao. Os sistemas de climatiza o e humidificao do ar so as principais 
fontes de risco de legionelose. Mas no devemos contudo esquecer os riscos ligados 
aos simples duches e

trabalhos de construo.

A legionela vive em simbiose com o Flavobacteriutn breve ou Fischerella sp. Estes 
microrganismos assegurarn-lhe uma fonte de ferro. A legionela pode tambm sobreviver 
em perodos difceis graas  sua

simbiose (parasitismo?) com as arnibas.  uma bactria muito resistente que consegue 
viver no seu meio, mesmo depois de um tratamento por meio de cloro, ozono, raios UV e 
calor. A utilizao dos biostticos, que se julga limitar o seu desenvolvimento, no 
forneceu resultados comprovativos.  por isso que os meios utilizados para a 
esterilizao dos contentores de gua dos climatizadores devem ser limitados, j que 
so txicos e sero posteriormente dispersos no meio ambiente pelo sistema de 
climatizao.

Os sistemas de ar condicionado so os culpados

A doena dos legionrios deve incitar os investigadores a trabalharem sobre a flora e 
a fauna dos reservatrios e dos sistemas de ar condicionado. Porque certas condies 
fsicas, como a temperatura e a humidade, criam um ambiente ideal para a proliferao 
de bactrias. Desta forma, a anlise biolgica dos sistemas de ar condicionado pode 
inquietar todas as pessoas que trabalham em edifcios modernos, equipados com 
siste224

Alergias e doenas ditas ambientais

mas de clirriatizao do ar. A anlise mostrou que, alm das bactrias do tipo 
legionela, cerca de 50 espcies de bolores e esporos (AspergilIus, Cl(ido,@I)orini@i, 
Alternaria, Mucor, Alirebasidiui7i, etc.), mais de 20 espcies de bactrias tambm 
vivem nos ares condicionados (Baciflus cereus, Baciffissubtilis, etc.), bem como 
amibas, do tipo Acanihamoeba e Nagleria, e algumas algas.

Alguns destes microrganismos so susceptveis de ter uma aco patognica. Desta 
forma, 26 casos de aspergilose invasiva forarri diagriosticados em pacientes 
imunodeprimidos, em tratamento no Servio de Hematologia do Hospital Henri Mondor. A 
aspergilose parece ser uma das doenas microbiolgicas iatrognicas mais frequentes 
rios hospitais franceses. Por outro lado, certos organismos de ecossisternas de ar 
condicionado tm um papel de agentes patognicos directos, e outros so

responsveis por patologias de origem alrgica. As arnibas poderri tambm ter um 
papel de reservatrios de vrus e, como j dissernos anteriormente, podem 
constituir um veculo para as legionelas.

O Prof Ragnar Rylander da Universidade de Gotemburgo, na Sucia, trabalha desde h 
anos sobre o papel das bactrias Gram-, diferentes da legionela, e das suas 
endotoxinas, nas doenas do ar condicionado. Os resultados mostram os perigos de 
diversas bactrias e das suas toxinas dispersas rio ar atravs dos sistemas de 
climatizao.

Como diminuir os riscos de contaminao pelos sistemas de ar condicionadrp?

A patologia do ar condicionado provm essencialmente de uma concepo errada na 
instalao da climatizao e est frequentemente associada ao  sistema de 
hurnidificao. As solues eficazes continuam, por conseguinte, nas mos dos 
engenheiros e tcnicos mais do que nas mos dos mdicos. Em certos casos  necessrio 
conceber novamente e substituir totalmente o sistema de climatizao. Trabalhos 
dispendiosos deste tipo permitiram deste modo eliminar os riscos rios edifcios da 
BBC em Londres.  certo que uma instalao e humidificao correctas, filtros 
eficazes, uma temperatura da gua desfavorvel  proliferao microbiana e limpezas 
regulares so as precau es necessrias para diminuir estes riscos.

225

Alergias e doenas ditas ambientais

O que  evidente  que  prefervel no criar condies artificiais patognicas. Mas, 
indiscutivelmente, a escolha tcnica no est ao alcance de um indivduo obrigado 
a trabalhar ou a tratar-se em locais climatizados.

Os leos essenciais podem resolver uma parte dos problemas?

Faltam-nos dados sobre a aco antibitica contra a legionela, mas

existem estudos, infelizmente desconhecidos, sobre a desinfeco contnua do ar por 
meio de leos essenciais. Como  bvio, a disperso de substncias to potentes exige 
uma certa prudncia, mas esta soluo deve ser encarada e, alm disso,  facilmente 
aplicvel. Em 1960, M. L. Joubert de Lyon estudou a desinfeco contnua. Por este 
meio demonstrou a eficcia dos aparelhos aerolizores (em relao aos brumizadores 
e pulverizadores), o que resultou na diminuio quantitativa dos germes patognicos 
quando se utilizam aerosis com leos essenciais, bem como numa importante diminuio 
de bactrias.

Observou tambm a atenuao da virulncia destes microrganismos, mas, o que  mais 
importante, que a taxa de germes saprfitos (encarregados da defesa) permanecia 
estvel. Quanto  aco broncodilatadora e apneizante, esta melhorava. Alm disso, 
notou tambm a diminuio da poluio qumica do ar ambiente (como a do amonaco, por 
exemplo).

AS ALERGIAS ALIMENTARES E AS SUAS CONSEQUNCIAS

Certas doenas no respondem aos tratamentos clssicos. Sintomas diversos, tais como 
cansao, dores de cabea, dores abdominais e diarreias no parecem corresponder a uma 
doena com caractersticas bem determinadas. Perante casos deste tipo, um grande 
nmero de terapeutas classifica estas perturbaes na categoria das patologias 
psicossomticas.  certo que pode ser verdade para certos pacientes, mas outros 
apresentam simplesmente uma intolerncia a uma substncia alimentar, a um aditivo 
qumico ou uma reaco ao contacto com um determinado produto.

226

Alergias e doenas ditas ambientais

Quando se poder suspeitar que as alergias tm uma origem alimentar?

- Em casos de diarreias rias crianas: estas clicas poderri por vezes

ocorrer se a criana  alirrientada ao peito e a me abusa de produtos lcteos.
- Dores de garganta repetidas, rinites (suspeitar tambm do tabaco e

das poluies ambientais).
- Sinusite.
- Dores de cabea.
- Cansao, ansiedade.
- Doenas da pele tais corno eczema, psorase (neste caso podern

existir tambm alergias ao contacto com fibras sintticas ou com produtos qumicos).
- Asma.
- Reumatismos.

Artrite, artrose, artrite reurnatide (incluindo as inflamatrias).
- Certas doenas gastrintestinais, inchaos.
- Doenas card lovascu lares.
- Hiperexeitabilidade.

Instabilidade, stress, irritabilidade.
- Insnia.

Quais so os produtos suspeitos de causar alergias?

O leite e os seus derivados (manteiga - queijo)

Basta, muitas vezes, elimin-los durante algum tempo para que a alergia desaparea, 
em particular em problemas nas crianas pequenas, mas

tambm em casos de diarreias, priso de ventre, doenas da pele, asma, rinites, 
sinusites e tambm nas doenas card iovascu lares e intestinais.

Conhecem-se actualmente 20 substncias alergizantes alm dos antibiticos, todas elas 
contidas no leite.

O mito de que os produtos lcteos contm clcio e so, por conseguinte, saudveis s 
 alimentado pela publicidade e contradiz os factos.

227

Alergias e doenas ditas ambientais

Os pases onde existe inenos osteoporose so os que no consomem ou consomem poucos 
produtos lcteos (a China, os pases africanos e certos

pases do Extremo Oriente). O Prof. Kervran dernonstrou que no bastava consurnir 
produtos lcteos para cobrir as necessidades em clcio do organismo, e que estes 
tinham, muitas vezes, um efeito oposto.

Certos produtos de origem animal

Os ovos, os peixes, sobretudo os fritos. Esta alergia manifesta-se frequentemente  
distncia, veiculada unicamente pelo cheiro (a peixe frito).

O glten e os cereais

Especialmente nas perturbaes intestinais, na artrite, na artrose e rias 
poliartrites reurnatismais, bem como nas diversas alergias ( excepo do arroz).

O acar, o caf, o ch, o chocolate

Estes podem, em certa medida, acentuar os fenmenos alergizantes e

devem ser proscritos em todas as abordagens desintoxicantes.

O que fazer para descobrir uma alergia?

Para descobrir uma alergia alimentar, basta, muitas vezes, deixar de consumir o 
produto suspeito at se fazer sentir uma melhoria. Esta chega normalmente ao fim de 
alguns dias. Mas no se trata de uma regra absoluta: em certas alergias  necessrio 
esperar mais tempo, s vezes algumas semanas. Alm disso, os sintomas, no incio, 
podem acentuar-se. Se isto acontecer,  porque existem fortes probabilidades de que o 
produto em questo seja o responsvel desta situao. Se nada acontecer, volte a

introduzir o elemento na sua alimentao e retire outro.

Uma outra tcnica consiste em jejuar alguns dias e voltar a introduzir os alimentos 
suspeitos de toxicidade, uns a seguir aos outros, espaando

228

Alergias e doenas ditas ambientais

a ingesto de cada um de alguns dias, o que permite observar o

reaparecimento do sintoma e identificar a substncia com uma margem de erro mnima.

Existem testes de electroacupunctura (Vll, moraterapia) que permitern, na 
generalidade dos casos, diagnosticar as alergias e trat-las.

Quando o excesso de sensibilidade provm da acumulao de metais pesados, os testes 
de moraterapia, de Vll, do perfil proteico, e a anlise

do cabelo so tarribm de uma grande utilidade e podem orientar o tratarnento. A 
queloterapia permite, na maioria das vezes, corrigir estas situaes. Em caso de 
intoxicaes deste tipo, o alho tem virtudes desintoxicantes que tornam este boibo 
particularmente interessante.

Em casos de artrite, artrose e patologias reumatides tais como a

poliartrite, existem motivos para se suspeitar que estas possam ter unia,

origem alimentar.  importante intervir pr ioritariam ente neste factor.

Como realmos anteriormente, inmeros investigadores comeam a

pensar que os alimentos, a sua escolha, a sua origem e a forma como so

preparados, podem ter uma incidncia sobre a nossa sade. A assimilao

e a utilizao dos alimentos pelos nossos organismos so variveis em

funo de parmetros pouco ou mal conhecidos.

Os outros alergizantes

Os caros

 uma das alergias mais frequentes. Est ligada  presena dos caros no meio 
ambiente. Estas alergias so cada vez mais nurnerosas e provm das alteraes no 
nosso modo de vida, particularmente do sobreaquecimento dos apartamentos que lhes 
permite viverem e reproduzirem-se em condies ideais.

Os produtos cosmticos, de limpeza, lixvias, sabes

A alergia  causada pela presena de certos diluentes e de certas

substncias aromticas.

229

Alergias e doenas ditas ambientais

ALGUNS TRATAMENTOS NATURAIS RECOMENDADOS

EM CASOS DE ALERGIAS

Receitas da medicina monsticas, arte medicinal dos lrmos de So Joo de Deus (Pato 
0e17e Frateliii

117fUSiO dS MIStUrO

TanCha_Q0M (f0117as), Vernca (rva), CavalInha (erv.7), Sempt----r,0Va (erV8), 
Gal--Opse (--rva), GraMa (rZOIn.7), coro- Verdadelro (rizorna), TUSS11.7~ 
(f0117aS), Torment1117a (flZOMa), Btula (f0117as), De17te-Oe-leO (raIZ),

ou

Amor-perfeito (erv,9), Eufrasi.g~oficin.71 (erv.7) Erva-de-so~joo (erva), cava&7ha 
(erva), BIS-7-0_Pastor (erv29), CoenIros (frutos), Urtga (folhas), ArtemIsa 
(erva), Arnieiro-preto (casc.7), B&t17iC.7 (erVa), Gr8Ma (riZO/77.7)

Depois de misturar estas plantas em propores iguais, deite uma colher desta mistura 
num copo de gua a ferver. Cubra e

deixe em infuso durante 3 horas. Em seguida filtre e aquea ligeiramente. Tomar 3 
copos por dia (20 minutos antes das refeies).

1005 055e17C1215 *

Berg-7mota, B010,O, Blula,
1-7ra17);9, AleCriM

Em vaporizao.

ATENO: estas preparaes dizem respeito apenas aos sintomas; o tratamento 
propriamente dito, tal como foi dito anteriormente, consiste em eliminar a (ou as) 
causa(s)!

230

Anemia

Anemia

E @iagnstico mdico indispensvel, de modo a conhecer as causas exactas. Manifesta-
se por diversos sintomas: pele macilenta e fria, rosto plido, abatimento, 
palpitaes ao mnimo esforo, vertigens, etc.

Droffoi ,as * CaVal17ha-Fucus VeSIGUIOSUS

* 2 drageias de cada, no primeiro dia.

Eleuterococo

* 3 drageias, no segundo dia. Alternando com:

Prpolis
2 drageias, no segundo dia.

ou 117fus,10 * Cava11n17a + Alecrom + seglirelha + Salva
1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua, deixar ferver
5 minutos; deixar em infuso durante 10 minutos. Tomar 4 chvenas por dia, fora das 
refeies. Receitas da medicina monstica, arte mdica dos Irmos de So Joo de Deus 
(Fata Sono FratelIV

Ilifuso dS mistura

Urtga (folh&S, 100 9), Rosa (fruto loog) csss (f0117as, 50 camomila (50 g) Dente-
de-l&o (raiz 50 g),

Anglica - arGal9glIC.7 (r.?IZ, 50 g), Grama (ri--oma, so g), Genturea (erva, 20 
g)
*Misturar as plantas. Uma colher

para um copo de gua a ferver. Deixe em infuso durante 20 minutos e filtre.
*Tomar quente, 2 ou 3 vezes ao

dia, depois das refeies.

100.9 055017CARIS (@@ 7otr~17/

1 gota, 2 ou 3 vezes ao dia.
- Cura de 15 dias, vrias vezes

ao ano.

Outros leos essenciais:

Anglica, Manjetico, Genoura, Limo, Funcho,
1 aranja, Salsa

7117NIO-MO Urtiga (20 g de urtIyas coffiidaS /70 MS dO Malo)
-Introduzir as urtigas em meio litro de lcool a 450 durante 10 dias. Deite em 
seguida esta mistura numa garrafa opaca, e tome um copo pequeno ao deita r.

231

Anemia

* Pode misturar esta tintura com

uma tintura-me de raiz de dente-de-leo, sumo de alperce e vinho tinto.
* Para meia garrafa de vinho tinto

acrescente sumo de alperce, ou, melhor ainda, alperces frescos cortados em pequenos 
pedaos (cerca de 400 g). Acrescente em seguida 30 ml de tintura.
* Tomar 2 ou 3 clices, de licor,

por dia.

SO/7/705 dO SSOIMO *

Frios, dirios, ou com frices Kuhne.

0M71705 dO V8POr *

1 vez por semana, seguidos de frices totais, frescas ou frias.

Duches o 7fusios *

- Alternadamente, 1 dia cada uma: -coxas + braos, no 1.O dia; -fulgurante, no dia 
seguinte seguida de uma frico vigorosa.

Alimelmao

Deve ser simples e sbria. Evitar: charcutaria, salmoura, conservas, caa, carnes 
gordas, fritos e tudo o que seja difcil de digerir. Consumir de prefrncia: frutos 
frescos, secos, legumes, legumes secos, saladas, cereais,

arroz, aveia, azeite e leos vegetais de primeira presso a frio (milho, noz, caroos 
de uva, etc.) germe de trigo, levedura de cerveja, ovos, alho, cebola, mel, peixe, 
po integral, lacticnios, queijos, etc.
* Alimentos privilegiados: papas

de aveia, levedura de cerveja, germe de trigo salpicado em cima dos alimentos, 
cebola, alho, couves e alface-de-cordeiro.
* Papas de aveia o mais frequentemente possvel.

JejUJ 7 7 *

1 vez por semana, no incio. Cura de fruta: especialmente uvas, alperces, pssegos, 
marmelos e quivis.

OU~ fistOMOIMOS

* Azeda comum o azeda-pequena Utilizar as folhas colhidas no momento da florao, 
secas e preparadas em decoco. As folhas tambm podem ser comidas em saladas.  a 
planta medicinal dos animais: as ovelhas doentes procuram-na.
* Azeda-crespa

O consumo desta espcie aumenta a taxa de hemoglobina e o nmero de glbulos 
vermelhos. A raiz e as flores so excelentes remdios que facilitam o trabalho do 
estmago.


232

Anginas, Dores de garganta

. CONSELHOS

-Cura de magnsio.
- Dormir de janela aberta. Ver tambm:
- As regras para uma boa sade (p. 130).
- Endurecimento (p. 132).
- Repouso (p. 134).

Anginas, Dores de garganta

A

primeira fase comea, geralmente, com uma pequena dor de garganta, com dificuldade de 
engolir a saliva. Podem sobrevir dores violentas, respirao difcil, com pieira, 
espirros, zumbidos nos ouvidos, etc. A pele fica quente, o pulso torna-se mais 
acelerado e a temperatura sobe.

olwffeias * L&"J, Espil71701r0 - M.7/V.7

2 de  cada, de manh.

l_av.?nda - Verbena

2 de  cada, de tarde.

OU Infu.5J0 * EspInhelro -@- Malva Lavand.7  verbena

Uma   pitada de cada. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso durante 15. 
Acrescentar o sumo de meio limo. Adoar com mel. Tomar 5 a 6 chvenas por dia.

M

G8137,91vios i R&sta-bol + ESPInh&1r0 Em decoco: 3 pitadas de cada para meio litro 
de gua. Leve a ferver durante 20 minutos. Deixe em infuso 30 minutos.
* Vrias vezes ao dia.
* Com uma infuso de:

Sal14.7 (fOffids, 20 g), C.7177017711.7 @10 g), Hortl-pImei71,7 ffioffias, lOg), 
Cr.gvo-de-defui7to (flor&s, log)
* Misturar as plantas e deitar 3 colheres numa chvena de gua a ferver. Deixar em 
infuso 20 minutos. Filtrar.

233

Anginas, Dores de garganta

Utilizar em gargarejos, vrias vezes ao dia.

/005 055017CI.815 Mauli

1 gota, 2 ou 3 vezes ao dia.

117SAlaO de OSSnCia d& Slva-Euca11p10 Deitar algumas gotas num prato ou num 
difusor de aromas.

Outros Meos essenciais:

Carnomla, 1_1@no, Eucaliplo, CtaVO-de-CabOCInha, ILOUrO, L a Va17da L@@J 8817hOS
* Banho total a 300. Este banho

total  seguido de um duche morno.
* Duches e afuses frescas da

nuca.
* Pode beber gua fresca em goles pequenos durante os banhos.

80/7/105 05 ~ *

* A mistura seguinte permite activar a transpirao:

Lavanoa + Sbuqueiro + EucalIpto
* 2 pitadas de cada para meio litro

de gua. Ferver durante 20 minutos.
* Deitar numa bacia e acrescentar

gua quente.
* Este banho de ps dura de 20 a

30 minutos. Deve ser seguido de uma loo fresca ou morna com frico.

8917h05 dO V0POr *

Este banho deve ser seguido de uma loo fresca com frico.

CI1MUrJO dO NOPN170 *

F,11M8C0P81.7 C1,117eso

* Raiz ou flores de Yuen hoa, Dafne genkwa: a planta deve ser fervida em 
vinagre 10 vezes. Retira-se o vinagre e deixa-se macerar a planta em gua durante uma 
noite. Em seguida deve secar ao sol. * 3 pitadas para uma chvena de gua. Deixe 
ferver 10 minutos. Deixe em infuso durante 20 minutos. * Beber 2 ou 3 chvenas por 
dia.

Receltas AtoterapuMM5 orqo- vulgar
* Infuso de 15 g de planta em

1 litro de gua a ferver. Deixe em infuso 20 minutos.
* Tomar, quente, 3 ou 4 chvenas


por dia.
* A sua aco pode ser reforada

com tomilho, camomila e salva.

Salva-oricli7a1 ou Tom1117o~
- Vulgar
* Infuso de 15 g de folhas cortadas finas em 1 litro de gua fria. Leve a ferver e 
deixe repousar (para gargarejos).

234

Anginas, Dores de garganta

* A salva era conhecida dos Gregos antigos. Chamavam-lhe ento ch da Grcia. A 
sua infuso  ainda em certas regies uma bebida muito popular. Linn d-lhe o seu 
nome latino salvia que  um derivado de salvare (salvar), para realar os seus 
efeitos benficos.

Tomilho erva~ursa
* Infuso de 15 g de planta cortada em 1 litro de gua fria. Deixe em infuso sem 
ferver.
* Esta planta possui inmeras virtudes. Na Sabia era utilizada tradicionalmente (as 
extremidades floridas misturadas com amor-de-hortelo amarelo): preparava-se uma 
macerao que servia para coalhar o leite. (0 nome popular do amor-de-hortelo  
coalha-leite).

Receitas da medicina monstica, arte mdica dos Irmos de So Joo de Deus @Fate Sono 
,Frotelli)

IMUso do mistura T111a (1@7170reSC17G17, 20 g), camomIla (10 g),

Frainboesa ffiolhas, 10 g), Anis (fruto, 10 g), PIMP11701a (raIZ, 10 g), s7/Va 
(f0117as, /o g), Hortel-prnenta (foffias, lOg) Misturar as plantas e da mistura 
deitar uma colher num copo de gua a ferver. Deixar em infuso 30 minutos. Filtrar. 
Beber quente, 2 vezes ao dia, depois das refeies.

OU~ tratamentos MO1V180118c05.1 CamomIla (1n8tr1@!r13) e CamomIla-roma17.7

10 9 de planta para 1 litro de gua. Deixar em infuso sem ferver. Na Suga tambm se 
utiliza para aromatizar a cerveja.

Alimentao

A alimentao deve ser fresca, pouco abundante, composta sobretudo de sopas de 
legumes, compotas, bebidas: infuses, sumos de fruta fresca.

CONSELHOS

Banhos de ar livre.

Arejar bem os quartos. Se se  sujeito a anginas frequentes, deve-se mudar a 
alimentao, praticar o endurecimento (ver p. 132) e fazer, vrias vezes ao ano, 
curas de drageias de prpolis-elleuterococo,  razo de 4 por dia de cada, durante 
perodos de 4 semanas.

235

Ansiedade - angstia, medos

Ansiedade - angstia, medos

Pode caracterizar-se por estados de agitao geral, de excitao, entusiasmo, 
seguidos de estados de prostrao ou abatimento.

U ~gei (@I           as

Erva-cIdrora - Alecrim

* 2 de cada, de manh.

Erva-mo1er1@717.? - Lpulo

* 2 de cada, de tarde.

Cura de dragelas:

Elouterococo

4 drageias por dia, durante 4 a
6 semanas.

OU 117fUSO

Erva-cidrelra + Alecrim + Erva-moleIrnha + Lpulo

1 pitada de cada para uma chvena de gua. Leve a ferver durante 3 minutos. Deixe em 
infuso durante 15 minutos. Tomar 4 chvenas por dia, repartidas ao longo do dia, uma 
delas ao deitar.

leos essenc1.915

Lavanda

2 gotas por dia. Utilizar tambm a lavanda num difusor de essncias.

U@@ Sanhos *

* Todos os dias: banhos dos ps

alternados com banhos dos braos, com uma decoco de:

Erva-cOrera #- 13v317da +
1 ouro

* 2 pitadas de cada planta para meio litro de gua. Leve a ferver durante 20 minutos 
e acrescente 3 ou 4 litros de gua quente. * Estes banhos duram cerca de
10 a 20 minutos e terminam com uma frico fresca.

ES17hos de essento

* Banhos de assento, frios ou mornos, de 1 a 3 minutos. * 1 ou 2 vezes ao dia.

Ronhos de vapor *

- 3 vezes por semana, seguidos

de uma frico fresca e vigorosa.

Afus~ *

Afuses do rosto (dirias). Afuso fulgurante (diria) seguida de uma frico 
vigorosa. Afuso rectal.

236

Apetite - falta de, perda de (anorexia)

l@ @ AI1M0I7M00 *
* No sobrecarregar o organismo.

Escolher um regime sbrio. Mastigar lentamente.
* Evitar os excitantes: ch, caf e

estimulantes: lcool, vinho, cerveja, charcutaria, fritos, carnes gordas, enchidos, 
etc.
* Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, limo, laranja, salsa, couve, alface, 
abbora, cebola, cereais integrais, po integral.

jejum    *

* Aconselha-se 1 vez por semana.

* 1 dia da fruta. * Cura de fruta fresca.

CONSELHOS

Evitar os rudos fortes, as contrariedades.

Ver tambm:

-Regras de uma boa sade (p. 130).
- Endurecimento (p. 132).
- Exerccios fisicos (p. 133)
- Respirao (p. 137).

Apetite - falta de, perda de (anorexia)

D

evemos desconfiar das falsas perdas de apetite, que consistem em no comer nada s 
refeies e passar o dia a encher a barriga de cornida. Devemos por conseguinte 
evitar este erro que consiste em depenicar chocolate, doces, pastelaria, etc., entre 
as refeies.

Para as verdadeiras perdas de apetite, vigiar as causas exactas e a

priso de ventre.

As crianas no devem ser obrigadas a comer, nem ser castigadas, nem

suplicar-se-lhes que corriam.

237

Apetite - falta de, perda de (anorexia)

j@@j D~01.15       *

1.a semana:

BetnIca - C17icoria solvagem

2 drageias de cada por dia.

2.8 semana:

EndrO - CentUWa Manj--ron.7

-2 drageias de cada por dia.
- Alternadamente.

Cura de dragelas, 2 ou 3 vezes

ao dia:

Gleia-real

- 2 por dia, durante 30 dias.

Alternadamente com:

Eleuterococo

2 a 4 por dia, durante 30 dias.

ou Infuso * Betnica , C17icorla + Endro

* 1 pitada de cada planta para uma chvena de gua. Ferver durante 3 minutos. Deixar 
em infuso
15 minutos. * Tomar 2 vezes ao dia.

COntUrOa + ManjrOna

* 1 pitada de cada planta para 1 litro de gua. Ferver durante 3 minutos. Deixar em 
infuso 15 minutos. Adoar a gosto com mel ou acar amarelo.

Tomar 2 ou 3 chvenas por dia, entre as refeies.

1005 055017CATIS Orgos

1 ou  2 gotas, 2 vezes ao dia.

Outros leos essenciais:

Alho, Garnomi7a, Cenoura, Alcaravia Coentros

8217h05 0f05 ~ *

Fazer uma decoco de:

Salva + 1>ernIca


* 2 pitadas de cada planta para meio litro de gua, ferver durante 20 minutos, apagar 
o lume, acrescentar 2 pitadas de urtigas. Deixar em infuso 30 minutos. * Acrescentar 
a 3 ou 4 litros de gua quente e tomar um banho dos ps durante 20 a 30 minutos. 
Terminar com uma afuso fresca dos ps e uma frico vi- gorosa.

00/7/705 dO .75501M0

* Banhos de assento frios ou com frices (Kuhne), dirios.

Ranhos de vapor *

2 vezes por semana, seguidos de frices frescas e vigorosas.

238

Apetite - falta de, perda de (anorexia)

A fu~S *

Duches dirios de braos + coxas, alternando com afuso fulgurante. Afuso rectal, 
seguida de frices vigorosas.

Receitas fitoteIsputic-15 Acoro- verdadeiro

Infuso de 10 g de rizoma cortado fino para 1 litro de gua a ferver. Deixe em 
infuso, meia hora; beber morna. Tomar duas chvenas por dia. * Na antiguidade esta 
planta era utilizada para as afeces pulmonares, hepticas e ginecolgicas. Para os 
povos amerndios, a raiz de coro  considerada fonte de juveritude. Os idosos 
mastigavam as razes (um pedao equivalente a um dedo por dia) para se manterem 
jovens e saudveis.

ATENO1 Esta planta fresca  txica.

A17g#Ca-alIC.917gAW

Infuso de 15 g de planta para 1 litro de gua. Ferva durante 2 minutos e deixe em 
infuso 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.  uma planta medicinal de origem 
nrdica, cultivada no sculo xvi. Espalhou-se por toda a

Europa. Na poca das grandes epidemias era um dos principais remdios contra a peste. 
Deve o seu nome  sua aco benfica (planta dos anjos). A macerao alcolica desta 
espcie  muito apreciada como bebida na regio dos Crpatos.

Gei7clana-amarel.7
* Infuso de 15 g de raiz cortada

para 1 litro de gua. Ferver e deixarem infuso durante 10 minutos.
* Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.
* Pode tambm ser preparada com

vinho: 30 g de raiz macerada em
1 litro de vinho branco durante 8 dias. Filtrar.
* Pode tambm acrescentar a esta

preparao 10 g de alecrim e
10 g de salva.
* Tomar 2 pequenos clices por

dia.  uma das plantas mais potentes com poder aperitivo. As propriedades da genciana 
j eram conhecidas de Teofrasto e de Dioscrides. Deve o seu nome a Gentius, ltimo 
rei da Ilria, que foi o primeiro a reconhecer o seu valor teraputico. Para 
Dioscrides, a genciana  um antdoto contra as mordeduras de cobras o tambm um 
remdio para as doenas de estmago o do fgado.  certo que, independentemente da 
sua aco no sistema digestivo, a genciana fortalece o

239

Apetite - falta de, perda de (anorexia)

organismo e ajuda-o a combater as infeces. Os habitantes das montanhas utilizam-na 
tambm em decoco para limpar feridas e partes inflamadas, pois  um bom anti-
sptico. As folhas servem para o transporte de queijos. A aguardente de genciana tem 
propriedades vermfugas.

0~ loceitas fitotelaputicas

As tisanas de plantas que possuem princpios amargos podem ser tomadas meia hora 
antes das refeies.

Absnto-o,fcinal ou Art&insa-Mutelna

10 g para 1 litro de gua. Deixar em infuso, sem ferver. Tomar 1 chvena por dia, 
fora das refeies, durante 3 semanas. Repetir. Os autores antigos tinham notado que 
o uso frequente de absinto podia provocar dores de cabea e dos olhos. Vinho de 
absinto.- 30 g de folhas secas para 3 litros de vinho; filtrar aps 24 horas. 
Consumir um copo por dia, s por receita mdica. Esta planta  a base de um licor, o 
absinto, produzido desde
1570.

ATENA0I O uso prolongado e limoderado deste licor conduz  dependncia o ao 
alcoolismo, descrito sob o nome de absintismo.

Aftemsa comum

*10 g de planta para 1 litro de gua fria. Ferva e deixe em infuso. *Tomar 1 
chvena, meia hora antes de cada refeio.

C.3stan17eiro

*50 g de casca para 1 litro de vinho branco; deixe macerar durante uma semana. Beber 
1 copo antes das refeies. *Tomar 1 chvena, meia hora antes de cada refeio.

Genturea pequena, CW71aUriUM

*10 g de planta para 1 litro de gua. Ferva e deixe em infuso. *Tomar 1 chvena, 
meia hora antes de cada refeio. *Pode utilizar-se como vinho medicinal: 2 litros de 
vinho para
30 g de planta, acrescentar 10 g de camomila, o sumo de 3 laranjas, 30 g de casca de 
laranja amarga. Engarrafar, tapar e deixar macerar durante 3 semanas ao sol. Filtrar. 
*Tomar um copo antes de cada refeio. Esta planta  conhecida desde a Antiguidade 
pelas suas propriedades cicatrizantes. De acordo com a mitologia, o centauro Quron 
utilizou-a para curar as

240

Apetite - falta de, perda de (anorexia)

suas feridas durante o combate contra Hrcules.

Hssopo

* 10 g de planta para 1 litro de

gua fria. Ferver e deixar em infuso.
* Tomar 1 chvena, meia hora antes de cada refeio.
* Desde 1754, tambm se utiliza

em leo essencial. Os talos foram utilizados em aspersrios nas cerimnias da igreja 
catlica.

ATENA01 O leo essencial  opileptizante.

Ml_folhas

* Infuso de 15 g de planta para 1

litro de gua. Deixe repousar.
* De acordo com a mitologia,

Aquiles utilizou esta planta para tratar as suas feridas.
* Tomar 1 chvena, meia hora antes das refeies.

Hortel-p~17ta
* Tisana de 10 g de planta para 1

litro de gua fria. Deixar em infuso sem ferver.
* Tomar 1 chvena meia hora

antes de cada refeio.

Trevo-de-gua
* 20 g de folhas para 1 litro de

gua fria. Ferva e deixe em infuso 15 minutos.
* Beber uma chvena antes de

cada refeio.
* Pode ser tomada sob a forma de

tintura-me (30 gotas para um copo de gua). * Para o padre Kneipp, esta planta 
constitui um excelente depurativo do sangue. Foi por vezes utilizada em substituio 
do lpulo na preparao da cerveja.

ZIMbro-COMUM

* 20 g de bagas e de ramos preparados em tisana, em 1 litro de gua a ferver. * Tomar 
1 chvena, meia hora antes de cada refeio.

AI1M0I7MAO *

* Alimentao sbria.
* Evitar: contrariamente ao que se


pensa geralmente, os pratos supostamente fortificantes, tais como carnes gordas, 
bebidas alcolicas, guisados, charcutaria e midos (vsceras), etc,
* Preferir: legumes cozidos em

gua (ou no vapor), frutos frescos e secos, peixes, etc.
* Alimentos privilegiados: leve- dura de cerveja, germe de trigo,

nabo preto, rbano, laranjas, limes, toranjas, quivis, uvas, alperces.
* O gengibre  um estimulante do

apetite.

jejum

Muito aconselhado (1 vez por semana), bem como a cura de fruta.

241

Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do miocrdio

Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do miocrdio

V@r Alergias (p. 207) - Cancro (p. 279).

E indispensvel um controlo mdico. Verifique a sua tenso arterial, o teor de 
colestrol, etc.

VIw90i35

A ttulo indicativo, mas de preferncia sob receita mdica:

EleuterOCOCO

* 3 drageias por dia - 1.1 dia Erva-mo11@-1nha

* 2 drageias por dia - 1.1 dia. aZIOlIdna

* 2 drageias por dia - 2.O dia * N.B.: o eleuterococo pode ser tomado sozinho durante 
um perodo prolongado (cura de 6 semanas),  razo de 6 drageias por dia.

SaIV.7 - ESP11717&1r0 IlVar Alternadamente-.

2 drageias por dia - 2.1 dia

OU IMUSiO * Erva-molelrin17a + Salva + EspInheiro-alvar + QuelidnIa

1 pitada de cada planta para uma chvena de gua. Ferver durante 3 minutos. Deixar em 
infuso 15 minutos. Tomar 2 ou 3 chvenas por dia, fora das refeies, durante 3 
semanas. Repetir.

8.71711OS*

Banhos dos ps derivativos morn@s, seguidos de frices suaves.
2 por semana, inicialmente.

80/7/105 dO OSSOIMO

Banhos de assento mornos.
2 por semana, inicialmente.

Afus~ *

* Afuses das coxas e dos joelhos. * 1 de cada por semana, morno, inicialmente.

;r/WtOMO/MOS

COMP101M7MIOS

Tanto quanto sabemos, no existem remdios fitoteraputicos para

242

Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do mocrdio

tratar directamente esta doena. Todavia, certas plantas influenciam favoravelmente a 
cura, fazendo baixar a tenso arterial.

Alcachofra

* 250 g de folhas frescas (ou 100 g de folhas secas) para 1 litro de gua fria. 
Ferver durante 3 minutos. * Tomar uma chvena antes de cada refeio.

Affio

* 25 gotas de alcoolatura antes das refeies, por perodos de 2 dias entre os quais 
se faz um repouso de 2 dias. * Na antiguidade tambm era utilizada contra as 
mordeduras de cobras.

Affio-dos-ursos

* Consumir as folhas cortadas em saladas.

C&17trnta

* Tem as mesmas propriedades que a valeriana. Em Itlia consornem-se as folhas em 
saladas. Graas  sua riqueza em vitamina C,  um excelente remdio contra o 
escorbuto.

ESPM170h`0~alVar

* 20 gotas de alcoolatura para um copo de gua, 3 vezes ao dia.

QUOlIdl71.9

* Os seus princpios activos diminuem as contraces e a tenso arterial. Supe-se 
que poderia ser utilizada para a arteriosclerose, mas no se conhece ainda muito bem 
a sua posologia. ATENO1 A quel111c16nia pode provocar graves Intoxicaes.
*0 suco de quelidnia  utilizado

para eliminar as verrugas.
*Misturada com gua serve para

tratar as oftalmias.

Valeriana-ofcinal
*Ferver lentamente 10 g de planta cortada em meio litro de gua fria e deixar em 
infuso 10 minutos.
*Tomar 1 a 3 chvenas por dia.

M117701M1~

* Os abusos, a m alimentao, a

insuficincia de exerccio fsico, o stress, os rudos, a poluio, o lcool, o 
tabaco, o aumento de peso so os factores directamente ou indirectamente responsveis 
pelos acidentes cardiovasculares.

* Alimentao pobre em collosterol: suprimir ovos, queijos fortes (c@?memb&1-t, bre, 
etc.), fritos, carnes gordas, chocolate, gorduras animais, manteiga cozinhada, 
charcutaria, aparas e miudezas (vsceras), caf, ch, pimenta (ateno ao sal), 
vinho, doces (pastelaria, etc.) cerveja, lcool e, como  bvio, o cigarro.

243

Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do miocrdio

A alimentao vegetariana  o ideal. Alternativamente: carne magra, legumes verdes, 
peixes (brancos): linguado, carapau, pescada, azevia, etc.; iogurtes, lacticnios, um 
pouco de manteiga crua. Alimentos privilegiados: frutos e legumes frescos, saladas, 
limo, cebola, alho, leo de milho, po integral, cereais integrais, levedura de 
cerveja, germe de trigo, cenouras, papas de aveia.

JejUM

Deixar o estmago repousar  proporcionar uma segunda juventude ao seu corao. Cura 
da fruta.
O jejum ou a cura de fruta devem ser praticados aps todos os abusos alimentares.

PARA EVItAR OS ACIdENtES CARdIOVASCULARES

-Alimentao vigiada (os vegetarianos no sabem, na maioria das
vezes, o que so as doenas card iovascu lares).
- Desconfiar dos desportos violentos (sobretudo depois dos 40 anos

de idade).
- Estar especialmente atento ao excesso de peso.
- Evitar os abusos alimentares, de bI@@bidas alcolicas, de acar e

pr de parte o tabaco.

- Evitar tambm os medicamentos de conforto e o abuso de todos

os medicamentos.
- O po integral, os cereais integrais, a levedura de cerveja so

excelentes alimentos preventivos dos acidentes cardiovasculares.

CONSELHOS

-Desporto moderado: marcha, hatha-yoga, etc. -Evitar preocupaes, contrariedades, 
enervamentos.
- Praticar exerccios respiratrios (ver p. 137).

244

Artrites

Artrites

v

er tambm Alergias (p. 209) So inflamaes nas articulaes. Podem sobrevir no 
seguimento de inmeras causas e devem ser vigiadas.

M1171a1710(20 ml), Owei

8.9 *                           RaIz do Arylica (20 m@, Sabugueiro - ZIMbro         
           Azeda-crespa (20 m@,
2 de cada, dia sim dia no, e:               Can&1a (15 Mg,

SlSaCarrl17.7 - B0InIC.7            Alcauz (10 m/)

* 2 de cada, dia sim dia no.           - Deitar as tinturas num frasco de * 
Alternadamente, semana sim,            vidro opaco. Agitar com fora. semana no.    
                       -Tomar algumas gotas num copo Cura de dragelias:              
         de gua quente, 3 vezes ao dia.
- Durante 1 ms, 4 drageias por

dia.                                  -Rebentos de cssia em maceOU IMUSO           
             rao ou tintura-me (20 a 30 Sabugueiro + Zimbro +            gotas, 2 
ou 3 vezes ao dia). Salsaparr1117.7 -k BelnIca

1 pitada de cada planta para 1 chvena, ferver durante 3 minutos e deixar em infuso 
15 minutos. Tomar 3 a 4 chvenas por dia.

~

Zimbro

1 a 3 gotas, 2 vezes ao dia. r[@]j   rintllw-mfe *

Mistura de tinturas:

Erva-de~so-joo (30 ml), Aipo (30 1771),

As pessoas sujeitas ao artritismo, ao reumatismo,  gota e s contuses devem 
preparar a macerao seguinte, indicada por Chornei

Ti-atado das Plantas suais@.

Meio litro de azeite virgem (pode ser substtudo por leo de amndoas-doces), 30 g 
de sabugueiro, um punhado de camomila (20 cabeas). Expor ao sol durante 8 a 10 dias 
ou, para activar a preparao, aquec-la em banho-maria, em lume brando durante 30 
minu245

Artrites

tos, e deixar repousar vrias horas.

Esta mistura utiliza-se tal qual, em frico sobre as partes doentes ou misturada com 
lcool canforado para aquecimento. Chomei aplicava esta preparao para resolver 
inchaos, convulses e tremores de origem nervosa.

COMPIOSS.M
O COM.VAM7,75 *

Decoco de@

SabuguerO -@- Lav.Ind,9

2 pitadas de cada planta para meio litro de gua, ferver durante 20 minutos, deixar 
em infuso 30 minutos. Aplicar em compressas, vrias vezes ao dia. A cataplasma 
utiliza a mesma decoco, que se mistura com argila de modo a obter uma pasta 
homognea. Repetir vrias vezes ao dia.

88/717OS do .75S0J7t0 *

Banhos de assento frios (ou mornos).

0817h05 dre vapor *

2 vezes por semana, seguidos de frices frescas.

A fusies *

Dirias.- braos e coxas, alternadamente com fulgurante - afuso rectal.

CI1MUIo de Neptu17o *

AI1M0I7MO

A mais conveniente  a alimentao vegetariana.

Evitar: caa, carnes vermelhas, gorduras, gorduras animais, manteigas cozinhadas, 
fritos, charcutaria, pratos com molhos, pimentos, pimenta (ateno ao sal), vinho, 
cerveja, lcool, doces.

Alimentos privilegiados.- levedura de cerveja, alho cru, cebola, alface, uvas, papas 
de aveia, cereais integrais, po integral, legumes e frutos frescos.

L@U Jejum      *

 provavelmente a teraputica ideal e indispensvel.

Fazer tambm cura de fruta fresca.

246

Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites

o Artrose, Reumatsmos artculares, Poliartrites

Ver tarribm Alergias (p. 207), Reurnatismos (p. 538).

V Estas afeces podem ser acompanhadas de febre, vermelhido e deformao das 
articulaes, que se tornam dolorosas.

Sabemos actualmente que este tipo de afeco tem origens plurifactoriais. A artrose  
uma patologia que afecta um grande nmero de indivduos. Suspeita-se que acima dos 55 
anos de idade os indivduos sofrem de problemas articulares passageiros ou crnicos 
em propores que atingem os 40%.

At h pouco tempo existiam poucos tratamentos flveis, as dores eram associadas ao 
envelhecimento, a problemas decorrentes de fracturas, de erros alimentares, de 
factores hereditrios, etc,

Esta afeco caracteriza-se por uma limitao dos movimentos que surge aps o 
aparecimento de dores. As deformaes articulares so frequentes. As crises so 
geralmente agravadas pelo frio e a humidade e melhoram com o calor.

Nota-se tambm que o envelhecimento favorece naturalmente a anquilose e a perda da 
mobilidade bem como as sobrecargas ponderais.

So actualmente propostos diversos tratamentos pela medicina aloptica. Os anti-
infiamatrios, em particular, com os seus efeitos secundrios bem conhecidos, 
deveriam ser reservados apenas aos momentos de crise aguda.

A poliartrite reumatide pode surgir aps um choque emocional (ou agravar-se em 
resultado desse choque).

Para o Dr. Polak, as dores da artrose no se devem, como geralmente se pensa,  
cartilagem, mas sim aos espasmos musculares.  por isso que este mdico afirma que as 
dores so sempre reversveis tratando o msculo atravs da mioterapia.

Quanto aos partidrios da complementao alimentar, estes consideram que a vitamina C 
associada  vitamina E  um tratamento que favo- rece o restabelecimento do 
metabolismo e simultaneamente impede a sua deteriorao.

247

Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites

o~eA 75 *
1@fl BNIa - Fr&ixo - Ra1@7ha~oos-Pr-7dOS - AlqUOqU&17j& - Salguelro - HrPag&

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia, por perodos de 3 semanas. Repetir.

ou Infuso Stula ><- Fr&lxo * Rainha-dos~pr-7dos -,- Alqu&quenje Salqu&Iro + 
Haroagfilo

* 1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. * Tomar 3 ou 4 chvenas ao dia.

leOS 055017CAW715 Blu127, monta

* 2 ou 3 gotas de cada, alternadamente com:

N127U11 - PInho - ZMbro

* Cura de leo de onagra : 4 a 6 cpsulas de cada por dia, durante perodos de 4 a 6 
semanas. Repetir 3 vezes por ano.

COffiPI.OSMOS

As aplicaes de cataplasmas de cebola, de folhas de couve crua e de argila so 
recomendadas.

RMI1OS OO OSSOIMO *

Frios ou mornos, 2 ou 3 vezes por semana.

Lovagens *

3 por semana com uma infuso de camomila-. 10 a 12 cabeas de camomila para meio 
litro de gua. Ferver, deixar arrefecer e aplicar. Conservar se possvel durante 
cerca de 20 minutos.

E5717hos de mpor *

2 ou 3 por semana, seguidos de loes frescas.

Duches O afi~ *

O Dr. Bilz recomenda em particular aplicaes frescas e de curta durao sobre a 
parte doente, vrias vezes ao dia.

Recoffim rItotelaputicas

GSSI19

* Demolhe a frio em meio litro de

gua 40 g de folhas secas de cssia. Aquea em lume brando at ferver. Deixe em 
infuso um quarto de hora.
* Beber 3 chvenas por dia (entre

as refeies).

Mistura de:

Folhas de Cssa (80 g), Folhas de Frel)(o (40 g), Floies de Rainha-dos-Pr-7dos (150 
9), Flores de urze

248

Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites

* 1 colher, de sopa, desta mistura para uma chvena de gua a fe rve r. * Tomar, de 
preferncia,  noite.
2)       Flores o& Sbugue11-0 (309),

V&rbe17a-oci@7a1 @1,5 g), Ma17j0r0n3 @10 g)
* Misturar as plantas e acrescentar a meio litro de gua a ferver. Deixar em infuso 
durante 20 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

3)       cardo-bonto po g),

Anmona pulstil @15 g), Flores de Verbasco br.917C0 @15 g)

* Ferver e deixar em infuso durante 30 minutos em 1 litro de gua.
* Tomar 2 vezes ao dia durante 6

dias. Fazer uma pausa durante
4 dias e recomear (a cura dura ao todo 20 dias).
* Existe tambm uma preparaao

 base de cssia e de harpagophytum pronta a utilizar que se encontra nas 
farmcias ou lojas de diettica.
* Para um cientista alemo, o

Dr. Hauschka, o bambu-cie-tabashir, utilizado h 2 ou 3 milnios no Extremo Oriente, 
facilita a reconstruo  ssea. As farmcias e lojas de diettica vendem preparaes 
ou tintura-me de bambu-de-tabashir.

Ca Va15n17.7

Recomendada graas  sua riqueza em slica que favorece a assimilao do clcio.

Flores de Camomil.7 romana
* Em infuso: 20 cabeas de

camomila para 1 litro de gua. Ferver e deixar em infuso 10 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia,

durante perodos de 15 dias a 3 semanas.

Ps de Coreja -@- Css/a UrtIgas + MIrlilo + CamomIla + Orgo + TOM11170
* Em infuso, 2 ou 3 pitadas desta

mistura para 1 chvena de gua. Ferver e deixar em infuso 5 minutos.
* Tomar 3 ou 4 chvenas ao dia.

1?ai1717a-olos-prados
* 1 grande colherada num copo de

gua a ferver- deixar em infuso durante 10 minutos.
* Tomar 1 chvena durante 15

dias, de 2 em 2 meses.

Gemotelwpla

* Um tratamento de base pode ser

feito com:

PInus montana, Rbes nIgrum, WIS Vi171fOra (M f.7rMCl)
* O sumo de luzerna pode ser

tomado como complemento alimentar (30 g por dia).
* Fazer uma decoco com uma

mistura (partes iguais) de folhas de Freixo, de H~agophytum e de luzerna. Deitar 50 g 
de mistura em 1 litro de gua. Ferver.
* Beber 5 chvenas ao dia.

249

Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites

Uno local de leo de camomila canforada, enriquecida com louro e essncia de 
manjerona.

Almonffipo *

Num dossordedicado  poliartrite, o Professor Seignalet, do laboratrio de 
imunologia de Montpellier, comenta que as terapias clssicas tm efeitos limitados e 
que a remisso completa  rara e discutvel. De facto, o tratamento deste tipo de 
patologia limita-se, na maioria das vezes, a uma aco sobre as dores.
O tratamento que testou em doentes com poliartrite reumatide dita evolutiva consiste 
em seguir um regime diettico. Em 85 doentes que tentaram este tratamento, apenas 46 
conseguiram segui-lo; as directivas fundamentais eram as seguintes:

comer alimentos crus, de preferncia biolgicos; suprimir todos os produtos lcteos; 
suprimir os cereais,  excepo de pequenas quantidades de arroz.

Os resultados positivos obtidos so particularmente interessantes porque, segundo 
diversos estudos, atingem-se quase 80% de

resultados positivos, aps um ano de alterao do regime alimentar inicial. Esta 
orientao alimentar deve ser feita de forma imperativa e sem qualquer tolerncia e 
pode incluir peixe e carne crus. (Ver Alergias, p. 207). Alimentos privilegiados: 
Todos os alimentos crus, couves, beterraba, cenoura, frutos frescos e secos, cebola, 
alho, aipo, ba~ gas maduras de groselha, de cssia, etc.

jejum

 um excelente regenerador.
* Praticar 1 ou 2 dias por semana.
* Cura de fruta, especialmente de

uvas, no Outono.

OU& fl~Mentos

* As massagens, a electroterapia

e a acupunctura podem complementar um tratamento.
* A horneopatia, por seu lado, utiliza diversas substncias, entre as quais Sulphur, 
Kalium carb, Bryonia alba, Arnica, Nux vomica, Medorrhinum, Thuya, em diluies que 
variam de 5 a
30 CH.
* A autornassagem das partes

situadas prximo das zonas doentes permite tambm aliviar as dores, com leo de 
sabugueiro do Dr. Chomel: 30 g de sabugueiro para meio litro de azeite

250

Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites

(ou leo de amndoas-doces). Acrescentar 20 cabeas de camomila. Deixar macerar 8 
dias ao sol ou aquecer a mistura em banho-maria durante 30 minutos

para acelerar a preparao. Deixar repousar 2 dias, filtrar e misturar em partes 
iguais com lcool canforado. Fazer 1 ou 2 massagens por dia.

RECEI7A ANrL4R7R0SE

Esta receita  citada por inmeros autores. Teria principalmente

uma aco remineraiizante. Prepara-se da seguinte maneira:

- Uma casca de ovo, de preferncia biolgico. Depois de retirar as

aderncias no interior, reduzi-ia a p; espremer 2 limes. Deixar a casca dentro do 
sumo de limo durante toda a noite: esta dissolve-se,

- Tomar 2 colheres, de sopa, por dia, se possvel em jejum ou

antes das refeies, durante 8 dias. Parar durante 4 dias e recomear.

- A mesma preparao pode ser feita utilizando vinagre de cidra.

O tempo de diluio e a posologia so idnticos.

SOPA

- 2 cenouras, 3 dentes de alho, salsa, 2 cebolas. Moa tudo. Acrescente 1 litro de 
gua, ferva cerca de 10 minutos e deixe repousar meia hora. Beba esta mistura morna 
ao longo do dia.

CONSELHOS

As actividades devem ser adequadas a cada caso. No devem de modo nenhum ser 
constrangedoras, mas devem, contudo, ser dirias de modo a no permitir que se 
instalem endurecimentos musculares prejudiciais.

251

Asma

Asma

P

odem ser consideradas vrias causas: alrgicas, respiratrias, nervosas, alteraes 
no modo de vida, aco de certas substncias odorferas, etc. (ver tambm Alergias, 
p. 209).

0189ei

495 *

Hor,@ - TassIlag&m

2 drageias de cada, dia sim dia no, com:

V.71kina - Salva

* 2 drageias de cada. * Seguir o tratamento durante 1 semana, alternando com:

atlelidnl.? - ~basco-branco

* 2 drageias de cada, dia sim dia no, com:

V,glorIna - AnglIc.7

* 2 drageias de cada.

OU IMUSiO * Hwa 1 Tussla_~ + V.71enana + SaIV.7

* 1 pitada de cada planta para
1 chvena grande de gua. Ferver 2 minutos e deixar em infuso 15 minutos. * Beber 4 
chvenas por dia, durante 1 semana, alternando com.QU&IldnIg + Vorbasco-branco + 
Valrina + A nglIc.7 * 1 pitada de cada, ferver durante

2 minutos e deixar em infuso
15 minutos.
- Tomar 4 chvenas por dia.

ReceIMs lf rItotelopoutica-9

Alcar.9via

* Infuso de 10 g de planta para 1

litro de gua.
* Tomar 1 chvena depois das refeies.  utilizada para a produo do kumm&l (lcool 
 base de cominhos).

Ang1@a-oo,s~bosqu&s

15 g de raiz para 1 litro de gua a ferver. Deixe em infuso 10 minutos.
* Tomar meia chvena por dia.

Arnica-da-montanha


ATENO1 Este planta  perigosa em doses elevadas, por via oral. Provoca vertigens e 
vmitos. S deve ser tomada sob aconsolhamento de um especialista.
* A infuso e a decoco de flores

faz-se  razo de 5 g para 1 litro de gua; de folhas, 10 9 para

252

Asma

1 litro de gua; de razes, 4 g para 1 litro de gua.
* Tomar 1 a 3 chvenas por dia,

sob receita mdica.
* Antigamente, os habitantes dos

Alpes utilizavam-na como tabaco, fumando as folhas ou aspirando-a pelo nariz como 
rap.

Aspru127-odorfera
* Infuso de 20 g de planta para 1

litro de gua. No deixar em infuso mais de 8 minutos, de modo a evitar um gosto 
amargo.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.
* Esta planta pode tambm ser

eficazmente utilizada para perfumar a roupa e preserv-la contra os insectos. Em 
certas regies produz-se   vinho de Maio, uma excelente bebida preventiva obtida 
por macerao de asprula em vinho branco.

Assaftid.7

Planta originria do Iro e do Afeganisto e cultivada em Frana como planta 
ornamental. ATENA01  uma planta abortival Tem tambm uma forte aco sedativa.

Betnca-oficInal

Infuso de 20 g de planta para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em 
infuso durante 10 minutos. Tomar 2 chvenas por dia, depois das refeies.

Carnornila (matricrl) e c.7morn127-rom.717.7
* Infuso de 10 g de planta para 1

litro de gua a ferver.
* Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

Catalpa

As folhas e os frutos contm uma substncia chamada catalpina, til no tratamento da 
asma e da tosse convulsa.
* 10 g de folhas para 1 litro de

gua. Ferver durante 2 minutos e deixarem infuso 10 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia.

Drs&ra-de-fol17as-r&dondas

* Infuso de 10 g de planta seca

para meio litro de gua a ferver. Deixar em infuso 10 minutos.
* Beber 2 chvenas por dia.
* Tintura-me*: 1 litro de lcool a


700 para 200 g de planta. Tapar a garrafa e deixar macerar 2 semanas  temperatura 
ambiente. Agitar, 2 vezes por dia.
* Tomar 15 gotas misturadas a

gua, 2 vezes ao dia.

Efedra

* Em infuso ou tintura-me.

ATENO1 No utilizar esta planta sem consultar um especialista.
* Utilizam-se diferentes espcies

de efedra na medicina asitica para tratar as afeces pulmonares.

No Iraque, em cavernas do neanderthal, encontraram-se restos de efedra, provavelmente

253

Asma

utilizada para cerimnias e oferendas funerrias. Os indios da Amrica do Norte 
bebem-na em decoco, como estimulante e como suporte para a adivinhao.

17U13-CaMpa17a
*  Infuso da raiz: 30 9 de raiz para

1 litro de gua fria. Deixar macerar 12 horas, aquecer sem deixar ferver.
*  Beber uma chvena morna por

dia que pode adoar com mel.
*  Pode tambm ser tomada

macerada em vinho branco durante pelo menos 1 semana,
*  Na Alscia prepara-se o vinho

11 reps misturando a parte subterrnea seca da planta com mosto de uva preta 
fermentada durante o Inverno.

Erv.?-cldrelra

*  Infuso de 10 g de planta para 1

litro de gua a ferver.
*  Beber 2 chvenas por dia, quente e adoada com mel.
*  As folhas maceradas em vinho

serviam antigamente para tratar as mordeduras de escorpio, de aranhas e de ces.

Estr29Mnio

*  Utiliza-se sob a forma de cigarro

ou em p. ATENA01 Esta planta  txica. No utilizar sem o conselho de um 
especialista. Encontrmos um trabalho sobre

os efeitos antiasmticos dos cigarros de estramnio, de beladona e de meimendro. 
Estas 3 plantas pertencem  mesma famlia do tabaco. Estes cigarros foram 
considerados por Trousseau como quase milagrosos. Eles foram at h pouco tempo 
muito utilizados em Frana. O autor deste trabalho confirma que fumar estes cigarros 
tem um efeito calmante em ataques de asmas.

M917j6eron.7
* Infuso de 10 g de planta para 1

litro de gua a ferver.
* Tomar 3 chvenas por dia durante 1 ms. Repetir.

Menta
* Infuso de 10 g de planta para 1

litro de gua a ferver.
* Beber 2 chvenas por dia.

Pmpnela

* Infuso de 10 g de planta para 1

litro de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso 10 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

S.7114.7-OfIC117.71
* Infuso de 10 g de planta para 1

litro de gua.
* Tomar 3 chvenas por dia fora

das refeies durante 3 semanas. Repetir.

Ta17c17.7gem
* Decoco de 20 g de raizes ou

de folhas para 1 litro de gua

254

Asma

(ou eventualmente de vinho branco).
*Beber 3 chvenas por dia durante 3 semanas.

Tussilagem
*Infuso de flores, 10 g para 1 litro de gua a ferver. Deixar em

infuso durante 15 minutos.
*Beber em mdia 4 chvenas por

dia, depois de filtrar a tisana de

modo a retirar os detritos que podem irritar a garganta. Dioscrides aconselhava-a em 
fumigaes para tratar doentes asmticos. Plnio, o Antigo, era partidrio de 
utilizar as folhas frescas. Na antiguidade servia para fazer amadurecer os abcessos 
dos seios.

Para evitar os ataques de asma

D~0A15     *

*Cura de drageias de prpolis: 2

a 4 drageias por dia durante
1 ms.
*Ou em extracto lquido, 10 a 20

gotas 2 vezes ao dia.
*Fazer o tratamento no Outono e

na Primavera. A seguinte preparao d bons resultados:

117fuso 

QU&Ild171a -@- LaVanda Valeroana + TomIlho

* 1 pitada de cada planta + 5 ou
6 rodelas de nabo; ferver durante 3 minutos e deixar em infuso 15 minutos; adoar 
com mel. * Beber  noite, de preferncia.

Receitas da medicina monstica, arte mdica dos Irmos de So Joo de Deus (Fato Beno 
F~01IV

IMUSO d.9 SOgUI1M0 Misturl?..

TussIla~ (foffias, 20 g), TIla (flores, 20 g), Altel,9 (ralz 10 g), PMpnela (raz 
lo g), MaIv,7 (flores, 10 g), Sabuguer0 (flores, 10 9), Marroio branco (erva, 10 g), 
Alcauz (r.71z, 10 g), Hortel-pm--nta (foffias, log)
* Misturar as plantas e deitar uma

colher da mistura numa chvena de gua a ferver. Deixar em infuso 30 minutos, 
filtrar e adoar com sumo de framboesa ou de cssis.
* Beber 3 chvenas por dia, depois das refeies.

10OS 055017CIOIS


Por instilao num difusor de aromas, algumas gotas de Ilavanda ou de oucalipto.

255

Asma

Outros leos essenciais:

Alho, AnglIca, Bomeol Ca/opute ESP117h01ro alvalHortel P~17la, IrS, V.71&- ,rana, 
Verbena-arointca

7ZIMUrOS-MO

Mistura de tinturas-me:

HIssopo (25 m,9, --nula-campana (20 rng, Toml17o (20 ml), CaMOM17.7 (20 m,9, 
Extracto fludo de Drser.7 (10 m,9, Extracto flulolo de Alcauz (5 M/)
Deitar todos estes lquidos num
frasco de vidro opaco. Agitar bem. Tomar algumas gotas numa chvena de gua, 3 vezes 
ao dia, antes das refeies.

8m7hos de vapor *

Banhos de vapor curtos, de 20 a
30 minutos aproximadamente. Repetir 3 vezes por semana, seguidos de um duche morno ou 
de uma frico.

8M71705 dO V27POr dos ~

1 ou 2 vezes por semana, seguidos de uma frico fresca.

Para parar os ataques de asma

- Mergulhar os ps e as mos em

gua quente e fazer aplicaes de compressas quentes no esterno. Mergulhar, em 
seguida, os ps e as mos em gua fria (5 minutos em gua quente e meio minuto em 
gua fria). Repetir se necessrio.

08/711OS de OSSeIMO

Banhos de assento frios, 3 vezes por semana.

Afus~ *

- Afuso das coxas, de manh.

Afuso dos joelhos e do rosto,  noite.

A111n01M80o

Alinientao sbria e variada. Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, legumes 
e frutos frescos, alho, cereais integrais, po integral, etc.

JOjUJ77

Fazer, de vez em quando. E tambm cura de fruta.

256

Asma

OutMS MOMMOIMOS

Todas as medicinas oferecem um

grande leque de tratamentos para esta doena:
* A horneopatia preconiza, entre

outros: Kalium carbonicum, Arsenicum album, lpeca, Lobelia, Kalium nitricum, 
Sambucus, Turbeculum.
* O tratamento isoteraputico,

especialmente em casos de alergia s poeiras caseiras, pode ser prescrito, ou uma 
dessensibilizao por isoterapia urinria em diluies de 7-12 ou 30 CH.
* Acupunctura
* Osteopatia
* Quiroprtlca
* Mioterapia
* Curas termais
* Espelleoterapia, etc.

A asma segundo a mecnica bitica

A verdadeira asma instala-se no seguimento de uma falsa asma, tratada com 
cortisona e broncodilatadores.

Para a mecnica bitica, a falsa asma provm dos stresses vibratrios txicos, 
acumulados nos pulmes. Pode ser erradicada graas a uma limpeza destas acumulaes.

A origem txica ocorre nas crianas, especialmente no seguimento de poluies por 
vacinao (B.C.G.), climticas e urbanas. A transmisso hereditria da memria da 
gua para a memria do ar, passada erradamente no nascimento ou no seguimento de 
partos com epidural, bem como problemas afectivos ou de identidade podem tambm ser 
responsveis por alergias. A qualidade da gestao e do nascimento tem uma grande 
importncia na gnese desta doena. Todavia a asma , antes de mais, a manifestao 
de um problema de identidade e de hipersensibilidade face ao meio ambiente.

Repondo em fase o movimento bitico das clulas pulmonares, a aplicao bitica faz 
desaparecer as manifestaes da falsa asma e torna os pulmes aptos a efectuarem 
trocas.

257

Astenia nervosa

CONSELHOS

-A marcha  muito aconselhada.
- Ver Endurecimento (p. 132).
- Vigie tambm o excesso de humidade, as poeiras ambientais, o

ar condicionado e, obviamente, o tabaco.
- Exerccios respiratrios (p. 137).

Astenia nervosa

R~IMS fitoffiMptItica-9 ,coro- verd27dehro, ou 1.7 v,17nd.7

Utiliza-se em tisana ou em banhos. Para os banhos: 30 g de raiz ou
30 g de flores para 1 litro de gua a ferver. Deixe ferver durante 15 minutos e deixe 
em infuso 20 minutos. Filtre e mis- ture na gua do banho.

ATENO1 No tomo banho  noite o no ultrapasse os 15 minutos.

Alecrim

Em vinho, infuso ou em banhos. Vinho de alecrim: 100 g de planta fresca para 1 litro 
de vinho de boa qualidade; deixar macerar durante 15 dias. Filtrar. Tomar 1 pequeno 
clice, de licor, por dia, durante 15 dias. Repetir.
* Banhos de alecrim: 100 g de

alecrim para 2 litros de gua. Ferver durante 15 minutos e deixar em infuso 10 
minutos. Acrescentar  gua do banho.
* 1 ou 2 banhos por semana.

Ginse/79
* Ferva 20 g de raiz para 1 litro de

gua durante 1 minuto. Deixe em infuso durante 15 minutos.
* Tomar uma chvena, de manh

e  noite.
* Esta planta  considerada uma

panaceia e um afrodisaco. Foi apreciada pelos imperadores da China, que, todos os 
anos, organizavam uma expedio  Manchria para a sua colheita. Foram os diplomatas 
russos que popularizaram esta planta na Europa.

258

B

- Blenorragias, Gonorreia - Esquentamento
- Boca (Afeces bucais, Estomatites, Piorreia, etc.)
- Bronquites, Traquetes, Catarro das vias respiratrias
- Bursite (Higrorna)

Bienorragias, Gonorreia - Esquentamento

Blenorragias, Gonorreia Esquentamento

E

stas afeces caracterzam-se por um corrimento muco-purulento dos

rgos sexuais. Este surge alguns dias aps o coito com urn(a) parceiro(a) 
contamnado(a).  indispensvel um tratamento mdico.

Note-se que, mesmo em casos de relaes sexuais duvidosas, o parceiro ou a parceira 
podem no ficar obrigatoriamente contaminados.  portanto indispensvel que exista um 
terreno predisposto  doena. A relao sexual neste caso especfico  apenas o 
catalisador de vrias fraquezas, que poderiam ter-se manifestado numa outra ocasio, 
sob uma

forma diferente. Compreende-se por conseguinte o interesse de um tratamento das 
causas profundas, de modo a que o corpo fique apto a defender-se em caso de agresses 
exteriores.

Banhos de 05501M0 *

* Banhos de assento quentes
* Ou banhos de assento Kneipp,

2 vezes por semana.

8817h05 de vapor *

- 2 por semana, seguidos de

duches frescos e refeies vigorosas.

LL(@'j Dragelas SoIsg d-- p,7stor - AgrImni

2 drageias de cada, alternando dia sim dia no com:
7aiw17agem - Zimbro - Bardai7a
- 2 drageias de cada.

~

L a V.717da

- 2 gotas, 3 vezes ao dia. ou..

S27ssafrs @citido por G170m01)

* 1 ou 2 gotas, 3 vezes ao dia.

ou TerebIntIna

* 2 gotas, 2 vezes ao dia.

Dirias: do peito e das costas fulgurante. (@@    Alimen&o *

Vegetariana, de preferncia.


260

Boca (Afeces bucais, Estomatite, Piorreia, etc.)

*  Contra-indicaes: carnes gordas, lcool, cerveja, vinho, especiarias, sal 
(reduzir), agcar (reduzir), conservas, aparas e miudezas (vsceras), charcutaria, 
maionese, caa, etc.
* Alimentos privilegiados: saladas cruas, levedura de cerveja, roms, laranjas, 
limes, cereais

integrais, amndoas, amendoins, tmaras, frutos scos, uvas.

jejum

Pode ser utilizado como teraputica de purificao e de limpeza. Cura de frutos, 
especialmente de uvas e alperces.

CONSELHOS

Vigie a higiene sexual e o tratamento simultneo do(da) parceiro(a).

Boca (Afeces bucais,

o Estomatite, Piorreia,, etc.)

V

igie particularmente a dentio, o fgado, a vescula biliar, o estmago, etc. Faa 
uma higiene rigorosa da boca, escove os dentes com frequncia. Consulte o seu 
dentista para limpar o trtaro.

Veja tambm Aftas, p. 198 - Dentes, p. 356.

Cura de prpolis:

4 drageias por dia durante 1 ms. Repetir vrias vezes ao ano.

OU JAIMUSiO * Salva - Espinheiw alvar + Erva-benta + Malva

1 pitada de cada planta para uma chvena grande de gua. Fer~gei ,is Salva - 
Espin17eii-o alvar

* 2 drageias de cada, durante a manh.

Erva-benta - Malva

* 2 drageias de cada, durante a tarde.

261

Boca (Afeces bucais, Estomatite, Piorreia, etc.)

ver durante 3 minutos. Deixar em infuso 15 minutos. Tomar 3 chvenas por dia, fora 
das refeies, durante 3 semanas.  Repetir.

leos essenclois

Cr.7VO-de-cabecinha

1 ou 2 gotas, 3 vezes ao dia.

Limo

2 gotas, 2 vezes ao dia. In      LIVOgons do bow

Decoco (para fortificar as gengivas):

Carvalho (lo'117as) -k Brun&1a * Bstorta

* 1 pitada de cada planta para uma chvena de gua. Ferver durante 15 minutos e 
deixar em infuso 20 minutos. * Fazer vrias lavagens por dia, seguidas de uma 
massagem das gengivas com um pedao de pano de algodo. Terminar com uma lavagem com 
gua morna.

O padre Kneipp aconselha:
- Lavagens da boca com uma

decoco de:

S.?/V.? + Cav,911n17,9

@]1 PefiffiffiCO

Confeccione este dentfrico para

fortificar as suas gengivas. Ingredientes:
- Uma pequena colher de sal marinho no refinado, cerca de 15 gotas de uma mistura de 
leos essenciais de crevinho, orgos, monta, segurolha. Deixar embeber, acrescentar 
gua e argila verde, misturar tudo muito bem de modo a obter uma pasta untuosa.

8,117/705 *

* Banhos dos ps derivativos, 2

vezes por semana.
* Banhos de assento frios ou banhos de assento com frices, dia sim dia no.

Riviffios de vapor *

- 3 vezes por semana.

Duches o Offises *

* Dirios.
* Afuso das pernas e dos braos, alternando com uma afuso do rosto e da cabea.
* Afuso rectal.

CintUIO 0 NO.ONJ7O

Recomendado.

262

Boca (Afeces bucais, Estomatite, Piorreia, etc.)

Receitas fitoffimpu~S

Carvaffio-comum

* Decoco da casca-. ferver 20 g durante 15 minutos em 1 litro de gua. * Fazer 3 
lavagens da boca por dia,

GernIo Ervg-de-so-roberto

* 10 g em 1 litro de gua fria. Deixar em infuso e em seguida ferver durante 10 
minutos. * As folhas frescas podem ser mastigadas. * Fazer 3 lavagens por dia.

SalVa 011C1M1 O 7M11170

* Preparao como para as anginas (p. 233). * Fazer 3 ou 4 lavagens por dia.

Tor~ntIlha

* 1 g (equivalente a uma ponta de faca) de p do rizoma (em gua ou vinho tinto), 4 
vezes ao dia. * Utilizada tambm para o corrimento branco das mulheres (10 9 do 
rizoma para 1 litro de gua).

Affineaffi00*

Como em todas as doenas digestivas, a alimentao tem um papel preponderante.
* Ver eventualmente Priso de

ventre (p. 522).
* Contra-indicaes: lcool, vinho, cerveja, tabaco, gorduras animais, manteiga 
cozinhada, fritos, conservas, charcutaria, maionese, especiarias, acar, doces, etc.
* Aliniontos privilegiados: alho,

cebola, levedura de cerveja, limes, laranjas, toranjas, legumes e frutos frescos, 
leo de milho, cereais integrais, trigo, arroz, trigo sarraceno, cevada, aveia, po 
integral, etc.
* Vigie a mastigao.
* No comer alimentos dema~ siado quentes nem tomar bebidas geladas.

jk, /um

* Acompanha e completa judiciosamente o tratamento natural da piorreia e de outras 
afeces bucais. * 1 dia por semana, a fruta. * Cura de fruta de estao; pssegos, 
peras, uvas.

263

Bronquites, Traquetes, Catarro das vias respiratrias

Bronquites, Traqueites, Catarro das vias respiratrias

v

er tambm Anginas (p. 233).
O corpo deve, em qualquei- circunstncia, ter a possibilidade de resistir s 
agresses exteriores. As bronquites, as traquetes e outras afeces de Inverno so 
uma expressiva ilustrao da diminuio das defesas naturais.

Por que razo  capaz um indivduo de fazer face sem problemas a um

Inverno rigoroso enquanto outro, nas mesmas condies, fica doente? A resposta  
simples: o organismo resistente adapta-se s condies climticas enquanto o fraco 
cede. Temos de concluir que o frio no  a causa profunda da afeco, mas apenas o 
seu detonador.

80/7h05 *

* Banhos dos antebraos e dos ps com uma decoco de:

L31,ar`da -@- SablIgUeIrO + EUC.711p10 *  2 pitadas de cada planta para meio litro de 
gua. Ferver durante 15 minutos, deixar em infuso 20 minutos. Acrescentar 4 ou 5 
litros de gua. Proceder aiternadamente, 5 minutos para os braos e 5 minutos para os 
ps. Passar por gua fresca.

01v90i

OS * 17U18-CaMpana - ESCabIOSa

2 drageias de cada.

Marro/o - TOMlho - S&117@a * 2 drageias de cada. * 1 vez por dia, alternadamente, 
dia sim dia no.

!U IM/5J0 * Enula-campano Escabiosa + arrolo Tomiffio -@- BtnIca

* 1 pitada de cada planta para 1 chvena grande de gua. Acrescentar 3 cravos-de-
cabecinha. Ferver 3 minutos e deixar em infuso 15 minutos. * Tomar 4 ou 5 chvenas 
por dia.

10OS OSSOMISIS Orgos
2 gotas, 3 vezes ao dia.

LLWi =J 8.717hOS dO V.T.00r
- 2 vezes por semana, seguidos

de uma afuso fresca e de uma frico.

264

Bronquites, Traquetes, Catarro das vias respiratrias

Ouches e vfu~s

Das coxas e do peito. Rectal, 2 vezes por semana.

Receit,75 fitoteraputic.vs A11s0ro
* Comer os frutos.

Amor-perfeito
* Infuso de 10 g de raiz para 1

litro de gua fria. Ferver 3 minutos e deixar em infuso 15 minutos,
* Tomar 2 chvenas quentes por

dia.

EUGalIpto
* Infuso de folhas secas: para 1

litro de gua deitar 10 g de folhas secas e deixar em infuso
10 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.
* Banho: 20 g de folhas secas (podem misturar-se com uma

quantidade igual de folhas de tomilho). Deixar em infuso em
1 litro de gua a ferver e acrescentar ao banho (durao do banho: cerca de 15 
minutos).

Falso-escarnbro&lro
* A compota dos seus frutos 

utilizada na Europa Central como antiescorbtico.

Glecoma @erva-de-so-joo)
* Infuso das pontas (frescas ou

secas) em gua a ferver.
* Tomar 2 chvenas ao dia.
* A tintura-mo (composta de

metade de sumo e outra metade de lcool a 700, que se deixa

repousar durante 1 ms) tem as mesmas propriedades que a infuso.  tambm diurtica.

Pnho
* Infuso dos rebentos. Deixar

macerar a frio e em seguida ferver 3 minutos e deixar arrefecer.
* Tomar 3 chvenas por dia, durante 8 a 10 dias.

PO/ 919/27
* Dec~o de 10 g de planta para

1 litro de gua.
* Tomar 3 chvenas por dia, durante 8 a 10 dias.


Sancula-europea
* Infuso de 10 9 para 1 litro de

gua, adoada com mel.
* Tomar 3 chvenas por dia, durante 8 a 10 dias.

Saponria-ofcl@7a1 Decoco do rizoma (10 g de plantas) para 1 litro de gua. Deixar 
em infuso durante pelo menos 6 horas, ferver e deixar arrefecer.
* O nome desta planta curiosa

provm da sua capacidade de fazer espuma na gua. Foi utilizada no passado para lavar 
tecidos de l e branquear rendas.

TomIlho o Tom1117o-erv.7-ursa
* Mesma preparao que para a

asma (p. 252)

TUSSil-790m
* Infuso de 10 g de folhas ou

flores para 1 litro de gua a ferver. Deixarem infuso 10 minutos.
* Toma-se  razo de 3 chvenas

ao dia.

265

Bronquites, Traqueites, Catarro das vias respiratrias

Verb.7SCO
* Infuso das flores acabadas de

abrir, secas e conservadas no escuro, 1 ou 2 pitadas para uma chvena de gua. Ferver 
durante 1 minuto e deixar em infuso 10 minutos.
* Beber 2 ou 3 chvenas por dia.
* As flores cozidas em leito utilizam-se em aplicaes externas contra as dores, as 
hemorridas e as lceras. (@@ -411M0IMOO * Alimentao quente: privilegiar as sopas 
e os purs de legumes. Frutos frescos, laranjas, limes, toranjas, quivis. Contra-
indicaes: alimentao gorda, difcil de digerir, fritos, conservas, charcutaria, 
etc. Alimentos privilegiados: figos, uvas, mas reinetas, jujuba, tmaras, cebolas, 
pur de trigo, mel.

MUM    *

Obtm-se melhorias notveis por meio de jejuns curtos.
1 dia a fruta. Cura de uvas e de alperces.

RECEM

- Macerar durante a noite 1 ou 2 cebolas cortadas finas num

pouco de azeite. Com-las no dia seguinte, adoadas com mel (segundo Chornel).

rRAMMEN70 KNEIPP

De manh, lavar o corpo todo com gua fresca, em seguida fazer uma frico e voltar 
para a cama. Todos os dias, fazer uma afuso superior fresca, se o corpo estiver 
quente. De manh o  noite, tomar uma tisana de casca de carvalho + cavalinha. Casos 
dificeis: fazer uma loo fria no corpo ao sair da cama, depois voltar para a cama 
durante 1 hora. Todos os dias, duches e afuses dos joelhos. Todas as semanas, 2 
banhos frios curtos (30 segundos). Tisana de urtigas (2 a 6 chvenas por dia): 20 9 
de planta fresca para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos. Deixar em infuso
10 minutos.

266

Bursite (Higroma)

CONSELHOS

Suprimir o tabaco.

Ver Endurecimento (p. 132). Arejar os quartos. Lavagens eventuais com uma infuso de 
camomila: Deitar 8 a 10 cabeas em meio litro de gua, ferver e deixar em infuso 15 
minutos. Fazer a lavagem, morna, 1 a 2 horas antes de deitar.

Bursite (Higroma)

r E

indispensvel um acompanhamento mdico. Trata-se de uma reaco inflamatria 
especfica que afecta um tendo, uma rtula, um cotovelo, etc.

Os autores americanos relatam bons resultados obtidos graas  acupunctura e a 
quiroprtica. Todavia , muitas vezes, necessria uma interveno cirrgica. Em 
fitoterapia aconselham-se geralmente diversas plantas anti-inflamatrias. Existem, 
contudo, poucos dados convincentes sobre o tratamento desta doena. Certos homeopatas 
prescrevem Rlius toxicodendron em diluio de 30 CH, bem como Bryona 5 CH, Calium 
iodatum 5 CH, etc., mas na nossa opinio trata-se apenas de tratamentos preventivos 
ou para evitar recadas.

Atenol Esta planta  perigosa. No utilizar sem consultar um especialistalli
* Em tintura-me em lcool a 400.
* Pode tambm utilizar-se misturada com tintura de consolda.

267

7117tUM-MiO

Em uso externo:

AMICa 1n0171.717a



Cabea (dores de) Cabelo (queda do), Caspa Cibras Clculos biliares (litases) 
Clculos urinrios Cancro Catarata Celulite Citica Cicatrizao de feridas e 
hemostticos Cistite Colesterol Colibacilose Clicas hepticas Clicas intestinais 
Comicho Conjuntivite, inflamaes oculares Constipao (de cabea) Contuses - 
Golpes Convulses Coqueluche - Tosse convulsa Corao - Afeces cardacas Coreia 
(Dana de So Gui) Corrimento branco Costas (dores nas) Cuperose

Cabea (dores de) 1 Cabelo (queda do), Caspa

Cabea (dores de)

v

er Enxaquecas (p. 377).

Cabelo (queda do), Caspa

A

queda do cabelo  frequente, particularmente em certos homens depois dos 40 anos. As 
outras causas possveis so: herpes, tinha, tratamentos mdicos, etc.

Deve observar uma higiene minuciosa e utilizar champs  base de essncias de plantas 
ou de leo de cade.

F131c00 Frices com uma decoco de:

Toml17o + Blula

3 pitadas de cada planta para meio litro de gua. Ferver durante 20 minutos e 
acrescentar
3 ou 4 pitadas de urtigas. Deixar em infuso durante 30 minutos e filtrar. Frico 
diria, depois da lavagem com champ.

Afuso

Da cabea, 3 ou 4 vezes por semana.

Massagem do couro cabeludo.

Alin701MO-00

Consumo de legumes crus, cereais integrais (arroz), levedura de cerveja, frutos 
secos, amndoas, nozes, etc. Se tiver a pele gordurosa e caspa: vigie 
obrigatoriamente a alimentao. Suprimir: gorduras, manteiga cozinhada, fritos, 
charcutaria, salmoura, cerveja, vinho, etc.

Apresentamos algumas receitas antigas, esquecidas por quase todos, e

que poderiam, como parece, fazer milagres.

270

Cabelo (queda do), Caspa

Para fazer parar DOCOCO V117053 C0P11,ar de MOIMPOIller

Adianto + Hssopo
1 litro de vinho tinto de boa qualidade e 10 boas pitadas de cada planta. Aquecer em 
banho-maria at ficar reduzido em metade. Fazer frices dirias com esta

a queda dos cabelos

mistura. Este tratamento faz parar a queda de cabelo e, ao que parece, f-lo voltar a 
nascer. Como alternativa ao adianto, utilizar:

Foto + Mksopo
- Mesmas propores, mesma

mistura, mesma utilizao.

Para fazer voltar a nascer o cabelo

* 50 nozes verdes, esmagadas,

misturadas em meio litro de azeite. Acrescentar 50 g de alume. Mexer e deixar esta 
mistura repousar durante 3 meses. Moer e depois filtrar.
* Friccionar o couro cabeludo todas as manhs. Esta mistura faz nascer o cabelo.
* Uma decoco de musgo dos

prados teria as mesmas propriedades.
* Estas receitas no tm qualquer

perigo,

ouws fficeitas Bardana-cofnum
* Em tintura-me: 30 g para meio

litro de lcool a 700. Deixe macerar uma semana e acrescente um copo de gua 
destilada. Filtre.

(citado por autores antigos)

Deve ser utilizada como loo.

Blula-branca Um copo (cerca de 250 mi) de seiva de btula fresca em 250 ml de lcool 
a 450. Aplicar em loo ( possvel fazer esta loo utilizando as folhas. Neste 
caso, deixe-as macerar durante 5 dias e depois filtre).

Noguelra Utilizar uma decoco de folhas (30 g) para 1 litro de gua a ferver, para 
lavar o cabelo (receita grega).

Urtga Em tintura-me: 200 g de folhas frescas para meio litro de lcool a 700. Deixe 
macerar 3 dias. Utilizar em loo depois de diluda em gua.

CONSELHOS

No utilizar champs anticaspa, so demasiado agressivos. Alimentao sbria. 
Alimentao com tendncia vegetariana.

271

Cibras

Cibras

P

odem manifestar-se por meio de contraces persistentes dos msculos ou contraces 
corri relaxamentos variveis. Podem tambm ocorrer

em certas posies: corpo inclinado, mo crispada (cibra dos escritores), etc.

0m90i 75 * ArgOn&W (001e1711117a) AbSI@7tO

* 3 drageias de cada no momento da crise e durante os 3 ou 4 dias seguintes.

GOA91a_rW1

* 3 drageias por dia, durante 1 ms (repetir vrias vezes por ano).

OU IMUSO * Arwn,117.7 (potent,717.9) + AbSI@7t0

* 3 pitadas de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 3 minutos. Deixar 
em infuso 15 minutos. * Tomar 3 chvenas por dia.

10OS OSSO17C1815

CaMOM17.1
- 2 gotas, 3 vezes ao dia.

8.9J7h05 *

- Banhos de assento frios e curtos, 2 vezes por semana.

go17hos de mpor *

Tomado no momento da cibra, o banho de vapor permite o relaxamento rpido dos 
msculos. Banhos de vapor da parte ou do membro afectado, seguidos de uma loo 
fresca e de uma frico.

OUCI1OS o MUS495 *

Duche quente da parte doente (mo, p, nuca, etc.) terminando com uma afuso curta, 
mais fresca. Afuso dos joelhos. Afuso das coxas e do baixo-ventre, afuso rectal.

Affi77e17M00

* Ligeira, fcil de digerir, sem excitantes.
* Contra-indicaes: lcool, vinho, cerveja, tabaco, especiarias, conservas, manteiga 
cozi272

Cibras

nhada, charcutaria, maionese, carnes gordas, ovos, pratos com molhos, doces e 
pastelaria, tc.

e Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, cereais integrais, 
po integral, frutos frescos: laranjas, limes, anans, alperces, uvas, legumes 
verdes: alhos-porros, salsa, couves, espargos, funcho, feijo-verde, alcachofras, 
etc. w jejum *

Descontrai e relaxa. Tambm aconselhamos: * Cura de fruta. * 1 dia, a fruta.

A GUNS CONSELHOS DO PADRE KNEIPP

*Se os estados espasmdicos afectam a cabea ou a nuca, dar

banhos de vapor a essas partes do corpo (efectuam-se com um recipiente cheio de gua 
a ferver, com a cabea coberta. O vapor provoca a sudao).
*No abdmen: banhos de vapor de assento + camisa molhada

quente de flores de feno.
*Espasmos no estmago:

-Camisa de flores de feno quente, 2 ou 3 vezes por semana. -Cinturo de Neptuno.
- Dia sim dia no, semicpio frio (banheira) muito curto (3 segundos).
*Cibras no tero:

-Todos os dias- de manh, andar descala sobre a pedra molhada (ou sobre a erva 
hmida, ou sobre tijoleira fria); ao deitar aplicar uma loo fresca completa.
- 2 banhos de assento frios por semana.
*Espasmos do peito, cibras dos ps o das mos- Todos os dias uma afuso superior e 
uma afuso dos joelhos,

3 vezes por semana. -Andar descalo sobre a erva hmida 5 a 15 minutos, dependendo da 
estao.
* Cibras abdominais com clicas:

- Banhos de assento com flores de feno + maillots quentes

sobre o baixo-ventre + infuso de argentina.
- Recomendam-se tambm:

Banhos dos ps quentes seguidos de loes frias.

273

Clculos biliares (litases)

- Infuso recomendada:

Mil-follws * Erva de-soyoo -k Camomila -@- Funcho

1 pitada de cada planta. Deixar levantar fervura. Deixar em infuso 15 minutos. 
Tomar, de preferncia,  noite.
* Kneipp preconiza tomar argentina em infuso em leite quente.
* O cioreto de magnsio pode tambm dar bons resultados.

CONSELHOS

-Praticar o endurecimento (ver p. 132).

Clculos biliares (litiases)

C

aracterizam-se frequentemente por dores na regio do estmago (espasmos estomacais), 
muitas vezes, seguidas de vmitos. Em caso de clica heptica, o doente sente dores 
violentas na regio do fgado e do estmago, e estas dores podem subir at ao ombro 
direito.

As causas: abuso de alimentos gordos, de gorduras animais, vinho, temperamento 
colrico, desgostos, preocupaes, etc.

- 1 pitada de cada planta para uma

chvena de gua. Ferver duDente-de-loo - saxfi-ag8          rante 3 minutos e 
deixar em in-
2 drageias de cada.                       fuso 15 minutos.

Urtgas - P.71-1etra           -  Beber 3 ou 4 chvenas por dia.

2 drageias de cada. Alternadamente, dia sim dia no.

01/ IMUSO * DoMO-de-leO I S8Xffir8g.7 + Urtgas + Pgretr127

Viir     100.9

Alecrn7

2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia. Ou:

274

Clculos biliares (litases)

L imo
2 gotas, 3 vezes ao dia.

80/71,05 de Ossento *

* Banhos de assento quentes, com

massagem do baixo-ventre, 2 vezes por semana.
* Banhos de assento frios. @w       00/7/705 dO V2POr

2 banhos de vapor por semana.

Receitas da medIcina monstica, arte mdica dos Irmos de So Joo de Deus ffiata 
Se/7o Frat0111)

QuelIdma rkervz?, 20 g), Camom11.7 @20 g), Erva-cIdrelra ffioffias, 20 g).
* Misturar as plantas e deitar 1

pitada desta mistura em 1 chvena de gua a ferver. Deixar em infuso 3 minutos e 
depois filtrar.
* Beber 1 chvena quente, 3 vezes ao dia.

DUCI705 o ?fuses *

Afuses das coxas e do baixo-ventre.

Receitas fitOMIsputicos Alcachofra

Infuso de 100 g de folhas em
1 litro de gua fria. Ferver e deixar em infuso 15 minutos. Beber 3 chvenas por 
dia.

C171crIa selvagem Infuso de 20 g de raiz em 1 litro de gua fria. Ferver durante 3 
minutos. Deixar em infuso coberta. Beber 2 chvenas ao dia. A mistura de raizes de 
chicria e de ruibarbo  ligeiramente purgante, aconselhada s crianas.

Fumra

10 g de planta para meio litro de gua fria. Ferver e deixar em infuso 15 minutos. 
Filtrar. Tomar 1 chvena antes de cada refeio. ATENO1 Esta planta  ligeiramente 
txlcal A medicina popular utiliza-a para tratar as afeces crnicas da pele.

Potaste

Infuso de 10 g de raiz em 1 litro de gua a ferver. Ferver 2 minutos e deixar em 
infuso 15 minutos. Beber 2 chvenas por dia. <2i1elIdnia

Infuso de 15 g de raizes secas (eventualmente 30 g de planta) em 1 litro de gua 
fria. Ferver e deixar em infuso 10 minutos. Tomar 3 chvenas ao dia, entre as 
refeies. ATENO1  uma planta txica, deve ser tomada sob prescrio de um 
especialistal

275

Clculos urinrios

l@ M   AlimelMao *

Alimentao sbria. Vigiar a boa mastigao dos alimentos.
* Contra-indicaes-. manteiga

cozinhada, fritos, pratos cozinhados, maionese, charcutaria, carnes gordas, gorduras 
animais, pastelaria, cremes, chocolate, ch, caf, especiarias, vinho, cerveja, 
lcool, acar, etc.
* Alimentos privilegiados- alcachofras, nabos pretos, azeite, limes, toranjas, 
tomates, ceboIas, alho, morangos, alcaparras, uvas, dente-de-leo, azedas, aipo, 
salsa, espargos, funcho, alhos-porros.
- Beber muita gua (limonada). w       JOjU,07 *

 evidente que deixar repousar os rgos digestivos durante algumas horas s pode ser 
saiuta r.
* Dias a fruta.
* Cura de fruta, por exemplo, uvas

ou morangos.

CONSELHOS

Ateno  clera, ao nervosismo, s contrariedades. Ver tambm:
- Exerccios fsicos (p. 133).
- Repouso (p. 135).
- Respirao (p. 137).
- Cinturo de Neptuno (p. 148).

Clculos urinrios

C

aracterizam-se, muitas vezes, por dores frequentes e Insuportveis na

regio da bexiga, acompanhadas de vontade frequente de urinar, suores frios, febre, 
priso de ventre, dificuldade em urinar, urina com sangue, etc.

Ver tambm mbar (p. 172).

O

rigeOS Btula - samo de Tla-selvagem - VIlOurea (Soldago)

* 2 drageias de cada.

GInmodo - Grama * 2 drageias de cada. * Alternadamente, dia sim dia no.

276

Clculos urinrios

OU IMUSO * Stula -k samo de TIla-se/va

yoM * Vir~rea + Ginrrodo + Grama

* 1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar 
em infu- so 10 minutos. * Tomar 4 ou 5 chvenas por dia.

/005 OSSOMIZIS (@@ GernIo

2 gotas, 3 vezes ao dia.

ZImbro
- 2 gotas, 3 vezes ao dia.

COMPrOSS.65 *

Chomel preconizava:
* Uma compressa quente sobre o

baixo-ventre com uma infuso de Coroa-de-rei + Camomilia.
* Aplicar e repetir vrias vezes ao

dia.

8817h05*

Banhos de assento quentes (de
10 a 20 minutos), seguidos de um banho de assento frio (de 2 ou 3 minutos). Banhos de 
assento com frices, seguidos de frices no baixo-ventre.

Duches o afuses *

- Duche das coxas e do baixo-ventre, dirios.

- Fulgurante.

Receitas da medicina mons. tica, arte mdica dos Irmos de So Joo de Deus (Fato 
8e17e Fratelli)

Camornila (20 g) stula (fO1)@as, 10 g), ca Valinha (erva, 10 g), Gr~-PeqUeA9 
(rlZOMa, /o g), Rosa (frutos, 10 g), Asprul.7 (10 g), Sabuquelro (flores, /o g), 
Urtig-9S (f011WS, 10 g).

* Misturar as plantas, 1 pitada da

mistura para 1 chvena de gua a ferver; deixar em infuso 5 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia, entre

as refeies.

FOIMOCO~O C1M17058 Trgonella foenum-graecum Feno-grego

- 10 g de feno-grego para meio litro de gua.

Tomar 2 chvenas ao dia.


Recei~ fitoteMputcas A1quequ&i7j@9

Consumir as bagas (conhecidas sob o nome de cerejas de Inverno) cruas ou em decoco: 
30 g de frutos secos para 1 litro de gua.

277

Clculos urinrios

Geteraque 00h',adin17.?)
*Ferver a planta e beber 1 copo

desta decoco por dia.

E179OS
*Infuso de 15 g de raiz para 1

litro de gua fria. Ferver 3 minutos e deixar em infuso 10 minutos.
*Tomar 2 chvenas ao dia.

M11170
*A tradio peruana preconiza

beber gua obtida por decoco das barbas de milho (jovens).
*Retire as barbas de 3 maarocas de milho e deite-as em meio litro de gua.
*Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

S.@/S.?
*Infuso de 10 g de gros de salsa

para 1 litro de gua a ferver. Deixar macerar coberta durante 20 minutos.
*Tomar 1 chvena  noite.

ZIMbro
*A infuso das bagas de zimbro

esmagadas em leite de cabra a

ferver, em aplicaes durante vrios dias sobre as partes doentes, faz desaparecer os 
clculos (receita popular).

Alimentajo

* Beber muita gua.
* Contra-indicaes: ch, caf,

chocolate, carnes gordas, charcutaria, aparas e vsceras, man~ tega cozinhada, 
espinafres, azedas, sardinhas, anchovas, fritos, conservas, salmoura, acar, 
pastelaria, etc., vigiar o consumo de sal.
* Alimentos priviligoados: castanhas, gro, cebola, alho, morangos, framboesas, 
frutos maduros, pssegos, alperces, laranjas, cereais integrais, po integral, sumo 
de mirtilos, etc.

jejum

* Na condio expressa de beber

muita gua.
* Cura de morangos ou de uvas.

CONSELHOS

No negligenciar: -os exerccios respiratrios (p. 137); -os endurecimentos (p. 132); 
-andar a p, descalo, na  gua e na erva hmida, na Primavera.


278

Cancro

Cancro

A DEVASTAO DO CANCRO

Uma das certezas que temos sobre esta doena  que as mortes

provocadas por cancro esto em progresso constante. A mortalidade tripl icou desde 
os anos 30. Era ento de 60 mortes por ano por 100 000 habitantes. Actualmente os 
nmeros s o da ordem de 190 por 100 000 habitantes; certos cancros tm um 
crescimento quase exponencial, como

o do pulmo, por exemplo, cuja taxa de mortalidade foi multiplicada por
7. Se em matria de tratamentos a medicina e a cirurgia podem reivindicar alguns 
xitos e se os cancerlogos consideram que 40 a 50% dos cancros so curveis, estes 
nmeros no levam em conta as recadas aps cinco anos. Isto no altera em nada a 
realidade dos factos, porque actualmente cada vez mais pessoas contraem cancro e 
morrem.

Em 1971 o presidente americano Richard Nixon declarou a guerra ao cancro. Cinco anos 
deviam bastar, segundo ele, para venc-lo e erradic- ~lo defin tvam ente. Apesar 
de todas as promessas dos cientistas da poca e de vrios milhares de dlares gastos 
em investiga o, os xitos prometidos transformaram-se num grande fracasso. Desde 
ento continua-se a investigar, mas sem se saber muito bem o qu.

Conseguem-se, contudo, algumas remisses em certas formas de cancro:  o caso do 
cancro dos testculos nos jovens, da doena de Hodkin e dos cancros do estmago.

Para Yvan Illitch, a taxa de sobrevivncia durante cinco anos para o

cancro da mama  de 50%. No se demonstrou, contudo, que esta taxa diferisse da dos 
cancros no tratados.

Certos povos no conhecem o cancro

Ainda existem actualmente povos que no conhecem nem o cancro

nem as doenas cardiovascu lares (os Hunzas, os Abkhazes, os habitantes de 
Vilcacamba, do Altai, de Lacutia, etc.). Tambm  um facto que estes povos s foram 
parcialmente tocados pelas benesses da civilizao ocidental. Talvez se deva aqui 
observar uma relao de causa/efeito.

279

Cancro

2 pessoas em 3 morrem de uma doena degenerativa

No nosso mundo civilizado e hipermedicalizado, 1 pessoa em 4  ou ser vtima de 
cancro. E o Dr. J. P. Willem (presidente e fundador da associao Mdicos de Ps 
Descalos) conclui que, se acresce ritarm os a iriortalidade por doenas cardiovascu 
lares, pode-se afirmar que 2 pessoas em 3 vo morrer no seguimento de uma doena 
degenerativa. Somos obrigados a reconhecer que se trata do mais desastroso fracasso 
para o

niundo cientfico mdico.

A nica constatao que se impe e que  irrefutvel  que o fiagelo progride, apesar 
de todos os esforos desenvolvidos para o erradicar. Progrediu at muito mais 
rapidamente nestes ltimos trinta anos, corri a

generalizao da utilizao dos mtodos intensivos de produo na agricultura, os 
adubos, os pesticidas, a propagao dos efeitos nocivos da indstria civil ou 
militar, da energia nuclear, etc.

Todavia, j desde os anos 20 que os investigadores tinharil feito uma

aproximao entre o cancro, a alimentao e certos tipos de poluio.

E j falavam tambm do papel do siress. Estes trabalhos s agora comeam a ser 
considerados pelos poderes pblicos:

Temos a prova de que os cancros e os vrios tumores variam de

pas para pas e de regio para regio. Entre os riscos de cancro, nenhum  mais 
importante do que a nutrio e o tipo de almentao (Advances in cancer research, 
1980 - Academic Press, New York).

A alimentao  a causa

A diferena das taxas de mortalidade por cancro da mama em funo dos pases no 
deixa qualquer dvida sobre o papel da alimentao no

mecanismo de cancerizao.

Com efeito, com 28,7 mortes por 100 000 habitantes, a Gr-Bretanha  o lder 
incontestado da mortalidade por cancro da mama entre todos os pases 
industrializados. A Espanha tem 17,1, a Frana est na 23. posio com 19,7 por 100 
000 habitantes. Os pases do Extremo Oriente so os

que tm as taxas de mortalidade mais baixas: a China tem 4,6, e o Japo
6,3. Veja-se que estes dois pases consomem poucas gorduras animais e

poucos ou nenhuns produtos lcteos.

280

Cancro

H cinquenta anos Delbet, professor catedrtico de medicina, coristatava que a 
deficincia de magnsio dos nossos alimentos era, ria sua opinio, uma das principais 
causas do cancro. Realava tarribm que esta carncia tinha corno causa os adubos 
agrcolas  base de potssio.

Para Andr Voisin, que era professor na Escola Veterinria de Maisons-Alfort, os 
adubos azotados acumulados na agricultura desnaturam os

solos e geram carncias em cobre. Considerava tambm que esta carncia  uma causa 
provvel do crescimento do mecanisi-no de cancerizao.

A despistagem funciona?

Quanto  despistagem precoce, o Dr. Andr Gernez comenta que, apesar de haver 
progressos reais no diagnstico do cancro da mama, este s  descoberto tarde de 
mais. Quando atinge 1 g, a sua massa comporta ento 1 milhar de clulas (para 1 cm de 
dimetro), ou seja, j est no 8. ano da sua evoluo. Abaixo desta dimenso  
praticamente irripossvel de diagnosticar e da a dificuldade das despistagens 
precoces. Alm disso, o tratamento actualmente proposto s se faz quando o tumor 
maligno  localizado.

As nossas actuais condies de vida implicam uma multiplicao dos factores de risco 
de cancerizao. Contudo, Andr Gernez afirma que a

reversibilidade da cancerognese  possvel em certos casos porque as clulas 
mutantes so frgeis no incio e basta um reforo do organismo para as erradcar. 
Reala que para que um cancro seja vivel so necessrias circunstncias 
excepcionais. S ento se torna irreversvel. O tempo necessrio a essa irreversibil 
idade exige cerca de cinco anos. O que significa que todos ns, em certos momentos 
das nossas vidas, produzimos cancros, mas, na maioria das vezes, eliminamo-los. Para 
o Dr. Gernez, basta precipitar a erradicao destas clulas antes que o cancro seja 
diagnosticvel graas s nossas tcnicas actuais, pondo o corpo em estado de acidosel 
.

 Escolhemos certas teorias sobre a origem e o tratamento, das muitas existentes, 
entre as quais algumas so muito controversas. Quanto a n s, estamos convencidos de 
que para fazer recuar este flagelo e explicar a origem das doenas,  impossvel 
recorrer a um nico factor, porque  o conjunto de circunstncias ambientais e 
genticas que so responsveis pelo seu desenvolvimento. Pensamos tambm que s um

retorno a um modo de vida saudvel e a um estrito respeito pela Natureza pode 
inverter de forma significativa esta situao.

281

Cancro

A preveno no  suficiente

A preveno preconizada pelos Poderes Pblicos no  totalmente intil, mas  
insuficiente pois Iii-nita-se a desaconselhar o lcool e o tabaco.

Tal corno vimos anteriormente, inmeros tipos de poluio podem ser causas 
detonadoras, como aconteceu no caso de Tchernobil. A exploso desta central nuclear 
causou, realmente, a morte de muitas pessoas e ser responsvel por um aumento de 
cancros, particularmente o cancro da tiride.

Pode-se tambm pr em causa a poluio electromagntica, a poluio do ar, da gua, 
dos alimentos pela industrializao da agricultura, mas

tambm pela utilizao de agentes cada vez mais eficazes utilizados para a sua 
conservao, aromatizao, colorao e emulsionizao. Utilizamos na alimentao do 
gado um nmero cada vez maior de antibiticos. Certas bactrias tornam-se mutantes e 
acabam por se tornar resistentes a muitos destes antibiticos. Transformam-se ento, 
nos nossos intestinos, num reservatrio potencialmente virulento, para o qual os 
tratamentos clssicos no so eficazes.

O intestino: um rgo-chave na luta contra o cancro

As bactrias da flora intestinal formam, por si s, um ecossistema. Tm mltiplos 
papis vitais no nosso organismo. Constituem tambm uma verdadeira barreira 
imunolgica capaz de se opor  implantao de bactrias estranhas (particularmente 
germes patognicos), sejam elas de espcies microbianas externas s da flora 
intestinal ou provenientes de famlias estranhas s suas prprias espcies. 
Demonstrou-se tambm a

aco antitxica desta barreira. Certas toxinas mortais (como as citotoxinas e as 
enterotoxinas de Clostridium difficile) so neutralizadas e tornam-se inofensivas 
graas a esta barreira intestinal.

A flora participa em vrios outros processos fisiolgicos, como a degradao do 
colesterol ou a transformao dos sais biliares e das hormonas sexuais. So 
verdadeiros aliados internos que sintetizam as vitaminas do grupo B (13,2) e a 
vitamina K. As suas interaces com o organismo so extremamente complexas. Existe, 
por conseguinte, um equilbrio real entre o nosso sistema imunitrio e as bactrias 
dos nossos intestinos.

Apesar das investigaes e dos diversos mtodos de anlise desenvolvidos durante o 
ltimo sculo (estudo da flora fecal, mtodos de anlise

282

Cancro

diferencial, quantitativa, testes respiratrios, tcnicas de criao de anirnais 
estreis, mtodos genticos e cromatogrficos), o nosso conhecimento sobre este 
assunto continua muito modesto. O que  certo  que qualquer desequilbrio da flora 
bacteriana intestinal pode ter consequncias graves sobre a sade.

OS ANTIBITICOS: UMA GRANDE AMEAA PARA A SUA SADE

O regime alimentar pode alterar a sua composio, mas este fenmeno no  
suficientemente conhecido para que nos seja possvel tirar concluses definitivas. O 
que podemos dizer  que os antibiticos so uma grande ameaa para a nossa flora 
intestinal.

Os antibiticos alteram sempre o ecossistema intestinal

*  Em primeiro lugar destroem as bactrias que asseguram as defesas

imunitrias.  certo que no eliminam as espcies (e mesmo se

assim acontecesse, estas recon stitu ir-se- iam), mas so nocivos para o equilbrio 
interno porque o modificam. Novas bactrias passam a

dominar, e estas so, por vezes, espcies nocivas ou, pelo menos, so incapazes de 
assegurar o funcionamento da nossa imunidade.
*  Os antibiticos diminuem tambm inmeras funes metablicas,

por exemplo, a reduo e a produo de cidos gordos volteis. Esta reduo  
responsvel pela m absoro do acar e do sdio, pela no degradao dos cidos 
biliares e pela reteno de gua nos intestinos.

*  Se ainda no conhecemos a influncia dos antibiticos sobre a

motricidade intestinal, as experincias demonstram, em contrapartida, uma diminuio 
da resposta imunitria no seguimento da destruio da flora intestinal.

Sabemos tambm que o organismo permanece em equilbrio graas  flora bacteriana, que 
tem um papel em inmeros processos metablicos.

283

Cancro

Se este equilbrio  perturbado, a flora pode tornar-se a fonte de estados 
patolgicos. O desequilbrio do pH gstrico, a imunodepresso, a desnutrio, a 
quimioterapia, as anomalias anatmicas, as doenas tais como a

cirrose podem favorecer a expanso dos geri-nes presentes em pequenas quantidades, 
que graas  sua actividade enzii-ntica transformam os nitratos em nitritos. Estes 
podem ento associar-se a aminas secundrias de origem alimentar e formar 
nitrosaminas cancergenas.  assim que a

deturpao da aco enzimtica da flora pode tornar-se responsvel por certos cancros 
gstricos.

Os antibiticos geram aberraes no intestino

A transformao bacteriana  o segundo perigo ligado  degenerescnia da flora 
bacteriana. No seguimento de uma fragilizao da barreira bacteriana (antibioterapia 
ou SIDA), as bactrias patognicas podem infiltrar-se nos gnglios linfticos e 
causar uma infeco geral.

Uma proliferao anon-nal da flora pode tambm ser a causa da sndroma de m 
absoro. As bactrias desviam em seu proveito, por aco enzimtica, as vitaminas e 
os alimentos e privam os seus hospedeiros das substncias que lhes so necessrias. 
Finalmente, o desequilbrio entre o

nosso corpo e as bactrias intestinais pode favorecer a aco dos microrganismos 
patognicos, tais como as salmonelas, as chigelas e as iersnias.

O papel da flora bacteriana intestinal  por conseguinte to importante que certos 
investigadores pensam que o seu desiquilbrio  a causa maior do aparecimento de 
diversas doenas, tais como os cancros, a SIDA e as doenas infecciosas. Mas a 
medicina moderna tem poucos conhecimentos sobre esta matria.

O PONTO DE VISTA DOS NATUROPATAS

Todas estas teorias confiri-nam a abordagem emprica de certos naturopatas que pensam 
que, ao se impedir a doena febril de se manifestar com a ajuda dos antibiticos, 
evita-se ou diminui-se a febre. A evacuao da doena pelas vias naturais tais como a 
transpirao no pode

284

Cancro

fazer-se. A consequncia  que esta peri-nanece e manifesta-se alguns anos

depois sob a forma de doenas degenerativas. Foram alis observadas rernisses e 
curas de cancros no seguimento de uma hiperterinia importante.

Quanto aos naturopatas do sculo passado, que comeavam a observar certos cancros, as 
suas concluses n o diferiam muito.

* Para o padre Kneipp, um mau tratamento mdico podia ser uma das

causas desta doena. O que o fazia afirmar que um cancro era a fase final de doenas 
abortadas. Ele dizia tambm que a cura s  possvel se o mal for atacado logo no seu 
incio. Utilizava compressas de argila, de alume, de alos, de tormentilha, de 
cavalinha (tratava em particular leses externas). Acompanhava o seu tratamento com 
uma alimentao saudvel, pouco salgada e sem especiarias.
* O Dr. Bilz preconizava uma alimentao estritamente vegetariana,

banhos de vapor e afuses frescas.
* Para Kuhne, a alimentao vegetariana estrita impoe-se, acompanhada de banhos de 
assento com frices.

DOIS CASOS DE CURA NATURAL

A cura de uvas de Johanna Brandit

Johanna Brandt, no seu livro A Cura de Uvas, conta-nos a sua vitria sobre a sua 
doena. Tendo contrado um cancro no estmago em 1921, os mdicos davam-lhe seis 
semanas de vida. Comeou ento a fazer curas de jejum umas a seguir s outras e, se a 
doena regredia durante o jejum, parecia retomar o seu vigor quando recomeava a 
alimentar-se. Concluiu que o seu cancro prosperava em razo de uma alimentao rica 
em protenas animais. Johanna comeou ento a alimentar-se apenas de uvas e, como por 
milagre, o tumor desapareceu em seis semanas. Ela apresentou ento ao mundo inteiro a 
sua descoberta e conseguiu convencer alguns cpticos. O seu mtodo foi experimentado 
com xito em casos em que os

especialistas tinham falhado.

285

Cancro

Guy Claude Burger redescobre os instintos originais do homem

Mais perto de ns, Guy Claude Burger, dotado de uma slida fori-riao cientfica, 
canceroso aos 26 anos, p e em causa todas as teorias alimentares existentes, 
incluindo o(s) vegetarianismo(s). Recorre  instintoterapia, segundo a qual a 
cozedura e a arte culinria que dela decorre perturbaram o nosso instinto inicial. 
Esta teoria preconiza uma alimentao estritamente crua e exclui os produtos lcteos. 
Prope-nos redescobrir o nosso instinto original de modo a sermos capazes de escolher 
a nossa alimentao em funo das nossas necessidades organicas.

O jejum parcial  preventivo

No que toca a preveno, a maioria dos autores parece estar de acordo: para o Dr. 
Gernez e para o Dr. J. P. Willem, autor de Laprvention active des cancers, a 
colocao do corpo em estado de acidose  a melhor maneira de o evitar. Este mtodo 
consiste em reduzir a nossa alimentao uma vez por ano, no final do Inverno. Este 
jejum parcial obriga o organismo a queimar as suas reservas e favorece a eliminao 
de clulas malignas.

- Este regime consiste em consumir alimentos ricos em indolos: couve, brcolos, 
salsa, alecrim, e dar um lugar importante aos legumes crus. Esta cura inicial 
comporta a supresso dos produtos considerados alcalinos: bicarbonato de sdio, 
carbonato de clcio, magnsio.
- Este regime  acompanhado de um complemento de selnio associado s vitaminas A, C 
e E, e a um conjunto de oligoelementos: crmio, cobalto, enxofre e, acessoriamente, 
vandio e slica.
- Esta cura dura 30 dias e termina com a ingesto de colquicina e de

hidrato de cloral.

286

Cancro

44 MTODOS DE PREVENO DO CANCRO

27 conselhos para uma alimentao saudvel

1 .O jejum (ver o captulo que lhe  dedicado na pgina 128), a

efectuar particularmente em caso de stress, de contrariedades, de medos e, 
evidentemente, quando tiver praticado abusos alimentares.
2. Evite o lcool e o tabaco.

3. Faa frequentemente curas de fruta, coma legumes, especialmente couves, brcolos, 
beterrabas, nabos. De uma maneira geral, d preferncia a alimentos ricos em vitamina 
A, B (segundo certos autores), C e E, e privilegie os alimentos integrais: cereais, 
arroz, trigo, po, biscoitos, bem como leos de primeira presso a frio: azeite, leo 
de girassol, de crtamo, etc.
4. Varie a sua alimentao consumindo produtos provenientes de

todos os grupos alimentares.
5. Coma alho. Inmeros estudos confirmam: o alho tem um poder

antioxidante. Mostra-se eficaz na preveno do cancro, de certas patologias cardacas 
e de patologias ligadas ao envelhecimento. Segundo o Dr. Pianto, director de 
Investigao no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, o alho diminui de forma 
significativa os

riscos de cancro da mama e da prstata e impede o aparecimento de tumores. A 
Universidade de Michigan reala a sua aco sobre o cancro do estmago. Em Sidney 
demonstrou-se que o alho reduzia a dimenso dos tumores da pele.
6. D preferncia aos alimentos naturais, provenientes de cultura

biolgica ou tradicional. Prefira os alimentos provenientes de pequenas exploraes 
agrcolas vendidos directamente nos mercados.

7. Evite sistematicamente os alimentos com corantes (E123),

conservantes (E220), conservadores (E250), antioxidantes (E321), bem como os produtos 
que contm estabilizantes, espessantes, emulsionantes, gelificantes, agentes de 
textura, agentes de sapidez, aromatizantes (particularmente os artificiais), etc.
8. Coma alimentos frescos e crus.

9. Evite comer e beber alimentos demasiado quentes ou gelados.

287

10.    Consuma produtos tais corno o plen de flores, a espirulina, a

levedura de cerveja, as algas marinhas, os trigos e gros gerrilinaZ-1

dos, a geleia real, a acrola, o espinheiro (estes dois frutos so ricos em vitarnina 
C), etc.
11.    Consuma alimentos ricos em magnsio. (0 papel do magnsio

foi demonstrado pelo Prof. Delbet.) A carncia dos nossos alimentos provm da 
utilizao macia de adubos potssicos na agricul- tura. O magnsio encontra-se nos 
solos frteis e nos organisi-nos vivos, na clorofila (todas as plantas com 
pigmentao verde, saladas, etc.). A sobrecarga de potssio rompe a harmonia sdio-
potssio-clcio-magnsio, e da a impossibilidade de produzir uma

alimentao adequada s necessidades reais dos homens e dos animais. O ser humano tem 
necessidade de assimilar diariarnente magnsio, e a sua carncia implica sempre um 
processo pr-degenerativo.

O magnsio intervm tambm na utilizao dos acares pelo organismo. Se existir 
carncia de magnsio, os a cares e a glicose (incluindo os naturais) tornam-se 
inutilizveis e podem a longo prazo tornar-se cancergenos e favorecer o aparecimento 
de doeuas ateromatosas. Eis a ttulo indicativo o teor em certos alimentos de 
magnsio (mg/kg):

- Amndoas          ..............................             2500
- Trigo integral         ................... ........          1600
- Amendoins          ................... ............          1800
- Arroz integral           ..........................            700
- Salada .     ........ ..............................           350
- Avels       .......................................         1400
- Figos, tmaras, alperces                ..........             850
- Frutos frescos e legumes                 ........     60 a 250

* A quantidade de magnsio diria aconselhada  de 350 mg, o

que corresponde a 3 ou 4 fatias de po integral.
* O consumo de cloreto de magnsio (ou produtos equivalentes)

s deve fazer-se sob prescrio mdica ou de um especialista e

deve ser proscrito em casos de insuficincia renal.

Cancro

12. Evite as cozeduras prolongadas. Prefira as baixas terriperaturas

e a cozedura no vapor.
13. Evite os pratos complicados, feri-nentados, envelhecidos, a charcutaria, as 
carnes fumadas ou grelhadas.
14. Evite as misturas complicadas numa mesma refeio.
15. Evite toda e qualquer sobremedicao, se possvel d sempre

preferncia a tratamentos sem toxicidade e sem efeitos secundrios.

16. Beba gua de boa qualidade.
17. S coma quando sentir fome, abstenha-se quando no tiver apetite. Nunca se 
esforce para comer.

18. Coma com tempo, mastigue com cuidado.

19. Faa curas de frutos (especialmente de uvas).
20. Faa frequentemente curas com infuses desintoxicantes.

21. Evite as manteigas cozinhadas.
22. Evite os acares e os alimentos que os contm.

23. Modere o consumo de sal e de especiarias.
24. Evite o caf, o ch e o chocolate.

25. Evite os queijos fortes.
26. Repouse, durma bem.
27. Adopte uma alimentao vegetariana ou lacto-vegetariana que

lhe parea apropriada. No existem, contudo, estatsticas oficiais comparativas da 
taxa de cancros nos vegetarianos e nos no vegetarianos. Mas estes apresentam, 
todavia, uma maior resistncia s doenas cardiovascu lares, aos reumatismos e ao 
eczema.

17 maneiras de viver melhor para evitar o cancro

1. Evite fazer anlises de sangue e dar sangue repetidamente.

Segundo Georges Beau, a perda de plasma provoca uma estimulao da diviso celular 
que permite compensar as perdas e restabelecer o equilbrio.
2. Preocupe-se em ter uni bom trnsito intestinal.

1     289

Cancro

3.  Favorea a oxigenao natural por meio de exerccios respiratrios, transpirao 
e actividades fsicas. Excreite-se: o cansao fsico  indispensvel ao bom 
funcionamento corporal e ao relaxamento.

4.  Habitue o seu corpo a ser mais resistente, ande a p, descalo,

pratique o endurecimento (ver o captulo dedicado a este assunto

na p. 132).
5.  Evite as exposies ao sol.

6.  Tenha hobbies, paixes, etc.
7.  Se tiver de fazer longas viagens de avio, com mudana de fusos

horrios ou de estao, habitue-se progressivamente.
8.  Privilegie os materiais naturais no seu meio ambiente. Evite o

amianto, use vernizes naturais e tintas sem diluentes: existem actualmente no mercado 
produtos garantidos no txicos.
9.  Prerira sempre os tecidos e lenis naturais (l, algodo, seda,

linho) aos tecidos sintticos, especialmente os triboelctricos, na

roupa que usar em contacto com a pele.
10. Evite as exposies frequentes  poluio electromagntica limitando:
* Os exames mdicos repetidos, tais como radiografias ou scanners.

Estes s devem ser feitos se forem absolutamente necessrios.
* A exposio frequente e permanente diante de aparelhos de televiso. A ilha de 
Santa Helena, famosa por ter sido a priso de Napoleo, tem uma particularidade: as 
crian as desta ilha no tm praticamente perturbaes comportamentais. Para o 
fisilogo Tony CharIton, isto deve-se a uma estabilidade da clula farniliar, a uma 
tica de trabalho na escola e tambm  ausncia total de aparelhos de televiso. Para 
este investigador, a incidncia entre o comportamento, o stress e a depresso no 
pode ser mais evidente. A sua concluso  a seguinte: quanto maior for um nmero de 
televisores maior ser o nmero de depresses. As hiperfrequncias compreendidas 
entre 100 kHz e 300 kHz tm um poder de penetrao nos tecidos.
* Os telemveis, os fornos microndas, os ecrs de computador, os

C. B.
* Os radares civis e militares e as antenas de satlite.
* A proximidade de cabos de alta tenso.

Cancro

li. Evite viver em locais onde a intensidade sonora  elevada. Na

Argentina alguns mdicos pediram a proibio da venda de walkinans portteis que 
ultrapassem os 80 decibis. Segundo a Dr. Monica Gonzlez, a msica rock 
arriplifica os sons graves, o que no modifica imediatamente a capacidade de audio, 
mas pode desenvolver posteriormente uma diminuio da capacidade de percepo dos 
sons agudos e desenvolver por conseguinte uma surdez precoce.
12. Evite o sobrcaquecimento dos apartamentos.
13. Evite os estrogneos (escolha outro mtodo contraceptivo, o mtodo Billings, por 
exemplo).
14. Se tiver de fazer uma bipsia, tirar uma verruga, um sinal ou qualquer outro tipo 
de excrescncia, aconselhe-se sempre antes com

o seu mdico naturopata.
15. No ataque de maneira brutal a febre, em caso de doenas infecciosas, gripe, 
constipao, anginas, por meio de uma antibioterapia sistemtica. A febre acelera a 
fagocitose e participa na destruio da clula cancerosa.

16. Utilize antioxidantes naturais tais como a vitamina C.

17. Verifique as obturaes dentrias e substitua as que contm mercrio.

MTODOS DE DESPISTAGEM E TRATAMENTOS COMPLEMENTARES E ALTERNATIVOS DO CANCRO

Para parafrasear o Prof. Bilz,  muito mais simples evitar uma doena, mesmo muito 
grave, mas  certamente muito menos espectacular do que cur~la.  por conseguinte 
prefervel no ter de recorrer a um tratamento mdico, mesmo se este for classificado 
como suave ou diferente.

2 Apresentamos apenas alguns mtodos marginalizados pela medicina oficial. Fornecemo-
los, evidentemente, apenas a ttulo informativo, e no devem opor-se a um

eventual tratamento em curso. Alguns deles apresentam (tal como os tratamentos 
oficiais) alguns inconvenientes e devem ser administrados por praticantes 
experientes.

291

Cancro

A despistagem atravs da fotometria

Elaborado pelo Dr. Arthur Vernes, este mtodo consiste em fornecer ao corpo a 
possibilidade de lutar contra o cancro de modo a tornar o terreno refractrio aos 
tumores.

A evoluo da doena cancerosa pode por conseguinte ser seguida corri uma grande 
eficcia. So utilizados 16 solutos para fazer regredr os

tumores que podem ou tornar-se facilmente operveis ou mesmo desaparecer.

A ionoquinsia

Foi elaborada pelo Dr. Janet, discpulo de Arthur Vernes. A onoquinsia mobiliza os 
ies positivos e complementa o tratamento do Dr. Vernes. O campo elctrico fica 
regulado, e os valores bioelectrnicos voltam ao normal.

Inmeros cancros so influenciados pelos efeitos deste mtodo: o cancro do clon, da 
mama, da prstata, os tumores no fgado, no colo do tero, etc. Nos casos avanados 
este mtodo tem a vantagem de exercer

uma aco calmante sobre as dores.

A biologia electrnica

Elaborada em Frana pelo Prof. Vincent, no se trata de um mtodo para curar o 
cancro, mas apenas para avaliar o estado do terreno. Permite seguir a evoluo da 
doena e a eficcia do tratamento aplicado. Em fun o dos dados recolhidos, as 
alteraes permitem agir com preciso sobre a alimentao e sobre a medicao.

Na verdade, o terreno canceroso  alcalino, e  medida que o alimento ou os 
medicamentos alteram as curvas do pH e do rH2, aumentando-o e

diminuindo a sua resistividade, precipitam a alcalinizao e a cancerizao. Deve-se 
por conseguinte escolher uma alimentao e medicamentos que tenham um pH e um rH2 
fracos e uma resistividade importante de modo a tornar o terreno cido.

292

Cancro

A cristalizao sensvel

Foi elaborada em 1930 pelo Dr. Pfelffer. Quando uma fina camada de cloreto de cobre 
em dissoluo se cristaliza numa placa de vidro, produz-se um ajuntamento repartido 
de fori-na mais ou menos difusa. Acrescentando pequenas diluies orgnicas, os

cristais ordenam-se tomando uma configurao especial. A experincia repetida 
milhares de vezes demonstra que as imagens obtidas variam em

funo da qualidade do produto examinado. Consegue-se assim definir o

sinal especfico da doena bem como o do rgo doente.

 portanto possvel obter, a partir de um exame extremarnente simples, o estado de 
uma patologia degenerativa vrios anos antes do seu aparecimento. Pode-se ento 
intervir eficaz e preventivamente, atravs de meios simples utilizando mtodos 
imunoestimulantes.

O tratamento Solomids desacreditado

Em 1977 as Edies J. J. Pauvert publicaram um livro, LAffaire Solomids, de Andr 
Conord. Esta obra descreve um trabalho de investigao sobre o cancro e as 
dificuldades que Solomids teve com o corpo mdico que rejeitou sistematicamente as 
suas descobertas. Todavia os seus diplomas no tm conta: Licenciado em Cincias 
Fsicas, Cincias Naturais, doutor em Medicina e ligado ao Centre National de Ia 
Recherche Scientifique do Instituto Pasteur. Poderamos pensar que tais qualificaes 
o poriam ao abrigo dos detractores e que os seus trabalhos seriam, pelo menos, 
examinados pelos seus pares. Nada disso. Sob a direco do Prof. Van Deinse, em 1945, 
Solornids estuda a olelise das culturas tuberculosas. As suas investigaes 
permitem-lhe elaborar um produto sem qualquer toxicidade que inibe a proliferao 
bacteriana. Em 1949 injecta ao seu prprio pai, canceroso, uma das suas preparaes 
e, em

poucas semanas, o tumor desaparece. Perante um tal xito, o Instituto Pasteur 
despede-o.

Ento Solornids continua o seu trabalho sozinho e sem meios. Ningum no universo 
cientfico quer testar os seus produtos. Solomids  combatido, posto na lista negra, 
tratado como um vulgar charlato. No entanto, as peroxidases de Solornids so 
melhoradas, e inmeros mdi293

Cancro

cos prescreveni-nas (oficiosamente), ultrapassando a fria dos seus mandarins. Mas a 
oi-dei-n dos mdicos recusa-se a receber os pacientes curados. A recorripensa deste 
mdico foi ter sido perseguido... por prtica ilegal da medicina, apesar das inmeras 
provas de nielhorias e de curas obtidas pelo seu mtodo. O que nos faz concluir que  
permitido morrer com a

bno da Faculdade, mas proibido viver sem a sua autorizao...

O Dr. Gernez face  medicina oficial

Escrevamos no ri. 4 da nossa revista Reussir votre Sant o seguinte: Dr. Gernez, 
l por ter tido razo antes dos seus colegas no vale a pena dizer-lhes isso!

Efectivamente, Gernez incomoda,  o homem que impede a cancerizao. H mais de 
quarenta anos que afiri-na praticamente o contrrio dos seus colegas e reala que, 
apesar dos milhares de dlares investidos, os grandes laboratrios s gastaram 
dinheiro e no descobriram nada.

Destacou tambm inmeras vezes nos seus esci,itos e nas conferncias que deu a 
derrota da cancerologia oficial: A confuso  tal que nos interrogamos se se deve 
manter a amputao de uma mama cancerosa e

constatamos com pavor que os cancerosos do pulmo tratados vivem menos tempo segundo 
as estatsticas, que aqueles que so abandonados...

Prevenir para no ter de remediar:  a teoria do Dr. Gernez

A clula saudvel tem uma funo especfica e divide-se em 2 grupos: clula somtica 
e clula reprodutora.

O cancro prolifera por uma razo simples: as suas clulas so reprodutoras. Assiste-
se assim a uma prolifera o celular. A explicao da doena, se esta teoria for 
aceite,  simples: ela  apenas a tentativa desesperada do organismo de aliviar o 
esgotamento das suas funes normais.

O Dr. Gernez afirma que se deve tratar o cancro antes de este ser detectvel, que no 
serve de nada procurar detect-lo sistematicamente, j que quando este se torna 
identificvel atravs dos meios clssicos j se

encontra num estado irreversvel. A deteco precoce proposta pelos

294

Cancro

mdicos oficiais  um objectivo sem qualquer interesse, j que ela implica a 
constatao de que j  dernasiado tarde para agir. A nica soluo consiste em 
prever uma poltica preventiva geral.

Temos duas possibilidades:
*A primeira: conservar um ambiente celular desfavorvel  clula

cancerosa, agindo em particular sobre os factores alimentares. J se provou milhares 
de vezes que, quando a alimentao  quantitativamente reduzida e qualitativamente 
melhorada nos animais cancerizados, a curva do cancro baixa de 50% em relao ao 
grupo testemunha. Esta demonstrao  concludente se nos referirmos aos povos que 
ignoram o cancro e as doenas card iovascu lares.
* A segunda: acrescentar ao tratamento complementos vitamnicos e

2 antimitticos menores.

A electroacupunctura do Dr. Vll

Em 1953, com a ajuda de um engenheiro, Vll concebeu um aparelho capaz de medir a 
actividade celular e demonstrou que os sinais electromagnticos so um reflexo do 
metabolismo. Sabe-se, com efeito, desde
1922, graas aos trabalhos de Gutwirtsch, que as trocas so responsveis por 
descargas ao nvel da membrana. Quando uma clula fica doente, esta corrente fraca 
altera-se.

A partir destas experincias Vll seleccionou 200 pontos repartidos pelo corpo de 
modo a estabelecer um diagnstico e determinar a presena de um foco patolgico 
txico, bacteriano, viral, qumico, intoxicao por vacinas, por metais pesados ou 
por medicamentos alopticos. A interveno efectua-se, por conseguinte, sob a forma 
de um inqurito policial, detectando os agentes culpados e neutralizando-os com a 
ajuda de substncias homeopticas.

O ozono e o cancro

Sabemos que a parede das clulas cancerosas se caracteriza por uma alterao na 
permeabilidade das membranas. A ionizao e os transportes activos no selo destas 
paredes so especficos ao seu estado patolgico e

isto reflecte-se na receptividade aos agentes extracelulares, quer se trate

295

Cancro

de elementos nutritivos, tais como os oligoelementos, quer de co-factores 
vitamnicos, essenciais ao bom funcionamento da clula.

A cancerizao depende da fragilidade do material gentico, da sua

sensibilidade, que depende de condies exteriores, tais como os raios

csmicos ou lonizantes cujo impacte pode ser modificado em funo da anoxia ou da 
oxigenao. Desta foriria podemos conceber que uma boa oxigenao poderia diminuir os 
riscos e a frequncia dos acidentes genticos cuja sorna comanda a cancerizao.

O ozono, em doses macias, modifica certas constantes fsico-qumicas, tais como o pH 
do sangue e a sua resistividade.

Devemos assinalar que o ozono, no obstante os seus partidrios o

negarem, tem uma aco ao nvel dos radicais livres e  por conseguinte genotxico (o 
que pode tambm ser considerado como prova da sua eficcia).

A lei de ferro do Dr. Hamer sobre o cancro e a SIDA

Tendo contrado cancro no seguimento da morte brutal do seu filho,

as suas investigaes permitiram-lhe formular uma lei que tem por base a sndroma 
Dirk-Hamer.

Para Hamer, o cancro comea com um choque afectivo violento, de origem psicolgica e 
vivido num isolamento total. A partir desse momento o crebro sofre uma ruptura no 
seu campo elctrico e emite ordens contraditrias que perturbam o bom funcionamento 
dos rgos que se

encontram sob a tutela da zona cervical atingida. Constata-se ento que a evoluo do 
conflito e a evoluo do cancro esto associadas.

Em funo deste raciocnio, o fim do cancro no  necessariamente a morte.  possvel 
parar o processo de proliferao das clulas malignas quando o conflito, que foi o 
ponto de partida da doena, cessa. O crebro comanda ento a regenerao dos rgos 
atingidos. A fase de cura tem todavia a mesma durao que a fase conflitual. Mas o 
Dr. Hamer explica, atravs desta teoria, o aparecimento de outras doenas tais como a 
diabetes, a esclerose em placas, a doena de Parkinson, etc.

Assinale-se que existem cada vez mais investigadores interessados na

relao do psiquismo com o aparecimento de certas patologias degenerativas.

296

Cancro

O germnio

H vrios anos que o Dr. Serge Jurasunas tenta estirnular as funes imunitrias para 
ajudar o organismo a vencer o mal. O estudo da clula mutante permitiu-lhe 
compreender certos mecanismos que esta utiliza para se defender ou para 
desestabilizar uma clula normal.

Nesta perspectiva, Serge Jurasunas utiliza o germnio. O germnio  um metal muito 
quebradio, anlogo ao silcio e exmio na sua aco de estimulao das jefesas 
imunitrias. A sua aco situa-se ao nvel da produo de iiiterferon S3 . Esta 
tcnica foi vivarnente criticada, mas, contudo, inmeros trabalhos cientficos sobre 
o germnio foram publicados na base de dados Mdline. Algumas destas comunicaes, 
mais de 200 repertoriadas na MdIffie, afirmarri que o germnio  anti-radicular e 
genotxico.

Os cidos Le Foll

O tratamento Le Foll agrupa um conjunto de preparaes homeopticas injectveis ou 
bebveis. Estas preparaes so compostas por trs cidos acticos  base de cloro, 
de flor e de iodo, complementadas por um tratamento de acupunctura.

As enzimas: uma terapia de aco sistmica

Max Wolf, nascido em Viena em 1885, professor em medicina, interessa-se e apaixona-se 
pela gentica aplicada. Retoma os trabalhos do Prof. Errist Freund, que tinha 
descoberto uma substncia capaz de atacar e de destruir as clulas cancerosas. Depois 
de vrios anos de investiga es, elabora dois produtos que agem sobre as afeces 
inflamatrias e

degencrativas. Trata celebridades do mundo artstico. Em 1976, graas ao

 interferon: protena produzida pelas clulas infectadas por uni vrus e que torna 
essas clulas resistentes a todas as afeces virais.

297

Cancro

seu composto enzimtico, Max Wolf trata o seu prprio cancro gstrico que cede ao seu 
tratamento.

As enzimas penetram no organismo directamente e estimulam as defesas imunitrias. 
Estas enzimas tm, alm disso, propriedades anti-inflamatrias e antiedematosas e 
apresentam poucos ou nenhuns efeitos secundrios ou contra-indicaes. Esta concepo 
est na base de vrias outras concepes de tratamento enziiiitico do cancro.

A Dr. Kousmine e o cancro

Jovem mdica confrontada com o problema do cancro, a Dr. Kousmine tentou primeiro, 
como boa investigadora curiosa, compreender por que se

forma um tumor. O seu trabalho leva-a a concluir que o cancro  a reaco do 
organismo a uma agresso. A hiptese que avana confirma a de um grande nmero de 
mdicos naturopatas. A doena no  seno a expresso de um mal-estar, um mecanismo 
que visa restabelecer a sade por esta via.

Os elementos incriminados provm, em primeiro lugar, das alteraes alimentares dos 
povos civilizados. Refinao, modo de preparao, alimentao carenciada em vitaminas 
e oligoelementos, intoxicao da flora intestinal por aumento do consumo de acares 
e ausncia de cereais integrais.

Ela pensa, e com razo, que qualquer tratamento deve comear por uma alterao dos 
hbitos alimentares. A Dr. Kousmine aconselha tambm lavagens intestinais com 
camomila e a instilao de leo de girassol virgem no seguimento dessas lavagens. O 
tratamento comporta tambm um regime desintoxicante e a utilizao de vitaminas e de 
cidos gordos poli-insaturados.

A medicina do Dr. Nieper

Especialista em doenas auto-imunes, entre as quais o cancro e as

doenas cardiovascu lares, o Dr. Nieper  membro de inmeras sociedades cientficas.

298

Cancro

Elaborou os orotatos de magnsio e de clcio, que so transportadores de minerais que 
agem rios estados carenciados. Para a proteco da membrana celular, o Dr. Nieper 
utiliza a Vit. Mi, que a mantiri estanque. A anlise espectral permite avaliar as 
carncias e trat-las.

Os orotatos, tal corno a Vit. Mi, so nutrientes e no tm contra-indicaes. O 
orotato de Njeper tem a propriedade de transportar a substncia

activa at ao seu destino, o que refora a sua eficcia.

Esta abordagem teraputica, bem como todas as outras, leva em conta o perfil 
especfico de cada indivduo e  acompanhada de um regime alimentar reequilibrador 
comparvel ao que atrs descrevemos.

A oxgenao bicicatalltica

Ren Jacquier  um investigador muito particular. O seu trabalho e a sua metodologia 
assentam no mtodo dos paradoxos, que, segundo este investigador, leva 
rapidamente  soluo dos problemas atravs de uma

lgica muito simples. Para descobrir  preciso, antes de mais, um sentido crtico e 
um certo hbito. No se deve to-pouco ter ideias preconcebidas e acreditar 
absolutamente nos livros e nos pontfices... No se deve por conseguinte hesitar em 
questionar o establishment e o conhecimento oficial.

O Prof Warburgj avanava, em 1955, a hiptese de o cancro ser uma
doena que s se desenvolve quando a respirao celular se torna anormal.

As clulas saudveis alimentam-se de substncias doces, e o oxignio do sangue serve 
para queim-las; enquanto as clulas cancerosas fermentam os acares e transformam-
nos em cido lctico.

A partir desta reflexo tratava-se de descobrir um meio de reoxigenar a clula. Ren 
Jacquier elaborou um processo de oxigenao biocataltica chamado malga de ar 
Jacquier, que consiste em respirar perxidos de terpenos que permitem a assimilao 
do oxignio.

A cura pode ser feita para tratar doenas microbianas que no 3e curam pelas terapias 
habituais - doenas metablicas, cansao, doenas cardacas, alergias - e como 
tratamento complementar de casos de cancro e de SIDA.

299

Cancro

Pierre Tubry

Sabernos que muitas plantas tm virtudes ii-nunoestli-niilantes.
O Dr. Tubry elaborou, a partir de plantas africanas, trs produtos cujos efeitos 
sobre o cancro parecem prornissores. Algumas destas substncias agem em particular 
sobre os cancros de evoluo lenta, na leucernia e nos cancros da prstata.

A outra caracterstica  que os extractos fitoteraputicos de Tubry minoram os 
efeitos secundrios da quirnioterapia.

Uma destas substncias, o DPG,  uma soluo injectvel corriplementar a uni 
tratarnento clssico e refora os seus efeitos. Mas este produto pode ser utilizado 
em substituio da quiiiilotei-apia nos casos em que esta no pode ser aplicada.

Rudolph Steiner e a antroposofia

Para os discpulos de Rudolph Steiner, os cancros tm a particularidade de ser 
diferentes em funo do seu hospedeiro. O homem deve portanto ser considerado na 
totalidade das suas dimenses. A expresso da doena por meio de realidades fsicas  
apenas um reflexo de um mal-estar geral. As substncias que se utilizam em terapia, 
sejam elas qumicas, fitoteraputicas ou outras, inscrevem-se na clula e, por 
reflexo, marcam

o corpo etrico e o corpo astral. Estas substncias so portadoras de informaes que 
vo recondicionar o ambiente celular e inculcar uma nova memria.

Mas o cancro no  apenas o efeito de um acaso. Se ele existe fisicarnente  porque 
ele tarribm est presente nas outras dimenses. Ora o eclipse do espiritual no mundo 
da matria no ocorre sem obstculos. A matria engendra de certa forma o cancro que 
 a expresso de uma

supra-i rid iv ld ual idade que se tentou dissimular.

Destruir as clulas cancerosas no pode, nesta perspectiva, resolver o

problema. Se se considerar o cancro no seu aspecto multidimensional,  necessrio, 
com a eventual ajuda de tratamentos clssicos, restabelecei- o

equilbrio entre os diversos mundos espirituais e materiais.

Uma das plantas utilizadas  o visco (Visicum albuni), uma planta semiparasita. O que 
demonstra uma abordagem teraputica corri uma

300

Cancro

relao bvia corri o cancro, que  tarribm uma manifestao parasita das nossas 
clulas.

A imunoterapia em doses inmitesimais

Os Drs. Jenaer e Marichal partiram da seguinte reflexo: a medicina est impotente 
face a patologias pesadas, i-nas as suas investigaes no so totalmente desprovidas 
de interesse.

A ideia destes mdicos foi a de utilizar, em doses liorneopticas, pptidos que 
constituem factores de regula o. Podem por conseguinte utilizar produtos que, em 
doses ponderadas, apresentam efeitos secundrios tais que se tornam inutilizveis, o 
que no lhes permite ser receitados por perodos prolongados.

Para Jenaer e Marichal, a imunoterapia infinitesimal, apesar de ter no

seu currculo resultados promissores,  um tratamento complementar que pode ser 
acrescentado e reforar a panpIla dos tratamentos actualmente existentes.

As aces teraputicas do selnio

O selnio age a nvel molecular o que Ilie confere efeitos anticancergenos. Conhecc-
se a sua aco preventiva do cancro da coluna vertebral e da marna. Observou-se 
tambm a relao directa entre um baixo nvel de selnio e a frequncia do cancro da 
laringe.

A administrao de selnio tem um efeito protector contra as intoxicaes do mercrio 
e, mais especificamente, para combater a aco nefasta do mercrio a nvel renal. Por 
outro lado, os investigadores alemes demonstraram que a adio de sel nio no regime 
alimentar dos porcos tem uma aco preventiva contra as intoxicaoes causadas por 
antibiticos. Os investigadores russos, por sua vez, demonstraram a capacidade 
antdota do selnio inorgnico corno neutralizante das perturbaes ocasionadas pelos 
campos magnticos rias clulas sanguneas do homem. Alm disso, o selnio foi 
utilizado com xito como protector contra certos tipos de radiaes. Finalmente, 
parece ter a capacidade de proteger os

organismos contra a poluio biolgica nas doenas virais, j que se

301

Cancro

observou que certos vrus se tornam virulentos em condies de carencia

de selnio.

O selnio  provavelmente o mais potente antioxidante nutricional.  um 
oligoelernento cuja poderosa aco anticancergena e antirilutagnica foi 
corriprovada e que, em doses extremamente baixas, reduz, com resultados 
significativos, os riscos de doenas card lovascu lares. Alm disso,  uni agente 
anti-inflamatrio natural.

Um nutriente anticanceroso

 provavelmente este o efeito antipatolgico mais importante do selnio:

a sua capacidade de prevenir e de tratar o cancro. O selnio previne e faz regredir 
em larga medida os tumores espontneos, induzidos quimicamente e transplantados, o 
que foi demonstrado por estudos feitos sobre os animais. Estes grandes estudos 
cpidemiolgicos confirmaram a actividade do selnio no campo da preveno do cancro, 
e as experincias clnicas deram resultados promissores.

Selmaget Selzimag

Trata-se de bebidas suplementativas, elaboradas por investigadores israelitas. Contm 
duas formas de Se, selenite e selenato, vitaminas antioxidantes (E e C) e pirodixina, 
que reforam a absoro do selnio de forma directa e indirecta, bem como do zinco e 
do magnsio.

O 714 X

Gaston Naessens, investigador francs instalado no Canad, constatou que, em certos 
sujeitos saudveis, um cancro implantado era rejeitado, enquanto proliferava num 
sujeito doente.

Esta constatao levou-o a pensar que as defesas naturais do organismo podiam ser 
estimuladas e opor-se  formao de clulas mutantes. Constatou tambm que as clulas 
anormais consomem mais glicose e

hidratos de carbono do que as clulas normais, o que lhes perrnite crescer e 
parasitar o organismo.

302

Cancro

A particularidade do 714 X  que este no  antimittico nem antimetablico; ele 
ajuda a inibir o FCX e devolve ao sistema imunitrio a sua funo normal.

Para fazer as anlises, a equipa de Naessens utiliza um microscpio que lhe permite 
observar com uma preciso inigualvel os lquidos biolgicos. No sangue das pessoas 
saudveis observou somtidos, bem como

uma hormona indispensvel  diviso celular. Os efeitos perturbadores diminuem de 
forma significativa os seus ciclos. Os resultados obtidos por Naessens podem j ser 
considerados significativos.

BeIjanski e as promessas da biologia molecular

Entre os vrios trabalhos de biologia molecular, existem alguns que permitem 
compreender melhor certos aspectos do cancro. A descoberta em 1953 da estrutura em 
dupla hlice do AND por Watson, Crick e Wilkins, a decifrao do cdigo gentico, a 
descoberta do esquema da hereditariedade (passagem do ADN durante a diviso celular) 
e o esquema da realizao da informao gentica (AM para ARN e a sntese das prote 
nas) fazem parte destes trabalhos.

Robert Weinberg induziu tumores em animais de laboratrio por transferncia de um 
nico gene. Descobriu-se assim que esta doena est ligada a uma alterao gentica. 
Um gene normal proto-oncogene est presente na clula e  transferido (como todos 
os genes) em cada diviso celular. Este gene, por razes ainda mal definidas, 
transforma-se em

41oncogene, responsvel pela transformao de uma clula s numa clula cancerosa. 
Esta transformao  o incio molecular da gnese do cancro. Todavia no se conhecem 
todas as condies desta transformao. Sabe-se que pode ser provocada por vrias 
substncias qumicas (substncias cancergenas) ou por outros factores do mau 
funcionamento do sistema reprodutor das clulas.

 evidente que a descoberta de uma substncia que bloqueia um

oncogene ou que  capaz de destruir selectivamente as clulas cancerosas ou os seus 
cidos nucleicos pode fornecer imensas possibilidades de tratamento para esta doena. 
H vrios anos, alis, que as maiores institui es de investigao trabalham neste 
sentido.

303

Cancro

Mas trata-se de processos muito complexos e ainda mal conhecidos.
O trabalho ao nvel molecular  difcil (em certos casos, impossvel). Ningum  
capaz de dizer se as substncias em questo existem e se, alm disso, so 
susceptveis de ser utilizadas num tratamento. Devemos portanto ter grandes reservas 
relativarnente s prornessas feitas por laboratrios que anunciam a descoberta de 
uma substncia milagrosa, mesmo

que essas certas substncias,  prirrieira vista, paream prornetedoras.

Em Frana, o tratarnento do Dr. Beljanski conhece uma certa voga. Segundo certos 
cornunicados da imprensa, o produto (uma substncia extrada de unia rvore 
originria do Brasil, o pau-pereira, utilizada neste tratamento, inibe o ADN e torna 
impossvel a sntese do ARN. Parece tambm que s penetra nas clulas doentes. O PB 
100 teria tambm a capacidade de inibir a aco dos vrus.

At  data os conhecimentos em biologia molecular permitem afirmar que a formao do 
cancro est ligada a um mau funcionamento do sistema gentico, favorecido em certos 
casos pela agresso de factores externos (substncias cancergenas, radiaes, 
poluio electromagntica ... ). Sabemos tambm que existem antioncogenes, ou seja 
uma categoria especfica de genes cujos produtos tm a propriedade de bloquear a 
aco dos oncogenes (formao dos cancros). Pensamos e afiriramos e repetimos 
incansavelmente que s a limitao dos factores genotxicos e mutagneos constitui a 
melhor forma de preveno do cancro.

AS PLANTAS IMUNOSTIMULANTES E O CANCRO

A unha-de-gato

A unha-de~gato, tambm chamada ---ufia de gato ou ---cat's claw,  originria da 
floresta tropical peruana. A sua grande fama provm do facto de ter 
incontestavelmente efeitos sobre o sangue. Assinalamos que o que reteve especialmente 
a ateno dos investigadores foram os resultados obtidos na ustria e na Amrica 
Latina com o tratamento de certos tipos de cancro e de SIDA.

Esta planta, venerada pelos ndios Ashninka, parece ser um imunostimulante com poder 
quase excepcional.

304

Cancro

A unha-de-gato activa a fagocitose (um dos mecanisi-nos de defesa celular do corpo) 
do sangue. As clulas estimuladas tornam-se mais agressivas contra as clulas 
estranhas, e a sua aco  reforada. Tarribm ti-ata as colites, as hei-norridas e 
as gastrites. Esta planta tambm age dirrunuindo a tenso arterial e inibindo a 
degradao dos vasos (da o seu

interesse nos enfartes e nas artrites). Finali-nente, esta planta minimiza os

inconvenientes ligados ao tratamento com AZT (nos casos de SIDA) e corri 
radioterapia.

Durante as experincias clnicas, os mdicos peruanos obtiveram resultados 
interessantes no tratamento de catorze tipos de cancro.

Razes para esperar, quando j no h esperana? A fitoterapia face ao cancro e s 
doenas virais

Os historiadores da medicina consideram que a quimioterapia ou riascu em 1935 com a 
publicao por A. P. Dustin do relatrio sobre a

capacidade antimittica da colquicina  4(alcalide txico extrado das sementes de 
clquica), ou em 1938 corri o incio das investigaes sobre a

influncia das toxinas bacterianas sobre os tumores.

A medicina admite dificilmente as suas origens

Contudo, a grande maioria dos mdicos e dos bilogos moleculares admitem dificilmente 
encontrar as razes das suas descobertas na botnica e na medicina antiga. No 
entanto, Dioscrides j aconselhava s pessoas com cancro os bolbos de Narcisus sp. E 
os resultados das investigaes contemporneas mostram que esta planta contm 
colquicina entre os seus

vrios princpios activos. Uma outra planta, a Aristolochia clematis? da farmacopeia 
de Dioscrides, contm cido aristolquico, uma substncia antitumoral descoberta 
em 1969. O Journal of lhe American Cheinical Society fala do poder de aco 
anticancerosa da elactricina, que provm da Eebalium elaterum, planta j utilizada 
por Dioscrides e Plnio no tratamento do cancro e citada na Bblia.

Colquicina: alcalide txico extrado das sementes de clquico.

305

Cancro

A medicina redescobre as virtudes teraputicas das plantas

Entre as plantas anticancerosas de que se serviam os Gregos, os qumicos do sculo xx 
isolaram vrias substncias recuperadas pela quirmoterapia: a raiz de Ricinus 
communis, que fornece a viriblastina e a vincristina, preconizadas no tratamento de 
leucemias, bem como a cantaridina, que provm da Catharanlhus roseus.

Foram tambm descobertas substncias citostticas na couve, panaceia da medicina 
romana. A aco antitumoral de certas substncias de origem animal, tal como uma 
substncia obtida a partir do Afflabris phalerata, foi confirmada. Ora este animal 
faz parte da farmacopeia tradicional chinesa.

O mesmo fenmeno repete-se nas investigaes virolgicas. O questionamento da 
medicina e da qumica modernas vai obrigar-nos a

redescobrir as plantas da farmacopeia tradicional. Os investigadores descobrem 
com surpresa as virtudes antivirais de plantas muito conhecidas e facilmente 
acessveis a todos. Por exemplo, os xtractos de zimbro inibem os efeitos do vrus do 
herpes. Citamos algumas espcies da flora francesa que tm uma aco antiviral 
reconhecida: o goiveiro, o hissopo, a manjerona, a erva-cidreira, a hortel-pimenta, 
o morrio-vermelho, o tomilho.

Mais de 3000 plantas anticancergenas repertoriadas

Jonathan L. Hartwell isolou os princpios anticancerosos da podofila. Esta podofila 
Podophyllumpeltatum  uma planta utilizada pelo menos h
2000 anos pelos ndios norte-americaios no tratamento dos tumores malignos. As 
experincias realizadas demonstraram, por outro lado, a sua

aco em diversos tipos de sarcomas. Estes resultados encorajaram HartWell a realizar 
um trabalho que intitulou Plants used against cancer, que agrupa uma lista de plantas 
que, ao longo da histria, serviram de remdio contra o cancro. E esta lista  
composta por mais de 3000 espcies!

Estas pertencem a vrias famlias, provm de todas as regies do mundo e pertenceram 
a todas as tradies medicinais: a medicina rabe com a Anisotes trisucla, os 
indgenas da Austrlia com o Mesembryanthemum aequa-literale, os ndios sul-
americanos com a Euxolus muricatus

306

Cancro

sob a forma de cataplasmas, o Uruguai onde se utilizava uma decoco de uma espcie 
de bordo americano, o Acer pensylvanicuiii, e as plantas dos escravos negros, como a 
Miniosa pudica.

No trabalho de Hartwell encontrarnos citaes de Aviceria, de Galiano e de 
Dioscrides sobre inmeras espcies, tais como a Alisina plantago-aquatica, e plantas 
da farmacopela da Europa da Idade Mdia, como a

Acanthus sl-)., citada por Nicolau de Salerno no sculo xiii.

Constata-se que vrias plantas citadas pelos autores antigos fazem sempre parte da 
farmacopeia da medicina popular actual, como a Agave americana, citada por Garcilazo 
de Ia Vega e ainda utilizada no Mxico, na Venezuela e nos Estados Unidos. Uma outra 
constatao etnobotnica curiosa  que, muitas vezes, culturas muito diferentes e 
muito distanciadas geograficamente utilizavam plantas que pertencem ao mesmo gnero e

consideradas muito prximas. Podemos tentar explicar este fenmeno pela eficcia 
destas espcies que fez com que fossem seleccionadas durante sculos pelos 
curandeiros. Na lista de Hartwell encontram-se, por exemplo, as provas da utilizao 
anticancerosa de 17 espcies do gnero Acacia. E de facto as accias foram prescritas 
nos cinco continentes, praticamente em todo o lado onde existem.

Plantas correntes contra o cancro

Podemos constatar com espanto que certas plantas preconizadas, durante sculos em 
diversas tradies, para tratar o cancro so especies banais.

* A cebola  citada por 42 fontes, entre elas o papiro de Eber do

Egipto Antigo, os trabalhos de Dioscrides, na Europa da Idade Mdia (Bartolomela 
Alem), na medicina popular checa, russa e

tambm peruana e chilena. A cebola foi utilizada sob diversas formas em injeces, 
cataplasmas com sal ou mel, consumida crua ou preparada em vinagre, sumo de

limo (Malsia) ou com azeitonas e ptalas de lrio branco (ndias Orientais 
Holandesas).
* Por outro lado, as citaes de espcies banais, como o Quercus ilex

para o cancro do estmago, no Chile, e as bolotas ria Ucrnia, so inmeras.

307

Cancro

* Entre as plantas antitumorais da flora francesa, podemos citar a raiz

de beterraba vermelha, as folhas de alcachofra, a casca de espinheiro, o rizoma e a 
raiz de morangueiro. Os leitores interessados neste assunto podem consultar a lista 
de Hartwell (ver Bibliografia, p. 641 ).
* Os alos so tambm muito citados (73 vezes). So utilizados no

tratamento da leucemia na medicina chinesa. No Brasil aplica-se a

polpa de Aloe africana sobre os turnores. O Aloe arabica, dissolvido em gua,  
utilizado na Florida para os cancros do nus e do pnis. Nesta regio , alis, 
consumido na alimentao, a ttulo preventivo. As cataplasmas antitumorais de alos 
so preconizadas no Egipto. Nas ndias Orientais  macerado em vinho. Na Amrica 
Central o Aloe arborescens  assado, descascado e colocado em leo vegetal. Nesta 
regio deita~se nos banhos uma decoco para tratar os cancros do estmago. Quanto  
tintura-me, esta  utilizada actualmente em todos os continentes.
* O alos tambm era conhecido na Europa.  citado na antiga medicina alem 
(Reichenau antidotaruni e Berlin antidotarum do sculo ix) e inglesa (Glasgow 
antidotariitil do sculo x). As propriedades anticancerosas desta planta foram 
redescobertas pelo padre Kneipp (sumo de alos).  impossvel citar aqui todas as 
plantas anticancerosas ou descrever todas as formas de as utilizar. Todavia,  certo 
que entre mais de 3000 espcies utilizadas pelo homem em todos os continentes, ao 
longo da hist ria, ainda  possvel encontrar plantas eficazes que podem 
complementar um tratamento clssico ou substitu-lo nos casos em que a medicina 
oficial no tenha solues a propor.

leos essencisis *

Certos terapeutas associam s suas prescries leos essenciais para o tratamento do 
cancro. Utilizam entre outros.VIIeld - Gravo-de~defulmo OrgOS~de-eS,0a1717a - 
rVoi@&-d.7-cane1a - Tom1117o

CONSELHOS

- Ver tambm o contedo da moldura sobre o Saw Palmetto (p. 528).

308

Catarata

Catarata

U

m grande nmero de cataratas necessita de uma intervenao cirrgica

que d excelentes resultados pois est actualmente muito bem controlada.

A catarata manifesta-se por uma opacidade do cristalino. Esta perturbao afecta mais 
espec i ficam ente as pessoas idosas, mas existem actualmente jovens com estas 
afeces.

Podemos supor, corno causa possvel, o agravamento dos efeitos dos raios 
ultravioletas motivados pelo consumo de certos medicamentos. Devemos lembrar que, 
tanto nas crianas como nos adultos, os efeitos indesejveis dos medicamentos sobre a 
retina foram demonstrados, particularmente os efeitos dos corticides, dos colrios 
midriticos, dos antiespasmdicos, dos psicotrpicos, da beladona, dos medicamentos 
para a doena de Parkinson, dos hipotensores, etc.

Os diabticos apresentam mais riscos de contrair esta doena. No encontrmos nenhum 
tratamento credvel nas medicinas complementares. Os conselhos que damos aqui so 
meramente preventivos.

 indispensvel consultar um mdico.

,L L(2J /005 essenciais

1 arco - Gengibre - P5n17o~ _Slv&Stro

* Os leos essenciais de larcio, gengibre e pinho-silvestre teriam uma aco 
preventiva benfica. * 1 ou 2 gotas de larcio, de gengibre ou de pinho silvestre, 2 
ou
3 vezes ao dia.

C0177pre,55.85
1, I_MI MIsi;ig ffiores, 30 g)

Utilizar as flores de miostis.

Ferver e deixar em infuso durante 10 minutos (30 g de flores para 100 ml de gua). 
Aplicar compressas mornas, de manh e  noite.

,411177e17A100 *

Recorre-se cada vez mais a uma planta injustamente esquecida: a c u rc u m a, Curcuma 
longa (s e rvia tamb m para tingir os hbitos dos monges budistas). Utiliza-se ainda 
o rizoma seco, por via oral,

309

Celulite

Segundo a tradio oriental, certos pratos saborosos temperados com um molho picante 
 base de curcuma e outros ingredientes tm uma aco protectora contra as cataratas. 
Alimentos privillegiados: os frutos ricos e os legumes crus, o alho pelas suas 
virtudes regeneradoras, a cebola, a cenoura,

a couve e de uma maneira geral todos os alimentos ricos em beta-caroteno e em 
vitamina E: espinafres, abbora, leos vegetais de primeira presso a frio, azeite, 
leo de crtamo, de girassol, de ssamo, de gros germinados (trigo, luzerna, cevada, 
aveia, soja, lentilhas, etc.) e levedura de cerveja.

Celulite

E  xistem diversos tipos de celulite que podem localizar-se em diferentes

partes do corpo: nas ancas, nas ndegas, em volta das coxas, no

ventre e no baixo-ventre, nas barrigas das pernas, etc.

A celulite afecta com mais frequncia as mulheres

A celulit& afecta mais especificamente as mulheres, mas os homens no so totalmente 
poupados. Inmeros trabalhos questionam a plula anticoncepcional bem como a 
prescrio de hormonas para a menopausa. Durante os perodos de gravidez, em razo da 
secreo de prolactina, a

mulher pode ser sujeita a este tipo de fenmeno, que se atenua e desaparece depois do 
parto. As glndulas supra-renais so tambm importantes porque favorecem a reteno 
de gua. As hormonas que agem mais especi icamente sobre a celulite so os 
estrogneos, a prolactina, a insulina, a adrenalina, a aldosterona, etc.

O que diferencia a obesidade da celulite  que a celulite caracteriza-se por um 
desequilbrio endcrino e um ari-nazenamento anormal de gua nas clulas que esto 
saturadas e no so capazes de eliminar este excedente.

310

Celulite

Podemos, por isso, considerar que se trata de uma inflamao do tecido que surge 
progressivamente. A primeira fase congestiva passa muitas vezes despercebida. 
Observa-se uma dilatao dos vasos sanguneos e uma m circulao do sangue e da 
linfa.  ento que se produz a reteno de gua, a pele torna-se menos flexvel e 
instala-se uma certa sensibilidade. Esta situao manifesta-se por um fenmeno 
chamado pele de laranja. A primeira fase passa rapidamente e  importante agir 
logo que surgem os primeiros sintomas, que indicam sempre uma disfuno.

Existem diversos tipos Z celulite, a Mole, a dura e a edematosa. Esta ltima 
distingue-se porque torna a pele mais sensvel ao toque.

As causas psicolgicas da celulite

Independentemente das causas hormonais que acabmos de descrever, a celulite pode ter 
uma origem psicolgica. Pode ser uma resposta ao stress,  angstia, a uma 
contrariedade e surgir aps um choque afectivo. Estes factores, muitas vezes 
negligenciados, tm a sua Importncia pois esto na origem de perturbaes que 
favorecem um consumo excessivo de comida, de bebida e de acar.  frequente as 
pessoas (particularmente as mulheres) compensarem um desequilbrio afectivo com o 
consumo de guloseimas (os homens procuram mais facilmente refugiar-se no lcool). 
Verificamos portanto que se trata de um fenmeno complexo, e  por esta razo que no 
se devem negligenciar nenhuns aspectos deste problema.

Paradoxalmente, afirmamos que todos os tratamentos do bons resultados ou falham. 
Alguns so mais eficazes que outros,  certo, mas para que o xito seja total 
necessitam de perseverana.

Quanto  cirurgia esttica, somos obrigados a constatar que esta obtm resultados 
notveis e at espectaculares. Mas estes resultados s duram se

forem complementados por uma tomada de conscincia e uma transformao dos hbitos 
que desencadearam o desenvolvimento desta afeco.

E se comeasse imediatamente?!

Este tipo de deciso  excelente. Comece de imediato mas sem brusquido, sem tentar 
mudar tudo imediata e sistematicamente. O motivo

311

celulite

 simples: a motivao forja-se e s se transforma em vontade pouco a

pouco. O que  importante  comear. A abordagem que propornos para a obesidade pode 
ser adaptada para vencer a celulite.

 indispensvel fazer um balano antes de comear, e este deve ser to pormenorizado 
quanto possvel. No hesite em olhar-se ao espelho, em

tirar fotografias, em tirar regularmente as suas medidas e anot-las para comparar a 
sua evoluo. Isto  muito importante e condicionar tanto o seu xito como a sua 
dei-rota.

Ver tambm Priso de Ventre (p. 522), Nervosismo (p. 474), Diabetes (p. 361), 
Obesidade (p. 482), Alcoolisi-no (p. 201), Tabagisi-no (572), Alergias (p. 207) e o 
captulo reservado ao Relaxamento (p. 137).

@ZJ gIsgol-as *

Rah7ha-alos-pn?aIos - Sabugu&ro - Hamainli@-, - Salva

2 drageias por dia.

ou 117fusgo R.71n17.7-dos-pr.?dos -@- Sabilguelro + H.9mamlIs + Salva

1 pequena pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver

durante 1 minuto e deixar em infuso 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas ao dia, entre 
as refeies.

leos essenciais

L imo

2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

Z1@nbr0

2 gotas, 2 vezes ao dia. Alternadamente, dia sim dia no.

Nos casos mais graves

IMUSO * Fueus vesiculosus   Pes d& cereja -@. 01-1osffion Sabuguelro

1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em 
infuso 10 minutos. Tomar 3 chvenas por dia.

11  @@ guciles e O&Sje.9 Dos braos, das coxas, do ventre e do baixo-ventre, todos 
os dias. Efectuar movimentos rotativos curtos, insistindo particularmente nas partes 
afectadas. Durao 1 ou 2 minutos.

312

Celulite

8.717h05

So especialmente indicados  razo de 1 a 2 por semana, aos quais se acrescenta uma 
soluo pronta a utilizar  base de FuctIs vesIculosus que se encontra  venda nas 
farmcias ou nas lojas de diettica, e 11.1 de copo de vinagre de cidra. Este banho 
termina com um duche fresco (ou frio) seguido de uma frico vigorosa.

80/7/705 d? OSSOIMO

Frios, dirios.

LOMI_q0175 117teSMIMIS

1 de 2 em 2 dias no incio, depois, 2 por semana, com uma infuso de camomlia.
10 cabeas de camomila para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso 10 
minutos, filtrar e tomar morno.

Banhos de v.9por *

2 ou 3 vezes por semana. Terminar com um duche fresco e uma frico vigorosa. @C@1  
C117M100 dO NOPN170

Conservar durante a noite. Melhora de forma notvel os resultados obtidos.

O cinturo de Neptuno  particularmente indicado para combater a celulite localizada 
em volta das ancas e ao nvel do baxo-ventre.

F@ AffineIffi?~

* Eviltar: o acar e os produtos

com acar: pastelaria, bebidas doces incluindo as ligN, o leite e os produtos 
lcteos, charcutaria, os enchidos, a caa, os pratos com molhos, a maionese, os 
fritos e sistematicamente todas as gorduras cozinhadas, manteiga, carnes gordas, 
pratos apurados, lcool, cerveja, vinho, aperitivos, ch, caf, chocolate, queijos 
fortes e, obviamente, o tabaco.
* Alimentos privilegiados: a preparao das refeies  preponderante bem como a 
forma de as consumir. Devem ser consumidas, se possvel, tranquilamente. Lembramos 
tambm que todos os alimentos devem ser cuidadosamente mastigados para que a 
ensalivao permita a sua assimilao.
* Todos os frutos e legumes frescos crus, saladas, alface, chicria, agrio, pepino, 
tomate, alho e cebola (em razo das suas propriedades desintoxicantes), cenoura, 
aipo, salsa, nabo, couve branca ou roxa, chucrute (sem os acompanhamentos), ra313

Celulite

banetes  cogumelos, alperces, anans, mas, peras, amoras, cssias, limo, cerejas, 
groselhas, pssegos, melancia, uvas.
* Os cereais e as leguminosas

devem ser consumidos com moderao.
* Os gros germinados - trigo, girassol, etc. - podem tambm ser consumidos, bem como 
os leos vegetais de primeira presso a frio, azeite, girassol, ssamo, crtamo, etc.
* Devem introduzir-se progressivamente na alimentao os alimentos crus, de modo a 
no agir de forma demasiado brusca sobre os hbitos alimentares.
-  prefervel utilizar os produtos

da agricultura biolgica ou provenientes de pequenas exploraes.

o jejum

*1 dia por semana pode completar eficazmente a cura anticelulite, bebendo gua ou 
infuses (ver acima). *Cura de fruta. *Dia de fruta: uvas, anans, alperce, etc. (em 
funo da estao).

OUZIros t10Mmentos COMPIMI7MRIVS possiveis

So propostos inmeros mtodos para fazer face a este problema.

os mtodos ciflvicos

Trata-se da lipossuco e da lipoaspirao que visam a obter efeitos rpidos por 
interveno corporal. Estes mtodos s tm interesse se existir um desejo real de 
agir sobre a causa, caso contrrio o risco de reaparecimento da celulite  quase 
inevitvel a mdio ou longo prazo. Pensamos, por isso, que antes de fazer um 
tratamento deste tipo  prefervel comear por transformar progressivamente os 
hbitos de vida. Quando surgirem melhoras,  ento possvel encarar uma interveno 
para perfazer o resultado. Como  bvio, uma interveno deste gnero s se justifica 
em casos srios.

A 171d1utempla do c/0/7

Efectua-se em consultrio especializado, no tem inconvenientes e ajuda ao 
reequilbrio intestinal. Os benefcios so inmeros: uma digesto melhor, uma melhor 
assimilao e o restabelecimento do trnsito intestinal.

AS n78558g0175

Existem diferentes tipos, e certos cinesioterapeutas propem asso314

ciar-lhes sesses de electroterapia.
* A drenagem linftica VdcIer,

praticada em consultrio de esttica, pode ser indicada como mtodo de acompanhamento 
excelente.
* A acupunctura, a auriculoterapia,

a mesoterapia, a homeopatia, a

Citica

vertebroterapia, particularmente quando estas afeces so acompanhadas de dorsalgia, 
lombalgia, desequilbrio postural, etc. Neste caso a osteopatia, a quiroprtica, a 
etiopatia, praticadas por profissionais, so tratamentos que tambm no devem ser 
negligenciados.

MATAMEN70 KNEIPP

- Durante perodos de 4 semanas.- semicpios frios, curtos (30

segundos a 1 minuto).

CONSELHOS

- Exerccios respiratrios e de relaxamento, acompanhados de

visualizao criativa.
- Andar de ps descalos na erva hmida.

-Andar descalo na gua, com a gua at s canelas.
- Exerccios fsicos, desportos, bicicleta, fioting, etc.

Citica

V

r tambm Artrose (p. 247), Nevralgias (p. 478), Costas (p. 349), eLombalgias (p. 
455). A citica manifesta-se por dores, cibras extremamente violentas ao

nvel dos rins e nas faces anterior e exterior da parte dianteira e inferior da coxa. 
Esta dor pode descer at  parte inferior da perna.

A menor flexo resulta geralmente numa acentuao da dor, que pode durar de alguns 
minutos a algumas semanas.

A ttulo preventivo: vigiar o peso (ver eventualmente Obesidade, p. 479), evitar os 
esforos violentos, os movimentos bruscos, etc.

315

Citica

IMUSO *

Durante 3 semanas, no incio da Primavera e do Outono, fazer uma cura de:

B&t17iCa

3 ou 4 pitadas para 1 chvena de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar repousar 10 
minutos.

Tomar 3 ou 4 chvenas ao dia.

LOVOg0175 *

Com uma infuso de centarea, que tambm alivia as dores.
20 9 de planta para meio litro de gua. Ferver e deixar repousar
20 minutos. Fazer com a ajuda de uma pra, de manh, de preferncia, e conservar 
durante 20 minutos.

RECEIrA ANrIGA CIrADA POR DIO~RIVES E GALIANO

Em aplicao externa, uma decoco de nula-campana em vinho tinto: 20 g de planta 
para 1 garrafa de vinho. Deixar macerar
3 dias. Aplicar 2 ou 3 vezes por dia, em compressas. (Para acelerar a preparao, 
pode aquecer em banho-maria durante cerca de 20 minutos e deixar macerar 5 a 6 horas, 
antes de utilizar). Em seguida aplicar com um pano para aliviar as dores.

A EMBROCAO OO PR. CHOMEL rEM UMA A CO

SENFICA SOBREA3,00RES Meio litro de azeite + 30 cabeas de camomilia + 30 g de erva-
de-so-Joo. Deixar macerar 8 dias ao sol ou perto de uma fonte de calor, filtrar 
(para acelerar a preparao, aquecer em banho-maria durante 20 a 25 minutos, 
filtrar). Misturar em partes iguais com lcool canforado. Fazer penetrar massajando a 
parte dolorosa, vrias vezes ao dia.

O I7R. RIIIZ RECOMENa41

Todos os dias- um banho de vapor na cama, ou um banho de vapor dos ps. Escolher o 
mais bem tolerado e em seguida fazer uma frico quente completa. Banhos de assento 
quentes de 20 minutos. Compressas de panos quentes bem cobertos nas partes dolorosas 
(1 a 2 horas). Fique em repouso massajando a parte dolorosa, vrias vezes ao dia.

Cicatrizao de feridas e hemostticos

CONSELHOS

Alimentao ligeira. Outros tratamentos possveis: Massagens, acupunctura, 
vertebroterapia, etc.

Cicatrizao de feridas e hemostticos

r Feridas (p. 396).

Recoltos lf Atoffi~dut~

Arl71c,g-da-mo17tai717a

* 1 colher, de sopa, de tintura-me para um copo de gua, em compressas.

BOIS.?-de-pastor

Antigamente utilizava-se contra as hemorragias (em decoco) e para tratar 
inflamaes. Depois esta planta foi completamente esquecida. Mas as suas virtudes 
hemostticas foram oficialmente reconhecidas durante a 11 Guerra Mundial, e desde 
ento  frequentemente utilizada. * Reduzida a p, estanca eficazmente os 
sangramentos do nariz.

Castan17a-ale-qu.7
* As folhas em cataplasmas so

anti-inflamatrias.

conso/da
* As razes frescas utilizam-se

raladas, em compressas.

Cr.7VO-d&-~U17t0 * Arlstolquia-comum Galnornila-pequena ffior-es) -@- HainamlIs 
ffioffias)
* Em infuso aplicada em compressas.

Erva-d&-so:ffio
* Utiliza-se em compressas, em

leo.

EvnImo
* Uma decoco de 15 g para 1

litro de gua. Ferver 10 minutos e deixar repousar 20 minutos.
* Aplicar em compressas.
* Activa a cicatrizao das feridas.

317

Cistite

GernIo, Erva~de-so-robert
* Utilizam-se as folhas modas.

P~17101r0-da~aMriCd
* Aplicam-se directamente as folhas sobre as feridas.

Rom
* Utiliza-se a casca pulverizada

dos frutos.
* 80 g de planta para 1 litro de

azeite. Agita-se frequentemente e deixa-se macerar ao sol durante 2 semanas. Filtrar.

Sancul.7 europela
* Utilizam-se as folhas modas.

Esta planta  uma das panaceias da Idade Mdia.
* Aplica-se em uso externo em

banhos e para envolver as feridas, em casos de hemorragia, feridas, contuses, 
equimoses. A sancula acelera a cicatrizao. ATENO1 A grande procura desta planta 
 a razo pela

qual ela  frequentemente substituda pela De17taria
017e8~110.

Tomil170 - CaMOM//27 Orego Vulgar Aplicao idntica  da Asma (p. 252)

ulmei;10 A decoco da casca, das folhas ou dos frutos trata as feridas de 
cicatrizao difcil e as dermatites. As propriedades desta rvore foram descritas 
por Dioscrides.
30 g de planta para 1 litro de gua. Ferver durante 10 minutos e deixar em infuso 30 
minutos. Aplicar em compressas. Repetir
2 ou 3 vezes ao dia. Pode tambm preparar um unguento composto por 80 g de p de 
casca de ulmeiro misturado em 1 kg de vaselina.

Cistite

As

suas origens e causas so diversas. Pode ou no ser acompanhada de dores.

o~ei 65 * Toml17o - Lavanda - MaIv.7
- cInrrodo

2 drageias de cada, 1 vez ao dia. Alternadamente, dia sim dia no.

Zimbro - Mirtilo - nula CaMp817.9
- 2 drageias de cada, 1 vez ao

dia.

318

Cistite

ou Infuso * ZIMbrO + MIrMO -@- MIa campana + Tomil17o lavanda + MaIV.7

1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver e deixar repousar 15 minutos. 
Tomar 4 chvenas por dia.

~

2 gotas, 2 vezes ao dia.

MO/7/105 dO V8POr

3 banhos de vapor de assento com uma infuso de cavalinha (5 ou 6 boas pitadas para 
meio litro de gua, ferver e acrescentar 4 a 5 litros de gua a ferver).
3 vezes por semana.

OUCI1OS o ofusios *

Mornos de 5 a 10 minutos, das coxas e do baixo-ventre, insistindo no nus e no 
umbigo. Dirios, seguidas de um banho quente.

Recoltos

Infuso de 10 g de folhas secas ou frescas em 1 litro de gua a ferver. Deixar 
repousar 10 minutos. Beber 3 chvenas por dia.

Hernola comum
*Infuso de 15 g de planta para 1

litro de gua. Ferver e deixar em infuso 12 horas. Aquecer.
*Beber 3 chvenas por dia.

L gstica
*Infuso de 15 g de raiz para 1

litro de gua. Ferver e deixar repousar 10 minutos.
*Beber 3 chvenas por dia.

Medronhero ou erva-de~ui-so
*Infuso de 10 g de planta para 1

litro de gua a ferver. Deixar repousar 12 horas. Aquecer.
*Beber 3 chvenas por dia.

Resta-bol-espin17osa
*Infuso de 10 g de planta migada (ou raiz) em 1 litro de gua a

ferver. Deixar repousar 20 minutos.
*Beber 3 chvenas por dia.

Zmbro cornum
*Infuso de 30 g de bagas para 1

litro de gua a ferver. Deixar repousar meia hora.
*Beber 2 chvenas por dia. (@@    A111n017m00 *


A alimentao mais adaptada e que tem um efeito sinrgico com os tratamentos naturais 
acima descritos , sem qualquer dvida, uma alimentao vegetariana.
-Contra-indicaes: acar, doces, pastelaria, compotas, lcool, vinho, cerveja, 
cidra, carnes gordas, charcutaria, enchidos, aparas e vsceras, caa, queijos fortes, 
especiarias, pi319

Cistite

menta, pimento, mostarda, maio-         rabanetes, endvias, figos, ananese. Ateno 
ao sal.                    ns, bananas, morangos, etc. Alimentos privilegiados: 
cereais integrais, germe de trigo,               iVO/M levedura de cerveja, couve, 
cou-       A ve-flor, chucrute (sem as carnes       .  aconselhado na condio de 
que a acompanham normalmen-              se beber bastante gua fresca. te), tapioca, 
beterraba, tomates,      - Cura de fruta.

7RA7AMEN7O KNEW

* Para as pessoas robustas, meios banhos frios curtos (alguns

segundos).
* As pessoas fracas e delicadas comeam com banhos mornos

curtos para progressivamente tomarem banhos cada vez mais frios.
* Em infuso preconizava uma mistura chamada Mistura reguladora T, preparada e 
composta da seguinte maneira:
- 2 colheres de funcho modo; -3 colheres de bagas de zirnbro-1 .-3 colheres de raiz 
de engos;
- 1 colher de feno-grego;
- 1 colher de alos. Fazer uma mistura homognea.
1 pequena colherada desta mistura  suficiente para uma chvena. Ferver durante 3 
minutos e deixar em infuso 15 minutos. Ateno, esta infuso toma-se na poro de 4 
a 6 colheres  noite (1 chvena dura cerca de 2 dias).
* Durante o dia, as infuses de cavalinha so tambm recomendadas.
* Cinturo de Neptuno, morno.

CONSELHOS

- Quando houver uma melhoria, praticar o endurecimento (ver p. 132).
- Ver tambm a moldura sobre o Saw Palmetto (p. 528).

320

Colesterol

Colesterol,

V

igie a tenso, a obesidade, as doengas digestivas, etc., e... a taxa de colesterol.

Ser o colesterol njustamente acusado?

Desde h alguns anos que os meios de comunicao, os laboratrios de produtos 
farmacuticos e uma parte de corpo mdico acusam o colesterol de ser o inimigo ri. 1 
da sade. Nesta campanha, com tonalidades histricas, dissimulam-se factos 
desconcertantes e que podem desacreditar o

lobby anticolesterol. Est fora dos nossos propsitos contestar que os

riscos de doenas coronrias aumentam em funo de uma taxa de colesteroi elevada.

Mas ser que basta mudar o regime alimentar ou tomar um medicamento supostamente 
contra o colesterol para diminuir os riscos ligados a

este tipo de patologia? Ser este tipo de tratamento andino, ou ter ele 
inconvenientes? Ser a mortalidade menos importante nos pases onde, graas a um 
regime alimentar apropriado, a taxa de colesterol diminuiu?

No  nossa inteno pr em causa os tratamentos de hipercolesterolemia, que so 
necessrios em certos casos bem especficos mas limitados. Em contrapartida, parece-
nos importante sermos cpticos quanto ao

valor de uma propaganda anticolesterol exageradarnente amplificada e a

psicose dela decorrente.

Um dos componentes da membrana celular

Se nos fiarmos nos meios de comunicao, podemos pensar que o

papel essencial do colesterol  afectar a nossa sade e que a sua responsabilidade na 
arteriosclerose est comprovada. Contudo, esquecem-se frequentemente de dizer que o 
colesterol  um elemento-chave da composio da membrana celular, Nenhum organismo 
vivo pode continuar a

viver se for privado deste elemento que est na base da arquitectura das nossas 
clulas.

321

Colesterol

Dois investigadores americanos, Michael Brown e Josepli Goldstein, receberam o Prmio 
Nobel em 1985 pelos seus trabalhos que demonstravam os mecanismos de transporte do 
colesterol no interior da clula. Descobriram que este transporte s  possvel 
graas  existncia, na

membrana celular, de receptores de colesterol. Mas os seus trabalhos tambm salientam 
que a h i perco lesterolem ia s  possvel quando existe um defeito gentico ao 
nvel destes receptores da merribrana celular, porque se estes funcionam mal, ou no 
funcionam de todo, a clula fica sem material de base  sua disposio para elaborar 
as suas membranas e sintetiza ento o seu prprio colesterol. Neste caso especfico, 
o mecanismo de autocontrolo no existe praticarnente (porque a taxaj no depende 
destes receptores), e o organismo fica condenado a produzir colesterol.

Estes trabalhos demonstram que no somos todos iguais perante a

arteriosclerose e que o aparecimento desta doena no depende exclusivamente do 
regime alimentar e do modo de vida.

E os factores de risco?

 lgico que uma clula privada de colesterol procure sintetiz-lo e

que a importncia da taxa de colesterol esteja ligada ao nmero e ao funcionamento 
dos receptores e que, neste caso, um regime hipocolesterolmico s possa ter um 
efeito limitado.  certo que todos sabernos que o caf, o cigarro, a diabetes e o 
excesso de peso so factores de risco para as doenas coronrias e contribuem para o 
aumento da taxa de colesterol. Mas poderemos ns deduzir que o colesterol  
responsvel por estas patologias ou que se trata apenas de um efeito secundrio e no 
de uma causa inicial? Por outro lado, alguns cientistas britnicos verificaram que em 
muitos casos a doena das coronrias est provavelmente programada desde os primeiros 
momentos das nossas vidas.

A polmica em torno do colesterol pretende frequentemente que uma

taxa de colesterol baixa  sinnimo de boa sade e que diminui os riscos de acidentes 
cardacos. Contudo, sabemos actualmente que as pessoas que conseguem reduzir a sua 
taxa de colesterol morrem menos de acidentes coronrios, mas mais de cancro.

Esta constatao vem juntar-se  dos fisilogos do incio deste sculo que pensavam 
que o colesterol tinha um papel primordial na regulao da

322

Colesterol

permeabilidade celular e que, alm disso, era um dos elementos-chave da autodefesa do 
nosso corpo contra a infestao de clulas cancerosas.

 certo que o nosso conhecimento dos mecanismos da cancerognese  ainda insuficiente 
para podermos afirmar ou rejeitar esta hiptese, mas

est bem demonstrado que a reduo do colesterol aumenta o risco do cancro. 
Recentemente os investigadores japoneses observaram vrios milhares de habitantes de 
Osaka. Esta hiptese foi, mais uma vez, confirmada: a relao entre o cancro 
(especialmente nos homens) e uma taxa de colesterol baixa parece ser evidente.

Certos mdicos pensam tambm que a queda da taxa de colesterol antecede a morte em 
pacientes que sofrem de doenas prolongadas. Os investigadores do Centro Mdico de 
Baltimore constataram que uma taxa baixa de colesterol em pessoas idosas implica 
frequentemente a morte.

Ter o colesterol alguma incidncia sobre a durao da vida?

Em 1981 os investigadores chegaram a concluses perturbadoras. As pessoas que tm uma 
taxa de colesterol baixa no vivem estatisticamente muito mais tempo do que o resto 
da populao, mas, para sua enorme

surpresa, os investigadores constataram que estas tinham uma taxa de suicdio muito 
mais alta. Um grande n mero de investigadores pensa actualmente que uma taxa de 
colesterol demasiado baixa est na origem de depresses, suicdios e morte precoce. 
Os psiquiatras finlandeses observaram que os indivduos particularmente agressivos se 
caracterizam por uma taxa de colesterol baixa. As inmeras experincias feitas em

animais confirmam a relao entre a taxa de colesterol e a agressividade.

Todas estas investigaes realam tambm que a moda dos medicamentos 
anticolesterolmicos  duvidosa e que o abaixamento da taxa de colesterol feita de 
forma inconsiderada pode ter consequncias graves para a nossa sade.

Deve-se falar do colesterol com muito cuidado

 um assunto escabroso e que exige uma grande prudncia, j que os

estudos contraditrios sucedem-se. Tal como acabmos de ver, o colesterol est 
presente em todas as clulas e no sangue, bem corno na blis. Este

323

Colesterol

esterol encontra-se nas gorduras animais, no tecido cerebral e no leite e  
sintetizado pelo figado. O seu papel  particulaririente importante na

sntese das hormonas esterides.

O excesso de colesterol  perigoso: bloqueia as artrias e d origem  
arteriosclerose. Se houver formao de placas no sangue, existe risco de trombose. 
Mas s o excesso de colesterol que provm das gorduras saturadas que se encontram nos 
produtos de origem anirrial, na carne, no toucinho, nos produtos lcteos, no 
chocolate, tem inconvenientes notveis. Em contrapartida, as gorduras no saturadas, 
presentes rios leos virgens, tm uma incidncia protectora notvel.

O nico seno  que ignoramos por corripleto qual  o papel exacto do colesterol 
nas doenas cardiovascu lares.  por isso que, tal como

virrios, nos podemos perguntar se ele estar verdade i ram ente na sua origem e, se 
esse for o caso,  normal e oportuno agir para o controlar e neutralizar, mas, se ele 
for apenas a consequncia, estaremos a agir apenas sobre um sintoma e o efeito 
protector ser apenas ilusrio.

No plano prtico, quando se consome uma quantidade exagerada de alimentos ricos em 
colesteroi e este no  eliminado, fixa-se na parede dos vasos e forma uma placa que 
se torna mais espessa com o tempo e chega at a provocar a obstruo dos vasos 
sanguneos.

Mas, como nada disto  simples, certos investigadores avanam a

hiptese que o colesterol exerceria uma proteco contra os radicais livres e seria 
at antioxidante (da a sua influncia protectora em caso de cancro). A sua 
toxicidade s apareceria depois do fenmeno de oxidao, ele prprio directamente 
ligado s nossas condies de vida.

Estudos surpreendentes

Fabricamos todos os dias cerca de 15 gramas de colesterol, mas o que  essencial  
que a sua taxa de concentrao esteja num nvel ptimo, tal como para a glicemia e 
todos os outros elementos indispensveis ao bom funcionamento do nosso corpo.

Em Israel certos investigadores estabeleceram taxas de comparaao entre as esperanas 
de vida: as pessoas cuja taxa se situa entre 2 e 2,30 tm uma esperana de vida 
superior s que tm uma taxa situada entre
1,5 e 1,9. Aqui tambm no devemos tirar concluses demasiado rpidas,

324

Colesterol

porque verificamos que o modo de vida, apesar de ter, por vezes, repercusses (mas 
nem sempre) sobre a taxa de colesterol, tem uma incidncia indiscutvel sobre a 
esperana de vida.

Os ovos, por sua vez, estiveram muitas vezes, e sem razo, no banco dos rus, mas 
verificou-se que o que se utilizava nos estudos era ovo em p desidratado! Foram 
tambm realizados outros estudos contraditrios que demonstram que os ovos, 
consumidos cozidos ou escalfados, mesmo em quantidades importantes, tm uni papel 
menor sobre a taxa de colesterol.  mesi-no provvel que a lecitina contida nos ovos 
seja um agente fortemente protector. Alm disso, contm tambm protenas, aminocidos 
e

nutrientes diversos que os tornam num alimento-chave.

Os verdadeiros inimigos

O colesterol no  um inimigo a abater a qualquer preo. Pode ser o

reflexo de erros alimentares e (ou) ser geneticamente hereditrio, caracterstico de 
certas famlias; mas  tambm provvel que, nestes casos, os

hbitos alimentares familiares tenham um papel predominante.

A tudo isto podemos acrescentar a hipertenso, a sobrealimentao, o excesso de peso, 
o cigarro, o lcool, os produtos lcteos (suspeitos para muitos investigadores) e 
especialmente os cozinhados com manteiga, os fritos, o excesso de gorduras animais, 
as charcutarias, os enchidos, os acares artificiais, bem como todos os produtos que 
os contm (bebidas doces, sodas, pastelarias, compotas, chocolate, etc.), a diabetes, 
o stress, a inactividade fsica e certos produtos farmacuticos.

Combater naturalmente o colesterol

* Os nutrientes tais como o leo de onagra, o leo de caroos de

cssia tm uma aco anticolesterolemiante.
* A lecitina diminui a taxa de lpidos, tal corno os leos de peixe (contm cidos 
gordos poliinsaturados niega 3), os leos vegetais (de primeira presso a frio), 
tais como os leos de linhaa, de noz,

de soja, de ssamo e de girassol.
* Os cereais integrais, o arroz, o milho paino, todos os frutos frescos

e os legumes verdes, as alcachofras, as saladas verdes, o limo, a

325

Colesteroi

toranja, as uvas, as cenouras, as beringelas, a couve, a cebola, a

cebolinha, o alho (tem uma aco especfica sobre a estrutura das artrias, 
demonstrada por H. Heinle, por adjuno de alho  comida) fazem baixar de forma 
substancial a taxa de colesterol e tm uma aco benfica sobre a hipertenso.
* O estudo sobre o alho foi confirmado pelo Prof. A. Arekhov de

Moscovo, que constatou que o consumo regular de alho impede a

acumulao de colesterol e a formao de placas ateromatosas nos

vasos saudveis e tambm nos vasos j afectados. Curiosamente, este professor 
constatou tambm que o alho diferencia os colesteris, combatendo os nocivos (LDL), 
mas privilegiando os bons (HDL). Por outro lado,  tambm um agente antioxidante e 
ope-se aos efeitos dos radicais livres.
* Isto explicaria o motivo de os regimes mediterrnicos serem protectores contra 
as doenas coronrias e o facto de as pessoas que vivem no Norte da Europa serem mais 
sensveis as estas afeces.
* Assinale-se que o cido O-linoleco contido no azeite teria tambm

uma aco protectora.
* Devem privilegiar-se tambm as vitarninas uo grupo A, C e B, o

selnio e o magnsio.

LM O~6,1 ,os *

Sardd17a - GraMa

* 2 drageias de cada. Sax,fraqa - Oliveira - Grama * 2 drageias de cada. * 
Alternadamente, dia sim dia no. @

ou IMU5J0 *
8arda17a /- GiaMa + 5.9Xfraqa -@- 011vgIra

Ferver durante 3 minutos, deixar repousar 15 minutos.
- Tomar 4 chvenas por dia.
O ch chins Yunnan precipita a digesto das gorduras.

Tomar 1 chvena depois de cada refeio, em infuso.

/005 OSSOMTIS
1-11no

2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia.

ou Gernio

2 gotas, 2 vezes ao dia.

86/7/105*

Banhos de assento quentes com massagem do baixo-ventre, 2 vezes por semana. Banhos de 
assento frios.


326

Colesterol

Banhos de vapor *

Banhos de vapor 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de frices frescas e vigorosas.

ouc/jos o afuses E`6j1* i

Das coxas, alternando com fulgurante - Afuso rectal.

Receitas AtotelaPuticos

As plantas que combatem o colesterol@

Alfafa, Dent-de-leo BIIa@ Olivera, samo do Tffia, Bardanal Grama, SaxfrIV-71 
Alecrim, SolIdago, casca de Freixo, Eupatra

* Todas estas plantas podem ser

preparadas sob a forma de decoco  razo de 10 9 para
1 litro de gua. Ferva durante
15 minutos e deixe repousar 30 minutos.
* Tomar 4 ou 5 chvenas por dia,

fora das refeies.

A11h7017too

A alimentao actual, demasiado rica, demasiado abundante (gorduras animais, pratos 
cozinhados preparados, etc.), favorece a colesterolema.
* Contra-indicaes: todas as

gorduras animais, manteiga cozinhada, queijos, charcutarias, enchidos, salmouras, 
carnes gordas (borrego, porco), chocolate, acar, bebidas doces, pastelaria, 
compotas, ovos (especialmente a gema), fritos, lcool, vinho, cerveja, conservas, 
peixes gordos (sardinha, carapau, etc.). Ateno tambm ao consumo de sal.
* Alimentos privilegiados: alcachofras, saladas verdes, legumes crus, limes, 
toranjas, uvas, mas, couves, cebolas, alho, cereais integrais, po integral, papas 
de aveia, leos de milho e de girassol, etc.
* Bebidas: gua (com um fio de

limo).

@@ JeJUIn *

Praticar regularmente.
1 dia, a fruta. Cura de fruta (uvas).

KI7h0 SIMICOIOSMIVI

Folhas de btula + casca de freixo em 1 litro de vinho tinto de Bordus (se possvel 
biolgico). Deixar macerar 1 semana, filtrar e beber um clice por dia, fora das 
refeies.

327

Colibacilose

CONSELHOS

Tente praticar, se possvel:
* o endurecimento, andar a p descalo na erva hmida (p. 132);
* os exerccios fisicos (p. 133). Ateno s tenses, contrariedades e acessos de 
clera.

Colibacilose

v   igiar eventualmente a priso de ventre.

gs EtIcalipto - Llrz&

* 2 drageias de cada. Grama - chi@@rla-SOIV.7g&rn
- Madr&Ssilva

* 2 drageias de cada. * Alternadamente, dia sim dia no. @

ou Infusio * E11c1911p10 + Urz& + Grama + ChIcrIa + iv<9ofressIlva
1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar 
repousar 15 minutos. Tomar 4 chvenas por dia.

leos essenciais ZImbro

2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

BO/7/105 de OSSOMO *

Banhos de assento quentes (Kneipp) com uma infuso de cavalinha, 3 vezes por semana, 
seguidos de um banho de assento frio, curto.

88/7/105 de V27por

por semana.

* Afuso diria dos braos e das

coxas.
* Afuso dos braos e da cabea,

3 vezes por semana. P@@    MIMUIW0 de Neptuno

328

Clicas hepticas

AliMeIffi?j0

Alimentao sbria, no excitante, se possvel com tendncia vegetariana. Alimentos a 
evitar: lcool, vinho, cerveja, guas gasei      i: cadas, sodas, enchidos, charcu 
taria, conservas, salmouras, manteiga cozinhada, fritos, especiarias (pouco sal), 
carnes gordas. Ateno ao acar.

Alimentos privilegiados.- couve, beterraba, aipo, mas, mirtilos, cssis, uvas e 
todos os frutos, legumes verdes, cereais integrais, po integral, peixe magro, etc.

jejum

Recomenda-se beber muita gua fresca (ou com limo).
1 dia, a fruta.

CONSELHOS

Aps melhoria, praticar:

endurecimentos, andar a p descalo na erva hmida (p. 132); afuses fulgurantes (p. 
140); banhos de assento frios (p. 145).

Clicas hepticas

C

aracterizam-se por dores na regio do fgado e do estmago. A dor pode subir at ao 
ombro direito e ser acompanhada de vmitos.

G171Cr1;9 (r.?!--) - AlqU&~171&

2 drageias de cada.

01/ 1/Muso * C171crId + Alqu&~nio * Amll@-o-pr&to -k Soldo

1 pitada de cada planta para 1

AMgIro-Preto - Soldo HarpagfIlo

2 drageias de cada. Alternadamente, dia sim dia no.

329

Clicas hepticas

chvena de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso 15 minutos.
* Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.
* Neste caso, tomar 2 drageias de

harpagfito.

leos 0s56.17C1,91.9

Alecrm

3 gotas, 2 vezes ao dia.

ou 1imo

* 2 ou 3 gotas, 2 vezes ao dia.

ou Pil7170

* 3 gotas, 2 vezes ao dia.

R.017h05  *

- Banhos de assento quentes com

massagem do baixo-ventre, 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de um banho de assento 
frio, curto.

Ulq0   E.9171jos efe vapor *

2 banhos de vapor por semana.

Afuso das coxas seguida de uma frico vigorosa.

Afuso rectal.

MIMUI00 dO NO.Offil70 *

Alimentao *

Sbria e ligeira. Contra-indicaes: fritos, conservas, salmouras, carnes gordas, 
caa, charcutaria e outras carnes de porco, pastelaria, doces, chocolates, cremes, 
manteiga cozinhada, lcool, vinho, cerveja. No comer alimentos demasiado quentes nem 
bebidas geladas. Alimentos privilegiados: purs de legumes, iogurte, frutos frescos, 
salada, chicria, dente-de-leo, azedas, morangos, aipo, salsa, alhos-porros, funcho, 
cebola, limes, azeite, papas de aveia. Beber muita gua.

JOjUII7

Aconselhado. Cura de fruta da estao (morangos, uvas, etc.)

CONSELHOS

- Praticar o endurecimento, (p. 132).

330

Clicas intestinais

Clicas intestinais

anifestam-se por dores violentas na regio do umbigo, seguidas de diarrelas e de 
gases intestinais. A dor diminui geralmente quando se exerce presso no local.

L@J 010g01.m *

Feno-gr&go - Garva117o
- Verbasco branca - Trevo
- AlcaravIa

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infuso

Feno grego + Carva117o + Verbasco branco -i- Trevo + Alcarava

* 1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar 
em infuso 15 minutos. * Beber 3 chvenas por dia.

/005 0550J7C1015

canela

- 2 ou 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao

dia.

COMP/VSSOS     *

* Quentes, sobre o abdmen.
* Infuso de (receita de Kneipp)-.

Flores de fei7o + AnIs + Func17o + Hortal-,olmenta

1 boa pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar 
em infuso 10 minutos. Molhar um pano, espremer ligeiramente e aplicar. Manter no 
local com a ajuda de uma ligadura. Repetir.

SW/7/105 9 OSSOIMO *

Kneipp 'flores de feno). Ou banho de assento quente com massagem do baixo-ventre, 
seguido de um curto banho de assento frio.

Lavogem *

Infuso de carnornila: 10 cabeas de camomila para meio litr,,, de gua. Ferver 
durante 1 nuto e deixar em infuso 15 @-nnutos. Aplicar e conservar durante 15 a
20 minutos.

331

Clicas intestinais

Quando desaparecerem as dores

8017h05 *

Banhos de assento quentes com massagem do baixo-ventre. Banhos de assento frios.

@@JJ  88171705 dO V.RpOr *

2 por semana, seguidos de uma afuso fresca e de uma frico vigorosa.

A fuso *

Das coxas e do baixo-ventre, 3 vezes por semana. Fulgurante, 2 vezes por semana.

Afuso rectal.

n(-il) AlimeIMOO

- Mastigar bem.

Contra-indicaes: todos os alimentos pesados e indigestos, manteiga cozinhada, 
creme, molhos de manteiga, fritos, conservas, salmouras, charcutarias, carnes gordas, 
pastelaria, doces, caa, etc. Evitar os alimentos demasiado quentes e as bebidas 
geladas. Alimentos privilegiados: amndoas, noz-moscada, gengibre, canela, legumes e 
frutos frescos, cereais integrais, azeite, levedura de cerveja, etc.

jejum

Especialmente aconselhado. Repousa os rgos digestivos. Cura de fruta.

CONSELHOS

No negligenciar: -o endurecimento, andar de ps descalos (p. 132); -C inturo de 
Neptuno (p. 148).

332

Comicho 1 Conjuntivite, Inflamaes oculares

Comicho

V

er sobretudo as causas: hepatisino, perturbaes digestivas, priso de ventre, etc. 
Ver tambm Abcessos (p. 188), Impigeris (p. 438), Eczema (p. 372), Herpes (p. 426), 
etc.

Decocoo * @@ OuelIdna -i- nZ -campana
4 ou 5 pitadas de cada planta para meio litro de gua. Ferver em lume brando durante 
10 minutos. Deixar repousar 20 minutos.

* Aplicar numa compressa (vrias

vezes ao dia).
* Se a comicho  sbita e violenta e surgir aps um tratamento mdico (injeco, 
medicamentos, etc.) consultar imediatamente o mdico.

Conjuntivite, Inflamaes oculares

V

r tambm Olhos (p. 485). As inflamaes podem ser diversas: inflamao da plpebra, 
da conjuntiva, da crnea, etc. Manifestam-se por veri-nelhido e incliaos.

De manh a plpebra est colada, as lgrimas escorrem, os olhos esto vermelhos, 
sente-se uma sensibilidade excessiva  luz. As causas podem ser inmeras: esfregar os 
olhos, poeiras e diversas doenas.

A gua chamada quebra-culos CO/ [91          40ress,65 *                
suposto que clarifica a vista e Rosa + Tancha~                 excelente para as 
inflamaes * 2 ou  3 pitadas d,-, cada planta     e vermelhides (Tragus).

- Receita da gua quebra-culos: para  1 chvena de gua, ferver,             3 
PItadas de 1,10res de apagar o lume e deixar em infu-              C&17taUr&a-aZUI 
so 30 minutos (Dr. Chomel).                 + 1 Pe~17a P11a0'.7 dO * Aplicar em 
compressas.                       Aalr5o

333

Conjuntivite, inflamaes oculares

+ 1 pequena pit.7da de Cnfora

* Fazer uma infuso, ferver meio

litro de gua e deixar macerar a mistura durante 24 horas. Filtrar. Utiliza-se em 
compressas.
* O alecrim em infuso (aplicado

em compressa) fortalece a vista (segundo Chomel).

Recoffim fitoteMpUtic-Ts qua-d1V1@7a

Em 1 litro de bom vinho tinto deitar 50 g de folhas de tanchagem bem limpas e ferver 
durante 35 minutos. Em seguida deitar um punhado de ptalas de rosa em 500 g de gua 
(destilada) e ferver durante 5 minutos. Misturar as 2 solues e deit-las em frascos 
bem fechados.

5tr~.@MO1O Loo para tratar inflamaes oculares, em decoco para uso externo (10 
g de raiz ou 20 g de folhas para 1 litro de gua).

G-?mom11a-m.71ricri@q e Camorni7a-romana

30 cabeas para 1 litro de gua, em aplicao local.

EufrsIa~OfICIM71

Decoco para loes e compressas, 20 g para 1 litro de gua (podem tambm 
acrescentar-se
20 g de funcho e de absinto).

-Esta planta  conhecida e aconselhada como remdio para os olhos desde o fim da 
Idade Mdia. No sculo xvi o clebre botnico suo Jean Bauhin aconselhava-a em 
compressas e em colrio para lavar e tratar as inflamaes oculares.  um anti-
inflamatrio e um anti-sptico utilizado com xito nas oftalmias dos recm-nascidos e 
tambm nas conjuntivites e fotofobias dos adultos.

Mrtlo

Em loo, para tratar as inflamaes oculares. Fazer uma decoco de 20 g de bagas 
para
1 litro de gua.

P-de-leo-comuin

Sob a forma de loo e de colrio e em decoco para uso externo. Esta planta foi 
utilizada na Alemanha no sculo xvi. Est representada num quadro de Hans MemIing 
(1484) onde o pintor mostra uma srie de plantas medicinais aos ps de trs 
curandeiros, So Cristvo, Santa Maude e Santo Egdio.

QUOlId17k?

Na medicina popular  utilizada (diluda em gua) contra as doenas dos olhos; da um 
dos seus nomes vulgares de grande alumiadora.


ATENO1 Esta planta  txica sob cortas formas. Consulto sempre um especialistal

334

Conjuntivite, inflamaes oculares

sabugueI_O

Decoco de 10 g de flores secas para 1 litro de gua. Contra a conjuntivite e as 
oftalmias crnicas.

Tanchagem
10 g de folhas em 250 ml de gua (1 copo) a ferver  qual se pode acrescentar 8 g de 
flores de trevo (MelMolus offIcInalis) e
8 g de centurea (Contauwa cyanus). Antigamente a decoco de tanchagem misturada com 
guado-rosas,  qual se acrescentavam algumas gotas de sulfato de zinco, substitua 
eficazmente os colrios comercializados em farmcia.

Tre vo

Infuso para loes ou compressas (20 g para 1 litro de gua).

V.71e1-1a17a-OfCl7.91
* As fontes antigas mencionam a

utilizao da valeriana para as oftalmias. O uso da valeriana est codificado na obra 
La Mdecino o Ia C17murgie des Pwvr&s (Paris, 1749). Nessa poca era prescrita para a 
vista fraca. Supunha-se tambm que o p da raiz desta planta ( ValerIanae 
s#ws1ri@q radZ@, seca ao sol e tomada todas as manhs, restabelecia a vista nos 
idosos.
* A loo ou o colrio obtidos a

partir desta planta  suposto curarem as manchas e as pintas dos olhos.
* Tambm se podem fazer compressas de infuso de camomila pequena, de carvalho-rubro 
e de funcho.

MANCHAS NA CRNEA Compressas *
* A quelidnia em infuso, aplicada em compressas, faz desaparecer as manchas 
brancas.
* A quelidnia (5 9) + rosa (cerca de 15 ptalas) em infuso: ferva

meio litro de gua, apague o lume e deixe macerar durante 24 horas. Dissipa a 
inflamao dos olhos e  tamb m til nas doenas da pele e comiches.

Receita da Tabena Montanus para as manchas na crnea (s com

receita mdica):
- Escabilosa (3 ou 4 pitadas) + um pouco de b6rax + um pouco

de cnfra, em infuso + Macerao durante 24 horas.

335

Constipao (de cabea)

Constipao (de cabea)

M

anifesta-se por inchaos e vermelhido nas mucosas do nariz. Tern-se uma sensao de 
obstruo e    de secura, dificuldades respiratrias, irritaes e inflamaes das 
glndulas lacrimais, olhos lacrimejantes e secrees de mucosidades aquosas. A 
constipao pode ser acompanhada de cefaleias, de dores nas costas, de sede, de febre 
e de cansao.

Ver tambm Anginas (p. 234), Bronquite (p. 264), Gripe (p. 420).

D189ei &vs o TOM/Mo - Verbasco~br.7nco
- Marrolo - Sabuguelro

* 1 drageia de cada por dia. * Cura de prpolis em dragelas:
2 a 4 por dia. * Ou em soluo: 10 a 20 gotas,
2 ou 3 vezes ao dia.

01/ Infusio * TOM11170 * V&l-basco-branco + Marrolq + Sa&Ig101r0

* 1 pequena pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver durante 2 minutos e 
deixar em infuso 10 minutos. * Tomar 3 a 6 chvenas ao dia. Tambm se aconselham 
infuses de:

AbsInto, Azevinho, EupatrIo-can/7.7moso, QuInquina, Ranh.7-dos-prados, Roseir.7-
br.7V.9, S.7bUgUOirO, Tla.

* 10 g de uma destas plantas para
1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso 10 minutos.

- Tomar 3 ou 4 chvenas por dia. E fumigaes de:

Hortel~pImenta, TomIlho-crespo, Orqo~vulgar

* 20 g de planta para 2 litros de gua. Ferver durante 2 minutos. * Respirar esta 
mistura num recipiente durante alguns minutos.

1005 055017CARIS L/Mo

2 gotas, 3 vezes ao dia.

B.917hOS *

Banhos quentes, 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de envolvimentos hmidos para 
estimular a transpiraio.

6-J]

Das coxas e dos braos. Alternadamente do peito e da cabea, todos os dias.

336

Constipao (de cabea)

ClImuljo ofe Neptu170

AI1M017Mj0 *

Em caso de constipaes repetidas h todo o interesse em ter uma alimentao 
saudvel.

Suprimir: charcutaria, maionese, manteiga cozinhada; vigiar o excesso de sal e de 
acar, lcool, vinho, cerveja; banir o tabaco, etc.

Alimentos privilegiados: cereais integrais, trigo, arroz, aveia, germe de trigo, 
legumes e frutos frescos, limo, laranja, toranja, alperce, ma, pra, uvas, 
cerejas, saladas, feijo-verde, aipo, couve, etc.

jejum

 uma excelente teraputica, que deve ser praticada 1 vez por semana.

1 dia, a fruta. Cura de fruta.

RECEI7AS A N7IGAS

* Cobrir a cabea com um pano embebido numa infuso de orgos:

10 g de planta para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso 10 
minutos.
* Para curar as constipaes rebeldes, deitar uma colher de cevada (farinha) num 
caldo de carne de vaca e ferver at ficar reduzido a 11, (cerca de 15 minutos). Toma-
se de manh e  noite (segundo o Dr. Chornel).

CURAS DO PADRE KNEIPP

* Banhos de ps quentes ou banhos de vapor de ps.
* Banhos de vapor.
* Afuses da cabea, do peito e do pescoo.

CONSELHOS

~Exerccios respiratrios (ver p. 137). -Banhos de ar livre e de sol (ver p. 15 1). -
Endurecimentos (ver p. 132).

337

Contuses - Golpes

Contuses - Golpes

v    r Feridas (p. 396).
10 compreSSOS

Aplicar a decoco de:

Alecrm + Arnca + Tomlho -k Lav.717d27

* 3 pitadas de cada planta para

meio litro de gua, ferver durante 20 minutos e deixar em infuso 30 minutos.
* Aplicar em compressas.

* Cataplasmas de argila misturada com a decoco acima descrita.
* Cubos de gelo aplicados na parte lesionada.
* Para acalmar as dores, aplicar

loes frescas (repetir).

Receios fitotOMOUticas

Abbora

* As folhas frescas utilizam-se em

cataplasmas.

Alface

* As cataplasmas de alface morna e embebida em azeite curam

as contuses, os hematomas e as irritaes de pele.

Anclia

O suco fresco desta planta  utilizado para tratar feridas. (As sementes so 
diurticas. A planta utiliza-se em gargarejos para as dores de garganta. Era muito 
apreciada na Idade Mdia. Est presente em certos quadros, por exemplo, a Adoraodos 
ReIs Magos de Van der Goes.)

A17tllda

Em decoco: 20 g de planta inteira para 1 litro de gua. Ferver durante 20 minutos e 
deixar em infuso 30 minutos. Filtrar. Aplicar em compressas. Pode utilizar-se a 
planta fresca esmagada em aplicao directa, para cicatrizar feridas e curar 
contuses. A utilizao desta planta  antiga e remonta  Idade Mdia.

Armols

As cataplasmas de folhas misturadas com mel reduzem as contuses (o mel tem 
propriedades cicatrizantes).

338

Contuses - Golpes

Arnca-da-rnonlanha

* Tintura-me.- 10 g de flores,

raizes e folhas secas em 100 ml de lcool a 900. Pode acrescentar tambm 5 g de anis 
verde, Pin7pInella ansum ( Uinbellif&ra&), de canela, de cravo-de-cabecinha. Deixe 
macerar durante 15 dias num recipiente fechado.
* Aplicar em diluio, acrescentando 9 vezes o seu volume de gua.

Consolda
* Cataplasmas de raiz fresca. (Em

certos pases comem-se as folhas e as extremidades desta planta).

Erva-de-s@o
* A macerao desta planta fresca em leo quente pode utilizar-se em compressas.

HarnamlIs
* Em infuso: 20 g de folhas ou de

casca para 1 litro de gua fria; ferver 15 minutos e deixar em infuso meia hora.
* Utiliza-se em compressas.

Hissopo
* Em decoco: 20 g de folhas e

de extremidades fervidas durante meia hora em 1 litro de gua. Filtrar.
* Aplicar em compressas.

Ml_folhas
* O suco fresco ou uma infuso

em gua ou em vinho (10 g das

extremidades floridas ou das folhas para meio litro de gua ou de vinho a ferver).
* Aplicar nas feridas que no sangram e nas contuses.

P&rV1@7Ca

* As folhas so utilizadas sob a

forma de cataplasmas devido ao seu poder cicatrizante.

salo

* As folhas esmagadas ou o sumo

fresco, em aplicaes directas.
* O saio  antiespasmdico,

antipirtico e adstringente.

Sancula-&uropela

* Banhos ou envolvimentos de

decoco: 20 g para 1 litro de gua, em aplicao quente.

Salva-OfIcnal

* Infuso de 20 g para 1 litro de

vinho a ferver. Deixar repousar
1 hora e filtrar.
* Aplicar em cataplasmas sobre o

peito. Repetir vrias vezes ao dia.

Slo-de-Salomo

* A polpa deste rizoma serve para

fazer cataplasmas.

TMI

* Raiz reduzida a pasta e fervida.
* Ferver durante 10 minutos e

deixar repousar 20 minutos.
* Aplicar em cataplasmas, 1 ou 2

vezes ao dia.

339

Convulses

Convulses

T

rata-se de convulses violentas e sbitas, acompanhadas, muitas vezes, de dores de 
cabea, vertigens, palpitaes, movirrientos bruscos e

desordenados. O rosto fica vermelho, azulado, a respirao torna-se rpida e 
ofegante, os maxilares ficam crispados.

* 2 drageias de cada.

Valriana (raiz) - Erva-cidr&ra

* 2 drageias de cada. * Alternadamente, dia sim dia no.

OU IMUSO * ArtMISia -k Lava17da + V.7/0r1.7na (r.?Iz) + Erva-cdrelra

1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua; ferver durante 3 minutos e deixar em 
infuso 15 minutos.
* Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.
* A valeriana, segundo Tragus,  o

remdio especfico para a epilepsia.
* Kneipp recomendava a tisana de

valeriana e camomila.

/005 eSSelW1015

2 gotas, 3 vezes ao dia.

oLI Erva-clalreIr,9

1 gota, 2 vezes ao dia.

00/7h05 *

*Quentes (adicionados de flores

de feno em infuso), seguidos de uma frico fresca e vigorosa com massagem do 
ventre e do baixo-ventre.
* Todos os dias.

Senhos de OSSOMO

* Banhos de assento frios ou com

frices, dirios.

Lavagem

* A lavagem morna  tambm

indicada.


IM/7/105 fe vapor *

Banhos de vapor curtos (15 a 20 minutos), 2 vezes por semana. Logo que surjam 
melhoras, podem aumentar para 3 vezes por semana e com uma durao de
40 a 45 minutos.

- Dos ps e das coxas e fulgu340

Coqueluche - Tosse convulsa

rante seguida de uma frico vigorosa. Afuso rectal. Vrias vezes ao dia.

MIMUI00 de Neptu170 *

Alime17Mdo

A alimentao tem um papel preponderante. Deve ser sbria, ligeira e variada.
- Contra-indicaes: todos os

excitantes: caf, ch, tabaco, lcool, vinho, cerveja, chocolate, bem como a 
sobrealimentao, manteiga cozinhada, charcutaria, fritos, especiarias, pratos com 
molhos, etc. Alimentos privilegiados: frutos frescos, legumes, pepino, couve, 
chucrute, alface, alhos-porros, cerejas, mas, peras, cereais integrais, po 
integral, sumo de fruta, levedura de cerveja, etc.

JejUI77

Recomendado, gua fresca. Cura de fruta. Dia de fruta.

mas deve beber

CONSELHOS

Ver tambm:
- Endurecimento (p. 132).

Coqueluche - Tosse convulsa

M

anifesta-se por acessos de tosse bruscos e espasmdicos, febre mais

ou menos forte, acompanhados de constipao, garganta seca, rouquido, olhos 
vermelhos e lacrimejantes, etc.

O

MOO/85 * IZI    /-00J0 - Violeta - iwaiva

- Erva-tirsa

* 1 drageia de cada, 1 vez por dia. ou o& Prpolis * 3 drageias por dia.

01/ IMUSO * PO&J@2 + VIol&t3 -@- MglVa ,, Erva-tirsa

1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver, apagar o lume e deixar em 
infuso

341

Coqueluche - Tosse convulsa

10 minutos. Adoar com mel.
- Tomar 3 ou 4 chvenas por dia (+ Drageias de Prpolis).

leOS OSSO17C1015

2 gotas, 2 vezes ao dia.

EM7h05

Banhos quentes de ps (flores de feno). Passar por gua morna e esfregar 
vigorosamente.
1 vez por dia.

88/7/105 dO MSOIMO

Banhos de assento quentes. Terminar com um banho de assento morno.

801711OS dO MpOr *

2 ou 3 banhos por semana estimulam a transpirao e a eliminao (beber infuses ou 
gua fresca durante o banho).
3

Recoffivs
31@ fitotelaputicos

G9S1d17170rO

Infuso de 20 9 de folhas para 1 litro de gua a ferver; deixar

repousar 15 minutos. Toma-se  razo de 3 chvenas por dia.

Drsera-ale-folha-redonda Infuso de 15 g de planta seca para 1 litro de gua a 
ferver,- deixar repousar 15 minutos. Beber 2 chvenas por dia.

Hor.7 Infuso de 10 g de planta para 1 litro de gua fria; ferver durante
3 minutos e deixar repousar 15 minutos. Beber 3 chvenas por dia, muito quentes.

TOMil170 Infuso de 10 g de planta para 1 litro de gua a ferver. Deixar repousar 15 
minutos Beber 3 chvenas por dia.

AlIMOIMOfio *

Ligeira, essencialmente composta por pur de legumes, fruta e sumos de fruta. 
Alimentos privilegiados: nabo (caldo), figos, uvas, funcho, cebola, sopa de cevada, 
de trigo, de alho (picar 2 ou 3 dentes de alho em 1 copo de leite, ferver e adoar 
com mel), laranjas, limes, fruta fresca, frutos secos.

RECEIrAS rEIS

1 cebola, cozida no forno ou em gua, esmagada e misturada com um pouco de azeite. 
Adoar com mel. Esta receita acalma a tosse e alivia a asma (Chomei).

342

Corao - Afeces cardiacas

Corao - Afeces cardiracas

X7,

v

er Arteriosclerose (p. 242). Vigilncia mdica indispensvel.

Drageias *

Eleuterococo

4 drageas por dia.

Espinheiro alvar - Erva-cidreira - Valeriana

2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infuso *

Espinheiro-alvar + Erva-cidreira + Valeriana

1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua; ferver durante 3 minutos e deixar em 
infuso durante 15 minutos (neste caso, tomar tambm 2 drageias de eleuterococo).

Receitas da medicina monstica, arte mdica dos Irmos de So Joo de Deus (Fate Bene 
Fratelli)

Infuso da mistura:

Castanheiro (casca, 50 g), Agripalma (erva, 10 g), Mil-folhas (erva, 20 g), Arruda 
(erva, 10 g), Sempre-noiva (erva, 10 9), Alcaravia (frutos, 10 g), Erva-cidreira (10 
g), Helianto (flores, 10 g).

* Misturar as plantas. 1 colher da

mistura para uma chvena de gua a ferver. Deixar em infuso 30 minutos, filtrar.
* Beber quente 3 vezes ao dia,

entre as refeies.

leos essenciais Limo

3 gotas, 3 vezes ao dia.

Zimbro

- 2 gotas, 2 vezes ao dia.

Outros leos essenciais:

Alecrim, Alho, Btula, Cebola, Limo, Tomilho, Zimbro

343

Coreia (dana de So Gui)

CONSELHOS

Fortemente desaconselhados:

-abusos alimentares, lcool, vinho, cerveja, tabaco, gorduras anmais. -tenses, 
frices, disputas, enervamentos, contrariedades, rudos,

etc.

Indispensveis:

-calma, repouso, descontraco, andar a p, relaxamento, etc. -Recomendaes gerais, 
ver Arteriosclerose (p. 242), Alimentao, Exerccios Fsicos, Respiratrios, 
Afuses, Banhos, Jejum.

Coreia (dana de So Gui)

V

er tambm Convulses, p. 340. Ateno aos acidentes e s feridas decorrentes, 
especialmente com

garfos, facas, objectos cortantes ou pontiagudos.

A dana de So Gu caracteriza-se por movimentos espasmdicos e

incontrolados dos msculos dos braos, das pernas e do rosto. A mpreciso de certos 
movimentos , muitas vezes, o primeiro indcio da doena.
O controlo dos msculos deixa de se fazer, e o corpo acaba por ficar agitado com 
movimentos contnuos.

O acompanhamento mdico  indispensvel.

Drageas * Erva cidrera - Erva-de-so-joo - Valeriana - Marroio

ou Infuso * Erva cidreira + Erva-de-so-joo + Valeriana + Marroio

- 1 drageia de cada, 1 vez por dia.     1 pitada de cada planta para

344

Coreia (dana de So Gui)

meio litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar repousar 15 minutos. Beber 3 ou 
4 chvenas por dia.

leos essenciais Camomila

1 a 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

Massagem

Fazer a macerao oleosa seguinte: para meio litro de azeite,
5 ou 6 boas pitadas de lavanda + 10 pitadas de erva-de-so-joo + 20 cabeas de 
camomila. Expor ao sol durante 4 ou
5 dias, ou, para acelerar a preparao, aquecer a mistura em banho-maria durante 
cerca de meia hora e filtrar. Fazer uma frico todos os dias.

Banhos *

Frices completas, mornas, vrias vezes ao dia. Banhos mornos.

Banhos de assento

Banhos de assento quentes, seguidos de banhos de assento frios e curtos (2 vezes por 
semana).

Lavagens

Lavagens com meio litro de gua morna ou com uma infuso de

camomila: 10 cabeas de camomila para meio litro de gua. Ferver durante 1 minuto e 
deixar repousar 10 minutos. Efectuar a lavagem com uma ,,pra, de manh em jejum. 
Conservar 20 minutos.

Duches e afuses *

Rectais e dirias.

Cinturo de Neptuno *

* 2 ou 3 vezes por semana.

Camisa quente *

* Camisa quente hmida, durante
1 hora ou mais, cobrir-se bem e colocar nos ps uma botija de gua quente (aplicaes 
dirias)

Alimentao *

* Higiene alimentar indispensvel.

Alimentao sbria e variada.
* Evitar: todos os excitantes, lcool, vinho, cerveja, chocolate, tabaco, 
especiarias. E tambm acar, pastelaria, fritos, charcutaria, manteiga cozinhada, 
etc.

* Alimentos recomendados: todos os frutos frescos, legumes, pepino, couve, chucrute, 
alhos-porros, cereais integrais, arroz integral, trigo sarraceno, beter345

Corrimento branco (leucorreia)

raba, rabanetes, endvias, alface, amndoas, passas, tmaras, figos, ameixas, germe 
de trigo, levedura de cerveja.

Jejum *

1 dia por semana. Tem um efeito calmante, relaxa e descontrai. Beber muita gua.
1 dia, a fruta Cura de fruta.

CONSELHOS

Andar de ps descalos  indispensvel, recomendado por Kneipp (durante a estao 
fria, deve fazer dentro de casa). No Vero, andar dentro de gua,  beira-mar ou do 
rio. Alternativamente, ficar de p numa banheira meia cheia de gua fria (ou fresca) 
durante 4 ou 5 minutos.

Arejar bem os quartos. Evitar rudos, emoes violentas, stress. Praticar os 
endurecimentos, a marcha, a descontraco, os exerccios respiratrios.

Corrimento branco (leucorreia)

M

anifesta-se por secrees de lquido claro, purulento. A doena pode ser aguda ou 
crnica e manifesta-se por inflamaes nos lbios vaginais, uma sensao de crispao 
no tero, dores violentas no baixo-ventre, nas costas, uma sensibilidade excessiva 
das partes vaginais internas e externas, inchaos, etc.

Ateno: pode resultar de uma leso interna (consulta mdica indispensvel).

Vigiar tambm a priso de ventre.

346

Corrimento branco (leucorreia)

D ,wffei

as * SalsaparIlha - Pervinw
- UrtIga - M//-fo/17.7s

2 drageias de cada, 1 vez por dia.

OU IMUSiO S.71saparll?a + PervInc.7 @@ + Urliga -@- Mil-foffias

1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso 10 
minutos. Tomar 2 ou 3 chvenas por dia  .

10OS OSSO17C1,015

* 2 gotas, 3 vezes ao dia, alternadamente, dia sim dia no com:

S.ISSafrs

* 1 a 3 gotas, 3 vezes ao dia.

Tua

* 2 gotas, 3 vezes ao dia (unicamente sob receita mdica).

BOIMIOS dO OSSOIMO *

Mornos, tos).

dirios (5 a 10 minuLOVOgOIM * V0g117RIS

Com    infuses de:

M// foffias ou Folh.7 do carva1170
4 ou   5 pitadas de planta para meio litro de gua. Ferver durante  3 minutos e 
deixar em infuso 15 minutos.

- Fazer a lavagem com uma pra,

de manh.

Ouci>OS e Ofuses

* Das coxas (dirias) e fulgurante,

3 vezes por semana.
* Higiene indispensvel, loes

mornas vrias vezes ao dia nas partes sexuais e no baixo-ventre. ffi AI1M017h700


Contra-indicaes: evitar todos os excessos, ch, caf, lcool, tabaco, especiarias 
(pimenta, mostarda, pimentos), sal (usar com muita moderao), acar, pastelaria, 
pratos com molhos, conservas, charcutaria, caa, queijos fortes, etc. Alimentos 
privilegiados: frutos frescos, legumes, cereais integrais, germe de trigo, levedura 
de cerveja, nozes, alperces, papas de aveia, berinjelas, cebolas, azeitonas, 
cenouras, aipo, ameixas, rabanetes, uvas, laranjas, limes, mas, tomates, soja, 
cerejas, toranja, etc. ffl     jejum    *

1 dia por semana (ou durante 36 horas).
1 dia a fruta, por semana. Cura de fruta da estao: aiperces, uvas, mas...

347

Corrimento branco (leucorreia)

O PADRE KNEIPP A CONSEL HA

* Todos os dias, 1 banho de assento morno e uma irrigao (lavagem vaginal) com uma 
decoco de casca de carvalho: 5 ou 6 pitadas para meio litro de gua. Ferver durante 
10 minutos e deixar em infuso durante 20 minutos. Fazer de manh, com a ajuda de uma 
pra.
* E todos os dias, alternativamente:
* abiuo da parte superior do corpo,-
* afuso dos joelhos e das coxas.

A  GUMA S RECEIM S DO DR. CHOMEL

Em injeco vaginal, infuses de:
* gua de alecrim
* argentina
* mil-folhas
* urtiga
* 4 ou 5 pitadas de cada planta para meio litro de gua. Ferver

durante 3 minutos e deixar em infuso 15 minutos. Fazer a lavagem ao acordar com a 
ajuda de uma pra.

CONSELHOS

Banhos de ar livre e de sol (ver p. 151). Exerccios fisicos, praticados com 
moderao. Exerccios respiratrios e de relaxamento (ver p. 137).

348

Costas (dores nas)

Costas (dores nas)

Ou a perda de 3 milhes e 600 mil dias de trabalho!

 uma das mais frequentes afeces de que se queixam os habitantes dos pases 
industrializados. S em Frana, ao longo de apenas um ano, este mal ocasiona cerca de 
208 milhes de consultas mdicas; 8 a 9 milhares de francos em despesas de 95 000 
acidentes de trabalho (fonte: Russir votre Sant 11/1995).

Se tentarmos definir as dores nas costas, apercebemo-nos que se trata de um fenmeno 
muito complexo. Certamente que est sempre ligado a

dores situadas na parte dorsal ou lombar do corpo ou na coluna vertebral. Mas estas 
dores podem ocorrer em qualquer outra parte das costas, num

ponto bem preciso ou cobrir uma grande superfcie. Podem ter uma intensidade 
varivel: violentas ou ligeiras. So descritas pelos pacientes como sensaes de 
queimadura, de picadas, de contraces, de tenso. As dores nas costas podem atingir 
as partes circundantes e at provocar paralisias. Finalmente, podem surgir 
bruscamente ou progressivamente. As dores nas costas podem resultar em dores 
intensas, sem que exista leso, e podem tambm desaparecer to depressa como 
apareceram.

As origens das dores nas costas so mltiplas

As dores nas costas podem ser ocasionadas por diversas patologias, por vezes trata-se 
de uma leso lombar vertebral. Podemos citar tambm outras causas: a artrite 
degenerativa da coluna vertebral, a luxao vertebral, os reumatismos, a osteoporose, 
a fractura acidental, as sequelas de diversos traumatismos, etc.

Os praticantes realam a incidncia de ms posturas. O exemplo muito frequentemente 
citado  o de pesos erguidos com as costas dobradas e as pernas esticadas. Ms 
condies de trabalho e ausncia de actividades fsicas so tambm razes da 
progresso deste tipo de patologia nos pases industrializados.

No  por acaso que empregados de escritrio constituem, juntamente com os 
trabalhadores de mudanas, um grupo profissional de alto risco.

349

Costas (dores nas)

Esta constatao permite-nos pr em evidncia o papel primordial dos gestos 
aparentemente andinos que efectuamos diariamente, a fim de nos prevenirmos contra 
esta doena.

As dores nas costas podem tambm provir de uma m formao da coluna vertebral ou de 
um desarranjo hormonal.

Cada vez mais se demonstra a importncia dos factores psquicos na

gnese dos sintomas somticos das dores nas costas. Este papel parece estar 
confirmado pelos resultados excelentes obtidos nos Estados Unidos com tratamentos 
placebo. Os terapeutas californianos realam que a diminuiao da ansiedade e as 
distraces so elementos essenciais do tratamento.

Em certos casos (felizmente bastante raros),  inevitvel uma interveno cirrgica. 
Contudo, inmeros estudos americanos demonstram que este tipo de tratamento , muitas 
vezes, praticado de forma abusiva e que nem sempre traz algum alvio. Segundo o Prof 
R. Lechtenberg do Departamento de Neurologia do Downstate Medical Center de Nova 
lorque, a interveno deve ser acompanhada de substncias tais como os ester ides 
(cortisona) cujos inconvenientes esto mais que demonstrados.

MAIS VALE PREVENIR DO QUE REMEDIAR

A preveno deve consistir no consumo de elementos nutritivos. As plantas 
remineralizantes, tomadas em infuso, como a urtiga ou

a cavalinha, constituem um excelente meio de preveno.

Os exerccios fsicos constituem o segundo elemento. Existem diversos tipos de 
exerccios possveis. Certos terapeutas aconselham especialmente a postura sentada 
ancestral (a postura utilizada antes da descoberta da cadeira, que consiste em 
sentar-se sobre os calcanhares, de braos cruzados sobre os joelhos e com a cabea 
inclinada para a frente. Esta posio pode ser mantida enquanto no causar mal-estar. 
Uma variante desta posio  sentar-se no cho, de pernas cruzadas.

Contudo no devemos esquecer que, em certos casos, o melhor remdio em caso de dor  
ficar deitado. Por vezes, basta isto para parar a

progresso da dor.

Entre os procedimentos propostos pela medicina no convencional, trs tcnicas 
manuais do, de uma maneira geral, resultados excelentes.

350

Costas (dores nas)

Trata-se da etiopatia, da osteopatia e da quiroprtica. Estas terapias podem ser 
preventivas ou curativas. No tm contra-indicaes e no usam medicamentos.

As curas termais e a acupunctura so tambm indicadas, especialmente para as 
osteoartrites.

A estimulao transcutnea elctrica dos nervos  cada vez mais utilizada nos Estados 
Unidos e d resultados significativos.

O papel do tratamento por hipnose e auto-hipnose leva em conta os factores 
psicossomticos que podem estar na origem da doena e

permitem obter, por vezes, remisses espectaculares.

Para o Dr. Hauschka, as dores nos rins so funcionais. No so os nervos da 
coluna vertebral que esto em causa quando o disco est em mau estado. A dor provm, 
na realidade, dos nervos ligados aos msculos e dos ligamentos que funcionam em ms 
condies. Estes no podem ser

vistos nas radiografias clssicas.

O seu tratamento assenta numa associao fito-ortomolecular  base de bambu-de-
tabashir, planta utilizada no Sul da ndia h mais de 25 sculos,  qual ele associa 
o harpagfito e o cssis. Excelente remineralizante, o bamb-de-tabashir contm 97% 
de slica, razo da sua

utilidade em casos de fragilidade ssea.

A mioterapia

O procedimento aqui  sensivelmente diferente. Com efeito, para os

partidrios desta tcnica, utilizar um medicamento, seja ele qumico ou

natural, apenas encobre o problema sem o resolver. O mioterapeuta vai procurar a 
origem traumtica esquecida que  responsvel pelo espasmo que ocasionou a dor. 
Verifica-se que esta se localiza quase sempre longe do ponto doloroso.

A outra particularidade deste mtodo que no se pode esquecer  que ele  totalmente 
indolor. O mdico mioterapeuta faz desaparecer a dor, qualquer que seja a sua 
origem. O msculo reencontra a sua amplitude mxima e a sua funo normal. 
Finalmente, a importncia desta tcnica  que ela tem resultados interessantes em 
muitas outras patologias, por exemplo, as vertigens, a asma, a insnia e diversos 
tipos de dores.

351

Costas (dores nas)

A osteobitica ou o lado psico das dores nas costas

As niemrias de stress inscrevem-se nas clulas do crebro e ocasionam sequelas ao 
nvel do esqueleto que esto ria origem das dores rias costas.

Todas as idades podem ser afectadas, mas em particular a partir das idades crticas 
que se situam entre os 40 e os 50 anos e que marcam uma

reorganizao hormonal.

Se estes vestgios traumticos despertam, repercutem-se no fsico e no psquico. A 
tcnica da osteobitica consiste em limpar todas estas memrias a firri de aliviar as 
dores nas costas.

A mecnica para socorrer as dores nas costas

O Affiletic training  fabricado e distribudo pelo seu inventor, J. Frelat. Esta 
mquina prope o trabalho muscular excntrico dos membros inferiores e 
superiores. Este tipo de movirriento assemelha-se a descer as escadas e baseia-se 
na tenso mxima das fibras musculares. A eficcia deste dispositivo  que ele 
permite uma reeducao funcional duas vezes mais rpida que os aparelhos mais flveis 
actualmente existentes no mercado.  recomendado a todas as vtimas de traumatismos. 
O aparelho de Jean Frelat foi testado pela Unidade de Formao e de Investigao em

Cincias Tcnicas das actividades fsicas e desportivas de Dijon.

352

Cuperose

Cuperose

v   igie a digesto, a priso de ventre, as doenas intestiriais, etc.

D~el,is *
11@@JI  Amor-porfeto - I-abaa Fuinra - H.7177.7inlis

-.2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

PrPo11@q * 4 drageias por dia. * Ou em soluo-  razo de 10 a

20 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia (curas de 1 ms).

ou Infuso Amor-perfeito - Labaa Fumria

* 1 boa pitada de cada planta para
1 chvena de gua. Ferver, apagar o lume e deixar repousar 15 minutos. * Tomar 3 
chvenas por dia.

1005 O.95017CAVIS C.717&1a

2 gotas, 2 vezes ao dia.

M

oCO/w00 *
200 g (ou 200 cl) alo leo dO A~17d03S-CoC&S  @aba.7 + nula-campana

3 ou 4 boas pitadas de cada planta, misturadas no leo de amndoas-doces. Deixar 
repousar durante 12 horas. Aquecer em

seguida esta mistura em banho-maria durante 30 minutos. Filtrar. Aplicar de manh e  
noite nas partes doentes. Esta preparao  excelente para os cuidados do rosto e 
para o cieiro (segundo o Dr. Chomel).

02/7/105*

Banhos dos ps derivativos de feno, dia sim dia no. Banhos de assento frios todos os 
dias.

Einhos de vapor

- Recomendados.

M;'@4 oUches



- Das coxas e dos braos.

Alimentao *

Formalmente proibidos: todos os lcoois e bebidas alcolicasvinho, cerveja, cidra, 
aperitivos, etc,

353

Cuperose

* Contra-indicaes: tabaco, todos os alimentos pesados e indigestos, pratos com 
molhos, charcutaria, enchidos, morcelas, carnes gordas, acar, manteiga cozinhada, 
pastelaria. Ateno ao sal.
* Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, todos os frutos, couves, chucrute, 
legumes verdes, cereais integrais, po integral, frutos secos (amndoas, nozes, 
avels), salsa, alho, cebola, feijo verde, pepino, espargos, mirtilos, melo, 
beterraba, etc.

JejUM    *

Descongestiona ( um excelente rejuvenescedor), melhora o estado da pele. Beber gua. 
Cura de fruta.

CONSELHOS

-Ateno ao sol, ao frio e ao vento.
- Desaconselham-se: a montanha, os banhos de sol e os banhos de

mar prolongados. Ver Endurecimento (p. 132).

354

D

- Dentes
- Depresso nervosa
- Descalcificao - Desmineralizao
- Diabetes e hipoglicernia
- Diarreias

- Disenteria
- Dores e nevralgias

Dentes

Dentes

Xp

v

r tarribm Afias (p. 198), Boca (p. 261), Consulta mdica indispensvel.

ff

LOVOg0175 47 bOCO ] Cr,?vo-de-cabec17ha

Em decoco e lavagens da boca: 7 ou 8 cravos-de-cabecinha para 1 chvena de gua. 
Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso 15 minutos.

* Lavar a boca 4 ou 5 vezes ao

dia.

Orgo
* Em decoco: 3 ou 4 pitadas

para 1 chvena de gua. Lavar a boca vrias vezes ao dia.

til em casos de nevralgias dentrias.

Vei^ysco~br,9=

Em infuso: 5 pitadas para 1 chvena de vinho tinto de boa qualidade. Ferver durante 
3 minutos e deixar em infuso 15 minutos. Lavar a boca vrias vezes ao dia. Acalma a 
dor (Tragus).

Dentes mveis (Piorreia)

Lovogons CO bom

A cocleria em infuso para lavagens da boca, vrias vezes ao dia, firma os dentes 
nos alvolos dentrios (Dr. Chomel). Pode ser utilizada para lavar a boca depois de 
escovar os dentes.

A brunela e a bistorta tm poderes idnticos.

A1M7Onffifo

Evitar: acares, lcool, tabaco, pastelarias, etc., bem como os alimentos demasiado 
quentes ou gelados.

356

Depresso nervosa

Depresso nervosa

v  e

r tarribm Priso de ventre (p. 522), Insnia (p. 446), Nervosismo (p. 474), etc. 
Manifesta-se de vrias forinas: excitabilidade, clera, alegria intensa seguida de 
depresso, abatimento, lassido, medos frequentes, insnia, i-nau humor, vertigens, 
contraces, etc.

Os choques emocionais ou afectivos repetem-se ao longo da vida. Tm sempre uma 
repercusso sobre a sa de fsica e, como acontece frequentemente, podem acarretar 
alteraes de ordem fisiolgica.

Por conseguinte, um indivduo stressado, com medo, em pnico ou

colrico mobiliza as glndulas supra-renais que segregam um excesso de adrenalina, 
libertam glicognio no fgado que o descarrega no sangue sob a forma de glicose de 
modo a poder fazer face a esta situao e reagir. Para satisfazer estes gastos 
energticos mobilizamos cidos gordos e colesterol.  uma reaco de autodefesa 
natural face a um eventual perigo. Este processo  acompanhado de um aumento do 
caudal sanguneo e do ritmo cardaco.

Em condies normais de vida estas sobrecargas so canalizadas e no ocorrem danos. 
Volta tudo rapidamente  normalidade, e tornamos a acertar os nossos relgios 
biolgicos pela hora da Vida. Mas a maioria das pessoas tem uma existncia artificial 
e muito distante da dos nossos antepassados primitivos, que sabiam gerir as 
situaes perigosas ou stressantes.

No  possvel evitar estas situaes pois elas so quase sempre independentes da 
nossa vontade.  necessrio, por isso, reaprender a enfrent-las.

357

Depresso nervosa

,olwffei des * LLL@j Eleillei-0C0C0

* Tomar 4 drageias por dia, durante 1 ms. Repetir no incio da Primavera e do 
Outono.

Erva-cIdreIr.7 - Erva-moleli-nha - A1&cr1@n - Vlorlan.7

* 1 ou 2 drageias de cada, 1 ou 2 vezes ao dia.

Glela-re.71

* 3 drageias por dia durante 1 ms. (Repetir 2 ou 3 vezes por ano, se necessrio).

ou 117fusio Erva-cIdreIri + Erva-moleIrnk?  AlecrIM @- Vler18n8

* 2 pitadas de cada planta para 1 litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 
15 minutos. * Tomar 3 ou 4 chvenas por dia

817/711OS*

Banhos dos braos. Banhos dos ps, todos os dias. Alternadamente, com uma decoco 
de.Erva-cdrera -@- Lavinda + L ouro

2 pitadas de cada planta para 1 litro de gua. Aquecer, sem ferver, durante 20 
minutos e acrescentar 4 a 5 litros de gua muito quente. Estes banhos fazem-se 
alternadamente 5 minutos para os antebraos, 5 minutos para os ps. Terminam com uma 
frico fresca.

88/7/105 Oro assento

*Banhos de assento frios ou
*Banhos de assento com frices,

todos os dias.
*De preferncia, de manh ao

acordar, na condio de o corpo estar quente.

ganhos de mpor *

So um excelente meio de eliminao e de descontraco.
3 vezes por semana, seguidos de frices frescas e vigorosas. (Beber gua durante os 
banhos.)

Afuso completa, quente e de curta durao, seguida de uma frico fresca e vigorosa 
em todo o corpo com uma luva de crina ou um pano grosseiro. Depois de alguns dias, 
estas afuses devero ser menos quentes e depois frescas. Afuso rectal.

C-MiSO IlMIdO

Camisa embebida em gua quente e espremida, que deve ser conservada no corpo envol358

Depresso nervosa

vida em cobertores. Fazer 2 vezes por semana.

Banhos de or livre e de sol *

Exerccios fsicos indispensveis: andar a p todos os dias. O cansao fsico  uma 
teraputica excelente.

E17dUfficimeIMO

Andar de ps descalos na erva hmida ou dentro de gua.

Alimelmio

Sbria e variada, mas evitar todas as sobrecargas alimentares. Evitar: ch, caf, 
tabaco, especiarias, lcool, vinho, cerveja,

chocolate, doces, pastelaria, charcutaria, salmoura, fritos, manteiga cozinhada, 
carnes gordas, alimentos gelados ou muito quentes.
- Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, mel, limo, alface, 
toranjas, laranjas, cereais integrais, arroz, trigo, aveia, todos os legumes verdes, 
saladas, endvias, frutos frescos e secos: amndoas, nozes, avels, ameixas, 
alperces, etc.

jejum

Muito aconselhado porque repousa e descontrai.
1 vez por semana, se possvel. Cura de fruta fresca.

CONSELLIOS

- Cura de magnsio (20 g para 1 litro de gua mineral Volvie, Mont

Roucous): tomar meio copo de manh em jejum, salvo em casos

de insuficincia renal.
- Vigiar o repouso, evitar as contrariedades, os rudos, as luzes

fortes e a excitao.

359

Descalcificao - Desmineralizao

Descalcificao - Desmineralizao

A

descalcificao pode estar ligada ou surgir rio seguirriento de vrias doenas: 
tuberculose, diabetes, carncia de fsforo, de magnsio, etc.

01wffoi 95 * C.714.7111717a - R.7bal70 SIM9SIrO
- UrIlg.7 - De17te-d&-leo

Fucus wsiculosus - ntila-CaMPan9 - Ca14a111717a

1 ou 2 drageias de cada, 2 vezes ao dia.

ou 117fuso * C914d&717a + UrtIga -k

DOnte-d0-1&O * Rb3170-SilVOSMO

* 1 pitada de cada planta em meio litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em 
infuso 15 minutos. * Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

100.9 OSSOMIZIS LIMo

1 ou 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

fia/7/705 *

Banhos completos quentes, com algas marinhas (pode comprar algas marinhas prontas a 
usar nas lojas de diettica ou em farmcia).

2 por semana, seguidos de um duche fresco e de uma frico vigorosa.

Banhos de assento

Banhos de assento frios ou Banhos de assento com frico.
3 vezes por semana.

SaMios de vapor *

Preparar uma decoco de cavalinha: 8 a 10 pitadas para meio litro de gua. Ferver 
durante 10 minutos e acrescentar
5 ou 6 litros de gua a ferver. Esta mistura  colocada debaixo de uma banco e deve 
ser seguida de uma fric o fresca.
2 vezes por semana.

DUCI1OS o afusies *

Das coxas e dos braos, 2 vezes por semana. Fulgurante, 2 vezes por semana.

360

Diabetes e hipoglicemia

Banhos de ar livro e de sol

Aconselhados quando estiver bom tempo.

AI1M017ffio

A alimentao tem um papel preponclerante: a sobrealimentao, o leite e os queijos 
no preenchem obrigatoriamente as necessidades em clcio do    organismo (apesar de o 
leite de vaca conter 4 vezes mais clcio do que o leite materno).  preciso favorecer 
o consumo de clcio assimilvel atravs do consumo de tsforo, magnsio, silcio, 
etc.

Evitar: lcool, vinho, cerveja, tabaco, leos refinados, po branco. Alimentos 
privilegiados: cereais integrais, po integral, aveia, tapioca, agrio, feijo-verde, 
couve-flor, chucrute, cenouras, alcachofras, salsa, cereflio, cebolas, laranjas, 
limes, toranjas, morangos, germe de trigo, azeite, leo de girassol (1.1 presso a 
frio), frutos secos (amndoas, nozes, avels), etc.

JejUI17

 aconselhado, se possvel 1 vez por semana.
1 dia de frutos frescos e secos. Cura de fruta: uvas, alperces.

Diabetes e hipoglicemia

V

igilncia mdica indispensvel. Para os conselhos gerais, ver Alergias (doenas 
ambientais), p. 207, Alimenta o - acar, p. 121.

A taxa normal de glicose no sangue situa-se entre O,90 e 1,10 g por litro. Acima 
destes nmeros considera-se que existe hiperglicernia, e podem surgir vrios 
sintomas: sede, fome, emisses frequentes de urina, vertigens, impotncia, doenas da 
pele, perturbaes do apetite, cansao, doenas cardiovascu lares, etc. A obesidade 
tambm constitui, com a idade, uma factor de agravamento.

Manifestani-se frequentemente vrias perturbaes, directamente ligadas aos nossos 
hbitos alimentares, muito depois da ingesto da substncia responsvel, o que 
dificulta a identificao exacta das causas destas

361

Diabetes e hipoglicemia

perturbaes. Mais do que qualquer outra patologia, a desregulao da glicemia est 
na origem, directa ou indirectamente, de uma parte importante das doenas que existem 
actualmente. A arteriosclerose, as afeces card iovascu lares, a diabetes, todas 
estas perturbaes do metabolismo esto directamente ligadas aos nossos hbitos 
alimentares.

A diabetes  uma desregulao da glicernia. Antes do sculo xix esta doena era ainda 
mal conhecida e mal repertoriada porque a sua manifestao era muito mais rara do que 
nos nossos dias.

Quais sero os factores que fazem com que se assista actualmente a uma tal epidema 
que acarreta severas complicaes?

Em primeiro lugar  til relembrar alguns nmeros: de acordo com as

fontes consultadas, o consumo de acar, que j tinha aumentado em relao ao sculo 
anterior, era em 1820 da ordem de 3 kg por ano e por pessoa; em 1990 o consumo mdio 
de um americano era de 75 a 90 kg. Observa-se aqui uma alterao de hbitos que faz a 
fortuna das empresas de acar e dos laboratrios farmacuticos, mas que, 
simultaneamente, arruna a sade dos consumidores.

Por outro lado, a diabetes  frequentemente precedida por hipoglicemia (insuficincia 
de glicose no sangue), que constitui um factor de cansao, de enxaquecas, etc. Esta 
reaco orgnica decorre do esforo exercido pelo organismo para tentar livrar-se do 
excesso de acar, libertando a

insulina. A insulina  uma hormona segregada pelo pncreas e que fornece a glicose s 
clulas, armazenada sob a forma de triglicridos. Quando a

alimentao  normal (e preenche as necessidades do organismo), esta operao decorre 
normalmente e a insulina preenche a sua funo.

O acar e os alimentos refinados

O problema torna-se crucial quando se ingere demasiado acar e

alimentos refinados, que se transformam em glicose. A reaco orgnica toma-se 
anrquica, e o corpo produz demasiada insulina. O excedente faz baixar a glicemia 
para um nvel inferior ao aceitvel, e por conseguinte o nvel de glicose no sangue 
baixa e manifestam-se os sintomas de can362

Diabetes e hipoglicemia

sao e uma maior procura de produtos doces por parte do organismo.  o

incio da engrenagem e a progresso do desequilbrio, pois a nica soluo que se 
apresenta para evitar as perturbaes  o consumo de acar.

Esta constatao  o resultado de um consumo de acar e de produtos refinados, 
marcas de qualidade e de pureza veiculadas pela nossa sociedade. Com efeito, que 
haver de mais puro do que a brancura imaculada mais branca do que branca? A brancura 
 sempre sinnimo de limpeza, por conseguinte  suposto ser protectora. O branco est 
na moda: refina~ -se tudo, desde a farinha at ao arroz, e desde o po at ao sal.

As relaes entre os alimentos e a sade consideradas por Hipcrates e por todos os 
seus sucessores como sendo fundamentais tm pouco eco

actualmente entre os nossos mdicos. (So efectivamente raros aqueles que do 
conselhos alimentares.)

As perturbaes da nutrio podem ser facilmente avaliadas se repararmos que os povos 
que no consomem acar ou alimentos refinados s raramente contraem doenas 
cardacas e diabetes. Foi o caso dos Islandeses at aos anos 20, dos lemenitas, dos 
Japoneses, de certas populaes da ex-URSS, os Abkhazes.

Curiosamente verificamos que a modificao dos hbitos alimentares d origem a 
perturbaes, por vezes, s passados 20 ou 30 anos. O que significa que os povos 
protegidos pela sua alimentao tradicional deixam de o ser quando abandonam os seus 
hbitos ancestrais.  o caso dos japoneses imigrantes nos Estados Unidos da Amrica. 
Estes tm os mesmos problemas que os outros americanos quando se alimentam como eles. 
A sua altura aumentou, passando de 1,60 m (altura mdia dos Japoneses do incio do 
sculo) para 1,80 m actualmente, comparvel  altura dos outros americanos. As suas 
defesas imunitrias baixaram, em grande parte em

razo do consumo de acar, de alimentos refinados e de produtos lcteos.

Realizaram-se inmeras experincias sobre a glicemia, particularmente por Cohen, que, 
em 1972, publicou um artigo numa revista especializada sobre o papel dos factores 
genticos e alimentares na diabetes. Este cientista demonstrou que era possvel 
alterar o patrimnio gentico dos ratos atravs da alimentao. Todos estes trabalhos 
foram confirmados por outras equipas de investigadores, especialmente por Laube e 
Pfeiffer. Estes tambm realaram o papel dos hidratos de carbono refinados (farinhas 
brancas, arroz descascado, etc.) neste tipo de patologias, que, em

363

Diabetes e hipoglicernia

resultado da refinao, so privados dos nutrientes essenciais e tornam-se 
inassimilveis.

Os tratamentos tradicionais

Nas perturbaes da nutrio que gerarri este tipo de patologias (supostamente 
incurveis),  possvel obter, atravs de uma alterao alimentar bem conduzida, 
resultados interessantes.

* Para o Prof. Bilz, esta doena s aparece rio seguimento de um estilo

de vida especfico: abusos alirrientares, consurno de bebidas alcolicas e, 
obviamente, abuso de doces.
O essencial do seu tratamento consistia numa alterao dos hbitos alimentares, na 
prtica de exerccios fsicos, bem como na aplicao de banhos de vapor e massagens.
* Para o padre Kneipp, a diabetes  simplesmente uma grave doena

digestiva. No  possvel cur-la com tratamentos de rotina, e  necessrio proceder 
individualmente. Ele preconizava uma alimentao simples e variada, semicpios frios 
e curtos, banhos de vapor e banhos de assento. Aconselhava tambm decoces de 
tormentilha ( razo de 2 ou 3 chvenas por dia).

1005 OSSO17CIOIS * ZMbro - Eucalpo - CeboIa - Gernio

2 gotas alternadamente, 2 ou 3 vezes ao dia.

B.61717os de OSSOIMO *

- Todos os dias.

EO/7h05 dO &WpOr *

- 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de uma loo fresca e de frices vigorosas.

ou

Receito moli,45tico

Foffias de noguelia + foffias de MIrtilo + foffias de Urilga + folhas de Amoreir,7 -
@- erva de AgrIpalma * erva de Morangos-silvastros + vagens de Febfo * erva de 
Galea

ErV.7 ale Galkga + bagas de Zmbro + erva a& P-de-leo + t7ores de TlIa + erva de 
Morangos-slvestres + fOffiaS de UVa-UrSI@7a + foffias de MIrtIlo + foffias de Vsco 
+ Erva-de-So-po + Cenlaurea grande

364

Diabetes e hipoglicemia

Em infuso: misturar em partes iguais todas as plantas. 1 colher, de sopa, desta 
mistura para 1 copo de gua a ferver. Deixar em infuso durante 5 minutos. Tomar 2 
copos por dia, entre as refeies.

Afusio

Fresca, das costas e das coxas,
2 ou 3 vezes por semana.

cmiso hmid.9

Aconselhada.

ReceIMS rItoter.10utic-es

PIOMOS 817W~05

* Decocgo em 1 litro de gua de

10 9 de raiz de bardana, 30 g de suco de urtiga, 30 9 de cevada, misturadas com sumo 
de limo e de agrio (20 g de cada).
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Abacate
* Mencionamos este fruto porque

 um alimento ideal para os diabticos. Contm poucos glcidos e tem uma grande 
percentagem de vitaminas e de protenas.

A-ela-mirtlo
* Mergulhar as folhas de airela-mirtilo em gua morna e deixar repousar durante 24 
horas. Filtrar.

Beber um copo pequeno por dia. Segundo Jules Offner, as folhas de airela-mirtilo so 
utilizadas com xito contra a diabetes, bem como o gernio, erva-de-so-roberto, 
Geranium robertl;gnul-n (tambm utilizado para a cicatrizao de feridas).

Alcac17ofra

A decoco das folhas  hipogiicerniante, portanto aconselhada aos diabticos. Tomar 
meio copo 2 vezes ao dia, antes das principais refeies.

Esp117176-1r0 @S11V.7) Um punhado de planta fresca para 1 litro de gua. Na medicina 
popular grega utiliza-se a decoco das extremidades tenras,  razo de um copo por 
dia, em jejum.

Gal--9.7
20 g de planta para 1 litro de gua. Tomar 1 a 3 chvenas por dia. Esta planta 
forrageira estimula os animais.  tambm fortemente hipoglicemiante e faz baixar a 
taxa de acar no sangue.

Noguelra Fazer uma decoco: 10 a 15 g de folhas para 1 litro de gua. Tomar 2 ou 3 
chvenas por dia.

011velra

10 a 15 g de folhas para 1 litro de gua. Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

365

Diarreias

* As folhas de oliveira tm propriedades hipoglicemiantes.

7remoo
* 10 g de planta para 1 litro de

gua.
* Tomar 2 chvenas por dia.
* A infuso  hipoglicemiante (pela

aco da lupanina). Pode-se tambm fazer caf com as suas sementes.

Tupi@7ambo
* Beber a gua da cozedura 

razo de 1 ou 2 chvenas por dia.
* Os tubrculos, muito ricos em

insulina, so hipoglicemiantes.

Tambm:

EUCalipto ZIMbro S-7/14.7
01114e1;la, Ce17OUrZ7, COUVe, Espargos

E:

Cloreto de magnsio, zinco, selnio, vitaminas.

Alimenfi?o

* Deve ser sbria e variada. Evitar

todos os excessos alimentares.
* Evitar: lcool, cerveja, vinho,

aperitivos, ch, caf, chocolate, especiarias, sal, todos os doces, pastelaria, 
manteiga cozinhada, carnes gordas, fritos, enchidos, charcutaria, alimentos 
refinados, pratos com molhos, leos refinados e, de uma forma geral, todo o tipo de 
alimentos industriais.
* Alimentos privilegiados: leos

virgens de primeira presso, especialmente o azeite, mas tambm alho, cebola, saladas 
verdes, espargos, pepino, espinafres, alcachofras, couve (crua), dente-de-leo, 
agrio, frutos frescos, mirtilo, groselha, amora, nozes, avels, levedura de cerveja, 
etc.

Diarreias

2

0% a 30% da populao sofre, a vrios ttulos, de problemas digestivos: priso de 
ventre, diarreia, inchaos. Todas estas perturbaes podem ter origens muito diversas 
(alimentares, parasitrias, stress ou abuso de certas substncias medicamentosas) e 
serem passageiras ou crnicas.


Poucas pessoas afectadas com este tipo de patologia consultam o mdico, j que a 
alterao do tipo de alimentao tem, na maioria das vezes, resultados apreciveis.

366

Diarreias

Receitas fitolelaPutic-es

Alfarroba

* As sementes so esmagadas e

reduzidas a farinha.
* Utilizam-se salpicadas nos alimentos, tal como as especiarias (o equivalente a meia 
colher de caf).

Cssis

* Beber o sumo extrado das bagas (sem acar).
* 3 copos por dia,

Carvaffio-comum

* Tisana ou p da casca, 1 g, 5

vezes ao dia.

Ca valinha

* Infuso de 20 g de planta para 1

litro de gua a ferver.
* Tomar 1 ou 2 chvenas por dia,

antes das refeies.

Cl70glOSSO-oficnal
* Infuso de 10 9 de ramos

migados para 1 litro de gua a ferver. Deixar repousar 15 minutos.
* Beber 2 chvenas por dia.

Erv.9-benta-w-num

* Infuso de 10 g de raiz para 1

litro de gua fria. Ferver e deixar repousar 10 minutos.
* Beber 3 chvenas por dia.

Espnh&iro (slva)

Tisana das folhas: 20 g para 1 litro de gua a ferver. Tomar 3 chvenas por dia.

Hortel-p~nta

Utiliza-se como para a falta de apetite: infuso de 15 g para 1 litro de gua a 
ferver. Tomar 2 ou 3 chvenas por dia, no final das refeies.

irNOS secos

Um centena de mirtilos secos, previamente demolhados.

Mor.7ngueiro

Infuso de 15 g para 1 litro de gua a ferver. Tomar 2 chvenas por dia.  
antidiarreico. Atribua-se-lhe uma aco protectora contra a lepra, os humores e a 
fecundidade das mulheres. As folhas servem para preparar uma tisana que acalma a 
tosse dos fumadores.

NOSPOrera

Infuso da casca: 10 g para 1 litro de gua a ferver. Tomar 2 chvenas por dia.

P-de-leo-COMUM e P-de-leo-dos,71POS

10 g de folhas para 1 litro de gua fria. Ferver 2 minutos.
O p-de-leo-dos-alpes foi utilizado no sculo xvii pelo mdico italiano Allioni.

367

Disenteria

Po te17 P717a - ans &rIna

Decoco: 10 g para 1 litro de gua fria. Ferver durante 10 minutos e deixar 
repousar. Tomar 2 chvenas por dia.

P0101711117a-r.7SIel,71710

Decoco de 20 g de planta para
1 litro de gua.

Tomar 2 chvenas por dia.

SOMPr&-nolva

1 g de raiz seca e reduzida a p,
3 vezes ao dia (com um pouco de gua). As folhas tenras podem ser consumidas em 
saladas.  uma das plantas vrias vezes citadas por Alberto, o Grande. Est tambm 
representada no clebre quadro de Roger van der WeycIen, no qual a Virgem est 
rodeada por quatro santos, entre os quais dois so mdicos, Cme e Damio.

Tormentilha, GernIo @i-v.7-de-so-roberto)
* Utilizar como para a boca (p. 261): 10 g em 1 litro de gua

fria. Ferver e deixar em infuso durante 10 minutos.
* As folhas frescas podem ser

mastigadas.

Tom1117o erva-ursa e Orgo-
- Villgar
* Utilizar como para as anginas (p. 233): infuso de 15 g de planta em 1 litro de 
gua a ferver.
* A sua aco pode ser reforada

com t~11ho, camomila e salva.

UlmerO

* Infuso da casca: 10 9 para 1

litro de gua a ferver.
* Tomar 2 chvenas por dia.

Disenteria

ntigamente utilizava-se unia decoco de casca de castanheiro, que  muito rica em 
taninos.

CI9SC3 de Cas117nhoh-0

- Em decoco: 20 g de casca

368

para 1 litro de gua. Ferver durante 20 minutos e deixar repousar 30 minutos.

- Tomar meia chvena, 2 ou 3 vezes ao dia.

Dores e nevralgias

Dores e nevralgias

ReCeAt.95 Jr]:] rItoteloputic-75

A C17i10

Planta utilizada para as dores nevrigicas, especialmente as do trigmeo e para as 
perturbaes respiratrias, ATENA01 Esta planta  muito txica. Em cortas doses pode 
at ser mortalill No sculo xvii observaram-se casos de pastores mortos depois de 
terem adormecido perto do acnito (no seguimento da inalao dos vapores). Esta 
planta deve ser prescrita por um especialista. Pertence  categoria das plantas 
mgicas, pois dizia-se que as bruxas preparavam uma pomada de acnito para 
friccionar o corpo antes de levantarem voo nas suas vassouras. A cncia tenta 
explicar esta crena pela aco anestesiante do acnito nas terminaes nervosas.  
por conseguinte possvel que, ao perderem a sua sensibilidade, as bruxas tivessem 
a impresso de voar.

Alecrim

Tintura-me: 40 g de flores para meio litro de lcool a 900. Deixar macerar num 
frasco ao sol durante 2 semanas. Filtrar.

* Friccionar as partes dolorosas.

AnM0173

* As anrnonas foram citadas por

Dioscrides. H 2300 anos o poeta grego Nicandro utilizava-as como antdoto contra os 
venenos dos animais.

Anmona-pulst11

* Para as dores uterinas, a anmona pulstil  eficaz. ATENA01 Esta planta  
perigosa. Deve ser preparada por especialistas.

A Veia

* Banho: 500 g de palha de aveia

para 3 litros de gua. Deixar de molho durante 3 horas, filtrar e acrescentar  gua 
do banho.

Caldo-morto

(utiliza-se tambm a erva-de-so-tiago).
* Decoco para dores diversas e

para as perturbaes da menstruao.

Erva-d&-so-joo-ofIcli7a1
* 80 g de folhas esmagadas em 1

litro de azeite. Deixar macerar durante 3 semanas ao sol numa garrafa bem fechada. 
Filtrar.

* Friccionar as partes dolorosas.

369

Dores e nevralgias

Hei@g

As folhas em uso externo so eficazes contra as dores e as lceras.

L a vaiwla

Tintura-me: 40 g de flores para meio litro de lcool a 900. Deixar macerar num 
frasco ao sol durante 2 semanas. Filtrar. Friccionar as partes dolorosas.

MO1M91701r0

As folhas frescas utilizam-se em cataplasmas.

ATENA01 Em uso interno esta planta  t6xica. No utilizar sem consultar um 
especialistalil

Salguelro-bianco

Infuso de 20 g de casca esmagada em 1 copo de gua. Ferver 5 minutos e deixar em 
infuso 15 minutos. Tomar 3 chvenas por dia.

Tom1117o-crespo @1-va-ursa)

Utiliza-se imediatamente em compressas ou em loo. Alivia as dores nevrlgicas e a 
citica.

370



* Eczerna

* Edema

* Enfarte do miocrdio
* Enjoo
* Entorpecimentos
* Entorses - Luxaes
* Enxaqueca (cefaleia, dores de cabea)
* Epilepsia
* Erisipela
* Escaldo (golpe de sol)
* Escarlatina
* Esclerose em placas
* Escrfulas - Adenites - Alporcas
* Espasmofilia (Tetania)
* Esterilidade
* Estomatite - Gengivite

Eczema

Eczema

Ver tanibm Alergias (p. 207), Impigens (p. 438), Pele (p. 506).

V Pode recobrir todo o corpo ou, pelo contrrio, estar disserninado aperias em certas 
partes: mos, costas, pernas, torso. Pode ser escamoso, hmido e dar origem a febre e 
comicho.

DM90A

as * SalSapar1117a - ESCabIS.7

Labaa -Amor-perfeito ErVa-MOleIr117178

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia, alternadamente, 2 a 4 drageias de prpolis 
durante 1 ms, ou em solu o: 10 a 20 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

ou 117fusio * SalSapar11173 + ESCabIOSa + Labaa + Amor-perfelto + Erva-molelr11717a

* 1 pitada de cada planta para 1 litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 15 
minutos. * Tomar 3 chvenas por dia.

compressas *

Em uso externo:

Escabiosa + Gamomla
*Fazer uma infuso: 2 pitadas de

cada planta para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 20 minutos.
*Aplicar em compressas ou cataplasmas de argila, de manh e

 noite e conservar se possvel durante cerca de 20 minutos.

Receitas rItotemputicas Arstolqtila-comum Infuso de 10 g de planta para 1 litro 
de gua fria. Ferver 1 minuto e deixar repousar durante meia hora. Utilizar em 
compressa, 1 ou 2 vezes ao dia, durante 10 a 15 minutos.

Con.solda Infuso de 20 g de raiz descascada para 1 litro de gua fria. Ferver 5 
minutos e deixar repousar 15 minutos. Beber 2 chvenas mornas por dia, fora das 
refeies.

NO ,queira
20 g de folhas secas para 1 litro de gua fria. Ferver e deixar repousar 10 minutos. 
Tomar 2 chvenas por dia. Esta infuso pode ser aplicada em compressa, conservada 
durante 10 a 20 minutos, 1 ou 2 vezes por dia.

CONSELHOS

Para a aplicao de afuses, banhos, banhos de assento, conselhos gerais, 
alimentao, alimentos privilegiados, aplicaes externas, ver: Impigens (p. 438), 
Comicho (p. 333) e Pele (p. 504).

372

Ederna

Edema

1

nchao de certas partes do corpo provocado pela acumulao de lquidos

nos tecidos subcutneos. Vigilncia mdica indispensvel.

l21wffoi 95 * Glsta - Frexo - Blula
- ZIMbro - Ortosf017

1 ou 2 drageias por dia.

ou Infusio * G,est + FrKvO + Btula + ZIMbrO + OrtOS1f017

1 ou 2 pitadas de cada pIIant@ para 1 litro de gua. Ferverdu rante 2 minutos e 
deixar em infuso 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

COMP/w55.65 ccl~

* Utilizar os tubrculos esmagados em cataplasmas (tambm para o tratamento das 
glndulas entupidas). * 50 g de planta para meio litro de gua. Ferver durante 15 
minutos e deixar em infuso 20 minutos. * Aplicar em compressas nas partes atingidas. 
Repetir 2 ou 3 vezes ao dia. * A preparao pode tambm fazer-se em cataplasmas, com 
meio copo de argila,  qual se acrescenta a preparao acima

descrita. Mexer de modo a obter uma pasta untuosa.
- Aplicar em compressas nas partes atingidas. Repetir 2 ou 3 vezes ao dia.

leos essenciais cebola

2 gotas, 3 vezes ao dia. @@I Duches e ?fuss

- Suaves e mornos, em funo do

doente.

Alimentao *

Regime alimentar indispensvel. Contra-indicaes: lcool, vinho, cerveja, doces, 
pastelaria, sal, charcutaria, pratos com molhos, manteiga cozinhada, maionese, 
pimentos, queijos fortes, etc. Alimentos privilegiados: alcachofras, cebola, alho, 
salsa, funcho, legumes, frutos frescos, etc.

jejum   *

- Recomendado.

373

Enfarte do miocrdio 1 Enjoo (de barco) 1 Enjoo (de automvel, transportes)

Enfarte do mioc'rdio

v

r Arteriosclerose (p. 242), Corao (p. 343).

Enjoo (de barco)

Bebida i- Imo

Receita grega: beber um copo de gua do mar misturada com sumo de 2 limes.

Enjoo (de automvel, transportes)

190M4?   *

Vinho de abalinto: macerar 25 g de absinto durante 2 ou 3 dias

em 100 ml de lcool. Em seguida juntar esta mistura a uma garrafa de vinho tinto 
(Bordus).
- Tomar 1 ou 2 colheres diludas

em meio copo de gua, 1 hora antes da partida.

CONSELHOS

-Para os casos dficeis, ver Nuseas, p. 472.

374

Entorpecimentos

Entorpecimentos

o   s tratamentos diferem em funo da durao do entorpecimento.
- Se o membro for passageiramente submetido a um entorpecimento, no

seguimento de uma posio desconfortvel:

UU- FlIcop-9

Fazer frices frescas com massagem . Esta sensao cede ao fim de alguns instantes,

Se o entorpecimento for prolongado, acompanhado de formigueiro e

picadas nas extremidades, consultar um mdico de modo a identificar

as causas.

Para prevenir os entorpecimentos

.4 filso

Afuses frescas dos braos e das coxas, 3 vezes por semana. ::(@11 MO17hOS dO V.~ *

Banhos de vapor, 2 vezes por semana.

A11k7entao - Alimentao variada, com diminuio de gorduras animais e, se 
possvel, supresso do lcool e do tabaco.

375

Entorses - Luxaes

Entorses - Luxaes

C

ertificar-se de que no se trata de uma fractura. Em caso de entorse, existem vrios 
tratamentos que do resultados muito bons e rpidos. Estes podem acompanhar as 
receitas que damos abaixo e so os seguintes:

* A acupunctura tem muitas vezes uma aco imediata na sndroma

dolorosa.
* As massagens, endireitamentos, quiroprtica, osteopatia, etiopatia.

Estes especialistas devem sempre ser consultados em caso de recadas frequentes, que 
podem ter uma causa postural.

@

OeCOCOO *

T27si7elra + Verbona-oficli7a1

A decoco de tasneira alivia as entorses e as luxaes: misturar 10 g de verbena 
oficinal e
10 g de tasneira em 1 litro de gua.
* Aplicaes quentes, repetidas.

Agr~171,7, Murta, PIM&nIO, AlecrIm, T2w7elra, Wrbo17,9-comum, ArtemIsl, Boldo 
G&17lUr0.7, P.7p0118-SlIV&Stre, Cravo-al-defunto
* Em infuso: misturar as plantas

em partes iguais. 20 g da mistura para 1 litro de gua a ferver. Deixar repousar 
durante 10 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia no

momento das refeies.

leOS OSSOMIZIS M.717j6-MA9 Tratamento externo: 2 ou 3 gotas de leo essencial de 
manjerona, em aplicao por massagens suaves.

COMPAISMOS*

* A agrlmnla, misturada com a

farinha de trigo, fervida durante vrios minutos em vinho tinto, produz um emplastro 
que cura as entorses e as luxaes.
* Cataplasmas de argila fria: aplicar aps ter misturado a argila com gua. A 
preparao deve ter o aspecto de uma pasta untuosa.

rMAIMOMO de C1;offiei

* leo de erva-de-so-jollo: 20 g

de planta para meio litro de azeite (ou leo de amndoas doces), acrescentar 20 
cabeas de camornila. Deixar macerar 8


376

Enxaqueca (cefaleias, dores de cabea)

dias ao sol (para acelerar a pre-     durante 20 minutos e filtrar). parao, aquecer 
a mistura em         Misturar, em seguida, em partes banho-maria, em lume brando,    
      iguais corri lcool canforado.

CONSELHOS
- Entorses na prtica do esqui, ou consequncia de um movimento

em falso: pr o p ou a mo em contacto corri a neve, cubos de gelo, ou 
alternativamente em gua fria, continuando sempre a

massajar. Estas aplicaes do muito bons resultados e suprimem a dor.
- As pessoas sujeitas a entorses frequentes devem andar de ps

descalos na erva hmida ou dentro de gua e fazer exerccios para fortalecer as 
canelas.

Enxaqueca (cefaleias, dores de cabea)

V

er eventualmente Hipertenso (p. 430), Priso de ventre (p. 522). A enxaqueca pode 
ser passageira, moderada ou persistente e at extremamente violenta. Pode sofrer as 
mais variadas alteraes, desde um pequeno mal-estar at  mais insuportvel dor de 
cabea. Estas afeces podem durar muito pouco tempo e persistir durante anos.

As suas causas so variadas: choques, traumatismos, corpos estranhos nos ouvidos ou 
no nariz, picadas de insectos, escaldes, luzes fortes, rudos violentos, priso de 
ventre, emoes, stress, clera, tristeza, alegria excessiva, alimentao defeituosa, 
m ventilao dos quartos, dos locais de trabalho, poluio atmosfrica, abuso do 
lcool, do tabaco, falta de sono, doenas intestinais, hepticas, deslocao 
vertebral, etc.

Devem tratar-se as causas iniciais (consultar eventualmente um

acupunctor, um quiroprtico, etc.). Mas se as enxaquecas no tm uma

causa aparente e resistirem a todos os tratamentos, experimente os remdios 
seguintes.

377

Enxaqueca (cefaleias, dores de cabea)

L7Mffoias * Valerana - Primavera Erva-ursa - Cardo-berlo
- Verbena

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infuso

Absinto-oficil7.91 raiz de Pepno-selvagem
* Recelita do Dr. Chornei: ferver

folhas de absinto com raiz de pepino selvagem (ateno, esta planta  perigosa), em 2 
partes de gua e 1 parte de azeite.
* Tomar 1 chvena por dia. Sob

receita mdica. E tambm:

Erva~cdrera
* lnfuso de 20 g de folhas em 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos.
* Beber 2 chvenas por dia, quentes e adoadas com mel.
* Tintura-m9 (utilizar em frices

na testa e nas tmporas). Utilizar tambm infuses de:

R.71,717.7 dos pr.?dos (flores) Salguelro-bra17co (casca, C1781nada as01r117.7 
178tUr3,@ V.710r7a179-OfIC117a1 (ra!Z), Lava17da ffiores), PrImavera (17or&s)
* Fazer uma preparao com uma

mistura de 10 g de cada planta. Deitar 2 ou 3 pitadas para 1 chvena de gua, ferver 
e deixar em infuso durante 10 minutos.
* Beber 2 ou 3 chvenas por dia.

Vlerlana + Prmavera  Erva~ursa 1 Cardo-bento ./- Verb017a

* 1 ou 2 pitadas de cada planta

em 1 litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em infuso 15 minutos. * Tomar 2 
ou 3 chvenas por dia.

100,5 055017C1015
1@@ Ilav:7170a

3 gotas, 3 vezes ao dia.

compressas *

- Compressas frescas ou mornas

na testa, nuca e tmporas.

E.9171105 *

* Quando os ps estiveram frios,


proceder ao seu aquecimento por meio de banhos quentes dos ps e banhos de vapor dos 
ps e paralelamente as loes frescas ou mornas na cabea.
* A frico prolongada das tmporas, com as mos previamente mergulhadas em gua 
fria, permite diminuir a intensidade das cefaleias.
* Semicpio curto e frio: 3 vezes

por semana (de 10 segundos a
1 minuto).

80/7/105 dO 05501740

* Ou banhos de assento com frices, 3 vezes por semana.

LOVOgOJIS *

Com uma infuso de Carnomila.378

Enxaqueca (cefaleias, dores de cabea)

Meio litro de gua para 7 ou 8 cabeas de camomila. Ferver e aplicar quando a 
preparao estiver morna. Conservar durante cerca de 20 minutos. Inmeras dores de 
cabea persistentes foram aliviadas de forma notvel graas a lavagens. @w     
B217h05 dO V0POr *

Banhos de vapor 3 vezes por semana.

Duches e &fuses *

Duches e afuses superiores: braos, trax, nuca, cabea, aiternadamente, dia sim dia 
no, com uma afuso das coxas, seguida de frices mornas dos ps e das pernas.

Alimenffio

* Muitas cefaleias so de origem

alimentar, por isso deve vigiar os excessos.
* Evitar: tabaco, lcool, vinho,

cerveja, cidra, charcutaria, manteiga cozinhada, gorduras animais, fritos, pratos com 
molhos, pastelaria, doces e todos os excessos alimentares.
* Alimentos privilegiados: frutos,

legumes verdes, saladas, etc.

jejum

Indispensvel, d frequentemente resultados inesperados. 1 dia por semana. Cura de 
fruta (uvas).
1 dia, a fruta.

O PADRE KNEIPP RECOMENDA
*Uma infuso de cominhos + funcho: 2 pitadas de cada planta

para 1 chvena de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 15 
minutos.
*Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.
*Tambm: afuses, banhos, banhos de assento frios (seguidos de

um duche muito quente), banhos quentes, banhos de vapor, frices, etc.

A GUNS CONSELHOS DO OR. EW PARA O rRArAMEN7O

DE VRIOS rIPOS DE ENXAQUECA
* Dores de cabea gstricas: origem alimentar, indigesto. Sintomas, hlito 
nauseabundo, opresso, fezes preguiosas, enjoo, hemorridas possveis.
* Evitar as causas e vigiar a alimentao.
* Exerccios fsicos e respiratrios.

379

Enxaqueca (cefaleias, dores de cabea)

Banhos de vapor seguidos de frices. Camisa de Neptuno. Lavagens intestinais 
dirias. Dores de cabea reumatismais: no tm sintomas especficos. So violentas e 
agravadas pelos movimentos, os esforos, a flexo, a tosse, os espirros, uma sensao 
de tenso na nuca. Quanto  dor, esta piora com a presso (Ver Reumatismos, p. 538). 
Banhos de vapor, duche morno da cabea (dirios). Frices. Em caso de priso de 
ventre, fazer lavagens intestinais. Dores de cabea nervosas: peridicas. Acompanham 
o perodo menstrual, as emo es. A dor  surda ou violenta, e aumenta geralmente com 
a presso. Banhos de vapor dos ps e das pernas, acompanhados de compressas frescas 
na cabea e na nuca. Banhos mornos com afuso fresca da cabea e da nuca. Lavagens 
intestinais eventuais, em caso de priso de ventre. Dores de cabea com sensao de 
frio: Afuses quentes, repetidas vrias vezes por dia. Compressas quentes no pescoo. 
Dores de cabea opressivas: manifestam-se por fortes pulsaes nas veias temporais e 
no pescoo. Surgem aps uma excitao, um golpe de sol, consumo de lcool. Banhos de 
assento frios prolongados, acompanhados de um banho de vapor dos ps (ou de um banho 
quente dos ps).

A  GUMA S RECEMA S A NMA S Sumo de hera tomado pelo nariz cura as enxaquecas mais 
violentas (receita popular). As folhas de matricrla em decoco, aplicadas em 
cataplasmas na cabea, so particularmente convenientes quando os doentes se queixam 
de frio na cabea (segundo Cheneau). A cataplasma de verbena em decoco: 20 g de 
planta em 1 litro de gua. Ferver durante 20 minutos e deixar em infuso 10 minutos. 
Aplicar 2 ou 3 vezes ao dia, com uma compressa embebida na mistura. Uma cebola 
cortada em duas metades iguais- pr de molho em lcool a 900 durante 15 minutos e 
aplicar durante algum tempo na testa e nas tmporas (segundo Chomel). Cataplasmas com 
uma decoco de manjerico + lavanda.- 3 pitadas de cada planta em meio litro de 
gua. Ferver durante 20 minutos, misturar em partes iguais com vinagre. Aplicar por 
meio de uma compressa ou de um pano, 2 ou 3 vezes ao dia.

380

Epilepsia

Epilepsia

A

epilepsia era chamada, antigamente, mal caduco, mal comicial, mal sagrado, etc. 
Manifesta-se por uma inconscincia e uma insensibilidade sbitas, acompanhadas de 
convulses. Deve colocar-se o doente na cama, de modo a que este no possa magoar-se. 
Coloca-se, se possvel, um leno na boca, de modo a evitar que o doente morda a 
lngua. No se deve forar o doente

a abrir as mos. Deve-se aliviar-lhe o colarinho e o cinto das calas.

0m90i

s * Val&rIana - CardO-b&17t0

Tasneir.7 - Mil-folhas

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU IMUSiO Valerina + Cardo bento + Tasnero -k MMolhas

1 pitada de cada planta em meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 15 
minutos. Tomar 3 chvenas por dia.

10OS OSSOIMi.VIS
23@ Erva-cIdreIr.7

2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. (Essncias aconselhadas: nardo, artemsia, mas s sob 
receita mdica).

Sonhos *

Banhos quentes adicionados de flores de feno em infuso, todos os dias.

* Banhos de assento frios, 3 vezes por semana.

LOMOgOM

* As lavagens so recomendadas

com uma infuso de camomila:
10 cabeas de camomila em meio litro de gua. Ferver e deixarem infuso durante 10 
minutos.
* Fazer a lavagem morna com uma

11 pra, de manh em jejum.

SInhos de vapor

- 2 vezes por semana. @R MIMUIO de NOPN170

2 vezes por semana.

W Aliment.7o


No excitante, pode fazer a doena evoluir de forma favorvel.

381

Epilepsia

Evitar: excitantes, caf, ch, tabaco, lcool, vinho, cerveja, sobrealimentao, 
pratos com molhos, especiarias, manteiga cozinhada, charcutaria, fritos, aipo, etc. 
Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, fruta fresca, legumes verdes, couve, 
beterraba, limo, alface, endvas, pepino, espinafres, uvas, alperces, figos, 
cereais integrais, etc.

jejum

* Acalma e descontrai. * 1 dia por semana, se possvel. * 1 dia, a fruta. * Cura de 
fruta.

CONSELHOS

- Banhos de ar livre e de sol: so indispensveis.
- Praticar o endurecimento, andar de ps descalos na erva hmida,

na gua, na tijoleira, na pedra hmida, etc.

Durante o ataque

COMPIV5M5

Se a cabea estiver fresca: compressas muito hmidas, mornas, em volta da cabea, da 
nuca, dos ps e no baixo-ventre, ao nvel das partes genitais.

Repetir frequentemente. Fazer tambm massagens no pescoo. Se a cabea estiver 
quente.compressas frias. Manter a cabea alta, esfregar os ps com as mos 
previamente molhadas em gua fria.

Roceit,15

ArtemIsia-comum

Certas fontes dizem que a raiz de artemsia reduzida a p tem fortes propriedades 
antiepilpticas. Polvilhar por cima dos alimentos, como condimento.

Para evitar os ataques

GalUm Vorum

A planta inteira ou as extremidades floridas em infuso: sob receita mdica.

Nabo-do-dIabo ATENO1 Esta planta  muito perigosa, pode provocar acidentes mortais. 
Deve ser receitada por um especialista.

382

Erisipela

V.710r1a17a
* As razes da valeriana possuem

propriedades antiespasmdicas que podem ser aproveitadas na epilepsia e tambm nas 
neuroses, nas histerias e na coreia (dana de So Gui). Foi um mdico italiano, Fabio 
Colonna, que descobriu, no sculo xvii, a ac o antiepilptica da valeriana.
* Infuso: 20 g de raiz em 1 litro

de gua fria, durante 12 horas.
* Tomar 1 ou 2 chvenas por dia.
* Banho: 100 g de planta em infuso em 1 litro de gua fria, durante 24 horas. 
Acrescenta-se a preparao  gua do banho.

visco

Esta planta foi venerada pelos Celtas. Utiliza-se h muito tempo para tratar a 
epilepsia e as convulses. Podem comprar-se preparaes nas ervanrias ou nas 
farmcias. Esta planta  utilizada em certos pases como forragem, e observa-se ento 
um aumento da produo de leite nas vacas e nas ovelhas, da a possibilidade de ter 
uma aco hormonal.

O PADRE KNEIPP RECOMENDA

Andar de ps descalos todos os dias. Andar na gua (no Inverno, ficar de p na 
banheira, 14 cheia de gua fria) durante 5 a 10 minutos.

Erisipela

V

er Eczerna (p. 372), Impigens (p. 438), Pele (p. 504). A erisipela manifesta-se por 
vermelhido na pele acompanhada de inchaos, precedidos de arrepios, febre, 
sonolncia, nuseas e eventualmente vmitos. A febre pode desaparecer logo que surgem 
as primeiras vermelhides, ou pelo contrrio, persistir; tambm pode haver sensao 
de calor, comicho, dores, a lngua fica carregada e constata-se uma perda de 
apetite. O hlito  ftido.

A erisipela pode atacar todas as partes do corpo.

383

Erisipela

OMPOi @@JJ/         95 * Sabuguero - Labaa
- Erva-ursa - Tussl,9~ (Passo-de-asno)
1 ou 2 drageias de cada 1 vez ao dia.

OU ll7fUSO

sabugueli-O + labaa + Erva-ursa - Tusslagem

1 ou  2 pitadas de cada planta em 1 litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar 
em infuso 15 minutos. Tomar 3 chvenas por dia.

Erva-urs.7

1 ou 2 gotas, 3 vezes ao dia.

COMP/M_9.95

* Alternadamente quentes e frias,

de meia em meia hora. Repetir.
* Na erisipela do rosto, molhar um

pano em gua morna (25 a 30OC) e aplicar. Repetir a partir do momento em que a 
compressa aquece as partes tratadas (geralmente ao fim de 10 a
15 minutos).

Monhos de mpor

Curtos, de 20 a 30 minutos, 3 vezes por semana.

LOVOg0175 *

* Fazer com gua morna, todas

as manhs.

MIMIUS

*  MailloIsde corpo constitudos por

uma camisa molhada morna, conservada durante 1 a 2 horas, se possvel. Estes 
InalIlots devem ser repetidos at desaparecer a febre.

Alimen~10 *

Simples, exclusivamente composta de caldos de legumes e de sumos de fruta (fresca). 
Beber lquidos suficientes e comer poucos alimentos slidos. Em geral, o doente no 
sente fome e no deve ser obrigado a comer. Evitar: todo o tipo de lcool, vinho, 
cerveja, tabaco, chocolate, caf, doces, pastelarias, carnes, crustceos, 
charcutaras, salmoura, po, etc. A realimentao deve ser feita por meio de pequenas 
refeies, essencialmente compostas de fruta e de legumes.

384

Escaldo (golpe de sol) 1 Escarlatina/ Esclerose em placas

Escaldo (golpe de sol)

v

er Queimaduras (p. 534).

Escarlatina

r fundamentalmente uma doena infantil, geralmente epidrnica. A febre Epode atingir 
os 400 ou mais, e surgem na pele mancliasi vermelhas escarlates que se espalham 
rapidamente e provocam inflamaes. Diminui o da urina, nuseas, vmitos, amgdalas 
inchadas.

Tratamento idntico ao do Sarampo (ver p. 554). Vigilncia mdica indispensvel.

Recoltas lf fitotemputicas

Borragem

*No incio da doena, fazer uma lavagem com uma infuso de flores de borragem. *20 g 
de planta em 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso 20 
minutos.

* Aplicar com uma pra, de preferncia de manh, e conservar durante 20 minutos.
* Os rebentos jovens podem ser

consumidos em saladas e as folhas servem de aromatizante.
* Esta planta tambm tem a fama

de tratar a irritao e a congesto dos rins.

Esclerose em placas

v

er Poluio electromagntica - Alergias e doenas ambientais (p. 207).

385

Escrfulas - Adenites - Alporcas

Escrfulas - Adenites - Alporcas

r

das estas afeces esto ligadas aos gnglios linfticos. vigilncia mdica 
indispensvel.

O/0 .90AOS * Cr.7vo-de-defu171o - Fraxnea
- Salv.7 - Lpulo - Fucus VeSICUIOSU$

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infus#O Cr.?vo-de-defui7to -@- Fraxnea :^] , SaM7 ,<- /_PU/O
1 pitada de cada planta em meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 15 
minutos. Tomar 3 chvenas por dia (+ drageias de Fticus veslculosus).

MOSSO90M

Com a seguinte preparao: meio litro de azeite (ou leo de amndoas doces + 30 g de 
erva-de-so-Joo + 20 cabeas de camornila. Expor ao sol durante 8 dias ou aquecer em 
banho-maria durante 30 minutos. Utilizar tal qual em frices.

OSIMIOS *

Com algas marinhas (preparao pronta a utilizar que se encontra nas lojas de 
diettica ou nas farmcias). Lave o corpo com gua morna, envolva-se numa toalha sem 
enxugar o corpo e deite-se.

L.N~Ofi7 *

Lavagem com gua morna. Conservar durante 20 minutos.

COMIS.MS

Camisas de Mores de feno quentes, com envolvimento,  noite.

gonhos dlo vopor *

Banhos de vapor seguidos de um banho quente, 3 vezes por semana.

Alimentao *

Alimentao rigorosa, no excitante. A alimentao vegetariana  a mais adaptada. 
Evitar: tabaco, lcool, vinho, cerveja, charcutaria, pratos com molhos, manteiga 
cozinhada, doces, pastelaria, carnes gordas, queijos fortes, caa, etc.

386

Espasmofilia (Tetania)

Alimentos privilegiados: legumes verdes, levedura de cerveja, sopas de legumes, papas 
de aveia, saladas, fruta, etc.

ioiuln

* Recomendado. * 1 dia, a fruta.

Espasmofilia (Tetania)

M

anifesta-se por contraces musculares, de forma e intensidade variveis.

Diversas causas so possveis.

O #13901 &9.9 *

GaVal11717.7 - MIMOlhaS (Aquilea) - Urtga Elouterococo - Fucus VeSI;5VI0SUS
- 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez

por dia.

Cura de dragelas: * 2 drageias de elouterococo + 2

drageias de Fucus wsIculosus. * Vrias vezes por ano, especialmente na Primavera e no 
Outono: geleia real (segundo indicao do apicultor) e cpsulas de onagra (4 por 
dia). * Cura renovvel de 1 ms.

ou /MUSA0 *

Gavalnha + MIl-folhas (4quilela) + Urtga
1 pitada de cada planta em meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 10 
minutos.

Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

IOM OS5017C1015

Alpa
2 gotas, 3 vezes ao dia, alternadamente, dia sim dia no, com: &rva-cidrera
2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia.

@@I]  88/7/108*

Banhos completos quentes com preparaes  base de algas marinhas (de manh, de 
preferncia).

8,717hOS dO OSSOIMO

Mornos e depois frios, com uma durao de 5 a 10 minutos, dia sim dia no.

387

Espasmofilia (Tetania)

8s17hos de vapor *

1 a 2 por semana, com uma durao de 20 a 30 minutos, seguidos de uma frico fresca.

Duchos eafilses *

Dirias, dos braos, das coxas, do rosto e do pescoo. M       A1M7e17M0o *

Ateno  sobrealimentao. Evitar: carnes vermelhas, acar e seus derivados, 
pastelaria, sal, charcutaria, fritos, salmoura, maionese, lcool, cerveja, vinho, 
especiarias, leos refinados, po branco, caf, ch, tabaco, gorduras animais, 
manteiga cozinhada, queijos fortes, etc.
*  Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germen de trigo, leos de caroo de 
uva e de girassol, papas de aveia, trigo, po integral, frutos e os legumes frescos, 
couve, chucrute (sem charcutaria), aipo, cenouras, amndoas, nozes, avels, figos, 
tmaras, cebolas, alho, alcachofras, espinafres, uvas (secas e frescas), alperces, 
ameixas, salsa, saladas, limo, laranjas, toranjas, anans, etc.
* Mastigue bem os alimentos.

Jejum

* Aconselhado 1 ou 2 dias por

semana.
* Cura de fruta.

CONSELHOS

-Proceda a uma boa ventilao dos quartos.

388

Esterilidade 1 Estornatite - Gengivite

Esterilidade

c

onsulta mdica indispensvel.

RECEIM AN77GA

-Sementes de &mio, em p. 3 ou 4 pitadas em infuso em leite

ou vinho. Tomar esta infuso 4 ou 5 dias seguidos, 3 horas antes do jantar. Durante o 
tratamento, abster-se de relaes sexuais.
- Esta receita  citada por Mathiole, Feitagius e Simon Pauli, que

acrescentam que esta semente  o melhor tratamento para o corrimento branco.

Estomatte - Gengivite

er Aftas (p. 198), Boca (p. 261), Dentes (p. 356).

onsulte o dentista.

389



* Fadiga - Convalescena - Esgotamento - Fraqueza
* Febre

* Feridas

* Feridas abertas

* Fibroma uterino
* Fgado
* Fstulas anais

* Flatulncias - Gases intestinais

* Flebite

* Fracturas
* Fragilidade capilar
* Frieiras
* Frigidez
* Furnculos

Fadiga - Convalescena - Esgotamento - Fraqueza

Fadiga - Convalescena
- Esgotamento - Fraqueza

A

fadiga pode decorrer de uma actividade fsica ou intelectual demasiado intensa ou, 
pelo contrrio, de uma inactividade prolongada. Em qualquer dos casos deve procurar 
as causas: doenas, alimentao, etc.

Nas crianas e nos adolescentes que se queixam de fadiga, ateno  msica e aos sons 
violentos (hardrock, msicas ditas tecrio ... ); suprimir os auscultadores 
individuais extremamente nocivos para o equilbrio nervoso, para as faculdades de 
memorizao e para a ateno. A msica violenta pode tambm predispor s perturbaes 
cardacas, auditivas, ete. Ver tarribm: Anemia (p. 231), Insnia (p. 446).

OM .VOA

465 * M27nj&ivi7a - Ar1@@1o1qti.9 M.7rrol - Segurelha

* 1 ou 2 drageias por dia. * Fazer curas vrias vezes por ano de -.

Fucus vosIctilosus @1gas marIniws), ElouterOCOCO

* 3 drageias de cada, durante perodos de 1 ms.

ou Infuso Mai7jerona + ArstolquIa Mal-rol + Seguroffia
- 1 pitada de cada planta para 1

chvena de gua.

100,5 VS5VOCAVIS AlecrIm

2 gotas 3 vezes ao dia.

392

Massagem ErV.?-d&-SO@1O + G.717701nk7

Com leo de erva-de-so-joo, segundo Chomei: Para meio litro de azeite (ou leo de 
amndoas-doces), 30 g de erva-de-so-joo e 20 cabeas de camomila. Deixar macerar 
durante 8 dias ao sol. Filtrar. Para acelerar a preparao: aquecer a mistura em 
banho-maria durante 20 minutos. Filtrar.
2 massagens por semana. @33@ Banhos dos antebraos e dos ps com a seguinte decoco:

Eucaliplo ,, AlecrIM -k S.?/va

2 ou 3 pitadas de cada planta

Fadiga - Convalescena - Esgotamento - Fraqueza

para 1 litro de gua. Ferver durante 5 minutos e acrescentar 4 ou 5 litros de gua 
quente. Tomar alternadamente durante 5 minutos banhos dos antebraos e dos ps. 
Passar por gua fresca. Friccionar. Repetir 3 vezes por semana.

SOMIOS C0177.010t05

Com algas marinhas (preparao pronta a utilizar que se pode comprar nas lojas de 
diettica ou nas farmcias).

8M71105 dO V0POr *

Durante uma hora, todos os dias, seguidos de uma frico fresca total.

COMISO qUOMO Molhada e espremida. Conservar durante 1 hora, 1 vez ao dia, e terminar 
com uma fric o total.
9@ A1197701M900

Os excessos alimentares no

resolvem de modo nenhum o problema da fadiga. Muito pelo contrrio, a mobilizao 
anormal dos rgos da digesto podem faz-la aumentar.
* Evitar: todos os excitantes, caf,

ch, tabaco, lcool, vinho, cerveja, charcutaria, pratos com molhos, enchidos, 
salmoura, fritos, manteiga cozinhada, abuso de matrias gordas.
* Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, geleia real, mel, 
limo, laranjas, quivi, mirtilos, uvas, alperces, cssis, salsa, cereflio, legumes 
verdes, cereais integrais, flocos de aveia, papas de trigo, arroz integral, po 
integral, etc.

Jejum

Contrariamente ao que normalmente se pensa, o jejum combate eficazmente a fadiga. 
Deve ser praticado, se possvel, 1 dia por semana.
1 dia, a fruta.

Crianas fracas

S6J7h05 @avando

Banhos de lavanda: 150 g de planta fresca para 2 litros de gua. Ferver durante 15 
minutos e deixar repousar durante 20 minutos. Acrescentar  gua do banho. Durao do 
banho: 10 a 20 minutos, 2 ou 3 vezes por semana. Estes banhos tambm so 
antiparasitrios.

393

Febre

Fadga e fraqueza geral

tinto: 10 g de cada planta maceCO/8                              rados em vinho 
durante 8 dias. Marmelelro-COMUM                  Filtrar.

Tomar um copo pequeno, de li-
- Infuso fria dos frutos em vinho       cor, 1 vez ao dia.

CONSELHOS

- Se a fraqueza for muscular e tiver por origem a exausto fsica:

repousar e descontrair-se. Ver Relaxamento, Exerccios respiratrios, p. 137.
- Se a fadiga tiver por origem uma inactividade fsica prolongada,

aconselham-se a marcha e os exerccios fsicos. Quando surgirem melhoras:
* Afuses frescas.
* Endurecimentos, andar de ps descalos (ver p. 132)

Febre

A

febre no  uma doena independente, mas sim o estado que resulta do esforo extremo 
do organismo para se libertar de uma doena e

restabelecer o estado normal. Ela traz um calor excessivo e um aumento do ritmo 
cardaco. Este calor alterna com sensaes de frio e  acompanhado tambm de sede 
persistente, dores, cefaleias, urina escura, etc.

Harless dizia o seguinte:

Dem-me os meios de provocar a febre e curarei todas as doenas. 

A transpirao nas doenas febris  til e indispensvel.

394

Febre

Olveias * Bard.7178 - Cel7tUrOd Gnciana - Rai1717a-aos-prados - Carolo-eslrelado

- 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez

ao dia.

ou Infuso Bard27na -@- Centurea + Gnciana + Rainha-olos~prados + Cardo-estrelado

* 1 ou 2 pitadas de cada planta em 1 litro de gua. Ferver e deixar em infuso 
durante 15 minutos. * 4 chvenas ao longo do dia.

10OS OSSORCAVIS Eucalipio

1 gota 3 vezcs ao dia.
- leos essenciais recomendados:

tomilho, niauli, canela, Iavenda.

80171105 *

Banhos dos antebraos e dos ps com a seguinte decoco: @aV.?nda + Sabugueiro

Eucalipio
2 ou 3 pitadas de cada planta

para meio litro de gua, acrescentar 4 a 5 litros de gua quente e tomar 
alternadamente um banho dos braos e dos ps durante 5 minutos. Friccionar com gua 
morna. Deitar-se imediatamente.
* Frico morna total do corpo.
* Banhos mornos acompanhados

de um duche cuja temperatura deve ser inferior  do banho. Envolver-se num roupo, 
sem secar o corpo, e colocar uma toalha em volta do pescoo. Deitar-se e cobrir-se e 
permanecer assim, de 30 a 60 minutos. Colocar eventualmente nos ps uma garrafa de 
gua quente, envolvida num pano hmido.

ILZ~607 *

* Ver Priso de ventre, p. 522.
* Com meio litro de gua morna.

Conservar durante 20 minutos.

8817h05 dO V8POr *

Banhos de vapor dos ps, de 20 a 30 minutos, seguidos de uma frico morna.

Se a febre continuar

AlIMOMOO

Um doente com febre tem pouco ou nenhum apetite.


A alimentao fundamental deve consistir em caldos de legumes, alguma fruta e sumos 
de fruta.

395

Feridas abertas

O DR. 8IIIZ RECOMENDA E CONSIDERA

COMO MUI7O EFICAZ

*2, 3 ou at 4 envolvimentos do corpo hmidos mornos durante cerca de 15 a 30 minutos 
(no mximo), sendo os primeiros os mais curtos. *Em seguida, banhos mornos 
acompanhados de duches. Secar o corpo, friccion-lo bem, sobretudo os ps, e ir para 
a cama. *Se os ps no aquecerem, aplicar uma garrafa bem quente envolvida num pano 
muito hmido e quente.

Feridas abertas

D

ependendo da importncia da leso, pode ser necessrio executar uma sutura ou 
proceder a uma interven o mdica. Os tratamentos abaixo descritos deram provas e 
podem ser utilizados em todo o tipo de feridas. N o esquecer que a supurao, tal 
como a

transpirao,  um meio utilizado pelo corpo para eliminar os detritos e os venenos 
acumulados no organismo.

O

54.offoi 75 * @LfJJ Gardo-bento - Tanchagom
2 drageias, alternadamente, dia sim dia no, com:

C.7Vali1717a - UrtIga * 2 drageias de cada, tomadas ao longo do dia. * Nas feridas 
purulentas, que no ccatrizam:

El&uterococo - Levedura de c&rveja * 2 a 4 drageias de cada por dia, em cura 
prolongada.

* Tambm uma cura de cioreto de

magnsio: * 20 g para 1 litro de gua (meio copo de manh em jejum, durante 3 
semanas, excepto em casos de insuficincia renal grave) ou 117fuso C3r0'0-b&17t0 
Ta17C173geM + CaVaffi717a Ul-t1

qa
- 1 pitada de cada planta para 1

chvena de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso 15 minutos.

396

Feridas abertas

Beber 3 a 5 chvenas por dia.

OS.9enci leos             ais (@@ ,;Ira

Algumas gotas numa compressa. Aplicar.

COMIPANSMOS
12 ou COMPfessas Compressas de:

Cardo-bento + Cavalinha + foffia de Carva117o + M11- _folhas *1 pitada de cada planta 
para 2 chvenas de  gua, Ferver durante 20 minutos e deixar em infuso meia hora. 
*Aplicar e repetir a compressa vrias vezes ao dia. Ou cataplasmas de: argila, 
misturada com a decoco anterior.
*A couve tambm pode ser utilizada: folhas, lavadas e esmagadas, aplicam-se na 
ferida.
*Compressas com decoces de

urtiga + tanchagem + erva-de-so4oureno.
*Chomei d tambm a seguinte

frmula:

Consolda-pr.7noe + Erva-ao-so-loureno + Brune12? + Saxfraga + Erva-ao-so-j@2 + 
Wrnca + Salva + Orqo + Hssopo + Monta
* Artemh91a + Escrofulria
* Betnica + ArIstolquia
*Esta preparao pode ser obtid

em farmcia: para 1 litro de vinho branco, deitar 60 a 70 g de plantas misturadas em 
partes iguais. Deixar esta mistura em infuso durante 3 dias, perto de

uma fonte de calor moderado. Em seguida aquecer em banho-maria de modo a reduzir a 
mistura de 13. Filtrar e conservar num frasco bem fechado. Esta gua vulnerria 
utiliza-se sobre as feridas, inchaos, supuraes, etc.

8,7/7/105 0 MpOr

2 por semana, dependendo do estado da ferida. No incio dar banhos de curta durao: 
20 a 30 minutos.

AlimelMao *

Tal como vimos acima, as feridas purulentas acentuam uma disfuno orgnica. Deve-se 
portanto vigiar muito particularmente a alimentaao.
* Vegetariana, de preferncia.
* Contra-indicaes: carnes gordas, charcutaria, caa, vinho, cerveja, lcool, 
queijos fortes (came~rt 1Ivarot, brie), conservas, fritos, etc.
* Alimentos privilegiados: cereais integrais, trigo sarraceno, aveia, frutos frescos 
e secos, legumes, saladas, leos virgens (azeitona, girassol, caroo de uva), 
levedura de cerveja. W      jejum    *

Praticado 1 dia por semana, acompanhado de uma cura de fruta, constitui um meio 
excelente de purificao interna.

397

Fibroma uterino

CONSELHOS

Praticar:
- Cinturo de Neptuno (p. 148.). -Banhos de ar livre e de sol (p. 15 1). -
Endurecimento (p. 132).

Fibroma uterino

glncia e consulta mdicas indispensveis.

2j aravelas *

Argentina - Bolsa-ce-pastor
- carva1170 (10117as) - 1 mio-branco - Cr.7vo-de-defunto

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU Argentna , Bolsa-de-pasior @- Carv.71170 (10N17as) + LMIO-branco + Cr.?vo-de-
defunto

1 ou   2 pitadas de cada planta para   1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e 
deixar em infuso 15 minutos. Tomar 3 chvenas por dia.

100.9 essenci-sis Cpr&ste (sob receita mdica)

2 gotas, 2 a 3 vezes ao dia.

9W17hVS dO OSSOMO *

Banhos de assento mornos, com massagens suaves no ventre e no baixo-ventre. Banhos de 
assento frios, 3 vezes por semana.

MIMeIMIJ0

Deve vigiar a alimentao. Evitar: lcool, vinho, gorduras animais, manteiga 
cozinhada, queijos fortes, charcutaria, enchidos, salmoura, carnes gordas, conservas, 
sardinhas, peixes gordos, condimentos, especiarias, pimenta, mostarda, vinagre. 
Diminuir substancialmente o consumo de sal, de acar e suprimir pastelaria, 
Alimentos privilegiados: leve398

Fgado

dura de cerveja, germe de trigo, cereais integrais, flocos de aveia, todos os frutos 
frescos e secos, saladas, vegetais crus, legumes verdes.

Jejun7

1 dia por semana, se possvel. Cura de fruta (uvas).

O PADRE KNEIPP RECOMENDA

Entre outras coisas, a aplicao da camisa hmida, 2 vezes por semana.

Fgado

r tambm Clicas hepticas (p. 329), Flatulncias (p. 403), Diarreias p. 366).

Para descongestionar o fgado

DIwffoi os * Agrmn& - Dent-de-1.9o
- Anglica - Ouelidnia Erva-molorn17.7

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infuso Agrimna + Dente~de-leo
- Anglica + Quoldnia + Erva-molorn17a

* 1 ou   2 pitadas de cada planta para   1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e 
deixar em infuso 20 minutos. * Tomar 3 chvenas por dia.

*~ 055017c1.915 * Btula (sob prescrio mdica)

- 1 gota, 2 vezes ao dia.

S:61711os dos ~ *

At meio da barriga da perna, com uma decoco de:

Alocrim + louro

L1@@J  MIMUI00 dO NO.Offi170
- 2 vezes por semana.

399

Fgado

Receit,Ts
9f1 fitotemputiclas

A /C.? ch o fr.7

* Decoco: 30 g para 1 litro de

gua a ferver.
* Tem uma aco diurtica, depurativa, digestiva e estimulante das secrees 
biliares.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.
* Tambm  possvel beber a gua

da cozedura de alcachofra ( razo de meio copo, 2 vezes ao dia).

solda

Pela sua capacidade de fazer aumentar a formao de blis e a sua fluidez, esta 
planta  utilizada sob a forma de tintura-me, de extracto fluido ou de infuso em 
diversas afeces do fgado.  originria do Chile.

Gardo-bel710
* Infuso de 10 g de planta para 1

litro de gua. Ferver e deixar macerar durante 20 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.

Cardo-mar.7no
* Infuso de 10 g de sementes

para 1 litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 20 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia, meia

hora antes das refeies, durante 1 ms.

Erv.?-de-so-louren.o
* A infuso estimula a secreo

biliar.

* 10 g de planta para 1 litro de

gua.
* Tomar 2 chvenas por dia.

Eupatrg-can17amosa
* Infuso de 10 g de planta para 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso coberta, durante 20 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.
* Ou macerar 40 g de folhas em 1

litro de vinho durante 1 semana.
* Tomar 1 copo pequeno, de licor,

1 vez ao dia.

Grain.7
* Tisana de 10 g de raiz para 1

litro de gua, que deve ferver devagar. Pode-se acrescentar alcauz e cevada.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Hbisco
* Esta planta regula a secreo da

blis.
* Infuso de 20 g de planta para 1

litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 10 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Perptua
* Infuso de 10 g de planta para 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso 20 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia.

Vnh?
* Infuso de 20 g de folhas para 1

litro de gua fria. Ferver e deixar em infuso 20 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia, durante pelo menos 1 ms.

400

Fstulas anais

Para:

Afuses Banhos Banhos de vapor Alimentao Jejum

CONSELHOS

Ver Clicas hepticas, p. 329.

Fstulas anais

T

rata-se de leses hmidas que frequentemente ocasionam pruridos. Ver Alergias (p. 
207), Eczerna (p. 372), Pele (p. 504).

DIw901

s * Centuroq-poquena - 1,9baa
- Esc.7b1osa - Ainor-perfolto * 1 ou 2 drageias de cada por dia. * Cura de prpolis 
em drageias ou em soluo: * 3 drageias de cada por dia, durante 1 ms, vrias vezes 
por ano.

OU 11MUSO Genturw-pequena + La'@g'q + Esc,9biosa + Amor-p&rfelto * 1 pitada de 
cada planta para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 15 minutos. * 
Tomar 2 ou 3 chvenas por dia, fora das refeies.

10OS OSSOMIOIS sassafrs

1 gota, 3 vezes ao dia. Aplicao externa:

Lavanda

2 vezes por dia (diluda em leo de amndoas-doces).

RN/7h05 0f0 OSSeIMO *

Banhos de assento quentes com uma infuso de cavalinha: 5 ou
6 pitadas para meio litro de gua. Ferver e acrescentar  gua do banho de assento. 
Durao: 20 a 25 minutos. Passar por gua morna.
3 vezes por semana.

401

Fstulas anais

L~g0175 *

*Com uma infuso de cavalinha

ou uma decoco de carvalho.
*Para meio litro de gua, 5 pitadas de uma ou de outra.
*Fazer uma lavagem morna, 3

vezes por semana.

* Dos braos e das coxas, alternadamente com uma afuso superior do peito e das 
costas. * 3 vezes por semana.

MWUffio de NO.Offil70 ou comis d10 ffio/VS dO M170 *

- 2 ou 3 vezes por semana.
9@    AlIMOMOA0 *

Como em todas as doenas da pele, o factor alimentar  determinante.

* Evitar: gorduras animais, manteiga cozinhada, carnes gordas, carnes vermelhas, 
excitantes, caf, tabaco, ch, lcool, vinho, cerveja, pimenta, mostarda. Vigiar o 
consumo de sal, acar, po branco, queijos fortes, crustceos, enchidos, 
charcutaria, maionese, pratos com molhos, etc.
* Alimentos privilegiados: agrio (macerado em iogurte, tomado

de manh em jejum: receita do Dr. Chornel), levedura de cerveja, fruta fresca, 
laranjas, toranjas, anans, legumes verdes, cenoura, saladas, cereais integrais, 
papas de aveia, salsa, morangos, etc.

J11177

Indispensvel.  um meio curativo activo para resolver todos os problemas da pele. Se 
possvel, 1 dia por semana. Cura de fruta.

CONSELHOS

-Ateno: usar roupa interior em fibras naturais e mud-la todos

os dias. Evitar o contacto de fibras sintticas com a pele.
- Para as aplicaes complementares externas, ver em Impigens as

receitas teis do Dr. Chornel, p. 440. -Banhos de ar livre e de sol (ver p. 15 1

402

Flatulncia - Gases intestinais

Flatulncia - Gases intestinais

S

o sintomas isolados de perturbaes da digesto. Estas emisses podem ser 
passageiras ou persistentes. As diversas causas so as seguintes: mastigao 
deficiente, ausncia de actividade fsica, lceras gstricas, consumo excessivo de 
cerveja, de couve, de chucrute, etc.

0109ei

as *

Aipo - Zimbi-o - AnglIc.7
- Poejo-bravo

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou 117fuso

Aipo + ZImbro + AnglIcz? + Po ejo - b r.? vo

* 1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver e deixar em infuso durante 
20 minutos. * Tomar 3 chvenas por dia.

leos asse/IC1,61.9

MOSC.7d27

* 1 gota, 2 vezes ao dia.

ou Ma17jorona

* 2 gotas, 2 vezes ao dia.

SP/MIOS Oro assento

Banhos de assento quentes com massagem do ventre e do baixo-ventre, seguidos de um 
banho de assento frio curto.

Lovapens *

COM 12 litro de gua morna. Conservar durante 20 minutos.

ouchos o ofuses *

* Das coxas e do baixo-ventre,

seguidas de uma frico vigorosa. 3 vezes por semana.
* Afuso rectal.

cilituloo f6 Noptulio *

Praticar.

ReceIffis

A~lc-7-arcai7gffic.7 Infuso de 10 g de raiz para 1 litro de gua fria. Ferver 
durante
2 minutos e deixar em infuso durante 15 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.

Anis verd
* Infuso de 10 9 de sementes

esmagadas para 1 litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia.

403

Flebite

Func17o

* 15 g de frutos esmagados para
1 litro de gua fria. Ferver. * Tomar 3 chvenas

Rbal70-SlIVOStr&  aconselhado contra a preguia do aparelho respiratrio.  
diurtico e antiescorbtico. Reduzido a papas, pode ser utilizado

em cataplasmas para tratar a citica.

A11177e1M9~

Alimentos privilegiados: aipo, anis, alho, funcho, nozes, avels, gengibre, pimenta 
(moderadamente), canela.

ALGUMAS RECEI7A5 rEIS

* 150 g de nozes modas e maceradas durante 1 noite inteira em
1 litro de vinho ros curam os gases (segundo Chomel). Tomar
1 a 3 clices por dia. * A infuso de anis + funcho  aconsethada por Kneipp: 1 
pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver 2 minutos e deixar em infuso 10 
minutos, Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

CONSELHOS

- Colocar uma garrafa de gua quente sobre o baixo-ventre (eventualmente envolvida 
numa toalha molhada em gua quente).
- Actividade fsica, indispensvel.

Flebite

VI, (

r tambm Varizes (p. 598). Vigilncia mdica indispensvel.

404

Flebite

Ologoi

OS * Hamamls - Zimbro Amor-perfeto - Blula
- 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez

ao dia.

OU IMUSiO hamamlis -k Zimbro ,A morPeneito * B01u1.7 ff0117as) * 2 pitadas de cada 
planta para 1 litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 10 minutos. * Tomar 3 
ou 4 chvenas por dia. Tambm:

hamamlIs, Consolda, T7evo-coroa-oe-rei
* Infuso de 10 g de planta (

escolha) em 1 litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos.
*Tomar 5 chvenas todos os dias.

Rua-ftda (sob prescrio mdica)
*Infuso de 20 g de planta em 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 10 minutos.
*Tomar 2 chvenas por dia.

ATENA01 Esta planta  perigosa, pode provocar hemorragias o gastrenteritesi
*Tem tambm propriedades

vermfugas e regula o ritmo da menstruao.  conhecida pelas suas propriedades 
abortivas. Est presente no bagao italiano: a grappa.
2

1005 OSSOMIOIS ?111 Cpreste

2 gotas, 3 vezes ao dia (sob receita mdica).

ou Canela
- 3 gotas, 3 vezes ao dia.

MIMUI*O dO NOPtUI7O

- 2 ou 3 vezes por semana.

AlimelM.o *

* Regime severo, com tendncia

vegetariana se possvel.
* Contra-indicaes: os excitantes como ch, caf, chocolate, tabaco, lcool, vinho, 
cerveja, aperitivos, bem como charcutaria, carnes gordas, enchidos, caa, carne de 
cavalo, fritos, conservas, acar, sal, pimenta, pimentos, mostarda, queijos fortes, 
pratos com molhos, etc.
* Alimentos privilegiados: germe

de trigo, po integral, legumes cozidos em gua, saladas, vegetais crus, levedura de 
cerveja, cenoura, beterraba, anans, cerejas, mirtilos, mas, tomates, toranjas, 
salsa, funcho, couve rxa, espinafres, alho, limo, laranjas, etc.

Jejum

1 dia por semana, Cura de sumo de cenoura, de couve, de limo, de toranjas.

405

Fracturas

CONSELHOS

- Evitar ficar muito tempo de p.
- Lavagens contra a priso de ventre, se necessrio.
- Banhos de ps (biquotidianos), mornos, seguidos de uma passagem por gua fresca.
- Massagens (1 vez ao dia) assduas, comeando pelo meio das

coxas - face interna -, com os polegares previamente molhados em gua fresca ou em 
leo de amndoas-doces. Subir lentamente at ao baixo-ventre (segundo o Dr. Bilz).

Fracturas

T

ratamento mdico indispensvel. Ver tambm o captulo sobre o Mmio, p. 167. No 
existe nenhum tratamento que possa reduzir as fracturas sem uma interveno mdica. 
Desde sempre que os especialistas tiveram por dever intervir. Recorria-se a um 
endireita. Durante muito tempo estes endireitas fizeram concorrncia aos 
mdicos. Alguns tinham uma tal dexteridade que os perodos de consolidao eram muito 
curtos. Outros, infelizmente, tinham falta de habilidade, e os pacientes ficavam 
estropiados para o resto da vida. Poucos  endireitas correm o risco (no Ocidente) 
de se dedicarem a tais prticas nos nossos dias. Devemos dizer que, neste campo 
especfico, certos mdicos competem, em virtuosismo, com os antigos praticantes 
tradicionais.

Assinalamos, a ttulo de pequena histria, que na Amrica do Sul, particularmente no 
Peru, os xams reparam os membros partidos envolvendo-os numa serpente que os 
mantm no lugar at  cura total.

Os nossos conselhos limitar-se-o, por conseguinte, a algumas receitas que tm como 
finalidade activar a consolidao e, eventualmente, a cicatrizao.

406

Fracturas

CIMPIOS/7785 *

As cataplasmas quentes de argila podem ser utilizadas depois de se retirar o gesso 
(nos estados inflamatrios aplicam-se cataplasmas frias). A argila tem propriedades 
descongestionantes descritas por inmeros autores.

Receitas fitotelaPuticas

As plantas remineralizantes so particularmente recomencladas-.

C.7valnim?

* 30 g de planta para 1 litro de gua fria. Deixar repousar 6 horas e em seguida 
ferver lentamente durante 30 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos. * Beber 
4 chvenas por dia.

ESP-7dana-de-_qua

* 30 g de raiz seca para 1 litro de gua. Ferver durante 15 minutos e deixar em 
infuso 10 minutos. * Tomar 1 chvena de manh e  noite, durante 20 dias.

Pulmoni-2?

* Ferver durante 20 minutos 30 g de razes em 1 litro de gua. * Tomar 1 chvena 
todas as manhs durante 1 ms.

GeMOtOMPAI

* Obtm-se bons resultados com

a gemoterapia, por meio de preparaes  base de rebentos de abeto (Abes), cssis 
@Rib&s) e sequia. O seu farmacutico poder executar este tipo de preparao.
* Toma-se  razo de 30 a 40

gotas num pouco de gua, 1 vez ao dia.

Outras plantas que podem ser utilizadas:

Urtga, Rbano-sllvestro, Fucus vesiculosus

AlIMOIMOJ0

* Evitar: lcool, acar, caf, pratos pesados e indigestos, charcutaria, queijos 
fortes, carnes gordas, fritos e todos os excessos alimentares.
* Alimentos privilegiados: couve,

aipo, cenouras, rabanetes, agrio, aveia, gros germinados, plen, geleia real.
* O sumo de nabo  tambm um

remineralizante extraordinrio. Prepara-se moendo 3 ou 4 nabos de tamanho mdio numa 
centrifugadora, de modo a obter cerca de  314 de copo. Prefira os nabos novos.

* Tomar essa dose 1 vez ao dia.

407

Fragilidade capilar

Fragilidade capilar

O

comprimento da rede capilar no corpo humano  de 6300 metros. A resistncia das 
vnulas est adaptada  presso sangunea. As perturbaes circulatrias, os dedos 
dormentes e os hematomas frequentes so

as suas consequncias.

Ver eventualmente Hemorridas (p. 423), Sangue (p. 549).

01wffoi

os * H.91namlis - Gardo~bento
- Erva-de-So-10o
- Mil-foffias (AquIlela)
- 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez

ao dia.

01/ Infuso H,gmamlIs @. Cardo-bento @, Erva-oe~so@1oo Mil-f01173S (AqUil01.7) * 1 
ou   2 pitadas de cada planta para   1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e 
deixar em infuso durante 15 minutos. * Tomar 3 chvenas por dia. Tambm:

GIni(-go bIloba
- Em infuso ou tintura-me.

leos CIPrest

2 gotas, 3 vezes ao dia (sob receita mdica).

y817h05*

Banhos do corpo quentes, com

preparaes  base de algas marinhas (prontas a utilizar,  venda nas lojas de 
diettica ou nas farmcias), seguidos de uma loo fresca e de uma frico vigorosa.

SoMIOS de wPor *

2 banhos por semana, seguidos de 1 frico fresca.

J:@@@

66 

- Dos braos e das pernas, alternando com uma afuso fulgurante.

A11117017~O

Evitar: lcool, vinho, cerveja, pratos com molhos, charcutaria, carnes gordas, 
gorduras animais, manteiga cozinhada, enchidos, conservas, anxovas, peixes gordos, 
acar, pastelaria. Ateno ao sal.

408

Frieiras

Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, fruta fresca, couve, chucrute, legumes 
verdes, cereais integrais, po integral, frutos secos, amndoas, nozes, avels, uvas, 
salsa, cereflio, alho, cebola, saladas, espargos, mirtilos, cssis, etc.

jejum

Descongestiona e melhora a flexibilidade dos vasos sanguneos.
1 dia, a fruta, Cura de fruta.

CONSELHOS

-Praticar os exerccios respiratrios e os endurecimentos.

Frieiras

C

ontrariamente ao que habitualmente se pensa, o lcool no protege contra o frio e as 
suas consequncias. S a sua aco analgsica permite suport-lo temporariamente.

As pessoas sujeitas s frieiras podem fazer duas vezes por ano, na Primavera e no 
Outono, as seguintes curas:

0m90i8.9 * Prpols - Levedura de cerveja
- 2 drageias de cada, durante 1 ms.

Preveno das frieiras

O Dr. Chomel preconiza fazer, no Vero, aplicaes de morangos frescos esmagados nas 
partes atingidas no Inverno.

Estas aplicaes fazem-se sob a forma de cataplasmas que se colocam durante 4 ou 5 
noites sucessivas.

409

Frieiras

Quanto s leses, tratam-se da seguinte maneira:

D0C0C00

Decoco de nabo aplicada nas leses. Repetir. [o C~PIOSM85

De figos cozidos em mel, colocados nas feridas, aliviam rapidamente. De cenoura 
ralada, aplicada directamente. Pode-se tambm misturar couve o cenoura com argila, 
para fazer um emplastro.

compresmS        *

* Compressas hmidas e mornas

que se conservam e renovam nos locais lesionados.

Fric~

* Fazer frices frescas (nunca

aquecer um p, uma mo, aproximando-os de uma fonte de calor) at o membro ficar 
quente.
* Ou frices frescas parciais da

parte superior do corpo.

881711OS *

Banhos locais mornos, seguidos de frices frescas. Quando os membros aquecerem, 
podem aplicar-se compressas quentes.

Fazer afuses frescas dos membros, da cabea e do pescoo.

&7difIVOAM0~ *

Andar de ps descalos na Primavera e no Vero.

AlIMO1M300

Evitar: lcool, pratos demasiado quentes ou gelados, alimentos difceis de digerir. 
Alimentos privilegiados: alho, cebola, nozes, avels, amndoas, bananas, alperces, 
aipo, cenouras, azeitonas, agrio, alface, espinafres, endvias, legumes secos, fruta 
fresca, cereais integrais, germe de trigo, levedura de cerveja, tomate, salsa, figos, 
tmaras, anans, mel e os produtos da colmeia, etc.

9JUM

Praticar como medida de preveno. Cura de fruta, indispensvel.
1 dia, a fruta: neste caso especfico, as curas de fruta devem ser feitas na 
Primavera, no fim do Vero e no Outono (especialmente aconselhada a cura de uvas) .

410

Frigidez

Frigidez

r a incapacidade, na mulher, de atingir o orgasmo. A ausncia de desejo, Eos 
problemas afectivos e psicol gicos e as leses funcionais (raras), etc. esto na sua 
origem.

Vigiar: o lcool, a diabetes, a obesidade e as doenas nervosas.

DIw901

os * LL(@JJ GInS&ng-VerMO1170

4 a 6 drageias por dia. Ou:

Eleutrococo
- 4 a 8 drageias por dia. Complementos sinrgicos eventuais:

Prpols, Gel&ia-leal Levedura do cerveja, Fucus vesculosus

Em drageias ou qualquer outra forma de preparao.

16M OSSOMASIS

Gei7CI.9M

2 gotas, 3 vezes ao dia.

RO/7/105 dO OSSOIMO *

* Banhos de assento quentes, seguidos de um banho de assento frio curto. * 3 vezes 
por semana.

LLo=J g:Rnj>os de V.I.Dor *
- 2 vezes por semana.

Duches o ?fuses *

Das coxas, do baixo-ventre e dos braos.

MIMO/MOO

Alimentao sbria, evitar todos os excitantes e euforizantes que tenham efeitos 
contrrios aos pretendidos. Evitar: lcool, vinho, cerveja, tabaco, acar, 
pastelaria. Ateno aos excessos de ch e de caf. Alimentos privilegiados: alho, 
alcachofra, germe de trigo, levedura de cerveja, aipo, amndoas, nozes, avels, leo 
de amendoins, canela, gengibre, aafro, pimenta preta.

JeAUM  *

 recomendado como desintoxicante. Cura de fruta.

411

Furnculos

CONSELHOS

- O relaxarnento e os exerccios respiratrios so indispensveis (ver p. 137). -
Andar de ps descalos, na erva hmida, e praticar o endurecimento so tambm 
exerccios aconselhados (ver p. 132).

Furnculos

O

s furnculos devem-se  infeco dos folculos pilosos por um

estafilococo. Forma-se uma bolsa de pus que amadurece a acaba por rebentar.

Ver Abcessos, p. 188.

Aplica-se em compressas ou em cataplasmas, que se preparam da seguinte maneira: 
Argila verde (meio copo)  qual se acrescenta uma parte da preparaao anterior, de 
modo a obter uma pasta untuosa. Aplicar 2 ou 3 vezes ao dia.

TOM11170-OrV.7-Ursa - orgo-Vulg-7r - S-7ncula-&urop&1-7
10 g de folhas modas para meio litro de gua. Ferver durante 10 minutos e deixar em 
infuso 20 minutos. Aplica-se em compressas ou em cataplasmas, que se preparam da 
seguinte maneira: Argila verde (meio copo)  qual se acrescenta uma parte da 
preparao anterior, de modo a obter uma pasta untuosa, Aplicar 2 ou 3 vezes ao dia.

=@jjr Receitas MotelaPuticas F&no-gr&go ou Malva
10 g de planta para meio litro de gua. Ferver durante 10 minutos. Aplicar em 
compressas, 2 ou 3 vezes ao dia.

L inria

Em pomada para uso externo (utilizada tambm para as hemorridas).

selo-de-s19101no

Utilizar o rizoma seco e reduzido a p: 10 g para meio litro de gua. Ferver durante 
10 minutos e deixar em infuso 20 minutos.

412

G

- Gaguez
-Gangrena
-Gastrites
-Gengivas
-Gota

-Gretas
-Gripe

Gaguez

Gaguez

D

efeito da fala, pode ocorrer a qualquer momento: a meio de uma palavra ou de uma 
conversa. Apesar dos esforos, a palavra fica bloqueada. Na maioria dos casos est 
presente uma respirao ofegante ou irregular.

de loes frescas acompanhadas de frices.

OUCI7OS o &fuses *

Dirias, do rosto e do peito, alternando com os braos e as coxas - afuso rectal.

AI1M0I7M00

Alimentao saudvel, equilibrada, pouca ou nenhuma carne (sempre bem passada), fruta 
fresca, iogurtes, lacticnios, frutos secos, amndoas, nozes, avels, po integral. 
Alimentos privilegiados: cereais integrais, trigo germinado, levedura, uvas, 
cenouras, anans, alho, cebola.

jejum

Recomendado. Fazer tambm curas de frutos frescos.

Lav.7nda - Prm~ra

2 ou 3 drageias de cada por dia.

ou 117filsio * Lavand2?

3 pitadas para 1 chvena de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso 15 
minutos. Tomar 3 ou 4 ch venas por dia (segundo Chomei, Abrg d& IMSt01r0 ~ 
Pla171&S).

10OS OSSOO7CAVIS Lav.7nda

1 ou 2 gotas, 2 vezes ao dia. @@3     RRIMIOS dO OSSOMO

Quentes, 1 vez por semana. Banhos de assento com frices,
2 vezes por semana. @w      RI/7/105 dO V8POr

2 vezes por semana, seguidos

414

Gangrena

Gangrena

T

rata-se de uma mortificao local de uma parte do corpo que se torna

insensvel. As origens podem ser diversas: queimaduras, traumatismos, feridas, etc.

Vigilncia mdica indispensvel.

DIw90i

w.9 * Cava11n17a - Urtga - ZImbro
- Salsaparr1117.7

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU Cavaln17.7 + Urtiga + Zimbro + S,71saparr11178

1 ou 2 pitadas de cada planta para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar 
em infuso durante 15 minutos. Tomar 3 chvenas por dia.

/WS OMOMMIS

Cravo-de-cabecnha

2 gotas, 3 vezes ao dia. Tambm os leos essencias de oucalipto e de tomilho.

@=L-U COMPrOSSOS *

Aplicaes externas: em decoco e em compressas de:

casca de CarVI?1h0 Arstolqu8

Aplicaes de cataplasmas:

Co~ - Argla

B017hOS dO V0POr

Locais, se forem suportveis. ffl .411/no~00 *

De preferncia, vegetariana. Evitar: todos os excitantes, lcool, vinho, cerveja, 
especiarias, carnes gordas, charcutaria, gorduras animais, manteiga cozinhada, 
fritos, chocolate, ch, caf, enchidos, crustceos, moluscos, caa, etc. Alimentos 
privilegiados: frutos frescos, legumes cozidos em gua, cereais integrais, levedura 
de cerveja, germe de trigo, etc. Ai      jejum    *

Indispensvel, 1 ou 2 dias por semana.
- 1 dia de fruta.

415

Gastrites 1 Gengivas

CON$ELHOS DO UR RILZ

-Uma higiene corporal perfeita. -Compressas de cavalinha ou, alternativamente, 
compressas de

gua morna frequentemente renovadas.

Gastrites

v

er Inchaos (p. 443), Digesto difcil, Flatulncias (p. 403), lceras (p. 592), etc.

Gengivas

v    r tambm Aftas (p. 198), Boca (p. 261), Dentes (p. 356).

3

Receitas f1 fitolefaPuticas

cai-V.71170

As folhas de carvalho em infuso em vinho tinto com mel, aplicadas sob a forma de 
gargarejos,

eram antigamente utilizadas com eficcia em casos de relaxamento das gengivas 
(piorreia).

M.?rm&lelro-coinum

Utilizar sob a forma de gargarejos os frutos cortados em fatias e macerados em vinho.

SANGRAMENTO DAS GENGIVAS

Recoltos lf fitoterpdutlcas

Agrio
O agrio fortalece as gengivas enfraquecidas e sanguinolentas.

* Tintura-me: 80 g em meio litro

de lcool a 700. Deixar macerar durante 3 semanas.

* Utilizar com gua destilada: lavar a boca vrias vezes ao dia.

416

Gengivas

Cardo morto (utiliza se tambm a Erva-de-so-liago)
* Decoco recomendada para

dores diversas (tambm para as perturbaes da menstruao).
* Infuso de 20 g de plantas em 1

litro de gua fria. Ferver e apagar o lume. Deixar em infuso durante 20 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.

Pimentoira-da~&mrica
* A goma resinosa  a substncia

que se obtm depois de se entalhar a casca de uma rvore (como a btula, o choupo, 
etc.), quando sobe a seiva.
* Aplicar massajando as gengivas

durante alguns minutos, 1 vez ao dia.

T&rOffi71ina

* A resina, utilizada como goma

para mastigar, fortalece as gengivas.

GENGIVITES

Receitas fitote~UtICOS

Arnca~d,g-rnontanha

* Tintura-me: 80 g de flores em

llitro de lcool a 700. Deixar macerar durante 15 dias. Filtrar.
* Deitar 2 colheradas num copo

de gua morna e lavar a boca durante 15 minutos todos os dias.
* Utilizar a tintura no diluda para

os locais inflamados.

Malva
* Infuso de 10 g de folhas em 1

litro de gua fria. Ferver durante
3 minutos e deixar em infuso
10 minutos.
* Lavar a boca com esta mistura

morna.

Mirtlo
* 20 g de bagas secas em meio

litro de gua fria. Ferver durante
10 minutos.

* Lavar a boca com este lquido

quente.

Silva & Framboeselro
* A infuso das folhas  utilizada

como colutrio (anti-sptico que age na faringe) + consumo de amoras de estao.
* Infuso de 30 a 40 g por litro de

gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.
* Pode ser utilizado por via oral,

mas tambm na gua de lavagem dos dentes.

Tormontffia
* 20 g de raiz para 1 litro de gua.

Ferver 5 minutos e deixar em infuso 10 minutos.
* Para lavagem da boca, depois

de escovar os dentes.

417

Gota

Gota

C

s candidatos  gota tm, muito antes do aparecimento dos primeiros ) sintomas 
desagradveis e precursores desta doena, hemorridas, perturbaes do sono, 
palpitaes, mau humor, perturbaes digestivas, opresso, etc.

A gota manifesta-se sob a forma de uma dor violenta no dedo grande do p que fica 
inchado e vermelho. A urina fica escura e surgem ento diversos sintomas: 
transpirao, sede intensa, febre, pulso rpido. Estas crises podem durar entre 4 e 9 
dias e ser mais frequentes no fim do Inverno.

A gota afecta sobretudo as pessoas que comem muito.

O/090/OS * Stonic.7 - Enos - Zimbro
- Cal-Val171n17a - Ral7h8-dos-prados
1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU 11MUSJ0 Betonica + Engos + Zimbro * Carva1171n17.7 + Ranha-dos-pr.7dos
2 ou  3 pitadas de cada planta para  1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e 
deixar em infuso 15 minutos. Tomar 3 chvenas por dia.

lws OSSO/7CI.TIS Sassafrs

* 1 gota, 3 vezes por dia.

N.8550g0177

* Massagem das partes gotosas

418

com leo de erva-d"o-joo (receita do Dr. Chomel): Para meio litro de azeite, deitar
30 g de erva-d"o-joo e 20 cabeas de cornornilo. Deixar macerar 8 dias ao sol e 
filtrar. Para acelerar esta preparao, aquecer em banho-maria durante 20 minutos e 
acrescentar um quarto de lcool canforado.

SOMIOS dO OSSOIMO *

Quentes com flores de feno ou palha de aveia, 3 vezes por semana. Banhos 
completos quentes com infus o de palha de aveia, 3 vezes por semana.

OUC/105 e afuses *

Loes totais frias (fulgurantes),

Gretas

3 vezes por semana, de manh ao acordar.
* Ou afuso dos joelhos, 3 vezes

por semana e semicpio frio, curto (30 segundos).
* Afuso rectal.

AlIme17M0o

A alimentao tem um papel determinante em todas as afec~ es gotosas. No existe 
soluo durvel sem um regime ali~ mentar severo. Evitar: todos os lcoois, vinho, 
cerveja, bebidas espirituosas, digestivos, aperitivos, carnes gordas, enchidos, caa, 
charcutaria, salmoura, fritos, ovos, crustceos, queijos fortes, maionese, moluscos, 
manteiga, chocolate, ch, caf, acar, pastelarias, etc. Usar pouco sal. Afirrientos 
privilegiados: a alimentao vegetariana  de longe superior a todos os regimes (no 
existe gota nas pes~ soas que praticam o regime vegetariano h muito tempo), alho, 
cebola, couve, couve roxa, alho-porro, saladas verdes, frutos frescos, mas, peras, 
anans, limo, laranjas, toranjas, morangos, cssis, mirtilos, salsa, cereais 
integrais, etc.

jejum

Indispensvel, 1 dia por semana. Beber muita gua. Cura de fruta.

D~MOIMO KM1,pp ~0 gOt

* Envolver as partes inchadas com compressas de infuso de fiores e feno
* Repetir de 2 em 2 ou de 3 em 3 horas.

Gretas

v    r Frieiras (p. 409).

419

Gripe

Gripe

N

-as essoas idosas esta afeco pode ter um carcter grave. Os sintomas ca'racterizam-
se por arrepios, dificuldades respiratrias, cabea pesada, vertigens, febre, pieira, 
etc.

Ver Bronquites (p. 264), Febre (p. 395), Rouquido (p. 544) e eventualmente Priso de 
ventre (p. 522).

D/0901

s * Verbasco-br,9nco
- TUSSIl.Igem - Afarrolo
- Ervzi-ursa - Ver171ci

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU Wffi.7sco-br.inco

Tussilagem * arrolo Erva-urs,9 , VernIc.7

1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em 
infuso um quarto de hora. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.
2

leos essencimis @1] Pnho

3 gotas, 3 vezes ao dia. Em vaporizao: os leos essencais de:

Hssopo ~ Euc.711pto
- Lavanda

CONSELHOS

Para os conselhos gerais, ver Bronquites, p. 264: -Banhos dos braos e dos ps. -
Banhos de vapor.
- Tratamentos Knepp.
- Alimentao.
- Jejum.

420

H

. Hlito (mau)
- Hernofilia - Hemorragia
- Hemorridas
- Hepatismo
- Herpes - Zona
- Hidropisia
- Hipertenso
- Hipocondria
- Hipotenso
- Histeria

Hlito (mau) 1 Hemofilia - Hemorragia

Hlito (mau)

D

evem tratar-se as causas: o tabagismo, o abuso do lcool, as doenas biliares, as 
afeces do estmago, da boca, as doenas digestivas, da dentio, etc.

infuso * Alcauz ou Anis - Coei7tros

Infuso  razo de 3 ou 4 pitadas de planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 3 
ou 4 minutos e deixar em infuso 10 minutos.

Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

1005 855817C10.1q * Hortel-pirnonta Canel.7 ou ErV.?-C1dre1@-a

1 gota, 2 ou 4 vezes ao dia.

Hemofilia - Hemorragia

igilncia mdica para as hemorragias acidentais. Transporte imediato do doente para o 
hospital mais prximo.

Dw61

595 * 1:5111 Aqu1101a (MI-foffias)
- T.717C17.7~ - TOrMO17t1117a
- Bolsa-d&-pastor - Urtiga

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou IMUS90 * AquIlek? + T-717c17.79em -k Torment1117.7 + BOIM-de-Pastor + Urtiga

* 1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar 
em infuso durante 15 minutos. * Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

422

Hemorridas

Hemorridas

A

s bemorridas podem ocorrer devido a uma predisposio hereditria, mas tambm 
doentia, de origem alimentar. Os homens so mais sujeitos a esta doena do que as 
mulheres. Caracterizam-se por um inchao do baixo-ventre, inapetncia, priso de 
ventre, comicho.

Do origem a uma inflamao das mucosas rectais, com dor durante a evacuao.

Ver Fragilidade capilar (p. 408), Sangue (p. 549), eventualmente Priso de ventre (p. 
522).

D12901

as * Verbasco-b1.7nco - Bolsa-de -Pastor - Mrtlo - A quleia (MIl-foffias) - 
hamamlis
1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Vorbasco-branco + Bolsa-de-pastor + Mrtlo + Aqulea + Harnamls * 1 pitada de 
cada planta para 1 litro de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso 
durante 15 minutos. * Tomar 3 chvenas por dia.

180.9 essenciais ZIMbro

2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

c

Apresentamos vrias aplicaes locais que deram resultados muito teis ao longo dos 
sculos:

Figos esmagados, misturados com mel (segundo o Dr. Chomel). Cebola migada fina 
misturada com manteiga fresca. Marroio misturado com mel. Verbasco-branco + Alteia em 
decoco em leite fresco.

RV/71;05 *

Banhos de assento quentes, todos os dias. N.B.: os banhos de assento quentes, durante 
as crises, acalmam as dores. Logo que surjam melhoras, os banhos de assento devem ser 
tomados mornos e depois frios.

~8178 * dIUMUS

A arlisto16quia em infuso e lavagem cura as hemorridas internas (segundo o Dr. 
Chomel):
3 ou 4 pitadas de planta para

423

Hemorridas

meio litro de gua. Ferver durante 3 ou 4 minutos e deixar em infuso durante 10 
minutos.
* Fazer a lavagem com uma pra

e conservar durante cerca de 20 minutos.
* Camomila em infuso e em lavagem (preparao idntica  anterior).

8017hOS fO V"r *

* Banhos de vapor de assento

durante 5 minutos, 2 vezes por semana.
* Banhos de vapor dos ps,

 noite, 2 vezes por semana.

OI/CI1OS e afilses

* Das coxas, 2 vezes por semana.
* Afuso rectal.

ffl   CIMUIO0 dO NOPtUM

Dia sim dia no.

Recolffis

AqiMek? - Mil-foffias

Banho de assento: fazer uma infuso com 50 g de flores em 1 litro de gua a ferver. 
Deixar em infuso 1 hora, filtrar e acrescentar  gua do banho.

8011h79e/19
*Receita popular italiana. Fazer

uma pomada com sumo de beringela cozida em azeite,  qual se acrescenta cera virgem e 
sulfato de cobre. Esta mistura aplica-se nas partes doentes.

GaMOMIla-p-9~17a
*Em banhos de vapor de assento:

20 g de flores em gua a ferver. Durao do banho: 15 minutos.

H29m.imlIs
*Infuso de 20 g de casca (eventualmente tambm de folhas) em
1 litro de gua fria. Ferver durante 5 minutos e deixar em infuso durante 10 
minutos.
*Tomar 2 chvenas por dia.
*Pode utilizar-se esta infuso sob

a forma de compressa. Neste caso deve utilizar-se o dobro das plantas.
*A hamamlis era conhecida das

civilizaes pr-colombianas.
O extracto das folhas e da casca  vasoconstritor e adstringente.


Marmelelro-comum
*Utilizam-se os caroos do marmelo (fruto do marmeleiro-comum) e a casca, fervidos em 
leite. Coloca-se esta mistura em pequenos sacos de pano e aplicam-se (quentes) sobre 
as hemorridas. Renovam-se estas cataplasmas de meia em meia hora.
* Tambm todas as plantas

adstringentes.

424

Hepatismo

* Infuso de 20 g de planta em 1

litro de gua fria. Ferver e deixar em infuso durante 20 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia.

Potnti117a ansorina
* Infuso de 20 g de planta em 1

litro de gua fria. Ferver e deixar em infuso durante meia hora.
* Fazer compressas.

Alimentao

Deve ser muito sbria e ligeira. Evitar: especiarias, gorduras animais, fritos, 
carnes gordas, manteiga cozinhada, peixes gordos, sardinhas, carapaus, caa, carnes 
envelhecidas, lcool, vinho, cerveja, charcutaria, enchidos, queijos fortes, 
crustceos, ch, caf, chocolate, acar e doces. Consumir pouco sal.
- Alimentos privilegiados: fruta

fresca, mirtilos, cssis, pssegos, alperces, uvas, toranjas, anans, legumes verdes, 
cereais integrais, po integral, levedura de cerveja, amndoas, nozes, avels.

jejum

* Aconselhado para descongestionar. * 1 dia, a fruta.

CONSELHOS

-Vida regular, sem excitaes. -Exerccios fsicos.
- Praticar o endurecimento e andar de ps descalos (ver p. 132).

Hepatsmo

v  e

r Clculos biliares (p. 274), Clicas hepticas (p. 329), Priso de ventre (p. 522), 
Diarreias (p. 366), Fgado (p. 399), etc.

425

Herpes - Zona

Herpes - Zona

A

feces cutneas nas quais se formam pequenas bolhas. Podem ser

precedidas de febre. Encontram-se principalmente no baixo-ventre, nas partes 
genitais, no rosto, etc.

Ver tambm Impigens (p. 438) e Eczema (p. 372).

DIw901

os *

Esc.7b10sa - Laba.7 - Doce-am-9rYa - Amor-perf&to
2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infuso

Escabiosa + I-abaa + Doce-amarga + Amor-Perffito
1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 
15 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia. Em aplicao externa:

leo de Erva-de~so-joo
* Meio litro de azeite (ou leo de

amndoas-doces) + 30 g de erva-d"o-joo + 20 cabeas de carnomila. Expor durante 8 
dias ao sol e filtrar. Para acelerar a preparao, aquecer a mistura em banho-maria 
durante 20 minutos.
* Aplicar sobre as leses.

PesseguerO
* As folhas, piladas e esmagadas,

utilizam-se sob a forma de cataplasmas (tambm para casos de lceras).

50/7/105 * 47u017t05

Seguidos de um duche morno,
2 vezes por semana.

B017h05 dO 35501M0

Banhos de assento mornos, seguidos de um banho de assento frio curto. Todos os dias.

RanAios de va~ *

3 banhos de vapor por semana.

Das coxas e dos braos, 3 vezes por semana. Afuso rectal.

CIntuffio de Noptulio*

AI/MO/MOOO Deve ser sbria e ligeira.

426

Hidropisia

Evitar: todos os abusos, lcool, vinho, cerveja, chocolate, caf, ch, gorduras 
animais, fritos, manteiga cozinhada, conservas, enchidos, maionese. Vigiar o sal e o 
acar, etc. Alimentos privilegiados: alimentao vegetariana, de preferncia, 
sobretudo nos casos difceis. Fruta fresca, legumes verdes, saladas, couve, espargos, 
agrio,

levedura de cerveja, anans, toranja, cereais integrais, nozes, avels, figos, uvas, 
alperces, etc.

jejum   *

1 dia por semana.
1 dia, a fruta. Cura de fruta.

Hidropisia

A

cumulao de lquidos nos tecidos e nas cavidades do corpo. Diversas doenas podem 
dar origem a esta afeco: doenas do corao, dos pulmes, do fgado, dos rins, do 
bao e a gota.

Os poros da cara ficam inchados, os tecidos distendidos e as pernas incham.

Esta doena, acentuada pelos excessos de comida e de bebida. Devem tratar-se as 
causas principais.

Ver tambm Edema (p. 373).

O~01

495* sabuguero - vernIca
- Cardo bento - Zimbro
- Salsaparrl17.7
1 ou  2 drageias, 1 vez ao dia.

ou 117fuso * GeSla

Infuso de 10 g de flores em 1 litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 20 
minutos. Tomar 2 chvenas por dia.

* A giesta  tambm cardiotnica

e diurtica (utilizar, contudo, em doses fracas).

Resta boi espinhosa * Infuso de 20 g de raiz em 1 litro de gua a ferver. Deixar em 
infuso durante 20 minutos. * Tomar 3 chvenas por dia.

Sabuguero + Vernca + Cardo bento + Zimbro + Salsaparrl17.7 * 1 pitada de cada 
para 1 litro de

427

Hidropisia

gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso 15 minutos.
- Tomar 3 ou 4 chvenas por dia. Ou:

salsa
* Infuso de 15 g de sementes ou

de raizes em 1 litro de gua fria. Ferver e deixar em infuso durante 15 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia.

10OS O.95017C1,015

ZIMbro

2 gotas, 2 vezes ao dia.

80/7/705 *

Banhos de ps (at ao meio da barriga da perna) com uma decoco de:

Zimbro @. Gist.7

3 pitadas de cada planta para meio litro de gua. Manter em lume brando durante 20 
minutos. Acrescentar  gua do banho de ps. Depois do banho, passar por gua fresca 
e friccionar. Durao do banho: 10 minutos,
3 vezes por semana, de preferncia  noite.

RRIffiOS dO OSSOfitO *

Banhos de assento mornos de
15 a 20 minutos, 2 vezes ao dia,

seguidos de afuses frescas e de frices.

8V27g0175

Lavagens todas as manhs com gua morna ou com uma infuso de camomila: 3 ou 4 
pitadas de planta (cerca de 10 cabeas) para meio litro de gua. Ferver durante 1 
minutos e deixar em infuso durante 15 minutos. Fazer a lavagem com uma pra e 
conservar durante cerca de 20 minutos.

RO17h05 dO VO~1- *

- (Se forem suportveis), curtos,

seguidos de uma frico fresca.

@@n C117tUI*O OFO NeptUI7O

Dia sim dia no. H@     Alimentao

No deve de modo nenhum ser excitante. Evitar: lcool, vinho, cerveja, legumes 
feculentos, charcutaria, pratos com molhos e, de uma maneira geral, uma alimentao 
rica, fritos, manteiga cozinhada, acar, pastelaria. Ateno ao sal, etc.


428

Hidropisia

Alimentos privilegiados: fruta e legumes frescos, frutos secos, cebola, nozes, 
avels, limo, toranja, agrio, rbano silvestre,   . 1 dia por semana, se possvel. 
cereais integrais, po integral,     - 1 dia, a fruta. papas de aveia, etc.          
       - Cura de fruta fresca (uvas,

alperces, pssegos, etc.).

O PADRE KNEIPP RECOMENDA

- Semicpios frios, curtos (30 segundos a 1 minuto), 4 vezes por

semana.
- Banhos de vapor, de assento, 3 vezes por semana, com uma

decoco de flores de feno. E tambm:
- Infuses de cavalinha + zimbro, alternando com infuses de

absinto + alos.
- 1 de cada, 1 vez por dia.

AILGUMAS RECEIMS 7EIS

- Vinho de qlesta: ramos de giesta reduzidos a cinza (ou ento

flores de giesta), misturados com vinho branco. Deixar repousar durante 1 ou 2 dias. 
-Tomar 3 colheradas, de manh e  noite (Dodone).
- Bagas de zlrnbro esmagadas e misturadas com vinho tinto (20

a 30 por litro). -Tomar 3 colheradas, de manh e  noite (Mathiole).
- Vinho d alecrim: um punhado de alecrim pilado fino e misturado

com vinho branco. Deixar repousar 12 horas. -Tomar 3 colheradas, de manh e  noite 
(Kneipp).

CONSELHOS

Exerccios Fsicos (ver p. 133). Endurecimento e andar de ps descalos (ver p. 132). 
Exerccios respiratrios (ver p. 137). Banhos de ar livre e de sol (ver p. 151).

429

Hipertenso

Hipertenso

A

eno s perturbaes persistentes, tais como dores de cabea, zum- `bidos nos 
ouvidos, vertigens, insnia, fadiga, perturbaes da viso, etc. Controlar 
frequentemente a tenso arterial. Vigiar a exausto fsica e intelectual, evitar os 
rudos, as contrariedades e a excitao.

Ver tambm Priso de ventre (p. 522), Colesterof (p. 321).

DIw901

40.9 * Espinheiio-alvar - Erva-benta - Bolsa-de-pastor Oliveira (folhas) - Salva
1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Espin17ero-alv,ar + Erva-benta + Bolsa-de-pastor Oliveira (f0117OS) + Salva
1 ou   2 pitadas de cada planta para   1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e 
deixar repousar durante 15 minutos. Tomar 3 chvenas por dia.

~

2 gotas, 2 vezes ao dia (sob receita mdica).

8817hOS dOS ~

Com uma infuso de:

Cornomil,9 + Espinheiro-alvar + Salva

2 pitadas de cada planta para meio litro de gua. Aquecer em

lume brando durante 20 minutos. Acrescentar 4 ou 5 litros de gua.
* Este banho dos ps dura entre

10 ou 15 minutos. Em seguida passar os ps por gua fria.
* 3 vezes por semana.

RVIMIOS CtO OSSOIMO

* Banhos de assento frios ou com

frices, 3 vezes por semana.

1,0~017.9 *

* Com uma infuso de alho: 5 ou

6 dentes de alho migado fino para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso 
durante 15 minutos.
* Fazer esta lavagem, dia sim dia

no.


DUC/MS O.ofus~

* Dos braos e da cabea, alternando com as coxas.
* Afuso rectal.

430

Hipocondria

AlimelMao

O factor alimentar tem um papel preponderante na tenso arterial. O regime alimentar 
deve ser feito sob vigil ricia mdica. Evitar: todos os excitantes, ch, caf, 
chocolate, tabaco, lcool, vinho, cerveja, gorduras animais, manteiga cozinhada, 
fritos, charcutaria, caa, carnes gordas, mostarda, maionese. Pouco sal e pouco po. 
Alimentos privilegiados: comer alho a todas as refeies (sobretudo cru) e, caso seja 
insuportvel, consumi-lo em drageias; legumes e frutos frescos, limo, leo de milho 
e de girassol, cereais integrais, arroz, aveia, cebola, tomate, beterraba, aipo, 
dente-de-leo, cenoura, peras, mas, couve, etc.

jejum

E indispensvel. Produz bem-estar e favorece a eliminao.
1 dia por semana. Cura de fruta.

CONSELHOS

N.B.: deve praticar-se um regime severo at surgir uma melhoria

substancial.
- Vigiar continuamente a tenso arterial.
- Exerccios fisicos moderados.
- Importante: praticar o relaxamento (ver p. 137), estar calmo

e descontrado. Evitar todas as contrariedades.

Hipocondria

O

doente observa--se e interpreta os sintomas. Anda silencioso, triste, gostada 
solido... anda atormentado pela angstia, por inquietaes irrazoveis e sofre de 
dores, de calores e de suores frios.

Para o tratamento, ver: Depresso nervosa (p. 357), Neurastenia (p. 477) e 
eventualmente Priso de ve;itre (p. 522).

431

Hipotenso

MUITO ACONSELHADO PELO PADRE KNEW

Banhos de assento frios ou com frices, todos os dias, bem como loes e frices 
totais, frescas e dirias.

CONSELHOS

-Exerccios fsicos (ver p. 133).
- Endurecimento, andar de ps descalos na gua (ver p. 132). -Exerccios 
respiratrios (ver p. 13 7).

Hipotenso

V

er tambm Fadiga, p. 392. A hipotenso pode provocar mal-estar, vertigens, sncopes. 
 necessrio fazer um exame mdico para determinar a sua origem.

0m961 15 *

Alecrim - Zmbro - Monta

2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

Golola rm71 - Eleuterococo

Alternando com 4 a 6 drageias por dia, durante 1 ms.

ou /IMUSSO *

Alecrrn + Zimbro + Monta

1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em 
infuso durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia, entre as refeies.

08/7/105 d05 PS Alocrim + Lavanda

2 ou 3 pitadas de cada planta para meio litro de gua. Aquecer durante 20 minutos e 
acrescentar 4 ou 5 litros de gua. Durao do banho: 10 a 15 minutos. Em seguida 
passar os ps por gua fria e friccionar.

432

Histeria

8617h05 dO 85501M0*

Banhos de assento frios ou com frices, dia sim dia no.

B817h05 dO V0POr *

- Curtos (sobretudo em caso de

fadiga), 2 vezes por semana.

Das coxas e dos braos, alternando com uma afuso fulgurante, dia sim dia no.

Aliment.9p10

Evitar: todos os excitantes, ch, caf, tabaco, lcool, vinho, cerveja. Alimentos 
privilegiados: cereais integrais, germe de trigo, arroz integral, nozes, avels, 
espinafres, beterraba, couves, salsa, cereflio, alho, cebola, laranjas, alperces, 
tmaras, peras, mas, ameixas.

jejum

1 dia de jejum, quando. Cura de fruta.

de vez em

CONSELHOS

- Endurecimento, andar de ps descalos (ver p. 132).
- Exerccios respiratrios (ver p. 137).

Histeria

O

presso, mal-estar, espasmos no estmago, vmitos, arrotos cidos, boca amarga, gases 
intestinais, dores violentas nos intestinos, pele seca, excesso de saliva, choros, 
tristeza, emoo exagerada, gemidos, soluos sem causa aparente, risos sbitos, 
sensibilidade excessiva ao sabor dos alimentos: so estas as manifestaes mais 
comuns.

Ver tambm Nervosismo, p. 474 e, eventualmente, Priso de ventre, p. 522.

433

Histeria

Z

DIOgoi

4,5 * Alos (socotrin.9) - Erva-
1 -cdrora - Erw-do-so-joo

- V.71era17.7

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

Eleuterococo
4 a 6 drageias por dia, em curas de 1 ms.

ou 1/7fi/so * Alos + Erva-cIdroira + POMPOdo #. Erva~de-so-joo .,% Valeriana

1 pitada de cada planta para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em 
infuso durante 15 minutos. Tomar 2 ou 3 chvenas ao dia.

Ranj>OS de OSS017to*

Banhos de assento frios ou com frices, dia sim dia no.

RI/7/105 OO V0POr2 vezes por semana, seguidos de uma loo fresca e de uma frico.

Dos braos e das coxas, alternadamente, com uma afuso fulgurante. Afuso rectal.

CI1MU190 de Noptu170

AI1M01m300

Evitar: todas as sobrecargas alimentares, lcool, caf, ch, tabaco, acar, carnes 
gordas, gorduras animais, fritos, caa, charcutaria, etc. Alimentos privilegiados: 
levedura de cerveja, cereais, fruta fresca, nozes, amndoas, alperces, espargos, 
alface, erva benta, dente-de-leo, o germe de trigo, produtos da colmeia, feijes, 
frutos secos, legumes secos, etc.

jejum

Aconselhado.
1 dia por semana. Cura de fruta.

CONSELHOS

-Andar de ps descalos sobre pedras molhadas ou sobre a erva

hmida, vrias. vezes ao dia, vigiando constantemente o aquecimento dos ps. -Loo 
diria do corpo com gua misturada com vinagre (recomendada por Kneipp).
- Andar dentro de gua.

434

1

- Ictercia
- Impetigo
- Impigens
- Impotncia
- Inchao (do ventre) - Acrofagia
- Incontinncia urinria

- Insectos

- Insnia
- Insnia (sono dificil)

Ictercia

Iletercia

A

ictercia manifesta-se pelos sintomas seguintes: enfartamento, opresso, rnal-estar, 
vmitos, perturbaes digestivas, sede, obstrues e

perda de apetite. Depois de alguns dias, a pele e a parte branca dos olhos ficam 
amarelas e observa-se tambm um escurecimento da urina, etc.

Ologoi

os * cr,19VO-de-defunto Alquequ0i7g& - C,?rdoro1.7i7do - Resla boi (r.?iz)
- Erva-fnolelrnl?3

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

01/ Infuso Cr.ivo-de-defunto
- Alqueque17j  Cardo-ro-
1.7120,O - Rest.9-bo, (raIZ) -I. &V,?-Moleirj;717,1

1 pitada de cada planta para 1 litro de gua. Ferver durante    2 minutos e deixar em 
infus o durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia. Ou:

LIMrIa Infuso de 10 9 de planta em 1 litro de gua a ferver, Deixar em infuso 
durante 15 minutos. Tomar 3 chvenas por dia. Utilizar tambm em caso de priso de 
ventre, angiocolite e perturbaes das vias urinrias.

Ver17ica

Foi muito utilizada no passado para tratar a ictercia e a gravela. Tambm se pensou 
que podia

tratar a tuberculose. Durante muito tempo foi considerada como uma panaceia. Agora 
deixou de estar na moda. Utiliza-se todavia para as digestes difceis, as enxaquecas 
e as febres.
20 g de flores secas para 1 litro de gua. Tomar 3 chvenas por dia, entre as 
refeies.

COM~SSOS  *

Compressas quentes sobre a re-
0o do fgado e envolvimentos quentes. Molhar um pano em gua quente e aplic-lo 
protegendo-o com um cnturo em flanela. Repetir eventualmente de 3 em
3 horas,

wn/708 *

Semicpios frios curtos (de 15 segundos a 1 minuto), 2 vezes por semana.

Lavagem

Com uma infuso de camomila:
10 cabeas de camomila para

436

Ictercia

meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 10 minutos. Fazer a lavagem 
morna com uma
11 pra de lavagem, de manh em jejum. Conservar durante cerca de 20 minutos.

g317hos

Com alecrim + verbena, em infuso:
2 ou 3 pitadas de cada planta para meio litro de gua. Ferver e acrescentar 4 ou 5 
litros de gua quente. Passar os ps por gua morna. Durao do banho: 10 a 15 mi~ 
nutos,  noite, 3 vezes por semana.

RMI#Os de assento

Banhas de assento mornos: todos os dias, durante 20 minutos, com massagem suave do 
ventre e do baixo-ventre, tendo mergulhado previamente as mos em gua fria.

RRIMios de vapor *

Banhos de vapor, seguidos de uma frico morna, 3 vezes por semana,

OUCI1OS o Ofus~ *

Das coxas, 2 vezes por semana. Superior, 2 vezes por semana. Fulgurante, 1 vez por 
semana. Rectal.

Alimenmo *

* A alimentao deve ser magra e

fcil de digerir,
* Suprimir: lcool, vinho, cerveja,

especiarias, pastelaria, fritos, gorduras animais, manteiga cozinhada, ch, caf, 
chocolate, maionese, enchidos e, de uma maneira geral, todos os alimentos pesados e 
indigestos.
* Alimentos privilegiados: alcachofra, caldos de legumes, sumos de fruta, limo, 
laranjas. Quando surgirem melhoras, comear a comer progressivamente fruta, legumes 
cozidos em gua, cereais integrais, papas de aveia, ameixas, germe de trigo, levedura 
de cerveja, etc.

jejum

 necessrio.
1 dia por semana,
1 dia, a fruta.

CONSELHOS

Quando surgirem melhoras: -Endurecimentos (p. 132).

437

Impetigo / Impigens

Impetigo

v

r Impigens (p. 438), Eczerna (p. 372), Pele (p. 504).

Impigens

r  uma inflamao da pele que surge em vrios stios. As impigens Efurfurceas ou a 
pitirase surgem especialmente no pescoo, no peito, nas costas, nos braos e nas 
mos e formam pequenos pontos amarelos ou castanhos. Mais tarde surgem grandes 
manchas amarelas, semelhantes ao farelo (do qual lhe vem o nome, furfur).

- Impigem com prurido (lquen): pequenos ndulos duros que provocam uma comicho 
violenta.
- Impgem purulenta: forma pequenas bolhas que deitam pus.
- Impigem corrosiva (lpus): ndulos que se espalham progressivamente, ficando o 
centro com o aspecto de uma cicatriz. Ataca o rosto.
- Impigem seca, impigem escamosa: to frequente corno o eczema.

Forma escamas plidas que depois se tornam avermelhadas, sanguinolentas. Afecta as 
articulaes do pescoo, dos joelhos e atinge menos frequentemente as outras partes 
do corpo. Ver tambm Eczerna (p. 372), Erisipela (p. 383), Herpes (p. 426) e

Alergias (p. 207).

~01

405 * L.7b.7.7 - nula-campan,9 Escablosa - Erva-molerlnha
- Lpulo

1 ou 2 drageias por dia, alternadamente, semana sim semana no, com:

Fucus vesIculosus - Prpols
2 ou 3 drageias de cada, na semana seguinte. Recomear.

438

Impigens

OU 117fUSO *
1.7baa  17Ula-campana + Escabosa + Erva-1n0101r11717.9 + LpUlO
1 pitada de cada planta para 1 litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 15 
minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia,

RO/7/705 *

Semicpio frio ou fresco, curto, seguido de uma ligeira frico.
2 vezes por semana.

MO17hos de 85501M0

Banhos de assento frios, ou Banhos de assento com frices.
3 vezes por semana.

So17hos de vapor*

Banhos de vapor na cama ou em posio sentada, 2 vezes por semana, seguidos de uma 
ligeira frico.

A fuso *

Afuso diria das coxas e dos braos, alternando com uma afuso superior.

UM

401110t0.1

Ma1110t31,,: prepara-se como uma camisa de flores de feno

humedecida com gua morna, que se conserva at evaporar a gua (caso seja suportvel 
e sem causar mal-estar).
3 vezes por semana.

AlIMOIMIo

* Quanto mais antiga for esta

afeco, mais vigiada dever ser a alimentao.
* Evitar: lcool, vinhos, cerveja,

tabaco, acar, pastelaria, po branco, ovos, queijos fortes, carnes gordas, 
charcutaria, caa, salmoura, enchidos, maionese, Limitar o consumo de sal.
* Alimentos prilvillegiados: agrio (macerado em iogurte, tomado

de manh em jejum: receita do Dr. Chornel), levedura de cerveja, frutos frescos, 
anans, laranjas, toranjas, cenouras, couves, legumes verdes, alface, dente-de-leo, 
cereais integrais, aveia, salsa, cereflio, cebola, morangos, etc.

jejum

* til e indispensvel. * 1 dia por semana ou mais d excelentes resultados. Tambm 
se recomenda: * 1 dia, a fruta. * Cura de fruta.

439

Impigens

ALGUMAS RECEIrAS rEIS

Aconselhadas por Chornei, Tragus e Paulli.
* Aplicao externa:

Ilabaa + MI.7 campana
- 3 ou 4 pitadas de cada planta para meio litro de gua, em

decoco. Aquecer sem ferver (30 minutos), acrescentar 10 g de flores de enxofre e 
deixar macerar durante 1 hora. -Aplicar 2 ou 3 vezes por dia.
* Escabilosa macerada em alcool canforado:

- Para um frasco de 100 ci utilizar 15 g de planta. Deixar macerar

durante 2 dias. Aplicao idntica  anterior.
* Erva-d"o-Joo + buxo macerados em lcool:

-Para 100 ci de lcool macerar 15 g de cada planta durante 1

semana. Filtrar e aplicar.
* Sobre o lpus o Prof. Bilz preconizava aplicaes de cataplasmas

de argila misturada com uma decoco de cavalinha.
- Repetir 2 ou 3 vezes ao dia.

CONSELHOS

- Higiene minuciosa da pele com sabonete suave (sabonete preto). -Ver tambm Banhos 
de ar livre e de sol, p. 15 1.
- Ateno, mude a roupa interior todos os dias, evite roupas em

fibras sintticas, prefira as roupas em fibras naturais (algodo, l, seda, etc.)

Impotncia

Impotncia

.mpotncia atinge os homens e manifesta-se pelos seguintes sintoA mlras: pnis 
flcido, em certos casos incapacidade de ereco ou tenso insuficiente apesar do 
desejo.

A ejaculao precoce, apesar de permitir o coito, pode ser considerada como uma forma 
de impotncia. As causas so diversas: alimentao incorrecta, desentendimento entre 
os parceiros, abuso de certas substncias medicamentosas, exausto fsica e 
intelectual, preocupaes, desgostos, stress, mgoa, nervosismo, leses orgnicas 
(raras), diabetes, etc.

Vigiar tambm a obesidade e a priso de ventre. Ver tambm o captulo sobre os 
remdios universais de origem animal e vegetal, p. 89.

DIZffoi

4,5 *

EleutrOCOCO

4 a 6 drageias, 1 vez ao dia.

Esprulii7a - Seguro117.7 - AleCrIM
2 drageias de cada, 1 vez ao dia. Fazer tambm curas por perodos

de 1 ms, de:

G117Sffig- VerMO1170 * 6 drageias por dia, alternando com:

Prpols * 6 drageias por dia.

lWS OSSO17CATIS Alpo
2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

5617h05 *

- Banhos de algas (preparao

pronta a usar que se pode comprar nas lojas de diettica ou nas farmcias), 3 vezes 
por semana, seguidos de uma afuso fresca e de uma frico vigorosa.

BO/7/705 dO JISSOIMO

Banhos de assento frios ou com frices, todos os dias. E banhos de assento mornos 
com massagem do baixo-ventre,
3 vezes ao dia.

88/7/105 dO V.TpOr

- 2 vezes por semana.

Das coxas e do baixo-ventre, alternando com fulgurante, insis441

Impotncia

tindo nas ndegas e nas partes dorsais. Acabar com frices vigorosas.

ReceIffis totemputicos

* Pau-listado (RiC17eria gra17d15),

casca originria das Antilhas, macerada em lcool.
* 1 colher, de caf, 1 ou 2 vezes

ao dia.
* loimbina (sob receita mdica)

em infuso ou tintura-me.
* Esfbndlio em macerao em

vinho ou lcool: 30 9 para 1 litro de vinho ou meio litro de lcool.
* Orqudeas, pervinca, ylang-ylang, hortel-pimenta, rincho, gengibre, muira puarna, 
cimicifuga: todas estas plantas podem ser tomadas em infuso, em lcool, em vinho ou 
em tintura-me, etc.

AffineIM?00

* Evitar todos os excessos alimentares. Efectivamente, a obesidade e a 
sobrealimentao constituem a causa maior da impotncia.
* Evitar: lcool, vinho, cerveja,

aperitivos, digestivos, gorduras, manteiga cozinhada, fritos, especiarias, acar, 
pastelaria, etc.
* Alimentos privilegiados: alcachofra, germe de trigo, cereais integrais, amndoas, 
nozes, avels, saladas, peras, abacates, azeitonas, beterraba, couves, espinafres, 
alperces, uvas, frutos frescos, legumes frescos e secos, etc.

JeJUM

* Fortemente aconselhado. * 1 dia por semana. * Cura de fruta. * 1 dia, a fruta.

RECEMAS MIS

Vinhos afrodisacos:

ZiMbrO -@- GW7ela @. Segure117a * Alocrm , Mscada , Cola
15 g de cada planta (5 ou 6 pitadas) para 1 litro de bom vinho tinto. Deixar em 
repouso ao abrigo da luz durante cerca de 10 dias, filtrar, adoar. Tomar 3 ou 4 
colheres por dia.

CONSELHOS

De modo a permitir uma melhor regenerao, evitar a excitao sexual durante algum 
tempo (varivel segundo os indivduos).

442

Inchao (do ventre) - Aerofagia

Inchao (do ventre) - Aerofagia

A   contece muito em pessoas que engolem as refeies, no importa

onde, no importa como, que comem sem mastigar e bebem demasiado. Pode ser 
acompanhado de gases intestinais.

Quando surgirem melhoras, os banhos devem ser tomados cada vez menos quentes.

LOVOg0175 *

Com uma infuso de camomila.
3 pitadas de camomila (cerca de
10 cabeas) para meio litro de gua. Ferver, apagar o lume e deixar em infuso 
durante 15 minutos. Filtrar. Fazer a lavagem morna (com uma pra).

89/7h05 dO V0POr *

2 por semana, seguidos de loes frescas.

LL(@j @1wg0I-as   *

Enula-campa17a - GengIbre

* 2 drageias de cada: 1.O dia. NogueIr-7 - Orgo * 2 drageias de cada: 2.O dia. * 
Alternadamente, dia sim dia no.

OU IMUSO * MIa-C~Pal73 + Gengibre + NgieIra + Orgos
1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em 
infuso durante 15 minutos.
- Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

10OS OSSO/MIRIS Alcaravia

1 gota, 2 vezes ao dia. Outros leos essenciais:

A17is- verde, ManyrIco, Ganela, LImo, Muria, orgos, Estrago

5917h05 dO OSSO/MO *

Banhos de assento quentes, com massagem do ventre e do baixo-ventre.

j DUCIles o afuses *

Dirios: coxas, alternando com fulgurante e afuso rectal.
1@@   Alimentao   *

Mastigue bem os alimentos, de forma a ensaliv-los convenientemente.

443

Incontinncia urinria

* Contra-indicaes: beber lquidos durante as refeies, pratos demasiado quentes, 
bebidas geladas, lcool, vinho, cerveja, guas gaseificadas, tabaco, ch e caf.
* AllimentaAo aconselhada: po

integral, cereais integrais, fruta fresca, saladas, leos vegetais, carnes bem 
passadas e grelhadas, etc.

Alimentos privilegiados: limo, marmelos, estrago, cravo-de-cabecinha, levedura de 
cerveja.
11     Jejun? *

 uma excelente teraputica para todas as perturbaes gstricas. Praticar 1 vez por 
semana, alternando com 1 dia de fruta (curas de uvas durante a estao).

CONSELHOS

Ver tambm:
- Exerccios fisicos, (p. 133).
- Repouso (p. 134).
- Cinturo de Neptuno (p. 148).

o  Ir  00 Incontinncia urinaria

r tambm Prstata, p. 527.

IMUMIO * LM!J Mil-folhas

3 ou 4 pitadas de planta para meio litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar 
em infuso durante 15 minutos.
- Tomar 1 chvena durante a

tarde.

N@@ 801717os de assento *
- Banhos de assento mornos, de

10 a 15 minutos, seguidos de um banho de assento frio, curto e de frices. Semicpio 
frio, de 5 a 10 segundos, de preferncia de manh ao acordar.

Das coxas e dos joelhos, 3 vezes por semana.

444

Insectos

O PADRE KN, EW RECOMEN a4 VA

-Comer 10 bagas de zimbro todos os dias.

3 CONSELHOS 170 PROFESSOR BILZ

No beber  noite, comer pouco e abster-se de fruta fresca (sobretudo mas). Urinar 
antes de ir para a cama. Frices completas, mornas, 2 vezes por dia.

CONSELHOS

Ateno, nem vexames nem violncia resolvem o problema. Devemos ser pacientes.

Insectos

orno proteco, para os afastar:

Pretro

Verdadeiro insecticida natural que substitui eficazmente (com poucos inconvenientes) 
os produtos de sntese como o DDT

Tas17eir.7

O odor forte e especfico desta planta protege a roupa dos insectos. As captulas 
reduzidas a p podem substituir certos insecticidas.  uma planta anti~ parasitria, 
vermfuga, que por isso mesmo  chamada, normalmente, de planta dos vermes,

445

Insnia

Ins nia

A

s causas das perturbaes do sono so mltiplas e podern ter como origem uma 
perturbao funcional. S recentemente se constatou que o sono se divide em 5 ciclos: 
- A   primeira etapa chamada adormecimento  essencial.  de curta durao e

d acesso - ao sono leve, durante o qual as funes cervicais abrandam.
- Vem em seguida o sono profundo, que permite o repouso do corpo; 
* momento em que se faz a recuperao das foras despendidas durante
* dia. - Depois vem a fase 4, que  a do sono muito profundo. As nossas funes 
vitais fazem-se ao ralenti. - O sono paradoxal que lhe sucede  muitas vezes 
acompanhado de alteraes de posio, agitao, acelerao do pulso, da respirao:  
o momento em que sonhamos.

Cada perodo  importante, mas o mais crucal  a fase de adormecimento, e a maioria 
das insnias derivam das perturbaes ligadas a esta

etapa. Quando sofremos stress ou contrariedades, ou quando atravessamos perodos de 
excitao, de sobrecarga de trabalho, quando temos maus

hbitos alimentares, quando abusamos do cigarro, do lcool, das drogas, dos 
medicamentos, sem por outro lado praticarmos actividades fsicas, a

fase de adorrnecimento no pode efectuar-se em condies ptimas.  por este motivo 
que pretender agir sobre a insnia sem decidir mudar os hbitos que esto na origem 
desta perturbao s pode ter efeitos ilusrios e, na pior das hipteses, com a 
utilizao da panplia de sonferos e de

tranquilizantes qumicos que tm efeitos catastrficos.

As perturbaes do sono no devem ser encaradas com ligeireza pois constituem, tal 
como os outros sintomas, indicaes extremamente significativas de que o nosso corpo 
reclama de forma imperativa alteraes no

nosso modo de vida.

Ver tambm Nervosismo (p. 474), Repouso (p. 134), Relaxamento (p. 13 7).

446

Insnia

DM90i8.9 * Trevo-coroa-de-ro - Erva-cdreir.7 - Wffiasco-br.Inco
- Valera17a
- 1 ou 2 drageias, 1 vez ao dia,

conforme as necessidades.

ou AnAUM~O * Trevo-coroa-do-r&1 - Erva-cldr&lra - Verbasco-br.?nco
- V.710rin8

*1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. *Tomar 2 ou 3 chvenas por dia 
(pode-se acrescentar a esta preparao algumas gotas de flor de laranjeira).

1005 OSSOMTIS

2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia. Tambm os leos essenciais de:

L ar-7nis-amarg-7s, C~M/27, Iver0111, M-7n .1&rico A medicina monstica preconiza:
*A mistura de folhas de erva-cidreira + erva-de-asprula aromtica + erva-de-trevo-
coroa-de-rei + erva-de-agripalma + raiz de valeriana + Lpulo + Artemsia + flor de 
sabugueiro + flor de urze + erva-de-so-joo + erva-de-primavera.
*Em propores iguais, misturar

1 colher, de sopa, em infuso durante 3 horas e aquecer ligeiramente.
*Tomar 3 chvenas por dia, 20

minutos antes das refeies.

RI/7h05 *

* O padre Kneipp aconselha tomar

1 banho morno  noite, antes de ir para a cama.

80/7/705 dO 1550fitO
* 3 vezes por semana.

LIVOg0177 *
* Com uma infuso de camomila:

10 cabeas de camomila para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 10 
minutos.
* Fazer esta lavagem morna com

uma pra, de manh, em jejum. Conservar durante cerca de
20 minutos.

E17du~MOIMO
* Passear de ps descalos na

erva hmida. Exerccios fsicos. Muitas vezes o simples facto de andar a p antes de 
ir para a cama permite obter um sono reparador.

COMIS0 hMida

* Os efeitos relaxantes da camisa

hmida fazem-se rapidamente sentir.
19@     AlIffielMao

Contra-indicaes: as refeies copiosas, excitantes tais como ch, caf, tabaco, 
lcool, vinhos, acar, gorduras animais, pratos com molhos, manteigas cozinhadas, 
charcutaria, enchidos,

447

Insnia (sono difcil)

caa, carnes envelhecidas, excessos de sal, de especiarias e, de uma maneira geral, 
todos os alimentos pesados e indigestos. Alimentos prvilegiados: uma alimentao 
ligeira  essencial para obter um sono reparador de boa qualidade. Devem privilegiar-
se todos os alimentos vegetais crus, acompanhados de leo vegetal de boa qualidade, 
se possvel biolgico e sempre de primeira presso a frio, em particular os leos de 
azeitona, de crtamo, de girassol. Tambm se devem consumir

saladas, especialmente alface, agrio, erva-benta, legumes como couve, cenoura, 
funcho, bem assim frutos tais como ma, alperce, uvas e, mais especificamente, fruta 
de estao e da terra.

JeJUI77

 uma terapia essencial, particularmente nos indivduos que sofrem de insnia de 
origem alimentar. Curas de fruta fresca de estao: uvas, mas, alperces.

Insnia (sono dificil)

ratar sempre as causas. Ver tambm: Pesadelos (p. 517), Depresso nervosa (p. 357), 
etc.

0/0901 75 * Erva-cdrelra - Valerana
- Mla - Endro - Artmi'sl

1 drageia de cada, 1 vez ao dia.

ou Infuso * Erva-cdwIra + Valerlana Tlia + Endro -k Artemsia

1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em 
infuso durante 15 minutos. Tomar 1 chvena  noite ao deitar (eventualmente tambm 1 
durante a tarde).

80/7h05 *

Banhos dos antebraos e dos ps com uma infuso de:

Louro + Erva-cidrelra + L a vanda
- 3 ou 4 pitadas de cada planta

para 1 litro de gua. Ferver e acrescentar a 4 ou 5 litros de gua quente.

448

Insnia (sono difcil)

* Mergulhar 5 minutos os braos

e depois os ps e, passar em seguida por gua fresca.

0817h05 de assento

* Banhos de assento frios ou com

frices, 4 vezes por semana.

Lavagem *
* Lavagem morna com uma infuso de camomila: 10 cabeas para meio litro de gua. 
Ferver e deixar em infuso durante 10 minutos.
* Fazer a lavagem morna com uma pra, de manh, em jejum.

Conservar durante cerca de 20 minutos.
* Fazer em seguida uma lavagem

fresca.

Sanhos de vapor *

- 3 vezes por semana.

L ,,: o, 1,4,,

@ @`J111O@ Dos joelhos,
- ou das coxas e do baixo-ventre.

L@@J    cintulgo de Neptu170

3 vezes por semana.

Recoltas lf fitotelaPuticos

Alf27co
- Utilizar o ltex de alface fresco (que se obtm por compresso

ou numa trituradora elctrica, seco ao abrigo da luz).

* Tomar o equivalente a 1 colher,

de sopa, diluda num copo de gua, ao deitar.

Esc17sc17oliza-da-calfrna
* Infuso de 15 g de planta para 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos.
* Beber uma chvena  noite.

Func17o, ou Ans-verde
* 10 g de frutos esmagados em

meio litro de gua fria. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso durante 10 
minutos.
* Beber 2 chvenas por dia, 1 ao

deitar. /_ p UIO
* Infuso de 20 g de cones em 1

litro de gua.
* Beber 1 chvena durante a tarde e outra ao deitar.

M.717j--rCO
* Infuso de 15 g de folhas frescas para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e 
deixar em infuso durante 15 minutos.
* Beber 1 chvena durante a tarde

e outra ao deitar.

PassMor.7
* Infuso de 15 g de planta em 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos.
* Beber 1 chvena  noite.
* Beber 1 chvena durante a tarde e outra ao deitar.

Valorana ofcInal
* Infuso de 15 g de raiz em 1 litro

de gua fria. Aquecer lentamente at ferver, apagar o lume e deixar em infuso.
* Tomar 1 chvena  noite ao deitar.
* Pode tambm ser utilizada sob a

449

Insnia (sono difcil)

forma de banhos: 40 g de planta para 2 litros de gua. Ferver durante 5 minutos e 
deixar em infuso durante 20 minutos. Acrescentar  gua do banho. Tomar um banho 
morno durante cerca de 10 minutos e terminar com uma loo fresca. Este banho deve 
ser tomado, de preferncia, durante a tarde.
2 ou 3 vezes por semana.

Vorb017.7  a pimenta dos monjes de Rabelais e de Arnauld de Villeneuve. A planta  
conhecida pelas suas capacidades anafrodisacas e  citada por Plnio e Dioscrides. 
 tambm aperitiva. Infuso de 20 g das folhas ou das extremidades floridas para
1 litro de gua a ferver.

Allim917tio

Deve ser sbria e ligeira, sobretudo  noite; as sobrecargas alimentares predispem 
s insnias. Evitar: todos os excitantes, lcool, vinho, cerveja, tabaco, caf, ch, 
chocolate, fritos, charcutaria, manteiga cozinhada. Comer pouco  noite. Alimentos 
privilegiados: alface, ma, abbora, fruta, legumes verdes, cereais integrais, 
levedura de cerveja, etc.

JeJUM

* Predispe ao relaxamento.
* Cura de fruta.

BANHOS KNEIPP

- Os muito nervosos devem tomar banhos completos quentes durante 20 a 25 minutos, 
antes de ir para a cama. Estes banhos devem ser seguidos de aplicaes frescas.
- Para os outros, a melhor forma (para Kneipp) de vencer a insnia

 o semicpio frio curto (de 10 segundos a 1 minuto). -ou o banho de assento frio (10 
a 15 minutos).

CONSELHOS

Ver tambm: os exerccios respiratrios, o relaxamento (p. 137).
- Evitar os espectculos violentos, os rudos, a msica de forte

intensidade, a clera, a excitao, as contrariedades, etc.
- Praticar o endurecimento: andar de ps descalos na erva hmida

ou na gua.

450

L@M

* Lactao
*Laringite
*Litases
*Lombalgias (Lumbago)
*Magreza
*Melancolia
*Memria (perdas de)
*Menopausa
*Menstruao
*Metabolismo (perturbaes do)
*Micoses
*Mucosas (inflamao das)

Lactao 1 Laringite

Lactao

Para favorecer a subida do leite

ffiffiSiO *                     Tambm se po

G.71e9.7

Infuso de 15 g de plantas em 1 litro de gua fria. Ferver durante
5 minutos e deixar em infuso
10 minutos. Beber uma chvena  noite, ao deitar.

dom utilizar as seguintes tisanas:

Feno-gieo, Ans-verde, Alcaravia
* Infuso de 10 g da mistura para

1 litro de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso 10 minutos.
* Beber 3 chvenas por dia.

Para parar a subida do leite utilizava-se:

Mercura1 annua (o suino fresco dludo em gua) Unicamente sob prescrio mdica.

ATENO1  uma planta txica cuja aco  ainda mal conhocidal

Laringite

S

urge por ocasio de um resfriamento, ataca as mucosas nasais e a laringe. Manifesta-
se por irritao da garganta, perda de voz, secreo de mucosidades, etc.

Ver tambm: Anginas (p. 234), Bronquites (p. 264), Gripe (p. 420).

o

5m90i 15 *

- Escabos& - Agrimn1.7
- Espin1701r0 (SI/V.7)
1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU IMUSO * nu1.7-C'yMpan,a @. EscaNosa + AgriM178 EspInhoIro (silv.7)
1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver du452

Laringite

rante 2 minutos e deixar em infuso durante 15 minutos.
* Tomar 2 a 4 chvenas por dia.
* Em caso de laringites frequentes, fazer curas de drageias de prpolis: 4 por dia, 
por perodos de 1 ms.

Gengibr--
* Infuso de 15 g do rizoma em

1 litro de gua fria. Ferver e deixar em infuso durante 15 minutos.
* Beber 2 chvenas por dia.

l~$ 055017CA1IS pInho

2 gotas, 3 vezes ao dia. Instilao da essncia de:

Solva 11 EucalIpto Por meio de um difusor de aromas, instalado no quarto. 
Alternativamente pode deitar algumas gotas num prato, previamente dissolvidas em 
lcool, e dissolver esta mistura em 2 vezes o seu volume de gua.

COMPUSSOS *

* Compressas no pescoo: alternadamente mornas e muito quentes.
* Durao: 1 a 2 horas. Fazer em

seguida uma frico no corpo. Repetir.

GRIMIVOS ReSta b01  ESP11717&1110
15 @S//V-?)

Em decoco-. 2 ou 3 pitadas de

cada planta para meio litro de gua. Ferver durante 20 minutos e deixar em infuso 
durante
10 minutos.
* Fazer vrios gargarejos por dia.

Malvagrande ffiores e

foffiss) ou Salva Oficinal (foffias) ou PIMPInela-pequena-d-Saxfr&ga (raIZ)
* Em infuso: 20 g de uma destas

plantas para 1 litro de gua fria. Ferver durante 15 minutos (para a malva: 1 
minuto). Deixar em infuso durante 10 minutos.
* Fazer gargarejos 5 vezes ao dia.

SW171705 dOS ~ Lav.~27 * Sabugueiro + Eucalipto Em decoco: 2 pitadas de cada 
planta para 1 litro de  gua. Aquecer durante 20 minutos. Acrescentar 4 ou 5 litros 
de gua.
* Durao do banho: 20 a 30 minutos.

0817h05 dO OSSOIMO

* Banhos de assento frios ou com

frices, 3 vezes por semana.


EsMios de m~ *

Banhos de vapor seguidos de um duche morno, insistindo particularmente na regio em 
volta da laringe, da nuca e das costas. (0 banho de vapor pode ser

453

Litases

substitudo por um banho muito quente).

8917/105 dO V3POr dos ps

3 vezes por semana, com uma durao de 20 minutos, seguidos de uma frico fresca.

AI1M017ATo *

Fresca, composta sobretudo de sopas, caldos de legumes, compotas, tisanas, fruta 
fresca, laranjas, toranjas, limes, quivis, etc.

O PADRE KNEIPP RECOMENDA
- 1 loo total fresca todos os dias.
- Cinturo de Neptuno com uma infuso de flores de feno, 2 vezes por semana.
- 3 semicpios frios por semana de 10 a 30 segundos.
- Afuses no peito.
- Gargarejos de: verbasco-branco + maiva, em infuso, vrias

vezes ao dia.

CONSELHOS

- Exerccios respiratrios (ver p. 137).
- Quando surgirem melhoras: endurecimento, andar de ps descalos (ver p. 132). -
Imperativo: supresso total do tabaco.

Litiases

r Clculos (p. 334).

Lombalgias (Lumbago)

Lombalgias (Lumbago)

V

er Costas (p. 349), Artrose (p. 247). Dores sbitas na regio lombar. A lombalgia 
surge no seguimento de esforos, de movimentos bruscos, etc.

Nos lumbagos frequentes, principalmente na Primavera, vigiar o fgado e a vescula 
biliar.

VIOSS-690M

* Com leo de erva-de-s&<>Jc>o (Chomel).
* Para meio litro de azeite ou de

leo de amndoas-doces, deitar
30 g de erya-d"&o@o&o e 20 cabeas de camornila. Deixar macerar durante 8 dias ou, 
para acelerar a preparao, aquecer a mistura em banho-maria durante 20 minutos. 
Misturar em seguida em partes iguais com lcool canforado.
* Massajar 2 ou 3 vezes ao dia.

COMPANSMOS 0 0k. C1701n01

Mel e vinagre. Ferver sementes de feno-grego (4 ou 5 pitadas

para 1 copo de vinagre e 5 ou 6 colheres de mel) at estarem perfeitamente 
dissolvidas, mexendo de vez em quando.
- Aplicar sobre as partes dolorosas, protegendo-as com um pano.

801717OS *

Banhos quentes, aumentando progressivamente a temperatura da gua.

RRI717OS fO V0~ *

* Banhos de vapor com compressas quentes e hmidas sobre os rins, seguidos de uma 
frico morna total.
* Envolvimentos quentes.

455

Magreza 1 Melancolia

Magreza

P

ode ser a consequncia de vrias perturbaes hepticas, gstricas, endcrinas, de 
subnutrio, de preocupa es, de desgostos, de rejeio da alimentao, etc.

 necessrio tratar as causas.

Ver tambm: Anemia (p. 231), Apetite - falta de, perda de (p. 237).

AlimoIMP~*

Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, frutos secos, amndoas, 
nozes,

fruta fresca, uvas, figos, alperces, quivi, laranjas, limes, alho, cebola, mel, 
cereais integrais, trigo sarraceno, aveia, trigo, etc.

Melancolia

7,er Depresso nervosa, p. 357. v Sinais: abatimento, tristeza, mutismo, depresso, 
desnimo, instabilidade anormal, ideias fixas. Pode ser acompanhada de perturbaes 
digestivas, nuseas, vertigens, etc.

E

2/29018.9 *
3    Erv.?-d&-so-joo

- Valei-Iana - Er

va-cIdroIra
- PolIpodo - AlecrIm
- 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez

ao dia.

EleulerOCOCO

Alternadamente, dia sim dia no, com,.

Prpols
- 4 drageias de cada por dia durante 1 ms, ou em soluo, 

razo de 20 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

ou Infuso Erva-de-so-joo + Valeri.7na + Erv.9-cidreira + POMPOdo + Al&Crim

1 ou 2 pitadas de cada planta para 1 litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar 
em infuso durante 15 minutos. Tomar 2 a 4 chvenas por dia.

456

Melancolia

Decoco Gelrei-9

De acordo com fontes antigas (Fernel e Clment), a decoco de cerejas secas cura a 
melancolia.
30 g de cerejas para 1 litro de gua. Ferver durante cerca de
10 minutos e deixar em infuso durante 30 minutos. Beber 1 ou 2 chvenas por dia.  
tambm possvel preparar um

vinho de cerejas com 200 g de cerejas para 1 garrafa de vinho tinto de boa qualidade. 
Deixar macerar durante cerca de 10 dias e filtrar. Tomar o equivalente de um copo de 
licor por dia.

50/7/705 *

Com uma preparao  base de algas rnarinhas (que se pode comprar pronta a utilizar 
nas lojas de diettica ou nas farmcias), 3 vezes por semana.

MOMIOS Ofe OSSOIMO *

Alternadamente, dia sim dia no: Banhos de assento frios. Banhos de assento com 
frices.

RI/MIOS dO V~ *

Banhos de vapor 3 vezes por semana.

DUCI1OS e ofus&5*

Afuses quentes e curtas, seguidas de afuses frescas das coxas e dos braos, dia sim 
dia no, alternando com afuses fulgurantes.

C117~ drO NO.ON170 *

Mergulhado em gua quente e espremido, 2 vezes por semana.

A111n01M000 *

Evitar todas as sobrecargas alimentares, os excessos e os excitantes. Evitar: caf, 
lcool, ch, vinho, cerveja, acar, pastelaria, charcutaria, fritos, manteiga 
cozinhada, carnes gordas, salmoura, pratos pesados e indigestos, etc. E, obviamente, 
o tabaco. Aliiinentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, limo, 
alho, cebola, erva-benta, salsa, cereflio, toranja, laranjas, quivi, alperces, 
cereais integrais, trigo, arroz, aveia, legumes verdes, fruta fresca, frutos secos, 
saladas, legumes secos, etc.

jejum

Benfico, 1 dia por semana. Cura de fruta.
1 dia, a fruta.

457

Memria (perdas de)

CONSELHOS

-Banhos de ar livre e de sol (ver p. 15 1). -Exerccios fsicos indispensveis e 
dirios (p. 133).
- Exerccios respiratrios (p. 137).
- Endurecimento, andar de ps descalos na erva hmida (ver p. 132).

Memria (perdas de)

A

diminuio da memria pode ser devida ao cansao,  exausto,  falta de exerccio ou 
 ausncia de capacidade de concentrao. Se a falta de memria ocorrer no seguimento 
de uma doena,  necessrio tratar as causas.

-No caso de nervosismo e de excitabilidade excessiva, ver: Ansiedade (p. 23 6).

0/0901.95*

* Cura de:

Ginseng- vermelho

* 4 a 6 drageias por dia durante 1 ms. * Possvel cura de:

Eleuterococo - Gelel,7 re.91
- Prpo1I@9 - G~90-b110b17

* Em drageias: 4 a 6 por dia, por perodos de 4 a 6 semanas, ou em tintura-me.

AI1M0IMOO

* Evitar o lcool, os abusos de excitantes tais como o caf, o ch, o tabaco.
* Alimentos privilegiados: germe

de trigo, levedura de cerveja, mel, cereais integrais, fruta e legumes frescos em 
abundncia.
* Receita antiga: a eufrsia pulverizada e fervida em vinho restabelece a memria e a 
viso (segundo A. de Villeneuve).

458

Menopausa

CONSELHOS

-Exerccios respiratrios seguidos de relaxamento (ver p. 137).
- Actividade fsica indispensvel, em funo das possibilidades (ver

p. 133).
- Evitar os rudos violentos e a excitao e procurar a tranquilidade

que favorece a concentrao.
- Trabalhar diariamente a memria pela leitura, decorando pequenos textos, nmeros de 
telefone, datas, etc.
- Existem diversos mtodos para melhorar as faculdades de memorizao, em particular 
os do Dr. Lefebure; ver a sua obra Le mixage phosphnique en pdagogie, ou o 
desenvolvimento da memria e da inteligncia pela mistura dos pensamentos com os 
fosfenos(*).

(*) Os fosfenos so os crculos luminosos que se vem de olhos fechados, depois de se 
fixar previamente um ponto luminoso (lmpadas, sol, etc.).

Menopausa

A

nossa poca adquiriu o pssimo hbito de considerar sistematicamente as etapas da 
vida como doenas. Cada idade  assim desta feita medicada. Desta forma trata-se a 
gravidez, o feto, a infncia, a puberdade e, para finalizar, a velhice, que mobilizam 
um grande nmero de especialistas. Com a esperana de vida actual as mulheres tm, 
por conseguinte, um tempo de viver a menopausa quase idntico ao do seu perodo de 
fecundidade.

A caracterstica fundamental da menopausa  a paragem do perodo menstrual. Certos 
efeitos acompanham todavia este fenmeno no seu

incio: afrontamentos, palpitaes, nuseas, transpirao, dores lombares e insnias. 
E a todas estas perturba es ligeiras podem associar-se certas alteraes do 
comportamento.

459

Menopausa

A menopausa  vivida de forma distinta pelas mulheres. Para algumas mulheres tudo se 
passa bem. E a cessao do perodo menstrual, em vez

de as perturbar, livra-as de uma limitao. Mas existem outras, em contrapartida, que 
aceitam menos bem esta passagem e consideram, erradamente, que perderam a sua 
feminilidade.

Com a idade os ovrios perdem a sua sensibilidade s hormonas segregadas pela 
hipfise. A vantagem de um tratamento  base de plantas  que ele se associa 
plenamente  regulao orgnica. Ento, e se a vida de uma mulher comeasse na 
menopausa?

Ver Afrontamentos, pgina 196.

3@_k-                    CIprest& + Erva-pesseguelra-.?cre +

f0117.7S de Vin17.7- VIrgem * 1 pitada de cada planta para
1 chvena de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em infuso durante 10 minutos. * 
Tomar 3 chvenas por dia.

Agrp.71m.?-cardl,7ca * 1 colher, de caf, de planta para
1 chvena de gua a ferver. Deixar em infuso durante 10 minutos. * Tomar 1 chvena 
de manh e outra  noite, durante 3 meses.

Decoco de P-de-leo- _COMUM (OU alpIno) * 2 colheres, de caf, para 1 chvena. 
Ferver e deixar em infuso durante 15 minutos. * Tomar 1 chvena todas as manhs e  
noite durante 3 meses.

Salv27

Utilizar regularmente a salva em infuso. Pela sua riqueza em hormonas vegetais esta 
planta tem o

poder de regularizar as perturbaes hormonais neste perodo da vida. * 1 pitada de 
flores ou de folhas

para 1 chvena de gua a ferver. Deixar em infuso durante
15 minutos. * Tomar 1 chvena por dia, 21 dias por ms. @@3    URMIOS dO OSSOMO

Muito teis, 1 vez ao dia.

ELMhOS dO V8POr *

1 vez por semana, seguido de uma loo fresca.

L(@@j   antUI#O de NO.Oft1170
- 2 ou 3 vezes por semana. (@j    FOIMO~1.7 C11117OSO

A raiz de Salva mffiorr17zae ou a raiz de Reffina17napraeparat8

460

Menopausa

ou, ainda, a raiz de Scutellaria &?@a1&nSh9.
* Em decoco: 4 g de raiz (mesma proporo para todas as plantas) para meio litro de 
gua. Ferver durante 10 minutos e deixar em infuso durante 20 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia.

ROCOItos lf fitotemputICOS

Erva-de-so-joo
* Infuso de 10 g de flores em 1

litro de gua fria. Ferver e deixar em infuso durante 15 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

P-de-leo-comum e p-de-leo-dos-alpos
* Infuso de 20 g de folhas em 1

litro de gua fria. Ferver e deixar em infuso durante 15 minutos.

Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

AI1M017ffiO

Evitar: lcool, especiarias, todos os excitantes, caf, ch, chocolate, tabaco, 
pratos pesados e indigestos, charcutaria, enchidos, caa, carnes gordas, queijos 
fortes, manteiga cozinhada, fritos, maionese. Vigiar o consumo de sal. Alimentos 
privilegiados: todos os frutos de estao, especialmente uvas, pssegos, alperces, 
cerejas, cssis, amoras, toranjas, laranjas, quivis, legumes frescos, saladas, 
agrio, endvias, alfaces, cenouras, cebolas, alho, etc. Utilizar leos de azeitona, 
de crtamo ou de ssamo virgens, de primeira presso. Utilizar tambm abundantemente 
a levedura de cerveja.

Para os fenmenos psicolgicos associados  nienopausa

Irritabilidade e insnia

Balota

Em infuso: 3 pitadas de planta para 1 chvena de

gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos. Beber bem quente  noite, ao 
deitar.

Para fazer face aos fenmenos depressivos

Salgu--1r1n178

Infuso de 4 pitadas de flores para 1 copo de gua. Ferver durante 1

minuto e deixar em infuso durante 10 minutos. Tomar 2 chvenas por dia, ao almoo e 
 noite.

461

Menopausa

Para os afrontamentos (ver tambm Sangue, pg. 549)

Vinha- virgem (15g de folhas)    gua. Ferver e de

Balota (15g de Abies)          so durante 5 min ./100.7 @1,5 g dO 110reS)- Tomar 1 
chvena,
- Infuso da mistura  razo de 1        dia (entre as refei@

colherada para 1 chvena de

ixar em infuutos.
3 vezes ao es).

Para as hemorragias (consulta mdica necessria)

G.9rdo-morto, 30

MIl-foffias, 20 g Artemsa, 20 g Bolsa-de-pqstor 1,f g
* Absnio, lo g
* Cravo-de-defunto, 20 g

1 colher, de caf, da mistura para
1 chvena de gua. Deixar em infuso durante 15 minutos. Tomar 3 chvenas por dia,

CONSELHOS

Praticar actividades fsicas, footing, caminhar de ps descalos, natao, 
relaxamento, bicicleta, massagens e todas as formas de hidroterapa. Para evitar os 
problemas decorrentes da disfuno hormonal e, em particular, a osteoporose (ver o 
captulo que lhe  dedicado, pgina 488) ou, pelo menos, para os limitar, deve 
observar-se uma higiene de vida rigorosa e evitar imperativamente o lcool e o 
tabaco. A medicina chinesa aconselha, para reequilibrar o interior do corpo e 
eliminar o excesso de caloryang, a prtica de actividades desportivas e evitar o 
consumo de alimentos yang (fritos, carnes vermelhas e gordas).

462

Menstruao dolorosa e difcil (Dismenorreia)

Menstruao dolorosa e difcil (Dismenorreia)

Es

tes remdios vo ajudar a suportar as dores na regio renal, no ventre, no baixo-
ventre, as dores de cabea, a opresso, os vmitos, etc.

0m901

46.9 * Monta - Camomila - AnIs Amih-o-preto - Espnheh-o (S/va)
1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infuso Monta + Gamomla + Ans + Amero-preto + Espinheiro @S#Va)
1 pitada de cada planta para 1 litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 10 a 
15 minutos. Beber 2 ou 3 chvenas por dia, entre as refeies.

/O 055017CAVIS calepute
2 gotas, 3 vezes ao dia.

50/7/705 dO OSS~O

Mornos, com massagem do ventre e do baixo-ventre. * 3 vezes por semana.

Rwilos dos ~

* Com uma infuso de:

nula-campana + I-avanda * 1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver e 
acrescentar a 4 ou 5 litros de gua quente. * Durao do banho de ps: 4 ou
5 minutos. * 3 ou 4 vezes por semana.

DUChes o afi/S05 *

* Das coxas e do baixo-ventre, dia

sim dia no.
* Afuses fulgurantes, 1 ou 2 vezes por semana.

Recoltas lf fit040180uticos

U7NCra

* Infuso das captulas: 10 g para

1 litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Urtga-branca
* 30 g de planta em 1 litro de gua

fria. Ferver e deixar em infuso durante 10 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.
* A infuso concentrada (120 g

463

Menstruao frequente

para 1 litro de gua) serve de loo de lavagem em casos de leucorreia (corrimento 
branco) e para tratar feridas.

AlIMORMO0 *

Evitar: os excessos, especialmente lcool, vinho, uma alimentao demasiado rica e o 
tabaco.

Alimentos privilegiados: fruta fresca: laranjas, toranjas, morangos, alperces, uvas, 
legumes frescos, salsa, cereflio, saladas, cereais, couve, levedura de cerveja, 
germe de trigo, trigo, tomates, etc.

Jeil/M

Da de fruta fresca e de sumos de legumes.

CONSELHOS
- Vigiar tambm a priso de ventre (ver Priso de ventre, p. 522). -Equilbrio de 
vida indispensvel e evitar as sadas nocturnas, os

locais com fumo, as contrariedades, o stress, etc.
- Exerccios respiratrios (ver p. 137).
- Exerccios fisicos (ver p. 133). -Repouso, relaxamento (ver p. 134-137).

Menstruao frequente

~Ma

Receita grega:

Peieim-selv,9gem

Ferver as razes desta rvore em vinho tinto. Utilizar esta decoco como caf. 
Torn-la sem acar, vrias vezes ao dia.

464

Menstruao insuficiente (Amenorreia)

Menstruao insuficiente (Amenorreia)

A

sua causa pode ter diversas origens: a obesidade, os choques emocionais, os problemas 
afectivos, etc.

I2M901

ws * nu127-camp.7na - ZImbro Slva - Minjorona - 7omIlho

2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU nu1.7 c.7mpon.7 , ZImbro + Salva + Manjerona TOMl170

1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 
10 minutos. Tomar 3 chvenas por dia. EEI//ft] lWS O~017C1015

Cpi-este

2 gotas, 3 vezes ao dia (sob receita mdica).

av/7h08 dos ~

* At meio da barriga das pernas, com uma infuso de:

nu127-C8Mpana -@- Lovanda

* 1 pequena pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver

e acrescentar 3 a 5 litros de gua quente. Durao do banho: 5 minutos. Terminar com 
uma frico fresca dos ps e das barrigas das pernas.

00/7/IOS Ore ISSOnto

Mornos, durante 5 a 10 minutos por dia, com uma ligeira massagem do baixo-ventre. 
Aplicar compressas quentes sobre o baixo-ventre.

OUC/105 o Ofuses *

Das coxas, todos os dias. Ver eventualmente Priso de ventre (p. 522), se for o caso.

A111n017t000

Suprimir: tabaco, lcool, cerveja, vinho, excitantes tais como caf, ch, pimenta, 
chocolate, vigiar o consumo de acar e de sal, diminuir ou suprimir a charcutaria, 
os pratos indigestos,

465

Menstruao demasiado abundante (Hipermenorreia)

conservas, caa, fritos, manteigas cozinhadas, etc.
-  Alimentos privilegiados: cenouras, aipo, salsa, cereflio, legumes frescos, germe 
de trigo, levedura de cerveja, legumes verdes, chucrute (sem os acompanhamentos), 
couves, saladas, endvias, limo, morangos, framboesas, etc.

jejum  *

1 dia, a fruta.

CONSELHOS

- Exerccios fisicos.

Menstruao demasiado abundante (Hipermenorreia)

onsulta mdica indispensvel. Tomar 3 ou 4 dias antes e durante o perodo menstrual:

DIWffois * carv.71170 (casca) Trmentiffia - Bolsa-de-pastor - cava11n17a

1 a 2 drageias de cada, 1 -vez ao dia.

ou Infuso Carv.71ho (casca) +
7rmontilha + Bolsa-de-pastor + cavalin178
1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em 
infuso durante 15 minutos.
- Tomar 2 chvenas por dia.

10OS

Ggno1.7
2 gotas, 3 vezes ao dia. K@     RRIMIOS dO 855017A0*

Mornos, todos os dias.

466

Menstruao demasiado abundante (Hipermenorreia)

9:017hOS dO V0POr *

Tomar fora do perodo menstrual.
1 ou 2 vezes por semana.

Que*Os O &fuses

- Das coxas e dos braos, todos

os dias.

@9jj  CI1MUI*O drO

Recoltos

Bolsa-de-pasor

Infuso de 20 g de planta num copo de gua fria. Ferver durante 1 minuto e deixar em 
infuso durante 15 minutos. Tomar 3 chvenas, todos os dias.

Cardo morto (utiliza se t.?mbm a &rva-de-so-tiago)

Infuso de 20 g de planta num copo de gua fria. Ferver e deixar em infuso durante 
15 minutos. Tomar 2 chvenas todos os dias (sob receita mdica).

Cravo-de-defunto

Infuso de 20 g de planta num copo de gua fria. Ferver e deixar em infuso durante 
15 minutos. Tomar 2 chvenas todos os dias.

P-de-leo-comum

Infuso: 20 g de planta para 1 litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 
minutos. Tomar 2 chvenas por dia, 10 dias antes do incio e at ao fim da 
menstruao.

Sab117.7

Planta utilizada na medicina popular nas regies alpinas (tambm como planta 
abortiva), sobretudo em Itlia. Tambm  utilizada em uso externo para destruir as 
verrugas. ATENO1 Esta planta  muito t6xica o em cortas doses  mortalili Evito 
utiliz-la, mesmo se lho for aconselhada.

Lirtiga-branca

Infuso de 20 g de planta num copo de gua a ferver Deixar em infuso durante 15 
minutos.

AJA.11n00M0~

* A alimentao deve ser sbria.
* Suprimir: todos os excitantes

tais como tabaco, caf, ch, lcool, bem como charcutaria, especiarias, excesso de 
sal, de acar, pastelaria, conservas, pratos com molhos, carnes vermelhas 
(especialmente de cavalo), caa, etc.

* Alimentos privilegiados: cereais integrais, creme de aveia, germe de trigo, 
cereflio, salsa,

467

Metabolismo (perturbaes do) 1 Micoses

cenoura, alho, couve, nabo, alho-porro, saladas, frutos secos, amndoas, nozes, 
azeite, levedura de cerveja, legumes secos, etc.

JOJUJ77

Particularmente indicado, 1 dia por semana. Cura de fruta fresca e de legumes crus.

CONSELHOS

- Dormir e repousar.
- Exerccios respiratrios.

Metabolismo (perturbaes do)

Recel~
3f1 ROMIZOUticas

Donto-de-leo Infuso de 10 g de razes (eventualmente das folhas) em 1 litro de gua 
fria. Ferver 1 minuto e deixar em infuso durante 15 minutos. Beber 2 chvenas por 
dia, durante 1 ms.

Grama Infuso de 20 g de rizomas em

1 litro de gua fria. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso durante 15 
minutos. Beber 2 chvenas por dia, durante vrias semanas.

Gramn1.7 aromtiw

Banho: 200 g de flores para 3 litros de gua fria. Ferver 3 minutos e deixar em 
infuso 20 minutos. Filtrar e acrescentar  gua do banho.

Micoses

v

r Impigens (p. 438), Eczerna (p. 372).

468

Mucosas (inflamao das)

Mucosas (inflamao das)

SOMUO It SeMPI-e-noiv,?
* Em vinho: 50 g de planta em

1 litro de vinho tinto: deixar macerar durante cerca de 10 dias e filtar.
* Beber 2 ou 3 chvenas por dia,
* Esta planta  citada inmeras

vezes por todos os autores e tem fama de ser excelente contra as hemorragias.  
citada por Dioscrides e Teofrasto, que a utilizavam contra a diarreia e o fluxo 
sanguneo.  tambm um bom remineralizante por causa do seu elevado teor de silcia.

469

N@O

- Nuseas

-Nefrite - Pielite

-Nervosismo

-Neurastenia
-Nevralgia
-Obesidade

-Odores
-Olhos (inflamao) - Oftalmia
-Osteoporose
-Otalgia
-Otite

-Ouvidos - Surdez

Nuseas

Nuseas

podem ser provocadas por certos odores, por perturbaes digestivas,

etc. Podem resultar em mal-estar e vmitos. Para tratar esta afeco  necessrio 
identificar as suas causas.

Infuso Menta + Uva-OSPIM

2 pitadas de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em 
infuso durante 15 minutos. Tomar 3 chvenas por dia.

Tambm:

AIC.7c17ofi-a (f0117.7S) * Beber meio copo da gua de cozedura de alcachofra, 2 ou 3 
vezes ao dia.

Erv.7-bon43-comum, Hortol-pimei7t29 * 15 g de uma ou de outra para 1 litro de gua. 
Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 15 minutos. * Tomar 2 ou 3 
chvenas por dia.

O PADRE ANEW RECOMENDA

- Loes frescas totais.
- Semicpios curtos e frios (10 a 30 segundos). -Tomar 10 gotas de tintura de absinto 
ou de genciana, desde o

aparecimento das perturbaes.

CONSELHOS

- Evitar os odores que provocam nuseas. -Praticar uma alimentao muito moderada, 
fcil de digerir.
- Tomar banhos todos os dias, acompanhados de frices totais

frescas.

472

Nefrite - Pielite

Nefrite -, Pielite

T

rata-se de um ataque inflamatrio dos rins. Vem acompanhado de febres altas ou de 
arrepios, dores violentas na regio renal e na bexiga e tambm de edemas, de vmitos, 
de sede, de perturbaes digestivas, de urina ensanguentada, etc.

Vigilncia mdica indispensvel.

2

Dw611 es * @3]1 Erva-de-so-joo - Avenca
- Btul.7 - M.71va - 7miffio
1 ou 2 drageias de cada, 2 vezes ao dia.

ou Infus#o

Erva-d-s@o + Avenca + Stula + Malva  TOMIlho

1 ou 2 pitadas de cada planta para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar 
em infuso durante 15 minutos. Tomar 3 chvenas por dia.

IOM OSSOMIOIS

ZIMbro

2 gotas, 3 vezes ao dia.

RI/7/705 0f0 OSSOIMO *

Banhos de assento mornos, dirios, com um cntaro de vapor nos ps (ou um banho 
quente dos ps). Ou banhos quentes ou frios dos ps com uma durao de 5 a 10 
minutos.

Ou banhos de assento com frices, dia sim dia no.

LO~0175 *

Com uma infuso de carnomila-.
10 cabeas de camomila para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 15 
minutos. Fazer a lavagem, morna. Conservar durante 20 minutos.

5917hOS 0 V0POr *

Banhos de vapor acompanhados de compressas hmidas, localizadas na regio dos rins. 
Pode-se tambm acrescentar um maillothmido e uma garrafa de gua quente envolvida 
num pano hmido nos ps. Terminar com uma frico total. Fazer 3 vezes por semana.

AI1M01m800 A

Alimentao ligeira. Contra-indicaes: todos os alimentos demasiado salgados,


473

Nefrite - Pielite

especialmente charcutaria, fritos, pratos com molhos, enchidos, lcool, vinho, 
cerveja, condimentos, caf, mostarda, vinagre, maionese, manteiga cozinhada, carnes 
gordas, etc.
- Alimentos privilegiados: toda

a fruta fresca e legumes verdes: limes, laranjas, quivis, toranjas, mas, peras, 
alperces, uvas,

feijo verde, couve, erva-benta, beterraba, germe de trigo, levedura de cerveja, 
cogumelos, etc.

jejum   *

Recomendado, mas beber bastantes lquidos.
1 dia, a fruta.

O PADRE KNEW RECOMEM4

- Afuses seguidas de frices frescas totais, 2 ou 4 vezes por dia.
- Semicpios frios, curtos, 2 ou 3 vezes ao dia (se o doente estiver

rte . -Se houver febre: banhos mornos, 1 ou 2 vezes ao dia.

CONSELHOS

Quando houver melhoria do estado de sade:
- Endurecimentos, andar de ps descalos na erva hmida, dentro

de gua.
- Afuses frescas: dos braos, das coxas e fulgurantes.

Nervosismo

O

nervosismo manifesta-se por uma excitabilidade fcil, por empolgamentos seguidos de 
fraqueza, de queixumes, de soluos, de medos frequentes, de palpitaes, de insnia, 
de transpirao excessiva, de tremores, de vertigens, de cibras, etc.

Ver eventualmente Ansiedade (p. 236), Depresso nervosa (p. 357).

474

Nervosismo

0m90i

os * Erva-cIdron? @ Valeriana
- Gamomla - Erva-de-So-joo - Asprula
1 a 2 drageias por dia.

ou Infuso* Erva cdrelra + V.71erla17.7 + Camoml27 + Erva-de-so- @ + Asprula

Infuso: misturar as plantas e deitar 20 g da mistura em 1 litro de gua. Ferver 
durante 1 minuto e deixar em infuso durante
15 minutos. Beber 2 chvenas por dia.

/O~ OSSOMISIS M.717jer017.7

3 gotas, 3 vezes ao dia. /_ a Vanda Em instilao num difusor de aromas: algumas 
gotas de essncia de lavanda nos quartos ou, alternativamente, algumas gotas num 
prato, dissolvidas em lcool, diludas no dobro de gua.

8317h05 @@3 Ervg-cldrer& ffioffias)

Infuso de 100 g de folhas de erva-clidreira em 2 litros de gua a ferver. Deixar em 
infuso durante 30 minutos. Acrescentar  gua do banho. Durao do banho: 15 a 20 
minutos.

* Banhos dos ps alternadamente

com banhos de braos, com uma decoco de:

Erva cdr&ira + Lavanda L ouro
* 2 pitadas de cada planta para

meio litro de gua. Ferver durante 20 minutos e acrescentar a 4 ou 5 litros de gua.
* Durao do banho: 10 a 20 minutos.
* Terminar com afuses frescas.

Ranhos de assenio*

* Banhos de assento quentes com

um cntaro de vapor nos ps (ou banho quente de ps).
* Durao do banho: 15 a 20 minutos.
* Terminar com um banho de

assento frio, curto.

Quando houver melhoria:
* Banhos de assento frios.
* Ou banhos de assento com frices.
* Todos os dias.

Lo vagem

* Morna, com uma infuso de


carnomila em meio litro de gua:
10 cabeas de camomila, ferver e deixar em infuso durante 15 minutos.
* Conservar durante 20 minutos. @w      89/7/105 de voPor3 vezes por semana, seguidos 
de uma frico fresca.

475

Nervosismo

Duches o ?fuses *

Dos braos e da cabea, alternando com as coxas, 3 vezes por semana. No incio estas 
afuses podem ser feitas mornas, e depois a temperatura ser progressivamente 
diminuda.

Aliffiel~o

Alimentao sbria. Mastigar bem os alimentos. Contra-indicaes: todos os excessos e 
os alimentos excitantes tais como caf, ch, tabaco, lcool, vinho, cerveja,

mostarda, maionese, charcutaria, pratos com molhos, enchidos, salmoura, pastelaria, 
etc.
-  Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, cereais integrais, 
trigo, arroz, cevada, trigo sarraceno, nozes, amendoins, beterraba, aveia, saladas 
(alface), espargos, couves, cebolas, cerejas, peras, tmaras, figos, legumes secos, 
anans, tomates, espinafres, toranjas, alperces, mel, salsa, etc.

M Jeju/n       *

 uma excelente teraputica:
1 dia por semana.
1 dia, a fruta.

ERArAMENAOS KNEIPP

Durante 4 semanas:
- Loo total diria.
- 3 semicpios curtos por semana. -Afuses das coxas. -Andar dentro de gua (pode ser 
feito numa banheira), de 30

segundos a 5 minutos. Para as pessoas vigorosas: -Cinturo de Neptuno molhado em gua 
fresca com vinagre: 3

vezes por semana.
- Infuso de absinto: 2 ou 3 pitadas de planta para 1 chvena de

gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em infuso durante 10 minutos. Tomar 2 
chvenas por dia.

476

Neurastenia

CONSELHOS

Evitar os rudos violentos, o stress, a msica demasiado alta e sncopada, as luzes 
vivas, as contrariedades, as discusses, etc. Fazer exerccios iFisicos moderados. 
Praticar actividades de lazer, de acordo com as preferncias pessoais: jardinagem, 
bricolage, pesca, modelagem, etc. Exerccios respiratrios dirios seguidos de 
relaxamento. Eventualmente reeducao respiratria, halha-yoga (ver p. 137). 
Endurecimento: andar de ps descalos (ver p. 132).

PARA ACALMAR UMA CRISE DE NERVOS

Infu., 9 @ fo * Camomila, ou Erv.7-cdrelra, ou Valerana, ou Tl1.7

2 ou 3 pitadas para 1 chvena. Ferver durante 1 minuto e deixar em infuso durante 10 
minutos.

- Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Um duche quente, seguido de um duche frio.

Neurastenia

V

er Ansiedade (p. 236), Depresso nervosa (p. 3 57), Nervosismo (p. 474) etc. Para os 
conselhos gerais, ver Depresso nervosa.

Infus#o * ArtemIsa   Erva-cdreir.7 LdranjeIm    Vleriana + TIla

1 ou 2 pitadas de cada planta para 1 litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar 
em infuso durante 15 minutos.

477

NevraIgia

Nevralgia

A

nevralgia manifesta-se por dores frequentes e difusas, seguidas de intervalos sem 
dor, e em seguida voltam novos acessos de dor. Pode provocar tremores musculares 
involuntrios. As mais frequentes so as dores faciais, no pescoo, no occipcio, nos 
braos, no peito, nas

costas, no cccix, nas ancas.

 necessrio, se possvel, identificar as causas.

Ver tambm: Dores (p. 369), Lombalgias (p. 455), Enxaqueca (p. 377), Reumatismos (p. 
538), etc.

D~61

ws * @@jjI Harpagfito

2 drageias, 3 vezes ao dia.

ou /~o HarpagfIto

3 pitadas da planta para 1 chvena de gua. Ferver em lume brando durante 10 minutos 
e deixar em infuso durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

Ralnha-dos-prados

Tambm tem propriedades antlgicas.
3 pitadas de planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em 
infuso durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia. Em aplicao externa: leo 
de erva-de-so-Joo do Dr. Chomel: para meio litro de azeite (ou leo de 
amndoa"oces),

30 g de erva-de-so-joo e 20 cabeas de camomila. Deixar macerar durante 8 dias ao 
sol. Filtrar. Fazer penetrar a preparao por meio de massagens suaves. Para acelerar 
a preparao, aquecer a mistura em banho-maria durante 20 minutos.

AlIMOMOOO *

Contra-indicaes: todos os excitantes: lcool, vinho, cerveja, especiarias, que 
favorecem o aparecimento das dores e excitam a sensibilidade. Alimentos 
privilegiados: alimentao sbria e simples: legumes e fruta fresca.

JOJU117

Sedativo, alivia as dores.
1 dia, a fruta.

478

Obesidade

rRA M MEN 7 OS KNEW

- Camisa de flores de feno, 2 vezes por semana.
- Afuses mornas e suaves, seguidas de loes e de frices.

DE A COMO COM O DR. BILZ

Todas as nevralgias se acalmam com compressas de vapor, seguidas de banhos a 301360 
C.
- De manh e  tarde, uma loo total suave e morna.
- Banhos de vapor seguidos de um envolvimento das partes doentes. -Banhos de vapor 
dos ps e das mos, de 20 a 30 minutos,

alternando com banhos de vapor na cama. Aplicar uma compressa hmida no baixo-ventre 
(durao: 1 a 2 horas) seguida de frices e de massagem suave do ventre e do baixo-
ventre, dos braos e das pernas. N.B.: Assinala-se que os exerccios respiratrios 
acompanhados de relaxamento produzem calma e descontraco. Praticar vrias vezes ao 
dia.

CONSELHOS

-Exerccios fsicos moderados.

Obesidade

A sua origem tem vrios factores

A massa de gordura e o desenvolvimento excessivo de sobrecargas ponderais no corpo 
decorrem em primeiro lugar do excesso de comida, que no permite, por esta razo, a 
eliminao do excedente que se transforma em gordura.

479

Obesidade

Modifique os seus hbitos alimentares

A transformao dos nossos hbitos alimentares tem por objectivo fazer de ns 
potenciais obesos. Esta doen a encontra-se em todas as camadas da sociedade, 
independentemente das origens tnicas.

Pensar que se pode emagrecer sem alterar os hbitos  um contra-senso. Todos os 
mdicos milagrosos que propem tratamentos que funcionam sem, fundamentalmente, 
agirem no comportamento alimentar, tm por nico objectivo lanar o isco aos 
tolos para lhes ficarem com

o dinheiro.

Os excessos de peso so nocivos: predispem a inmeras perturbaes e doenas tais 
como a diabetes, o colesterol, as hemorridas, as varizes, os reumatismos, as doenas 
cardiovascu lares, o cancro, etc.

Faa um balano

Perder peso  um processo que consiste em primeiro lugar em tomar conscincia do 
nosso estado.  importante conhecermo-nos bem e desta forma identificarmos os agentes 
responsveis destas sobrecargas.

A primeira abordagem consiste, portanto, em fazer um balano. Um meio muito eficaz  
anotar sistematicamente, durante cerca de 15 dias, tudo o que comemos, sem alterar os 
nossos hbitos. Deve-se anotar tudo: desde a pequena guloseima que se consome 
maquinalmente at ao depenicar de vrios alimentos, pequenos copos de sumo de fruta, 
lcool, acar, etc. As bebidas tambm devem ser anotadas neste repertrio. Para 
aperfeioar esta tcnica, pode-se tambm anotar o dia e a hora.

Este mtodo pode parecer fastidioso  primeira vista, mas  muito eficaz pois permite 
ver muito rapidamente a quantidade de alimentos ingeridos ao longo do dia e, por 
conseguinte, intervir sem brusquido e

progressivamente sobre alguns dos nossos maus hbitos.

Neste repertrio podemos tambm anotar o nosso peso, as nossas medidas, as nossas 
alteraes e os nossos progressos.

Tenha cuidado com o stress...

Mas existem outros factores que podem condicionar a ingesto de alimentos. Com 
efeito, o nervosismo, a educao, etc. podem ser factores indirectos da obesidade.

480

Obesidade

e com as misturas

As misturas alimentares e as ms combinaes de alimentos so tambm responsveis por 
uma m assimilao (comer pratos com molhos, cozinhados com manteiga, misturar muitos 
alimentos na mesma refeio, etc.).

No salte refeies

Saltar uma refeio sem alterar os hbitos alimentares no serve de muito. A 
eliminao no tem tempo de se fazer, e o pouco peso perdido  automaticamente 
retomado na refeio seguinte.

Obesidade inata e obesidade adquirida

A obesidade pode ser inata - famlia obesa (raro), ou adquirida, que  a mais vulgar.

A nossa sociedade favorece as relaes alimentos = satisfao; alimentos = 
recompensa; alimentos = felicidade; alimentos = sade. Este tipo de fenmeno observa-
se desde a mais tenra infncia: a guloseima-recompensa oferecida  criana de forma 
sistemtica  o primeiro passo que predispe a uma obesidade futura e  dependncia 
do acar.

Mude os seus hbitos

O problema que tem de ser resolvido  o da sensao de fome que sentimos quando se 
aproxima a hora das refeies. A fome  teoricamente uma campainha de alarme que nos 
avisa que o nosso corpo est a exigir que as reservas gastas sejam reconstitudas. 
Mas esta definio  terica porque a fome que sentimos no tem estritamente nada a 
ver com as

nossas necessidades reais. Ela  apenas desencadeada pelos nossos hbitos 
alimentares.

O refgio, o reconforto e a segurana que procuramos nos alimentos  um processo 
idntico ao que se pode encontrar no tabaco, no lcool ou na droga. O processo  
semelhante, s muda o suporte de dependncia.

Para emagrecer s deve contar consigo

A tomada de conscincia , portanto, a primeira coisa que podemos fazer e que nos 
pode conduzir a alterar progressivamente os erros que datam, por vezes, de vrios 
anos.

481

Obesidade

Mas voltemos  nossa agenda: deve consult-la frequentemente para tomar notas. Para 
se motivar, pea que lhe tirem uma fotografia de frente, de perfil e em fato de 
banho. Observe estas fotografias e imagine a sua

futura transformao, a silhueta que ter com alguns quilos a menos.

Depois, quando tiver comeado a transformar os seus hbitos alimentares, olhe para 
essas fotografias, compare e anime-se.

Saiba que todos os programas de emagrecimento so to eficazes como

decepcionantes. Por paradoxal que possa parecer, o xito ou a derrota s dependem de 
si.

Ver tambm Priso de ventre (p. 522), Colesterol (p. 321), Diabetes (p. 361), 
Nervosismo (p. 474), Tabagismo (p. 572).

@

Infu

u#o Erw-cidroIra - Espinheiro-alvar - Verbena - Camoml27

2 pitadas de cada planta para
1 litro de gua. Ferver durante
1 minuto e deixar em infuso durante 15 minutos.

Se estiver ansioso(a) ou nervoso(a)

- Tomar 4 ou 5 chvenas por dia.

leos

essenci

os

Tntura de Lavanda

2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

Nos casos mais severos, se no conseguir deixar de comer aquilo

de que gosta

o ,woi

ws * Sabugueiro - Cavalinha Fucus VOS/CU/Osas

2 drageias de cada, 1 vez ao dia. Alternadamente, dia sim dia no, com:

Vnha Vrgem - Btul.7 OrtOS1f017
2 drageias por dia.

OU IMUS#O SabUgUeIrO + Ca Val11717a + Btula + OrtosIfon + VInha-
- Vilgem

1 pitada de cada planta para 1

litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em infuso durante 10 minutos. Tomar 
3 a 5 chvenas por dia.

~

1 imo

3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. Alternando, dia sim dia no, com:

Zimbro
2 gotas, 3 vezes ao dia. E tambm:

Uva-oa-amrica
O p da raiz, em infuso ou tintura-me.

482

Obesidade

- 2 pitadas de p de raiz para 1

chvena de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos.

80/71,05*

* Banhos quentes com uma mistura de algas marinhas (que se podem comprar prontas a 
usar nas lojas de diettica ou nas farmcias) 3 vezes por semana, seguidos de um 
duche fresco e de uma frico vigorosa.

L~gen7 *
* Com uma infuso de camornila,

de preferncia de manh.
* 10 cabeas de camomila para

meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 15 minutos.
* Fazer a lavagem com uma pra

e conservar durante 20 minutos.

0017hos de 055017t0 *

* Devem ser tomados mornos com

massagem do baixo-ventre.

SO/7/705 dO V0~ *

2 vezes por semana, seguidos de um duche fresco e de uma frico vigorosa. @9     
MIMUI*O de NOPN170

Morno (aproximadamente 250 C), conservar durante 1 a 2 horas, se for suportvel.
2 ou 3 vezes por semana.

Duchos e vfusies *

Devem ser dirios, das coxas e do baixo-ventre.

AIAMO1M00o *

- Como complemento alimentar: leo de onagra (em cpsulas): 4

a 6 por dia, durante 1 ms. Repetir de 3 em 3 meses.
* Evitar: sal e acar, pastelaria,

bebidas doces, maionese, enchidos, pratos com molhos, charcutaria, gorduras animais.
* Diminuir o consumo de manteiga, compotas, carnes gordas, porco (incluindo o 
presunto), aves, pato, peru, salsichas, rins, salmo, arenques, sardinhas em leo, 
queijos, farinceos, legumes secos, pratos apurados, fritos, produtos lcteos, etc.
* Alimentos privilegiados: todos


os frutos frescos: toranjas, anans, laranjas, limes, mas, peras, pssegos, 
framboesas, groselhas, cerejas, e tambm couve, chucrute (sem os acompanhamentos), 
batatas cozidas, tomates, beterrabas, espinafres, espargos, cenouras, alhos-porros, 
etc.
* O ch, l'YnanI de China favorece a eliminao das gorduras.

JOJUJ77

Se praticado 1 ou 2 dias por semana,  desintoxicante. Beber bastante gua (Mont 
Rouscous ou Volvic)

483

Odores

OS CONSELHOS 00 PROF RILZ

Antes de mais abstenha-se de bebidas espirituosas: vinhos, cervejas, lcool, licores, 
bem como de manteiga, gorduras, toucinho,  o, carnes gordas, natas, alimentos 
farinceos, acar, sal pastelarias.

CONSELHOS

Exerccios risicos dirios. Fazer, conforme os gostos: passeios,footing, bicicleta, 
natao, etc. Automassagem depois dos banhos.

Odores

P

ara os maus odores libertados pela transpirao corporal, das axilas, dos ps, etc., 
mantenha uma higiene corporal conveniente. Vigie especialmente a sua alimentao: 
evite as charcutarias, os excessos de sal e de acar, etc.

Ver eventualmente Aftas (p. 198), Boca (p. 261), Dentes (p. 356).

Aplique o desodorizante seguinte: * 50 ci de lcool ao qual se acrescentam 50 gotas 
de essncia de IIrno, 10 gotas de patchuli, 10 gotas de sndalo. Misturar com gua 
em partes iguais. * Em loo ou vaporizao, 1 vez ao dia.

RN17h05 0 OSSOMO *

Dirios, frios, ou banhos de assento com frices.

RRI71;05 dO VZ~r

2 ou 3 vezes por semana.

':

Afuses dirias dos braos e das pernas, alternadamente, dia sim dia no. Afuso 
fulgurante.

484

Olhos (inflamao) - Oftalmia

Olhos (inflamao) - Oftalmia

C

aracteriza-se por vermelhido, tumescncias e, de manh ao acordar, pelas plpebras 
coladas, secreo de lgrimas, uma sensibilidade ex- cessiva  luz e vermelhido do 
globo ocular.

Vigilncia mdica indispensvel, em particular nas oftalmias purulentas.

Para a aplicao de diversas formas de tratamento, ver Conjuntivite (p. 333).

Recoltas fitotolwputlcos

Algumas plantas podem ser utilizadas como colrio:

cainom11.7 Bi-edo - Trevo-coroa-de-rei.
- MaIV.7 - QU&lidl71.7

* 10 g de 1 das plantas para meio

litro de gua. Ferver durante
1 minuto e deixar em infuso durante 10 minutos. * Colocar 2 ou 3 gotas, 3 ou 4 vezes 
ao dia.

CONSELHOS GERAIS DO PROF. BILZ

Para os doentes dos olhos, uma alimentao no excitante, cuidados rigorosos com a 
pele, frices dirias, banhos, afuses, etc., so teis. Para conservar uma boa 
viso e melhor-la, devem praticar-se lavagens de olhos todos os dias, de manh e  
noite. Fazem-se unicamente com gua e devem durar de 1 a 2 minutos. * 3 a 5 banhos de 
200C para os prbitas. * Para os mop: 25OC.

Estes banhos devem ser seguidos de um repouso de 5 a 10 minutos, com os olhos 
fechados. Evitar a exaust o fsica e intelectual, as luzes insuficientes ou 
demasiado fortes, a passagem brusca da obscuridade para a luz. Andar frequentemente 
ao ar livre: nas plancies verdejantes, nos bosques, etc. Massagem no pescoo, na 
nuca, nos ombros e nas tmporas.

485

Osteoporose

Osteoporose

v    r Descalcificao - Desmineralizao (p. 360).

Os riscos para a mulher e para o homem

So inegveis os riscos de fracturas na mulher, na menopausa, devidas  osteoporose. 
Considera-se geralmente que 1 mulher em 4 pode ser

afectada de descalcificao associada s alteraes hormonais.

A medicina aloptica prope exames da densidade ssea de modo a determinar as 
eventuais perdas sseas e a avaliar os riscos de fracturas. As medidas teraputicas 
propostas comportam estrogneos e, por vezes, progestativos bem como o consumo de 
clcio, etc.

Mas esta terapia hormonal no est isenta de inconvenientes. Certos investigadores 
pensam que poderia mesmo favorecer o aparecimento de

certos cancros.

Considera-se geralmente que a osteoporose  acentuada por diversos factores: o 
lcool, o tabaco, a ausncia de actividades fsicas. Alm disso, o consumo de certas 
substncias medicamentosas tais como a cortisona, as hormonas tiroidianas, etc., 
favorecem tambm a sua ocorrncia. O factor gentico pode tambm influenciar esta 
patologia.

A osteoporose atinge principalmente as mulheres, mas os homens tambm podem ser 
atingidos, particularmente os diabticos e os doentes com insuficincia renal.

Ela  tambm responsvel, independentemente das fracturas frequentes, por uma 
compresso vertebral.

Questionar os efeitos dos produtos lcteos

Os partidrios das medicinas alternativas questionam, cada vez mais, os produtos 
lcteos como meio preventivo da osteoporose: apesar do consumo importante deste tipo 
de produtos e subprodutos, esta patologia no est de modo algum em regresso.

Os comentrios do Prof Kervran sobre este assunto so edificantes. Ele considera que 
a perda de silcio  responsvel pela desmineralizao

486

Osteoporose

e que o tratamento da artrose deve associar o magnsio sob a forma de cloreto ou de 
carbonato, de silcio e de carbonato de potssio. Para o

Prof. Kervran, estes produtos so susceptveis de fazer regredir a osteoporose.

Teraputicas de acompanhamento

- A osteopatia, a quiroprtica, a acupunctura, a mesoterapia, a

electroterapia (de Vll), a moraterapia.
- A estimulao elctrica tem, muitas vezes, resultados interessantes

no aspecto de atenuar e suprimir as dores.
- A homeopatia utiliza em particular: Acte racemosa, Bryona,

Camomilla, Hypericum, Thuya, Sepium, em diluies que variam de
5 a 15 CH.

DIw9010.9 * Csss - cavaln17.1 - Urtiga
- Ranha-dos-prados

2 drageias de cada por dia, por perodos de 3 semanas. Fazer vrias vezes ao ano.

OU IMUSfO * Cssis + Cvalnha + Urtiga @@ * Ranha-dos-prados

1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em 
infuso durante 10 minutos. Tomar 2 ou 3 chvenas por dia, antes das refeies.

10OS OSSOMARIS

Btula

1 gota, 1 a 3 vezes ao dia.

O u -.

1 mo

2 gotas, 2 vezes ao dia. @@3     RIMIOS *

Banhos quentes com uma mistura de algas (Fucus vesiculosus), de cavalinha e de 
urtiga, seguidos de frices frescas. * 20 g de cada planta para 2 litros de gua. 
Ferver durante 5 minutos e deixar em infuso durante
20 minutos. Filtrar e acrescentar  gua do banho.

08/717OS de OSSOIMO

* Banhos de assento frios. * 2 ou 3 por semana.

88/7/705 f0 V8POr *

1 ou 2 por semana, seguidos de loes frescas.


487

Osteoporose

DUCI1OS O.Ofuso.9 *

Frescas das pernas e das costas, vrias vezes por semana. [@1      A.TIm.I~1.7 
Ch117050

raiZ o& CffithUla OffiCinalS

Decoco de 10 g por litro de gua. Deixar repousar meia hora. Tomar 2 chvenas por 
dia durante 1 ms. Repetir vrias vezes.

ROCOM95 lf fitoffimputICOS

Bambu-ce-labas171r

- O extracto de bambu, comercializado sob o nome de bambullex, foi elaborado na 
Alemanha pelo Prof. Hauschka. Ele age a vrios nveis graas  sua composio: 
harpagfito, cssis e bambu-de-tabashir. Este produto existe nas farmcias e nas 
lojas de diettica especializadas.

As outras plantas:

Urtiga Luzerna sementes de Abbora, Consoldamaior Alecrim Salva

10 g de uma das plantas para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em 
infuso durante 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

GOMOtOMPI-O Aiw127-verme117.7, Fruto da SI/V.7 Sequ01.7 cassis

Esta preparao  feita em farmcia. Toma-se,  razo de 30 gotas por dia, num pouco 
de gua, durante 3 semanas. Repetir 4 ou 5 vezes por ano.

AllInOIMOAO

 um factor essencial:
* Evitar: doces, pastelaria, lcool,

produtos refinados, charcutaria, gorduras animais, manteiga cozinhada, fritos, pratos 
com molhos, ch, caf, chocolate, vinho (pode ser tomado em doses moderadas), 
cerveja.
* Alimentos privilegiados: cssis,

salsa, dente-de-leo, saladas verdes (ricas em magnsio), couve, cenouras, aipos, 
cereais integrais, trigo, arroz, alperces, castanhas, fruta fresca e seca, mas, 
peras, leo de sementes de abbora.

488

Otalgia

RECEIM REMINERALIZANAE

Esta receita  citada por inmeros autores. Tem principalmente uma

aco remineralizante e prepara-se da seguinte maneira:
- Arranje uma casca de ovo, de preferncia biolgico. Depois de lhe

retirar as aderncias do interior, reduza-a a p, esprema 2 limes e deixe toda a 
noite a casca moda dentro do sumo de limo: esta dissolve-se.
- Tomar 2 colheres, de sopa, por dia, se possvel em jejum ou antes

das refeies, durante 8 dias. Pare durante 4 dias e recomece. Pode fazer-se a mesma 
preparao utilizando vinagre de cidra: o

tempo de dissoluo e a posologia so idnticos.

CONSELHOS

- No desleixar: a actividade fsica que deve ser praticada de forma

contnua; os seus efeitos para combater e atrasar o aparecimento da osteop(,rose so 
inegveis. -Andar de p s descalos na erva hmida.
- Relaxamento (ver p. 139).

Otalgia

D   ores no ouvido, que podem ocorrer sem inflamao e ser um sintoma

de diversas afeces: reumatismos, gota, doenas nervosas, resfriamentos.

Aplicar os tratamentos para a Papeira (p. 495).

489

Otite

3 RECEMAS 7 EIS

A parietrla em decoco em azeite: 30 g de planta para 200 ml de azeite (15 de 
litro). Deixar macerar durante cerca de 10 dias. Filtrar e deitar algumas gotas 
amornadas no ouvido, 2 ou 3 vezes ao dia; ou em leo de amndoas-doces e em 
instilao no ouvido: alivia a dor. As folhas de nogueira fervidas em vinagre, 
aplicadas no ouvido ou atrs da orelha produzem um alvio rpido (segundo Chornel):
40 g de folhas para meio litro de gua. Ferver durante 20 minutos (reduzir a 113 
aproximadamente) e acrescentar o equivalente em vinagre de boa qualidade. Aplicar em 
compressas, 2 ou 3 vezes ao dia.

Otite

1

nflamao do ouvido externo, mdio ou interno, a otite ataca as partes cartilaginosas 
ou sseas e, muitas vezes, tambm as membranas do tmpano.  acompanhada de dores 
fortes, de vmitos, de febre, etc.

Vigilncia mdica indispensvel.

MA7AMEN7OS DO PR. SILZ

- Compressas hmidas e mornas (22 a 250C), que devem ser mudadas quando aquecem e 
renovadas at diminuir a inflamao.
- Loes frequentes na regio do ouvido, banho morno das orelhas. - noite: malIlot 
hmido e morno, nas pernas e nos ps.
- Lavagens da boca.

490

Ouvidos - Surdez

-Aspirao de gua quente pelo nariz.
- Lavagens dirias.
- Em caso de febre: banhos mornos (30OC), esfregando vigorosamente a pele.

RSCEM r111

-leo essencial de oucalipto diludo em leo de amndoas-docos (5 gotas de leo 
essencial para 50 gotas de leo de amndoas-doces), por instilao no ouvido, vrias 
vezes ao dia.

Ouvidos - Surdez

r tambm Zumbidos nos ouvidos (p. 611).

Rece~ fitotemputicos

A gua que escorre das extremidades dos ramos de freixo, queimados,  boa para curar 
a surdez. Deitar algumas gotas no ouvido ou num algodo que se coloca no ouvido. A 
casca de freixo em decoco teria as mesmas virtudes (Lobel, citado por Chomel): 20 g 
de casca para 1 litro de gua. Ferver durante 15 minutos e deixar em infuso durante 
20 minutos.
* Deitar algumas gotas no ouvido,

2 ou 3 vezes ao dia.
* C. Hoffman aconselha para a

surdez a instilao no ouvido, vrias vezes ao fia, de algumas gotas de infuso de 
cardo-bento: 20 g de planta para 1 litro de gua. Ferver durante dois minutos e 
deixar em infuso durante
10 minutos.
* Deitar algumas gotas no ouvido, 2 ou 3 vezes ao dia.

491



Palpitaes Papeira Paralisias

Parasitas

Parkinson (Doena de), Doenas degenerativas (Alzheimer, Esclerose em placas) Pele

Pernas pesadas Ps Pesadelos - Sono agitado

Picadas de insectos

Pneumonia

Poliartrite Plipos

Priso de ventre

Prstata

Prurido

Psorase

493

Palpitaes

Palpitaes

M

anifestam-se por um aumento da actividade cardaca, muitas vezes acompanhada de 
dificuldades respiratrias. As causas so inmeras: excitabilidade anormal, exausto, 
medo, des~ gosto, afeces nervosas, cardacas, etc.

Diagnstico mdico indispensvel.

DM901 Esplnheiro-alvar - V.71erlana
- Erva-cdrelra - Marrolo

1 ou  2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infuso Espinhelro-olvar + Valeriana + Erva-CIdrera + Marrolo

1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver e

deixar em infuso durante 10 minutos.
- Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

1M5 OSSOnc1.815

Flor de 1.7tanjelr& (Nero11)

1 ou 2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. Ou:

Lata/7j&ir8
- 3 gotas, 3 vezes ao dia.

Nos casos agudos ou nos quais a causa est ligada a uma emoo,

um stress, um medo, o abuso do alcool,

de excitantes, de medicamentos, etc.

- Banhos de ps mornos (30-C),

seguidos de afuses frescas dos joelhos.

Nos casos

COMP/M9M8 *

Compressas calmantes. Preparam-se com um pano dobrado e molhado em gua quente ou

mais graves

numa infuso de camomila: 10 cabeas de camomila para meio litro de gua. Ferver 
durante 1 minuto e deixar em infuso durante 10 minutos.

494

Papeira

- Aplicar sobre o peito, ao nvel do

corao, e na nuca. Assinalamos tambm:
* Os envolvimentos dos ps e das

barrigas das pernas em panos mornos e hmidos.

LOMOgOM *

* Lavagens frescas: meio litro de

gua  temperatura ambiente Fazer a lavagem com uma pra e conservar durante cerca 
de 10 minutos. Renovar 1 vez, se necessrio.
* As lavagens mornas com uma

infuso de camornila tm uma aco calmante: 10 cabeas de camomila para meio litro 
de

gua. Ferver e deixar em infuso durante 15 minutos.
- Fazer a lavagem morna de manh, de preferncia em jejum.

,;24
6 A

- Duches da nuca, mornos e frescos.

LL@@1@?j1 AI1M017ffiO *
* Deve ser sbria e ligeira.
* Suprimir todos os excitantes.

L@U Jejum        *

- Cura de fruta fresca.

Papeira

Inflamao epidmica, raramente isolada, das glndulas partidas. Geralmente ataca as 
crianas e caracteriza-se por dificuldade em engolir, em mastigar, dores de cabea, 
insnia, perturbaes do apetite e febre ligeira.

Nos adultos podem ocorrer complicaes (vigilncia mdica indispensvel).

com

@O/OSSOS *
101 Verbasco-br.?nco + Altela +

Verbena + Feno-grego
- Decoco: 2 pitadas de cada

planta para meio litro de gua.

Ferver em lume brando durante
20 minutos. Aplicar em compressas atrs das orelhas. Repetir vrias vezes ao dia.


495

Paralisias

ILOVOgOIM *

Lavagens mornas, todos os dias. @w     RY17hos de vapor *

Com aplicao de compressas quentes no pescoo, seguidas

de frices mornas (250C). Fazer todos os dias.

no AliMOIMOo

Alimentao ligeira, no excitante. Ar fresco.

Contra a inflamao da garganta

Ver eventualmente Anginas (p. 236).

compressos *

Compressas mornas no pescoo com envolvimentos hmidos e quentes das pernas e dos 
ps, seguidos de uma frico total morna.

- 1 ou 2 vezes ao dia.

F*11 .4111melMoOo

Alimentos privilegiados: fruta e legumes frescos, germe de trigo, agrio, soja, 
azeite, couve, limes, laranjas, toranjas, etc.

RECEM  7 X

- Raizes de labaa fervidas em vinho e aplicadas atrs da orelha,

em compressas, aliviam as dores.

Paralsias

P

erturbaes dos movimentos que podem surgir subitamente ou progressivamente. As 
causas de uma paralisia so variadas: rutura de um vaso sanguneo, comoo, 
inflamao, tumores, emoes, hipertenso, colesterol, diabetes, obesidade.

496

Paralisias

- Se a causa for de origem cerebral, a paralisia atinge a metade do corpo oposta ao 
hemisfrio cerebral doente (hemiplegia).

- Se a causa for uma doena da medula espinal, as partes do corpo situadas abaixo do 
local doente ficam paralisadas, parcial ou totalmente.

- Se a origem for muscular, a paralisia afecta sobretudo uma regio especfica, 
geralmente prxima da afec o. Surge no seguimento de um

resfriamento, de exausto, de abuso de substncias txicas, etc.

Vigilncia mdica indispensvel.

D/w901

w.9 * Prma vera - Cardarnomo
- BetnIca - (Brin.?, sob receita mdica)
- 2 drageias de cada, 1 vez ao

dia.

OU Prmavera + Crvamomo + Betnw

1 ou 2 pitadas de cada planta para 1 litro de gua. Ferver e deixar em infuso 
durante 10 minutos.
- Tomar 3 ou 4 chvenas por dia. As plantas seguintes tm uma aco favorvel sobre 
as paralisias:

pena - Ma - vsco de Carva117o (sob receita mdica) - Salva - Lavanda
- Louro

20 g de cada planta para 1 litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em infuso 
10 minutos. Tomar 2 a 4 chvenas por dia.

~ essenciflis 

2 gotas, 2 vezes ao dia.

ZIMbro

3 gotas, 2 vezes ao dia.

Nas sequelas das paralisias da lingua, com dificuldade

de elocuo

lcool a 900 + 10% de essncia Licor de Erva-uma             de erva-ursa. 
(Faraceiso)                   Tomar 10 a 30 gotas, 2 ou 3 vePode-se preparar da 
seguinte maneira:

zes ao dia, num pouco de gua.

Para as paralisias musculares

FrIc~ o In-Os~gen-9


Frices mornas frequentes (25OC) nas partes atingidas.

* Compressas mornas.
* Massagens, ginstica mdica,

etc.
* Com leo de erva-d~>Joo (Chomel): 30 g de erviiii-d~>

497

Paralisias

-Joo e 20 cabeas de camomila para meio litro de azeite.
* Deixar macerar durante 8 dias e

filtrar.
* Para acelerar a preparao,

aquecer a mistura em banho-maria durante 20 minutos e em seguida filtrar.
* Aplica-se em frices, 1 ou 2

vezes ao dia.

8017hOS dO V0POr *

Banhos de vapor 3 vezes por semana, seguidos de frices.

L@@'J MIMUI*O dO NOptUnO

- Aconselhado.

AlIMOIMOO

Vigilncia geral da alimentao. Contra-indicaes: todos os abusos, as sobrecargas 
alimentares, todos os excitantes (caf, ch, chocolate, lcool, tabaco), carnes 
gordas, charcutaria, crustceos, alimentos pesados e indigestos, queijos fortes, 
especiarias, maionese, pastelaria, excesso de acar, de sal, peixes gordos: carapau, 
arenque, sardinha, salmo, atum, etc. Alimentos privilegiados: couve, chucrute (sem 
os acompanhamentos), legumes, saladas, fruta fresca, etc.

jejum

Cura de fruta fresca.

KNEW ACONSELHA

Banhos de vapor. Aplicaes de compressas quentes de feno-grego em decoco:
40 g para 1 litro de gua. Ferver durante 10 minutos e deixar em infuso durante 20 
minutos. Aplicar em compressa durante 20 a
30 minutos. Repetir 2 ou 3 vezes ao dia. Afuses frias superiores, alternando:
* com afuses dos joelhos e das coxas;
* com uma camisa de flores de feno. Logo que sudam melhoras:
- Semicpio frio e curto (alguns segundos).

498

Parasitas

Parasitas.

S

o organismos que crescem, vivem e se desenvolvem no corpo do homem: caros, oxiros 
vermiculares, bicha-solitria, triquinose, etc. Em todos os casos observe uma higiene 
corporal rigorosa: lave as

partes sexuais e anais, escove as unhas, desinfecte a roupa de cama. Afaste

os ces e os gatos.

DM901

485 * Gravo-de-dofunto - Fraxnoa
- Tasneira - AbsInto

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infuso Gravo-de-dofunto -k Fraxnea + T27sneira + Absnto

1 ou 2 pitadas de cada planta para 1 litro de gua. Ferver e deixar em infuso 
durante 10 minutos. Tomar 4 chvenas por dia.

2jJ, 10~ esse/ICIBIS

EucalIpto
2 ou 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

Tui
3 gotas, 2 vezes ao dia (sob receita mdica).

LSWVO/75 *

Ferver meio litro de leite com 5 ou 6 dentes de alho esmagado. Fazer a lavagem de 
manh, em jejum.

Abbora ou Abbora-monIna

30 g de sementes. Retirar a casca das sementes, que se misturam a uma parte igual de 
acar de cana. Faz-se em seguida uma pasta  qual se pode acrescentar um pouco de 
leite.
* Tomar uma pequena poro durante 4 dias.
* Terminar a cura com uma infuso de amieiro-p~.

Absinto
* Ferver absinto (50 g) em 1 litro

de leite com alguns dentes de alho.
* Fazer cataplasmas e aplicar no

ventre,  noite ao deitar. Antigamente este mtodo era sobretudo utilizado para as 
crianas.

Figuera

O ltex desta rvore  um excelente vermfugo. Colhe-se na Primavera fazendo uma 
inciso no tronco. Conserva-se em frascos de vidro. Utilizar algumas gotas (5 a 10), 
diludas num pouco de gua. Tomar 2 ou 3 vezes ao dia.

499

Parasitas

* Se for aplicado imediatamente

aps uma picada de abelha, atenua os seus efeitos.
* Tambm ajuda a extirpar os calos e as durezas.

I- IqudMbal-
* A resina do tronco foi antigamente utilizada (sobretudo na medicina rabe) para 
fazer pomadas a ntipa rasit rias, especialmente contra a sarna.
* Depois da extraco, este lqudo

utiliza-se em frices e combate eficazmente os parasitas, os piolhos, por exemplo.

Qussia
* Esta planta tem o nome de um

escravo negro que a utilizou pela primeira vez.  tambm um insecticida natural e 
estimula as secrees gstricas e biliares. A planta toma-se em infuso,  razo de 1 
ou 2 pitadas para 1 chvena de gua. Ferver durante
1 minuto. Tomar 1 ou 2 chvenas por dia.

RomanzeIr.7

A raiz tem uma aco paralisante sobre a tnia.
30 g de casca da raiz em meio litro de gua. Deixar macerar durante 24 horas e 
aquecer a uma temperatura baixa. Aps 20 minutos aumentar a temperatura e deixar 
ferver at ficar reduzido a metade. Dividir em 3 doses, que devem ser tomadas ao 
longo do dia, acompanhadas de um purgante.

Esta decoco (muito simples)  tambm eficaz contra as amibas.

santolina
3 g de sementes de santolina, misturadas com 1 colher, de sopa, de mel, 1 vez ao dia.

pam 4? bICO 5011M1A1 gaenla ou M171.a).IMU5,10 * :01:1 S-nentes de abbon? 
(pevldes)
40 g de sementes para 1 litro de gua. Ferver durante 4 minutos e deixar em infuso 
durante 15 minutos. Beber 3 chvenas por dia.

AMIRMMOOO

* A alimentao deve ser sbria.
* Contra-indicaes: carnes de

porco, de cavalo, carnes vermelhas, charcutaria. Comer apenas carnes cozidas, muito 
bem passadas. Lavar cuidadosamente todos os legumes.
* Alimentoai privilegiados: alho a

todas as refeies, laranjas, limes, couve, chucrute, gro-de-bico, abbora, cenoura 
crua, salsa, rbano, batatas, leo de nozes, ameixas.

jejum   *

Acompanhado de lavagens intestinais: d bons resultados.


500

Parasitas

REmmo FAmoso coNrRA A alcHA-sourRiA

Durante muito tempo o remdio mais popular contra a bicha-solitria foi o 
ft<>rnacho. Segundo o livro do Dr. Gilbert, era preparado da seguinte maneira no 
sculo xvii:

A raiz de feto-macho  um medicamento cujas propriedades

foram bem determinadas pelos Antigos e negligenciadas durante muito tempo pelos 
Modernos. Foi preciso que um emprico suo renovasse a utilizao do feto contra a 
bicha-solitria e disso guardasse segredo, para chamar a ateno do pblico para as 
suas virtudes. Um tal Nousser percorreu toda a Europa e curou uma multido de pessoas 
atacadas pela bicha-solitria. A sua morte no suspendeu a utilizao desse remdio. 
A sua viva vendeu o segredo ao clebre Poutau filho, cirurgio genial, que o 
administrou at  morte com vantagens suficientes que lhe aumentaram a fortuna e a 
reputao. Finalmente, a viva Nousser vendeu o segredo ao Governo francs, que o 
publicou em 1775. Algum tempo antes, a clebre frmula de Henrrenfchward tinha 
tambm sido divulgada. Verificou-se, tambm ento, que estes dois remdios clebres 
eram conhecidos de Galiano e de Andri, que tinha publicado o seu excelente Traado da 
Gerao dos Wermes 17o Corpo Hurnano, e m 17 O 1. A raiz de feto-macho forneceu 
purgantes mais ou menos

drsticos a todos os mdicos em todos os tempos. Est na base do famoso remdio de 
Nousser. Administrada sozinha,  razo de 3 ou 4 dracrnas,  suficiente para matar a 
bicha-solitria, e a natureza provoca a sua expulso alguns dias depois, tal como 
observmos em trs pacientes; noutros  necessrio purg-los com gorna-guta, 
escamnia ou a panaceia mercurial. Nousser preparava as suas frmulas com 12 sementes 
de panaceia mercurial, 12 sementes de escamnia e 5 sementes de gorna-guta; mas 
vrias pessoas sofreram clicas horrveis e ardor nas entranhas depois dos efeitos 
deste terrvel purgante. Muitas vezes basta utilizar a escamnia para expulsar a 
tnia, na condio de o doente ter tomado durante 8 dias uma dracrna de raiz de 
feto. As cinzas de fetos fornecem uma grande quantidade de lcali, por isso 
servem para lavar a roupa e as loias. Podem,

Parkinson (Doena de), Doenas degenerativas (Aizheimer, Escierose em placas)

tal como as cinzas de giesta, ser prescritas a ttulo diurtico para a ascite e os 
edemas. O p desta raiz  um excelente curtume para preparar as peles de cabra. As 
folhas podem servir de cama para os animais. Se a raiz seca for cortada oblqua, ela 
representa, talvez um tanto obscuramente, a guia imperial.

N.B.: A raiz de feto s pode ser tomada sob receita mdica.

a Parkinson (Doena de),

o Doenas degenerativas (Alzheimer, Esclerose em placas)

A

doena de Parkinson caracteriza-se por tremores, uma diminuio dos movimentos e uma 
rigidez dos membros. A responsabilidade  atribuda a uma degenerescncia nervosa.

A doena de Alzheimer caracteriza-se por uma atrofia generalizada pr-senil, com 
aparecimento de demncia progressiva. O doente perde pouco a pouco as suas 
referncias com o mundo exterior.

A esclerose em placas, por sua vez, consiste numa afeco degenerativa da espinal 
medula. Traduz-se por um dfice motor, perturbaes da sensibilidade, tremores, etc.

A sua causa permanece desconhecida at hoje. Contudo o Dr. Maschi, nos anos 60, j 
suspeitava que as poluies elctricas podiam estar na sua

origem. Mas outros investigadores, entre os quais o Prof. Bill Huggins, pem em causa 
as amlgamas dentrias  base de mercrio neste tipo de patologias e em certos casos 
de leucemia. Parece que em certos casos a sua eliminao teria dados resultados 
significativos (maiores intervalos entre as crises).

No conseguimos encontrar nenhum tratamento credvel para estas doenas, nem entre os 
mtodos naturais nem na medicina oficial.

502

Parkinson (Doena de), Doenas degenerativas (Aizheimer, Escierose em placas)

Os mecanismos das doenas degenerativas do sistema nervoso permanecem obscuros. Em 
contrapartida, certos trabalhos parecem demonstrar a importncia dos factores 
ambientais na gnese destas patologias. Pensamos que estes merecem uma reflexo e 
novas investigaes.

A geografia da esclerose em placas mostra que a frequncia da doena progride nos 
dois hemisfrios. Esta constatao implica a considerao dos factores ambientais.

Assim, a Repblica Checa  um dos pases mais atingidos por esta patologia. Os 
investigadores checos conseguiram estabelecer uma cartografia da doena e detectar os 
locais de alto risco que, tal como a regio de Tplice, so os mais poludos do pas. 
Contudo,  demasiado cedo para poder pormenorizar todos os factores.

Os investigadores escandinavos tentam demonstrar a relao entre o

aparecimento da doena e a ausncia de cidos gordos no saturados na

alimentao (o que poderia explicar a cartografia desta doena).

R~Itos fitoteloputicas Bladona

* Dada a toxicidade desta planta,

no fornecemos nenhuma receita.
* Na Bulgria prepara-se um vinho no qual se dissolvem os princpios activos da 
beladona para tratar a doena de Parkinson.
* Tambm  utilizada no tratamento das dores e para aliviar a asma e a tosse 
convulsa.
* Em soluo,  utilizada na oftalmologia para dilatar as pupilas e examinar o fundo 
do olho.
* Esta planta deve alis o seu

nome s damas do Renascimento que, para terem um olhar mais brilhante (graas ao 
fenmeno de dilatao da pupila), se serviam dela com colrio.

ATENO1 Esta plante em cortos dosas  muito txlca o at mortaliii 56 deve ser 
tomada sob receita mdica.
* O seu nome latino Atropinum

indica bem a sua toxicidade, porque Atropos, uma das trs Parcas era a que presidia 
ao incio e ao final da vida e lhe cortava o fio.

CordIli.9
* Experimentou-se e utilizou-se a

cordilia com alguns resultados positivos no tratamento da doena de Parkinson e na 
paralisia agitante. ATENA01 Esta plante  muito txlcal Em cortas doses pode mesmo 
ser mortal (paralisia cardaca ou respiratrlai 111). S deve ser tomado sob receita 
mdica.

503

Pele

Pele

V

e  eventualmente Alergias (p. 207), Impigens (p. 438), Eczerna (p. 372), etc . A pele 
 composta por trs camadas sobrepostas:
* a epiderme
* a derme
* e a membrana gorda A derme  formada por tecidos conjuntivos e celulares, ricos em 
vasos sanguneos e nervos.

As glndulas sudorparas situam-se, na sua maioria, nas camadas profundas e atingem a 
superficie atravs de uma conduta excretora que permite a eliminao do suor.

As funes da pele tm uma importncia capital:
- eliminao dos detritos;
- regulao do calor corporal; - funes endcrinas. A pele possui, alm disso, um 
metabolismo especfico. Nela vivem 70 fermentos que produzem calor e electricidade.

A pele no  um elemento indissocivel do nosso organismo. Ela faz parte dele. O seu 
estado e a sua flexibilidade so o reflexo do nosso estado de sade. Assim, uma pele 
gordurosa, seca ou macilenta traduzem um estado doentio, abusos, uma m alimentao e 
uma higiene de vida inadequada.

Os inimigos da sua pele

*0 lcool
*0 tabaco
*Os abusos alimentares
*As carncias
*Os detergentes
*A sedentaridade, a ausncia de exerccios fisicos
*A exposio prolongada ao sol, aos raios U.V. (bronzeamento artificial)
*0 abuso da maquilhagem, etc.

504

Pele

Para conservar uma pele flexvel, sedosa e saudvel

- Afuses mornas, dirias.
- Afuses frescas das coxas e dos braos, alternadamente, seguidas

de afuses do peito (3 vezes por semana). -Banhos de vapor, 3 vezes por semana.

gonhos *

Banhos quentes com uma infuso de folhas de:

Noguelra >, Btula * 3 ou 4 pitadas de cada planta para 2 litros de gua. Ferver 
durante 1 minuto e deixar em infuso durante 10 minutos. Filtrar e misturar com a 
gua do banho. * Este banho tem propriedades acistringentes e refirmantes.

80171705 dO V0POr *

- 2 vezes por semana, seguidos

de loes e frices frescas.

n(8   Aliffielitap#O

- A alimentao deve ser sbria.

Contra-indicaes: carnes gordas ou envelhecidas, manteiga cozinhada, charcutaria, 
caa, queijos fortes, gruyi-&, bleu ioqu&fort, mu17ster, cantl, maionese, lcool, 
tabaco, pastelaria, doces, ch, caf, etc. Alimentos privilegiados: fruta fresca, 
alperces, pssegos, anans, mas, laranjas, limes, cenouras, couves, nabos, alho, 
salsa, germe de trigo, levedura de cerveja, etc.

jejum

 o mtodo mais eficaz para o rejuvenescimento. Praticar o mais frequentemente 
possvel. Cura de fruta fresca.

PELE SECA

II@I mscara de argila

Argila verde esmagada (4 a 8 colheres, de sopa) + leite integral (cerca de meio copo) 
ou iogurte. Fazer uma mistura untuosa, de fcil aplicao. Acrescentar algumas gotas 
de essncia de cenoura + patchuli.
1 ou 2 mscaras por semana.

505

Pele

/00 d~77.8qUIMOMO
O dO MODUMOO leo de Germe de trIgo ou

de Amndoas-doc&s para
1 frasco de so C/ leo essencial de Cenoura (15 got-?S)1 leo essencial de Fatc17u4 
(10 got-9s), leo essencial de ZIMbro (15 gotas

Utilizar algumas gotas desta mistura num algodo, 1 vez ao dia.

L

56/7h0 dO V8POr L(@JJ d10 ffisto

* Em 2 litros de gua a ferver deitar

algumas gotas de essncia de cenoura + essncia de patchuli (previamente diludas em 
lcool).
* Colocar o rosto por cima de um

recipiente com gua quente e cobrir a cabea com uma toalha.
* Durao do banho: 10 minutos.

Em seguida passar o rosto por gua morna.
* Fazer 2 ou 3 vezes por semana.

PELE OLEOSA

Evitar as maquilhagens.

Mscam deargila

* Argila esmagada verde (4 a 8 colheres de sopa) dissolvida em gua morna, de forma a 
obter uma pasta untuosa. Acrescentar 3 ou 4 gotas de essncia de lavanda + 3 ou 4 
gotas de essncia de toranja. * 1 ou 2 vezes por semana.

LOMO OWSMOqUIM.RIMO

Para 3 ou 4 colheres de leite integral ou de iogurte, acrescentar:

/00 OSSOnCIal d& IlaVanCa @2gos), lo essencial de Cenoura (2 gotas),

ol&o essenclal de Camornila (3 gois), leo essencial de Toranja (3 gotas). Utilizar, 
de preferncia,  noite.

/00 dO M8I7UMI7O o de pro&~o leo de grainhas de Uva num

frasco de 50 C/ leo essencial de Lavanda (15 gotas), leo essencial de Cenoura (15 
gotas), leo essencial de Toranja (1,5 got-7s).

Aplica-se com um algodo depois da desmaquilhagem,  noite.

506

Pele

8917h0 dO V8POr @@JJ0 do Msto

Em 2 a 3 litros de gua a ferver deitar algumas gotas de essncia de lavanda + 
essncia de Toranja (previamente diludas em lcool).
- 2 ou 3 vezes por semana.

PELE NORMAL

@@II Rscalo demVA?

s 5 a 8 colheres de argila diluda em gua morna acrescentar 3 gotas de leo 
essencial de cedro + 3 gotas de leo essencial de bergamota, previamente diludas em 
2 colheres, de sopa de leo de amndoae-doces: Misturar tudo de modo a obter uma 
pasta homognea e untuosa.

Aplicar durante 20 minutos. Passar por gua. Este tipo de mscara pode fazer-se 2 ou 
3 vezes por semana.

leo de M.TI7UM17O o de ~~

leo a,& Amnaloas-oloces num frasco o& 50 c1 leo essencial de Cdro @10 got-9s), 
leo essencial de Lim o (15 gotas),

leo eSS&nCIal de SalVa (15 goas), leo essencial de Berpamo1.9 @lo gotas)Este leo 
pode utilizar-se depois da desmaquilhagem,  noite, antes de ir para a cama.

03/7/10 de vapor @w ofo ~to

Em 2 ou 3 litros de gua a ferver deitar 2 gotas de leo essencial de cedro + 2 gotas 
de leo essencial de IlImIlio + 2 gotas de leo essencial de bergarnota, previamente 
diludas num pouco do lcool a 900 (os leos essenciais no so hidrossolveis). 
Acrescentar  gua a ferver.
* Colocar o rosto por cima do recipiente durante alguns minutos (3 a 5), e em seguida 
passar o rosto por gua fresca.
* Pode fazer 2 ou 3 vezes por semana.

507

Pele

RUGAS

Ver tambm Queimaduras (p. 534), Velhice (p. 600). Para retardar os efeitos do 
envelhecimento da pele e conservar durante o maior tempo possvel a juventude e a 
sade, siga os conselhos seguintes:

Aplicao interna

0f89011OS

Fazer curas de 6 a 8 semanas de cpsulas de onagra (4 a 8 por dia) vrias vezes por 
ano. Alternando com drageias de eleuterococo (6 a 8 por dia).

Alimelit~O

Contra-indicaes: evitar todos os abusos, especialmente lcool, cerveja, vinho, 
caf, ch, excesso de acar e derivados, pastelaria, bebidas aucaradas, excesso de 
sal, charcutaria, pratos com molhos, manteiga cozinhada, sobrecargas alimentares (a 
obesidade  um factor de envelhecimento), carnes gordas, enchidos, fritos.

Aplicao externa H        Mscaf de my/10

Para 5 colheres de argila verde, misturadas com gua:

2 a 4 gotas o& leo &ssoncial do P.71ma rosa

Alirnentos privilegiados: todos os legumes e frutos frescos: alperces, uvas, mas, 
peras, laranjas, limes, cenouras, couve, anans, toranjas, salsa, tomates, alho, 
cebola, germe de trigo e levedura de cerveja. Corno bebida, beber gua.

jejum

*  o meio mais seguro para conservar a juventude. * 1 ou 2 vezes por semana. * 1 dia 
de fruta fresca. * Cura de fruta fresca. * Evitar tamb m os cansaos excessivos e 
repetidos, o stress, as contrariedades, etc., e tambm os abusos de banhos de sol.

3 gotas de leo essenclal de cenoura,
3 gotas de leo essencial o& L8ra17j&lra.

Conservar at endurecer. Passar o rosto por gua.

508

Pele

A seguinte preparao devolve o

tnus  sua pele:
- Acrescentar a 50 ci de leo de

gerrno de trigo:

10 gotas de leo essencal de Falma-rosa,

15 gotas de leo essenci.71 do Cenotira,
20 gotas de l&o ossenclal de LaranjeZ.7. Fazer 1 ou 2 aplicaes por dia.

MANCHAS - PONTOS NEGROS

~0 Fazer uma loo com uma decoco de:

Vernica + Btula

3 ou 4 pitadas de cada planta

para meio litro de gua. Ferver durante 20 minutos e deixar em infuso durante meia 
hora.
- Em aplicao como loo, vrias

vezes ao dia.

CICATRIZES

A

c ,em 01 Btula

A casca de btula, queimada, reduzida a p e misturada com azeite, faria desaparecer 
as ccatrizes (Chomel). Aplicar com um algodo, 1 ou 2 vezes ao dia. Talvez existam 
outras receitas, mas no demonstradas. Para esta utilizmos o condicional,

com todas as reservas que isso implica.

leo de Rosa-moscad27-do-chlle

Este leo existe  venda nas lojas especializadas. Teria tambm a propriedade de 
atenuar as rugas (e faz-las desaparecer). Aplicar com um algodo, 1 ou 2 vezes ao 
dia.

MANCHAS DE NASCENA

COMPffissas*

Utilizar a raiz de borragem, da qual se conserva apenas o corao, macerado em 
vinagre.

Aplicado  noite, em compressas, faria desaparecer as manchas de nascena (receita 
antiga).

509

Pele

SARDAS

infuso *

A decoco de amndoas-amargas faria desaparecer as sardas: 20 g de planta para 1 
litro de gua. Ferver durante 3

minutos e deixar em infuso durante 10 minutos.
* Por via oral: 2 ou 3 chvenas

por dia. * Em loo externa: utilizar como desmaquilhante,  noite antes de ir para a 
cama.

ACO BENFICA DAS PLANTAS NA PELE

As plantas seguintes tm uma aco benfica sobre a pele:
* Madressilva (uso externo).
* Fumrla (uso interno e externo).
* Labea (uso externo).
* Persicrla (uso interno, doenas

da pele).
* Salva (uso interno e externo).
* Escabiosa (uso interno e externo).
* VernIca (uso interno e externo).
* 20 g de planta para 1 litro de

gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos.
* Em uso interno: 2 ou 3 chvenas por dia.
* Em uso externo: utilizar como

gua desmaquilhante ou em compressas,  noite antes de ir para a cama.

ReceIffis

Amor-perfoito Infuso de 10 g de planta em 1 litro de gua a ferver. Deixar em

infuso durante 15 minutos. Tomar 2 chvenas por dia. Pode tambm ser utilizada em 
banhos (com folhas de saponrla e de nogueira) ou se aplicam directamente as folhas 
em cataplasmas.

A v&a

Ferver 500 g de palha de aveia em 2 litros de gua durante 1 hora e acrescentar  
gua do banho. Tomar 2 ou 3 banhos por semana, com uma durao de 10 a
15 minutos.

Stula-branca

A gua de btula  um lquido que se colhe por entalhes (a cerca de 5 cm de 
profundidade) efectuados no tronco da rvore na Primavera. Tomar 1 ou 2 colheres, de 
sopa, diludas em meio copo de gua,
1 vez ao dia. Este lquido tambm  benfico para o aparelho urinrio. Utiliza-se, h 
muito tempo, para

sio

Pele

tratar os clculos biliares.
* Se se deixar fermentar, obtm-se cerveja (ou champanhe) de btula. Esta bebida 
foi muito apreciada no passado no Norte da Europa.

Cavalwha-dos-prados
* Infuso de 10 g de planta em 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia.

Ccut.7
* Na medicina grega esta planta

era utilizada em cataplasmas aplicadas nas partes atingidas, para tratar a psorase e 
o cancro da pele. Ateno!! Esta planta  muito txlcal Em cortas doses  mesmo 
mortalili 56 utlikar sob receita mdica.

Espadana-dguo
* Rizoma: ferver 20 g de planta

em 1 litro de gua durante 10 minutos.
* Em caso de eczema crnico e

outras dermatoses, tomar 2 ou
3 chvenas por dia.
* Esta planta  tambm depurativa e til no tratamento dos reumatismos.

Gram?
* Fazer uma infuso: 10 g de

rizoma em 1 litro de gua fria. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso durante 
20 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.

SlgUOir11717a
* As extremidades das flores (antidiarreicas, hemostticas), esmagadas e utilizadas 
sob a forma de cataplasmas, curam os eczemas e as lceras varicosas.

Salgueirnha-oli-cInal
* 10 g de raiz em 1 litro de gua

fria. Deixar macerar durante 12 horas.
* Tomar 2 chvenas por dia.

Z~oo
* A decoco serve para tratar as

doenas da pele (tambm nos animais).
* 20 g de planta para 1 litro de

gua. Ferver durante 10 minutos e deixar em infuso durante
20 minutos.
* Tomar 1 ou 2 chvenas por dia.
* Antigamente esta planta era utilizada (misturada com salitre) para pintar os 
cabelos de louro.

urtiga
* Infuso de 20 g de planta em 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia durante 1 ms.
* (Pode tambm utilizar-se directamente o sumo obtido de plantas jovens.)

511

Pernas pesadas

HEMATOMAS

COMP~MS

As seguintes plantas reduzem os hematomas:

Arnica-da-montanha, Tamolro, Consolda, Erva- ~d&-SO@JOO casc.1 Ole Mla, sementes 
de Lwh@a

A planta (qualquer uma) deve ser recluzda a p e misturada com

gua muito quente de modo a fazer uma pasta.
* Aplicar nas feridas durante 10 a

20 minutos. Repetir se necessrio.
* Uma outra forma de proceder

consiste em fazer uma mistura com argila, de modo a obter uma pasta homognea.
* Aplicar nas feridas durante 10 a

20 minutos. Repetir se necessrio.

04V7M4S RECEITAS AN77M5

* Farinha de fava embebida em gua, limpa e elimina as manchas

na pele.
* A raiz de lrio, em decoco, tem as mesmas propriedades.

Pernas pesadas

E

m caso de perturbaes prolongadas deve consultar o indico. As mulheres, mais do que 
os homens, so sujeitas a perturbaes da circulao sangunea pois tm, como  
suposto, as pernas frgeis. A responsabilidade incumbe a vrios factores: 
menstruao, menopausa, gravidez, saltos altos.

Nas pemas so mais especificamente os tomozelos e as barrigas das pernas que do uma 
sensao de peso. Este fenmeno acentua-se com o

calor, o estar de p, o lcool, o tabaco, a inactividade fsica e certos 
medicamentos. Trata-se de uma afeco da circulao sangunea que  fundamental no 
negligenciar.

512

Pernas pesadas

Um dos principais mecanismos consiste numa insuficincia venosa: o sangue estagna, a 
oxigenao normal no pode efectuar-se, e os msculos tornam-se dolorosos.

A hereditariedade pode ser um dos factores que faz desencadear ou

acentuar este fenmeno. As profisses mais atingidas so as que obrigam a pen-
rianecer de p por perodos prolongados. Mas outros elementos podem tambm favorecer 
o problema: o aquecimento pelo cho, os banhos de sol prolongados, os banhos 
demasiado quentes, as roupas apertadas e a obesidade.

Ver tambm Fragilidade capilar (p. 408), Flebite (p. 404), Varizes (p. 598), Sangue 
(p. 549).

01290 85* S.7bUgU&1r0 - G&r17i0 ei-va-de~so-roberto Hamamls - S&Iva
2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou &?bUgueiro + G&rno, erva-de-so-roberto + H.9mamlis + S,91va

1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em 
infuso durante 10 minutos. Tomar 3 chvenas por dia, fora das refeies.

~ OS5017C1,815*

P/@7/50

2 gotas, 3 vezes ao dia. Nos casos srios:

cpreste
2 ou 3 gotas, 2 vezes ao dia (unicarnente sob receita mdica).

Outras plantas: ver Sangue (perturbaes da circulao), p. 549. * Cura de cpsulas 
de leo de

onagra: 4 por dia, durante
1 ms. Repetir.

N.R~OfiS

* A automassagem das pernas, das barrigas das pernas e dos ps permite aliviar as 
pernas cansadas e pesadas. Faa a massagem com leo de erva-de-so-Joo do Dr. 
Chomel, que se prepara da seguinte maneira: * 30 g de erva-de-so-Joo para meio 
litro de azeite (ou de leo de amndoas-doces). Acrescentar 20 cabeas de camomila e 
deixar macerar durante 8 dias ao sol ou aquecer a mistura em banho-maria durante 30 
minutos para acelerar a preparao. Deixar repousar 2 dias e filtrar. Misturar em 
partes iguais com lcool canforado. * Fazer 1 ou 2 massagens por dia.

513

Pernas pesadas

0817h05 dOS ~

Banho dos ps morno com uma decoco de:

Fucus vesiculosus Hamamls + Vinha-virgem
* 2 pitadas de cada planta para

meio litro de gua. Ferver durante 10 minutos. Acrescentar  gua do banho.
* Tomar este banho morno durante

5 a 10 minutos. Passar as barrigas das pernas, os ps e os tornozelos por gua fria e 
friccionar.
* Banho dos ps frio (cerca de

10 litros de gua num recipiente ao qual se acrescentam cubos de gelo).
* Banho dos ps quentelfrio:

este tipo de banho pode tambm fazer-se com 2 recipientes: um de gua fria e outro de 
gua quente, alternadamente, o que tem por efeito uma vaso-constrio pelo frio e uma 
vaso-dilatao pelo calor. Este banho melhora a circulao e a resistncia dos vasos 
sanguneos.
* Comea-se por tomar um banho

dos ps quente durante 1 ou 2 minutos, e depois mergulham-se os ps no recipiente com 
gua fria durante alguns instantes. Recomea-se esta operao cerca de uma dezena de 
vezes.
-  prefervel fazer este tipo de

banhos  noite, porque, para alm da sua aco sobre a circulao sangunea, tambm 
tem efeitos relaxantes.

Tambm se podem acrescentar ao recipiente de gua quente 4 ou 5 colheres de sopa de 
sal marinho grosso no refinado.

08/7/105 dO V8~ *

2 por semana, seguidos de um duche frio e de frices vigorosas.

AI1M0I7M00

* Evitar: acar, excesso de sal,

lcool, vinhos, cerveja, pratos com molhos, charcutaria, enchidos, gorduras animais, 
manteiga cozinhada, fritos, ch, caf, chocolate, tabaco, queijos fortes.
* Alimentos privilegiados: o alho

 provavelmente um dos melhores remdios para todos os problemas sanguneos. Deveria 
fazer parte da alimentao diria de todos. E tambm agrio, salsa, erva-benta, 
escarola, cebola, beterraba, cenoura, aipo, couve, pepino, funcho, soja. Os leos 
vegetais de primeira presso a frio e especialmente o azeite, o leo de girassol, de 
ssamo, de crtamo, de germe de trigo e toda a fruta fresca, especialmente laranja, 
toranja, limo, c ssis, uvas, etc.

JOJU177


* 1 dia por semana. * Cura de fruta: uvas, alperces, 1 dia por semana.

514

Ps

1 CONSELHOS

Actividades fsicas regulares: andar a p, de bicicleta, natao, etc. Endurecimento: 
andar de ps descalos, na Primavera, no orvalho, nas pedras hmidas,  beira dos 
rios, das correntes de gua, do mar. Dormir com os ps ligeiramente sobreelevados por 
meio de uma almofada. Existem tambm nas farmcias e nas lojas especializadas pegas, 
meias ou collants de manuteno que tm uma aco relaxante. Podem ser usados 
ocasionalmente mas nunca permanentemente.

Ps

v

r Entorses, Luxaes (p. 376).

PS FRIOS

Ver Fragilidade capilar (p. 408), Sangue (p. 549).  sempre sinal de uma circulao 
sangunea perturbada. Se os sintomas persistirem, consulte o mdico.

O

wmf 75 * H27mamlIs - ZMbro Tanchagem - AzevInho-pequeno

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU IMUSO * Hamomls -@- Zimbro Tanchagem + Azevnho-pequeno

1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em 
infuso durante 10 minutos. Tomar 2 ou 3 chvenas por dia, entre as refeies.

1M5 055017CI.R.15* CIprost (sob receita mdica)
2 gotas, 3 vezes ao dia.

515

Ps

Alternando, dia sim dia no com:

canela

2 gotas, 3 vezes ao dia.

MO17h05 dros ps

Mornos e frios, alternadamente (2 a 5 minutos), seguidos de uma massagem vigorosa dos 
ps e das barrigas das pernas. Fazer  noite, de preferncia ao deitar.

Ranhos d,O vapor *

Dos ps, 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de afuses frescas e de frices 
vigorosas.

oUches O offises *

Das coxas, dos joelhos e do baixo-ventre (todos os dias). Fulgurante, 2 ou 3 vezes 
por semana. Afuso rectal.

cintUI*O de Noptu170

Envolvimentos hmidos dos ps e das pernas (at aos joelhos),
3 vezes por semana, na condio de aquecerem rapidamente.

AI.1n701m000

Suprimir: tabaco, cozinha pesada, lcool, manteiga cozinhada. Alimentos 
privilegiados: cebola, alho, salsa, levedura de cerveja, couve, mirtilos, legumes 
verdes, cereais, etc.

Jeil/m *

1 dia, a fruta.

CONSELHOS

-Endurecimento (ver p. 132).
- Exerccios fisicos: andar de ps descalos na areia, na tijoleira, na

erva hmida.
- Os ps frios aquecem rapidamente se ficarmos em pontas dos ps

durante 2 ou 3 minutos, e elevando-nos e abaixando-nos lentamente (repetir estes 
exerccios vrias vezes seguidas).

516

Pesadelos - Sono agitado

PS INCHADOS

Ver Edema (p. 373), Gota (p. 418). Ps inchados depois de uma longa caminhada, 
cansao, etc.

ROMIOS *
10 g d& 17or&s d AbsInto,
10 g do Lavand27,
10 g de Orgos,
10 g do Toml17o (Tl?ymus vulgars),
10 g de Salva,
10 g de Ale crm,
10 g de Hssopo.
* Deitar estas plantas em 2 litros

de gua a ferver e deixar em infuso durante 4 horas.
* Acrescentar 2 litros de vinho tinto

e fazer um banho dos ps com esta mistura quente.

ouches o afuses *

* Das coxas e dos joelhos, de

manh ao acordar.
* Andar dentro de gua ou na erva

hmida.
* Banhos dos ps, mornos e frios,

alternadamente, com uma durao de 3 a 5 minutos. Terminar com uma ligeira massagem 
com leo de amndoas-doces.
* Fazer  noite, ao deitar.

TRANSPIRAO EXCESSIVA DOS PS

Ver Transpirao (p. 586).

Pesadelos - Sono agitado

S

onhos oprimentes, com uma sensao de peso nos membros e no peito,

acompanhados de uma sensao de incapacidade de movimentao.
O acordar surge como uma libertao. Os pesadelos so, muitas vezes, seguidos de 
medos, palpitaes, dores de cabea, dores musculares, exausto, etc.

517

Pesadelos - Sono agitado

a

ra    as *

OI

Erva-cidreira - Tlia

2 drageias de cada.

Primavera - Salguero
- Artems9
2 drageias de cada. Alternadamente, dia sim dia no.

OU IMUS#O *

Erva-cidrera ,, Ma .@. PrImavel-a + salgu0ro + Artemsa

* 1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em 
infuso durante 15 minutos. * Tomar 2 ou 3 chvenas por dia (1 delas  noite, 1 hora 
antes de ir para a cama).

10~ essenciais

Manjerona
- 2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia.

MO/7/105 *

* Banhos de assento frios, 4 vezes por semana.

LIV.8g0J77*

* 1 lavagem com uma infuso de C8M0M11a. * 8 a 10 cabeas de camomila para meio litro 
de gua. Ferver e deixar em infuso durante 15 minutos.
- Fazer a lavagem, morna, 1 a 2

horas antes de ir para a cama.

9:0/71105 dos ~ RO/7/705 0f05 blOOS

Banhos com uma decoco de:

Erva-cidroIra + Lavanda + L ouro

* 2 pitadas de cada planta para meio litro de gua. Ferver durante 20 minutos e 
deixar em infuso durante meia hora. Acrescentar 4 ou 5 litros de gua quente e 
efectuar os banhos de ps durante 5 minutos. * Passar os ps por gua fresca (ou 
fria) e friccion-los vigorosamente.

86/7/105 dO VOPOr *

3 banhos de vapor por semana.

Da face, dos braos e das coxas.


ClIMUIO dO NO.OtU17O

Eventualmente  noite, antes de ir para a cama.

518

Pesadelos - Sono agitado

Alimentao*

* Alimentao ligeira, especialmente  noite. No ir para a cama imediatamente a 
seguir  refeio da noite e, pelo contrrio, andar um pouco a p.
* Contra-indicaes: caf, ch,

chocolate, especiarias, pratos com molhos, maionese, charcutaria, manteiga cozinhada, 
fritos, lcool, vinho, cerveja e todas as sobrecargas alimentares, especialmente  
noite.
* Alimentos privilegiados: legumes crus, saladas (alface), cereais integrais, trigo, 
aveia, levedura de cerveja, alperces, ameixas, pssegos, uvas, etc. Mastigar lenta e 
completamente os alimentos. No engolir os alimentos antes de estes estarem bem 
triturados.

JeAVm

* Permite sempre um melhor relaxamento e um sono mais profundo, reparador e sempre 
agradvel. * 1 dia, a fruta.

CONSELHOS

No negligenciar:
- o endurecimento e andar de ps descalos na erva hmida (p. 132);
- os exerccios fsicos e o relaxamento (p. 137).
- Evitar: todos os rudos violentos, as msicas demasiado altas, os

walkmans, as contrariedades, a clera, os espectculos televisivos excitantes ou 
stressantes.

519

Picadas de insectos 1 Pneumonia / Poliartrite

Picadas de insectos

T

irar o ferro e colocar:

vinagre ou limo ou salsa

ou gernio ou cebola

PARA AFASTAR OS INSECTOS (especialmente os mosquitos)

lws essenc1.71.9* @//ft   Lav.~21, ossnca de Lavand,9, Erv.?-Cldr&lra, EticalpIO 
Por vaporizao com um difusor

ou num prato. Misturar um dos leos com lcool, acrescentar um pouco de gua de modo 
a evitar uma evaporao dema- siado rpida.

Pneumonia

v    r Bronquites (p. 264).

Poliartrite

v

520

r Artrite (p. 245), Reumatismos (p. 538).

Plipos

P

r o OUPOS

O

s plipos alojam-se na laringe, no nariz, nos ouvidos ou no recto. Podem ocasionar 
dores, mal-estar e eventualmente hemorragias. , frequentemente, necessrio realizar 
uma interveno cirrgica.

rRAMMEN70 DO DR. SILZ

- Banhos de vapor.
- MaMots completos ou parciais.
- Banhos de assento mornos frequentes com uma decoco de

casca de carvalho (especialmente para os plipos da vagina):
20 g de casca para 1 litro de gua. Ferver durante 10 minutos e deixar em infuso 20 
minutos. Acrescentar  gua do banho, que deve ser tomado morno durante 3 a 5 
minutos, todas as manhs, e depois mais espaados quando surgir uma melhoria. Passar 
o corpo por gua fresca.

PLIPOS DO NARIZ

Ilispiroo

* Inspirao diria de gua de

cavalinha, que deve ser preparada da seguinte maneira: 3 ou
4 pitadas de cavalinha para 1 chvena de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em 
infuso durante 10 minutos.
* Inspirar o lquido por cada uma

das narinas vrias vezes e expuls-lo.

Cileos, essenciais Essnca de Tua (sob recolta mdica)
- 2 gotas, 3 vezes ao dia.

Recolffis lf MotemputICOS

Cipr&ste & Fi .gos fr&scos
* O cipreste triturado com figos

frescos, em aplicao local elimina os plipos (receita da Grcia antiga).
* Algumas folhas de cipreste e 1

ou 2 figos frescos. Triturar tudo de modo a obter uma pasta homognea.
* Aplicar 1 ou 2 vezes por dia.

Feto
* O p de feto aspirado pelo nariz

curaria os plipos do nariz (receita popular).

521

Priso de ventre

Priso de ventre

-?@@T? sculo passado, o Prof. Bilz denunciava a utilizao excessiva de @ laxantes 
para combater esta afeco. Realava que a priso de ventre, incluindo a priso de 
ventre rebelde, provocada por um relaxamento

e uma preguia dos nervos, dos vasos e dos msculos do aparelho digestivo, devem-se 
essencialmente a uma alimentao defeituosa.

Cem anos depois, os mesmos erros alimentares, as mesmas causas, os mesmos efeitos. Os 
comentrios que ele fazia so ainda actuais.

As pessoas prestam pouca ateno s funes do seu corpo e

no evacuam diariamente. Alm disso, a posio sentada prolongada (em automvel, em 
transportes colectivos), a alimentao e

a inactividade fisica so todos eles factores que predispem a esta

doena. Quando a situao se repete, as pessoas perdem a faculdade de regular as suas 
evacuaes. O mal torna-se crnico e acompanha-se de dores de cabea, mal-estar, 
inapetncia, vontade de vomitar, etc. 

Note-se que as nossas sanitas de posio sentada so confortveis, mas

inadaptadas  defecao. Pelo contrrio, as sanitas  turca preenchem 
perfeitamente as condies de uma boa evacuao.

Para prevenir a priso de ventre, habitue-se, todos os dias, a evacuar, todas as 
manhs  mesma hora; se necessrio, faa uma lavagem (ver pgina seguinte).

Assinalamos tambm que a priso de ventre  um sinal de alarme: ela indica que 
deveramos alterar os nossos hbitos alimentares.

522

Priso de ventre

Priso de ventre ligeira e passageira

Olagei

s * LYJ Cer`lUrea - Hort;el-pimeMa

2 drageias de cada,

AlecrIm - A~ro-preto
- Malva

2 drageias de cada. Alternadamente, dia sim dia no.

ou Infuso * Contuie.7 , Hortel-pmentg
-,, Alecrim + AmeIro-preto Molv19

1 pitada de cada planta para 1 chvena grande de gua. Ferver durante 3 minutos e 
deixar em infuso durante 15 minutos.

1005 OSSOMARIS Alecrm

2 gotas, 2 vezes ao dia.

Priso de ventre forte

O/w90A

s * UY Genciar,.-? + Marrolo

2 drageias de cada.

PiNte11-0 - Cssio Monjerico Alternadamente, dia sim dia no.

OU IMUSfO * Genciana + Morroo + PlIrIteiro + Cssio + MonIrIco

1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em 
infuso durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

lvos AlocrIm

2 gotas, 3 vezes ao dia.

88/7/705 dO 85501M0 *

Quentes: muito aconselhados (sobretudo nos casos rebeldes), com massagem do ventre e 
do baixo-ventre. Logo que surgirem melhoras, tomar banhos de assento mornos e depois 
frios (todos os dias).

Lavagem*

Fazer uma infuso de camomilla: 10 cabeas para meio litro de gua. Ferver e deixar 
em infuso durante 15 a 20 minutos. Depois de evacuar, pode fazer uma pequena lavagem 
morna (200C aproximadamente) com esta infuso, que deve conservar (o equivalente a 1 
copo).

523

Priso de ventre

MO17hOS 0 V0POr *

- Seguidos de uma loo fresca.

Duches o efi/s&s *

Dos braos e das coxas, todos os dias, insistindo no baixo-ventre. Terminar com uma 
frico vigorosa.

Recoltas Motemputicos AmIeIro-pr&t Ferver 20 g de casca em 1 litro de gua durante 
15 minutos e deixar arrefecer. Beber morna,  noite.

cqui
* Os frutos so laxantes e reguladores do trnsito intestinal. So particularmente 
aconselhados s pessoas idosas e s crianas.

Cscafa_sogarda
* Infuso de 20 g de casca seca

em 1 litro de gua fria. Ferver durante 1 minuto e deixar em infuso durante 15 
minutos.
* Beber 1 chvena,  noite.
* Esta planta foi utilizada pelos

primeiros colonos hispano-americanos.

cssis
* Come-se em compota, que deve

ser feita sem acar (tambm para as inflamaes dos intestinos).

Escambroeiro purgante
* 20 bagas secas ou frescas, de

manh em jejum (podem servir-se com compota).

* No sculo xvi Matthiole dava a

seguinte receita de xarope de escambroeiro: esmagar 1 kg de bagas, deix-las repousar 
durante 4 dias num recipiente de vidro num local aquecido e acrescentar 250 g de mel, 
aquecendo, a seguir, em lume brando para obter uma consistncia de xarope. Passar por 
uma peneira e aromatizar com 15 g de gengibre, 15 g de canela em p e 7 g de cravo-
de-cabecinha. Guardar em garrafas bem fechadas.
* Em certas regies esta planta

substitui o ruibarbo, da o seu segundo nome corrente: ruibarbo dos camponeses.
* Pode-se tambm misturar com

maiva.

Funcho
* Em infuso: 100 g de funcho para


1 litro e meio de gua. Ferver durante 10 minutos e deixar em infuso durante meia 
hora.
* Beber 4 ou 5 chvenas por dia.

Linhaa
* Demolhar 10 g de sementes em

meio litro de gua fria durante 4 horas e engolir a mucilagem juntamente com as 
sementes.

marmelo @fruto do marmelero comuin)
* Demolhar durante pelo menos 8

horas 10 g de caroos de marmelo. Engolir a mucilagem.

Ruffiaffio
* Esta planta  conhecida e utilizada h 5000 anos na China. Foi descrita durante as 
viagens

524

Priso de ventre

de Marco Polo. Foi apreciada na Europa durante a Idade Mdia, mas s no sculo xix 
passou a ser medicinal. Em pequenas doses o ruibarbo  tnico, adstringente e 
estomacal; em doses mais elevadas  laxante; em doses ainda mais fortes  um purgante 
forte.
O ruibarbo, de Frana R17eum raponticum  nitidamente menos activo.

Sena
* Infuso de 10 g de folhas ou 5 a

6 dentes para 1 litro de gua fria. Deixar repousar durante 12 horas.
* Beber 1 chvena,  noite.

Trep&dera-de-c,ampain17a
* A linhaa e a trepadeira-de-campainha tm uma aco purgante atravs do aumento dos 
movimentos do intestino delgado. Tm tambm uma aco sobre o intestino grosso.
* Infuso de 6 folhas frescas em 1

chvena de gua a ferver.
* As folhas, secas  sombra e reduzidas a p, misturadas com mel constituem um bom 
purgante para as crianas (muitas vezes considerado como o purgante menos nocivo de 
todos). Os farmacuticos utilizam frequentemente uma espcie asitica, Gonvolvulus 
scarnmoi7a.

.411menffipf0

Tal como vimos acima, os erros alimentares so uma das causas

da priso de ventre. Todos os tratamentos indicados visam favorecer a eliminao dos 
detritos. Podem melhorar o trnsito intestinal de forma relevante ou notvel. Mas 
para que estes efeitos sejam duradouros,  indispensvel agir sobre a alimentao.

Deve-se, em primeiro lugar, ter uma boa mastigao, de modo a que os alimentos sejam 
ensalivados convenientemente e capazes de serem assimilados.
*  Contra-indicaes: o consumo

de po branco, de massas e arroz refinados, de salmouras, de conservas, de manteigas 
cozinhadas, de charcutaria, de lcool (no tanto o vinho), de cerveja, de tabaco, de 
chocolate, de caf, de doces, de bebidas gaseificadas, de pastelaria, de bombons, 
etc.
*  Alimentos privilegiados: po

integral, cereais integrais, aveia, arroz, trigo sarraceno, todos os legumes verdes, 
frutos frescos, saladas (dente-de-leo), alcachofra, couves, ruibarbo, ameixas, 
groselhas, sumos de fruta (ameixas) sem corantes nem conservantes.

jejum

Aconselhado com um consumo abundante de gua e de lavagens intestinais. Cura de fruta 
fresca (uvas, ameixas, etc.).
1 dia, a fruta.

525

Priso de ventre

RWE1J5A DO PROF. BIZ

Uma receita excelente preconizada pelo Prof. Bilz consiste em preparar de vspera 
ameixas socas (7 a 10)  s quais se acrescentam 2 boas colheres de farello ou de 
farinha de centeio. Esta mistura deve macerar durante toda a noite num pouco de gua. 
Esta deliciosa marmelada deve ser tomada de manh em jejum (e a qualquer momento 
durante o dia). Favorece a eliminao.

OU.05 fficoltas teis

1 - ErV27-CIdMra -@- C.?SC@? dO l~ -@- NOZ-MOSWd8 ra18d8 + G0017MOS + GraVO-d6-
C8beCn17.7 + G.717e1.7

- 4 ou 5 pitadas de cada (cerca de 10 g de cada planta) em

macerao em 1 litro de vinho branco + 113 de boa aguardente.
- Deixar 3 dias esta mistura em digesto, ao abrigo da luz (cave, armrios) 
dentro de uma frasco tapado. Aquecer em

seguida a mistura (retirando primeiro a rolha do frasco) em banho-maria durante uma 
meia hora. Filtrar e conservar. Esta gua, comparvel  clebre receita da Rainha 
da Hungria, para alm de combater a priso de ventre, era prescrita contra a 
epilepsia, a apoplexia, os vapores e a insuficincia urinria. Toma-se cerca de 1 
colher, de sopa, de manh em jejum, diluda num copo de gua.
2    Hipcrates e Dioscrides recomendavam a seguinte frmula:

3 boas pitadas de sabugueiro para 1 copo de vinho branco (aquecer em banho-maria). 
Purgante potente.

CONSELHOS

Ver tambm:
- O endurecimento e andar de ps descalos na erva hmida (p. 132)
- Passeios a p, actividades fsicas, exerccios ao ar livre, etc. (p. 133). -
Cinturo de Neptuno (p. 148).

526

Prstata

Prstata

A

inflamao da prstata pode ter diversas origens, tais como uma

inflamao da garganta, dos ouvidos ou um abcesso nos dentes. Traduz-se por 
dificuldades de mico (com desejo frequente), evacuao dolorosa e ejaculao 
difcil. Surge geralmente com a idade.

Diagnstico mdico indispensvel. A homeopatia preconiza Mercurius cor, Apis mel, 
Hepar su@f, geralmente a 5 ou 15 CH.

Ver eventualmente Priso de ventre (p. 522), Incontinncia urinria (p. 444).

DM901

W., *                        rante 1 minuto e deixar em infuBtula - cipreste - 
BIStort.7        so durante 10 minutos.
- UrZ& - AlqUOqUO171&              - 3 vezes por dia, durante 8 dias. * 1 a 2 
drageias de cada, 1 vez ao          - Alternando com:

dia.                                              Ranha-dos-pr.7dos + P-de~ * 
Alternando de 8 em 8 dias com:                    -1& o + VernIca , Grarna

R.7ning-aos-ptados - P-do-       - 1 pitada de cada planta para 1 -/&o - Vernc8 
- Grama             chvena de  gua. Ferver du- * 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez    
          rante 1 minuto e deixar em infuao dia.                                    
so durante 10 minutos.

Vriffia ~rma ^r                            - 3 vezes ao dia.

p Eleuterococo ou Gns&ng (wrmoffio de prefernca)
6 drageias por dia durante perodos de 4 a 6 semanas.

Altemadamente, curas de:

Prpolis
3 drageias por dia, durante um perodo de 3 a 4 semanas.

ou Infuj9J0 *

Btula + CIprest,- + Bstorta + Urze + Alquequenje
1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver duIOM OSSOMISIS
1@@ TUI.7

2 gotas, 3 vezes ao dia (sob receita mdica). Ou:

Murla
- 2 gotas, 3 vezes ao dia.

0817h05 dO OSSOMO *

Mornos, 2 vezes ao dia, com massagem do baixo-ventre.


527

Prstata

8017h05 de vapar *

2 por semana, seguidos de frices frescas.

OUChes e affises *

Das coxas e dos joelhos, todos os dias, com massagem do ventre e do baixo-ventre. 
Afuso rectal morna.

CilIffi~ dr& NO~170*

2 vezes por semana.

Roce~ RoteI~Ut~ Cloreto de magnsio
1 saco de 20 g dissolvido em 1 litro de gua de Mont Rouscous, ou Volvic. A mistura 
deve, de preferncia, ser feita numa garrafa de vidro.
- Tomar 314 de copo, de manh,

em jejum. Salvo em caso de Insuficlncia renal.

Mistura das seguintes plantas, em Infuso:

Fr&ixo, Btu127, Agr~17ia, Alquequenle * 15 g para 1 litro de gua. * Tomar 2 ou 3 
chvenas por dia.

.?/V.? (flores) * 20 g por litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 10 
minutos. * Tomar 2 ou 3 chvenas por dia. * Aco descongestionante.

urze

* 20 g por litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 10 minutos. * Tomar 2 
chvenas por dia.

E QUAN70 AO ~ PALMEM?

Trata-se, do Solonos re~ (Bartel) Smali, da famlia Ar~c~.  uma plante alimentar bem 
conhecida dos ndios.  tambm utilizada para aromatizar a aguardente o  uma espcie 
de melfra. H muito tempo que se atribui s suas folhas um poder antitumoral, 
rejuvenescedor, tnico, diurtico e sedativo. Verificou-se que tem uma ac o sobre a 
prstata, mas tambm em casos de atrofias tissulares e em inmeras patologias 
femininas. Alm disso, seria tambm afrodisaca. No sculo xix os colonos americanos 
utilizavam-na para tratar as

Prstata

lceras, as bronquites crnicas e a asma. Verificaram-se bons resultados no 
tratamento da diabetes. Os ndios eram muito prudentes na sua utilizao, usando-a 
sobretudo para tratar a disenteria e as doenas de estmago. As investigaes 
modernas confirmam a sua aco estrognica. Devido s suas mltiplas aplicaes e 
pelo seu carcter hormonal (presena de esteris) e segundo a opinio da Food and 
Drug AdmnIstraion, que a classificou como an 17erb of undeli'~safety (planta cuja 
inocuidade no  garantida), podemos considerar esta planta anticancergena, 
realando que  utilizada sobretudo para perturbaes da prstata e cistite crnica. 
A sua prescrio deve contudo ser reservada a terapoutas competentes na matria.

AlIMOft~O *

Vigie particularmente a qualidade dos alimentos.

Contra-indicaes: lcool, vinho, cerveja, aperitivos (vinho branco, champanhe), 
charcutaria, enchidos, caa, carnes gordas, pratos com molhos, conservas, peixes 
gordos (salmo, arenque, carapau, sardinha), queijos fortes, etc.

Alimentos privilegiados: alho, cebola, morangos, frutos maduros, laranjas, limes, 
toranjas, cereflio, salsa, tomates, cenouras, pssegos, alperces, cerejas, cereais 
integrais, as sementes e o leo de abbora, etc.

jejum

1 dia por semana. Cura de fruta (morangos, laranjas, toranjas, uvas).

CONSELHOS

Endurecimento: andar de ps descalos na erva hmida (ver p. 132). Exerccios 
risicos, sem excesso. Exerccios respiratrios (ver p. 137).

529

Prurido

Prurido

O

prurido aparece na pele formando pequenos ndulos e d comicho. Pode atingir as 
mos, os dedos, os bra os, as articulaes, o coro

cabeludo, os rgos genitais, o nus, o nariz, os ouvidos, etc.

Eliminar: a roupa demasiado apertada, a roupa de fibras sintticas, sobretudo a que 
fica em contacto directo com a pele. Prefira roupas amplas, de fibra natural.

Ver tambm Impigens (p. 438) e Alergias (p. 207).

O/2901 15 * Btul.7 - Fuinra - nu127-campana - Amor-perf&to
1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Btula + Fumria + nul&-campana + Amor-perfelto
1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia. 
Alternando, semana sim semana no, com drageias de:

Prpols - Fucus vesculosus

3 drageias de cada, 1 vez ao dia.

l~ OSSOMISIS ZMbro

2 gotas, 3 vezes ao dia.

RIMIOS dO OSSOIMO *

Frios ou banhos de assento com frices.

2 ou 3 vezes por semana.

Duchos o Ofuses *

Dirios, das coxas e dos braos, alternando com uma afuso superior. Maillot 314 
prepara-se como uma camisa de flores de feno humedecida em gua morna, que deve 
ser conservada, se for suportvel, at completa evaporao.
3 vezes por semana.

Aliffielmoo

Evitar todos os excessos, lcool, cerveja, charcutaria, excesso de sal. Alimentos 
privilegiados: levedura de cerveja, legumes verdes, cenoura, framboesa, limo, 
laranja, toranja, couve, aipo, salsa, agrio, cebola, morangos, uvas.

530

Psorase

Agrio macerado toda a noite em iogurte teria a propriedade de curar as doenas da 
pele (segundo o Dr. Chomel).

JOJI/M  *

1 dia por ms. Cura de fruta.

Psoriase

A

psorase assemelha-se a uma impigem escamosa. Formam-se na pele camadas cmeas secas, 
de cores diferentes, que podem atingir vrias partes do corpo: o couro cabeludo, o 
nariz, as orelhas, as mos, etc. Pode dar comicho mais ou menos violenta.

Ver tambem Alergias (p. 207), Eczema (p. 372), Pele (p. 504).

DIS

vol

465 * Lavanda - Escabiosa
- Fumria - labaa
- G17rdo-bento

1 drageia de cada por dia durante 10 dia. Repetir se necessrio.

ou Infus#O * Lav.In? + EscabOsa :3@@j + Fumra + Labaa + Gqrdo-bento

1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver e deixar em infuso durante 10 
minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

1805 O~017C1015* IVI?Ado

2 gotas, 3 vezes ao dia.

COMPIOSMS *

Em aplicao externa, compressas com infuses de:

nula-campana - EscaNOS8

* 10 g de cada planta para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em 
infuso durante
10 minutos. * Aplicar em compressas 2 ou 3 vezes por dia (acalma a comicho).

gW/7/705 dO .85S01M0*

Mornos, frescos ou com frices,
3 vezes por semana.

531

Psorase

Banhos de vapor

1 ou 2 por semana.

*Dos braos, das coxas e dos

joelhos, todos os dias.
*Afuses fulgurantes, 2 vezes por

semana.
*Afuso rectal.

MIMulgo de Noptuno *

Maillots completos, seguidos de uma frico morna.
3 vezes por semana.

AlimenIa#o *

Uma alimentao com tendncia vegetariana  indispensvel. Evitar: lcool, cerveja, 
vinho, charcutaria, carnes gordas, gorduras animais, caa, pratos com molhos, 
manteiga cozinhada, fritos, maionese, conservas, acar, sal, etc. Alimentos 
privilegiados: cenouras, laranjas, limes, toranjas, uvas, mirtilos, salsa, tomates, 
groselhas, couves, cebolas, cssis, etc.

jejum

1 dia ou 2 por semana. Cura de fruta.

CONSELHOS

- Banhos de ar livre e de sol (ver p. 15 1). -Exerccios respiratrios (ver p. 137).

532

Q@R

- Queimaduras
- Raquitismo
- Reconstituio (aps fadiga ou doena prolongada)
- Resfriamentos

- Reumatismos

- Rins
- Rouquido
- Rugas

Queimaduras

Queimaduras

O

Dr. Bilz preconizava mergulhar a parte queimada em gua morna e depois fria, at ao 
total desaparecimento da dor. (0 que podia demorar vrias horas.) Quando as partes 
queimadas no podiam ser mergulhadas em gua, deviam ento ser lavadas e cobertas por 
compressas muito hmidas, regularmente mudadas.

Para alm das aplicaes de gua: aplicar uma batata crua ralada ou uma clara de ovo.

Para o padre Kneipp, o melhor remdio consiste em aplicar chucrute fresca e, de meia 
em meia hora, aplicar argila misturada com gua. Neste caso, a argila diluda em gua 
forma um lquido argiloso.

Seguem-se algumas receitas que deram provas: -Cebola esmagada com um pouco de sal, 
aplicada sobre as queimaduras recentes, acalma as dores e impede a formao de bolhas 
(segundo Chomel).

-Verbasco-branco em infuso aplicado em compressas (segundo Tragus).

-Azeite misturado com vinho tinto produz um blsamo adequado s queimaduras (Blsamo 
do evangelho ou do samaritano).

-Camomila em infuso aplicada em compressas. -Couve crua bem esmagada aplicada e 
coberta por uma cataplasma de argila.

Queimaduras do sol

O sol  uma das causas mais frequentes das queimaduras. O abuso do sol  nocivo e  
responsvel de inmeras doenas da pele. Para alm disso, predispe a certas formas 
de cancro, de doenas pulmonares, etc.

Queimaduras solares

-Aplicao de leo de amndoas-doces adicionado de algumas gotas de essncia de 
lavanda.

- Banhos de gua fresca frequentes.
- Alimentao fresca. Como  bvio as queimaduras graves devem ser tratadas em 
centros hospitalares.

534

Queimaduras

Queimaduras ligeiras e golpes de sol

Recolts fitoteMput-1c85 Altoa-ofIcnal
* Compressas: 10 g de razes (eventualmente de folhas), para

1 litro de gua fria. Deixar macerar cerca de 7 horas e utilizar o lquido para fazer 
compressas. Azete
* Acrescentar uma clara de ovo a

20 ml de azeite e besuntar a parte queimada.
* ou o blsamo do samarftno,

que se prepara da seguinte maneira: azeite misturado com vinho ao que se junta uma 
clara de ovo (facultativo). (Os papiros de Ebers j mencionavam a utilizao do 
azeite contra as rugas. Tambm  eficaz contra os eczemas (em frices).

Batata
* Tubrculos ralados, aplicados em

cataplasma.

Carvalho-comum
* Casca preparada como para as

anginas (ver p. 233) As galhas que se formam na folha do carvalho ao ser picada por 
insectos (que utilizam a folha para pr os ovos) so muito ricas em taninos e so por 
isso muito eficazes para as feridas sanguinolentas, para as queimaduras e para as 
dermatites.

Antigamente, eram utilizadas para produzir taninos e, na Idade Mdia, at para 
preparar tintas.

ceb0127s
* Utilizar a polpa de cebolas cruas

em cataplasmas (doloroso mais eficaz).

clavo-de-defunto
* Utiliza-se para fazer pensos em

pequenas ulceraes. Em certos pases esta planta  utilizada tambm para colorir a 
manteiga e alterar o aspecto do aafro.

Erva-benta-comum
* 10 g do rizoma em infuso em 1

litro de gua a ferver.
* Utiliza-se fria, para lavagens.
* A raiz tambm serve, em alguns

pases nrdicos, para aromatizar a cerveja.

Marmelero-comum
* Compressas: 20 g de sementes para 1 litro de gua fria (deixar macerar durante 24 
horas).

* Utilizar o produto gelatinoso liberto pelas sementes aplicado em compressas.
* So provavelmente as mas de

ouro do jardim das Hesprides.

Tor,770ntlha
* Decoco de 20 g do rizoma (5 a

10 minutos) em 1 litro de gua.
* Aplicar em banhos ou compressas.

Ulmelro-COMUM ou de M0,7tan17.7
* Infuso: 20 g de planta em 1 litro de gua.
* Aplica-se em banhos.

535

Raquitismo

Raquitismo

O

raquitismo caracteriza-se por um atraso no crescimento e manifesta-se por: ventre 
inchado, palidez, preguia, dificuldades motoras, gritos e queixumes, deformao do 
esqueleto, sensibilidades corporais e diarreia.

D wffoias * G.7v.711n17.7 - I PU10 - MIa-campana - Anglica
2 de   cada, 1 vez ao dia.

OU IMUSO * Cav.711n17a + Lpulo -k nu127-C.7~17.7 + Anglica
1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 5 
a 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas ao dia.

10OS OSSOMA1IS Menta & MOSC.7da

2 gotas, 3 vezes ao dia, alternando entre os dois.

COMPIOSMOS*

Envolvimentos em M.IfflotS 314 (conselhos do Dr. Biiz). Massagem do corpo, suave e 
prolongada, com leo de amndoas-doces, todos os dias.

ganhos *

Cuidados dirios da pele por meio de banhos frequentes mornos a 350C.

oUches e afuses *

Das coxas, dos braos e do corpo todo.

Affine17Mjo *

Deve ser saudvel e variada. Alimentos privilegiados: trigo integral sob todas as 
formas, sopa, papas de aveia, fruta fresca, toranja, laranjas, tangerinas, groselhas, 
mas, peras, uvas, levedura de cerveja, germe de trigo, azeitonas, alho, cebolas, 
cenouras, beterrabas, couves, legumes verdes, saladas, aipo, salsa, sumos de frutos.

CONSELHOS

-Banhos de ar livre e de sol. -Estada na montanha aconselhada.
- Exerccios risicos.

536

Reconsttuio (aps fadiga ou doena prolongada) 1 Resfriamentos

Reconstituio (aps fadiga ou doena prolongada)

Receltas lf MOMI~Uticas

1mperatr1
* Macerao durante 12 horas de

20 g de rizoma em meio litro de gua fria.
* Tomar 1 a 3 chvenas por dia,

fora das refeies.

Amorera-branc.7 & AmoreIr.7-Pret-7 (Receita da medicina popular grega).
- 200 g de casca de amoreira, 50 g

de quinquina, 100 g de acar de cana (ou o equivalente de xarope de bordo ou de mel) 
e meio litro de vinho tinto de boa qualidade (Bordus) Deixar macerar durante 2 dias 
e beber um copo, de licor, todos os dias, antes das refeies.

Se170-grO

Tomar o equivalente a 1 colher de sopa desta planta fresca moda, durante a refeio, 
1 vez ao dia.

Resfriamentos

v

r tambm Gripe (p. 420).

I

R~Itos fl! fitotelwpdutlcos

AzevInho

Tisana: 20 g de folhas em 1 litro de gua fria. Ferver durante 15 minutos e deixar em 
infuso durante 10 minutos. Beber 2 ou 3 chvenas por dia. Esta planta foi utilizada 
por Alberto, o Grand&.

CorlIna

* 20 g de raiz em 1 litro de gua fria. Ferver durante 4 ou 5 minutos e deixar em 
infuso durante
15 minutos. * Tomar 2 ou 3 chvenas por dia. * As cabeas de carlina podem ser 
consumidas tal como as folhas de alcachofra.

Erva-de-so-joo (de foffias red017das b~0177 C178,7717d8

537

Reumatismos

Vuln erria -dos -inonges -de - _chartres) Em infuso ou tintura-me: 20 g para 1 
litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em infuso durante 10 minutos. Tomar 
2 ou 3 chvenas por dia. Esta planta faz parte da composiao do clebre licor dos 
monges de Chartres. O desenvolvimento desta espcie na serra de Chartreuse fez supor 
a certos naturistas que ali teria sido introduzida, no passado, pelos monges de 
Chartres.

R.?in17a-dos-prados
10 g de flores para meio litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 10 
minutos. Beber 2 ou 3 chvenas ao dia.

sabugueiro * 20 g de flores em meio litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 
10 minutos. * Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Salgueiro-branco * Tisana da casca: 20 g para 1 litro de gua. Ferver durante 3 
minutos e deixar em infuso durante 10 minutos. * Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

T1118 * 10 g de flores para 1 litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 10 
minutos. * Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

VOleta-aromtica * 15 g de planta em 1 litro de gua fria. Deixar em infuso. * 
Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Reumatismos

V

r tambm Artrites (p. 245), Dores (p. 369), Alergias (p. 207). Os reumatismos podem 
afectar diversas partes do corpo e produzir diversos sintomas: dores, membros 
rgidos, articulaes inchadas, deformaes, impotncia, etc.

As causas e origens possveis so inmeras (clima, alimentao, etc.).

o

0/w901 es * Glest.? - Salsaparr1117a - Buxo
- Betnca
1 ou 2 drageias, 1 vez ao dia. Cura na Primavera o no Outono:

Harpagofito - Fucus vosiculosus - cpsulas de On.7gra

2 drageias de cada, durante 3 a
4 semanas.

ou Infi/so * Gest,9 - Salsaparrffia - Buxo
- Betnica

1 pitada de cada planta para 1

538

Reumatismos

chvena de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso durante 15 minutos. 
Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

leos essenciais

stula

* 1 a 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

M.OSSOgOM

* Suaves, com a mistura do Dr. Chomei: * Para meio litro de azeite deitar
30 g de er~~-Joo + 30 cabeas de camomila. Deixar macerar durante 8 a 10 dias ao sol 
ou perto de uma fonte de calor. Para acelerar a preparao, aquecer a mistura em 
banho-maria durante 30 a 40 minutos; depois, filtrar. * Este linimento mistura-se em 
partes iguais com lcool canforado.

MO/7h05 *

* Banhos quentes de algas. * 2 ou 3 vezes por semana.

L.avapens *

* Com uma infuso de carnornila:
10 cabeas de camomila para meio litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em 
infuso durante 10 minutos.

Fazer a lavagem com uma pra e conservar durante cerca de 20 minutos, se 
possvel.

8617h05 dO V,?~r *

* De 30 a 60 minutos. * 3 ou 4 vezes por semana.

C117~ dO NO.Offil70

Envolvimentos hmidos.

Recoltis lf fitoffimputicas

Abeto
* Nos casos de reumatismo, lumbago e tosse crnica, os habitantes dos Alpes utilizam 
cataplasmas compostas de 13 de resina e 213 de cera virgem (esta mistura estende-se 
sobre um pano).

Alqu&qUenjo (Erva-n~
* Utilizar em decoco: 60 g de

frutos secos para 1 litro de gua. Ferver durante 10 minutos e deixar em infuso 
durante 20 minutos. Filtrar.
* Beber 2 ou 3 chvenas por dia.

Btula-branca
* Deitar 1 litro de gua a ferver

sobre 20 g de folhas cortadas e deixar em infuso durante 20 minutos.

* Beber 3 chvenas por dia, entre

as refeies.

539

Reumatismos

Gssi

*Infuso de 50 g de folhas secas

num litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 20 minutos.
*Beber 3 ou 4 chvenas por dia.
*Pode-se associar a folhas de

freixo.
*As folhas frescas tm pequenas

glandes, na face interior, que podem ser utilizadas para aliviar as dores provocadas 
por picadas de insectos.

Dente-de-leo

*Infuso de 20 g de raiz num copo

de gua fria. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 15 minutos.

Ergos

*As folhas frescas so utilizadas

como cataplasmas.
*Deixar macerar em gua fria

durante 12 horas.
*Aplicar a preparao com a ajuda de uma compressa na zona dorida e conserv-la de 20 
minutos a 1 hora. Repetir 2 vezes por dia.

FreIxo-M.717

*Infuso: 30 g de folhas num litro

de gua fria. Deixar ferver e de infuso durante 20 minutos.
*Beber 2 ou 3 chvenas por dia,

entre as refeies.

Gramn.?-adorante -Em cataplasmas e banhos: 10 g

de planta para 1 litro de gua.
* Beber 2 ou 3 chvenas por dia.

Harpagoa/7ytum ou Griffo ou diablo

* Infuso de 10 g de planta em

meio litro de gua fria. Ferver durante 1 minuto e deixar em infuso durante 12 
horas.
* Tomar 3 chvenas ao longo do

dia, todos os dias, durante 1 ms.


mostarda-preta
* Cataplasma de uma pasta feita

de 150 g de gros e meia chvena de gua morna. Pode tambm utilizar-se uma mistura 
de mostarda e de linhaa para preparar estas cataplasmas.

Moxa (devo ser p~esdo ~ OS~IIIII~O
* Uma espcie prxima da artemsia vulgar serve para preparar as moxas, com as quais 
os Chineses e os Japoneses fazem os cones ou charutos que queimam sobre as partes do 
corpo afectadas pela gota e pelos reumatismos.

PIMento- vorme117o
* Tintura-me: fazer frices com

um tampo embebido nesta tintura.
* Eficaz tambm contra as nevralgias.

540

Reumatismos

*Tomar 2 chvenas todos os dias.

ROdOd&17drO

*0 cogumelo Exobasdium ffiododendr  um parasita do rododendro. Esta planta, 
atacada pelo cogumelo, forma galhas. Estas galhas servem para fazer uma preparao 
anti-reumatismal.
*Nas regies alpinas maceram-se

em leo de sementes de Prunus bi-ganti.?ca. Tem o mesmo nome e as mesmas 
propriedades que a gordura de marmota. Utiliza-se em frices.
*0 rododendro tambm foi utilizado no passado sob a forma de uma infuso das folhas 
para tratar as citicas e as artrites, mas a sua toxicidade dosaconselha a sua 
utilizao.

sa/s.?

*Infuso de 10 g de folhas cortadas ou de 10 g de raiz cortada para meio litro de 
gua a ferver. Ferver durante 1 minuto e deixar em infuso durante 10 minutos.
*Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Tua

*As cataplasmas das folhas (tambm utilizadas contra as verrugas).

Esta planta, originria da China, foi utilizada no passado

como planta abortiva e vermfuga. Para alguns,  uma planta
11 mstica, porque na China esta espcie foi plantada para decorar os tmulos 
imperiais e os templos budistas.
* Ainda se encontram espcimes

de grandes dimenses. A espcie americana, T17ujaplicata, foi uma das primeiras 
rvores introduzidas na Europa (sculo xvi) e  utilizada pelos ndios na

construo dos totens. ATENO1 Esta planta  ligeiramente t6xica em uso Intemo.

UIMrIa

* Infuso das flores: 20 g para 1

litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 20 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Urt19.7
* Decoco de 20 g de folhas em

meio litro de gua. Ferver durante 1 minuto.
* Tomar 2 a 4 chvenas por dia.
* Tambm se utiliza para a gota.

UrtIga--W_2717d0

* Infuso de 20 g de planta em 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia.

LIva,7n7erIcan.7

* Fazer uma decoco da raiz:

541

Reumatismos

10 g por litro de gua. Ferver durante 10 minutos e deixar em infuso durante 20 
minutos.

Tomar 2 chvenas por dia.

ZIMbro

Em tisana, como para a falta de apetite (p. 237).

.4111n01MOO

Alimentao de tendncia vegetariana. Combater imperativamente o excesso de peso. 
Evitar: todos os excessos alimentares, lcool, vinho, cerveja, aperitivos, caf, ch, 
chocolate, acar, pastelaria, charcutaria,

enchidos, caa, carnes vermelhas, conservas, queijos fortes, lacticnios, pratos com 
molhos, maionese, a cozinha rica confeccionada com manteiga, etc. Alimentos 
privilegiados: alho, cebola, salsa, estrago, funcho, toranja, limo, alcachofra, 
dente-de-leo, cerejas, uvas, alhos-porros, couves, tomates, groselhas, aipo, legumes 
verdes, cenouras, etc.

jejum

 especialmente indicado, 1 ou

2 dias por semana. Cura de fruta, de legumes crus,
1 dia por semana.

RECEI7AS ANnevis rEIs

Decoco de dente-de-leo: 20 g de folhas e raizes de dente-de-leo para 1 litro de 
gua. Ferver durante 10 minutos e deixar em infuso durante 20 minutos. Misturar em 
partes iguais com leite. Tomar 1 chvena de manh e outra  noite. Um saquinho de 
aveia fervido em vinho tinto aplicado na parte dolorosa acalma e alivia as dores 
reumatismais (Dr. Chornel).

542

Rins

R

o ins

v   r Clculos urinrios (p. 276), Lombalgias (p. 415), Nefrites (p. 473).

ROCOMOS lf fitoteIsputicas

Anans

* Infuso: cortar a pele de 1 anans e ferv-la em 1 litro de gua durante 5 minutos. 
Deixarem infuso durante meia hora.
* Beber 3 chvenas por dia.

07-de:Iva
* Infuso de 20 g de planta num

copo de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos.
* Tomar 2 chvenas todos os dias.

Herniola-comum
* Infuso: 15 g de planta num copo

de gua quente, durante 15 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.

VrgUr--a
* 30 g de planta em meio litro de

gua fria. Ferver e deixar em infuso durante 5 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.

PlZIMOS dlUMtICWSPSr .8 rOtOflO dO W117.8

paretra
* 20 g para 1 litro de gua. Ferver

durante 1 minuto e deixar em infuso durante 15 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

* Para alm da sua utilizao

motivada pela aco diurtica (e tambm emoliente e refrescante), foi utilizada para 
limpar os copos que torna brilhantes, e  da que retira o seu nome: erva das 
garrafas.  tambm uma

excelente fonte de potssio.

Resta-boi-&Spinhosa

* Infuso: 20 g de raiz em 1 litro

de gua fria. Ferver durante 10 minutos e deixar em infuso durante 5 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.


Vrben?

(Antigamente utilizava-se o nome de verbena para outra planta: a Verbena 
offcin.?1@.
* Infuso ou licor:

1 ltro de lcool a 701 + folhas de Verbena de tamanho MdIO + casca de
1 zmo + 1 kg de acar de cana ou o equIv.71ente do mel ou de xarope de bordo

* Deixa-se macerar durante 1 ms

e filtra-se.
* Tomar 1 ou 2 pequenos copos

de licor por dia, antes das refeies.

543

Rouquido

Rouquido

p

ode ser varivel e chegar at  ausncia total de voz.

Ver Anginas, p. 234.

Infuso Alpo Em infuso- 3 ou 4 ramos de aipo para 1 litro de gua. Ferver durante 
10 minutos e deixar em infuso durante 20 minutos. Tomar 4 ou 5 chvenas mornas por 
dia. Tragus curava as extines de voz com esta preparao.

Passas de uvis (Corntos)
4 a 6 pitadas para 1 chvena. Ferver e filtrar (as passas podem sem consumidas 
depois), acrescentar meio limo e adoar com mel. Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Toml17o

10 a 15 g de planta para 1 litro de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em 
infuso durante
10 minutos.

Tomar 2 a 4 chvenas por dia (adoar eventualmente com mel).

Para o Dr. Chomei, beber aveia fervida com leite (consome-se como se fosse uma sopa) 
 um remdio maravilhoso contra a rouquido.

Nabo -@- Affios-porros Caldo de nabo e de alhos-porros (Chomel). Tomar vrios caldos 
quentes ao longo do dia.

Vei-basco-branco + MkIva

Em infuso: 10 g de plantas misturadas para 1 litro de gua. Fazer vrios gargarejos 
por dia, com a mistura previamente aquecida. Produz alvio e dissolve as mucosidades.

rRArAMEN7O KNEIPP

Para a rouquido acompanhada de catarros, um semicpio frio e curto  o remdio mais 
eficaz (e mais barato). Tratamento de 48 horas: -2 semicpios frios curtos (1 por 
dia). -2 banhos de braos, frios e curtos.
- 1 maIllotdo pescoo e dos ombros, que se pode fazer com uma

544

Rouquido

toalha molhada em gua quente enrolada em volta do pescoo e mantida com uma 
ligadura.
- Infuso de flores de maliva + fno-grego: 2 pitadas de cada

para 1 chvena de gua. 3 vezes ao dia, de manh,  tarde e

it.
- Banhos de vapor, das mos e dos ps.

Preveno contra a rouquido

MUSIJO *

Praticar a afuso dos braos, das coxas e do tronco.

Rwoltas lf fitteloputICOS

AgriMni.7

* 20 g de planta seca para 1 litro de gua fria. Ferver at se obter uma reduo de 
14, adoar com mel e aromatizar com 30 g de salva e de tlia. * Tomar 2 chvenas por 
dia. * Esta planta  provavelmente a eupatria dos antigos botnicos. A lenda diz que 
o imperador Eupator, obcecado pelo medo de ser envenenado, imunizou-se consumindo 
grandes quantidades desta planta. Esta planta j era conhecida no Egipto antigo.

Affio-porro

* Em caldo ou em xarope, 100 g de alho-porro para 200 g de gua e 200 g de acar (ou 
de mel).

* Tomar 2 ou 3 colheres, de sopa,

por dia.

Altea-ofcnal
* A decoco das raizes e das

folhas (30 g para 1 litro de gua) utiliza-se em gargarejos para as inflamaes da 
cavidade bucal (e os abcessos nas gengivas),
* Lavar a boca 2 ou 3 vezes por

dia (sobretudo depois de lavar os dentes).

Amorehw-branca e Amorera-preta
* Em xarope. Prepara-se com uma

decoco de 15 a 20 9 de planta para 1 litro de gua. Ferver em lume brando durante 
cerca de
15 minutos (at ficar reduzido a metade) e deixar repousar durante meia hora. 
Filtrar. Acrescentar cerca de 10 colheres de mel e aquecer lentamente.
* Tomar 1 a 2 colheradas, 2 ou 3

vezes ao dia.

CaMOMIla-peqUO178

* Infuso de 10 g de flores para 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos.

545

Rugas

* Aquecer e fazer gargarejos pelo menos 6 vezes por dia.

Figueir.7 * A decoco das folhas utiliza-se para as tosses persistentes e as 
traquetes. * 20 g de folhas para 1 litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 
10 minutos. * Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

HIssopo * Infuso das extremidades floridas e das folhas: 20 g para 1 litro de gua a 
ferver. Deixar em infuso durante 1 hora num recipiente fechado. * Tomar 1 ou 2 
chvenas por dia.

L nhaa * 15 gramas de sementes. Demolhar num pouco de gua fria durante 8 horas. 
Aquecer. * Fazer gargarejos, 5 vezes ao dia.

Orgo- Vulg-7r * Infuso de 20 g de planta em 1 litro de gua a ferver. Deixar 
repousar durante 10 minutos.

* Aquecer e fazer gargarejos durante 10 minutos, 5 vezes por dia.

P-de-loo-COMUM
* Preparao idntica  da agrimnia.
* Tomar 2 chvenas por dia.

PIMP1170la, PIMPIn&1,9-1nalOr rumbollferae)
* A raiz utiliza-se em infuso ou

em decoco: 20 g de planta para 1 litro de gua.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

salva-OfIci17.71
* Infuso de 20 g de planta em 1

litro de gua fria. Ferver e deixar repousar durante 10 minutos num recipiente 
fechado.
* Gargarejar, pelo menos, 5 vezes

por dia.

T0177R70
* 2 colheres, de sopa, de folhas

para 1 litro de gua fria. Ferver e deixar repousar.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

CONSELHOS

- Endurecimento: andar de ps descalos (ver p. 132). -Evitar o tabaco (ou pelo menos 
o abuso) e o lcool.

Rugas

v    r Pele (p. 504).

546

s

- Salpngite
-Sangue (pertubaes da circulao)
-Sarampo
-Sarna

-Seborreia

-Sedativos

-Sede

-Seios

-Senescncia

- SIDA
-Sncopes
-Sinusite
-Soluos
-Sudorfico
-Sufocao
-Surdez

Salpingite

Salpingite

A

salpingite  uma inflamao das trompas uterinas. Esta infeco deve ser levada a 
srio porque pode acarretar complicaes de emisses purulentas, peritonite e 
esterilidade.

 necessrio um diagnstico mdico.

@@11 Lavogons,

Loes vaginais dirias com uma decoco de casca de carvalho: 20 g de casca para 1 
litro de gua. Ferver durante 10 minutos e deixar em infuso durante 20 minutos.

Alifi7017t~O *

Deve ser ligeira e sbria. Evitar: todos os excessos alimentares, gorduras animais, 
cozinha com manteiga, pratos com molhos, charcutaria, vinho, cerveja, lcool, caf, 
ch, chocolate, caa, doces, queijos fortes.
- Alimentos privilegiados: cereais integrais, germe de trigo, levedura de cerveja, 
fruta fresca, laranjas, toranjas, mas, peras, uvas, limes, alho, cebola, salsa, 
cereflio, saladas, etc.

O PADRE KNEIPPACONSEZ NA
- Irrigaes (lavagens vaginais) com uma decoco de cavalinha.
- Banhos de assento mornos com massagem suave do baixo-ventre durante 5 minutos, 
todos os dias. -Aconselha a infuso da seguinte mistura: * 3 colheres de funcho modo 
* 3 colheres de bagas de zimbro * 3 colheres de raiz de engos * 1 colher de fno-
grego * 1 colher de alos em p

Tomar todos os dias  noite uma infuso desta mistura,  razo de 3 colheres por 
chvena.

548

Sangue (perturbaes da circulao)

CONSELHOS

-Repouso (ver p. 134). -Exerccios respiratrios (ver p. 137). -Endurecimentos: andar 
de ps descalos na gua (ver p. 132).

Sangue (perturbaes da circulao)

V

er tambm Frieiras (p. 409), Hemorridas (p. 423), Flebite (p. 404), Menstruao (p. 
463), Fragilidade capilar (p. 408), etc. Ateno s roupas apertadas que moldam o 
corpo e ao excesso de peso.

S

JO/w961as * Btula - HamamlIs Vorbena - Salva
1 drageia de cada, 1 vez ao dia.

OU IMUS#O * Btula + Hamamls + Verb&17.7 + Salva * 1 pitada de cada planta para 
meio litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em infuso durante 10 minutos. * 
Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

/WS OSS0J7C18l5 cIprost
3 gotas, 3 vezes ao dia (sob re. ceita mdica).

Bw/7h05*

Mornos, com uma decoco de:

Fucus vesculosus + VInha-vrgem + Urtg.7
1 pequeno punhado de cada planta para 1 litro de gua a ferver. Filtrar e misturar 
com a gua do banho. Durao do banho: 20 a 30 minutos. Tomar 3 banhos por semana. 
Para terminar, passar o corpo por gua fresca e fazer frices frescas.

L(0i   R917h05 dO V8POr
- 2 vezes por semana.

549

Sangue (perturbaes da circulao)

Duches eofusies *

Dos ps e dos braos, 4 a 5 vezes por semana. y

RecoffiTs fitoteMputicas

Plantas com uma aco sobre a circulao sangunea:

Agripalma
* Infuso de 10 g de planta para

meio litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 20 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia. * A presena desta planta nas proximidades dos castelos 
parece provar que foi amplamente cultivada nos jardins medievais de plantas 
medicinais.

Alecrm
* Infuso: 20 g de folhas para 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso coberta durante 15 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia.
* Banho: 30 g de folhas para 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso coberta durante meia hora e em seguida 
acrescentar ao banho.

Alho
* Consumir em abundncia durante as refeies, de preferncia cru.

G,?nforeiro
* Originrio da China, foi introduzido na Europa por intermdio dos rabes, no sculo 
xi. A cnfora foi durante sculos um medicamento muito caro.
*  um estimulante respiratrio,

circulatrio e um anti-sptico pulmonar. Tem tambm propriedades excitantes do 
sistema nervoso central.
* Utilizao externa, o uso interno

 reservado aos terapeutas competentes.

Gastnher0
* O extracto dos frutos  vasoconstritor e aumenta a resistncia dos capilares.
* O extracto de castanheiro-da-ndia existe  venda nas farmcias. Faz parte dos 
tratamentos clssicos das perturbaes venosas.
* A posologia situa-se em funo

do extracto: 20 a 30 gotas em tintura-me.

cav811n17a-aos-pr.7dos
* Em banho: 30 g de planta em

infuso durante 1 hora em 1 litro de gua. Acrescentar ao banho.

Dgtli
* Esta planta  utilizada desde o

sculo xvii como cardiotnico e contra a arritmia. Nenhum outro produto conseguiu 
substituir a digitlia. ATENO1 Esta planta  txlcal No utilizar sem receita 
mdica.
* Por causa da sua toxicidade, no

fornecemos nenhuma receita desta planta.

550

Sangue (perturbaes da circulao)

Er27nto
* Propriedades cardiotnicas.

Planta pouco utilizada e raramente citada. No utilizar sem o conselho de um 
especiafistall

Erv.7-dos-dontos
* Estimulante da circulao coronria.
* 10 g de planta para 1 litro de

gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Espin17eim-alv.7r
* Em infuso, 20 g de flores ou de

folhas para 1 litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante
20 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia, durante vrios meses.
* O espinheiro-alvar refora a aco do corao e  tambm um tnico vascular e um 
regulador da presso sangunea.
* Esta planta  tambm calmante (para insnias e nervosismo).
* Os seus frutos tm uma aco

semelhante  das flores.

Gingko, GingA-o bloba
* Infuso de 20 g de folhas frescas em 1 litro de gua. Deixar em infuso durante 15 
minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia.
* Fortemente estimulante da circulao sangunea, esta curiosa rvore  uma 
verdadeira relquia da era mesozica.

* Para os budistas  uma rvore

santa, cultivada nos ptios dos templos. Na Europa foi aclimatada pelo viajante e 
naturista alemo Karnpfer. Pensou-se durante muito tempo que s conseguia sobreviver 
em cultura, mas h pouco tempo descobriram-se locais naturais de gingko na China 
Oriental.

Golveil-0-81narelo
* Esta planta foi antigamente utilizada (ver lei das assinaturas na p. 57) contra 
a ictercia. Parece ter uma aco sobre o corao, mas est ainda mal estudada.

Helboro
* Planta cardiotnica, com fama de

tratar tambm as doenas mentais. Atenol Esta planta  muito t6xica o em cortas 
doses  mortaliii 10 9 matam um co,
100 9 matam     um cavalo. Evitar utiliz-la, mesmo se for aconselhada.

L a Vanda
* 1nfuso: 10 g   de flores para 1

litro de gua   a ferver. Deixar macerar, cobertas, durante 25 minutos.

* Beber 2 chvenas por dia.
* Esta planta tem fortes propriedades antiastnicas.
* Banho: 20 g de flores para 1

litro de gua a ferver. Deixar repousar durante 1 hora e acrescentar ao banho.

551

Sangue (perturbaes da circulao)

Z r0

ATENO1 Este planta  txical S utilizar sob receita de um especialista.

L pu/O
* Infuso: 10 g para 1 litro de gua

a ferver. Deixar em infuso durante 20 minutos num recipiente coberto.
* Tomar 2 chvenas ao longo do

dia. Podem tambm consumir-se os rebentos jovens, tal como os espargos.

M&rroo-branco
* A decoco desta planta inteira

 utilizada sobretudo para tratar as pessoas idosas.
* 20 g de planta para 1 litro de

gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

O#Veira
* infuso: 20 g de folhas para 1 litro de gua fria. Ferver e deixar em infuso 
durante meia hora.
* Tomar 3 chvenas por dia.

PersCria
* As manchas vermelhas escuras,

que fazem lembrar sangue, deixadas por esta planta fizeram crer, de acordo com a 1ei 
das assinaturas (ver p. 57) que po~ dia ter uma aco teraputica nas doenas do 
sangue e do aparelho circulatrio. A bioqumica moderna confirmou esta

crena antiga. Graas aos seus taninos, ao cido glico e a certos compostos 
glicossdicos, esta planta foverece a coagulao sangunea. * 10 g de planta para 1 
litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos. * 
Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

P&I-VMa * As folhas contm a vincamina utilizada no tratamento da hipertenso e das 
doenas da circulao. * 10 g de planta para 1 litro de gua. Ferver durante 2 
minutos e deixar em infuso durante 10 minutos. * Tomar 2 chvenas por dia.

Pn170 * Banho: 30 g de caruma fresca (mas tambm se pode utilizar caruma seca ou as 
extremidades de ramos jovens) para 1 litro de gua quente. Ferver durante 3 minutos e 
deixar em infuso durante meia hora. Filtrar e acrescentar ao banho.

RauVMa * Utilizar sob receita de um ospeciaista.  um anti-hipertensor.

* Planta de origem indiana, utilizada pelos indgenas contra as mordeduras de 
serpentes, picadas de insectos e para tratar a epilepsia. Nos anos 50 esta planta 
esteve especialmente em voga.

552

Sangue (perturbaes da circulao)

* 10 g de planta para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso 
durante 10 minutos. * Tomar 2 chvenas por dia.

V,gleria17a-OfiCil7a1

* Infuso de 20 g de raiz para 1 litro de gua fria. Deixar em fuso durante 12 
horas. * Aquecer e beber 1 chvena por dia. * Pode tambm utilizar-se a tintura-me 
para a hipertenso.

Vsco

* 20 g de planta para 1 litro de gua fria. Deixar em infuso durante 15 minutos e 
filtrar. * Tomar 2 chvenas por dia. * Misturar casca de visco (20 g) e
5 folhas de oliveira para 1 chvena de gua a ferver.

Alimentao *

* Evitar: carnes gordas, charcutaria, peixes gordos (sardinhas, carapaus, salmo 
fumado, etc.), excesso de sal, tabaco, lcool, vinhos.
* Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, cereais integrais, alho, cebola, 
cenoura, tomates, couves, salsa, alcachofra, alperces, pssegos, limes, laranjas, 
etc.

jejum

Restabelece ou favorece a flexibilidade dos vasos sanguneos. Fazer 1 dia por semana.
1 dia, a fruta. Cura de fruta.

CONSELHOS

-Endurecimento: andar de ps descalos (ver p. 134).

PARA A HIPOTENSO

Recoltos fitotempoutICOS

Flor d& Adnis

Planta cardiotnica. Utilizar em tintura-me.

ATENO1 Esta planta  txical 56 utiliur sob conselho de um especiallista.

Segundo a mitologia grega, as flores de adnis nasceram do sangue do filho de Zeus, 
Adnis.

G1@7S__n9 Infuso de 20 g de raiz em 1 litro de gua fria. Ferver durante 1 minuto e 
deixar em infuso durante 10 minutos. Tomar 3 chvenas por dia.

553

Sarampo

PARA REGULARIZAR O TRABALHO DO CORAAO

f

Recoltos ] fitoteraputi~
8 g de wsca de F.7127, 5 g do flores de Lrio-dos-carnpos (sob receita mdica),
10 9 o& #ores de Espinh&iro~ -alvIgr
10 g o& flores de L.7ranjeira,
10 g de flores de G&sta, Em decoco em 1 litro e meio litro de gua.

Tomar 1 chvena e meia por dia.

Cebola-albarr

Aco semelhante  da cebola-do-mar (unicamente sob receita mdica).

C&b01&-M.7r11717.7

Cardiotnica (em tintura-me ou em extracto fluido) unicamente sob receita mdica.

Sarampo

D

oena infantil contagiosa que surje geralmente entre os 2 e os 4 anos. Caracteriza-se 
por tosse, expectorao, olhos vermelhos, erupo cutnea na cara, excesso de 
temperatura, etc.

17m00i

46.9 * Cardo b&1M0 - ESCabIOSa Sstort.7 - Borra~
1 drageia de cada, 1 vez ao dia. ou, de preferncia:

IMU.19A0 * Cardo-bento -kESCaNos? sIstorta + Borragem * 1 pitada de cada planta para 
meio litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos. 
* Tomar 3 a 5 chvenas por dia.

lws essencia(s Mauli

2 gotas, 2 vezes ao dia.

AMP/7h05 *

- Quentes, seguidos de uma frico do corpo e repouso na cama.

LU MO1711os de vapor

- Tomar na cama.

- Deve ser ligeira e fcil de digerir:

sobretudo caldos de legumes.

554

Sarna

O PA ORE KNEW A CONSEL HA

Uma decoco de erva-de-so-joo, adoada com mel: 10 g de planta para 1 litro de 
gua. Ferver durante 10 minutos e deixar

i fu o durante 20 minutos. Tomar vrias vezes ao longo dia.

A11.78ot do tronco.

OLIMAS RECEMAS ANMAS

A decoco de figos e de passas de uvas alivia o sarampo e as dores de garganta 
(Foresties): 5 a 8 figos secos (em funo do tamanho) e um punhado de passas (todas 
as variedades: corintos, mlagas...) para 1 litro de  gua. Ferver durante 3 minutos 
e deixar em infuso durante 20 minutos. Beber 3 ou 4 chvenas por dia. (As passas de 
uvas e os figos podem ser depois consumidos em compota). A decoco de raizes e de 
sementes de funcho cura o sarampo e as febres malignas (Simon Pauli): 10 g para 1 
litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos. Beber 
2 ou 3 chvenas por dia.

Sarna

A

sarna manifesta-se por uma formao de ndulos na pele, ocasionados por um parasita, 
o sarcopto. Estas bolhas localizam-se sobretudo entre os dedos, na dobra dos 
cotovelos, nas pernas, no escroto, no pnis, etc. A sama pode ser contagiosa.

Ver tambm Eczerna (p. 372), Impigens (p. 438), Pele (p. 504).

COMSO/OSMS*

Aplicaes de compressas com uma infuso de:

555

Laboa - Esc,9biosa Prpolis
1 a 3 drageias de cada, 1 vez ao dia.

Sarna

QU&Id171a + L.7baa + VOr17ICa -@- ESCrOfUlra
10 g de mistura das plantas (3 pitadas de cada, aproximadamente) para meio litro de 
gua. Ferver durante 5 minutos e deixar em infuso durante 20 minutos.
2 ou 3 vezes ao dia.

@H Bw7h05 *

- Banhos quentes frequentes. @w     86/7h05 de vapor *

Banhos de vapor seguidos de afuses frescas.

Revoltas lf fitotolwputcs

Affio
* O sumo de alho, misturado

com mel e manteiga, cura as sarnas mais rebeldes (segundo o Dr. Chomel).
* Esmagar 5 ou 6 dentes de alho,

aquecer em lume brando com manteiga sem sal (80 g) e acrescentar 5 ou 6 colheres de 
mel. Misturar de modo a obter um unguento homogneo.
* Aplicar nas partes atingidas, 2 ou

3 vezes ao dia.

AIno-preto
* A casca de aIno-preto pulverizada, misturada com vinagre, cura a sarna (segundo o 
Dr. Chomel).

* 5 g de planta para 1 chvena de

vinagre (de boa qualidade). Aquecer a mistura em banho-maria durante 15 minutos.
* Aplicar 2 vezes por dia, com um

algodo.

Lab.7a
* A labaa em infuso e em compressas.
* Fazer uma infuso com 5 g de

planta para 1 chvena de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso durante 
20 minutos.
* Aplicar 2 ou 3 vezes ao dia.

A111n017t800 *

*Vigiar a alimentao.
*Evitar: bebidas alcolicas, cerveja, vinho, tabaco, acar, pastelaria, po branco, 
carnes gordas, charcutarias, caa, pratos com molhos, cozinhados com manteiga, 
fritos, enchidos, maionese. Consumir pouco sal.
*Alimentos         privilegiados:


agrio, levedura de cerveja, fruta fresca, laranjas, limes, toranjas, morangos, 
mirtilos, cerejas, uvas, alperces, couves, couve-flor, cenouras, beterraba, 
espinafres, bredo, saladas, dente-de-leo, cereais integrais, salsa, cereflio, etc.

JoAUM

- 1 dia, a fruta.

556

Seborreia 1 Sedativos

1  CONSELHOS

 indispensvel a higiene da pele, da roupa, da roupa interior e

da roupa de cama.

Seborreia

v    r Cabelos (p. 270).

Sedativos

r Insnia (sono difcil) (p. 448).

Recoltos lf fitoffilaputicos

AnmOno-pUlstil * Sedativo respiratrio e nervoso. ATENO1 Esta planta  perigosal 
Reservar a sua preparao aos especialistas. Esta planta tem uma forte aco sobre o 
corao, da o seu nome latino ;wIkatlIa. * Em razo da toxicidade desta planta, 
no fornecemos receitas.

caqUI * A decoco das folhas desta planta  calmante. * 20 g de planta para 1 litro 
de gua. Ferver durante 10 minutos e deixar em infuso durante
10 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia, uma

delas ao deitar.

Papoila
* As suas ptalas so calmantes

e eram antigamente utilizadas para as afeces pulmonares e para as clicas. ATENO1 
 uma droga poderosal
* Nos pases nrdicos  utilizada

como base de um vinho fermentado.
* Por causa da toxicidade desta

planta, no fornecemos receitas.

557

Sede

Pessegueiro Xarope ligeiramente sedativo e laxante.
30 g das flores para meio litro de gua a ferver. Aquecer a mistura em banho-maria 
durante meia hora. Filtrar e acrescentar
500 g de acar de cana (ou o equivalente de mel). Em seguida aquecer a mistura sem 
ferver at obter a consistncia pretendida.

Tomar 2 colheres, de sopa, diludas num pouco de gua, 2 vezes por dia.

Rai17178-CoS-bOSqUeS Utilizar a infuso das folhas: 1o para 1 litro de gua. Ferver 2 
rante 2 minutos e deixar em infusodurante 10 minutos.

Tomar 2 chvenas por dia. Na Alemanha utiliza-se o Matrank, que  uma macerao 
desta planta em vinho branco.

Sede

e a sede for intensa e sem causa aparente, vigiar a diabetes e o colesterol.

CONSELHOS

Sede no seguimento de febres altas:
- Os figos frescos acalmam a sede (Dioscrides).
- A cevada em infuso tem as mesmas propriedades, bem corno as

infuses de tomilho: 20 g de planta para 1 litro de gua. Ferver durante 4 minutos e 
deixar em infuso durante 15 minutos. Tomar 2 ou 3 chvenas por dia. -Beber sumos de 
laranja, de limo e de toranja.

Seios

Seios

inflamao e dores durante ou antes do perodo menstrual, ou no seguimento de uma 
emoo, de um choque, de um resfriamento.

O PADRE AMEIPP RECOMENDA
- Compressas com decoces de fno-grego, 2 ou 3 vezes ao dia:

20 g de planta para meio litro de gua. Ferver durante 20 minutos.
- Banhos de assento mornos,  noite. -Camisas molhadas quentes e hmidas,  noite.
- Massagens com leo de amndoas-doces ao qual se acrescentam algumas gotas de 
essncia de benjoirn - borneol (4 a 10 gotas de cada). Fazer de preferncia  noite, 
antes de ir para a cama.

CONSELHOS

-Compressas quentes, frequentemente mudadas.
- Banho de vapor seguido de um envolvimento total, se for tolerado.
- Banhos mornos, com duche no seio.

BELEZA DOS SEIOS

Gretas - Inflamaes

MINS5890M

Massagem com leo de amndoas-doces, ao qual se acrescentam algumas gotas de essncia 
de cenoura - borneol (5 a
10 gotas para 100 ml de leo de amndoas-doces).
- 1 ou 2 aplicaes por dia.

559

Senescncia

RECEIrA AN77GA

- O p de allos socotrina em macerao em vinho tinto alivia

rapidamente as gretas nos seios (citada por autores antigos).

Para manter seios bonitos e refirm-los

MIR-9-9.190M

Massagem diria com a seguinte mistura:

50 m/ de /00 do amndoas-doces,
3 ml de essncia de Alpo,
2 ml de essncia de Cenouza,
2 ml de essncia d& Gernio

Rolibos de vapor *

- Banhos de vapor, seguidos de

afuses frescas no peito.

Afuses *

Afuso fresca, todos os dias, no peito, seguida de uma massagem suave e prolongada.

L@ QJ,  Aliffiolmopio *

Vigiar a alimentao.

CONSELHOS

Exerccios fsicos. Evitar: todos os excessos alimentares, o lcool, as gorduras 
animais, os excitantes, o ch, o caf, o tabaco, etc.

Senescncia

v    r Velhice (p. 600).

560

SIDA

SIDA

Informaes e estudos anticonformistas sobre esta doena

Publicmos vrias vezes na nossa revista Russir votre Sant  artigos sobre 
trabalhos de investigadores no convencionais sobre a SIDA, que pem em causa as 
teorias vulgares sobre este flagelo. Tambm informmos sobre a existncia de trs 
estudos que demonstram que se o vrus  responsvel pela transmisso desta sndroma, 
o preservativo  uma

proteco das mais aleatrias. Com efeito, afirmmos entre outras coisas, baseando-
nos em publicaes cientficas, que em caso algum o vrus permanece dentro do 
preservativo porque a estrutura deste no permite cont-lo. Observado ao microscpio 
electrnico, o preservativo apresenta falhas que certos investigadores qualificaram 
de auto-estradas. Devemos realar que o vrus no  testado directamente, mas sim 
atravs de um bacterifago de 170 nm (nm: nanmetro, 1 /101), enquanto o vrus HIV 
tem um dimetro de 100 nm.

A SIDA e a sexualidade

A contaminao por transmisso sexual no  assim to evidente

como nos quiseram fazer crer. Com efeito, existem casais em que um dos parceiros  
seropositivo e o outro permanece seronegativo, apesar de terem relaes sexuais no 
protegidas.

Seria portanto mais certo dizer que a sexualidade pode, em certos casos, ser um 
factor agravante, mas que no  o nico factor.

Os homossexuais so mais atingidos do que as outras categorias. Se a homossexualidade 
fosse o nico factor, por que razo os homossexuais s comearam a ficar 
seropositivos a partir dos anos 80 e por que razo

s alguns deles foram atingidos? Finalmente, por que razo continuam a ser atingidos, 
apesar de serem os que mais precaues tomam?

Para o Dr. Peter H. Duesberg, professor em Biologia Molecular na

Universidade de Berkeley, membro da Academia Nacional das Cincias e considerado como 
uma autoridade internacional em matria de retrovrus por inmeros mdicos e 
cientistas americanos e europeus, no existe

561

SIDA

nenhuma prova cientfica de que o HIV seja responsvel pela contaminao. Com efeito, 
sob o nome de SIDA agrupou-se um nmero importante de doenas que sempre existiram. 
Mas estas s apareciam quando a

imunidade natural se encontrava comprometida.

O Prof. Duesberg reala que acreditar que o vrus  responsvel  uma

mentira grosseira.

Ento, quais so as causas mais verosmeis?

Hipteses srias sobre as causas provveis da SIDA

*Para Duesberg, 96% dos casos de SIDA eram consumidores depopers (nitrito de amilo), 
que  uma droga particularmente apreciada pelos

homossexuais por ter propriedades vasodilatadoras. Outros estudos tambm destacam que 
97% consumiam popers e, simultaneamente,
58% destes consumiam vrias drogas diferentes. A droga torna-se, por conseguinte, 
numa causa provvel, seno a causa maior.
*Outros investigadores questionam o uso imoderado de uma

antibioterapia sistemtica que fragiliza as defesas imunitrias e permitiria o 
aparecimento de doenas oportunistas. S se morre de SIDA porque o organismo se 
encontra desarmado. Para o Dr. Lance, as pessoas cujo sistema imunitrio  slido no 
tm nada a temer desta contaminao.
*Num artigo da nossa revista definimos, pela nossa parte, com todas

as reservas, os grupos de risco: os hernofilicos, os toxicmanos e os homossexuais 
masculinos. Mas tambm assinalamos que as injeces, as transfuses e as inseminaes 
podem ser causas suficientes desta sndroma, nos casos em que o sistema imunitrio se 
encontra enfraquecido em funo de uma m higiene de vida, de uma m

nutrio, de infeces rej5etidas, etc., e tambm nos grupos no repertoriados que 
praticam a sodomia heterossexual. As pessoas que foram repetidamente vacinadas, tal 
como as que tomaram antibiticos de forma abusiva, podem tambm apresentar um risco 
acrescido.
* Para outros investigadores, entre os quais Michel Bourian, o aparecimento de novas 
doenas e o ressurgimento de antigas constitui

562

SIDA

apenas a expresso de um dfice imunitrio geral, ligado aos vrios tipos de poluio 
e ao nosso sistema de vida.

O Dr. De Brouwer, por sua vez, comenta que a OMS efectuou campanhas de vacinas 
sistemticas em frica, no Brasil... sem previamente ter feito um balano de sade 
dessas populaes. O princpio das vacinas era ainda defensvel no sculo passado, 
quando ainda se ignorava tudo sobre a biologia molecular. Hoje em dia no restam 
dvidas que esta prtica  das mais discutveis.  nos pases onde existem mais 
pessoas vacinadas contra a varola que se encontram mais casos de SIDA. Para o Dr. De 
Brouwer, o sistema imunitrio fica no s diminudo no seguimento das vacinas como 
tambm  enganado j que os agentes de defesa do nosso organismo no possuem uma 
memria universal.

O que sabemos  que os seropositivos podem continuar a viver normalmente. Ser-se 
seropositivo j no significa estar doente e morrer dentro de um prazo mais ou menos 
longo. Muitos seropositivos recusaram o

veredicto que os condenava  morte e passados quinze anos continuam vivos. Fizeram 
alteraes na sua higiene de vida e nos seus hbitos alimentares. Recusam as drogas e 
o tabaco, combatem o stress, a solido e a depresso.

Ser a SIDA transmissvel pelos insectos?

No incio das investigaes sobre a SIDA, examinaram-se vrias vias possveis de 
transmisso do HIV. Os insectos foram um dos vectores suspeitados. Abandonou-se 
rapidamente a pista entornolgica. Todavia existem inmeras possibilidades de 
contaminao pelos insectos. Estes esto na origem de diversas doenas. O exemplo 
mais conhecido  o

Plasmodium vivax (doena transmitida pelos mosquitos). Entre estas doenas encontram-
se tambm as afeces virais, entre as quais a febre-amarela. O vrus da hepatite B 
foi encontrado no corpo de um percevejo. Os vrus transportados pelos insectos 
constituem uma categoria de AR-BO (Artpodos-Borne) . Ser o HlV um AR-BO? Por que 
no? O tempo de sobrevivncia do vrus fora de um hospedeiro  o argumento principal 
dos adversrios desta possibilidade.  certo que os mosquitos s raramente

563

SIDA

aspiram o sangue, uma vez por semana aproximadamente. Mas o efeito da picada dupla, 
apesar de raro, existe contudo. O insecto obrigado a

abandonar o seu hospedeiro precipitadamente antes de ter terminado a sua

refeio procura uma nova presa. Alm disso, ningum, tanto quanto sabemos, 
estudou o tempo de sobrevivncia do vrus no sangue ingerido pelo insecto. O outro 
argumento a favor da inocncia dos insectos  a diferena entre a quantidade 
mxima de vrus transportada pelo mosquito

e a quantidade mnima necessria  contaminao. Ningum ainda se

debruou sobre este aspecto da questo. Alm disso, segundo os princpios da 
microbiologia, em certas condies basta um nico microrganismo para desencadear a 
doena. O transporte pelos insectos de linfcitos contaminados , por conseguinte, 
uma eventualidade biologicamente aceitvel.

A SIDA: esta doena pode ter origens csmicas

Svante Arrhenius, no sculo xix, props a hiptese original segundo a qual a vida 
comeou algures no universo e foi depois transportada por ventos provenientes do Sol 
ou por meteoritos. Esta teoria  chamada teoria da panspermia. Pensa-sQ 
geralmente que esta antiga teoria foi abandonada. Nada  mais falso, porque a 
panspermia  cada vez mais evocada no mundo dos bilogos e dos fsicos que trabalham 
sobre as

questes da biognese. Se as condies terrestres fossem desfavorveis  vida, 
podemos perfeitamente imaginar o incio deste fenmeno noutros lugares.

Entre os partidrios e fundadores da teoria moderna da panspermia, podemos citar 
Francis Crick, que descobriu a estrutura do ADN (prmio Nobel), e Frederick Hoyle, 
astrofsico, professor da Universidade de Cambridge e da Universidade de Tcnologia 
da Califrnia. Segundo Hoyle, os genes (sob a forma de vrus, virions ou mesmo 
clulas) chegam continuamente  terra por intermdio dos cometas. Quando um cometa 
(como o de Kohoutek) se aproxima do Sol, o calor faz com que gases volteis e 
partculas finas sejam vaporizados do seu ncleo. A presso do vento solar dirige 
estas partculas radicalmente para o lado oposto do Sol. Os cometas (campo em que 
Hoyle  uma autoridade a nvel mundial) tm um

papel de transportadores e de reservatrios de materiais biolgicos.  certo que se 
encontram aminocidos nos meteoritos.

564

Sncopes

Dois investigadores americanos, Claus e Nagy, afirmam ter descoberto nos meteoritos 
estruturas comparveis a micrbios fsseis. A terra era, e

segundo Hoyle continua a ser, infectada por materiais que constituem a vida. Por 
que motivo os estudos sobre a origem da vida so to importantes para a medicina 
moderna? Por um lado, os investigadores e os

cientistas ocupam-se da vida em condies extremas, por outro, examinam a estrutura e 
as origens dos vrus.

A teoria da panspermia tem a vantagem de propor a explicao do aparecimento das 
grandes epidemias, j que estas podem ser o resultado de novas infeces da terra por 
um material biolgico csmico. H at quem faa a associao entre o aparecimento 
das epidemias e a passagem dos cometas no sistema solar. A origem csmica da SIDA  
uma hiptese ainda pouco divulgada entre os virlogos, apesar de ser to provvel e 
l gica como as outras hipteses, por exemplo: a origem militar, animal ou uma doena 
antiga no detectada mais cedo por falta de meios tcnicos suficientemente 
elaborados.

Para os conselhos, ver Cancro (p. 281).

sr

incopes

-\ 7-C

v

r tambm Nuseas (p. 472). Consulta mdica indispensvel.  necessrio procurar as 
causas. A sncope manifesta-se por sentimentos de incerteza, vertigens e perturbaes 
da viso. O cho parece ceder sob os ps, os membros ficam frios e surgem zumbidos 
nos ouvidos, perturbaes auditivas, suores e vmitos. Geralmente os acessos passam 
rapidamente.

Se as causas parecem inexplicveis

~ 0550M1015*                           ou tintur.7 de Gncana

Cravo-de-cabecnha                10 a 15 gotas num pouco de
2 gotas, 3 vezes ao dia.               gua, 3 vezes ao dia.

565

Sncopes

Banhos de assefito*

* Frios ou um duche rectal (todos

os dias).

Lavagens*

* Mornas, com uma infuso de

camomila: 10 cabeas para meio litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em 
infuso durante 10 minutos.
* Fazer a lavagem, de preferncia, de manh, em jejum, e, se possvel, durante cerca 
de 20 minutos.

Duchos o Ofuses*

- Da cabea e das coxas, alternando, dia sim dia no, com o peito e os braos.

A1M701M8p10*

Evitar: todos os excessos alimentares, especialmente cozinhados com manteiga, pratos 
com molhos, charcutaria, carnes gordas, caa, conservas, bebidas alcolicas, tabaco, 
caf, ch, maionese, etc.

jejum  *

* 1 dia por semana ou mais. * Cura de fruta fresca.

CONSELHOS

No momento da sncope:

Deitar o paciente e praticar: massagem no pescoo; compressas frescas na cabea, nas 
tmporas, na nuca e no peito, seguidas de frices. Fora das crises:
- Vigiar a obesidade, o stress, a emotividade, os rudos, a sobrealimentao, o 
tabaco, as bebidas alcolicas, os locais nauseabundos.

o PR. OW RECOMENU4

- Compressas no corpo,  noite.

566

Sinusite 1 Soluos

Sinusite

V

er Constipao (de cabea) (p. 336), Alergias (p. 207), no que diz respeito s 
receitas gerais.

10OS OSSOMARIS*

EucalIpto - Niauli - Zimbro

- Algumas gotas de cada,  noite,

num difusor de aromas ou, aiternatvamente, 5 a 10 gotas de

cada num prato, misturadas em lcool, duas vezes o volume de gua.
- Esta mistura coloca-se no quarto de dormir. Purifica e desinfecta a atmosfera e 
favorece a respirao.

Soluos

E

spasmos do diafragma que resultam, na maioria dos casos, de uma dilatao do estmago 
derivada de um excesso alimentar, da ingesto demasiado rpida de alimentos e de uma 
mastigao insuficiente, de uma

acumulao de gases, bem como de histeria, de neurastenia, de leses orgnicas, etc.

IMUS.10 *

Endro -k Erva-ole-so-joo Valeran,9
- 1 pitada de cada planta para 1

chvena de gua. Ferver durante
3 minutos e deixar em infuso durante 15 minutos.
- Tomar 2 ou 3 chvenas, repartidas durante o dia.

OS CONSELHOS 170 DR. SILZ

-Tape os ouvidos com os dedos indicadores ou mnimos e pea

a algum que lhe d gua fresca. Beba lentamente, a pequenos goles. O xito  
instantneo. E tambm:
- Beber vrios goles, sem respirar.
- Para os lactentes: aplicao de toalhas quentes no baixo-ventre,

aquecimento por frices nos ps e nos braos.

567

Sudorfico 1 Sufocao

Sudorfico

para activar a transpirao:

1

B.79-?S do zimbro

Em infuso, favorecem a transpirao: cerca de 20 bagas para
1 chvena de gua. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso durante 15 minutos.

Beber, quente, 2 ou 3 chvenas por dia.

Raz d& Bardana

Em infuso: 10 g de planta para
1 litro de gua. Ferver durante 4 minutos e deixar em infuso durante 15 minutos. 
Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Sufocao

C

aracteriza-se pela impossibilidade sbita de respirar. A aco deve ser

rpida, seno o paciente corre o risco de morrer em poucos minutos.

Em crianas pequenas

- Suspend-la pelos ps e dar-lhe pancadas no peito at a respirao voltar ao 
normal.

Se a criana for mais crescida ou se se tratar de um adulto:

3 mtodos ericazes

1. Passar para trs da pessoa, colocar um punho cerrado sob o plexo

e pressionar com muita fora (violentamente).

2. Outro mtodo consiste tambm em passar para trs da pessoa, passar

os braos em volta do peito e apertar brutalmente.

568

Surdez

3. Um terceiro mtodo consiste em dar um murro com algum vigor

ao nvel do plexo.

Medidas de preveno

As pessoas sujeitas a faltas de ar acidentais devem praticar o relaxamento, 
exerccios respiratrios, afuses regulares das coxas, dos braos e afuses 
fulgurantes.

 tambm muito importante mastigar lenta e prolongadamente os alimentos.

Surdez

v    r Ouvidos (p. 491).

569

T

- Tabagismo
-Tendinite

-Tnia

-Tenso muscular
-Tiques
-Torcicolos

-Tosse
-Transpirao excessiva
-Tremores

-Tumores

Tabagismo

Tabagismo

v    r Alcoolismo (p. 202).

J no  necessrio fazer o auto do tabaco. Os seus malefcios, tais como os do 
lcool, so evidentes e realados tanto pelas autoridades, como pelas instncias 
mdicas, o que no acontece ainda em relao a

outros tipos de maleficio (como a alimentao industrial, por exemplo).

A dependncia do tabaco , em primeiro lugar, psicolgica.  um

automatismo ou um meio ilusrio de fazer face s dificuldades. Mas tambm  associado 
aos momentos agradveis da existncia.

A dependncia  tambm (e sobretudo) fsica, porque a nicotina  uma droga que tem a 
particularidade de aniquilar a vontade e que pode provocar diversas perturbaes em 
caso de privao: irritabilidade, nervosismo, ansiedade, insnia, perdas de memria, 
dores de cabea, bulimia, etc.

O tabaco deixa um sentimento de derrota e entrava o bom funcionamento intelectual.

Fumar incomoda tambm as outras pessoas e polui a atmosfera. O tabaco , ainda, 
responsvel por acidentes e incndios.

A luta contra o tabaco no comeou ontem. Este fenmeno j causava inquietao no 
sculo passado, apesar de no ter a amplitude actual. A Associao Francesa Contra o 
Abuso do Tabaco nasceu a 11 de Julho de 1868. Em 1872 transformou-se na Associao 
Francesa Contra o Uso do Tabaco e das Bebidas Alcolicas, j que os malefcios 
aumentam quando se associam estas duas drogas. Em 1939 transformou-se e passou

a ser a Liga contra o tabaco, para dar lugar em 1968 ao Comit Nacional Contra o 
Tabagismo, que conhecemos actualmente.

A Academia de Medicina s lanou o alarme em 1972, o que permitiu a tomada de 
conscincia real do problema, sobretudo graas  posio de Simone Veil.

Com o aparecimento da plula contraceptiva e a moda das mulheres libertas que fumam, 
os riscos cardovascu lares multiplicaram-se cerca de
22 vezes nas mulheres.

O hbito do tabaco entrou nos nossos costumes, lentamente,  certo, mas est bem 
enraizado, e  muito difcil no ver as pessoas sem um

572



Tabagismo

cigarro na boca. Fazendo o papel de advogados do diabo, diramos, mesmo, que ser 
impossvel nas prximas dcadas ou mais.

UM MUNDO SEM TABACO?

Um mundo sem tabaco parece uma utopia quando sabemos o nmero de pessoas que 
trabalham na explora o do tabaco - desde a sua plantao ao seu acondicionamento - 
e os lucros que os governos retiram da sua

comercializao (cerca de 47 mil milhes de francos por ano, s em

Frana). Este desfalque no oramento de Estado seria obrigatoriamente recuperado sob 
a forma de impostos. O desaparecimento do consumo de tabaco criaria novos 
desempregados (cerca de 200 000). Estas duas consideraes bastam s por si para 
confortar os partidrios do tabagismo nas suas posies. Existem enormes interesses 
em jogo, e o poder do dinheiro, como bem sabemos, no  uma palavra v na nossa 
sociedade do lucro. Alm disso, sejamos realistas, o tabagismo tornou-se numa segunda 
natureza para muita gente. No ser atravs de truques de magia ou de gritos de 
alarme... nem de leis restritivas e repressivas que se far desaparecer esta droga, 
que mata, contudo, tanta gente todos os anos.

As doenas geradas pelo tabaco

Ser o tabaco o nico responsvel pelo acrscimo de certas patologias degenerativas? 
Talvez. Mas William Dufy, na sua obra publicada pelas edies Trdaniel, Sugar blues 
(Le sucre, cet ami qu vous veut du mal), revela que o acar, sob a forma de melao 
 acrescentado ao tabaco em percentagens que podem ir de 5 a 20%. Para este autor, a 
adio de acar ao tabaco  uma das principais causas do aumento do cancro dos 
rgos em contacto directo com o fumo (lngua, laringe, pulmes). Outros rgos 
tambm podem ser atingidos (clon, bexiga, seios ... ). De uma maneira geral, o 
acar facilita a carcinognese. Para apoiar a sua demonstrao, o autor comparou as 
estatsticas de mortes ocasionadas por este tipo de patologia e chegou  concluso 
que quanto mais acar contm o tabaco mais ele se torna perigoso.

As concluses deste autor podem deixar-nos perplexos. Com efeito, a Inglaterra e o 
Pas de Gales tm as taxas de cancro do pulmo mais altas

573

Tabagismo

do mundo, porque os seus cigarros contm at 17% de acar. Na Rssia e na China, 
onde os cigarros so semelhantes aos dos Indianos, esta taxa  muito mais baixa. Alm 
disso, os cigarros chineses contm tambm pouca nicotina e alcatro.

Certos investigadores londrinos afirmam que  errado pensar que dez anos depois de 
se ter abandonado o tabaco o risco de contrair cancro era idntico, no antigo 
fumador, ao dos indivduos que nunca tinham tocado num cigarro. Na realidade, este 
risco diminui certamente, mas continua superior ao dos no fumadores. Na mulher 
grvida prejudica o feto predispondo-o a diversas patologias respiratrias e fazendo 
dele um potencial futuro fumador. O tempo de gravidez diminui, o beb nasce mais 
pequeno, e o seu sistema nervoso fica perturbado.

O tabaco envelhece

Fisicamente o tabaco exerce uma aco nas vias respiratrias, no corao, na pele, no 
sangue, nos sistemas digestivo e urogenital e nos rgos dos sentidos.  tambm um 
inibidor e um destruidor da vitamina C.

Alm disso, est provado que os cancros da mama e do tero so as principais ameaas 
para a sade das mulheres. As mulheres que fumam depois dos 65 anos de idade 
tornam-se mais fracas e menos geis do que as que nunca tocaram num cigarro, revela 
um estudo americano. Apareceram diferenas notveis entre as mulheres que fumam e as 
que no fumam. Para este especialista, a diferena explica-se por problemas 
cardiovasculares ocasionados pelo tabaco.

Um outro estudo ingls revela que o tabaco pode provocar uma epidemia nas mulheres 
fumadoras, verdadeira espada de Dmocies'suspensa sobre a cabea das mulheres. 
Segundo o professor Kay-Tee Khaw, o tabaco  a principal causa previsvel das 
doenas das coronrias, que, at  data, atingiam sobretudo os homens.

O risco cardaco  multiplicado por 6

O risco  mais elevado quando o fumador  jovem. Quanto aos cigarros com pouco 
alcatro, estes no diminuem mesmo assim o risco: nas pessoas com menos de 60 anos o 
tabaco  responsvel por 70% dos ataques cardacos. O que  interessante neste estudo 
 que ele mostra que o facto

574

Tabagismo

de parar de fumar diminui o risco, que se torna comparvel, ao fim de cinco anos, ao 
dos no fumadores. (Rory Collins. Artigo publicado pelo British Mdical Journal).

Diabetes e tabaco

Fumar um mao de cigarros por dia multiplica por 2 o risco de contrair diabetes, 
enquanto o consumo moderado de lcool reduz este risco.  o que afirma um estudo 
americano efectuado pela Escola de sade pblica de Harvard, que demonstra que uma 
pessoa que fuma entre
15 a 25 cigarros por dia tem duas vezes mais hipteses de se tornar diabtica. Mas, 
se essa pessoa deixar de fumar, o risco diminui (mas permanece cerca de 30% superior 
ao de um no fumador).

Tabaco e impotncia

O tabaco tem efeitos desastrosos sobre o sistema respiratrio e sobre o corao e 
seria tambm responsvel pela impotncia sexual entre a

populao de homens jovens que sofrem de problemas de ereco. Um estudo realizado em 
homens que sofrem de impotncia ou de dificuldades de ereco revelou que 81% destes 
homens fumavam. Nos jovens, as leses ocasionadas pelo tabaco podem desaparecer se 
deixarem de fumar. A nicotina afecta tambm o sistema nervoso central: os neurnios 
dopaminergneos, que podem ter um papel importante.

Quando os pais fumam...

... no h problema, as crianas tambm sofrem!

Um estudo publicado nos EUA afirma que os bebs cujos pais fumam correm um risco 
maior de serem vtimas de morte sbita do recm-nascido. Este estudo tambm 
reala que o fumo do cigarro afecta a criana, mesmo se a me deixou de fumar durante 
a gravidez. Para o Prof. Thdore Slotkin, farmaclogo da Universidade de Duke 
(Estados Unidos), a nicotina entrava a produo de hormonas estimulantes (a 
adrenalina, por exemplo), que obrigam o corao e os pulmes a funcionarem em caso de 
carncia breve de oxignio.

575

Tabagismo

Os no fumadores tambm sofrem

 bem sabido que os no fumadores partilham os riscos dos fumadores, sobretudo porque 
o seu organismo no est nem preparado nem adaptado  inalao permanente do fumo.  
o que afirma o Dr. Stanton A. Glantz, professor de Medicina na Universidade de So 
Francisco. Para este investigador, o tabaco  mais nocivo para os no fumadores do 
que para os fumadores. O risco cardaco  multiplicado por 2 ou por 3 nos no 
fumadores quando este inalam de forma regular o fumo de tabaco. Nos Estados Unidos 
cerca de 17 000 fumadores passivos morrem todos os anos e 150 000 sofrem de doenas 
das coronrias.

Fumar custa caro

Consumir tabaco  fazer uma despesa intil, pagar impostos suplementares, 
prejudicando a sade e fazendo aumentar o dfice da Segurana Social.

Actualmente a populao mundial de fumadores  de 1,1 mil milhes. Cerca de 300 
milhes de fumadores vivem em pases desenvolvidos (200 milhes de homens e 100 
milhes de mulheres). Um estudo britnico reala que o tabaco pode ser nocivo de 24 
maneiras. Alm disso, aumenta os riscos de suicdio, de homicdio e de acidentes 
diversos.

MOTIVAR-SE PARA DEIXAR DE FUMAR

Para se motivar, pense no seguinte:
* acabar com a sua dependncia. Deixar de ser escravo, ser mais

livre!
* ganhar em vitalidade e recuperar a sua forma fsica rapidamente,
* ter uma qualidade de vida superior,
* a sua pele ter uma textura mais fresca e clara, e evitar as rugas.

Mas pense sobretudo na sua sade:
- menos infeces broncopulmonares, menos probabilidades de contrair cancro,

576

Tabagismo

melhor sade para os seus filhos e um melhor exemplo para eles, mais sensaes. 
olfactivas e gustativas, economias para a sua bolsa, um hlito fresco, roupas que no 
cheiram a fumo, um habitat saudvel, uma funo sexual melhorada.

Deixar de fumar: sim... mas sem engordar

Muitos fumadores continuam por medo de engordar e at existem antigos fumadores que 
recomeam a fumar voluntariamente na esperana de emagrecer.

Em primeiro lugar, engordar no  obrigatrio e, quando acontece, varia muito de 
pessoa para pessoa.

Em qualquer dos casos, devem evitar-se absolutamente dois erros:
- A precipitao sobre os doces ou pastis, incluindo as bebidas aucaradas, quando 
se sente vontade de fumar um cigarro. O acar chama o acar, por libertao de 
insulina, provocando um estado de hipoglicemia, ou seja, uma vontade imperiosa de 
comer acar.
- Substituir o cigarro pelo caf. O seu efeito ansiognico provoca

vontade de fumar em razo do efeito sedativo passageiro do cigarro.
O ch deve ser consumido com moderao. Acontece o mesmo com a coca-cola que associa 
dois inconvenientes: acar + cafena. Prefira a gua natural ou gaseificada, o sumo 
de limo, as tisanas, os sumos de legumes e de frutos naturais, em quantidades 
razoveis.

Todos os autores reconhecem que certos tipos de alimentos favorecem a dependncia do 
tabaco:

- Todas as bebidas alcolicas, vinho, cerveja, aperitivos, etc., devem

ser evitados pelo menos durante o perodo de privao.
- Os fritos e de uma maneira geral as gorduras animais, pratos com

molhos ou pratos cozinhados com manteiga.
- As especiarias devem ser consumidas em pequenas quantidades.

Adopte uma alimentao saudvel, composta essencialmente de: frutos e legumes frescos 
da estao, azeite virgem de primeira presso ou leo

577

Tabagismo

de ssamo, levedura de cerveja, germe de trigo ou gros germinados. Alimentos 
particularmente privilegiados: o alho, a cebola, as couves, o limo e os citrinos 
(vitamina C), os cereais integrais (arroz, trigo, cevada, de agricultura biolgica), 
a aveia em papas ou em flocos, especialmente recomendada devido s suas virtudes 
desintoxicantes e remineralizantes.

As mulheres devem privilegiar as vitaminas B, que se encontram nos

cereais e nas sementes de girassol, de abbora e no leo de germe de trigo.

Caso se tenha uma grande vontade de comer, precipitar-se sobre uma

pea de fruta, um iogurte, um ovo cozido ou, eventualmente, um pequeno pedao de 
queijo ou de po  prefervel porque no implica entrar no

crculo infernal dos alimentos aucarados.

Os banhos relaxantes (sauna e banhos de vapor), acompanhados de duches frios, podem 
acompanhar judiciosamente as curas de desintoxcao.

10 pontos fundamentas para deixar de fumar

1 .Uma motivao a toda a prova  a condio sine qua non.

2. Comear no momento adequado: o ideal  uma boa bronquite ou

traquete (ou uma infeco respiratria) que nos obriga a deixar de fumar.  uma 
ocasio ideal para parar definitivamente.
3. Evitar a companhia de fumadores e parar ao mesmo tempo que o

cnjuge.
4. Nada de meias medidas: nunca mais aceitar um cigarro na vida.

5. Nada de tentaes: acabar com os cinzeiros e com os isqueiros.

Evitar durante algum tempo as recepes cheias de fumo e agitadas, os espaos para 
fumadores, quer em viagem quer nos restaurantes.

6. Jogar o jogo do autocondcionamento reafirmando regularmente,

em voz alta, a nossa escolha definitiva.
7. Fazer o n. 6 respirando profundamente, sobretudo quando nos vem

uma grande vontade de fumar.
8. Mudar de alimentao e mastigar lentamente. Evitar os excitantes (bebidas 
alcolicas, ch, caf, especiarias), as carnes e os alimentos

578

Tabagismo

pesados (fritos e molhos). Beber muitos lquidos de modo a eliminar a nicotina. 
Privilegiar os frutos e os legumes bem como os

acares lentos. Utilizar a levedura de cerveja e o germe de trigo. Limitar o consumo 
de acar e de feculentos.

9. Estar activo de modo a evitar as sonolncias causadas pela falta de

tabaco, praticando regularmente um desporto ou a hidroterapia.
10. Ter um centro de interesse real, uma actividade apaixonante.

Outros mtodos que ajudam

Pode optar por um apoio suplementar neste processo.

Acupunetura, auriculoterapia, mesoterapia...

Trata-se da introduo de agulhas em pontos especficos, que provocam a repulsa do 
tabaco.

Acupunctura

Geralmente so necessrias vrias sesses, no obstante terem sido observadas 
vitrias desde a primeira sesso em pacientes motivados. Os pontos escolhidos so 
variveis em funo da tcnica utilizada pelo praticante. Estes tm por objectivo 
restabelecer um equilbrio energtico e sobretudo descontrair a pessoa. Este 
tratamento pode ser associado a sesses de psicoterapia. O preo depende do nmero de 
sesses.

Auriculoterapia

Introduo de algumas agulhas em pontos especficos da orelha ou, mais recentemente, 
introduo de um fio de nylon ou de um gancho, com

anestesia local, no centro do pavilho do ouvido. Este tratamento no  doloroso. 
Pode durar at 3 semanas (I ou 2 sesses).

Rosrio antitabaco (derivado do mtodo Cou)

Arranje um pouco de cordel e d-lhe 6 a 7 ns. No primeiro dia, antes de pegar num 
cigarro, repita uma ou duas frases curtas em cada n, por

579

Tabagismo

exemplo: No devofumar O tabaco repugna-me., de modo a desvalorizar a imagem do 
tabaco. Cada frase deve ser pessoal e criada em funo da sua sensibilidade. Depois, 
acenda normalmente um cigarro.

No dia seguinte, acrescente um n. No 3. dia, acrescente mais outro n...

Este mtodo (grtis) exige perseverana e d (a quem tem coragem para o praticar) 
excelentes resultados (ao fim de 4 a 15 dias).

Homeopatia

Provoca uma desabtuao progressiva. Consiste em tomar uns granulados. O tratamento 
pode ser feito em simultneo com a acupunctura, a fitoterapia, a relaxoterapia, etc. 
O m- dico preconiza, geralmente:

- Tabacum 5 CH -Caladuin seguina 5 CH
- Avena sativa, sob a forma de tintura-me,  razo de 20 a 40 gotas,
1 a 2 vezes ao dia.

Hipnose

Induo da rejeio do tabaco por sugesto, num estado entre a viglia e o sono. Mas 
o nmero de terapeutas  limitado, e o preo , por vezes, elevado.

Mesoterapia

Microinjeco (em certos pontos de acupunctura) de agulhas mltiplas e de uma mistura 
de produtos, entre os quais um anestsico. Tem um efeito complementar  acupunctura, 
j que se acrescentam os produtos injectados. Mtodo no doloroso. Preo varivel em 
funo do nmero de

sessoes.

Fitoaromaterapia

Uma cura de desintoxicao pode ser acompanhada de inmeras plantas. Em particular: a 
canela, o limo, a segurelha, o sassafrs, o espinheiro-alvar ou a rvore-da-canela.

580

Tabagismo

Estas plantas podem ser tomadas sob a forma de drageias, de tintura-me ou de leos 
essenciais. O mdico fitoterapeuta escolhe a(s) que considera mais adaptada(s) ao seu 
caso.

O preo do tratamento  varivel. Quanto s plantas, o seu preo  abordvel... e no 
ultrapassa o preo de um mao de cigarros!

Produtos de substituio

Respirar leos essenciais pode ajudar a vencer a dependncia: coentros, funcho, 
eucalipto, gernio, orgos ou sassafrs. Quando tiver vontade de fumar respire 
algumas gotas de uma destas essncias, em frasco, dissolvidas em lcool (ou num 
dispersor). O seu farmacutico-ervanrio pode preparar-lhe esta mistura e aconselh-
lo.

Terapia de grupo

Em todos os pases existem associaes ou ligas que apoiam quem deseje deixar de 
fumar. Se  o seu caso, contacte uma dessas associaes e siga um dos muitos planos 
de combate  dependncia do tabaco. Prefira as terapias de grupo, pois, alm de serem 
mais animadas, permitem que os seus membros partilhem experincias e se apoiem 
mutuamente.

/O~ L1@/ftJ sassafrs

2 gotas, 3 vezes por dia (ajuda  desintoxicao)

CONSELHOS

Certos autores recomendam o consumo frequente de papas de aveia, considerada como 
regeneradora e desintoxicante.

581

Tendinite 1 Tnia 1 Tenso muscular

oo Tendinite

r Reumatismos, p. 538.

Te"n i a

r Parasitas, p. 499.

Tenso muscular

S

6 deve aplicar estes tratamentos se a tenso muscular ocorrer depois de um esforo 
muscular no habitual. Em todos os outros casos  indispensvel consultar o mdico.

A~Vio*

Btnca + W19 + Erv.7-ursa + SO/Va

* 1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver e deixar em infuso durante 
alguns minutos. * Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

j@@j lWS Ossencisis*

Zmbro

- 3 gotas, 2 vezes ao dia.

582

MOSSOg007

Massagem com leo de erva-de-so-joo.
30 g de erva d"o@oo e 30 cabeas de camomila para meio litro de azeite.

Deixar macerar durante 8 dias ao sol (ou perto de uma fonte de calor). Para acelerar 
a preparao aquecer em banho-maria durante 30 minutos e filtrar. Para tornar esta 
preparao calorfica, mistur-la em partes iguais com lcool canforado.

Tiques

A 111nentof #o @

*  Evitar: bebidas alcolicas, especiarias, carnes vermelhas, cozinhados com 
manteiga, todos os alimentos difceis de digerir, pratos com molhos, charcutaria, 
enchidos, peixes gordos, queijos fortes, conservas, etc.
* Alimentos privilegiados: germe

de trigo, cereais integrais, trigo,

arroz, cevada, aveia, fruta fresca, cerejas, uvas, mas, peras, alperces, tomates, 
rabanetes, rbanos, legumes verdes, etc.

JeJUM *

Pode ser praticado sem inconvenientes, 1 ou 2 dias por semana.
1 dia, a fruta.

CONSELHOS
- Repouso, sono (ver p 134).
- Banhos quentes (ver p. 145). -Banhos de vapor (ver p. 147).
- Cinturo de Neptuno (ver p. 148).

Tiques

VC

r Nervosismo, p. 474. s tiques consistem em estremecimentos e movimentos 
incontrolados.

JO/0901 85* Erw-cIdreIr.7 - Vlerlna Artem[sa - Cmoml29

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez por dia.

ou Infuma Erw-cdr&ra + Valeriana + Art&msIa -k Camomil.7

1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver e deixar em infuso durante 10 
minutos. Tomar 4 ou 5 chvenas por dia.

IOM OSSO0C101.9*

ser

pamota
2 gotas, 3 vezes ao dia. * Alternando, dia sim dia no, com:

Manjerona * 2 gotas, 3 vezes ao dia.

583

Torcicolos

AMOnfios de 1955ofito*

Mornos, 3 vezes por semana: 15 a 20 minutos. Terminar com um banho de assento, curto, 
frio (1 ou 2 minutos). Logo que surjam melhoras: banhos de assento, frios ou com 
frices, todos os dias.

08/7/705 CfO V~

1 ou 2 vezes por semana.

6, ,

Mornos, na cara, braos, coxas e pernas (frescos), todos os dias.

ALJf DISSO, O DR. BILZ R1SCOXEN5I7A

- Frices vigorosas e massagens nas partes atingidas e aplicao

de compressas quentes, renovadas vrias vezes ao dia.

CONSELHOS

Evitar o stress, os rudos violentos, a msica forte, etc.

Torcicolos

V

er Reumatismos (p. 538).
O torcicolo manifesta-se por dores vivas na regio do pescoo, que podem entravar e 
at impedir os movimentos da cabea.

Ocorre no seguimento de uma m postura durante o sono, de um resfriado, de um 
movimento brusco, etc.

Compressas*

Compressas quentes, repetidas vrias vezes ao dia.

584

Tosse

MA SSA GEM COM A PREPA P.4 O DO DR CHOMEL

Para meio litro de azeite deitar 30 9 de erva-d"o-joo + 30 cabeas de carnornila. 
Deixar macerar durante 8 dias ao sol ou perto de uma fonte de calor (para acelerar a 
preparao, aquecer em banho-maria durante 30 minutos e deixar repousar) e, em 
seguida, filtrar. Para tornar esta preparao calorfica, mistur-la em partes iguais 
com lcool canforado. Massajar a parte dorida, vrias vezes ao dia.

Tosse

r Anginas (p. 234), Gripes (p. 420), Resfriamentos (p. 537).

Cpi-ost
* Utilizam-se os ramos jovens em

tisana para tratar as tosses rebeldes.
* Os cones tm fama de tratar as

hemorragias (a sua grande riqueza em taninos explica a sua aco acistringente, 
vasoconstritora e anti-hemorrgica).
* 10 g de planta para 1 litro de

gua. Ferver durante 1 minuto e deixarem infuso durante 10 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Funcho
* Utilizar como para a insnia (ver

p. 449).

Grndli.7
* Planta californiana, bastante diR~Itos fitotemputICOS AlIcsuz-glabro
* Infuso de 20 g de raiz em 1

copo de gua fria. Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso durante 15 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.

Alf.?rrobeira
* Utilizar o xarope dos frutos: espremer o sumo do fruto.
* Tomar 2 ou 3 colheres por dia.

Ans-vorde
* Infuso de 15 g de sementes

esmagadas em 1 litro de gua a ferver, Deixar em infuso duran_ te 15 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.

585

Transpirao excessiva

fcil (mas possvel) de encontrar na Europa porque  raramente cultivada.
* 10 g de planta para 1 litro de

gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.

Murta
* Infuso das folhas (aconselhada

sobretudo aos fumadores).
* 10 g de planta para 1 litro de

gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.

PMP117e1.7
* Infuso de 20 g em 1 litro de

gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.
* Um mdico italiano do sculo xvii

dizia que esta planta dissolve os humores.
* Utiliza-se para a asma e para as

febres catarrais.

Tanchagem-lanceolad.7
* Infuso de 20 g de folhas em 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos.

* Tomar 3 chvenas por dia.
* Pode tambm tomar-se sob a

forma de xarope: 30 g de folhas para 1 litro de gua. Ferver durante 10 minutos e 
deixar em infuso durante 20 minutos. Filtrar e acrescentar 100 g de mel.
* Aquecer em lume brando e tomar  razo de 1 colher, de sopa, 2 ou 3 vezes ao dia.

TOMl170
* Infuso de 20 g de flores em 1

litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 10 minutos.
* Tomar 3 chvenas por dia.
* Tambm se pode utilizar em infuso num banho (duplicar a quantidade de planta).

Tomi1170-&rva-ursa
* Infuso de 10 g em 1 litro de

gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos (acrescentar 2 
colheres de mel).
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.


Vorbasco-branco
* Infuso de 20 g de flores secas

em 1 litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 10 minutos.
* Tomar 2 chvenas por dia.

o Transpirao excessiva

pode ter diversas origens: doenas infecciosas, excesso de bebidas (especialmente 
cerveja, bebidas alcolicas), obesidade ou suores nocturnos.

 necessrio procurar as causas.

586

Transpirao excessiva

~vei
46.9*

Centurea-pequena @ G9valnha - Salva - Noguelra
1 a 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infuso

Genturea-pequena + Ga Valinha + Salva + Noguelra

1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver durante 30 segundos e deixar 
em infuso durante 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

1005 O.55017C1,815*

Pinho

1 a 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

RRIffios do .05601740*

Mornos, no incio, durante 3 a 5 dias, e depois frios ou com frices. Dia sim dia 
no.

ROMIOS d119 VZ/*

2 vezes por semana.

DUCI?eS o ofuses *

Dos braos e das pernas, alternando, dia sim dia no, com o tronco e as costas. 
Afuses completas (fulgurantes),
3 vezes por semana.

.411/MI7~0*

Evitar, especialmente em caso de obesidade ou de excessos alimentares e de lquidos: 
bebidas alcolicas, vinho, cerveja, acar, pastelaria, chocolate, gorduras animais, 
carnes gordas, charcutaria, caa, sal, conservas, queijos fortes, pratos com molhos, 
maionese, gastronomia rica, etc. Allimentos privilegiados: legumes verdes, fruta 
fresca, saladas, alcachofras, cebola, alho, cenouras, laranjas, toranjas, uvas, 
couves, couve-roxa, cereflio, salsa, alperces. Como bebidas: gua ou as infuses 
acima indicadas.

jejum  *

1 dia por semana. Cura de fruta.

CONSELHOS

- Endurecimento (ver p. 132). -Andar de ps descalos no orvalho, especialmente na 
Primavera.

587

Tremores

Tremores

V

er tambm Nervosismo (p. 474), Trata-se de movimentos ou estremecimentos 
involuntrios, podendo ocorrer em diferentes partes do corpo.

Podem tambm resultar de um choque emocional.

0/890185* Erva-de-s@1oo - Erv.7-cidroIra - Valerlana - Anis-
- V&rdO

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU 11MUSO Erva-de-so-joo - Erv.?-cdrera - Valeram? - A17is-
- ~de

1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 3 
a 5 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

l~S OSSOMIZIS M.?nj--rOn.7

2 gotas, 3 vezes ao dia.

ROMIOS de ~Olito*

* Mornos, durante 10 a 15 minutos.
* Se surgirem melhoras: banhos

de assento frios ou com frices, todos os dia.

Lavagens*

Mornas, com 10 a 15 cabeas de camomila para 314 de litro de gua. De manh ao 
acordar.

56/7/105 dO V0P013 vezes por semana, seguidos de frices frescas.

Do peito e dos braos, alternando, dia sim dia no, com as coxas e os joelhos.

Aliffiolimp#0*

Suprimir: todos os excitantes (ch, caf, lcool, tabaco), vinho, cerveja, chocolate, 
conservas, pratos com molhos e, de uma forma geral, todos os excessos de mesa, 
especiarias, cozinhados com manteiga, sal, acar, charcutaria, maionese, etc.

588

Tumores

Alimentos privilegiados: funcho, beterraba, couve, saladas, dente-de-leo, papas de 
aveia, fruta fresca, uvas, toranjas, laranjas, pssegos, alperces, tangerinas, etc.

jejum  *

Teraputica indispensvel a todas as doenas nervosas. Praticar 1 ou 2 dias de jejum 
por semana. Cura de fruta.

CONSELHOS

-Frico total do corpo com gua morna.
- Maillots de corpo,  noite: conservar durante 1 a 3 horas.

Tumores

onsulta mdica indispensvel.

Ver Cancro, p. 279.

TUMORES BENIGNOS

Ver Abcessos, p. 188.

589

O OR. BAZ RECOMEM4

- Aplicao de compressas mornas (25 a 300 C), que devem ser

mudadas quando comeam a tornar-se desagradveis.
- Envolvimentos e cinturo de Neptuno.
- Banhos de vapor na cama.

O PADRE KNEIPP RECOMEN524

- Para amadurecer os tumores, compressas de feno-grego, em

infuso: 20 g de planta para meio litro de gua. Ferver durante
10 minutos e deixar em infuso durante 20 minutos.

PAR.4 os -umoRFs no EsMmoo, KNEIPP REcomEN24
- Afuses durante 4 semanas da parte superior do corpo.
- Semicpio curto de 30 segundos a 1 minuto, 2 vezes por semana.
- Compressas   COM 2 13 de gua + 113 de vinagre, durante 1 hora

e meia.
- Infuso de cavalinha + bagas de zimbro: 2 pitadas de cada

para 1 chvena de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 
minutos. Tomar 4 ou 5 chvenas ao dia.

U@V"z

- lceras

-Uremia
-Urina (incontinncia)
-Urina (reteno de)
-Urticria

-Varizes
-Velhice (Senilidade)
-Verrugas
-Vertigens .Vmitos

-Zona

-Zumbido nos ouvidos

lceras

p, Ulceras

P

o 

dem ter diversas formas: lcera do estmago, lceras varicosas ou

Icera do duodeno. Consulta mdica indispensvel. Ver tambm Abcessos (p. 188), Pele 
(p. 504).

LCERA DO ESTMAGO

Consulta mdica indispensvel.

0/Rgalas * cr.7VO-de-defunto ou&ldn,7 - UrtIga - sa/v.7

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU ffiffiSO Cr.7VO-d&-defunto + QU&Ildn<g + Urtga + salva
1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 
10 minutos. Tomar 4 ou 5 chvenas por dia.

lem essenciais :@1@ Genour.,
2 gotas, 3 vezes ao dia, alternando, semana sim semana no, com:

C81nomila
2 gotas, 3 vezes ao dia.

COMPffissas*

Infuso de flores de feno, aplicadas no abdmen durante 1 hora e meia.

100 g de ffiores de feno para 1 litro de gua. Ferver durante 10 minutos e deixar 
em infuso durante 20 minutos.

Quando surgirem melhoras:
* Afuses dos joelhos e do tronco,

todos os dias.
* Semicpio frio de 1 minuto, 2

vezes por semana.

RO171705 0 .8556fitO  *

* 1 vez por dia, durante 10 a 15 minutos. * Terminar com um banho de assento curto e 
frio.

ILT/7/705 de Va~ *

- Dos ps, 3 vezes por semana.

Afu

5605

- Das pernas e dos braos, todos

os dias.

592

lceras

Recel~ Motelaputicos Alcauz-gl.gbro Em infuso: 10 g de paus de alcauz para meio 
litro de gua morna. Deixar em infuso durante 30 minutos. Tomar 2 ou 3 chvenas por 
dia. Teofrasto prescrevia-o contra as lceras e para acalmar a sede.

Camomla-pequena
* Em infuso: 10 g de planta para

1 litro de gua. Ferver durante 1 minuto e deixar em infuso durante 10 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chvenas por dia.

Couve
* Consumir em sumo.
* O sumo prepara-se num espremedor de legumes com couve crua.
* Tomar 2 ou 3 copos por dia, fora

das refeies.

1m17.9a
* Em infuso: 10 g de sementes

para 1 litro de gua a ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos.
* Beber 1 ou 2 chvenas por dia.

L ro-branco
* Prepara-se cozendo os bolbos

em leite (ou previamente cozidos em gua). A cozedura dura cerca de 30 minutos. 
Conso- mem-se com leite, em caldo.
* Constituem um excelente alimento, mas tambm podem servir de cataplasmas para 
tratar as lceras.

Offio-d&-boi

* Utiliza-se por via externa sob a forma de loo e de cataplasmas para tratar as 
lceras (e tambm as inflama es e as aftas). * 10 g de planta para 1 litro de gua. 
Ferver durante 3 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos.

* Aplicar 2 ou 3 compressas por dia.

.411me17&#o

* Mastigar lentamente os alimentos.
* Suprimir: as bebidas geladas ou

muito quentes.
* Evitar: bebidas alcolicas, vinho,

cerveja, aperitivos, tabaco, caf, o excesso de sal e de acar, charcutaria, pratos 
com molhos, pratos apurados, cozinhados com manteiga, especiarias.
* Alimentos privilegiados: couve,

cenouras, mas, peras, papas de cereais, aveia, cevada, compotas, frutos e legumes 
frescos, anans, uvas, alperces, mel.

jejum

1 ou 2 dias por semana. Cura de fruta.

593

lceras

O PADRE KNEW RECOMENDA

Uma alimentao sbria, essencialmente composta de compotas e de lacticnios. E 
tambm o consumo dirio, a qualquer hora, da seguinte infuso, em pequenas 
quantidades:

Galega + Absinto e Galega , Salva Adoadas com mel e tomadas alternadamente. Absinto 
elou galega: 10 g de planta(s). Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 
10 minutos. Tomar 1 chvena por dia. Salva: 10 g de planta para 1 litro de gua. 
Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos. Tomar 1 ou 2 
chvenas por dia.

LCERAS VAInCOSAS

Consulta mdica indispensvel. Ver Flebite (p. 404), Arteriosclerose (p. 242), 
Varizes (p. 598), etc.

J0m901 es * Harnarnlis - Cavalinha
- Betnica - Btula

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infuso Hamamls + Cavalnha + Betncz? + Btula

1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 
10 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

1005 055017CI.81.1 Murta

1 ou 2 gotas, 3 vezes ao dia.

COMPressas*

Com uma decoco de:

Casca de Carva117o + Urze -/- Hera
30 g de mistura em partes iguais para 1 litro de gua. Ferver durante 20 minutos e 
deixar em infuso durante meia hora. Aplicar em compressas, 2 ou 3 vezes ao dia. E 
aplicao de: folhas de couve, previamente lavadas e esmagadas, colocadas sobre a 
ferida.

8M7h05 OO 055017t0 *

Frios ou mornos, todos os dias.

594

lceras

Affinentoo *

Alimentao sbria. Evitar: sal, conservas, pratos com molhos, maionese, especiarias, 
cozinhados com    an

M x: teiga, fritos, tabaco, lcool, e cesso de acar, pastelaria, bebidas 
instantneas, charcutaria, salmoura, etc. Alimentos privilegiados: germe de trigo, 
cereais integrais, trigo,

aveia, arroz, levedura de cerveja, couve, aipo, cebola, cereflio, salsa, alho, 
cebola, mas, peras, uvas, frutos e legumes frescos.

jejum

Fortemente aconselhado, 1 vez por semana. Cura de fruta.

O PA ORE KNEIPP RECOMENDA

Camisas hmidas, previamente embebidas em gua salgada, quente ou fria, conservadas 
durante 1 a 3 horas, 3 vezes por semana. Tambm se podem polvilhar as partes doentes 
com p de aios ou de carvo de madeira de tlia. Compressas com infuses de 
cavalinha. Kneipp tambm recomenda vivamente a infuso de cavallnha:
20 g de planta para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso 
durante 10 minutos. Tomar 4 ou 5 chvenas por dia.

RECE17X5 ANI7GAS

- As bagas de zimbro esmagadas, aplicadas em cataplasmas, aliviam as lceras. -0 
marrolo em unguento, coberto de mel.

O cardo bento em infuso. A tussilagem em infuso, aplicada em cataplasmas: 10 g de 
planta para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 
minutos.

595

Uremia 1 Urina (incontinncia)

Urernia

v

r cido rico (p. 192).

Urina (incontinncia)

V

er tambm Prstata (p. 527). Para a incontinncia nocturna, evitar as bebidas  noite 
e especialmente a cerveja.

01w90i8.9 * Lfl Mil-foffias (AquIleia)

Alternadamente, dia sim dia no, com:

Erva-do-so-joo
3 drageias por dia.

Mil-folhas (Aquleia)

Alternadamente, dia sim dia no, com:

Erva-de-so-joo * 3 ou 4 pitadas de planta para 1 chvena de gua. Ferver e deixar 
em infuso durante 5 minutos. * Tomar 1 ou 2 chvenas por dia.

lws O~OnCI.RIS

sassafrs

1 ou 2 gotas, 3 vezes ao dia.

881711OS dO OSSOIMO *

Mornos, durante 10 a 15 minutos. Tomar os banhos cada vez mais frios, 3 ou 4 vezes 
por semana.

Afusios

* Mornas, acompanhadas de frices vigorosas no tronco, 1 ou
2 vezes por dia.
* Semicpio frio (30 segundos),

andar de ps descalos (em gua fria).
* Afuso rectal, 3 vezes por semana.

n(@@ Alilmentao

* Sbria.
* Evitar: excesso de bebidas, cer596

Urina (reteno de)

veja, lcool, alimentos pesados, cozinhados com manteiga, pratos com molhos, doces, 
pastelaria, charcutaria, salmoura, etc.

Alimentos privilegiados: frutos frescos, legumes verdes, saladas, beterraba, couve, 
aipo, po integral, cenouras, etc.

Urina (reteno de)

onsulta mdica. Mico difcil e dolorosa.

O/V90/OS * Alquequ&nj - Cardo-bento

Bredo - Verbasco-branco choupo
2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU 157AU.590 Alqu&quenje @. Cardo-bento + Bredo + Verbqsco-branco .@. G17OUPO
1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua. Ferver e deixar em infuso durante 10 
minutos. Tomar 4 ou 5 chvenas por dia.

~ OSSOM1,91.9 *

Sassafrs

1 gota, 3 vezes ao dia, alternando, dia sim dia no, com:

TOMI1170
2 gotas, 3 vezes ao dia.

RI/7/105 dO JISSOMO *

Mornos, todos os dias.

SsIffios de vapor *

Fazer em posio sentada, com uma infuso de cavalinha: 30 g de planta para 1 litro 
de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante 10 minutos. Esta 
preparao pode ser misturada com gua e ser utilizada para um banho de assento 
morno.

A fus~ *

Rectais e dirias.

A111nefitao,*

Evitar: sal, charcutaria, pratos com molhos, maionese, conservas, doces, cozinhados 
com manteiga, fritos, etc. Alimentos privilegiados: alho, cebola (crua), couve, 
funcho,

597

Urticria 1 Varizes

laranjas, toranjas, limes, aipo, uvas, framboesas, amoras, mirtilos, frutos em 
geral, legumes frescos, etc.

JOJU177

1 dia por semana. Cura de fruta.

O PADRE KNEW RECOMENVA

-Todos os dias, 2 ou 3 semicpios mornos (5 a 15 minutos).
- Infuso: engos + salva: 20 g de plantas misturadas para 1 litro

de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em infuso durante
10 minutos. Tomar 2 a 4 chvenas por dia.

Urticria

v    r Pele (p. 504), etc.

Varizes

VA

er tambm lceras varicosas (p. 592), Flebite (p. 404), Sangue (p. 549).

s causas so mltiplas.

DM901~ * Hamafnlls - Cast.7n17a-da- :531 -Inda - Blsa-do-pastor Cavalnha

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU 117fUSO * hamamlIs + Castanha-da-ndia + Bolka-de-postor + Cav.?Anha

1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em 
infuso durante 20 minutos. Tomar 3 ou 4 chvenas por dia.

598

Varizes

O DR. 81,W RECOMEM4

Banhos de vapor dos ps, dirios. Terminar com loes frescas. Frices suaves, com 
gua fria.

FERIDAS DECORRENTES DE VARIZES

Utilizar as mesmas plantas recomendadas para a cicatrizao de feridas (p. 396).

117fus~ *

Tr&vo-coroa-d&-roi, Rua-ftida

Trevo-coroa-de-rei: 20 g de planta para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e 
deixar em infuso durante 10 minutos. Tomar 2 ou 3 chvenas por dia. Rua-ftida: s 
sob receita mdica.

ULCERAES

=L_J@J cataplasmas A voloir,7

Fazer cataplasmas da casca:
20 g de planta para 1 litro de gua. Ferver durante 10 minutos e deixar em infuso 
durante
20 minutos. Aplicar 2 ou 3 vezes ao dia.

AMIROIMOO

Evitar: bebidas alcolicas, tabaco, excesso de sal e de acar, conservas, cozinhados 
com manteiga, cozinha pesada e indigesta (pratos cozinhados),

charcutaria, salmoura, carnes gordas, queijos fortes, etc. Alimentos privilegiados: 
alho, cebola, cenouras, couves, salsa, cereflio, groselha vermelha, mirtilos, 
chicria, castanhas, citrinos: laranjas, toranjas, limes; dente-de-leo, rabanetes, 
tomates, pssegos, alperces, germe de trigo, levedura de cerveja, uvas, etc.

jejum

1 dia por semana. Cura de fruta.

599

Velhice (Senilidade)

O PADRE KNEIPP RECOMENDA

- Afuses frescas das costas, das coxas e das pernas, todos os

dias.
- Envolvimentos e compressas quentes, feitas com decoces de

casca de carvalho: 30 g de planta para 1 litro de gua. Ferver durante 20 minutos e 
deixar em infuso durante 10 minutos. Fazer 2 ou 3 aplicaes por dia.

CONSELHOS

-Evitar ficar de p por perodos prolongados.

Velhice (Senflidade)

R

tardar os efeitos do tempo e conservar, at uma idade avanada, a

vitalidade, o vigor, a memria, o entusiasmo, a vivacidade, a paixo... Evitar a 
sobrealimentao, combater a obesidade (uma das causas do envelhecimento precoce), a 
sedentaridade e a inactividade.

Fazer, vrlas vezes por ano, curas de:

[fii n/w901 es *

Gleia real - Eleuterococo

2 a 4 drageias por dia, durante perodos de 4 a 6 semanas. E tambm:

Fucus vesiculosus - Prpols
- 2 a 4 drageias de cada.

O quaran (sementes) prolongaria a vida.
O ginseng, o freixo, a anglica e a furnrIa teriam as mesmas propriedades.

l~ OSSOMISIS *

Cenoura (tejuvenescedor, age sobre a pele). Aipo (revitalizante).

600

Velhice (Senilidade)

*Limo - laranja - tangerina (rege nerad ores).
*Moscada (estimulante cerebral).
*Segurelha.
*Utilizar de acordo com as necessidades, 1 a 3 gotas, 2 vezes ao dia.

8817h05 dO V0POr *

Banhos de vapor 2 vezes por semana.

So revitalizantes e regeneradores.

A fuses *

Afuses da face e do peito, alternando com os joelhos e as coxas, dia sim dia no. 
Duche rectal.

1M77017~TO

A alimentao , sem qualquer dvida, um factor importante. De

acordo com o nosso modo de vida e a nossa alimentao, aceleramos ou retardamos os 
processos de envelhecimento.
* Evitar: bebidas alcolicas, vinho,

cerveja, aperitivos, tabaco, excesso de sal e de acar, charcutaria, salmoura, 
cozinhados com manteiga, fritos, pratos com molhos, gorduras animais, pastelaria e, 
de uma forma geral, todos os pratos ricos, cozinhados, etc.
* Alimentos privilegiados: a levedura de cerveja, germe de trigo, cereais integrais, 
frutos e legumes frescos, cerejas, alperces, couve, castanhas, cenouras, aipo, 
morangos, pssegos, cereflio, alho, cebola, salsa, etc.

jejum

 um excelente regenerador.
1 ou 2 vezes por semana. Cura de frutos. Um dia, a fruta.

CONSELHOS

-Banhos de ar livre e de sol (ver p. 15 1). Ver tambm: -Repouso (p. 134).
- Respirao (p. 137). -Regras de boa sade (p. 13 0).

601

Velhice (Senilidade)

A FONTE DE JUVENTUDE E A BIOLOGIA MODERNA

Podemos evitar o envelhecimento?

Ladislas Robert define o envelhecimento do homem como uma baixa da capacidade de se 
adaptar a um ambiente em mudana e a coordenar as reaces s solicitaes 
exteriores. So inmeras as teorias que tentam explicar este processo. Todavia, 
todas as tentativas de explicao do envelhecimento devem ter em conta vrios 
fenmenos bem conhecidos dos bilogos.

Cada espcie animal possui um tempo de vida especfico.  certo que este nem sempre  
fcil de medir, mas existe. Assim, a durao mxima de vida observada em condies 
cientificamente credveis , para o elefante, de 55 anos; para o rato, de 3 anos; 
para a aranha tarntuia, de 20 anos; para as trmites, de 60 anos; para o peixe-
gato, de 60 anos; para o

gro-duque, de 68 anos; e, para o homem, de 118 anos.  bvio que estes

nmeros tm apenas um valor aproximado e, pelo menos para certos organismos, parecem 
estar largamente subestimados. Mas sabemos perfeitamente que existe na Natureza uma 
fronteira inultrapassvel.

Assim, podemos definir o tempo de vida pela quantidade de energia consumida. Esta 
quantidade varia entre os 15 e os 20 milhes de calorias por um quilograma de peso ao 
longo de toda a vida (o rato consome-a

durante 3 anos, o elefante durante 55 anos, etc.). O homem  um organismo excepcional 
porque consome cerca de 40 milhes de calorias (mais do dobro do que os animais).

Os factores que aceleram o envelhecimento

O envelhecimento est associado  degradao de todas as funes fisiolgicas e 
psquicas,  diminuio da eficcia do sistema imunitrio

e ao aparecimento de vrias doenas. O sistema imunitrio comea a

tornar-se progressivamente mais autodestrutivo e tem cada vez mais dificuldade em 
diferenciar os corpos estranhos. Certas doenas, alis, tm

602

Velhce (Senilidade)

por consequncia o aparecimento prematuro de sintomas comparveis aos

do envelhecimento. As mais espectaculares so a progria e a doena de Hutchinson-
Gilford. As crianas atacadas por esta doena apresentam sintomas de envelhecimento 
precoce e morrem de arteriosclerose galopante entre os 12 e os 14 anos de idade.

Existem duas outras doenas que tambm aceleram o envelhecimento: trata-se da 
sndroma de Down (mongolismo) e a doena de Werner. Esta est associada a mudanas 
nos tecidos conjuntivos bem como a certas

transformaes bioqumicas do metabolismo celular e ao aparecimento de substncias 
desconhecidas nos organismos jovens, em particular as lipofuxinas (que do um tom 
amarelo  pele, caracterstica especfica das pessoas da terceira idade).

O fenmeno de Hayflick ou a diviso celular

Todas as investigaes sobre o envelhecimento devem ter em conta o fenmeno de 
Hayflick. Este investigador americano descobriu efectivamente que as clulas se 
caracterizam pelo seu nmero limitado de divis es. Por outras palavras, as nossas 
clulas so mortais, e o nosso relgio biolgico  definido pelo nmero de divises 
que nos so atribudas (entre
40 e 70 para o homem). Hayflick conseguiu mesmo demonstrar que em certas espcies o 
nmero mximo de duplicao da populao celular era

proporcional  durao mxima de vida.

Existem contudo certas clulas que escapam ao fenmeno de Hayflick.  o caso das 
clulas cancerosas e de certas clulas animais, como, por exemplo, as dos roedores 
(mais um argumento em favor dos adversrios da experimentao animal aplicada ao 
homem).

Compreender o processo de envelhecimento

Vrias observaes provenientes do mundo animal e vegetal podem ser-nos teis para 
compreendermos os processos de envelhecimento. No cogumelo podospora, por exemplo, o 
envelhecimento pode ser contagioso e ser transferido de um organismo para outro. Por 
outro lado, Michael

603

Velhice (Senilidade)

Rose, ao fazer cruzamentos com moscas que tinham uma grande longevidade, obteve 
indivduos que viviam duas vezes mais do que os

outros, da mesma espcie. At se descobriu um dos genes responsveis por esta 
excepcional longevidade. Alm disso, descobriu-se que o ambiente (as radiaes e os 
factores qumicos) pode ter uma influncia sobre o envelhecimento. Estudos sobre o 
fenmeno da neotenial (toda a vida de um organismo decorre no estado juvenil, a 
maturao s chega em

certas condies extremas) dos vertebrados (como o axoloto) tambm nos podem ajudar a 
compreender a complexidade do problema. Finalmente, sabemos ainda muito pouca coisa 
sobre a percepo que o homem tem do tempo. Percepo esta que  subjectiva e, alm 
disso, dependente da temperatura ambiente.

A teoria dos evolucionistas

 interessante estudar o envelhecimento a partir da teoria evolucionista, porque, de 
acordo com a teoria da seleco natural, os mecanismos do a preponderncia aos 
indivduos jovens (capazes de se reproduzirem). Os genes que codificam (se  que eles 
existem) a destruio da vida poderiam deste modo ser seleccionados, se se provar que 
do preferncia aos indivduos jovens. Desta forma a natureza poderia favorecer os 
genes que codificam as hormonas de reproduo e que, simultaneamente, so 
responsveis pelo aumento do risco de cancro nos indivduos idosos.

O envelhecimento tambm  objecto de especulao entre os

evolucionistas do sculo xix. Para alguns deles, este fenmeno est ligado  
reproduo sexual. Para outros, a responsabilidade incumbe  especializao celular.

Finalmente, os fisilogos evolucionistas avanam a hiptese segundo a qual o 
envelhecimento seria definido pela dimenso adulta dos animais porque, para certos 
fisilogos (fenmeno observado nos peixes), o envelhecimento comea no momento em que 
pra o crescimento, j que os

reguladores funcionam sempre.

1Neotenia: coexistncia, no mesmo animal, de caracteres larvares e de faculdades 
reprodutoras.

604

Velhice (Senilidade)

Outros pensam tambm que o envelhecimento est relacionado com a utilizao 
energtica de oxignio (oxidante poderoso) pelo nosso corpo.

A biologia moderna avanou vrias teorias para explicar as causas e

os mecanismos do envelhecimento. Existe uma teoria segundo a qual a

morte est codificada no ADN, e  a execuo deste programa gentico que nos faz 
envelhecer e morrer.

Leslie Orgel, por seu lado, prope a teoria das catstrofes causadas por erro, 
segundo a qual os erros de produo de protenas fazem envelhecer as nossas clulas. 
A perda da capacidade de auto-reparao do ADN , para certos investigadores, a causa 
principal do envelhecimento.

Mas tambm se fala da alterao da concentrao hormonal e do declnio do sistema 
imunitrio (para certos bi logos  a nica causa do envelhecimento).

Uma nica constante: todas as teorias degenerativas do envelhecimento levam em conta 
as condies ambientais, que alteram o funcionamento do metabolismo, bem como os 
radicais livres e a radioactividade.

 evidente que estamos nos antpodas de uma teoria nica. Assim, enquanto uma teoria 
vivel do envelhecimento no tiver sido proposta, todos os remdios contra o 
envelhecimento (cada vez mais numerosos) tero apenas efeitos superficiais, ou seja, 
no sero capazes de diminuir certos riscos ambientais (poluio pelos radicais 
livres, pela aco dos antioxidantes, mas neste caso no devemos esquecer que o nosso 
prprio organismo tambm produz radicais livres).

Na realidade, o envelhecimento  talvez inerente  natureza e, neste caso,  
prefervel aceit-lo. Aldous Huxiey, no seu romance After Many a Summer, apresenta 
homens pluricentenrios (graas ao consumo das entranhas das carpas), que pagam esta 
longevidade com uma regresso fisiolgica e mental que os faz voltar ao estado de 
macacos.  uma viso optimista das consequencias eventuais da interveno humana no 
patrimnio gentico e evolucionrio.

Podemos evitar a degradao das nossas capacidades mentais?

A degradao do sistema nervoso  para o homem uma das consequncias mais penosas do 
envelhecimento. Ser possvel escaparmos a esta

605

Velhice (Senilidade)

degradao, tantas vezes humilhante? Os estudos sobre o comportamento humano mostram 
todavia que o envelhecimento no se acompanha obrigatoriamente da perda das nossas 
faculdades intelectuais. Bernard Shaw, que ainda escrevia com a idade de 94 anos,  
um bom exemplo.

As pessoas que no sofrem de doenas neurodegenerativas (como a

doena de Alzheimer ou de Parkinson) compensam as perdas de certas regies cerebrais: 
o crebro dispe, com efeito, de reservas ainda mal conhecidas da cincia. Tambm 
acontece frequentemente as pessoas idosas perderem uma parte da sua agilidade 
intelectual, mas, em contrapartida, conservarem as suas performances intactas.  
evidente que as alteraes observadas na fisiologia e na anatomia do crebro se 
repercutem em todos os rgos, e os processos so agravados pelas doenas 
neurodegenerativas. Mas os mdicos tm, muitas vezes, dificuldade em distinguir o 
incio destas doenas do envelhecimento natural. Alm disso, no conhecemos nem as 
causas nem os mecanismos destas patologias. Devemos dizer, para concluir, que ainda 
no sabemos quais so os processos do envelhecimento do crebro.

Que meios temos para retardar o envelhecimento?

Uma das principais questes  saber se o nosso modo de vida altera o nosso processo 
de envelhecimento e acelera a deteriorao do sistema nervoso. Os investigadores da 
Universidade de Utab demonstraram o efeito benfico dos exerccios fsicos na 
preservao das capacidades mentais. Em contrapartida, as drogas parecem ter uma 
aco nefasta, bem como a dependncia de certos medicamentos como o valium, os 
ansiolticos e os estimulantes.

O papel do regime alimentar ainda foi pouco explorado e continua pouco conhecido. 
Sabemos que um regime pouco calrico retarda a degencrescncia dos neurnios. Tambm 
foi demonstrada a aco benfica de certos antioxidantes (como a vitamina E). Mas a 
grande maioria destes resultados deriva da experimentao animal. Devemos, por 
conseguinte, ser prudentes quanto  sua interpretao e extrapolao para o homem.

606

Verrugas

Verrugas

T

r o

ata-se de excrescncias que aparecem geralmente nas mos e nos ps. s autores antigos 
fornecem inmeras receitas para curar as verrugas.

lws e~encixis @@JJ Tuio

Aplicar vrias vezes ao dia.

R~1~ @3f fitotempu#cos Cr.?vo-de-defunto

Esfregar as verrugas com as flores de cravo-de-defunto.

QuelidnI (t.7mbm cInimada Ervo-das-verrugis)

O sumo de quelidnia fresco, em aplicaes dirias. Ou, alternativamente, tintura-me 
de quelidnia: algumas gotas em aplicaes dirias.

Ou, alternativamente, aplicaes de tintura-me de cravo-de-defu n to.

AlIffien~o *

Privilegiar uma alimentao rica em magnsio: po integral, cereais integrais, nozes, 
avels, tmaras, castanhas, algas marinhas, espinafres, levedura de cerveja, germe de 
trigo, produtos da colmeia, uvas, beterrabas, rabanetes, fruta fresca, etc,

O DR. BILZ RECOMENUAI

- Colocar as partes atingidas, mos e ps, dentro de gua durante

15 minutos e aplicar, em seguida, o sumo de 1 cebola. Repetir de manh e  noite, at 
desaparecerem as verrugas.

CONSELHOS

Tentar tambm: alho esmagado, aplicado como unguento, conservado e renovado vrias 
vezes por dia.

607

Vertigens

Vertigens

C

onsulta mdica indispensvel. Ver eventualmente Nuseas (p. 472), Sncopes (p. 565), 
Vmitos (p. 609).  necessrio procurar as causas, que podem ser mltiplas: abuso de 
bebidas alcolicas, abuso de certas substncias medicamentosas, doenas do ouvido, 
hipertenso, rudos estridentes, msicas violentas, stress, cansao, abuso de tabaco, 
de narcticos, contrariedades ou choques emocionais.

 necessrio agir imediatamente sobre a causa logo que esta tiver sido identificada.

0m901

w.9 * Cavalnha - Prmavel-a monta - Erva-Cdreira - Tlia

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU IMUSO Cavalinha + PrImaver.7 + Menta + Erva-cidreira + Tlia * 2 pitadas de cada 
planta para 1 litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 10 minutos. * Tomar 3 
a 5 chvenas por dia, entre as refeies.

l~ 055017C1,11.9 M.9ner017a
3 gotas, 3 vezes ao dia.

RRIMIOS dO OSSOIMO *

Banhos de assento frios ou banhos de assento com frices, todos os dias.

Lavagelis *

Fazer uma infuso com 20 cabeas de camomila em meio litro de gua. Ferver durante 1 
minuto e deixar em infuso durante 10 minutos. Fazer a lavagem, de manh, em jejum, e 
conservar durante 20 minutos, se possvel.

Ronhos de vapor

3 vezes por semana.

Afuses dirias dos braos, das coxas e da cabea, mornas no incio e, em seguida, 
mais frescas,

608

Vmitos

AlIMOIMOO

Deve ser sbria. Pratique uma boa mastigao. Evitar: tabaco, lcool, vinho, cerveja, 
caf, ch, pratos cozinhados, excessos alimentares, maionese, cozinhados com 
manteiga, gorduras animais, carnes gordas, conservas, charcutaria, enchidos, 
pastelaria, etc.

Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, cereais, nozes, couves, alho, cebola, 
saladas    tomates, espinafres, fruta fresca, cerejas, alperces, mas, peras, 
limes, toranjas, etc.

jejum

Pode ser praticado 1 ou 2 dias por semana. Cura de fruta fresca.

CONSELHOS

-Exerccios fsicos moderados. -Relaxamento (ver p. 137). -Evitar os movimentos 
bruscos.

VMitos

V

er tambm Nuseas, p. 472. As causas so diversas. Consulta mdica indispensvel se 
os vmitos persistirem. Se surgirem aps abusos alimentares ou de bebidas alcolicas: 
fazer uma dieta.

Infil

Hortel-pimenta + Tomiffio + Tla

1 pitada de cada planta para 1 chvena de gua.

- Tomar 3 a 5 chvenas por dia. F//41MWS 055017CI.815 *

Erva-cdrer.i ou Sndalo
- 2 gotas, 2 ou 3 vezes por dia.

609

Zona

Zona

V

er tambm Herpes, p. 426. Aparecimento de vesculas num dos lados do trax, 
geralmente precedidas de dores mais ou menos violentas.

Tambm pode ser oftlmica. Consulta mdica indispensvel.

0m901 es * Esc@?bos.7 - Fumra - nula-Campana - Laba.7
2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infuzo EscaNosa + Fumra + nul.?-camp.7no + Labaa
1 pitada de cada planta para meio litro de gua. Ferver e deixar em infuso durante 
10 minutos. Tomar 3 a 5 chvenas por dia.

IOM OSSOnc1.11.q
2/41 Nardo

1 gota, 3 vezes ao dia, alternando, dia sim dia no, com:

Zimbro
2 gotas, 3 vezes ao dia.

COMP~5         *

Certos autores recomendam a aplicao de folhas de couve dobradas e de compressas de 
escabiosa em infuso.

Couve Aplicao de folhas de couve,

conservadas 1 a 2 horas. Repetir.

Escablosa *20 g de planta para 1 litro de gua. Ferver durante 2 minutos e deixar em 
infuso durante 10 minutos. *Aplicar em compressas. Repetir vrias vezes ao dia.

AMIDOIMOO

* Evkar: todas as sobrecargas alimentares, pratos pesados e difceis de digerir, 
pratos com molhos, cozinhados com manteiga, maionese, charcutaria, enchidos, fritos, 
gorduras animais, acar, ch, caf, lcool, etc.
* Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, fruta e legumes 
frescos, cereais integrais, cenouras, cerejas, cebola, alho, salsa, saladas, etc.

jejum

Aconselhado, 1 dia por semana. Cura de fruta. Um dia, a fruta.

610

Zumbido nos ouvidos

Zumbido nos ouvidos

dia.

Banhos *

* Em todos os casos:
* Banhos dos ps, derivativos, todos os dias.
* Banhos de assento, com frices, dia sim dia no.

RRIMIOS dO V0POr *

Seguidos de duches frescos e de frices vigorosas.

P

odem ter diversas origens: bolas de cera, problemas do ouvido interno, hipertenso, 
deslocao vertebral, envenenamento alimentar ou medicamentoso. Deve consultar um 
mdico.
- O sumo de cebola num pouco de algodo instilado no ouvido acalma as dores e o 
zumbido.

IOM OSSOMAVIS L@*jj Alcar.7vi

Diluir num pouco de lcool ou de azeite.
- 3 ou 4 instilaes no ouvido por

dia.

7717MIo~o

Cimicifuga, ti7tura-me

20 a 30 gotas, 2 vezes ao dia.

Gn~ biloba, Antuia-me
20 a 40 gotas, 2 ou 3 vezes ao

Dilcheq O.Ofuses *

Da face e dos braos, alternando com as coxas, dia sim dia no.

AlIffientao

Simples e sbria: fruta da estao, saladas, frutos secos, leos virgens, pouco sal, 
pouco acar, suprimir as especiarias. Contm-indlcaes: charcutaria, cozinhados com 
manteiga, fritos, pratos com molhos, conservas, bebidas alcolicas, etc.

jejum

Recomendado. Cura de fruta.

611

Zumbido nos ouvidos

CONSELHOS

Evite os excessos de trabalho, a exausto, o nervosismo, a insnia, a obesidade e a 
priso de ventre.

612

CONCLUSO

ENVELHECER... MAS CONTINUANDO JOVEM

Combater os efeitos do tempo no  uma coisa fcil. E, se at agora no se descobriu 
nenhuma plula mgica, certas receitas contra o envelhecimento fizeram a fortuna dos 
seus promotores... e isto, podemos afirmar, sem trazerem quaisquer benefcios 
visveis. Muito pelo contrrio, certos tratamentos que produzem uma melhoria 
passageira so extremamente controversos e, muitas vezes, nocivos a longo prazo. Com 
efeito, os sistemas de funcionamento do nosso corpo so muito complexos, e no basta
- nem por sombras - acrescentar uma substncia que aparentemente nos

falta, para preencher essa deficincia. Seria demasiado simples porque, nesse caso, 
j teramos resolvido todos os problemas de sade que pudessem eventualmente surgir.

O que  realmente a juventude?

Inmeras investigaes e observaes descrevem a vida dos povos que tm um tempo de 
vida longo e que ignoram a maioria dos males que atingem os homens e as mulheres dos 
pases industrializados. As suas

regras so simples e tm em comum o seguinte:

Todos os homens e mulheres, independentemente da idade, tm uma

actividade fsica e trabalham. Tm um regime alimentar sbrio e praticam perodos de 
jejum. So sociveis, felizes e solidrios.

Inspirmo-nos neles e propomos-lhe, a partir do seu modo de vida, estabelecer um 
programa de juventude... que lhe permitir durar sem ficar velho.

613

CONCLUSO

22 conselhos para viver muito tempo e com sade

1 .Aprenda a distinguir os alimentos naturais dos alimentos artificiais.

2. Reintroduza os alimentos integrais na sua alimentao e consuma, de

preferncia, cereais, arroz, trigo, po, biscoitos, bem como leos de primeira 
presso a frio: de azeitona, de girassol, de crtamo, de ssamo, etc.

3. Varie a sua alimentao, consumindo produtos provenientes de todos

os grupos alimentares.

4. Coma alimentos frescos e crus (todas as refeies devem inclu-los).

5. Consuma mais vegetais crus, legumes, alho, cebola e fruta.

6. Privilegie a cozedura dos alimentos a baixas temperaturas.

7. Cozinhe com simplicidade. Evite as misturas e os pratos complicados.

8. Utilize as bebidas fisiolgicas. Escolha a sua gua de mesa e

beba em quantidade suficiente.

9. Coma alimentos de cultura biolgica ou cultivados de forma

tradicional.

10.  Respeite as refeies e coma com tempo. No hesite emeonsumir

produtos como o plen de flores, a espirulina, a levedura de cerveja, as algas 
marinhas, o germe de trigo, a geleia real, a acrola e o falso-escambroeiro (estes 
dois frutos so ricos em vitaminas do grupo C), o ginseng, o eleuterococo, a 
cavalinha, etc.

11.  Consuma gros germinados, especialmente o trigo germinado.

12.  Diminua o seu consumo de sal e evite o acar.

13.  Preencha as suas carncias com suplementos alimentares (durante

perodos curtos e, se possvel, sob os conselhos de um especialista).

614

CONCLUSO

14. Drene o seu organismo (existem inmeras infuses que podem ajudar: tomilho, 
alecrim, boldo, sabugueiro, rainha-dos prados ... )

15.  Faa, de tempos a tempos, uma dieta que regenere o seu organismo.

16.  Pratique curas de fruta, especialmente no incio da Primavera e no

Outono (alperces, uvas), 1 dia por semana.

17.  Pratique tambm curas de legumes crus (sobretudo couve,

saladas verdes, beterrabas, cenouras, aipo, alcachofras, etc.)

18.  Abandone os excitantes tais como o caf, o ch, o lcool, o

tabaco, etc.

19.  Trate-se naturalmente e s recorra a outros tratamentos quando for

obrigado a isso.

20.  Introduza mais actividades fsicas na sua vida e pratique-as

sistematicamente todos os dias: andar a p, de bicicleta, nadar, etc.

21.  Continue a ter uma actividade voluntria ou remunerada, mesmo

depois de passar a idade da reforma.

22.  Respeite o seu tempo de repouso dormindo suficientemente.

Prepare os seus elixires de juventude

Se acreditarmos nos seus autores, estes elixires so particularmente eficazes.

E1IXIr dik M117h8 fO HU17gdO

(citado inmeras vezes)
- Misture (em partes iguais) os

leos essenciais seguintes, de modo a obter 5 ci de preparao:

Cedro + Alecrim + Terebl7tM?

O seu farmacutico-ervanrio pode preparar-lhe esta mistura,  base de leos 
essenciais ou de tintura-me.
- Pode ser feita numa garrafa de

vinho de boa qualidade.

615

CONCLUSO

* Tomar 1 clice, de licor, 1 vez ao

dia.

Eluir d&g longo Vide su~

* Prepare os ingredientes seguintes:

Aafro oriental (3 g), Zedoria (3 g), Agrico-branco (3 g),

Genclana (3 -Q), Ruibarbo (3 g), Alos socotrii7.7 (Mg), Man (30 _q), Ter1.7 ,a d& 
Veneza (3 @)

Macerar durante 9 dias em 1 litro de aguardente. Tomar 10 gotas num pouco de gua, 
todas as manhs.

As plantas, sob todas as formas, tambm o podem ajudar

Existem outras plantas com os mesmos poderes: o eleuterococo, o ginseng, a noz de 
cola, a segurelha, as folhas de carvalho (em infuso), o guaran, o samo de tlia, 
etc.

Existem todas nas ervanrias sob a forma de drageias, de ps e de tintura-me.

A1170

O alho fresco  tambm recomendado. Esmagar 1 dente de alho e barrar juntamente com 
azeite uma fatia de po integral. Tomar ao pequeno-almoo.

Ca valnha o Urtga So ambas remi neral izantes.

FreIxo

O freixo tem, em particular, a fama de ser uma planta que fabrica centenrios. 
Utilize-o sob a forma de infuso,

 razo de 2 ou 3 chvenas por dia (tomar imperativamente at aos 120 anos e mais, se 
possvel): 40 g de folhas secas para
1 litro de gua a ferver.

Ginseng

Em infuso: 10 9 de folhas frescas ou 20 g de folhas secas para meio litro de gua a 
ferver. Deixar em infuso durante 15 minutos. Tomar 1 chvena 2 vezes ao dia.

fiabanet e Alcachofra

Tm uma aco depurativa.

616

CONCLUSO

Ramos de Apo Confeccione caldos de ramos de aipo, que possui propriedades 
revitalizantes.

Vnho de Alecrm

1 litro de vinho de Jerez ou de

Porto para 6 ou 7 ramos ou um punhado de folhas de alecrim. Macerar dentro de uma 
garrafa bem fechada durante 1 ms. Filtrar. Beber 1 pequeno clice, antes das 
refeies.

Estes elixires, bem como todos os produtos naturais, protegem contra as doenas e 
reforam o capital vital. Porque, de que nos serve viver at uma idade avanada com 
uma mobilidade deficiente, com as nossas faculdades diminudas e falta de energia 
para levarmos a bom termo novos projectos?

Se seguir os nossos 22 conselhos de juventude, viver mais tempo, activo e feliz e em 
plena posse do mximo das suas capacidades.

E, para tal, basta ter presente no esprito o ltimo conselho, que  tambm sem 
dvida o mais precioso:

ESTABELEA METAS, TENHA OBJECTIVOS

Faa projectos que o motivem, que o estimulem a aprender, a empreender, a partilhar. 
Aprenda a desenvolver os seus talentos independentemente da sua idade.

Este  certamente o maior segredo da longevidade e, sem ele, os nossos segredos de 
cura pelo poder da natureza s servem para sobreviver e no

para viver.

O futuro, caro amigo leitor, pertence-lhe. Est entre as suas mos.  a si que cabe 
fazer dele uma fonte de plenitude e de felicidade.

617

LXICO Ir DOS TERMOS CIENTIFICOS

UTILIZADOS

A

Aco enzimtica: aco de uma enzima (catalisa as reaces). Acidose: impregnao 
cida dos tecidos derivada de um excesso de cido

ou de uma deficincia de bases. Adaptogneo: factor (uma substncia, uma planta) que 
aumenta as capacidades adaptativas do organismo ao meio exterior. Adenite: inflamao 
dos gnglios linfticos. ADN - ARN:  cidos nucieicos que tm um papel-chave nos 
processos de

hereditariedade. Adstringente: que exerce nos tecidos vivos uma aco que visa 
apert-los. A Grande Teriaga: os livros de Nicandro (mdico da escola grega da

sia) fornecem vrias frmulas das teriagas (relacionadas com os

antdotos contra os animais venenosos) e dos alexifrmacos (venenos e contravenenos). 
Aldolase: ver Enzima. Aldosterona: hormona da glndula supra-renal. Tem uma papel 
regulador

em diversos processos metablicos (ex,: o metabolismo inico, o metabolismo da gua, 
o metabolismo dos acares). Alporca (escrfula): termo utilizado at ao final do 
sculo passado e que

agrupa vrias patologias (adenopatia, anginas ulcerosas, mononucleose). Aminas: 
compostos obtidos pela substituio por radicais hidrocarbonados

univalentes do hidrognio e do amonaco (NH3).

619

LXICO DOS TERMOS CIENIFICOS UTILIZADOS

Anabolismo: parte construtiva do metabolismo, converso de compostos

simples em compostos mais complexos; o anabolismo est ligado ao

armazenamento da energia (ex.: a fotossntese). Antiespasmdico: que tem uma aco 
inibidora nos espasmos e nas

contraces. Anti-radicular: que impede ou neutraliza a aco dos radicais livres. 
Antibitico: substncia que inibe o desenvolvimento e/ou que mata os

microrganismos. Antiblenorrgica: que tem uma aco teraputica sobre a blenorragia 
(doena infecciosa microbiana causada por gonococos). Antifngico: que tem uma aco 
inibidora ou que destri os fungos. Antigonoccico: que tem uma aco inibidora ou 
que destri os gonococos. Antimittico (citosttico): que impede a mitose (diviso 
indirecta da

clula) (ex.: a colquicina). Antipsoraco: que tem uma aco inibidora na psorase. 
Associao Irito-ortornolecular: associao de plantas e de vitaminas.

Teraputica utilizada pela medicina ortomolecular. Astenia: falta de foras, estado 
de depresso, de fraqueza.

B

Bactericida: que mata as bactrias. Bacteriosttico: que inibe o desenvolvimento das 
bactrias. Biosttico: que estabiliza os parmetros biolgicos.

c

Cardiorniopatia: doena do msculo cardaco. Catabolismo: parte destrutiva do 
metabolismo; conjunto de reaces metablicas que degradam os componentes qumicos 
complexos em componentes mais simples. Este processo est ligado  libertao de 
energia. O exemplo do catabolismo  a respirao celular. O oposto ao

catabolismo  o anabolismo (anabolismo + catabolismo = metabolismo).

620

LXICO DOS TERMOS CIENTIFICOS UTILIZADOS

Catarrais: ligados  inflamao das mucosas.

Cenurose: parasitismo acidental e excepcional de um organismo humano

por larvas do tipo cenuro (larvas de certas tnias normalmente presentes nos tecidos 
celulares dos coelhos, das lebres e de outros roedores). Citosttico: ver 
Antimittico.

Coloidal: estado de uma substncia dispersa num solvente, quando as

suas molculas (molculas grandes ou macromolculas) se agrupam em micelas e tm uma 
carga elctrica do mesmo sinal. Os colides tm uma aparncia de cola ou de geleia e 
no conseguem atravessar uma membrana sernipermevel. Compostos fenlicos: compostos 
aromticos que contm um ou vrios

grupos hidroxlicos (-OH). Crtico-supra-renal: periferia da glndula supra-renal 
(crtex) cujas hormonas so reguladoras do metabolismo. Criptogamas: no antigo 
sistema, um dos dois ramos do reino vegetal (por

oposio aos fanerogamas); plantas que possuem rgos de frutificao pouco 
aparentes, plantas com esporos, algas, cogumelos, lquenes, fetos, equissetos e 
licopdios. Cromatografia: mtodo de anlise qumica por separao, relacionado

com as tcnicas e os princpios utilizados para a separao. Existem vrios tipos 
(cromatografia por absoro, cromatografia por troca, cromatografia sobre coluna, 
cromatografia sobre papel, em camadas finas, em fase gasosa, HPLC, etc.).

D

Derivativo: que efectua uma derivao (aco de deslocar um foco inflamatrio para o 
exterior ou para os rgos menos importantes). Descongestionante: que faz cessar a 
congesto (tenso, turgescncia, afluxo

de sangue numa determinada parte do corpo). Desidrogenase: ver Enzima. Doenas 
ateromatosas, Ateroma: leso crnica das artrias; nome por

vezes atribudo  arterite crnica.

621

LXICO DOS TERMOS CIENTFICOS UTILIZADOS

Doparnina: neurotransmissor que participa na transmisso entre as clulas nervosas.  
tambm um produto intermedirio da sntese da adrenalina.

E

Encefalomielite: variedade de encefalite.

Enzima: catalisador orgnico, substncia produzida por uma clula viva,

a enzima (protena ou cido nucleico) catalisa uma reaco especfica. Classificam-se 
as enzimas por categorias, de acordo com as reaces cata.lisadas (oxido-reductases, 
transferases, hidrolases, peptidases, isomerases, ligases, etc.). Eritrcito: glbulo 
vermelho do sangue. Escria sangunea, crassamen, crassarneenturn: cogulo. 
Espiromtrico: que tem uma relao com a capacidade respiratria pulmonar.

Estase: paragem ou abrandamento da circulao ou do fluxo de um lquido orgnico. 
Expectorante: que ajuda a expectorar (os materiais que obstruem as vias

respiratrias, os brnquios). Extravasamento: derramamento de um lquido orgnico 
para fora dos

vasos.

F

Fagocitose: absoro das bactrias e de outros corpos estranhos pelos

fagcitos;  um dos processos da defesa celular. Febrfugo: que combate e cura a 
febre.

Fibroplastas: clulas cuja funo  a forrnao de tecido conjuntivo. Fleumnio 
(Fleumo): inflamao do tecido conjuntivo que separa os

rgos.

Fosfatase: ver Enzima.

622

LXICO DOS TERMOS CIENTIFICOS UTILIZADOS

G

Gemoterapia: parte da fitoterapia que utiliza os rebentos. Genotxico: que tem uma 
aco txica no aparelho gentico. Glicoprotena: protena composta (contm acar). 
Gnadas: glndulas sexuais (testculos e ovrios) que produzem as gi-netas (clulas 
reprodutoras sexuadas). Gravela (ou doena das pedras): termo utilizado antigamente 
para designar os clculos renais.

H

Hematolgico: relacionado com o sangue. Hemoptise: escarro de sangue proveniente das 
vias respiratrias (por

hemorragia das vias respiratrias ou dos rgos vizinhos). Hepato-lenticular 
(necrose): variedade de necrose do fgado. Hetersidos antracnicos: grupo de 
compostos orgnicos. Higroscpico: relacionado com a humidade do ar. HipergIobulia, 
Hiperglobufinemia: aumento da quantidade de glbulos

no soro sanguneo. Hipertermia (por oposio a hipotermia): subida da temperatura do 
corpo

acima do normal. Hipogonadismo: estado de subdesenvolvimento das gnadas. Homeostase: 
estado de equilbrio do meio interno do organismo.

1

latrognica (do grego iatros = mdico): diz-se da doena originada por

um tratamento mdico. Imunodeprimido: que tem o sistema imunitrio deprimido. 
Imunoestimulante: que estimula o sistema imunitrio.

623

LXICO DOS TERMOS CIENTFICOS UTILIZADOS

1somerase: ver Enzima.
1soterapia: que diz respeito aos istopos (todos os tomos que tm uma

massa atmica diferente mas com o mesmo nmero atmico, portanto a mesma carga 
nuclear e o mesmo nmero de electres perifricos).
1sotpico: relativo aos istopos (tomos possuindo massas atmicas diferentes, mas 
com o mesmo nmero atmico, logo, a mesma carga nuclear e o mesmo nmero de electres 
de valncia).

L

Leucocitose: aumento anormal do nmero de glbulos brancos no sangue

ou numa serosidade. Leucopenia: diminuio do nmero de leuccitos no sangue.

M

Mdline: base de dados, um dos bancos de informao mais importantes

sobre publicaes mdicas. Mitridtico: de Mitridato, grande especialista em venenos.

Moraterapia: tcnica de medio e de tratamento baseada nos mecanismos de alterao 
dos campos electromagnticos. Movimento bitico: movimento prprio de uma estrutura 
viva. Mucilagem: substncia viscosa contida em inmeros vegetais.

N

Neurnio: um dos tipo de clulas nervosas.

Neuropatia: doena do sistema nervoso central, caracterizada por uma

grande impressionabi 1 idade e perturbaes das funes psquica e fisiolgica. 
Nitrato: sal de cido ntrico (ou azfico) HNO,. Nitrito: sal de cido azotado 11NO,

624

LXICO DOS TERMOS CIENTIFICOS UTILIZADOS

o

rgos excretores: rgos que asseguram a evacuao dos detritos metablicos.

P

Parestesia: anomalia da percepo das sensaes. Patognico: que  causa de uma 
doena. Peptidase: ver Enzima.

Pptidos: nomes de compostos qumicos que tm uma ligao peptdica (-CO-NH-), as 
cadeias de aminocidos, os produtos da hidrlise das

protenas. Peptnio: produto da transformao das protenas pela pepsina. Perfil 
proteico: exame de certas protenas. pH: ndice que exprime a concentrao de ies de 
hidrognio numa soluo por meio de uma escala logartmica, Se o pH for inferior a 7, 
a soluo  cida; se for superior,  alcalina. Pneumnico: relacionado com os 
pulmes. Polinevrite: nevrite perifrica infecciosa ou txica que atinge vrios 
nervos.

Prolactina: hormona segregada pela hipfise e que acciona a lactao. Protozorio: 
ser vivo pertencente ao Phy1um Protozoa, organismos

unicelulares que formam, por vezes, colnias, mas no possuem um desenvolvimento 
tissular (ex.: foraminferos, arnibas, radiolares, esporozorios, infusrios).

Queloterapia: terapia pelo uso de quelantes (complexos metalo-orgnicos).

625

LXICO DOS TERMOS CIENTFICOS UTILIZADOS

R

Resistividade: resistncia especfica de uma substncia. rH2: valor estatstico do 
electro. Representa o potencial elctrico org~

nico.

s

Sarcorna: tumor maligno que se desenvolve  custa do tecido conjuntivo,

composto de clulas proliferantes. Sedativo: que acalma, que modera a actividade 
funcional exagerada de

um rgo ou de um aparelho. Siderose: infiltrao dos tecidos pelo ferro. Simbitico: 
que vive em simbiose (associao durvel e reciprocamente

benfica de organismos). Substncias citostticas: ver Antimittico.

T

Teratogentico: que provoca anomalias no desenvolvimento embrionrio,

que pode, pela sua aco no embrio, produzir monstros. Tsico: atacado de 
tuberculose, tuberculoso. Tradipraticantes: praticantes das terapias tradicionais. 
Transcriptase inversa: ver Enzima. Transfosforilase: ver Enzima. Translocao 
bacteriana: movimento de substncias entre as diversas

bactrias. Tratamento enzimtico: tratamento pela utilizao de enzmas. 
Tromboelastograma: resultado do estudo das variaes na viscosidade

do sangue durante a coagulao.

626

r INDICE DAS PLANTAS

UTILIZADAS

e modo a indicar de forma correcta o nome das plantas citadas nesta obra utilizmos o 
ndice Sinonmico da Flora Francesa, de M. Kergulen, e a Flora Europaea. Recorremos 
tambm s Floras Clssicas de Fournier e Bonnier. Para as espcies estrangeiras 
utilizmos, como referncia o ndice Botnico do Jardim Real de Kew.

A

* Abacate, Persea gratissima, sinnimo Persea americana (Lauraceae)
* Abeto, Picea excelsa (Pinaceae)
* Abbora ou Abbora-menina (Cucurbitaceae)
* Abbora, Cucurbita pepo (Cucurbitaceae)
* Absinto-oficinal, Artemsia absinthum (Compositae)
* Acnito, Aconitum napellus (Ranunculaceae)
* coro-verdadeiro, Acorus calamus (Araceae)
* Adnis, Adonis vernalis (Ranunculaceae), ESPCIE PROTEGIDA!!!
* Agrimnia, Agrimonia eupatoria (Rosaceae)
* Agripalma, Leonorus cardaca (Labiatae)
* Aipo, Apium graveolens (Umbelliferae)
* Alcachofra, Cyanara scolymus (Compositae)
* Alcauz-glabro, Glycyrrhiza odorata (Fabaceae)

627

NDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS

Alcaparreira, Capparis spinosa (Capparaceae) Alcaravia, Carum carvi (Umbelliferae) 
Alecrim, Rosmarinus officinalis (Labiatae) Alface-de-cordeiro, erva-benta, 
Valerianella olitoria (Valerianaceae) Alface, Lactuca sativa (Compositae) 
Alfarrobeira, Ceratonia siliqua (Fabaceae), ESPCIE PROTEGIDA!!! Alho-dos-ursos, 
Allium ursinum (Alliaceae) Alho, Alllium sativum (Liliaceae, certos autores mais 
modernos aceitam

a existncia da famlia Alliaceae) Alho-porro, Allium porrum (Alliaceae) Aliseiro, 
Sorbus domestica (Rosacea) AIno, Alnus glutinosa (Betulaceae) Alos (ver Fitoterapia 
das Plantas Exticas) Alquequenje, Physalis alkekengi (Solanaceae) Alteia-oficinal, 
Althaea officinalis (Malvaceae) Amieiro-preto, Frangula alnus; sinnimo Rhamnus 
frangula (Rhamnaceae) mio, Ammi visnaga (Umbelliferae) Amor-perfeito, Viola tricolor 
(Violaceae) Amora-branca e Amora-preta, Morus alba e Morus nigra (Moraceae) Anans, 
Ananas comosus (Bromeliaceae) Anclia, Aquilegia vulgaris (Ranunculaceae) Anrriona, 
Anemona pulsatila (Ranunculaceae) Anglica-arcanglica, Angelica archangelica 
(Umbelliferae) Anglica-dos-bosques, Angelica sylvestris (Umbelliferae) Anis-verde, 
Pimpinella anisum (Umbelliferae) Antlida, Anthyllis vulneraria (Fabaceae) Aquileia, 
Mil-folhas, Achillea millefolium (Compositae) Arbusto-espinhoso (falso escambroeiro), 
Hippophae rhamnoides (Elaeagnaceae) Arela-vermelha, Vaccinum vitis-idaea (Ericeae) 
Argentina, ver Potentilha, Potentilia anserina Aristolquia-comum, Aristolochia 
clematis (Aristolochiaceae) Armoles, Atriplex hortensis (Chenopodiaceae) Amica-de-
montanha, Arnica montana (Compositae)

628

NDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS

* Artemsia-comum, Artemisia vulgaris (Compositae)
* Artemsia-mutelina, Artemisia unibelliformis, ou A. mutellina, (Compositae)
* saro, Asarum europa~ (Aristolochiaccae)
* Asprula-aromtica, Galium odoratum, sinnimo de Asperula odorata, (Rubiaceae)
* Assaftida, Ferula assafoetida (Umbelliferae)
* ster amelo, Aster amellus (Compositae), ESPCIE PROTEGIDA!!!
* Aveia, Avena sativa (Gramineae)
* Aveleira, Corylus avellana (Betulaceae)
* Azeda-comum, Rumex acelosa (Polygonaceae)
* Azeda-crespa, Rumex crispus (Polygonaceae)
* Azeda-pequena, Rumex acetosella (Polygonaceae)
* Azevinho, Ilex aquifolium (Aquifoliaceae)

B

* Bambu, Bambusa sp. (Graminae)
* Bardana-comum, Arctium lappa (Compositae)
* Batata, Solanum tuberosum (Solanacae)
* Beladona, Atropa belladona (Solanaceae)
* Bergamota, Citrus aurantium bergamia (Rutaceae)
* Beringela, Solanum melongena (Solanaceae)
* Betnica-oficinal, Stachys officinalis (Labiatae)
* Btula-branca, Betula alba (Betulaceae)
* Bistorta, Polygonum bistorta (Polygonaceae)
* Boldo, Peumus boldus (Monimiaceae)
* Bolsa-de-pastor, Capsella bursa-pastoris (Cruciferae)
* Borneol, Dryobalanops camphora (Guttiferae)
* Borragem, Borrago officinalis (Boraginaceae)
* Brinia, Bryonia alba (Cucurbitaceae)
* Brinia, Bryonia dioica (Cucurbitaceae)
* Brunela, Brunella vulgaris (Labiatae)
* Buxo, BzLxus sempervirens (Buxaceae)

629

NDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS

Camomila (matricria), Matricaria chamomilla (Compositae) Camomila-romana, Chamaelum 
nobile (Compositae) Canela, Cinnamonum zeylanicum (Laureceae) Canforeiro, Cinnamonum 
camphora (Lauraceae) Caqui, Diospyros kaki (Ebenaceae) Cardamina, Cardamine amara 
(Cruciferac) Cardamomo, Elleteria cardamomum (Zingiberaceae) Cardo-bento, Cnicus 
benedictus (Compositae) Cardo-mariano, Silybum marianum (Compositae) Cardo-morto, 
Senecio vulgaris; tambm se utiliza a Erva-de-so-tiago,

Senecio jacobae (Compositae) Carlina, Carlina acaulis (Compositae) Carvalhinha, 
Teucrium chaemadrys (Labiatae) Carvalho-comum, Quercus robur (Fagaceae) Cascara-
sagrada (Rhamnaceae) Cssis (groselha preta), Ribes nigrum (Grossulariaceae) 
Castanha-d'gua, Trapa natans (Trapaceae) Castanha-da-ndia, ver Castanheiro 
Castanheiro, Aesculus hippocastaneum (Hippocastanaceae) Castanheiro, Castanea sativa 
(Fagaceae) Catalpa, Catalpa bignonioides (Bignoniaceae) Cava] inha-do-campo, 
Equisetum arvense (Equisetaceae) Cebola, Allium cepa (Alliaceae) Cebola-albarr, 
Scilla biloba (Liliaccae) Cebola do mar, Drimia maritima, outro nome; Urginea scilla 
(Hyacinthaceae), ESPCIE PROTEGIDA!!! Cedro, Cedrus atlantica (Pinaceae) Cedro, 
Cedrus libani (Pinaceae) Cenoura, Daucus carotta (Umbelliferae) Centurea-bredo, 
Centaurea cyanus (Compositae) Centindia, Polygonum aviculare (Polygonaceae) 
Centrntio, Centhranthus ruber (Valerianaceae) Cereja, Cerasus avium (Rosaceae)

630

INDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS

Ceteraque (doiradinha), Asplenium ceterach, sinnimo Ceterach

officinarum (Aspleniaceae) Ch, Thea sinensis (Cameliaceae) Chamedris, Teucrium 
scorodnia; tambm, de outra espcie,

T chaniaedr (Labiatae)

YS Chicria selvagem, Cichorium intbus (Compositae) Choupo, lamo, Populus sp. 
(Salicaceae) Cciame, Cyclamen europaeum (Primulaceae) Cicuta, Conium maculatum 
(Umbelliferae) Cinoglosso, ynglossum officinale (Boraginaceae) Cipreste, Cupressus 
sempervirens (Cupressaceae) Coentros, Coriandrum sativum (Umbelliferae) Cola, Cola 
nitida (Sterculiaceae) Consolda, Symphytum officinale (Boraginaceae) Cordeiro-casto, 
Vitex agnus-castus (Verbenaceae) Cordilia, Cordyalis cava (Papaveraceae) Couve, 
Brassica aleracea (Cruciferae) Cravo-de-ca@ecinha, Syzygium aromaticum, ou Eugenia 
caryqphy11ata (Myrtaceae) Cravo-de-defunto, Calendula officinalis (Compositae)

Dedaleira (Digitlia), Digitalis purpurea (Scrophulariaceae) Dente-de-leo, Taraxacum 
officinale (Compositae) Drsera-de-folha-redonda, Drosera rotundifolia (Droseraceae)

ESPCIE PROTEGIDA!!!

Efedra, Ephedra distachya (Ephedraceae) Eleuterococo, Eleuterococcus senticosus ou 
Acanthopanax senticosus (Araliaceae)

631

NDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS

Endro, Anethum gravolens (Umbelliferae) Engos, Sambucus edulis (Caprifoliaceae) 
nula-campana, Inula helenium (Compositae) nula, ver nula-grande Eranto, Eranthis 
hiemalis (Ranunculaceae) Erva-benta-comum, Geum urbanum (Rosaceae) Erva-cidreira, 
Melissa officinalis (Labiatae) Erva-das-sete-sangrias, Lithospermum officinale 
(Boraginaceae) Erva-de-so-loureno, Ajuga chamaepytis (Labiatae) Erva-ursa, 
Arctostaphy1os uva-ursi (Ericaceae) Erva-pinheira, Sedum sp. (Crassulaceae), Uva-de-
rato (Sedum acre),

Erva-de-so-joo (Sedum telephium) Escabiosa, Scabiosa sucissa (Dipsaceae) 
Escambroeiro, Rhamnus cathartica (Rhamnaceae) Eschscholtzia-da-califrnia, 
Eschscoltzia califrnia (Papaveraceae) Escrofulria, Scrophularia nodosa 
(Scrophulariaceae) Espadana, Carex arenaria (Cyperaceae) Espinheiro-alvar, Cratageus 
monogyna; tambm a outra espcie:

Cratageus oycantha (Rosaceae) Estramnio, Datura stramonium (Solanaceae) Eucalipto, 
Eucalyptus globulus (Myrtaceae) Eufrsia-oficinal, Euphrasia officinalis 
(Scrophulariacea) Eupatrio, Eupatorium cannabinum (Compositae) Evnimo, Euonymus 
europaeus (Celastraceae)

Faia, Fagus sylvatica (Fagaceae) Feno-grego, Trigonellafooenunigraecum (Fabaceae) 
Figueira, Ficus antihelminthica (Moraceae) Figueira, Ficus carica (Moraceae) Freixo, 
Fraxinus ornus (Oleaceae) Fucus vesiculosus, ver a Terapia pelas algas (p. 74) 
Fumria, Fumaria officinalis (Papaveraceae) Funcho, Foeniculum vulgare (Umbelliferae)

632

NDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS

G

*Galega, Galega officinalis (Fabaceae)
*Galium verum (Rubiaceae)
*Genciana-amarela, Gentiana lutea (Gentianacae)
*Gengibre, Zingiber officinale (Zingiberaceae)
*Gernio erva-de-so-roberto, Geranium robertianum (Geraniacae)
*Giesta, Cytisus scoparius ou Sarolhamnus scoparius (Fabaceae)
*Gingko, Gingko biloba (Gingkoaceae)
*Ginseng, Panax quinquefolium (Araliaceae)
*Girassol, Rlianthus annuus (Compositae)
*Goiveiro, Erysimum cheiri; sinnimo Cheiranthus cheiri (Cruciferae)
*Grama, Agropyron repens (Graminae)
*Grindlia, Grindelia robusta (Compositae)
*Groselha-de-bagas-vermelhas, Ribes rubrum (Grossulariaceae)

H

*Hamamlis, Hamamelis virginiana (Harnamelicideae)
*Harpagfito, Harpagophytum procumbens (Pedaliaceae)
*Helboro, Helleborusfoetidus (Ranunculaceae)
*Hera, Glechoma hederacea (Labiatae)
*Hera, Hedera helix (Araliaceae)
*Hernola, Herniaria hirsuta; sinnimo H. vulgaris (Caryophy11aceae)
*Hibisco, Hibiscus sabdariffa (Malvaceae)
*Hiperico, erva-de-so-joo, Hypericium perforatum (Hypericaceae)
*Hissopo, Hyssopus officinalis (Labiatae)
*Hortel-pimenta, Mentha piperata; outro nome da famlia Labiatae (Lamiaceae)

Imperatria, Peucedanum ostrolhium, sinnimo Imperatoria ostruthium (Umbelliferae)

633

NDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS

L

* Labaa, Rumex obtusifolius (Polygonaceae)
* Lmio, ver Urtiga branca
* Laranja, Citrus aurantium (Rutaceae)
* Laranja-amarga, Citrus aurantium: var. amara (Rutaceae)
* Lathraea, Lathraea squamaria (Scrophulariaceae)
* Lavanda, Lavandula angustifolia (Labiatae)
* Ligstica, Levisticum officinale (Umbelliferae)
* Limoeiro, Citrus limonium (Rutaceae)
* Linria, Linaria vulgaris (Scrophulariaceae)
* Linhaa, Linum usitatissimum (Linaceae)
* Liquidmbar, Liquidambar orientale (Harnamelidaceae)
* Lrio, Convallaria majalis (Convallariaceae)
* Lrio-branco, Lilium candidum, tambm Convolvus arvensis, (Convolvulaceae)
* Lpulo, Humulus lupulus (Cannabaceae)
* Luzerna, Mdicago sativa (Fabaceae)

M

* Macieira, Malus domestica (Rosacae)
* Madressilva, Lonicerajaponica (Caprifoliaceae)
* Malva, Malva sylvestris (Malvaceae)
* Manjerico, Ocimum basilicum (Labiatae)
* Manjerona, Origanum maiorana (Labiatae)
* Marmeleiro-comum, Cydnia oblonga (Rosaceae)

Marroio-branco, Marrubium vulgare (Labiatae) Mate, Rex paraguanyensis (Aquifoliaceae) 
Matricria, Chrysanthemum parthenium (Compositae) Meimendro, Hyoscyamus niger 
(Solanaceae) Mercurial, Mercurialis annua (Euphorbiaceae) Milho, Zea mais (Graminae)

634

NDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS

Mirra, Comphora myrrha (Buceraceae) Mirtilo, Vaccinum myrtiflus (Ericaceae) 
Morangueiro, Fragaria vesca (Rosaceac) Mostarda-preta, Sinapis nigra (Cruciferae) 
Moxa, Artemisia moxa (Compositae) Murta, Alyrtus ~muns (Myrtaceac) Moscada, 
A@fyristicafragrans (Myristicaceae)

N

* Nardo, Lavandula spica (Labiatae)
* Neroli, essncia de flor de laranjeira
* Nespereira, Mespilus germanica (Roseaceae)
* Niauli, Melaleuca viridiflora qunquenervia (Myrtaceae)
* Nogueira, Juglans regia (Junglandaceae)

o

* Olho-de-boi, Anthemis tinctoria (Compositae)
* Oliveira, Oleo europaea (Oleacae)
* Olmo, Umus glabra (Ulmaceae)
* Olmo-comum, Umus campestris ou Olmo-de-montanha, Umus scabra, (Ulmaceac)
* Orgo-vulgar, Origanum vulgare (Labiatae)

Palma-rosa, Cymbopogon martini motia (Gramineae) Papaia, Carica papaya (Caricaccae) 
Papoila, Papavr rhaeas (Papaveraccae) Parietria, Parietaria officinalis (Urticaceae)

635

INDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS

* Passiflora, Passiflora sp.; principalmente, Passiflora incarnata (Passifloraceae)
* Patchuli, Pogostemon cabli (Labiatae)
* P-de-leo-cornum, Alchemilla vulgaris (Rosaceae)
* P-de-leo-dos-alpes, Alchemilla alpina (Rosaceae)
* Penia, Paeonia officinalis (Paeoniaceae)
* Pequena-centurea, Centaurium erythraea (Gentianaceae)
* Pereira-selvagem, Pyrus communis (Rosaceae)
* Perptuas, Antennaria dioica (Compositae)
* Persicria, Polygonum lapathifolium (Polygonaceae)
* Pervinca, Vinca minor (Apocynaceae)
* Pessegueiro, Prunus persica (Rosaceae)
* Petasite, Pelasites hybridus (Compositae)
* Pimenta-da-amrica, Schimus molle (Anacardiaceae)
* Pimento-vermelho, Capsicumfrutescens (Solanaceae)
* Pimpinela, Pimpinella major (Umbelliferae)
* Pimpinela, Sanguisorba minor, sinnimo Poterium sanguisorba (Rosaceae)
* Pinheiro, Pinus sylvestris (Pinaceae)
* Pinheiro de anis, Pinus uncinata (Pinacea)
* Pinus montana, ver Pinheiro de anis
* Piretro, Tancetum cinerariaefolium sinnimo Chrysanthemum

cinerariaefolium (Compositae)
* Pissenfit, Taraxacum officinale (Compositae)
* Poejo-bravo ou Hortel-de-montanha, Calamintha officinalis (Labiatae)
* Polgala, Polygala vulgaris (Polygalaceae)
* Polipdio, Polypodium vulgare (Polypodiaceae)
* Potentilha, Potentilla anserina (Rosaceae)
* Potentilha rastejante, Potentilla reptans (Rosaceae)
* Primavera-oficinal, Primula veris, sinnimo Primula officinalis (Primulaceae)

Q

- Quelidnia, Chelidnium majus (Papaveraceae)

636

NDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS

R

* Rbano, Armoracia lapathifolia (Cruciferae)
* Rainha-dos-bosques, Asperula odorata (Rubiaceae)
* Rannculo, Ranunculus scleratus (Ranunculaceae)
* Rauvlfia, RauvoTia vomitoria (Apocynaceae)
* Resta-boi espinhosa, Ononis spinosa (Fabaceae)
* Rincho, Diplotaxis tenuifolia (Cruciferae)
* Rododendron sp. (Ericaceae) ALGUNIAS ESPCIES

PROTEGIDAS!!!
* Rom, Punica granatum (Lythraceae)
* Rua-ftida, Ruta gravolens (Rutaceae)
* Ruibarbo, Rheum palmatum (Polygonaceae)
* Ruibarbo francs, Rheum raponticum (Polygonaceae)

s

* Sabina, Juniperus sabina (Cupressaceae)
* Sabugueiro, Sambucus nigra (Caprifoliaceae)
* Saio, Sempervirum tectorum (Crassulaceae)
* Salgueirinha, Lythrum salicaria (Lythraceae)
* Salgueiro-branco, Safix alba (Labiatae)
* Salsa, Petroselinum sativum (Umbelliferae)
* Salsaparrilha, Smilax ornata (Smilacaceae)
* Salva-oficinal, Salvia officinalis (Labiatae)
* Sndalo, Santalum album (Santalaceae)
* Sancula-europeia, Sanicula europea (Umbelliferae)
* Santolina, Santolina chamaecyparissus (Compositae)
* Saponria-oficinal, Saponaria officinalis (Caryophy11aceae)
* Sassafrs, Sassafras albidum ou S. officinalis (Lauraceae)
* Saxfraga-de-trs-dedos, Saxifragia tridactyla (Saxifiragacae)
* Selo-de-salorno, Polygonatum officinale (Liliaceae)
* Sempre-noiva, Polygonum bistorta (Polygonaceae) * Sena, Cassia sp. (Fabaceae)

637

INDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS

* Senegro, Trigonella foenum-graecum (Fabaccae)
* Silva, arbusto-espinhoso, Rubus fructicosus (Rosaceae)

T

* Tmio, Tamus communis (Dioscoreaceae)
* Tnchagem, Plantago major, mas tambm outras espcies de tanchagem (Piantaginaceae)
* Tnchagem-lanceolada, Plantago lanceolata (Piantaginacae)
* Tasneira, Tancetum vulgare (Compositae)
* Terebintina, Pistacia terebinthus (Anacardiaceae)
* Tlia, Tilia sp. (Tiliaceae)
* Tomilho-erva-ursa, Thymus serpy11um (Labiatae)
* Tomilho-vulgar, Thymus vulgaris (Labiatae)
* Topinambo, Helianthus tuberosus (Compositae)
* Tormentilha, Potentilla erecta, sinnimo Potentilla tormentilla (Roseaceae)
* Tremoo, Lupinus luteus (Fabaceae)
* Trevo-d'gua, Menyanthes trifoliate (Menyanthaceae)
* Trevo, coroa-de-rei, Melilotus officinalis (Fabaceae)
* Tuia, Thuja orientalis (Cupressaceae)
* Tussilagem, Tussilagofarfara (Compositae)

U

Ulmria, Spiraea ulmaria (Rosaceae) Umbigo-de-vnus, Umbilicus-veneris (Crassulaceae) 
Unha-do-diabo, ver Harpagfto Urtiga, Urtica dioica (Urticaceae) Urtiga-branca, 
Lamium album (Labiatae) Urze, Ca11una vulgaris (Ericaceae) Uva-da-amrica, Phytolacca 
decandra (Phytolaccaceae)

638

INDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS

Valeriana-oficinal, Valeriana officinalis; tambm a outra espcie:

Valeriana phu (Valerianaceae) Verbasco-branco, ver Verbasco Verbasco, Verbascum 
thapsus e Verbascum densiflorum (Scrophulariaceae) Verbena, Lippia citriodon 
(Verbenaceae) Vernica, Veronica officinalis (Scrophulariaceae) Vincetxico, 
rincetotoxicum hirudinaria subsp. hirudinaria,

Vincetotoxicum officinale (Asclepiadaceae) Vinha, Vitis vinifera (Vitaceae) Violeta-
aromtica, Viola odorata (Violaceae) Violeta chinesa, Viola patrin (Violaceae) 
Virgurea, Solidago virgaurea (Compositae) Visco, Viscum album (Loranthaceae) 
Vulnerria (ou Hiperico-de-folhas-redondas), Hypericum nummularum (Hypericaceae)

Zimbro-comum, Juniperus conimunis (Cupressaceae) Zimbro-grande, Juniperus oxycedrus 
(Cupressaceae)

639

BIBLIOGRAFIA

p  ara as nossas investigaes utilizmos as bases de dados AMBASE,

MEDUNE e BIOLOGICAL ABSTRACTS. Por razes puramente tcnicas e editoriais, no nos  
possvel citar todas as publicaes consultadas. A ttulo de exemplo, a base de dados 
MEDILINE, para os anos 1993, 1994, 1995, cita 42 909 publicaes sobre o cancro, 12 
855 sobre a alimentao e 1751 sobre os efeitos da poluio sobre a sade.

Abusev, S. A. e outros, Epidmiologic aspects of diabetes mellitus in Dagestan,

Problemy-Endokrinol Mosk, 39 (1) 1993. Aging, Biosystems Invertebrates, 1982, Nova 
lorque. Aginski, Alice, Sur le Chemin de Ia Dtente, Editor Guy Trdaniel. Aguero-
Guitierez, Nutrition entrale continue et microbisme intestinal, Thse

Flore Digestive, M. Hagiage. Anais de gastrenterologia e hepatologia, 29/4
1993. Anderson, Donald, Le plancton toxique, Pour Ia Science, 10/1994. Angles, 
Michel, Darackchan, Slavoch, Les remdes natureIs de Ia mdecine

tradicionelle chinoise, Edies Rouergue. AppIeby, J. A., Selective index to 
siberian, far eastern and central asian russian

materia medica. Aulas, Jean-Jacques, Homopathie, Ed. Med Roland Bettex. Baker, E. 
W., A manual of Parasitic Mites, Nova lorque, 1956. Bashen, Joseph, Healers of the 
Andes, Kallway Herbalists and Their Medicinal's

Plants, University of Utah Press, 1987. Batatinha, M. J. e outros, Croton 
rehntneripossible central nervous system effects

of the essential oil in rodents, Ethnopharmacol. 45 (1) 1995. Batmanghelidj, 
Fereydoon (Dr.), Votre corps rciame de Veau, Edies Trois

Fontaines. Beau, Georges, Le cancer Presses de Ia Cit. Beau, Jacques, et Vibert, 
Jean-Franois, Rythmes biologiques de Ia cellule 

Vhomme, 1995.

641

BIBLIOGRAFIA

Bebolotova, AX, The effect of high-altitude ecological and experimental stress,

Biu11. Exp. Biol. Med. 115 (6) 1993. Becerril Montekio, Victor M,, Le Tai Ji Quan 
dEst en Ouest, Editor Guy Trdaniel. Begley, Sharon, The end of antibiotics, Newsweek 
28194. Bej, K. e outros, Detection of Viable Legionella pneumophila in water by

Polymerase Chain Reaction and Greene Probe meMoas, Applied and Environmental 
Microbiology, 2/1991. Beli, E. A. e B. V. Chartwood, Secondary Plant Producis, 
Springer Veriag,

Hamburgo, 1980. Beli, J. C., J. Paedriat - The epidmio1o@y of ncomplete childhood 
immunizaton,

Child-Health, 29 (5) 1993. Bertholet (Dr.), Le retour  Ia sant par lejene. 
Berthoud S., Henry, Les petites chroniques de Ia scince, 1986. BiIz (Dr.), Nouvelle 
mthode pour gurir les maladies. Bon de Brouwer, Louis, La dictature des 
laboratoires chintiques e pharmaceutiques, Edies ATPLA AC STG. Bon de Brouwer, 
Louis, Sida, le vertige, Edies ATRA AG STC. Bontemps, Michel, EncycIopdie de Ia 
Sant Familiale - Plantes e Remdes

Natureles, Edies Godefroy, 1993. Bontemps, Michei, Les Meilleures Recettes Ti de 
Sant de Michel Bontemps,

Edies Godefroy, 1995. Bounan, Michei, La Vie Innommable, Edies Affia. Bouteiller, 
M., Mdecne Populaire dHier et dAujourdhui, Maisonneuve e

Larose. Brandt, Johanna, La cure de raisin. Brenner, Kristen, e outros, Animal 
viruses, Coliphages and Bacteria in AerosoIs

and Wastewater at a Spray Irrigation Site, Applied and Environrnental Microbology, 
211988. Briau, Tese de M., Du Peyote dans les tats anxieux, Ed. Arnente, Paris, 
1928. Bristowe, W., The World of spiders, 1958. Bronislaw Cymbrowski, Biorytmy, 
Wiedza I Zycie, 1992. Brousse, Simone, Cancer Enqute sur les dcouvertes enpril, 
Edies Dauphin. Brousse, Simone, On peut vaincre /e cancer Edies Garancires. 
Burger, Guy Claude, La Guerre du cru, Edies Faloci. Cardon, Domnique, e du. 
Chatenet, Gatan, Guide des teintures Naturelles,

Defachaux et Niestl, 1990. Carmes, Joelle, tat des connaissances en matire de 
PoIlution atmosphrique

 Vinterieur des locaux en France, MASE, Paris, 1987. Cartaz, A., La photothrapie, 
Nature 1588/1899.

642

BIBLIOGRAFIA

Ceplova, Climate therapy of uretitis in a mountain environ, Cesk Ofmal, 4212

1993. Charnfrault, LAcupuncture Chinoise, Edies Coquernar. Chaprnan e Hall, The 
Flavonoids advances in research since 1980, Editado por

J. B. Harborne, Londres, Nova lorque, 1988. Chornei, J. B., Abrg de VHistoire des 
Plantes Usuelles Chez Charles Osmont,

1715. Choque, Jacques, Les chemins du Corps E11bore. Choque, Jacques, Respirez 
Eltbore. Chouci, D. J., The magnitude and duration of some coumarin derivatives in

deterpenated citrus peel ol by gas chromatography, Chrornatograph, 672 (24) 1994. 
Clement, Jules, La Sant el ta mdecine populaire, Ed. Bernardin-Bchet, 193 1. 
Ciere, Roger, La respration, Edies Courrier du Livre. Collin, Jacques, Leau le 
Miracle oubli, Editor Guy TrdanieL Comby, Bruno, Mangez meux, Vivez mieux, Edies 
L'hornme. Coudron, Lionel, Pratiquez Ia relaxation au quotidien, Edies E11bore. 
Coury, Charles, La mdecine de VA mrique prcolombienne, Ed. Roger Da Costa. Crick, 
Francis, The origin of life. Cunningham, Scott, Encyclopdie des herbes magiques, 
SAND, 1987. Curtin, Roland, Cactus grandiflorus as a cardiac remedy, Therapeutc 
Gazette,

15 Nov. 1908. Danicia-T, Salvia officinalis. Botanie characteristcs, compositon, 
use and

cultivation, Cesk-Farm., 42 (3). Del, H., Influence de Ia raction absolue du sol 
sur laformation et ta composition

des essences vgtales, Lio, 193 1. Debin, Robert, Le docteur vert ou docteur alos. 
Delbei, Politique Prventive du Cancer Edies La Vie Ciaire. Deleange, R., Essences 
naturelles el parfums, Ed. Armand Colin, 1930. Dewey, E. H., Le Jene qui gurit, Le 
Courier du Livre. Dicherson, D. E., X-Ray, Analysis and Protein Structure  in the 
protein, Bandtl,

Nova lorque. Dornngue, E. L. e outros, Effects of Three Oxidizing Biocdes on 
Legionella

pneumophila Serogroup 1, Applied and Environmental Microbiology 3/1988. Donadicu, Y. 
e Basire, J., Les algues, Ed. Maloine, 1985. Ducluzeau e Raibaud, cologie 
microbenne du tube digestif. Actualits

Scientfiques de I'INRA, Edies Masson, 1979. Ducluzeau, R., Instaliation, quilibre 
et rie de la flore microbienne chez le

nouveau n, Annales de Ia Pdatre, 1993, 40 n.

643

BIBLIOGRAFIA

Duesberg, H., Peter, Bryan J. Ellison, Why We Will Never Win The War on AIDS,

Inside Story Cornrnuncations 1525 E. Noble, 102 Visalia CA 93292 EUA. Duffy, 
William, Le sucre, cet ami qui vous veut du mal, Editor Guy Trdaniel. Dyminska, 
Maria, Wiadomosci o surowicach leczniczych... 1986. EfFicacy of Cooper and Silver 
lons and reduced LeveIs of Free ChIorine in Inactivation of Lanciden L., Legionelle 
pneumophila, Applied and

Envronrnental Microbiology, 13/1989. Evrard, Lon, Vextrait des sangsues, ses 
proprits thrapeufiques, Tese, Paris,

1958. Feidenkres, Mosche, La conscience du corps, Edies Marabout. Feldenkreis, 
Mosche, La puissance du moi, Edies Robert Laffont. Forum revue, Les enzymes 
stimulent les dfenses de Vorganisme immunologique,

1-91, Ed. Forum Medizin (Munique). Fournier, G. e outros, Contribution to the study 
of Salvia lavandulifolia essental

oil, Planta~Med. 59 (1) 1993. Friedmaan, Mi, Limenone in expired lung ar ofpatients 
with liver disease, Dig.

Ds. Sci. 39 (8) 1994. Fritsch, Robert, Les plantes mdicinales des Alpes, Edies 
S.A.E.P. Ingersheim,

Colmar 1984. Gauglin, Michelle, La sant et les conditions atmosphriques, Hachette. 
Geffroy, H. Ch., Le Mdecin muet, Geffroy (La Vie Claire). Geffroy, Marie-Rene, Le 
Jene, Edies La vie Claire. Germain, L., Essai de malacologie mdicale, Editores 
Masson et Cie, 1965. Chift, B. e outros, Effect of essential oil of Hyssopus 
officinalis on lhe lipid

composition of Aspergilus fumigatus, Mycopathologia, 126 (3) 1994. Gralt Gonzals, 
Jos, Trait thorique et pratique de Biologie lectronique,

Editor Roger Jollois. Girre, Loie, La mdecine par les plantes  travers les ges, 
1982. Githeres, Thornas, Drug Plants of Africa, 1981. Goldberger, Ary e outros, Chaos 
etfractales en physiologie humaine, Pour Ia

Science 150/1990. Grasset, Trait de zoologe, Ed. Masson. Grau, Les plantes et baies 
souvages, comestibles e mdicinales, Ed. Solar, 1984. Habets, William, Les Alimenis 
Gurisseurs - Le guide complet des aliments qu

gurissen4 Edies Godefroy, 1995. Hagiage, M. Flore digestive, Annales de 
GastroentroIogie et d'Hpatologe,

29/4 1993. Halberg, F., Biological rythms, 1980.

644

BIBLIOGRAFIA

Hammerschmidt, F. J., Chemicalcomposition andantimicrobialactivityofessential

oils of Jansoniaa candicans and Jansonia montana, Planta-Med., 59 (1)
1993. Harare, C., Antimicrobial activity of essential oilfrom Schinus moellini, 
Centr-Afr~J-Med,, 39 (11) 1993. Hay, W., Bioinorganic Chemistry, Edies Ellis 
Horwood, 1987. Hoyle, Fred, Les hommes molcules, The newface ofscience, The 
evolutionfrom

space, Energie ou excitation, Le nuage de Ia vie, Homme et Galaxie. Hughes, T. E., 
Mites, or tha acari, University of London, The Affilone Press,

1959. Illitch, Yvan, Nmsis Mdicale, Edies Seuil. Indest, R.-Ransberger, K.-
Mader, K., Les enzymes base de la lhrapie naturelle,

revue asclpias 1 - 92, Ed. Hauh Bruxelas. Janet, Jacques, L'ionocinse une nouvelle 
mdecine douce, Edi es Bionat. Janet, Jacques, Objectif cancer Docteur Edies 
Bionat. Jenaer-Maurice-Marichal, Bemard, Trait thorique etpratique d'lmmunothrapie

 doses infinitsimales, Roger Jollois. Katz, N. e outros, Chemoprophylactic activity 
on Schistosomias mansoni ofsoaps

containingessential oilfrom thefruits ofPterodonpubescens (Leguminosac), Rev. Inst. 
Med. Trop., So Paulo, 1993 35 (2). Kelder, Peter, Les Cinq Tibtains: Secrets de 
Jeunesse et de Vitalit, Edies

Vivez Soleil. Kind, Elisabeth, cole physiologique de Broussais et l'utilisation des 
sangsues

au dix-neuvime sicle. Kisbore, N. e outros, Fungitoxicity ofessential ods agains 
dermatophytes, Mycoses,

36 (5-6) 1993. Knight, T. E., Mlaleuca oil dermatitis, J. Am. Acad. Dermatol., 30 
(3), 1994. Koang-Hobschette, Les cactaces, utilisation gnrale et thrapeutique, 
Tese,

Namur, 1929. Koopowitz, Harold, Plant extinction: a global crisis, 1991. Kopaczewski, 
Ladislaw, Biomtorologie, 1935. Kosmowska, B. - Ceranowicz, Zarys wiadomo ci o 
leczeniu bursztynem

Biomineralizacja i biomateria, 3y PWN, 1991. Kresanek, J., Les plantes mdici;nales, 
Ed. Cercie d'Art 1886. Kuhne, Louis, Ma nouvelle science de gurir, Edies La Vie 
Claire. Lulicka, R., Bursztyn w medycynie I wierzeniach ludowych, Problemy, 1980. 
Ladislas Robert, Les horloges biologiques, Ed. Flammarion, 1989. Lanser, J., Genetic 
Relatedness of Legionella longebache Isolates from Human

and Environmental Sources in Australia, Applied and Enviroriment Microbiology, 
9/1990.

645

BIBLIOGRAFIA

Lanzarra, P., Le guide des plantes mdicinales, Fernand Nathan, 1980. Le Berre, 
Nicolas, Le Lait, une sacre Vacherie, quilibres. Le Lann, Roger, Ces ondes qui vous 
soignent, Edies Rocher. Lecierc e Mossei, Microbiologie: le Tube digestif Veau et 
les aliments, Paris,

Doin, 1989. Lensky, P., Geographic aspects n the epidmiology of multiple sclerosis, 
Epid

Mikrob. Immunoi Journ, 1994, 43/4. Levn, Jeffreys, Religion and Health: is there an 
association, is it valid and is

t causal?, Soe. Sei. Med., 38/1994. Levy, Stuart, Ecology ofAntibiotics resistance 
determinants, Nova lorque, 1990. Levy, Stuart, The Antibotic Paradox, Nova lorque, 
1990. Lloydia Jonathan L. Hartwe11, Plants Used Against Cancer: A survey, srie de

artigos do n. 30/1967 ao n. 35/1972. Lugowski, W., The philosophical bases of 
protobiology, Ed. IfS PAN, 1995. Marthi, B. e outros, Arborne Bacteria, Effects of 
Betaine on Enumeration of

Applied and Environmental Microbiology, 51/990. Martin, S. e outros, Antiinflamatory 
activity of the essential ol of Bupleurm

frutiscens, Planta-Med., 59 (6) 1993. Maurin, Robert, Plantes et systme nerveux, 
Masson, 1983. Maurizio, Histoire de Palimentation vgtale (Maurizio). Meier, P., 
Schweiz-Rundsch, Can medicine move mountains? Med-Prax, 82 (5 1-52) 1993. Mirca 
Eliade, Le chamanisme et tes technques archaiques de Vextase, Payot. Molina, Claude, 
Malades des climatiseurs et des humidificateurs, Insenn, 1986. Monceaux, Ren-Henr, 
La vie mystrieuse des champignons sauvages, Ed. Livre

de nature, Stock, 1969. Montain, Bernard, Mercure = Danger, Edies l'Ancre. Mossry, 
Albert, Le Goulag du Sida, Aquarius. Mowszowicz, J., Przewodnik do oznaezania 
krajo"ch ro lin zielarskich, PWRL,

Varsvia, 1985. Mowszowicz, J. Fitoncydy, Przyroda PoIska, 2/1977. Neu, Sven e 
Ransberger, Karl, Les enzymes sant, Edies Jouvence. Offner, Hafina, Studies on 
palhogenic factors in multiples sclerosis, Tese de

Medicina, Copenhaga. Offner, Jules e Pons, Joseph, Les plantes mdicinales et 
aromatiques des Alpes

Franases, Ed. Louis Jean GAP, 1931. Ofiwiecki, S., Evening primrose oil and marine 
oil in the treatment ofpsoriasis,

Clin. Exp. Dermatol., 19 (2) 1994.

646

BIBLIOGRAFIA

Pahiov, Plantes de Sant, Nathan, 1981. Parey, Paul, A. Popp Biologie des Lichts 
Verlag, Berlin und Hamburg, 1984. Pascal, J., Legionella and lhe indoor environment, 
Nova lorque, 1981. Paszko-Koiva, Ch., Isolation ofAmoebae and Pseudomonas and 
Legionella spp.

from Eyewash Stations, Applied and Envirorimental Microbiology, 1 (1991. Pauchet L., 
Mdicine Officielle et Mdecine Naturelle, Ed. Baticle, 1949. Paulian, Renaud, Les 
Coloptres  Ia conqute de Ia terre, 1992. Pavan, Mario, -Charte sur les 
invertbrs do Conselho da Europa, 1988. Pelt, Jean-Marie, Les mdicaments, Ed. 
Seuil, 1970. Perrier, Rmy, Les vers, La faune de France, Paris, 1932. Peruci, S., 
Acaricidal agenis of natural origin against Psorptes cuniculi,

Parasitologia, 3/1994. Pollack, J., Apports Thrapeutiques de VOsto-A'fYothrapie, 
Corpus de Mdecine

Traditionnelle. Porcher-Pimpard, Thse de Contribution  Vlude du pouvoir 
antiseptique des

essences vgtales, Ed. Grasset, 1942. Preston, R. K., Spiders of lhe world, 
Blandford Press, 1985. Rayjal, Michle, Bontemps Michei, Conunent rester Jeune, Belle 
et en bonne

Sant aprs 40 ans, Edies Godefroy, 1995. Rdaction de Consefis Pratiques pour 
votre Sant, Commenf veiller votre Mdecin

Intrieur - Mthode Pratique Complte d'Autogurison -, Edies Godefrou,
1994. Rehabilitation of lhe pulmonary function of deep-water divers in mid-height

mountain climate, Ilin VM Fiziol Zh., 39 (5-6) 1993. Rquria, Yves,  Ia dcouverte 
du Qi Gong, Editor Guy Trdaniel. RiddIe, John, Qui pro-quo, Studies in lhe history 
of drugs, Nova lorque, 1967. Rochat, I., Contribution  Vtude des huiles 
essentielles (Activit Antispasmodique

et Recherche des Constituants Actifs), Grenoble, 1969. Rose, J. E., Inhalation of 
vapor from black pepper extract reduces smoking

wilhdraw1 symptoms, Drug-Alcohol-Depend., 34 (3) 1994. Roy, Joseph, Le Sang puissance 
de Vie, Edies Gallimard. Rusting, Rickyi, Les causes du vieillissement, Pour Ia 
Science, 3/1993. Sarbach, Raymond, Contribution  Vtude de Ia dsinfection chimique 
des

atmosphres, Ed. Lescuyer, 1962. Sarenbaud, A., Homopathie, Ed. Masson, 1991. 
Schauenberg, Paul, Guide des Plantes mdicinales, Ed. Defachaux e Niestl,

Nauchatel, Suia, 1969. Schultes, R. E. e Hoffinan A., Les plantes des dieux, Ed. 
Berger-Levrault, 1987.

647

BIBLIOGRAFIA

Schultes, R. E., Atlas des plantes hallucinognes, Ed. l'Aurore, 1989. Sguin-Eynard, 
Jackie, Docteur-Maison - 1684 Conseils, Trucs et Remdes

Effcaces Tests par des Mdecins, Edies Godefroy, 1994. Selkoe, Dennis, Le 
vieillissement du cerveau et de Ia pensc, Pour Ia Science 11 /1992. Sfikas, Georges, 
Plantes mdicnales de Ia Grce, Ed. Efstathiadis Group, 1980. Sheiton, H. M., Le 
Jene, Le courrier du Livre. Sheiton, H. M., Les combinaisons alimentaires el votre 
sant, Le courrier du

Livre. SideIski, Ren Rebirth, Le pouvoir librateur du souffle, Editor Guy 
Trdaniel. Smith, Cyril W. e Best Simon, Lhomme lectromagntique (com prefcio do

Padre Herbert Frlich, Prmio Nobel de Fsica), Edies Encre. Soled, Docteur, 
Graines germes jeunes pousses, Edies Vivez Soleil. Sonnevlle, Alain, 
Contributionj  1'tud de Ia rvulson thoracique para Ia

ventouse sche en pneumonologie, Revue de littrature et des tudes exprimentales. 
Tese de estado. Tours, 1973. Spiders, Webs, Behaviour and Evolution, Stanford 
University Press, 1986. Starenky, Daniel, Le mal du sucre.

Swab, Gunther, La Danse avec le Diable, Le Courrier du Livre. Swab, Gunther, Les 
dernires cartes du Diable, Le Courrier du Livre. Trager, Milton,  mon corps je dis 
oui, Edies Souffie d'Or. Valdizan, Y. Maldonado, Medicina Popular Peruana, Lima, 
1929. Van Meer, Has it been the sugar after all, 1986. Velazquez, Las plantas, Lima, 
1932. Vellard, J., Le venin des araignes, Masson et Cie, 1936. Vet, Mesure des 
effets de Vadministration des substances homopathiques dans

Vlevage industriet, Tese cole Nationale, Maison-Alfort. Walford, Roy, Long Life, 
Nova lorque, 1983. Walter, M, e outros, Effect of Aerosolization on Subsequent 
Bacterial Survival,

Applied and Envrorimental Microbiology 11/1990. Wiestnk Carkoskogo, Uniwersiteta 
n. 209-211, Cracvia, 1981. Willem, Jean-Pierre, Le Secrei des Peuples sans cancer, 
Edies Dauphin. Williams, A., The early diagnosis of legionnaires'disease.- Journal 
of Infection, (1988) 16. Wrth, Wolfgang, Gurir par l'Alos, 1976. Zhao Jin Xiang, 
Le Qi Gong Chinois de Penvol de Ia grue, Editor Guy Trdaniel. ZieInik Klasztorny 
Ojcow Bonifratrow, Ed. COMES, Varsvia, 1992. Zimmerman, J. e outros, Comparaison of 
two Biological Acrosol Sampling

Melhods, Applied and Envirom-nental Microbiology, 1/1987.

648

BIBLIOGRAFIA

JORNAIS E DOCUMENTOS VRIOS

Antifungal activity ofessential oilfrom Artemisia africana, Centr~Afr-J-Med., 39 (7) 
1993. Australian Standard, Air~handling and water systems of buildings - Microbial

controi AS 3666-1989. Banbury Report 24, Antibiotic Resistance Genes, New York, 1990. 
Circadian rythms in man, Aschoff Science, 148/1965. Crcadian systems properfies, 
Aschoff, 1981. Contribution  Vtude des pratiques mdicales du Prou, Lio, 1928. 
Dados de WWF publicados em vrios nmeros do jornal Panda. Donsimoni, Andr 
Dominique, Tese de estado, Mdecine Prcolombienne et

Mdecine Traditionnelle au Prou. Hornopathie et Hornopathes, Conferncia dada na 
faculdade de Medicina do

Rio de Janeiro, 1932. Imunitet i pokoi rastienfi, Moscovo, Ed. Nauka, 1978. L'Alo 
vera: plante des brulres, La vie naturelle 89/93. L'Alo vera: Thrapeutique 
naturelle aux effets universels, Les mdecines

nouvelles, 1987. Informao CRILRAD. La Chartre sur les invertbrs do Conselho 
da Europa, Mario Pavan. La Vie Claire (Jornais 1970/1980). La Vie Naturelle. Le mat: 
son origine, sa prparation, Nature 11 / 1911. Le mat, Nature 7/1899. Les cactaces 
utiles, Bu11. Soc. Nationale dAcclimation, Paris, 1988. Les Coloptres  Ia conqute 
de Ia terre, Renaud Paulian. Les horloges florales, La garance voyageuse, 15/1992. 
Magie et pouvoir des plantes, Science et Magie, Especial n. 8. Opinio do Senador 
Dumas sobre a homeopatia exposta perante o Senado por

ocasio de duas peties, Paris, 1965. Plant extinction, a global crisis, Harold 
Koopowitz. Primeiro colquio internacional de patologia e parasitologia dos moluscos,

Perpingrian, 1977 (48 artigos). Proceedings 8th National Shelfish Sanitation 
Workshop, Nova Orlees, Luisiana. Russir votre Sant (n.'1 ao n. 11). Rytmy 
Biologicze, Kosmos 1/20, 1991. Slownik Botaniczny, PWN 1993.

649

The history of antibiotics, simPsio, American Institute of the History of Pharmacy,
1986. The Plant Hunters, Tyler White, Ed. William Heinemann Ltd. Londres, 1970. The 
timing of sleep and wakefulness, Enright J., 1980. The use of a complex 
thermohygrometric index in predicting adverse health

effects in Athens, Tselepidaki Int. J. Biorneteorol. 5/1995. Wiadornosci o surowicach 
leczniczych  .... Maria Dyminska, etc.

650
